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domingo, 16 de setembro de 2012

RAIVA - TODO MUNDO SENTE! POUCA GENTE CUIDA...

"Quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não lhe dá o direito de ser cruel" 
William Shakespeare

Ah, a raiva! Oh sentimento pouco compreendido e, por assim ser, tão imperativo, intempestivo e ácido!

Quantos de nós finge não tê-la e tanto se faz uso dela... "A raiva é um sentimento ruim... a gente tem que falar um monte de coisas boas para ela nem se aproximar...". Quem dera fosse simples e fácil assim!

O que mais me espanta em nossa tensa relação com esse sentimento é o medo que temos dele e o quanto esse medo o alimenta. Uma pessoa, certa vez, me disse: "Você está com medo ou com raiva? É melhor sentir raiva do que medo...".  Alguém consegue ter noção do alcance dessa frase? Não que a gente escolha o que sentir... sentimento a gente sente. Administrar esse sentimento é que se trata de usar a razão e fomentar a base moral das virtudes para que se faça a harmonia, através da razão e da consciência. Assim eu penso. O medo nos afasta da capacidade de ver as saídas. A raiva é explosiva e não fica instigando para olhar para ela. Ela explode mesmo e não está nem aí... O medo não, ele é envolvente, silencioso e com voz mansa, para não nos afugentar. Em verdade, nenhum dos dois é coisa boa. Quem de nós não os trouxe em seu pacote de configuração humana?

"Não é bom sentir raiva!". E quem não sente? O auto-controle não necessariamente é lidar com a raiva, é contê-la, embarreirá-la. O auto-conhecimento, a auto-busca, sim, esses são capazes de diluí-la em meio à luz da consciência. Mesmo assim, nada a impede de emergir. Se conhecer, se buscar e se ajudar colabora no aspecto preventivo, onde, ainda que a situação externa detone o botão de acesso a raiva, se o ambiente pessoal estiver em boas condições de arejamento mental, de abertura pessoal para as soluções, de compreensão, respeito e paciência - ou seja, base de formação moral firmada em bons valores -, todos os assuntos interpessoais sem pendência e em dia... ela explodirá mas não causará efeito devastador ou corrosivo. O impacto será amortizado pelo ambiente do bem estar consigo. E o questionar "o que está por trás dessa raiva?", "como faço para deixá-la ir?" fortalecerá a base e diluirá, no tempo certo, essa emoção negativa e pesada. 

Todo mundo já percebeu que emoção densa invade e machuca pelo peso que trás. Emoções leves, boas, positivas - reais - reconhecem a existência do negativo - afinal, todos nós temos os dois lados e isso não nos torna monstros em admitir esse axioma, senão, essa verdade e o lidar conscientemente com esse lado sombrio é crescer -, a acolhem e fortalecem nossa imunidade contra esse ataques de maneira efetiva: transmutando-a. É praticamente um processo químico em meio ao processo abstrato emocional.

Todos têm predisposição à raiva! Não existe esse que não tenha... Nem que seja raiva por uma injustiça. Ainda assim, não se trara de um bom sentimento. Uma pessoa mais forte emocionalmente, moralmente  formada e virtuosa na prática diária - uma pessoa evoluída - se refaz do ataque com rapidez e honestidade , lidando com a existência real dessa emoção e deixando-a seguir seu caminho, liberando a tensão e diluindo através do processo racional. Existem pessoas com capacidade de explodir mais rápido e externalizar essa emoção dentro de si. Outras, represam tanto que os olhos explodem e os lábios correm o risco de deixar de existir depois de tanta mordiscada... A capacidade de "conter" a raiva não nos torna capaz de lidar com ela. 

Desde que assumi para mim que alimento muito a raiva com meus medos, entendi que entrei no caminho para ter acesso ao caminho que me conduzirá, um dia, ao caminho de conseguir lidar efetivamente com essas emoções mais baixas. Ah, detalhe, isso faz com que ela exploda cada vez mais. É uma catarse... uma prova de fogo atrás da outra. Então, hoje, quando me vejo com raiva - sim, existem momentos em que não nos damos conta, através de nossa capacidade de justificar tal sentimento - procuro entender o que me levou a sentí-la. Me pergunto "o que essa raiva quer me dizer?", "o que está por trás dessa emoção?", "como faço para permití-la ir". Papo de doido? Pode ser. Requer tempo e ambiente favorável. Isso é uma parte do lidar com essa emoção. O mais importante é se alimentar de pensamentos bons, sem deixar de reconhecer em si os ruins, mas, questioná-los à luz da sabedoria que existe em nossa essência, lá dentro de nós, bem em nosso âmago... lá, onde a gente insiste em sufocar a vozinha que nos guia para e pelo caminho do bem. É. Essa voz que ignoramos constantemente e que muitos afirmam escutá-la e se dizem preparados para lidar com a raiva porque sabe que ela não faz bem... na hora H, ou represam ou explodem através de outras ações, como se desviar o foco resolvesse a questão.

O antídoto natural para lidar com a raiva - porque impossível eliminá-la, a não ser que seja um Jesus Cristo, que veio nos mostrar que só através de uma vida virtuosa e pautada no Bem Maior podemos ser melhores e ninguém segue seus passos como Ele ensinou... me diga, quando Jesus se deparava com alguém "torto moralmente" o que Ele fazia? Virava a cara e dizia: "Este aqui, não, irmãos... Nem se aproximem para não se contaminar... ele é do mundo..." ou, veio Ele ao mundo para salvar todos nós dentro ou fora de religião? E pregou Jesus em nome de uma religião em específico?... - pois bem, para "curar-nos" após a explosão, em qualquer proporção, de raiva, só sendo uma pessoal do Bem, virtuosa. Uma pessoa que rega sua semente e sua horta de bons pensamentos todo dia, principalmente, depois de ter agido de maneira impulsiva e, em vez de se culpar e se martirizar, assume um papel redentor de si e recomeça. Somente o poder do Amor, da compreensão, do respeito a si e ao outro - principalmente, no entendimento de que cada um tem seu tempo, seu ritmo - e na paciência que essa sequência naturalmente conduz, são capazes de neutralizar o efeito radioativo da raiva. Isso a impede de explodir em algum momento? Segurá-la entre os dentes, num ato desesperado de não tornar aparente aos outros essa emoção a faz deixar de existir em si e de detonar a pessoa por dentro? A questão é LIDAR com a raiva. E a gente só é capaz de lidar com aquilo que identificamos. Para identificar: ver. 

Acho que nos ensinaram tanto a "não pode ter raiva... isso é ruim... isso é pecado" que esqueceram de dar a receita do bolo de bondade que a gente come e automaticamente mata tudo de ruim dentro de nós... Até - ou, principalmente - quem mais espalha essa informação tão "nova" de que raiva é ruim e faz mal precisa se desconstruir dessa armadura superficial e entender que raiva é real, densa e profunda. Ir lá no fundo, se buscar e se entender ajuda a ir cortando suas raízes e cada vez mais temos menos espaço para ela dentro de nosso jardim pessoal. Isso é arejar nosso lar interior: nós mesmos. Não adianta se colocar como superior e arrogante, o oposto da raiva são os sentimentos nobres e leves, e estes não comportam orgulho, vaidade e essa gama de coisas pequenas e ínfimas em nobreza e enormes, densas e profundas em poder de destruição. O amor, por si só, é humilde. Não se gaba por glórias, nem as deixa de realizar. Apenas cumpre seu dever humano de encontro consigo. À medida que nos aproximamos mais de nós mesmos, da nossa essência, mais distante ficamos de acessos de raiva. À medida que nos ajudamos, mais leves ficamos. 

A raiva é sinal de que algo em nós requer cuidado. Não nos culpemos: somos demandas demais para toda uma vida! É capaz de morrermos tentando ser alguém melhor. Isso já é uma boa maneira de morrer, consciente de que se esforçou e se colocou a caminho de si. Só assim encontraremos a Verdade sobre Deus. Eu penso que Ele fala com nossa essência. Com nosso Eu mais elevado: equilíbrio entre razão e emoção. Na paz do encontro da gente com nosso Eu de verdade: quem somos! Só com esse caminho aberto, nosso coração será nosso guia real, porque seremos luz divina em essência, em pureza, em verdade!

Só construindo esse caminho rumo a nós mesmos podemos nos ajudar e nos encontrar! Só assim, sentimentos inferiores - porém necessários em nossa escalada rumo a nós mesmos... eles são alertas de que algo está fora do lugar - serão transformados em seus opostos. Eu penso que essa nossa bipolaridade, dicotomia, lado sombra e lado luz... seja um alerta ao equilíbrio. Após equilíbrio instalado, após (re)encontro com nossa pureza d´alma eles deixam de existir. Tudo tem um motivo para existir. E nossas emoções querem seguir o sol, mesmo que, por vezes, precisem ser sombras das nuvens ou molhadas pela chuva. Nada existe em nós por acaso. Eu ainda não sei muito bem lidar com essas emoções mais densas, mas, já sei que estou em desarmonia comigo... e não precisa explodir uma delas para saber... eu já sei. Estou em fase - há muito tempo e pode levar ainda outro muito tempo - de desconstrução. Fase de refazer-me. Fase de plantar novas sementes, de colher furtos do que já fora plantado, fase de ir em busca de ajuda para semear novas sementes... é um processo dinâmico, como a vida, porém, sem agitação. O dinamismo deve ser separado da afobação, da ansiedade e da agitação como sinônimos, por favor! 

Preparemos nosso solo amado e pessoal. Plantemos. Reguemos. Colhamos. De cada raíz fincada, erguem-se troncos e polpas. Dure o tempo que durar, as raízes são nossa origem, nosso caminho rumo ao interior, caminho de retorno a si. Mas, nossos frutos alimentam. Nosso pólen nos levam a posteridade e a novos lugares. Somos humanos e temos a capacidade de ir e voltar, porque o reencontro é um retorno. Por mais longe que sigamos, o retorno, quando nos permitimos honestamente, cira um caminho próprio, que não tem explicação lógica, muito menos científica, é Vida! Tempo como seu aliado abre esse portal. Não pegamos atalhos, pegamos O caminho rumo a nós mesmos! Isso é cura: reencontrar-se! Sejamos mais felizes a partir de agora! A raiva precisa de compreensão! Acolhamos cada sentimento nosso. Vamos dar o devido carinho a nós mesmos!

PS - pensar assim ainda não me torna uma pessoa evoluída... eu, como qualquer ser humano, estou em processo e isso requer tempo e tempo e tempo.
"Guardar ressentimento é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra."

William Shakespeare


Pat Lins.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

MUDANÇA - PROVA DE ESFORÇO E DE ANDAR


Toda nossa mudança é uma prova de esforço gigantesca!

Muitas provas, para nos testar. Muito esforço, para nos mantermos e ultrapassarmos em seguida!

Um caminho. Vários caminhos até chegar. Caminhar, para poder chegar. Já viu alguém que corre chegar na hora certa e no devido lugar? Calma e paciência fazem parte dessa estrada. 

Como me disse uma grande amiga: "ATIVAMENTE CALMA E CALMAMENTE ATIVA".

Aqui e agora é sempre hora de começar, sem impulso... nada de agonia. Aqui, na mudança real, não cabe acelerar e procurar qualquer coisa para fazer e nunca parar... é preciso bastante tempo para se olhar, se ver, se enxergar. Depois, muito mais tempo para se aceitar. Logo em seguida - o que é tempos depois... - tempo de não se culpar. Tempo de seguir. Tempo de chorar. Tempo de seguir. Tempo de ir. Tempo de parar. Tempo de avaliar. Tempo de levantar. Tempo de solucionar. Tempo de ir, em vez de ficar. Tempo de ficar, para saber para onde ir. Tempo de andar. Sempre é tempo de andar! Pegou caminho errado? Está certo. Então, vamos mudar. Todo caminho novo é uma nova chance de acertar.

Tempo de ouvir e de falar. Tem tempo para tudo. Só não te tempo para acelerar e passar direto. Aí, perde-se tempo... tempo de errar. Melhor tempo para consertar. A pressa nunca foi pontual... por querer acelerar, fez deixar de encontrar... chegou a hora errada, no lugar errado, no passo errado!

Toda mudança requer muito esforço. Toda mudança requer atenção. Toda mudança requer muito de nós, porque só nos voltando a nós mesmos, poderemos andar na direção certa: rumo ao crescimento que nunca para de crescer. Desenvolver. É sempre preciso o tempo. É sempre preciso se olhar! Do mesmo jeito que é preciso navegar! Precisão é hora exata. Tempo certo de acontecer. Consequência de. É isso aí!

Vamos andando!

Pat Lins.

Todo cuidado é pouco para não cair no lugar errado, na hora errada... Pat Lins.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

ENTRE A PLANTAÇÃO E A COLHEITA TEM O CAMINHO DA PACIÊNCIA



ENTRE A PLANTAÇÃO E A COLHEITA TEM O CAMINHO DA PACIÊNCIA, ATRAVÉS DO TEMPO!

É isso que a natureza nos ensina e assim é na vida!

Pat Lins.

quinta-feira, 1 de março de 2012

PEDI PACIÊNCIA E DEUS ME DEU A OPORTUNIDADE DE PRATICÁ-LA....

Deus, me dá paciência! O que devo fazer? 

Minha diarista testa minha paciência... parece novela. Como é de confiança e faz o trabalho direito, mantenho. Sei que ela está quitando uma dívida com o que recebe aqui em casa e mantenho. Mas, a criatura é difícil... quer deixar Peu fazer tudo e acha que a mãe - eu - deve fazer isso, porque eu tenho que preparar ele para o mundo lá fora, devo deixar ele fazer o que quiser. Me ensinou o seguinte: "quando ele chegar da escola, a senhora deixa ele. Segura a mão dele e vai brincar. Se ele não quiser tomar banho, comer, se quiser brincar, deixe, porque é no mundo lá fora que ele vai aprender. Por isso, a senhora tem que ter pulso forte, deixar ele fazer tudo. Se ele bagunçar, deixa. A senhora quer que ele aprenda a arrumar, é? Oxe! Que nada! Homem é assim mesmo...". Toda vez que chamo a tenção dele, ela vai falar com ele depois. Detalhe, quando eu vou arrumar as coisas da casa e guardo as coisas de Iuri - roupa suja que - agora é - às vezes ele deixa pendurada na cadeira, roupa suja no banheiro... ela diz: "deixa, D. Patricia, homem é assim e não muda! A senhora tem que deixar, pro casamento ser feliz, pra ele não se irritar. Eu já falei pra minha outra patroa, pra ela não irritar o marido, se ele quer guardar bagunça, deixa. Pra quê irritar os maridos?..." Gente, é mole? Ela é a única a pensar assim? Creio que não. Engraçado é que ela apanhava tanto do marido dela que, ao fazer queixa ao pastor e avisar que ia separar, ele - o pastor - reuniu os outros e bateram tanto na cabeça dela que ela foi parar desmaiada no hospital, porque eles acharam que ela estava louca em não respeitar o marido - o marido que a espancava. Pensei: quantas pessos ignorantes de pai e mãe, como se fala, vive isso? Ela disse que não sabe ler, nem escrever, mas, me diz tudo que está escrito na Bíblia... Certa vez eu perguntei: "qual o livro?" e ela não sabia dizer. O que ela diz é: "isso está na Bíblia" e "isso" é qualquer coisa. Me disse que queria aprender, mas, até que isso não faz tanta diferença, porque ela é uma pessoa de luz, iluminada e isso a ajuda. O problema é que isso faz com que o inimigo se levante onde quer que ela vá. Quando dou alguma coisa para ela, me pergunta: "a senhora está preparada? Se me ajudar, ele vem contra a senhora...". Eu disse para ela que se ela continuasse só chamando o coisa ruim ela ia sair de minha casa, porque eu quero quem chame por cosia boa. Ela tropeça e diz: "pensou que ia me derrubar, eu sou mais forte!" e fala com o inimigo durante o dia todo... É delicado. Para piorar, ela fala baixinho com Peu, ensinando ele a como me enrolar: "dê um beijinho em sua mãe, para enrolar o coração dela...". Fora que ela perde um tempão brincando com ele... Esperto, ele fica chamando-a toda hora e ela para para "obedecê-lo". Eu tenho que escolher as palvaras e pedir para que ela volte ao trabalho. É complicado. Pedro riscou a televisão dele e ela se colocou na frente dele, como se eu fosse bater nele, e me disse que ia me dizer o que ele fez - porque ele mesmo foi me chamar para ver o que havia feito - se eu prometesse não reclamar com ele. Eu disse que não prometeria isso e se ele fez alguma bobagem, eu iria reclamar, sim. Ela saiu emburrada e me disse: "ele riscou a televisão, mas, é coisa de criança" e eu disse: "é coisa de mãe educar um filho e por isso, vou ter uma conversa com ele, apenas eu e ele". Pedi licença e conversei com ele. Expliquei que a TV era dele e que ele deveria ter cuidado, porque se ele quebrasse, ele ficaria sem e eu não o deixaria assistir em outra. Ele me deu um grito e eu o coloquei para refletir, sem TV e sentado na cama, pensando no que fez e entendendo que ele era o pequeno e eu a grande. Foi quando a peguei chorando na sala, achando que era porque ela "iluminada" que isso acontece "as pessoas iluminadas como eu são assim, a gente incomoda. O inimigo vem e usa a senhora para brigar com seu filho, por minha causa...". Expliquei para ela que ele riscar a TV e eu colocá-lo de castigo faz parte da rotina de mãe e filho e não tinha nada a ver com ela. Ela não se conteve e desabou a chorar.

Meu Deus, eu peço paciência e o Senhor me dá a oportunidade de praticá-la, né? 

Isso é preocupante, por outro lado. A grande massa da nossa "sociedade" é composta de gente "ignorante" e de gente que se aproveita dessa ignorância. O pior da ignorância é desconhecer-se como tal. Isso alimenta a arrogância e essa combinação não dá certo: ignorância com arrogância... Agora entendo que não podemos mudar o mundo, apenas a nós mesmos. Vi que só me resta manter minhas convicções e viver minha vida. O resto, paciência. Não dá nem para conversar com ela, porque ela me diz: "D. Patricia, dona não sei quem já me disse isso, mas, não adianta, eu sei que estou no caminho certo. Tenho minha fé! Eu sei que a senhora quer meu bem, mas, escute, a paz da casa depende da mulher. Deixa o homem quieto!". Bom, não entendi nada, porque eu falava com ela sobre outra coisa... sobre o fato dela ter brigado e enchido de desaforo a vizinha - a indiquei para fazer faxina na casa da vizinha - só porque a vizinha ia acordar o filho para ela fazer a limpeza do quarto e ela foi em cima de minha vizinha, dizendo que ela deixasse o filho dormir, que era para deixar o jovem fazer o que quisesse. Até o rapazinho ficou assustado com a maneira como ela reagiu com a mãe e pediu que não deixasse mais ela fazer a faxina em casa. Sinceramente, ainda estou pensando em como agir. Exercito a bendita paciência e imponho meu limite, afinal,  ela tem dois pontos a seu favor: trabalha certo e é de confiança; ou, cedo à conveniência e dispenso? Fora que Peu gosta dela e ela dá muita atenção para ele. Isso me faz ver que eu devo ser firme na educação que dou a ele e pronto. Ela pode tentar deixá-lo fazer o que quiser, mas, ele entende que quem "manda" sou eu.

Pois é... É isso que dá se abrir, vêm pequenos testes de todos os lados. Bom, vai chegar ao ponto onde eu terei que fazer a escolha e farei, com consciência, não no ímpeto de raiva e orgulho. Estabeleço o limite e pronto. Cada dia um exercício novo. Imagine, fiquei um tempão sem ter a menor condição de pagar uma diarista, agora que consigo pagar para que venha uma vez na semana, é assim... Isso é relação interpessoal com hierarquia, né? Isso é exercitar a compreensão, a paciência, a convicção. E me pergunto: até onde devo me permitir ser paciente? Qual o limite para tudo isso? Eu sei que ela é uma pessoa com essa característica. Ninguém é perfeito. E aí, devo ser como todo mundo, que só considera o ponto negativo? Se não fosse de confiança e não desenvolvesse bem sua função, já nem estaria aqui. Mas, é invasiva e fanática por uma religião perigosa... É isso que falo da vida: devemos agir com consciência e ponderação. O quê devo ponderar?

Paciência!

Pat Lins.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

VELOCIDADE DO MUNDO E A FALTA DE PACIÊNCIA

“Sede, pois, prudentes como as serpentes, mas simples como as pombas” (Mateus 10:16)

Se a gente acha que o mundo, as pessoas, tudo ao nosso redor está mais lento do que a gente, é bom dar uma parada, analisar e ver o que está de ERRADO COM A GENTE!

Essa onda de praticidade em confusão com a aceleração faz com que uma pessoa agitada - quem está em equilíbrio não é nem acelerado/agitado, nem lerdo/parado, segue num ritmo, em harmonia - acredite que está sendo pró-ativo e fazendo acontecer. Quando, em verdade, está estressando  - a si e ao outro - sem perceber, afinal, argumentam que nunca cansam, mas, a falta de paciência e respeito ao ritmo do outro é sinal de quê? De que a mente está pedindo para que se diminua essa agitação e se entre num ritmo, afinal, nenhuma agitação é ritmada, pelo contrário, é desritmada, está acima do ritmo natural que deveria seguir. Será que essas pessoas conseguem ver isso? 

Praticidade é colocar em prática o que está em teoria, não agitação, aceleração ou "excessividade" em querer fazer as coisas. Cuidado, isso pode ser um alerta para os "tapa buracos". 

O contrário também requer atenção: pessoas que acham que está tudo passando muito rápido, que o mundo gira mais rápido que ela... pode ser preguiça e não paciência. A idéia é fazer um alerta a não deturpação do significado das palavras para justificar nossas falhas. O ideal é que nos enxerguemos e, daí, nos trabalhemos. Lembrando que nada se dá de uma hora para outra e que essa falta de ritmo - para mais ou para menos - não se ajustará como um clique num interruptor. 

O legal é acordarmos para nós mesmos, em vez de passarmos o tempo observando o outro e esquecendo da gente. E falo ACORDARMOS no sentido de lembrar que nosso objeto de estudo, mesmo que em comparação com o outro, somos nós mesmos! Olhar o que o outro faz, que seja meramente para se saber lidar com a pessoa, levando-se em consideração o respeito, mesmo que no início sejam criados alguns embates, à medida que se continua caminhando, se avaliando, o foco volta. Se o outro ainda insiste em invadir seu espaço, mantenha seu foco e proteja-se - não é proteger no sentido de se sentir atacado, mas, defender o seu espaço afirmando e reafirmando para si que aquilo não precisa te tirar do seu eixo. Bom... em meu caso, que me proponho esse lema de me melhorar como pessoa, de me libertar dessa normose imperativa, não faço essa defesa com paz... ainda permito que me tirem - aliás, eu ainda me permito sair - do eixo. Depois de verificar que eu ainda obseravava e critico mais o outro, vi ali meu "calcanhar de Aquiles", ainda fujo do foco: que sou eu! Meu foco sou eu. Não para me punir, mas, para me redimir, corrigir minhas falhas. E isso não é fraqueza, nem força, apenas é uma coisa que precisa ser vista, revista, avaliada, reavaliada... reformada, alterada, ajustada... corrigida! Se detectamos um problema, precisamos resolver. Isso é redenção: nçao se culpar, nem se punir, nem se prender ao perdão apenas... É se consertar! No melhor dos significados.

Eu tenho uma preocuapação excessiva em deixar tudo muito claro, principalmente, com  relação ao que quero dizer como estou dizendo, para evitar detrupação do que escrevo. Mas, aos poucos, vou mudando o foco e relembrando que escrevo meus pensamentos e que só fará real sentido para mim. Para quem ler, terá um outro sentido. A gente se baseia em nosso caminho, óbvio, e cada um tem o seu. Mas, uma coisa precisa ficar clara: nenhuma mudança é rápida. E, outra coisa importante: se não for colocada em prática, não é mudança! Se você se considera uma pessoa paciente e vive ansiosamente, sem preceber que está acelerado; que não ouve o que o outro fala; que invade o espaço do outro o tempo inteiro, e nem se dá conta, nem mesmo quando a pessoa fala: calma, você está invadindo meu espaço - ou algo que denote essa situação...; imponmdo sempre sua vontade, ainda que com voz carinhosa e baixa, mas, a falta de respeito e de equilíbrio é a mesma de quem fala brutamente... é bom dar uma revisada em si e tirar essa peneira tapando seu sol. Muitas vezes a gente age assim e ainda se dói. Sempre que invadirmos um espaço que não é nosso, haverá dor, haverá resistência... O auto-conhecimento requer muito mais do que dizer que "eu me conheço"... requer uma reeducação e uma formação de caráter incisiva, para que nos desapeguemos dessa couraça que nos domina e manipula através de uma deturpação do que deveria ser. 

O que deveria ser não o é! Observemos. Só incomoda aquilo que está foRa de lugar. Se houver ajuste e respeito de verdade, não há incômodo, há compreensão, clareza, ritmo, respeito, limite, equilibrio. De nada adianta fugir e se dizer ser o que não é... seja! Eu ainda não sou muita coisa, mas, algumas eu já consigo ver que falo uma cosia e faço outra... Me observo e me questiono como faço para corrigir essa falha. Vigilância! Nada de punição, nada de lamentação, nada de "eu só estou querendo te ajudar e você me trata desse jeito..."! Nada de jogar no outro ou exigir do outro algo que só ele pode fazer por si. Faça por você e só assim poderá se fazer em coerência um exemplo vivo para alguém que já tenha aceso o desejo de mudança, para transformá-lo em vontade de mudança!


Paz, minha gente! Muita paz! E a paz só é conquistada de dentro para fora... a guerra é interna! Tudo aquilo que estamos repletos é que é refletido para o externo! E isso serve para mim, também. Tudo que aqui coloco é o que me busco e me proponho. Paradas estratégicas fazem parte da caminhada. O repouso é necessário, afinal, somos humanos. Cuidado com os execessos: de trabalho, de reclamações, de peso, de ver demais a vida alheia, de aceleração, de vazio... os buracos quando aumentam ou são tapados com qualquer coisa, um dia, dilaceram tudo na gente e em nossas relações. Fiquemos atentos ao nosso grau de exigência com o outro, que nos leva a uma aceleração desritmada e nos leva a temer a crítica alheia, por já estarmos em posição de crítico. "A crítica é o maior germe da separatividade"! Crítica construtiva pode ser refeita e podemos fazer um alerta com bom senso...

Nos mantenhamos ATIVAMENTE CALMOS E CALMAMENTE ATIVOS! A paz é uma conquista diária e é individual!!! 


Como disse Morgana Gazel, em seu livro, ENSEADA DO SEGREDO: "fazer diferente exige mais que contradizer". E, esse livro é uma lição de moral que precisamos, para recuperar o humanismo e pararmos de julgar e condenar.

O tempo não é um canalha, na verdade, nós é que o somos... O tempo natural tem um ritmo próprio, como a natureza - tudo no tempo certo!

Pat Lins.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

PACIÊNCIA, UM BOCADINHO MAIS

Você já recebeu uma mensagem - via e-mail - cujo teor era uma mensagem bonitinha, onde se fala: "pedi a Deus... ele me deu..."? Não me lembro direito como era, só me lembro que era tipo: "pedi a Deus dinheiro, ele me deu um trabalho..." Pois bem, eu, Pat Lins, pedi a Deus paciência e ele me deu situações para exercitá-la... Não sei se rio ou se choro - kkkkkkkkkk.

 Custei a começar a compreender - um dia internalizo - o processo e vi que não adianta brigar, aceitando é o melhor caminho: 

PACIÊNCIA A GENTE SÓ SABE SE TEM QUANDO PRECISA EXERCITÁ-LA.

Piegas? Totalmente real!

Agora, nem peço: "me dá mais paciência, Senhor". Como já saquei o lance, agora eu falo: "tira minha paciência, oh Pai" - kkkkkkkkkkkkkk.

O lance é que paciência nunca é demais, sempre é um esforço grande demais! Falo de PACIÊNCIA, não de suportar ou tolerar. Não de fingir que tem e se remoer por dentro. Falo de sentimento sincero. A verdadeira paciência flui com a prática dos bons hábitos. Bom, isso eu ainda sei apenas na teoria, a caminho da prática. E olha, tenho passado por um intensivão. Agora, é vai ou racha - se eu não rachar a cara de um, é porque vai - kkkkkkkkkkkkkkk. Miséria! Misericórdia!

Deus, tá bom, dentro de tudo isso que já estou passando, sem precisar  aumentar as provas - rs,  dá um bocadinho mais de paciência - bom aprender a formular o pedido de maneira correta, limitando as interpretações, objetivando o desejo, porque o lance não é obter as respostas, mas, saber fazer os pedidos, ou seja, saber a pergunta certa - para mim e juízo para os que me testam se tenho tão nobre sentimento. 

É verdade, bem que dizem: "a prática é o caminho da perfeição". E eu, tô tão longe disso, mas, não desanimo, estou caminhando e fazendo meu melhor a cada dia.

Beijos,

Pat Lins.

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