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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

CULTURA (A ARTE DE CULTIVAR) DO "NADA"



Observando a agricultura - uma das formas de cultivo, relacionada a plantação de alimentos na terra - a gente entende muita coisa.

E conversando com um amigo/irmão, ele me fala que acabou de sair de uma fase "agitada", de tanta coisa para fazer em pouco tempo, que, hoje, está com vontade de fazer "nada". Me recordei, na hora, de duas coisas: 1- na época em que tive DPP, tive um insight de "pensar em nada", como forma de compensação para a mente, após estar vivendo tanta loucura densa de expurgo - coisa que vi na época e senti, mas, estava tão "possuída" pelo desânimo que não dei muita importância -; 2 - na agricultura, tem o sistema de rodízio - peguei uma definição na wikipédia para ilustrar meu pensamento: "é uma técnica agrícola de conservação que visa diminuir a exaustão do solo. Isto é feito trocando as culturas a cada novo plantio de forma que as necessidades de adubação sejam diferentes a cada ciclo." - e, em determinado momento, uma parte fica em descanso; depois, me veio uma terceira: 3 - o Nada. Para quem leu as "Crônicas de Nárnia",   em "O sobrinho do Mago", Aslan começa a criar Nárnia: 

"E, de fato, parecia mesmo Nada. Não havia uma única estrela. Era tão escuro que não se enxergavam; tanto fazia ficar de olhos abertos ou fechados. Sob seus pés havia uma coisa fria e plana, que podia ser chão, mas que não era relva nem madeira. O ar era seco e frio e não havia vento. (...) No escuro, finalmente, alguma coisa começava a acontecer. Uma voz cantava. Muito longe. Nem mesmo era possível precisar a direção de onde vinha. Parecia vir de todas as direções, e Digory chegou a pensar que vinha do fundo da terra. Certas notas pareciam a voz da própria terra. O canto não tinha palavras. Nem chegava a ser um canto. De qualquer forma, era o mais belo som que ele já ouvira. Tão bonito que chegava a ser quase insuportável. " 

Outra lembrança que me veio o Nada de "A Voz do Silêncio", de Helena Blavatsky, onde ela nos traduz trechos do "Livro Tibetano dos Preceitos de Ouro" e cita: 

"Aquele que quiser ouvir a voz de Nada, o "Som Insonoro", e compreendê-la, terá de aprender a natureza do Dharana (Dharana é a concentração intensa e perfeita do espírito sobre qualquer objeto interior, acompanhada da abstração completa de tudo quanto pertença ao universo exterior, ou mundo dos sentidos.)."

E enquanto conversávamos, essas coisas povoaram, pululando - adoro essa palavra! - em minha mente. Me veio a lembraça de que devemos respeitar o Tempo de cada coisa. Isso é a  minha Cultura do Nada. De entender, como Platão já dizia, que existe o tempo de ócio, também. Desde que produtivo. Não me refiro à preguiça, mas, ao Tempo do descanso da terra mental, física, de vida, etc. Ou seja: precisamos saber administrar o nosso tempo, principalmente, reconhecendo os nossos limites - até mesmo para, exercitando e desenvolvendo, podermos ultrapassá-lo. Ninguém supera um limite exaurindo-se até a morte, isso é sandice. Uma pessoa inteligente cresce gradativamente. Isso é real. Isso é possível na transformação. Assim eu penso e assim eu vivo com minha "Cultura do Nada". Como exemplo, quem entra na academia, para malhar, não começa correndo numa esteira. Começa com caminhada e aumenta-se a velocidade gradativamente. Assim devemos ir fazendo: (re)conhecendo nossos limites, lidando com eles, questionando-os e, se for para ser, superando-os. 


Vamos desenvolver a CULTURA DO NADA, de auto-construção, de boas plantações. Só assim poderemos DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO - começando por cada um de nós. Começando do Nada, desenvolvendo o silêncio em nossas mentes  ainda inquietas e agoniadas.

Sem a afobação de se debater, debater, debater... Um momento para nós é VITAL. E vital é VIDA e vida é o que devemos lembrar... Melhor, devemos VIVER. E Vida é dinâmica - não ansiosa ou afobada, agitada, acelerada... ela é ritmada, como os sons da Natureza e dentro do Tempo de cada coisa.

Vou parar por aqui porque essa viagem me faz aprofundar muito em mim. Coisa minha. E não dá para transcrever em palavras... sensação é para se sentir com corpo e alma, bem lá naquele lugar dentro de nós que só cabem coisas boas, muita luz... o contato com o Pai do céu, como numa bela oração de corpo e alma! Entregues ao momento de, apenas, sentir, respirar.

E, dentre muuuiiitttaaa coisa que conversamos, finalizamos com uma frase bem bacana que Marcos me disse e não lembro de quem foi:

"Tudo na vida está entre o 'inspirar' e 'expirar'."

E é verdade. Indo mais para o lado drástico e real: um dia a gente inspira e, de repente, chega o dia do último expirar!

Façamos nosso melhor entre cada inspiração, para que em cada expiração, estejamos literalmente mais leves e livres de todo mal!

Pat Lins - inspirando.


segunda-feira, 13 de setembro de 2010

CHÁ DE APRENDIZAGEM

Sempre é hora de aprender algo... Ai, por mais que seja cansativo, o exercício é contínuo... Ah, quero uma pausa para o chá. Alguns instantes para degustar com calma e tranquilidade tanta coisa .

Tenho escutado tanta coisa... Normal, todo mundo escuta tanta coisa o tempo todo... Eu, também, falo o tempo inteiro... Mas, o fato, é que as coisas acontecem. Várias explicações e verdades para uma mesma história. Fico com a opção: "o que faço com isso?".

Estava com tanta saudade daqui e tenho tido tão pouco tempo para me dedicar a meu outro pedaço de mim, que é esse canto virtual... Fiz tantas anotações em "papéis de pão" e ainda não pude trazer para cá. Nada que com o tempo consiga.

Pois é, tudo é uma simples questão de tempo... Mesmo que ele passe, outro começa. Escutei uma coisa tão linda, ontem, na TVE Brasil, dentro de um Curta Criança - "O menino quadradinho" - onde as palavras conversavam com o menino que ficava preso nas histórias em quadrinhos e, ao questionar se o menino tinha medo de crescer, ele falou que queria voltar no tempo... que não precisava daquelas palavras todas. Então, as palavras o ensinaram que não se volta no tempo: "não podemos viver o mesmo dia duas vezes. Mas, podemos recriar". No final, o menino se abre para novas leituras - metáfora através da cena onde ele lê livros, também - e se encontra com ele mais velho. O "ele mais velho" pergunta o que ele lê e ele conta sua história. E o velho, com a sabedoria dos anos e experiências vividos, conclui: "é igualzinho a história da vida... é para criança só no começo..." - aha, esta é minha dica/sugestão lá no MÃES NA PRÁTICA - eu me esforço para crescer por lá, também...


Olha, por pior que seja a programação no canal aberto de TV - e, para mim, entretenimento vai além de uma tela, por maior que ela seja... Não a excluo como mídia - na concepção literal de sua definição -, mas, incluí-la é saber que ela faz parte, sem ser a única parte. Daí meu argumento de não concordar como TV manipuladora de opiniões... ela é apenas um "meio"... E quem dá audiência, somos nós mesmos... - sempre tem alguma alternativa. A TVE, por exemplo, vem desenvolvendo boas produções. E, para o público infantil, vem recheada de coisas legais. Mas, é questão de gosto. Assim como tomar chá - risos.

A gente se prende demais as coisas... sei disso, porque também sou gente e bem sei o quanto tem horas que a gente tem uma vontade e, de repente, fazemos algo bem diferente... Como se se estabelecesse um desacordo entre a sua vontade pessoal e aquilo que você faz no sentido de validar os seus quereres. É como se você quisesse uma coisa, mas os seus atos contrariassem o seu próprio objetivo! Ter consciência do processo é uma chave para você se organizar melhor. A cada dia, aprendo, inicialmente, no âmbito da teoria, que empregamos uma força para levantar algo mais pesado em situações mais leves... e, quando as pesadas chegam - e sempre chegam... assim como as leves sempre chegam, também... afinal, vivemos de fases e fases - estamos sem tanta força... Muitas vezes, exauridos. Bom, nada que uma "descarga de adrenalina" não dê jeito... Mas, podemos, ao menos, optar por deixar as coisas seguirem seu rumo e passarem. Ah, mas, uma coisa tenho colocado em prática!!! Quando estou cansada e surge aquilo que não sei como resolver e estou sem força extra e/ou adcional para tanto, sabe o que faço? NADA! Oxe, eu deixo passar! Faço igual a Caymmi: "relaxo". Para ele, trabalho era prazer e, como tal, não precisa de pressão. Podemos tomar como lição, né, não pressionar a mente a troco de nada. Sobrecarga é coisa de doido e dessa geração descontrolada que se ficar 24 horas sem abrir os e-mails ou sem celular, se sentem deslocados e à margem da "sociedade"... Só surtando para compreender esse lema da vida moderna, viu?!

É mole, nos tornamos vítmas de nós mesmos; resmungamos horrores do alto nível de estresse... mas, criticamos quem quer romper com essa realidade, mesmo sem deixar de vivê-la...

Ai, ai... eu quero um chá de aprendizagem, para conseguir engolir e diluir nossa realidade tão "pitoresca" - ou, seria melhor: grotesca?????

Pois é, cá estou, "de boa", rindo de besteiras como "as áveres somos nozes" e caindo na hipocrisia de rir da dificuldade alheia... Cá estou eu, me vendo como uma pessoa "normal"... Ah, isso me assusta!!!

Bom, mas, cá estou eu, também, "de boa", na nave Terra, indo e seguindo, rumo a minha melhoria, num esforço tremendo de me libertar dessas porcarias de amarras que a gente não sabe de onde vieram, nem, claramente, onde estão... Tô no processo! A cada dia mais entregue ao movimento de

DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO, através do caminho da auto-transformação. Só me melhorando e crescendo posso alimentar esse movimento e ser parte dele. Só isso!

 E você, aceita uma xícara de chá?

Beijos,

Pat Lins - sorvendo um saboroso chá de maçã com canela - ...ou canela com maçã?... Ah, o chá é bom e eu, "tô de boa" - kkkkkkkkk.

PS - lembrei de algo legal, que outro velho mestre nos ensinou - o velho Lua, nosso saudoso Luiz Gonzaga: "morena eu quero chá, eu quero chá, eu quero chá, morena velha eu quero chá. Já, já, já, morena velha eu quero chá...."

terça-feira, 24 de agosto de 2010

OPERAÇÃO "BARRACAS DE PRAIA" - SURTO, CRUELDADE, TIRO NO PÉ OU...?

Em pleno século XXI; com o "aumento" (paulatino e, ainda, insuficiente) da consciência eleitoral; estratégias de marketing para estabelecer a imagem "perfeita", entre outros aspectos, ainda me surpreendo com certas atitudes e incoerências políticas.

A derrubada das 352 barracas de praia, da orla de TODA  a cidade do Salvador, para mim, é um objeto de estudo. O objeto, na verdade, são as respostas para a perguntas: "o que levou, em meio a tanta coisa urgente e prioritária, o nosso digníssimo prefeito a tomar essa atitude?"; "o que está por trás dessa operação?". Surto, crueldade,"tiro no pé" ou...? Tem algo estranho no ar. Como diz meu "amigo" Fred - Scooby Doo - "temos um mistério nas mãos..." ou parafraseando meu "amigo" Shaekspeare: "tem algo de podre no 'reino' de Salvador..."

Ao menos esse político pode ser chamado de "honesto"... afinal, ele fez o que queria, sem se preocupar com a imagem vinculada a um fato como esse, numa demonstração de completo descontrole... Uma coisa é certa, se o povo - nós, né?! - tiver memória: NUNCA mais ele elege, nem será reeleito!

Uma barbaridade!

Onde está a democracia e o diálogo, que é a base para soluções de problemas do referido regime?

Por que medidas de melhorias em vez de destruição, não foram o foco?

Ah, sim, QUAL ERA O FOCO, MESMO?

Caos! Desordem! Ingerência! Desorganização!!!

Quem saiu ganhando? E quem perdeu, como poderia ter perdido menos?

Talvez, nunca tenhamos respostas para essas e outras tantas perguntas, referentes a esse caso. Mas, uma coisa é certa: eles contam com um trunfo - NÓS VAMOS ESQUECER. É, nós. Todos e cada um de nós, vamos retomar nossas vidas e, passados os primeiros instantes - a "novidade" - tudo cai na rotina e ver nossa orla "lisa" vai fazer parte da paisagem e pronto - bem provável que até passemos a gostar mais, enquanto os ambulantes não se instalarem... Nem a sujeira deixadas pelos banhistas domine... Nós tembém precisamos exercer um simples papel: consciência de nossa parte. É um processo natural. A gente esquece, porque, logo, logo, ninguém fala mais no assunto; a imprensa precisa de outras novidades para elevar a audiência e nossa mente guiada pela massificação de informação acompanha e segue, no mesmo ritmo. A gente só não esquece o passado imediato da vida da gente, quando alguém nos faz algo de "mau"... né, verdade?! A gente só não esquece de se meter na vida dos outros, por bobagem. Assuntos sérios e de ordem coletiva cansam... Ficar atendo à ordem dos acontecimentos, para quê?

Fazer um movimento saudável, bem articulado e baseado em fundamentos democráticos é só para os loucos e utópicos... E vamos nessa marcha solitária, em meio ao coletivo gigante de marchadores solitários/egóicos. Vários "uns" andando em benefício próprio apenas e alegando culpa a "sociedade", para fugir da própria responsabilidade. Finalmente, mais uma vez eu pergunto: "quem é essa única pessoa, individual, chamada SOCIEDADE?" O que sei dessa criatura é que somos todos nós. Ela é o que todos nós juntos somos. E, pergunto: "O QUE QUEREMOS SER? SABEMOS COMO SOMOS - INDIVIDUAL E SOCIALMENTE...? AFINAL, SOMOS UM E MUITOS? QUANTO ESTAMOS DIPOSTOS A CRESCER DE VERDADE? ESTAMOS DISPOSTOS? EM QUANTO TEMPO QUEREMOS MUDAR? É POSSÍVEL PLANEJARMOS UMA MUDANÇA SOCIAL? O QUANTO PODEMOS MUDAR/CRESCER/MELHORAR ENQUANTO INDIVÍDUO E LEVAR ESSE MOVIMENTO DE TRANSFORMAÇÃO POSITIVA PARA O COLETIVO, COMO: EU FAÇO A MINHA PARTE, E INCLUO O BEM COLETIVO?

Muitas perguntas. Ui! Doeu! Dói a cabeça na hora de refletir sobre questões de base; questões profundas. A maioria de nós só quer gritar e gerar polêmica. Mas, tomar iniciativa não é sair por aí gritando e falando asneiras. É ORGANIZAÇÃO. É objetivo. É conhecimento. É saber o que quer e propor como se pode alcançar. Gerar polêmica é fácil, quero ver propor soluções. PLANEJAMENTO! Nos falta a prática e a teoria de um bom PLANEJAMENTO!

Mas, de volta ao "surto" programado do Prefeito de Salvador e de toda equipe envolvida - exceto a "peãozada", tá?! Esses, coitados, ficam com a cara exposta, mas, são a parte final... coisa são os que "pensam", "elaboram" e autorizam um desfecho sem propósito - nesse projeto "brilhantemente destrutivo". Sim, havia uma liminar a ser cumprida. Sim, os barraqueiros "sabiam" que isso iria acontecer, né verdade?! E, sim, o que há de bom nessa "informação" prévia? Falta justificativa. Faltam motivos reais. Falta clareza. Se a questão era uniformizar a orla, PROJETO. Se a questão era "respeitar" o espaço público e, muitas dessas barracas estavam indo além, CONVERSA, FISCALIZAÇÃO, PUNIÇÃO. Se a questão era dar espaço ao banhista, ORGANIZAÇÃO. Existem  maneiras mais eficientes e eficazes de se resolver um pepino: PLANEJAMENTO! Ah, um bom planejamento... Talvez haja um muito bem elaborado por trás dessa aparente loucura...

Só quero é ver... agora, o que está por vir. Isso é que dá medo... Essas coisas assim não vêm do acaso e para nada... Têm alguma finalidade específica... Aquilo que não é dito assusta mais do que o que é falado... Hoje em dia, uma atitude aparentemente desvairada tem algo de muito mais vantajoso para alguém - ou "alguéns"...

Analisando a estratégia de marketing: INEXISTENTE - para a questão da imagem positiva e democrática da prefeitura, porque, para o que está por trás, pode ser muito eficiente e muito bem arquitetada. Analisando o papel social, da mesma instituição: o que será feito com essas pessoas que dependiam daquele trabalho para "sobreviver"?

Não estou dizendo que concordo ou discordo; gosto(ava) ou desgosto(ava) das barracas na orla. Muitas, realmente, invadiam e nos tiravam a liberdade de apenas ir a praia, sem a obrigação de consumir nas barracas e sem espaço para circular. Mas, medidas de organização e fiscalização seriam mais eficientes e socialmente mais bem adequadas. E a "farofada", para quem curte e/ou só tinha esse recurso de diversão, lazer e alimento, nunca deixou de existir. A principal ocupação da prefeitura deveria ser equilibrar e dar oportunidade para todos. SE, e no caso de SE, fosse essa a questão: dar oportunidade e vez a qualquer pessoa.

Espero que não venha algo de muito podre por aí... Como construções de mega edifícios... Esses sim, serão difíceis de chegar um trator para derrubar. Nesses, o "lobo mau" vai soprar por várias gerações ou encarnações - fica a critério de cada crença estipluar a questão temporal - e os pés de prédio não vão cair como casinhas - ops! barracas - de palha e/ou madeira.

Essa é a nossa cidade, cantada como "minha cidade é linda demais... minha cidade é linda de ver..." Pena que nunca encontramos um governante que a valorize e respeite, bem como a seus habitantes e visitantes. Para tudo, moderação. Não a falsa moderação política do marketing de guerra, das aparências, superficialidades e interesses escusos. Mas, a moderação da democracia, onde há ou deve haver espaço para TODOS, com ordem, para o progresso.

Não sei com o quê estou mais indignada... Se com o "quê" foi feito; com o "como" foi feito; ou, com o "quê" está por trás de tudo que foi feito... "que meda..." Imagino, que muita gente apóie e acredite ter sido uma atitude enérgica do prefeito... mas, tem algo em mim que diz: essa é uma pequena parte, que, somada com a parte da indiferença, ainda é menor do que a parte das vítmas, de quem era usuário e ferquentador do sistema das barracas.

Agora, aguardar cenas dos próximos capítulos. Porque para mim e para quem não foi vítma, só fica o choque do que foi visto... mas, para quem foi vítma direta... peço a Deus que lhes dê o conforto, porque só apelando aos céus... afinal, na Terra, a gente se assombra com tanta "novidade".

Ah, um pedido: sr prefeito, que seja feito algo pela cidade mais significativo, viu?! Sim, significativo, no sentido de ser positivo e construtivo... Ah, não é alegando que teve aumento de emprego, com a criação de milhares de postos de telemarketing, não... Criação de medidas para geração de renda com empregos, não subempregos que apenas somam números e percentuais positivos para exposição e manipulação de informações. E, gente, vamos acordar e nos tornarmos mais sérios. Vamos tomar consciência do nosso papel. Sociedade é isso: todos os lados envolvidos!

Cada um fazendo algo de bom, viu?! Nada de se abater pelas teneborisdades, por aí. Isso é reflexo do que a gente deixa de fazer e tem dedo nosso, também. Afinal, nós votamos nele...

Se cada um de nós começar a fazer algo de bom, isso repercurte, também. Existe coisa boa, lembremos-nos disso! Um exemplo pequeno é começar a cuidar do lixo que sai de nossas casas; é evitar jogar lixo nas ruas; não ser conivente com as corrupções... muita coisa pequena pode começar a ser feita por cada um de nós no dia-a-dia, capaz de começar um novo caminho. Ou, estamos nos eximindo das responsabilidades de "sociedade"?

VAMOS DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO, começando agora e a cada instante!!!!

Beijos,

Pat Lins.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

SOLUÇÃO DE PROBLEMAS


Se você tema solução para os problemas de todo mundo, comece resolvendo os seus.

Já percebeu que a maioria de nós, mal conseguimos dar conta da demanda de problemas de nossas vidas e, ainda, "perdemos" tempo "dando pitaco" na vida dos outros? Quantas vezes nos pegamos sugerindo "soluções" - na verdade, a gente mais gera polêmica e reforça o problema do que elucida - para os outros e nos descabelamos por não conseguir focar nos nossos? Pior, quantas vezes nem percebemos que temos um problema? Fora os que têm e deixam, alegando que "as coisas se resolvem" ou "tudo tem solução", nem que seja alguém resolver por você.

Por que a gente cria tantos problemas? Parece que isso nos alimenta. Parece que dá "status" estar cheio de problemas e estressado... Por que é tão complexo desejarmos, de fato, e nos empenharmos em SOLUÇÃO? Repetir o problema milhões de vezes não traz solução, só aumenta e vira uma bola de neve... sai debaixo!

O que é "normal", "certo", "errado", "culpado", "vítma", "algoz"...? Cada um de nós é tudo isso o tempo todo. Somos dualidades, contraditórios, inexatos... A ciência responde muito, mas, segue uma escala, um formato, um rigor... A abstração libera demais... O que vem a ser o meio termo, o ponto de equilíbrio, a serenidade? Quanto mais aceitarmos e assumirmos que não temos resposta para tudo, nem solução "certa" para todos os problemas, talvez, quem sabe, a gente se aproxime mais da gente mesmo e a humildade - a de verdade, não essa de fachada que a gente se acostumou a "conceituar" como humildade... - seja a solução para tudo. Sabe, tipo uma chave-mestra?! Pois é, quanto menos permitirmos que orgulho, estresse, vaidade, "desejos" - aquilo que a gente quer, porque quer, que aconteça/seja, forçando a barra, só para satisfazer um capricho... -, ambição, arrogância, cretinice, idiotisse, "cabeça-durisse" dominem nossas escolhas, mais propensos a solução acertada estaremos.
  
Muitas vezes, a gente é tão cruel, que permite que nossas mazelas e auto-desconhecimento beirem a inconveniência e a gente acaba, em vez de ajudar o outro, acabamos aumentando o problema e, muitas vezes, criando um que nem existia... Me recordo quando estava grávida e, durante a escovação dos meus "cabelitchos" - risos - o cabeleireiro - uma criatura de outro mundo, viu?! Uma figuraça! - me perguntou: "você só vai ter esse?" Eu respondi que até ali, sim... que já imaginava a dificuldade de dar uma boa estrutura material para um, imagine para dois - é importante definirmos nossos pensamentos... a gente tem mania de falar: "dar uma qualidade de vida boa para meu filho" sem saber o que isso quer dizer... - e ele me saiu com um conselho "brilhante" - risos: "ah, um filho só?!" Eu pensei que ele ia dar aquele conselho chavão que a maioria das pessoas a-do-ram dar - inclusive eu... risos - de que precisa de um irmão e etc, quando ele continuou - kkkkkk, eu não aguento sequer lembrar, porque foi cômico de tão inusitado e, creio eu, impensado - risos: "minha filha, e se seu filho morrer? Você só vai ter um. Com fulana (falou o nome de uma mulher e não me recordo...risos) foi assim, o filho dela morreu de uma hora para outra e ela ficou sem nenhum. Já não tinha idade para ter mais... taí..." Gente, isso é real? É! Nesse caso deu para dar risada. Mas, em muitos outros, o que seria cômico, pode ser trágico. A gente precisa se policiar na hora de "porpor" soluções e saber se estamos na linha limítrofe entre um bom conselho, uma idéia pensada e refletida considerando a realidade da pessoa e uma catástrofe.

Fora as "soluções" que não passam de crítica dos "cheios de razão": "ah, você deveria ter feito..."; "eu mesma(o)... humpf! Comigo eu queria ver se seria assim..."; "você é muito besta... deveria ter..."; entre outros tantos clichês que amamos propagar. E piora quando a gente sabe que a pessoa vive o contrário do que propõe... na verdade, fica patético. Quantas vezes somos OS patéticos, sem saber e nos achamos os "bam-bam-bans"?! Olha, quantas vezes a gente arrota saber de tudo, dar solução para tudo, critica a tudo e a todos... e tudo que falamos volta contra cada palavra dita?! Outro exemplo bem prático é quando nos deparamos com uma criança - até adulto, mesmo - doente... "baixa" o médico experiente na gente e todos os aparelhos de raio X, ressonância... estão em nossos olhos, em nosso tato, já reparou? Ou, pajé, curandeiro... Sempre sabemos de um caso - falo isso me incluindo em cada situação... eu também hajo assim... - de alguém que passou por algo parecido e "curou" tomando... Receitamos remédios, chás, misturas... Um creme para hemorróida cura até queda de cabelo... Fora que se você vai - ou leva - a determinado médico/especialista, você sempre leva no lugar errado, porque a pessoa conhece um que é muito melhor, que é mais capacitado... A gente já gosta de se sentir o máximo, já percebeu?! Amamos menosprezar o outro. Tripudiar em cima da dor alheia... Depois, nos achamos "superiores" ou perfeitos e que terapia é só para dondoca ou doente mental, afinal, "não temos problemas"...

Por que agimos como "sabe tudo" o tempo todo? Acho que nossa carência em ter resposta e solução para tudo é tão grande, que nos acomodamos a água até os tornozelos, em vez de mergulharmos fundo... é menos perigoso. Por que somos tão radicais para resolver um problema imediato, propondo soluções que não passamo de um problema maior? Por que é tão difícil sermos solidários, em vez de cheios de razão? Por que, para dar um conselho, nos colocamos como "mestres" e não como parceiros, amigos...? O fato de alguém próximo nos pedir um conselho, uma opinião - e vice-versa - não nos dá o direito de exercermos a crueldade intrínseca de "se achar o rei da cocada preta". É apenas o fato de, às vezes, a pessoa - ou a gente - se perder em meio ao turbilhão de tanta coisa para resolver, que precisa dividir com alguém... alguém como ele(a) que também é limitado, tem seus problemas... mas, que, como cada cabeça é um mundo e cada um de nós tem sua história, seu caminho e, consequentemente, experiência em alguma coisa - nem que seja "coçar o saco" - quem sabe, consegue ajudar a pensar. Por que é tão dicíli a gente seguir essa linha de raciocínio?


A verdadeira solução de probemas é aquela que não causa dor - dor mesmo... aquela que poderia ser evitada e não foi... entretanto, existem algumas dores que são consequência de ingerência da própria vida e nossas escolhas e romper com suas sequelas para curar vai, inevitavelmente, causar dor... mas, a dor para curar uma ferida JÁ  aberta... Não adianta forçar uma solução que não é viável... não é solução, é vácuo! Afinal, não existe um único caminho certo... E NINGUÉM é detentor DA verdade ÚNICA e UNIVERSAL! Portanto, saiba que VOCÊ É HUMANO! Ah, outra coisa interessante: ARMENGUE NÃO É SOLUÇÃO.

COMPREENSÃO, RESPEITO, SOLIDARIEDADE, HUMILDADE, CORAÇÃO ABERTO... isso sim é caminho para a solução ou para ajudarmos a alguém na busca por uma. O que para a gente parece tão óbvio, tão simples - "Isso lá é problema? Problema tenho eu..." -, exagero - que seja - ... pode ser um grande entrave para alguém ou, para aquela pessoa. Ninguém tem a obrigação de escutar os problemas dos outros - principalmente, se está tão atolado com os próprios - e, nessas horas, dizer "não" é dizer "sim" - "sim" para o bom senso e para a sinceridade onde: "Olha, eu não estou a melhor das pessoas para te ajudar..." e, a pessoa, também, não tem o direito de ficar aborrecido (a). Às vezes é assim mesmo, a gente se nega a "abrir o jogo" e acaba criando uma situação naufrágio duplo... Nosso problemas não podem, nem devem, ser maiores do que o RESPEITO a si e ao outro. A verdade não é para magoar, nem para diminuir ninguém, é para explicar que nós, também, somos humanos e temos nossos limites. Isso eu digo por experiência. Daí, preciso voltar à época das crises da DPP, onde algumas pessoas queriam ser "solidárias", sem estar, propriamente ditas, "solidárias", por conta de seus próprios cansaços e problemas, mas, o medo de parecer "não ser solidária (o)" - até acredito que com sincera vontade de ajudar - acaba atrapalhando. Por isso que a frase/lema "MUITO AJUDA QUEM NÃO ATRAPALHA" deveria ser um grito de guerra a todo instante, antes de nos lançarmos ao papel de bravo guerreiro... Dar apoio não tem nada a ver com coragem para guerra... só se for em meio a uma... Dar apoio é estar, no mínimo, com o emocional em ordem ou consciente da desordem... Nunca seremos 100% equilibrados emocionalmente... quem alegar que é já demonstra desequilíbrio: cegueira. Mas, quando estamos com o emocional claramente abalado, cansados com seja lá o que for..., significa que não estamos preparados para apoiar e sim, precisando de apoio e se fazer valer da honestidade é capaz de evitar o afundamento coletivo. Mas, sim, durante as crises, algumas pessoas se "achavam" capazes de me ajudar, mesmo diante de meu argumento que não dava certo e estava me machucando mais... Por que temos essa necessidade de "não darmos o braço a torcer" e admitirmos, para nós mesmos, que é verdade, nem sempre podemos ser o ombro amigo, porque, também estamos passando por uma fase difícil e precisamos de um... Não, não é comparando "meu problema é maior e pior do que o seu", trata-se, apenas, de assumir que TAMBÉM tem problemas e que eles explodiram e não estamos sabendo como lidar... Para isso, precisamos ser justos e honestos conosco, antes de tudo. Ignorar ou não admitir que é como é ou está como está além de não ajudar, atrapalha... Não é fácil lidarmos conosco, imagina com o outro? Mas, dar um abraço amigo, mesmo que não possa fazer mais do que isso, já é de grande apoio e de uma força magnífica. A gente só pode se doar até onde e como pode. Ninguém, nem nós mesmos, podemos exigir de nós mesmo ou do outro, mais do que pode ser dado. Nenhum de nós está na cabeça do outro para saber o grau de seu sofrimento. Isso é individual. Para mim pode se tatar de uma bobagem o seu problema, porque já passei por coisas piores... mas, essas coisas piores podem ser bobagem para você. Não existe só um lado. Nem só o meu. Nem só o seu.



Não podemos negar que JUNTOS, PODEMOS MAIS! Mas, JUNTOS = entregues e guiados pela abertura, pelo senso de companheirismo, pela verdade que elucida e explica, pela sinceridade - a de fato, oposta ao sincericídio -, pela honestidade nas ações e pensamentos, pela compreensão, pela solidariedade, pelo RESPEITO e pelo AMOR - não, não apenas o amor romântico, o amor como sentimento pleno e que justifica a essência da bondade e seus bons frutos. Um apoiando o outro, igual a dois bêbados que vi há alguns anos - apoiados, ombro a ombro, um mais bêbado que o outro, mas, se escoravam neles mesmo e ali, se equilibravam no diálogo repetitivo de: "Eu te levo para casa" e o outro "não, eu que te levo"... e, lá eles iam, pela rua, dobraram a esquina, abraçados, amigos, SOLIDÁRIOS e, mesmo dentro da falta de "lucidez" e total embriaguez, UNIDOS e SINCEROS, entregues ao objetivo de chegarem em casa - risos. Foi uma cena "podre", mas, de uma lição incrível! Eles não caíram, porque se amparavam e se equilibravam em seus desequilíbrios...

Se a gente aprender a se conhecer mais, mais aceitamos e aprendemos o que quer dizer: "ama ao próximo como a ti mesmo" e, com certeza, muitos problemas encontrarão a solução certa! Falta muito da gente em nós mesmos, já percebeu?!

E, assim, quem sabe, a gente se entregue ao propósito de DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO!!!

Pat Lins.



sábado, 19 de junho de 2010

REGISTRO FOTOGRÁFICO - REGISTRO PARA UM "PRESENTE PRÓXIMO"

Todo mundo já se deu conta do quanto somos superficiais e nos permitimos assim ser, baseados na premissa ou justificativa de que "é assim mesmo..."?

Pois é, a historinha de hoje começou há algum tempo, quando soubemos que meu irmão iria se formar no dia 18 de junho de 2010. Mesmo sem dinheiro e vivendo o dia-a-dia, sabiamos desse dia... Como todo bom brasileiro - principalmente, baiano - falávamos e aguardávamos esse dia, afinal, como qualquer ser humano, nada melhor do que uma festa, regada a muita comida e bebida, para confraternizar e come(bebe)morar nossas vitórias. E uma formatura é uma vitória sempre. Conseguir entrar é mais fácil do que chegar ao final e concluir. Isso, desconsiderando qualquer outro assunto correlato ao tema FORMATURA, onde, não se sabe o "futuro/presente" que nos aguarda. No caso de meu irmão, não, porque tem a garantia de um emprego, e, com ele e sua escolha, viver outras dificuldades - e muitas - que sua nova profissão exige... Mas, voltando ao meu ponto/drama da vez: neste exato momento, muitos estão ainda se recuperando da noite de ontem e se preparando para a de hoje - onde continua a festa - e eu e meu - até então - marido acordadíssimos, desde as 07:30h a.m., graças a nosso filhotinho e sua energia super, hiper, mega acelerada, e que não podia dormir um pouco mais... mesmo tendo ido dormir mais de 01 hora da madrugada e ter aprontado horrores - e, para muita gente: "que menino bonitinho e esperto" com suas tiradas e seu nunca parar quieto durante a solenidade... Pois sim, ele não só acordou como já acordou "agradando" ao aumento de estresse. Foi ao sanitário, fazer seu xixi da manhã, quando, eu não escutei o retorno no tempo hábil - normalmente, o deixo ir sozinho, por uma questão de respeito e estímulo a individualidade dele e iniciativa, eu "apareço" na porta do recinto segundos depois, só para conferir se está tudo em ordem... coisa que nunca está! Detalhe, quando cheguei, ele estava ensopado da cabeça aos pés, tomando banho no lavatório. Não, não sou o tipo de mãe lerda, sou do tipo agoniada e colada, para evitar que ele se machuque de verdade... infelizmente, não posso agradar aos críticos de plantão que dizem: "tem que deixar o menino, Pat..." e, depois, esses mesmos seres de outro mundo - ou, eu que sou - diante das "pintanças" exageradas e incansáveis de meu pequeno, sabem gritar logo: "vou chamar sua mãe, viu?! Vou chamar Pat para te pegar...PAAAAATTTT, pega Peu aqui e vem ver o que ele está fazendo..." - o lance mais triste, é que eu sei que a responsabilidade em educar meu filho é minha e não estendo para ninguém, mas, são todos "tão" "solícitos" que nem percebem como agem e "Pat" é sinônimo de "mãe chata/bicho que pega se você fizer coisa errada"... não, não espero que essas pessoas se dêem conta, são rasas demais para alcançar o mínimo grau de consciência em suas vidas, imagina se saberão lidar com o respeito ao espaço e maneira de agir dos outros? Somos todos assim, ou não?! Pois sim, eu não posso "dar mole" com Pedro, porque é melhor prevenir do que remediar e com crianças como ele não se vacila, porque eles aprontam e aprontam muito! "Toda criança saudável é assim, Pat. Você preferia que ele fosse doentinho, todo parado..." Outra frase impensada que me dizem achando que é "consolo"... Pedro é "hiper-ativo". Não - preciso ratificar sempre - não é daqueles que precisam tomar remédio, o que exige muito mais de mim... educar um filho "hiper inteligente" requer esforço acima das limitações... Seguro a onda, mas, não nego que é exaustivo, nem deixo de explodir. Vivo uma incoerência: Peu veio acelerado e eu, após seu nascimento, após tomar uma rasteira da DPP, perdi o rumo e desacelerei... não vou falar muito sobre isso, porque, apesar de ter a ver com a origem do meu desgaste hoje, me cansa descrever...

Vou começar logo um novo parágrafo, para me obrigar ir direto ao ponto: REGISTRO FOTOGRÁFICO - REGISTRO DE UM INSTANTE PARA SEMPRE. Para ir a tal festa - sim, estou muito feliz pela vitória de meu "mano", mas, uma coisa não anula a outra... parece que ao admitir todo meu desgaste, estou infeliz com o que ele, merecidamente, alcançou... quando, na verdade, não é... Tenho esse cuidado, porque sei como nós, seres humanos e imperfeitos, somos naturalmente cruéis e amamos levar tudo pelo lado "conveniente" e de acordo com nossos próprios conteúdos. Poucos de nós consegue olhar o outro e dizer: "ele está dizendo isso e é só isso, como ele está dizendo". Não, a gente vê e ouve o que o outro diz e interpreta de acordo com nossa história de vida, nivelando tudo por nós mesmos... Por isso, temos tanta dificuldade em crescer, porque amamos ser tacanhos e pequenos. Existe um grande prazer em ser cruel e "mau", mesmo debaixo de palavras que contradizem nossas ações - falamos que "estamos aí, para o que der e vier" e agimos como quem está fazendo um favor para alguém pior do que a gente... O fato é que, ao mencionar que, apesar de estar sem dinheiro - e toda minha família está... agora, todo mundo usou cartão de todo mundo, para "resolver" problemas imediatos e ninguém pensa no futuro... Ah, é verdade, vão jogar nas costas de meu pai e se ele reclamar por não aguentar tanto peso, ainda está errado, porque "ele pode pagar"... Ai, ai... minha família é como a sua e como a de todo mundo: a gente se ama, se entende, mas, se desentende - sem poder falar que se desentende, porque é feio desentendimento entre família... - e, no fim, tudo certo, porque estamos todos juntos - isso lá é verdade, estamos juntos, mesmo. Mesmo, cada um agindo por amor e entrega, a necessidade de falar por trás existe e se fala, sim... Claro, somos humanos. A dificuldade está em compreender que somos assim por natureza e, por opção, podemos mudar, crescer... mas, essa escolha é um caminho de dor, de incompreensão, de medo... "cruz credo" mexer nesse tendão de aquiles familiar de toda família que se preze. A gente propaga em atitudes que amar não sustenta verdades, porque verdades doem e machucam. Daí, a permissividade em ser solidário na frente - e eu acredito que de coração, sério... a questão é que a necessidade do ego, da vaidade também existem... dentro de nós, coexistem sentimentos nobres e pobres e sim, eles andam juntinhos... desvencilhá-los dói muito... fingir que eles - os sentimentos ruins - não existem, também dói, mas, como não se trata de uma dor consciente, ela não diz: "dói porque você é humano e a sombra e maldade intrínseca existe em você. Admita que é assim que depois melhora, mesmo o caminho sendo dolorido, mas, no futuro, vai ter supreado...". Para a festa do meu irmão, todos gastaram sem poder, mas, com o nobre sentimento - isso não é ironia, eu considero essa realidade acima de tudo, mas, apenas, não nego que existe o lado paralelo... - de querer confraternizar. Como no carnaval, a gente se joga na festa, vivendo apenas o lado de "curtir", como se, concomitantemente, as angústias, os medos, os temores, as limitações, as faltas... não existissem, elas, já, existindo. Já viu como nos apoiamos em argumentos fracos e frágeis de que esses momentos são importantes e são o "gás" para suportar o resto da vida... E assim está sendo com a formatura de meu irmão. Dois dias, um de solenidade e outro de festa a rigor... Isso quer dizer: mexer na vida e mudar o ritmo de todos - de novo, não estou culpando ninguém apenas constatando um fato. É o mesmo que dizer: "eu tenho que levar Peu, para tirar foto, porque, senão, no 'futuro' - que eu vejo como 'presente próximo', afinal, como o tempo passa, já, já, o futuro vira presente, já que futuro é tempo que não existe... - ele não diga: 'porque não estou aqui?" E, explicar que era porque ele era um menino ultra peralta não pode ser argumento aceitável, afinal, o melindre é uma característica humana e, por mais que seja negada e muitos torçam o nariz dizendo que eu estou sendo cruel, essa característica vaidosa não deixa de existir, ela ganha ainda mais força e, por "achar" que ele não gostaria de não se ver, eu vou, agunetar o trampo. Nossas sombras se alimentam da falta de luz/consciência que nós nos impomos, já percebeu?! Criamos um ambiente fétido de não se falar, admitir jamais, e acreditamos que somos como falamos. Quantos de nós oferecemos o ombro amigo e esperamos que quem se apóia, se utlize de nossas "proposta" de solução para resolver todos os seus problemas e, se a pessoa discordar, não quiser seguir... por trás - e, algumas vezes, declaradamente - esfregamos a nossa insatisfação pelo não cumpirmento de nosso comando de ação e ainda deixamos claro:"você vem, chora em meu ombro, eu te dou todo meu apoio, fico ao seu lado e te ajudo a resolver, para, depois, você não fazer o que te disse - leia-se: te mandei, mas, não temos 'peito' para isso - e continuar aí, sofrendo...". Onde está a solidariedade - já ia falar "solidariedade sincera", mas, para mim, a solidariedade real, aquela que poucos de nós sabe como e o que é, já é sincera... - e o ombro amigo? Onde está o respeito ao limite e às limitações do outro? Em meu caso, me refiro ao fato de que só ia à solenidade, afinal, um baile é para se dançar, curtir...e não é lugar para criança, mas, diante da "chantagem" da foto e diante de algum complexo, para mim, é melhor ir, do que não ir...


Voltando - vixe! Hoje quero falar tanto que os "parênteses" estão maiores do que a linha de pensamento... risos - para os instantes, que é o que quero falar. Viver o presente é valorizar os instantes - sempre falo isso aqui, porque é meu desafio e minha busca incansável - não é apenas posar para uma foto sorrindo e, anos depois, olhar e dizer: "que saudade do meu sorriso de outrora, onde fluía e eu era feliz..." - esquecendo que, muitas vezes, "naquele dia", naquele passado registrado por uma câmera fotográfica - eu amo fotos, regsitros de instantes... minha máquina sempre está a postos para registrar instantes de alegria - a gente estava um caco, mas, a alegria é uma sentimento tão forte, que transfigura a realidade e, já que estamos na chuva, vamos nos molhar... esse é o espírito do carnaval e é o espírito das festas que são fontes de energia para cada um de nós. Comemorar é sempre motivo de alegria, mesmo que oriundo de muita dor... Por que a gente não pode criar um clima favorável full time nos preparativos finais, em vez de alimentarmos o estresse e, na hora da festa, abrirmos aquele sorriso, através de aparências e cumprimentos necessários? Por exemplo, organização e antecedência. Deixamos TUDO para última hora e vivemos sem tempo - não nego essa realidade - e sem dinheiro para estabelecermos as reais prioridades. E, do que precisamos para O momento da festa, da solenidade, da confraternização..., só temos tempo na hora próxima da realização. E, se tratando de mulher, o caldo engrossa horrores e os homens - práticos de natureza histórica - não entendem porque a gente "gasta" tanto em salão de beleza, se somos "bonitas de natureza", mas, na hora da foto, no instante que fica, as olheiras não podem existir, afinal, no tal "futuro" - presente próximo - quando sentarmos para ver as fotos e relembrar os "bons" momentos da vida - no geral, desconsiderando os registros jornalísticos e sádicos, a gente só registra a "beleza" do instante fugaz... talvez, por carência de querer perpetuar a "imagem" de que sabemos ser felizes... - só queremos ver o "belo" e, uma maquiagem escorrendo, em consequência do suor, vira motivo de chacota - "ave maria, nem para uma foto você para de suar... toda borrada... ham, ham, ham, ham, ham (cara de nojo e nariz torcido)" - como se sudorese fosse questão de auto-controle... se assim o fosse, assim seria -; a ausência de alguém, que teve um motivo, naquele instante - afinal, a gente esquece que a vida não para e nem tudo acontece tão bonitinho só porque é dia de festa... ai, se fosse tão simples assim, o mundo se curvasse aos nossos momentos, aos nossos desejos, às nossas realidades... - se torna um agravante irreparável, já que o tempo não volta para tudo ser diferente e todos pudessem estar ali, naquela foto histórica. Somos radicais e cruéis porque somos infelizes, fingindo sermos felizes, em vez de buscarmos a real felicidade. Somos crítcos e ferozes porque queremos que nossas vontades e nossos problemas sejam maiores do que os dos outros, afinal  "a grama do vizinho é sempre mais verde" e os problemas deles são ínfimos, perto dos nossos... Não é assim que pensamos com muita frequência?! FALTA DE RESPEITO é o que impera em cada um de nós.

Pois é, eu quero muito estar ao lado de meu irmão nesse momento de comemoração e concretização de mais uma vitória, e estou. Só que de uma maneira que eu não queria: por obrigação. Sei, sei, poderia ser forte e assumir a consequência das línguas ferinas em cima de mim, por não estar na foto, naquele momento... mas, eu nunca escondi que não sou assim... esse álibi eu tenhooooo! risos. Mesmo assumindo que não sou forte, há uma expectativa gigante de que "eu" seja melhor do que todo mundo - no caso, quando me refiro a "eu", não me limito a Patricia, mas, "eu" como qualquer pessoa externa a quem julga, que pode ser mais forte do que o crítico/julgador, que tem os maiores problemas do mundo... - e seja tão forte, que, mesmo admitindo ser "fraca" ainda está errada, porque "o que é correr atrás de Peu por alguns instantes e aparecer nas fotos? Melhor do que, no 'futuro', ele olhar e perguntar: 'por que eu não estou aqui?'"  Talvez, porque ninguém veja a continuidade. Eu vivo todos os meus instantes para Peu, para protegê-lo dele mesmo e de sua aceleração. Me esforço para tentar impor um limite a ele, que, com toda a sua mega inteligência, questiona tudo. Entramos num ciclo: "criança só aprende com exemplos" - e isso só cabe para os outros - o qual acredito, sim, porém, não como fator único e isolado... - mas, eu estou em luta comigo, para mudar minha realidade, então, esses exemplos só serão os da luta... Pois é, os instantes com Peu são TODOS os meus instantes - e isso não é uma lamentação, é um fato. Porque, quando ele apronta, sou eu quem tenho que dar a punição, mas, na hora de interferir na educação e no meu processo, ninguém pensa assim... na verdade, ninguém pensa, só querem condenar. Meus instantes com Peu são constantes, onde, quando não paro para fazer xixi vem seguido de um conselho: "isso pode dar infecção urinária" e, quando sucumbo à necessidade fisiólogica e me dou o "luxo" de fazer o xixi, vem uma chamada de atenção: "cadê Pedro? Rapaz, você precisa ficar mais atenta... não pode vacilar com ele não. Peu é muito danado, todo cuidado é pouco..." Me pergunto: SOMOS TODOS LOUCOS OU NÃO?! Meus instantes são ter sangue frio e atitude de pegar Peu debruçado na janela da casa dos meus pais, num milésimo de segundo onde virei o rosto e ele correu - atestando uma incompetência minha, por virar o rosto sem adivinhar que ele iria para aquele lado... o dom da adivinhação que deve fazer parte da vida dos "condenadores de plantão" me falta... infelizemente eu sou dotada de uma condição humana que é não saber o que passa na cabeça do outro, neste caso, do meu filho, e poder antever o que ele vai fazer... - e subiu na janela. Tudo é tão rápido que respirar, pensar e agir se tornam um impulso de desespero e, naquele instante, uma súbita lerdeza me ajudou, quando tudo acontece ao mesmo tempo agora, andei calma e lentamente - não tinha reação para correr, diante do susto... outra incompetência humana - e, mesmo assim, fui rápida e ele não caiu do 14º andar, ao dar o impulso com seus pequenos pés e apoiado no para-peito da janela, com suas pequenas e ágeis mãozinhas, elevar-se do chão para ver se o pai estava chegando na rua... (oxe! vou ser condenada a forca, para o resto da vida, por ter perpetuado esse episódio). Naquele instante, apesar do mundo girar e o medo da consequência da ação dele ser fatal, o abracei, o desci da janela, o entreguei a minha mãe - que, também, vivenciou essa história com final feliz, graças ao meu socorro guiado por Deus, só pode -, me larguei no chão e chorei os meus dramas. Lógico, tudo o que está guardado vai junto... o choro lava tudo quando é assim, profundo e com muita dor! Me lamentei por ter nascido... Mesmo sabendo que não faz diferença... risos. Imagine, agora, passadas algumas semanas, o pior... Imagine a imprensa, os vizinhos, a justiça... a cobrança e culpa da mãe incompetente, que não soube cuidar do menor... sim, depois que o pior acontece, precisa haver um culpado... acidentes, incidentes são a falta de prevenção, de cuidado, de zelo... não é assim? O conceito se aplica na prática dessa maneira. Mas, na hora que eu grudo nele, para evitar acidentes, eu sou exagerada e não permito a liberdade da criança... criança essa que eu convivo e sei que é agitada. Criança essa que TODOS sabem que é agitada. Na hora que tudo dá certo, todo mundo foi colaborador e quer mérito. Na hora em que algo dá errado, todos dão o passo para trás e os pais ficam sozinhos, debaixo dos dedos apontados. Estou mentindo? Não estou culpando minha mãe, ela sempre está ao meu lado e o que seria de mim - literalmente - risos - se não fosse ela? Como citei sua presença no episódio/exemplo, pode ficar uma confusão... Para mim, é importante fazer essa ratificação.

Pois é, por conta de um registro fotográfico, a curtição do momento, que era a minha intenção, mesmo com as traquinagens de Peu e o desgaste natural e real meu e de Iuri, passa a ser uma "curtição" de protocolo. Porque, depois que os flashs se apagarem, todos vão cair na gandaia e a gente vai estar voltando para casa, por respeito à nossa realidade e após o cumprimento da missão REGISTRO DO INSTANTE da família feliz! Eu AMO minha família, mas, gente, amar não é nagar as mazelas, é saber que elas existem, admití-las e ainda assim continuar amando, resmungando porque fulando faz isso e aquilo, porque beltrano é assim e assado... A gente não sabe amar, nem, sequer, se permite tentar. Por conta de um instante de comemoração, desencadeia-se tanto estresse por má administração da realidade e má organização e respeito às limitações. Vários colegas dele devem ter endividado até a futura quarta geração da família, só para registrar aqueles instantes. Não, não condeno, nem julgo como erro, prezo aquilo que nos faz feliz... Isso dá gás e energia para se continuar vivendo e procurando sentido na vida. O que me entristece é a deturpação dos conceitos e da necessidade de agradar à rainha vaidade, que vem através do exagero nas cobranças e no querer ser o que não é, só para registrar um instante. Não, não é para tirar uma foto sério, com um "bico" enorme, nem lamentando as amarguras da vida... é para sorrir pela alegria de ver alguém ter vencido uma - ou várias - dificuldade (s). É por estarmos todos juntos, vivos e celebrando juntos... mas, as roupas, as maquiagens bem feitas e os cabelos arrumados são mais importantes para as fotos, porque vão registrar o belo - lógico que eu também sou escrava dessas exigências e até sinto prazer em me ver bonita, bem vestida... é uma alegria real... nada tem só um lado, dá para tirar proveito de tudo... Engraçado é que gastamos o que não temos e, o mais engraçado, é que vivo sem ter como ir a salão, porque, dentro das prioridades, é supérfluo, e, numa situação dessas, gastamos os tubos... o que dá para fazer em casa, eu faço... mas, não dá para fugir de tudo. A vida sempre nos chama a atenção, né?! O que é PRIORIDADE?

Estamos acabados de sono, mas, à noite, estaremos sorrindo para as câmeras, gritando e correndo atrás de Peu, estressando com o fato dele se aproveitar de ter muita gente por perto e isso "limitar" nossas "chamadas de atenção", por uma questão de "não fazer feio na frente dos outros"... Eu estarei lá, linda e bela, em cima de um salto altíssimo e finíssimo, com uma vestido longo emprestado - e isso, graças a Deus, não me incomoda... apesar de ficarem em meu ouvido para eu fazer roupa... consegui com San "Morris" - valeu Inas! - e é isso aí, a vida continua e amanhã tem jogo do Brasil, pela copa do mundo; semana que vem é São João e vamos curtir... Não, não suporto licor e odeio as bombas, mas, amo festa junina, os comes deliciosos e o clima de interior, a diversão. Apesar de minha busca profunda e dolorosa do auto-conhecimento, do crescimento pessoal, das quebras de padrões e paradigmas, ainda mantenho muito do meu lado raso, sucumbindo a arquétipos e alimentando meu inconsciente coletivo, reproduzindo os padrões de meus ancestrais - me refiro a família antes da atual que veio antes e antes e antes... de sempre... desde o início, onde tudo começou e a gente não faz idéia de onde e quando isso se deu... - e continuando sendo eu limitada pela balança de "o que dói menos, hoje" para poder mexer... E vamos, que vamos!

Agora, me diga se somos seres isolados; se nossas ações são de hoje ou "de hooojjjeeee"; se somos só nossas características pessoais, ou soma de um zilhão de influências e interferências, contribuições, atribuições e etc?! Responda sem pensar: QUEM É VOCÊ? Continue sem pensar... Dói se ver, se encontrar... porque, com certeza, primeiro, vai se culpar e só quando perceber que não precisa se culpar e olhar o daqui para frente, colocando em prática esse exercício diário e eterno, de viver e resolver toda e qualquer pendência - RE-SOL-VER, não é gerar polêmica e sair debaixo se fazendo de vítma... é RE-SOL-VER, vai além de só identificar o problema, inclui encontrar a solução e aplicá-la da melhor maneira possível - pelo simples fato de se permitir a leveza, em vez de carregar nas amarguras e prejuízos.

XIS! OLHA O PASSARINHO! SORRIA, PORQUE A VIDA É BELA!!! E, SE TUDO FOSSE UM INSTANTE FOTOGRÁFICO, O QUE VOCÊ GOSTARIA DE REGISTRAR? VAMOS VIVER AQUILO QUE QUEREMOS APENAS, REGISTRAR. ASSIM, REGISTRAREMOS INSTANTES CONSTANTES DE BONS MOMENTOS!!!

"VAMO" LÁ, JUNTA TODO MUNDO PARA FICAR BEM NA FOTO! "VAMO" "CUMÊ" "MIO", PAMONHA, BOLO DE FUBÁ, "BEBÊ" QUENTÃO, ESTALAR UNS "TRAQUE", "DANÇÁ" COM SEU PAR... "VAMO" "GRITÁ" GOLLLL E "EXTRAVASÁ" COM AQUELE PALAVRÃO, A BOLA NA TRAVE OU O GOL DO TIME ADVERSÁRIO - QUE TEM TANTO DIREITO DE FAZER GOL, QUANTO O NOSSO, MAS EU TORÇO PELO NOSSO..."VAMO" SER FELIZ EM CADA INSTANTE!

Vamos, porque esses bons momentos também passam. Vamos, porque até o cansaço passa. Vamos, porque não dá para ficar, nem para voltar. Vamos, porque é melhor ir do que ficar parado! - risos.

VAMOS DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO!!!

E, Senhor, livra-nos de todo o mal! Amém!

Divirtam-se! Registrem mmuuiiittooo esses bons momentos, eles fazem parte! Boas festas! E um "presente próximo" repleto de coisas boasss!!! - ops! Ficou parecendo Natal, né?! - mas, é sempre bom desejar coisas boas... desde que venham assim, do coração... não para PARECER bonitinho e bonzinho. Foto é para isso: registro de imagem, de instante. E imagem é isso: o que e como a gente quiser que ela seja! Talvez, quem sabe, a gente, um dia, alcance, na prática, ser como congelamos diante do "clique".








Pat Lins.

terça-feira, 4 de maio de 2010

"(...) Mas, não é a tristeza que mata." - Fernanda Young


"É preciso ter tristeza. Tristeza não é ruim. Quase todo mundo só quer escutar musiquinhas alegres, ir dançar em lugares barulhentos, ficar falando o tempo inteiro. Porque eles tem medo da tristeza. Mas não é a tristeza que mata."

(Fernanda Young)

Quando se fala em "preciso ter tristeza" as pessoas confundem tristeza - um sentimento real e necessário, que faz parte da gente - com culto à tristeza, à dor e ao sofrimento... isso é que mata... além da miséria entristecedora que pouco conseguimos ou estamos dispostos a desfazer!

Para mim, a falta de alegria ou consciência do que é felicidade é muito pior que tristeza. Tristeza é um sentimento, como todo sentimento, que surge em reação a algum estímulo. Não é para ser temido. É para ser compreendido, acolhido e deixar passar.

Toda tristeza já chega querendo ir embora. É um alerta. Uma reação. Um sentimento. Uma emoção passageira.

Perpetuar a tristeza, ainda que em forma de "pseudo alegria" é que dispara e mantém o sofrimento e des(re)caracteriza tristeza.

Não precisamos temer nossas tristezas. Precisamos temer o que nos faz desejar ocultá-las de nós mesmos, em vez de cuidá-la - ou, cuidar o que ocasionou - para deixá-la partir em paz e nos aproximarmos de nossa verdadeira paz interior.

Vamos conhecer mais nossas emoções e nos temer menos!

Abaixo a "cultura" ou culto a tristeza sem fim! Abaixo o tabu em falar de assuntos que doem, como se doesse mais ao falar. Abaixo a vergonha em sermos que somos.

Que se erga o novo tempo de busca e encontro do real significado de FELICIDADE, onde não se exclui nada e se inclui saber viver e lidar com TUDO.

Ser feliz é saber deixar ficar o que for para ficar e deixar passar o que tiver que ir e, ainda, se encontrar pleno e capaz de superar, em busca da manutenção de uma vida leve, saudável e sem rancores, raivas, dores intermináveis e incalculáveis. Ser feliz é um estado de espírito vivo. Ser feliz é uma questão de buscar e encontrar em toda e qualquer situação - conflituosa ou não.

Para mim, o tédio de não saber quem se é de como posso melhorar é muito mais "triste". O tédio de não acreditar em algo melhor... isso mata... mata qualquer identidade. E o que somos,afinal, além de nossa identidade real? De nossa essência?

"Se é para tentar ser alguém bem melhor, deixa eu tentar ser quem eu sou..." (Banda Hori)

Mas, quem eu sou? A gente sofre demais por não se assumir sendo quem é. A gente sofre demais, porque é mais aceito quem sofre - ainda que taxado por inúmeros adjetivos - do que quem supera. Quem supera - ou deseja superar - é tido como louco e/ou como pessoa fria e sem sentimento. Isso porque o sentimento aceito é a tristeza mascarada de dor necessária, mas, não falada, acomodada, engessada e alegremente sentida. Não se admite a tristeza em sua real profundidade e origem. Se admite a "tristeza por..." e esse por é que legitima ou não - de acordo com os critérios do julgo alheio - se se pode ou não assumir a tristeza ou mascará-la com outra tristeza e, na sequência, fingir alegria, para ninguém continuar a te julgar... Triste! Triste ser como somos e tão pouco fazermos ou nos dispor a fazer. Triste não poder "curtir" sua tristeza, para que ela passe e tenha que se entregar a curas superficiais, parciais e insuficientes, como "encher a cara", "tomar um bom porre" ou "fazer compras" - ai, esta eu adoro... pois é, sou humana, sou real e, quando dá, também afogo as mágoas em compras... risos. Triste! - risos.

Sejamos felizes sendo, a cada dia, cada vez mais, nós mesmos, no melhor significado que venha a ter!

VAMOS DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO!!!

Sem morrer de tristeza, nem matar de falsa-alegria... para fazer parar de sangrar, é preciso limpar e cuidar.

Pat Lins - mais um grito desabafo!


segunda-feira, 3 de maio de 2010

CHEGOU A HORA DESSA GENTE BRONZEADA MOSTRAR SEU VALOR!


O texto "Em torno do espaço público do Brasil", do antropólogo brasileiro, Roberto da Matta, descreve, de maneira brilhante, um pouco do nosso "jeito de ser brasileiro" ao qual nos acomodamos e propagamos com tanto "louvor" e "patriotismo", onde romper com isso soa como impossível, mas, para mim, com boa vontade e bom senso se mudam pequenas coisas e faz grande diferença...

Aquilo que justificamos como "bobagens", já que existem problemas tão maiores para serem resolvidos, sim, é a base desses grandes problemas... A gente esquece que tudo tem um ponto de partida... Está na hora de darmos um ponto de partida para a melhoria, concorda?!

Amei o texto e coloco aqui, para uma leitura agradável, do ponto de vista de estar bem escrito e bem argumentado, entretanto, chocante, por ser uma descrição muito próxima da nossa realidade, ainda...

EM TORNO DO ESPAÇO PÚBLICO NO BRASIL
                                                                   - Roberto da Matta 

"Estou no aeroporto de Salvador, na velha Bahia. São 8h25 de uma ensolarada manhã de sábado e eu aguardo o avião que vai me levar ao Rio de Janeiro e, de lá, para minha casa em Niterói. Viajo relativamente leve: uma pasta com um livro e um computador no qual escrevo estas notas, mais um arquivo com o texto da conferência que proferi para um grupo de empresários americanos que excursionam aprendendo - como eles sempre fazem e nós, na nossa solene arrogância, abominamos - sobre o Brasil. Passei rapidamente pela segurança feita por funcionários locais que riam e trocavam piadas entre si, e logo cheguei a um amplo saguão com aquelas poltronas de metal que acomodam o cidadão transformado em passageiro.

Busco um lugar, porque o relativamente leve começa a pesar nos meus ombros e logo observo algo notável: todos os assentos estão ocupados por pessoas e por suas malas ou pacotes. Eu me explico: o sujeito senta num lugar e usa as outras cadeiras para colocar suas malas, pacotes, sacolas e embrulhos. Assim, cada indivíduo ocupa três cadeiras, em vez de uma, simultaneamente. Eu olho em volta e vejo que não há onde sentar! Meus companheiros de jornada e de saguão simplesmente não me veem e, acomodados como velhos nobres ou bispos baianos da boa era escravocrata, exprimem no rosto uma atitude indiferente bem apropriada com a posse abusiva daquilo que é definido como uma poltrona individual. Não vejo em ninguém o menor mal-estar ou conflito entre estar só, mas ocupar três lugares; ou perceber que o espaço onde estamos, sendo de todos, teria de ser usado com maior consciência em relação aos outros como iguais e não como inferiores que ficam sem onde sentar porque "eu cheguei primeiro e tenho direito a mais cadeiras!".

Trata-se, penso imediatamente, de uma ocupação "pessoal" e hierárquica do espaço; e não um estilo individual e cidadão de usá-lo. De tal sorte que alguns se apropriam do saguão - desenhado para todos - como se fosse a sala de visitas de suas próprias casas, tudo acontecendo sem a menor consciência de que, numa democracia, até o espaço e o tempo devem ser usados democraticamente.

Bem à minha frente, num conjunto de assentos para três pessoas, duas moças dormem serenamente, ocupando o assento central com suas pernas e malas. Ao seu lado, e sem dúvida imitando-as, uma jovem senhora com ares de dona Carlota Joaquina está sentada na cadeira central e ocupa a cadeira do seu lado direito com uma sacola de grife na qual guarda suas compras. Num outro conjunto de assentos mais distantes, nos outros portões de embarque, observo o mesmo padrão. Ninguém se lembra de ocupar apenas um lugar. Todos estão sentados em dois ou três assentos de uma só vez! Pouco se lixam para uma senhora que chega com um bebê no colo, acompanhado de sua velha mãe.

Digo para mim mesmo: eis um fato do cotidiano brasileiro que pipoca de formas diferentes em vários domínios de nossa vida social. Pois não é assim que entramos nos restaurantes quando estamos em grupo e logo passamos a ser "donos" de tudo? E não é do mesmo modo que ocupamos praças, praias e passagens? Não estamos vendo isso na cena federal quando o presidente faz uma campanha aberta para sua candidata, abandonando a impessoalidade como um valor e princípio, e do conflito e interesse que ele deveria ser o primeiro a zelar? Não é assim que agem todos os agentes públicos do chamado "alto escalão" quando se arrogam a propriedade dos recursos que gerenciam? Não é o que acontece nas filas e nos estádios, cinemas e teatros? Isso para não mencionar o trânsito, onde os condutores de automóveis se sentem no direito de atropelar os pedestres.

Temos uma verdadeira alergia à impessoalidade que obriga a enxergar o outro. Pois levar a sério o impessoal significa suspender nossos interesses pessoais, dando atenção aos outros como iguais, como deveria ocorrer neste amplo salão no qual metade dos assentos não estão ocupados por pessoas, mas por pertences de passageiros sentados ao seu lado.

Finalmente observo que quem não tem onde sentar sente-se constrangido em solicitar a vaga ocupada pela mala ou embrulho de quem chegou primeiro. Trata-se de um modo hierarquizado de construir o espaço público e, pelo visto, não vamos nos livrar dele tão cedo. Afinal, os incomodados que se mudem! " (Roberto da Matta)

Isso aqui, dentro de cada um de nós, que bate e pulsa, chamado coração, é um pouquinho muito de Brasil, de Terra, de Ser Humano e ele grita e bate, nos dizendo que urge a necessidade de nos olharmos, nos enxergarmos e nos entregarmos a consciência da transformação em algo melhor. Chega de aceitar e se acomodar à falta de educação como "cultural". Ridiculíssimo! Se podemos "exigir" que a cultura "evolua" para o que nos é conveniente, alegando que o tempo não para, então, hora de enxergarmos conveniência em fazer esse discurso ser real. Evolução Cultural é algo tão grande e significativo que assusta, principalmente, por nem sabermos o que quer dizer e ainda assim, exigir... Chega da "cultura" da ignorância legitimada; da estupidez conscentida; da arrogância assistida - principalmente com a assistência da "cúpula" que lidera e governa nosso Estado maior e se dizem os líderes de opinião... hora de termos a nossa para debater... -; da comodidade desmedida; da aceitação passiva - ops! não estou incitando guerra, nem movimento armado ou intelectual acéfalo aceitado... questiono a nossa aceitação como receptores incapazes de pensar e articular boas, grandes e enriquecedoras idéias. Enfim, chega de ocuparmos o espaço comum como sendo nosso e deixar o nosso como comum ao alheio...

Um saguão de aeroporto é a representação de movimento incessante de pessoas de todo, vários e muitos lugares de qualquer lugar do planeta. Não existe lugar melhor para se observar "como" e "quem" somos... fora que é fácil identificar brasileiro em qualquer lugar do mundo, com a falta de educação e respeito peculiar... eu levanto a bandeira da minha nação, com amor a pátria, mas, envergonho-me, comigo mesma, pelo meu povo... a galhorfada, amenamente apresentada e descrita pelo mundo afora como "alegria de um povo", nada mais é do que falta de limite e de "educação pessoal"!

Detesto quando escuto alguém chamar brasileiro de mal educado, baiano de preguiçoso - e mal educado, também... além de nada higiênico... - e outros tantos... para mim é incitado pelo "preconceito cultural" tão bem tolerado, mantido e perpetuado por muitos de nós, através de ações reais no sentido que conduz a manutenção dessa característica. Porém, não discordo que seja verdade. Pelo menos é assim que "nos" apresentamos a nós mesmos e ao mundo. Quem é que não joga uma garrafa de água na rua e diz: "é para gerar emprego para os garis..."?! Ou, é porque não tem o hábito saudável e higiênico de se deslocar até uma lixeira e/ou, carregar um saquinho consigo para eventuais lixos?! É tão vergonhoso ser diferente, no sentido de ser melhor????? Pois é! Muito mais cômodo alimentar essa cadeia cíclica de mal educado do que sustentar a postura de ser melhor, para não ser "diferente" dos iguais irmãos e irmãs sem "educação pessoal" e doméstica... justificar com "falta de investimento em educação escolar do Governo" não é desculpa... concordo e muito que existe esse desrespeito e falta de comprometimento de TODOS os governantes com as questões de importância primaz, mas, trata-se de educação escolar e acadêmica, eu me refiro a "educação pessoal" como aquela que nós somos responsáveis por nós mesmos em sermos melhores; de educação doméstica como resultado de uma boa "educação pessoal" e propagação desta nos hábitos do dia a dia, em nossa rotina, dentro de casa - leia-se: ambientes sociais, onde dividimos espaços físicos com outros e todos precisam co-existir em harmonia.


"Chegou a hora dessa gente bronzeada mostar seu valor..." porque "isso aqui, oh,oh,é um pouquinho de Brasil, iá,iá. Desse Brasil que canta e é feliz! Feliz, feliz!" para que continuemos a ser "a terra da alegria"!!!Cada um de nós é um pouquinho desse Brasil, será que nos damos conta?!
  
VAMOS DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO!!!

PS - Leia-se "FILHOS MELHORES NESTE MUNDO" como "PESSOAS MELHORES AQUI E EM QUALQUER LUGAR".

Pat Lins - gritando um desabafo!- risos.


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