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quarta-feira, 7 de novembro de 2018

A fruta só dá no Tempo certo!

A fruta só dá no Tempo certo! 
Imagem: Google


...e isso não é só um dito popular, isso é Natureza falando: todo despertar de consciência só vem na Hora certa. Ninguém tem como saber mais do que você quando o estalo acontece.


Muitos ficarão ansiosos ao seu redor, por estarem vendo em você um potencial a ser desenvolvido, mas, só tu saberás o momento certo. Paciência e Respeito são virtudes a serem trabalhadas e paciência com quem insiste em tentar te acelerar.


Não corra! Não ande! Não pare! Não siga! Não volte! Não faça nada que não esteja pronto para fazer, senão, vai se tornar mais um tolo cobrador que não entende e não respeita a hora certa das coisas. E sim, existe essa hora, não existe atraso... se fosse assim, o mundo já teria acabado, porque tá todo mundo errado o tempo todo.


Às vezes, muitos receberão mensagens e decodificarão como bem quiserem, mas confie naquela Voz que te guia desde sempre, e nas vozes que te dizem: "espere a hora certa, porque ela vem até você e nesse momento você terá uma coisa: certeza, condição e capacidade!". É nisso que creio e aprendi, em minha curta caminhada, que não adianta tentar apressar as coisas: ninguém tá atrasado. É o tempo das Verdades e, agora, sim, cada um saberá o seu Tempo com mais rapidez, não por pressa, mas por sincronicidade. Os afoitos tendem a surtar e se sentem cobrados. Os que sabem aguardar, até os que ignoram, se sentem mais preparados, porque tiveram tempo de vivenciar e saborear cada situação que viveu.


Um grande amigo de 88 anos me disse que ele atribue a esse momento o nome de "Estalo de Vieira". É certo, você sabe a hora, porque ela vem naturalmente e sem dúvida! Se ainda está na aceleração ou na letargia, aquiete-se, ainda não é o seu tempo.


O "estalo do Padre Vieira”, é uma expressão muito antiga, que reza a lenda, enredado em dificuldades para aprender as lições do seminário, O Pe Vieira teria invocado auxílio divino e, numa fração de segundo, sua cabeça teria se aberto num clarão. É o equivalente à expressão contemporânea “cair a ficha”.


Fé! Confiança! Esperança! Gratidão! 


Aguarde, do jeito que você conseguir, mas respeite o seu tempo e o tempo do outro. Cada um ao seu tempo.

Saudações, amigos, amigas, amig@s, amigxs - pessoas,

Pat Lins.

#patlins

terça-feira, 15 de março de 2016

TEMPO DE DESCANSAR

Imagem: SerEsPaPeFiCo
Chega uma hora, onde tudo cansa, 
ninguém fala, ninguém dança, 
apenas a música ainda a tocar.

Nessa hora, nada adianta, 
a não ser o tempo que passa 
a gente nunca alcança, 
porque ele sempre segue
e a gente continua a esperar ele voltar.

Pat Lins

terça-feira, 6 de novembro de 2012

NEM TUDO É TÃO RUIM QUANTO PARECE II: SABER FALAR - SABER CALAR


Continuando... aha, pensaram que fiquei zen e evoluída assim, de uma hora para outra? Existe a continuação da ponderação que tive que fazer em tão pouco tempo - menos de 2 horas, numa reunião com 6 pessoas onde apenas 3 interagiam. 

Vamos lá:

Feedback da reunião: falha de comunicação. 

Tá, isso eu já suspeitava e, previamente, divulguei no MÃES NA PRÁTICA. Mas, nem tudo foram flores. A postura da escola foi: "mãe, seu jeito é muito imponente, dominante e a gente entende que é porque você é mãe, e isso é compreensível, mas, a gente precisa que você fique mais à sombra...". Mas, porque, isso eu ainda não entendi e, para evitar situações de conflito, já que eles estavam na postura de "a culpa é do perfil da mãe" e ninguém reconhece o perfil do filho e suas próprias características, o perfil insosso da coordenação que sugeriu: "diante de dúvida, nós estamos aqui...". Houve dúvida durante o início do semestre em como alinhar o discurso de uma das propostas sugeridas e meu marido foi à procura da psi da escola e pergunta: "Sim, fulana, como podemos alinhar a maneira de falar com Pedro sobre essa medida? Nós pensamos em falar..." e citou. Ela, pega de surpresa - ela sabe falar muito bem, após ter se preparado previamente, mas, diante de uma situação repentina, ela trava e só concorda com um "sim, é isso mesmo" - concordou com o que meu marido falou e reafirmou: "inclusive, estou indo conversar com a professora e passo para ela". Fechou. Ontem, durante a reunião, essa falha de comunicação onde "pergunte que a gente responde, porque estamos aqui o tempo todo" ficou em nós não termos tirado a dúvida. Pois, marido começou a falar: "mas, eu perguntei a fulana o que falar e disse o que haviamos pensado e ela concordou". Ela, de imediato, desconversou e morreu. Como me fora feita a proposta de ficar mais à sombra, deixei ver até onde ia e ninguém escutou marido falar, "EU PERGUNTEI A FULANA E ELA CONCORDOU". E eu "bestei" e calei. Pensei na hora: "se falo, estou armada; se calo, eu sou tapada...". Tapei. E vi a armadura da escola em não se assumir como falha. A falha é sempre dos pais e, pior, com um pai submisso e uma mão autoritária e um filho com problemas de comportamento que não reconhece as autoridades. Eu conheço gente - um tio meu - que toda criança pela de medo. Pedro, nem aí. Meu tio reclama e ele peita. Peita mesmo. Meu sogro, por exemplo, é um homem e voz imponente, é uma figura autoritária e Pedro enfrenta ele. Esteja eu ou não. Serei eu uma mãe rainha onipresente que o filho vai sempre dizer: "ah, minha mãe vai me defender de onde estiver"? Foi mais ou menos isso que soou ontem. Ou, na escola, a equipe de coordenação não tem esse pulso todo? Por que, durante a licença maternidade da diretora, no primeiro semestre, nos ligavam constante e frequentemente, para buscarmos ele na escola por "terem feito de um tudo entre as 8h e as 8:30h e nada resulta e temos que chamar os pais para levar para ele entender que está destoando do grupo..." e eu, certa vez, questiono: "podem me chamar quantas vezes forem precisas - porque elas argumentaram que sabiam que isso era desgastante para os pais e eu afirmei que isso não me incomodava que com o desgaste eu lidava comigo mesma - desde que a gente veja se ele não está manipulando vocês...". Lógico que não fui bem entendida, ou, fui bem entendida e não fui foi bem aceita... Passou. A diretora volta e o tempo anda. Em vez de um ano letivo, tivemos um segundo semestre, porque, no primeiro, houve uma estiticidade impressionante. Pois bem. Aconteceu, depois de meses, de novo. Deixo às 8h e às 8:30h me ligam. Fui buscar e a psi da escola me relata: "mãe, Pedro está descontrolado. Está muito agitado. Fizemos de tudo e ele só repetia: 'ligou para minha mãe vir me buscar?' e eu tive que ligar" e eu, estupefata, solto: "manipulação. Ele manipulou você. Como você já informou que eu o levaria, deixe-me levar para que ele reconheça a sua autoridade.". E trouxe. Liguei para a psi dele, que foi indicação da mesma escola. Pergunto: "Suely, estou observando a certo tempo que isso vem acontecendo. Parou com a volta da diretora e, hoje, como a professora, a diretora e a pedagoga estavam num simpósio, a psi da escola me chamou e falou... - citei o diálogo acima - Eu não sou psicóloga, mas, isso me soou como certeza de manipulação... de 8 a 8:30 é tanto tempo para se investir em uma reversão de quadro?". Ela concordou com a possibilidade de Pedro saber a quem manipular. Me pergunto: será a minha luz tão forte assim? Ou, reconheço essa minha característica pessoa de ser leoa - depois de mãe, mãe leoa - e sei o quanto sou persuasiva, imponente e etc. Sei tudo isso em mim e sei que tenho que me esforçar e muuuiiitttooo para dar espaço a Pedro para se virar sozinho. E conto com a ajuda dos meus grandes amigos e vou melhorando, só que IMPOSSÍVEL do dia para a noite. Seria, talvez, o outro lado, sem luz? Ficariam muito à sombra essa parte da equipe? Enfim, essa parte, ninguém vê. Se eu falo, como já disse, sou resistente em me assumir e como reação do orgulho, vou fazer com que todo mundo se veja. Ponderei isso tudo em um milésimo de segundo. Como? Eu tinha um foco e estava na posição de observação, mesmo falando e interagindo. Quem ME CONHECE sabe dessa minha capacidade natural. Pois bem, aceitei a sugestão de me manter mais à sombra, de acordo coma sugestão deles de eu evitar pegar e levar meu filho à escola. Quando me sugeriram eu avisei que dependeria da disponibilidade de marido, porque isso estava em outra esfera. Questionei outro ponto: "por que só me falaram isso agora, no final do mês?". Olha o espanto: "hoje é dia 5, estamos no início do mês". E eu: "ah, é! Estamos é no final do ano, me perdoem!". E se calaram. Eu não estava armada eu estava consciente e alerta, totalmente diferente. Bom, proposta feita, proposta aceita no que se referia a mim e em tempo de experiência. Ah, tempo... Vamos a ele:

TEMPO

- Início deste semestre:

"É preciso respeitar o tempo de cada um e Pedro tem o dele..."

- Ontem:

"Mãe, acontece que nós temos pressa. Nós queremos resultado imediato. E Pedro não deu conta de acompanhar esse tempo...".

 Eu:
"Mas, por que deixam para fazer essa reunião hoje, de novo, no final do ano? Se tivesse dito isso lá atrás, até o meio do ano, não teria sido mais produtivo? O que vocês sugerem, a gente coloca em prática...".

Novo semi-silêncio interrompido pela diretora. 

Me questiono o tempo inteiro: em vez de voltarem o foco para eles estabelecerem o limite deles lá dentro, já que desconfiam de tudo que falamos, porque essa invocação comigo? Não entendi! 

Surge, então, assuntos do início do ano e a diretora assume e fala com tanta propriedade como se estivesse lá... e eu, solto das minhas: "Mas, entenda, você não estava aqui. Você estava de licença maternidade, quem resolveu e nos disse foi a coordenação...". E ela, nada. Seria minha luz capaz de apagar uma dupla de coordenação tão bem gabaritada que não fazem nada com medo de mim? Poxa, será isso? Estou confusa e venenosa... Essa parte toda eu tive que calar. Como ainda sou muito imperfeita e posso cometer meus erros, ainda sou tacanha e sinto a necessidade de me ler para me organizar. 

Houve um momento onde me colocaram de onde tiramos que Pedro melhorou o comportamento, já que a psi dele afirma isso, a ponto de não ver necessidade de procurar apoio médico, já que percebeu que está dentro de um distúrbio de ansiedade com inteligência elevada e com outras coisinhas emocionais que serão trabalhadas a longo prazo. Senti como se estivéssemos num inquérito: "prove a inocência de Pedro!". Não entrei muito nesse jogo, mas, levei algumas defesas em prol dele, sim. E seria eu tão ansiosa em dar conta de tudo que manipularia tanta gente em ver Pedro como eu quero? Aliás, eu vejo e conheço o Pedro que elas retratam, nunca neguei isso. Só que eu vejo o Pedro além daquele Pedro. E aí, é por aí? Não entendi porque se apegaram a encontrar algum culpado. Muito estranho. Alguém ali está com tanto medo de ser descoberto que está criando situações confusas para disfarçar algo não feito no TEMPO deles mesmo... Assim é fácil. Pega e se apegam ao estereótipo de mãe devoradora e pronto, joga tudo nela. E me questionam: "fico preocupada com essa fala de Pedro 'eu estou melhorando meu comportamento'. Baseado em quê ele fala isso?..." e sorri, deixando no ar o: "será que você não estão criando esse ambiente na mente da criança?". Será? Será que quando a avó do meu marido ao falar na frente dele: "que remédio vocês estão dando para ele que está tão mais calmo? Vou ligar para seu primo para você dizer a ele para ele dar a filha dele também.". E ligou, mesmo. E eu disse: "nenhum. Eu corto um dobrado. Iuri começou a se impor mais. Ele tem acompanhamento com uma psi maravilhosa. Está fazendo equoterapia... e deve ter algo no fato deles estar crescendo.". Fora o fato de se ver, mesmo. Ou, não tenho eu essa capacidade de ver que estou mais aliviada quando saio com ele, que meu estado de tensão diminuiu...

O meu TEMPO tem sido muito tolerante. Até que vai dar o tempo deles se identificarem. E quem fala aqui não é a mãe doída em primeiro plano, quem fala é uma profissional capaz de identificar falhas na organização.

O ano está no final. E o tempo deles fica onde?

Volto a dizer: concordo com as sugestões que me deram. Adorei. Acolhi com carinho. Mas, o que se refere a mim. Não estou satisfeita com o resultado com relação a Pedro, até porque eu tive a sensação de que: 1 - Prove a inocência de Pedro e de onde tiraram que e ele melhorou? 2 - "Mãe, a gente entende sua ansiedade..." e aí?

Ainda tem pano para a manga... E aí, eu me sinto: como estou? BEM. De verdade! Essa prova de fogo não está tirando o meu sono. Sim, estou chateada e incomodada. Sim, estou atenta. Sim, estou ponderando: "Saber a hora de falar. Saber a hora de não falar". 

Ainda assim, eu que não sou fofa e otimista, vejo que NEM TUDO É TÃO RUIM QUANTO PARECE, é só uma questão de tempo. E esse tempo vai derrubar muita gente... seria minha luz capaz de iluminar esse lugar? Não... ali, não é só a sombra que me pedem que vai aparecer... o problema é que meu lado sombrio está querendo se manifestar... e meu lado luz quer ponderar. O lado luz está ficando mais forte, graças a Deus! Mas, o lado sombrio da coordenação está se manifestando e eu estou vendo que o buraco está ali... Bom, como cada um tem seu tempo, direção, vocês terão o de vocês. Como falei, plagiando Quintana: "Elas passarão... Eu, passarinho". Eu não mantenho meu filho lá por medo... elas temem o desemprego e isso pesa... mas, eu não vou aceitar ser alvo. Me mirem e me errem. 

Pois é... ainda pondero. Mas, e aí? Estou eu com orgulho ferido e sem razão? Ou, estou com ego inflamado, mesmo e com toda a razão? A escola se questiona, também? Ou só estão querendo provar que Pedro é um monstrinho mesmo? Pois é... E aí, quem poderá me responder? O tempo. Não o cronológico deste ano e diante da ansiedade da escola em ver os resultados que esperam... mas, o tempo do ano que vem, que terá uma nova fase... O tempo da vida, porque Pedro pode mudar de escola, continuar com os mesmos comportamentos e ter um ambiente mais neutro para mudar, porque esse está muito carregado de estigma... e isso está com cara de uma bola de neve gigantesca... Um ciclo vicioso está implantado e não sou eu quem vai alertar... aí, cabe ao Tempo dos tempos da ficha da direção começar a cair. É o que falo: onde há fumaça há fogo, né assim? Se Pedro melhorou em diversos lugares - não 1, nem dois, mas, em diversos, inclusive, na sala de aula, a ponto dos colegas comentarem entre eles e em casa - apenas não na sala, ou tem algo lá ou é questão de tempo... Jogo a bola para você direção... abre os olhos. O problema não está em um lugar só. Não se doa, mas, você é uma e que não viu com seus próprios olhos o que aconteceu - ou não aconteceu no início do ano... Eu, hoje em dia, depois de tudo que já passei, deixo a ira passar, assumo minha irritação e inconformação - até porque eu não vejo isso sozinha... olha, ponto a ser refletido... não se trata de minha opinião e/ou observação comprometida- e deixo seguir. O que fica? Fico de boa? Aprendizado é isso: não saber o que fazer; deixar o tempo agir; reflito; passo a saber o que fazer; faço! Por isso que digo que eu sou mais livre do que quem está criando a situação. Eu posso seguir adiante. Mas, lá, o problema continua. Aquilo que não é resolvido lá fica... Para tudo existe um tempo de espera. Até tem aqui no blog uma participação na blogagem coletiva sobre isso: TEMPO DE ESPERA. Eu espero agindo. Eu espero andando, ponderando, elucubrando... seguindo. Eu espero sendo. Eu espero aberta e observando TUDO. Mas, não consigo ver tudo ou estar em todos os lugares. Graças a Deus!

O tempo que vejo eles não estão sabendo lidar... e Pedro, em meio a isso tudo?

Tempo, tempo, tempo... fala Maria, sou mais escutar você:


Pat Lins.


sexta-feira, 19 de outubro de 2012

SEM SABER PARA ONDE IR: PARA, ESPERA, RESPIRA, REFLETE E SEGUE


Muitos de nós, por temer admitir que não sabe o que fazer, nem para onde ir, faz um monte de coisa de vez, para não ter a sensação de que precisa parar e, para muitos, parar ainda soa "perda de tempo". Isso é reflexo do dia a dia que criamos e inventamos que precisamos inventar a cada segundo algo novo, senão ficamos obsoletos. 

O mundo está aí, há milhões de anos, girando em rotação a translação, ao redor do sol, desde que o mundo é mundo... E sempre está mais jovem do que cada um de nós. A gente parte e ele fica. Outros chegam. Tantos vão. Ele aqui. Ele ali. Ele na dele. A gente destrói, constrói e ele, girando e se renovando. Dia desses ele explode, como fez com tantos outros habitantes... e surge de novo, novo e revigorado... de um novo início. Até ele, o mundo,de tempo em tempo precisa explodir, parar e reexistir.

Pois é, observando a realidade a gente é capaz de ver muita coisa. 

Atualmente, me deparei com mais uma encruzilhada. Para onde ir? Tudo de vez. Muitos caminhos novos. Muita demanda e o não saber por onde começar. Mesmo com minha querida escala de prioridade, não estou dando conta das demandas atuais. Parei. Só doido fica se debatendo e correndo por aí, feito barata tonta, sem saber que rumo tomar e indo a qualquer lugar. Numa dessas, se afasta ainda mais do caminho.

Estou respirando, observando, refletindo, ponderando e me organizando para agir. É simples, já explodi, agora é hora de construir. Hora de construir requer tempo de avaliar terreno, ir pisando devagar... Tudo com calma. Hora de seguir é já, já.

Pat Lins.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

ENTRE A PLANTAÇÃO E A COLHEITA TEM O CAMINHO DA PACIÊNCIA



ENTRE A PLANTAÇÃO E A COLHEITA TEM O CAMINHO DA PACIÊNCIA, ATRAVÉS DO TEMPO!

É isso que a natureza nos ensina e assim é na vida!

Pat Lins.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

ESTAR BEM, POR "NADA"

Por que a gente sempre condiciona estar "bem quando...":

"Quando pago uma conta. "; "Quando saio do aluguel..."; "Quando perco 10 kg..."; "Quando, quando, quando..." ?

Pois é, hoje, após uma caminhada, vi que a gente pode ficar bem por "nada". Estava indo, caminhando, pegar meu filho na escola, quando estava me sentindo bem, do "nada" e ultimamente tenho andado assim, de repente, me veio o pensamento: "por que estou me sentindo bem?" E comecei e pensar: "Porque Pedro está crescendo e se acalmando mais..."; "Porque tomei vergonha na cara e comecei a andar..."; "Porque..." Aí, parei, olhei para o céu e pensei: "será que é porquê o dia está bonito?". 

Que nada! É por tudo! Sempre falo que a gente não sabe ser feliz e é verdade. Um estado de espírito feliz deve ser algo parecido: estar bem, em paz, por nada. Aliás, por tudo, por todas as boas razões que temos e as que não são motivos para alegrias, merecem cuidado. Geralmente eu me sentia "culpada" por estar feliz, enquanto tanta gente sofre... Tive minhas cotas de sofrimento - e ainda as tenho, afinal, problema todo mundo tem e cada um sabe onde sua dor dói... - e aprendi/aprendo com elas. Foi em meio a dores profundas, como chamo, "dores da alma", que vi e entendi que dor precisa de cuidado para sarar. Não foi fácil, afinal, é  muito fácil ter quem cultive sofrimento e alimente esse sentimento, sem olhar para de onde jorra essa dor e poucos se dedicam a tratar, cuidar e dar o carinho especial que essa dor merece para passar. Eu não batalho e me esforço dia a dia para me libertar de "mentirinha", para ser aceita aos padrões de normose que nos impõem e que nós nos impomos, também. Batalho para que esse embate faça aflorar em mim minhas angústias, meus medos... Toco nas feridas para saber onde dói e sará-las. Nem todas eu consigo... Algumas, quando vejo, doem tanto que evito tocar. Me propus não fugir, mas, não vou enfiar o dedo, para magoar. Cuidar de uma de cada vez. Isso tem a ver com o post do "Sem atraso. Na hora certa!" - aceitar e respeitar o tempo para me premitir crescer como pessoa. Isso não tem a ver com religião. Isso tem a ver com acreditar e cuidar de mente, corpo e espírito - sem precisar frequentar alguma religião. Questiono e muito a maneira como são conduzidas e por quem....

Pois bem, não sei porquê não aceitei estar bem, apenas por estar bem, sem ter que associar a algum acontecimento feliz. Por que não podemos dar valor ao cotidiano? Por que não posso, algumas vezes, me chatear com algumas repetições desse cotidiano e decidir mudá-las? O que está por trás desses pensamentos divididos que me travam? Será que é porque não está na hora certa? Será que é porque é hora de reconstruir e uma pedra de cada vez faz parte do processo para que, na hora certa eu esteja preparada? Mas, se o daqui a pouco começa agora, então, a todo instante precisamos estar começando a dar entrada em nosso processo de mudança pessoal, certo? É, algo em mim está mudando e nem me dei conta, precisei me questionar o porquê de não aceitar apenas que estou bem e que quero viver assim. No dia que vier alguma fase de dor mais forte - claro que gela o coração saber que sempre passamos por elas - espero estar assim, tão cheia de vontade de entender que tudo tem seu tempo, que já não sofra mais. É o que venho aprendendo, alguns pontos apenas questionando e aceitando a idéia..., desde que tive DPP, desde que minha vida precisou virar de cabeça para baixo para que eu visse que ela nunca esteve de cabeça para cima e sim, de lado e caindo... Só depois de tudo isso me comprometi comigo em colocar minha vida de cabeça para cima e seguir em frente. Fui questionada com o tempo que levei para me "curar" e digo a qualquer um: me curo a cada dia. Vi que muita gente acha que está "curado" por não ter que assumir seus problemas diariamentes, quando, sem perceber, estão doentes e necessitando de cura, também. Depois, perdi um filho - abortei; o coração do bebê parou de bater... - e vi que a vida continua. Fiquei muito triste, claro, mas sem sofrimento. Naquele momento eu entendi que a vida tem seu próprio desígnio, ou seja, o que acontece ou não é porque deveria ser assim, sim. Sei, o livre arbítrio. Eu acho que ele existe, sim, mas, dentro do que é permitido ou não... Para mim, é como limite para criança: você dá as opções, nada além. Se pode escolher, mas, um dia, no tempo certo, a necessidade de se fazer o que se veio para fazer irá vigorar. Não é preciso ter uma Depressão para ter que se cuidar. Nem perder um filho, para se ver ainda viva. Não é preciso ter uma doença terminal para querer viver... A cura não é para mostrar "aos outros" que se está bem, é estar bem. Apararência nunca foi essência. Quando me dediquei a me buscar, a me conhecer, a me ajudar a crescer como pessoa, tudo melhorou e piorou... Melhorou porque vi que toda piora também tem seu motivo para existir e passa. Piorou porque não é porque você se abre para a mudança para melhor que tudo vira pudim - macio e gostoso. Enquanto eu não estiver bem "tratada" ou trabalhada, ou melhor, em paz verdadeira comigo mesma, aceitando que existe algo que chama de destino, missão, objetivo de vida, meta da alma... a verdadeira razão pela qual Deus nos deu a vida, ainda viverei esse embate e acharei que alguns acontecimentos são ruins. No dia em que internalizar, assimilar, apreender... que a vida é como é e que tudo tem seu tempo, aí sim, encontrarei o caminho da paz, do amor, da liberdade! Aí, sim, posso entender de verdade! 

Custei a entender o que senti ao terminar de ler o "Paz Guerreira" e foi isso: aceitar seu "destino" e não fugir dele. Temos opções diárias de como e o quê fazer diariamente, se não temermos e não fugirmos, tudo flui, segue a correnteza do tempo certo e sem resistência podemos correr e cair nos braços do mar da vida real, sem ilusões. E preciso sair da condição de vítma que ainda me coloco - como todo ser humano, que acha que merece mais e que não merece viver o que vive... - para assumir o comando da minha vida, sem pena; enfrentando o medo. Bom, me preparo para mudar sem martítio, aceitando a realidade. Mas, isso leva tempo - o tempo necessário - e é um passo por vez. Ou seja, trata-se de uma jornada, de uma vida inteira para aprender o máximo que eu puder. Tudo de vez não recomendável... Cuidado para não ser afoito e acelerar mais do que deve... Daí, terá que parar e esperar o tempo certo. Às vezes a gente acha que foi mais rápido que o tempo, quando, paramos, vemos que ele ainda nem chegou, então como tê-lo utltrapassado? Mania de não respeitar o mestre tempo... (risos).

Pois é, hoje, mais um dia em que estou feliz por "nada", ou, por TUDO! Num dia trivial, sem graça, com os mesmo problemas... 

Saudações aos que se encontram no mesmo empenho de melhorar a si. E saudações aos que ainda estão com os olhos tapados pela correria e pela falta de "tempo" para melhorar a si... Tempo é algo que está aí.

Pat Lins.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

SEM ATRASO. NA HORA CERTA!


Engraçado que é até fácil compreender - ou começar a - que tudo tem seu tempo. E o mais engraçado é que a gente tem uma imensa dificuldade para aceitar que tudo tem seu tempo...

Ontem, do nada, em meio a uns pensamentos para superar um obstáculo enorme que me coloco - voltar a dirigir - eu pensava: "tanto tempo para voltar, agora, tenho que voltar de qualquer jeito... Antes tarde do que nunca" e me veio a mente: "NÃO HÁ ATRASO. TUDO NO TEMPO CERTO!" Foi quando vi que por mais que eu fale e acredite que tudo tem seu tempo, essa condição ainda não me foi internalizada. Ainda quero segurar o tempo com minhas unhas...

Comecei e me "tocar" de que toda religião ou doutrina religiosa considera certo o fato de que todos temos um propósito, uma missão aqui - na Terra; na vida... cada um coloca o termo mais apropriado - só que, todos nós vivemos na correria. Impressionante: muitas pessoas que conheço e que também falam isso para mim, também têm sua pontinha de desconfiança o que caracteriza um leve deslize na fé. Como me dizer - ou eu me dizer - que "não cai uma folha da árvore se Deus não permitir..." se vivemos arrancando as folhas? E aí, eis que me surge outra dúvida: só devemos esperar a folha cair ou podemor arrancar? Porque, ficar só esperando cai em outra contradição humana: "não devemos ficar parados esperando que caia do céu..." - risos.

O que percebo é que confundimos tudo por medo de seguir em frente. Temos medo de sermos felizes. Esperar o tempo certo, para mim, quer dizer: fazer o que está ao seu alcance, seguindo e fazendo o que ocorrer no dia a dia e ir se trabalhando para "chegar lá" mais bem preparado. Ou melhor, não existe isso de  chegar ao final para "chegar lá", o chegar lá é o caminhar. Quando escutei o comentário de uma pessoa, que início e finalidade estão interligados e são a mesma coisa, estranhei... Fui para minha vida. Está aqui, comigo: se para tudo tem um início e um fim, mas, não existe uma reta unindo os dois pontos, então, não são pontos separados. Ou seja, andamos em círculos. Daí, vim entender, do meu modo grotesco que isso é o que vem a ser ciclo. Quando aceitarmos e assimilarmos que nosso propósito é ser feliz e ter êxito em nossa busca de nós mesmos para encontrarmos, assim, o que está dentro de nós a vida inteira, quebramos esse ciclo e entramos numa linha reta - que vem com um novo ciclo e daí seguimos rodando para a frente.

Sobre ser feliz, assistindo "A Grande Família", ontem, na TV, me emocionei quando Lineu descobriu que o pai havia mentido para ele e que sua relação com a mãe poderia ter sido melhor. O que me emocionou foi ver que a mãe, uma mulher que carregava em si um sonho, uma vontade enorme de viver seu talento, abriu mão de tudo aquilo que nos impõem acreditar ser o ideal de felicidade: casar e ter filhos. Isso é uma vida honrada. Mas, a severidade do pai só denotava sua fraqueza, fragilidade e medo. Como consequência, afastou o filho da mãe para puní-la. Punindo o menino, também. Ele teve medo de ser feliz e se prendeu a felicidade "ideal" que nossa sociedade hipócrita e demagoga impõe. Ela, seguiu seu sonho, mesmo assim, não conseguia ser plenamente feliz. Faltava um pedaço do qual abriu mão, pela felicidade dele... O que senti em minhas entranhas foi o quanto não sabemos ser feliz e como nos foi ensinado e condicionado que uma felicidade pode equivaler a infelicidade de alguém e o caminho para a felicidade passa a ser um caminho errado, com culpa, com arrependimentos e com "se's" sem fim: "se eu tivesse ficado"; "se eu não tivesse seguido...". Quero saber quem foi o primeiro infeliz que plantou e regou essa semente e quem foi que cuidou dessa árvore infeliz da infelicidade imperante e permitiu que desse frutos? Pior, quem distribuiu esses frutos? Bom, deu certo! Se espalhou e hoje vivemos sendo o que não somos, sem saber aonde queremos chegar de fato! 

Como saber o que é SER FELIZ, se a maioria dos seres humanos não sabem o que vem a ser e temem esse estado de espírito? Todos nascemos para sermos felizes? E o aqui e agora de luta diária em querer ser feliz e lutar para alcançar esse estado que todos temos dentro de nós, mas, tantos fatores nos fazem esquecer. O aqui e agora é agora. Se eu sou plenamente feliz? Não. Tenho alegrias e tristezas como qualquer pessoa. Busco a cada dia fazer algo, por menor que seja, para alimentar esse estado de espírito em embate comigo mesma. Eu não alcancei esse estado de paz interior que me permita alcançar o estado de plenitude. Não nos enganemos, para ser feliz, de verdade, o caminho é o amor! E, se não sabemos o que vem a ser amor, imagine suas ramificações? 

É, ainta temos muito para aprender e apreender. Só falta começar a disfazer as máscaras que nos impuseram desde muito tempo. Não é fácil, não. É simples. O que é exigido são atitudes simples. Mas, fácil, né não. E isso lá é motivo para desistir de continuar? Grito, esbravejo, falo mais do que faço... mas, sigo, faz parte da minha falta de paz e conhecimento suficiente... essa ainda é a maneira que guerreio comigo mesma e com o mundo externo. Aos poucos, com o passar do tempo isso vai mudando e vou entrando em sintonia comigo mesmo, com a Patricia que sou, aliás, com o ser que sou. Não quero me dedicar ao tempo cronológico como guia, mas, também, não posso fingir que ele não existe e que tem sua importância. Seguir é isso: ir vendo, enxergando, sentindo, refletindo e se preparando para a ação e transformação. Em "Paz Guerreira" vi isso no personagem principal. A gente sente que ele amadurece sem espalhar aos quatro ventos que amadureceu, que mudou, que cresceu. Ele apenas se torna quem ele é. E, na "A Grande Família" estava a mesma mensagem para superar o medo que Kadriel - personagem principal do livro "Paz Guerreira" - descobre na prática: "não há como perder o medo, senão o enfrentando!". Enfrentemos nossos medos. Fácil? Quem está falando em facilidade, aqui? Eu preciso enxergar as possibilidades e enfrentar o medo é possível, ainda que doloroso e cansativo.

Bom, toda hora é hora de alguma coisa. Feliz aquele que alcança esse estado e serve de exemplo vivo e real para que outro seja motivado. Somos ou não um conjunto? 

Vamos sim, deixar um mundo melhor para os nossos filhos e filhos melhores neste mundo - a começar por nós, filhos do mundo! Sem atraso, na hora certa esse tempo chegará - afinal, já é: cada segundo faz parte desse todo. Cada instante em que fazemos um movimento, entramos no caminho ao tempo certo e, cada esforço, cada vontade de superar os desafios nos mantém nesse caminho e nos leva adiante. Do mesmo jeito que as sementes da infelicidade imperante e operante foram planatadas, germinaram e se espalharam os frutos, as da felicidade real e consciente também são possíveis de germinar. Basta plantarmos, regarmos e cuidarmos que ao seu tempo dá. Só precisamos começar e continuar, um passo de cada vez. Eu só quero é ser feliz e mais nada! Ops! E tudo mais que vem junto e que é juntado no caminho, ou alguém pensa que chegará de mãos vazias no final da jornada? A questão é que carregaremos tanta coisa! Tanta coisa que não pesa, pelo contrário, nos eleva!

Pat Lins.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

NO OLHO DO FURACÃO

No calor das emoções, o melhor é não tomar sérias ou irreversíveis decisões. O ideal é deixar "a poeira baixar".

Olha, aprender a lidar com o impulso é muito complicado. "Ele" - o impulso - ou "ela" - a impulsividade - aliado ao orgulho, que ama insuflar o ímpeto, através de ações impensadas e não refletidas, desencadeiam uma verdadeira tempestade... num copo d´água. Tudo passa a ter a cara e as cores do "pior", do "sem solução" - através da solução radical -, do "acabou! Chegou ao fim!"... do fatalismo. Nos privamos do benefício da dúvida e da possibilidade de parar, ver, pensar e agir.

Em alguns casos assim - onde a impulsividade ganha espaço -, passada a crise, "baixada a poeira", a sabedoria deseja se manifestar e, com a "cabeça fria", conseguimos enxergar o que a venda da afobação nos impediu. Recuperados da cegueira momentânea, avaliamos os prejuzos e, em muitos desses casos, não há mais volta. A impulsividade é mãe, irmã, coligada, colada e conjugada com a imaturidade - e isso independe de idade cronológica...

Entretanto, lógico que, se algo está incomodando, agoniando, estressando, sugando as nossas energias vitais, nossas forças diárias, sinal de que tem alguma coisa aí gritando por "socorro, preciso de reparos". Algo está fora do lugar, requerendo ajuste, reajuste... SOLUÇÃO.

Sendo assim, PRIMEIRO passo: identificar O problema REAL - não o aparente...

Em meio a uma crise conjugal, estava disposta a ceder ao impulso, jogando toda a "culpa", no outro... Muito fácil e caminho mais comum a ser tomado pelas pessoas comuns... Foi quando, diante de vários entraves, não conseguia concluir meu "objetivo" e, acabei desabafando com uma grande amiga - ao contrário de outros, que, sem experiência de vida, sem saber o que dizer, se colocavam ao meu favor (algo natural) ou, me davam "lições de moral" do alto da inexperiência de vida e/ou de vida conjugal, o que me soou como engraçado... até fazer confronto, uma outra amiga me sugeriu, com ela a frente, para que eu visse e entendesse que "a mulher sábia edifica o lar"... ou seja, se a relação estava ruim, a culpa era minha, porque mulher precisa saber que sua indidualidade não pode ser mais importante do que as imaturidades e desequilíbrios do marido... Enfim, coisas de amigos que, apesar de sentimentos sinceros, são pessoas, né?! São humanos... - mas, ela, uma amiga humana, cheia de defeitos, como qualquer outra pessoa, porém, que sabe respeitar o espaço do outro, sabendo que o outro é que sabe de si e onde o calo aperta, e, apesar de ter sido casada três vezes, defende a felicidade como forma de vida, mas, de maneira plena, ou seja, "tente todas as soluções antes de tomar uma decisão", apenas me disse:

"Minha querida, se é o que você quer, vá em frente e siga seu coração. Mas, se você puder esperar um pouco, não tome decisões sérias e definitivas em meio a uma crise. Daí, depois que tiver certeza e segurança do que quer, vá em frente! Se o que incomodava continuar incomodando, se ele - a situação incômoda - for 'O' problema, resolva da melhor maneira..."
Isso, para mim, é sabedoria - . Por isso que amo meus amigos, porque cumprem o papel de nos completar, de nos fazer pensar, de nos fazer nos ver. Cada um com sua opinião, alguns tão radicais e imaturos quanto eu; outros querendo estar acima de mim, através de uma "sabedoria" criada, de que "me" conhece... Enfim, essas diferenças é que me fizeram ver que identifcar o problema real é o primeiro passo. Em meu caso, que não vem ao caso entrar em detalhes, existe um problema real, que já veio comigo e que acaba sendo alimentado por outro problema real que é a outra parte... Uma nova amiga - risos - pessoa fantástica (olha, apesar de tudo em minha vida que reclamo, só posso agradecer a Deus pelos amigos que me dá, viu?! Nooooosssssa, cada pessoa espetacular!), que já é divorciada, me deu seu exemplo, que não foi impulsivo, mas, que,quando se tem filho pequeno, precisamos pensar muito mais... Só em caso muito grave separar, mesmo. Não. Ela não me disse para "comer o pão que o diabo amassou" pelo filho, afinal, isso é reproduzir o padrão comum de que ninguém nasceu para ser feliz...Ela apenas afirmou a importância de assumirmos a responsabilidade pelo novo ser que emerge diante de nós, e que, se trabalhar é de extrema importância. Nada de usar a criança como escudo, mas, nada de passar por cima de que ela existe e precisa ser levada em consideração. Equilíbrio.

Isso me fez ver que não é fácil assim, apesar de simples, dar o PRIMEIRO passo... por isso que ele é tão importante. Se permitir ver "onde" e "qual" é que vai nos fazer ver se a crise está em nós, fora de nós ou ambos - risos. Ainda, se existe crise, mesmo. Identificar o problema quer dizer: CAUTELA, para não tomar decisões preciptadas e possíveis arrependimentos tadios. Fora a maneira menos dolorosa de se resolver, como feridas abertas, mágoas, ressentimentos... tudo que fecha portas para uma boa relação pacífica.

O SEGUNDO passo, que pode preceder o primeiro, ou, vir em paralelo, é procurar TIRAR O PESO EXTRA, é pesar e ver o PESO REAL - no mínimo, tentar não aumentar. Aquela história de não carregar nas tintas... Se conseguirmos, pelo menos, não dar mais peso do que já tem, o caminho pode ser menos árduo, menos conturbado - a depender do caso - e, abre-se para mais chances de elucidação. Afinal, eu, o que quero, é resolver O problema, não criar outro... Muita gente se permite, com extrema facilidade, apenas se apegar à polêmica, ao lado negativo da situação e "joga lenha na fogueira", em vez de se dar o esforço e o trabalho de apagar o fogo, para evitar um incêndio, evitar uma catástrofe. Mania de querer destruir tudo, em vez de ver a melhor maneira de se resolver!

TERCEIRO, que também vem juntinho com o primeiro e com o segundo, é RESPIRAR. Se permitir respirar, oxigenar o cérebro, organizar as idéias, apaziguar o coração velho de luta e a mente, através da mensagem SINCERA e HONESTA de tudo está bem, de que tudo passa e de que tudo tem solução - ou, vai se resolver.

Nesse caminho, ou esforço, para a tranquilidade, através da racionalidade - lembrar que é ser pensante faz bem - podemos chegar ao QUARTO passo, que, na verdade, pode ser o primeiro - imagino que esteja confuso... risos - RESOLVER. Na verdade, na verdade, tudo isso, cada passo, é só para lembrar que um problema precisa de solução, não criar outro e dar-lhe o nome como sinônimo de solução... Pois bem, sem afobação, sem pressa, sem raiva, sem orgulho inflamado, sem ego, sem pressão do "mal", com a cabeça arejada, calma e serena, sim, é mais viável se tomar uma decisão mais próxima do que insistimos em definir como CERTA - ai, como adoramos rótulos e julgamentos... tudo tem que ser CERTO ou ERRADO... e o que não é nem um, nem outro? O que apenas é bom para mim? Para nós?

Em verdade, em verdade, nunca saberemos, com 100% de "acerto" e sem margem de erros, se nossa decisão foi "A" certa, apenas podemos saber e nos conscientizar de que, seguindo os passos sugeridos, aqui neste post, que tomamo "A" melhor decisão que pudemos tomar. Tanto que o nome já diz DECISÃO, ou seja, escolher que caminho seguir... Escolher UMA e APENAS UMA solução. E aí, seja qual for a escolha, tudo muda e nada é garantia de suesso pleno e alegria para todos os lados. Importante é lembrar de que cada lado é responsável por si e, minhas escolhas, baseadas nos quatro passos que estou seguindo à risca, só querem ter uma mínima segurança de que tentei muitos caminhos, antes de bater o martelo de FICO ou SIGO. Não me baseio, nem devo, em como o outro deve agir. Mas, dentro de uma relação conjugal, que é o meu caso, o NÓS precisa ser muito bem harmonizado com os EUs, ou, melhor, com CADA EU. Existe uma teia que nos deixamos enredar e, aí, tudo nas relações humanas acabam sendo complexas, porque CADA EU neste mundão de meu Deus é um ser complexo... é da condição humana. Não adianta minimizar, mas, também, não precisamos perder o foco e partir para a "ignorância". Sejamos racionais. Deixar de ser complexo é muito simples, cada um de nós sabe o que é preciso, mas, não é nem um pouquinho fácil, é tarefa dolorosa e sangrenta.

O importante e o que quero, primeiro me dizer e, depois, compartilhar aqui, é que: HÁ TEMPO PARA TUDO. Decisões preciptadas são decisões fora do tempo real da solução. Para tudo a busca pela paz, pela verdade real, aquela que não tem a intensão de magoar, machucar ou pisar em alguém, mas, apenas de defender o direito de cada um ser feliz! Decisões precisam ser tomadas, principalmente, diante de tensões e crises. A diferença significativa é a base para tomada dessas decisões. Um impulso positivo é necessário, para dar o start. Mas, é aquela história, saber escutar o coração só é possível quando calamos a boca do pensamento e deixamos a neutralidade agir, para isso, só teoria e frases feitas não são suficientes, é preciso agir com prudência e sabedoria e, para tanto, só com CONSCIÊNCIA REAL. É muito comum a gente estabelecer uma "consciência ideal", onde acreditamos piamente que somos como pensamos e falamos incessantemente que somos assim para que acreditemos e para que nos vejam daquela maneira... Uma consciência real não exige grandes manifestações, é mais comedida e centrada, porque não é a manifestação de nossa carência, nem uma criação ilusória do ego... Em qual nível me encontro? No mais comum: o da "consciência" ideal... Ainda tento manipular minha imagem, assim como a maioria das pessoas. Você acha o quê? É por isso que escrevo tanto, para me ver de frente e ver o quanto ainda tenho para colocar em prática. Engraçado é que conheço uma gama de gente que me "ensina" tanta coisa, de suas lições de vida, que não passam de teroia de de apenas: eu li num livro... Para tudo o equilíbrio: ler, conversar, interagir, ouvir, pensar... agir. Mas, este último ponto é pauta para um próximo post, que, agora, está sob forte tendência de falar para uma pessoa, que ela não é como diz ser e que suas atitudes contraditórias são cansativas... por isso, evito contato frequente e me mantenho na distância saudável. Isso tudo porque eu estou no mesmo nível humano dela, e, preciso descobrir em mim, o que tanto me incomoda nela...

Bom, depois de todo tempo de esforço, o incômodo continuar, chega uma hora que a melhor decisão é qualquer uma, desde que saia da inércia, depois, entra no enfrentamento e guarde forças para o trabalho de reconstrução posterior. Paciência é uma virtude trabalhosa. Não é como a tolerância que não passa de desculpa para estourar... A tolerância, como a usamos, é muito parecida com uma mola sendo pressionada para fechar... Uma hora ela vai querer voltar ao estado natural, e aí?!

O ideal é se dedicar ao presente e ir resolvendo o máximo de coisa aqui e agora. Fecha as portas para o que passou e deixa a do futuro aberta, sempre. Segue seu rumo em paz e, se a(s) outra(s) parte(s) envolvida(s) que se encarregue de si e de se resolver consigo. Eu não posso mudar o outrooooo!!!

É muito melhor tomar uma decisão em condições de calmaria do que em clima de turbulência. Se tem um conselho que me dou é: manter-me no centro do furacão, até saber como agir e para onde ir. Ao mesmo tempo, o tempo vai passando e os fatores externos vão perdendo força e intensidade. Mas, não é deixando o tempo correr solto, é crescendo dentro da dificuldade. Porque, assim como tudo passa, o que não foi bem resolvido, volta, de um jeito ou de outro... Há que se trabalhar.

Se o que gera o problema foi uma decisão preciptada, ao menos, para a solução, permita-se acertar com calma e cuidado. Às vezes, para resolver um problema, precisamos sair dele... Para isso, precisamos identificar se ele é o problema real... Ou, afastar-se para ter o ambiente saudável para refletir. Mas, precisamos, estar com os corações mais abertos.

E aí, estamos afim de

DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO?

Sim ou não? Só temos duas escolhas! - risos.

Agora, tenho que tomar a decisão de parar por aqui...

Beijos,

Pat Lins.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

CHÁ DE APRENDIZAGEM

Sempre é hora de aprender algo... Ai, por mais que seja cansativo, o exercício é contínuo... Ah, quero uma pausa para o chá. Alguns instantes para degustar com calma e tranquilidade tanta coisa .

Tenho escutado tanta coisa... Normal, todo mundo escuta tanta coisa o tempo todo... Eu, também, falo o tempo inteiro... Mas, o fato, é que as coisas acontecem. Várias explicações e verdades para uma mesma história. Fico com a opção: "o que faço com isso?".

Estava com tanta saudade daqui e tenho tido tão pouco tempo para me dedicar a meu outro pedaço de mim, que é esse canto virtual... Fiz tantas anotações em "papéis de pão" e ainda não pude trazer para cá. Nada que com o tempo consiga.

Pois é, tudo é uma simples questão de tempo... Mesmo que ele passe, outro começa. Escutei uma coisa tão linda, ontem, na TVE Brasil, dentro de um Curta Criança - "O menino quadradinho" - onde as palavras conversavam com o menino que ficava preso nas histórias em quadrinhos e, ao questionar se o menino tinha medo de crescer, ele falou que queria voltar no tempo... que não precisava daquelas palavras todas. Então, as palavras o ensinaram que não se volta no tempo: "não podemos viver o mesmo dia duas vezes. Mas, podemos recriar". No final, o menino se abre para novas leituras - metáfora através da cena onde ele lê livros, também - e se encontra com ele mais velho. O "ele mais velho" pergunta o que ele lê e ele conta sua história. E o velho, com a sabedoria dos anos e experiências vividos, conclui: "é igualzinho a história da vida... é para criança só no começo..." - aha, esta é minha dica/sugestão lá no MÃES NA PRÁTICA - eu me esforço para crescer por lá, também...


Olha, por pior que seja a programação no canal aberto de TV - e, para mim, entretenimento vai além de uma tela, por maior que ela seja... Não a excluo como mídia - na concepção literal de sua definição -, mas, incluí-la é saber que ela faz parte, sem ser a única parte. Daí meu argumento de não concordar como TV manipuladora de opiniões... ela é apenas um "meio"... E quem dá audiência, somos nós mesmos... - sempre tem alguma alternativa. A TVE, por exemplo, vem desenvolvendo boas produções. E, para o público infantil, vem recheada de coisas legais. Mas, é questão de gosto. Assim como tomar chá - risos.

A gente se prende demais as coisas... sei disso, porque também sou gente e bem sei o quanto tem horas que a gente tem uma vontade e, de repente, fazemos algo bem diferente... Como se se estabelecesse um desacordo entre a sua vontade pessoal e aquilo que você faz no sentido de validar os seus quereres. É como se você quisesse uma coisa, mas os seus atos contrariassem o seu próprio objetivo! Ter consciência do processo é uma chave para você se organizar melhor. A cada dia, aprendo, inicialmente, no âmbito da teoria, que empregamos uma força para levantar algo mais pesado em situações mais leves... e, quando as pesadas chegam - e sempre chegam... assim como as leves sempre chegam, também... afinal, vivemos de fases e fases - estamos sem tanta força... Muitas vezes, exauridos. Bom, nada que uma "descarga de adrenalina" não dê jeito... Mas, podemos, ao menos, optar por deixar as coisas seguirem seu rumo e passarem. Ah, mas, uma coisa tenho colocado em prática!!! Quando estou cansada e surge aquilo que não sei como resolver e estou sem força extra e/ou adcional para tanto, sabe o que faço? NADA! Oxe, eu deixo passar! Faço igual a Caymmi: "relaxo". Para ele, trabalho era prazer e, como tal, não precisa de pressão. Podemos tomar como lição, né, não pressionar a mente a troco de nada. Sobrecarga é coisa de doido e dessa geração descontrolada que se ficar 24 horas sem abrir os e-mails ou sem celular, se sentem deslocados e à margem da "sociedade"... Só surtando para compreender esse lema da vida moderna, viu?!

É mole, nos tornamos vítmas de nós mesmos; resmungamos horrores do alto nível de estresse... mas, criticamos quem quer romper com essa realidade, mesmo sem deixar de vivê-la...

Ai, ai... eu quero um chá de aprendizagem, para conseguir engolir e diluir nossa realidade tão "pitoresca" - ou, seria melhor: grotesca?????

Pois é, cá estou, "de boa", rindo de besteiras como "as áveres somos nozes" e caindo na hipocrisia de rir da dificuldade alheia... Cá estou eu, me vendo como uma pessoa "normal"... Ah, isso me assusta!!!

Bom, mas, cá estou eu, também, "de boa", na nave Terra, indo e seguindo, rumo a minha melhoria, num esforço tremendo de me libertar dessas porcarias de amarras que a gente não sabe de onde vieram, nem, claramente, onde estão... Tô no processo! A cada dia mais entregue ao movimento de

DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO, através do caminho da auto-transformação. Só me melhorando e crescendo posso alimentar esse movimento e ser parte dele. Só isso!

 E você, aceita uma xícara de chá?

Beijos,

Pat Lins - sorvendo um saboroso chá de maçã com canela - ...ou canela com maçã?... Ah, o chá é bom e eu, "tô de boa" - kkkkkkkkk.

PS - lembrei de algo legal, que outro velho mestre nos ensinou - o velho Lua, nosso saudoso Luiz Gonzaga: "morena eu quero chá, eu quero chá, eu quero chá, morena velha eu quero chá. Já, já, já, morena velha eu quero chá...."

domingo, 22 de agosto de 2010

TUDO É UMA QUESTÃO DE TEMPO E ORGANIZAÇÃO

Bom, é isso aí... até aceitar que a vida é feita de dualidades, ainda carregrei um pouco na dor, mas, depois passa...

Agora é estabelecer prioridades e estratégias/soluções para alguns pequenos desajustes e organização para colocar em prática com eficiência, para, enfim, alcançar a eficácia e encerrar o problema.

Mais uma etapa de conturbação séria, porém, resolvível. A diferença é essa: hoje, conheço um pouco mais meus limites e escolho o "quê" e "como" fazer. Pronto, definidas as prioridades, só cumprir cronograma - risos. Adia alguns planos; limita outros; dá um stop em algumas coisas... e, assim, vou me organizando. Legal é ser feliz e lutar pela felicidade, mesmo quando parece que estão querendo roubá-la de você... é só impressão. Ninguém pode roubar nossa felicidade. Algumas pessoas e/ou situações, podem atrapalhar, dificultar, adiar, conturbar... mas, roubar, nunca. Felicidade é algo que não se rouba, porque ela é para ser partilhada. A gente é que se furta a oportunidade de ser feliz, pior ainda quando tudo parece estar em ruínas. Ah, mais, um obstáculo; mais desafios, que acreditava estar acima das minhas forças... e eu na luta. A vida toda é assim: a gente vive trabalhando nossas fragilidades. Transformada em força, cuida de outra e segue.

Tô subindo, no meu ritmo e dentro do que eu acredito ser minhas possibilidades. Só a gente pode fazer pela gente, mesmo recebendo ajuda e apoio. O resultado positivo depende de cada um.

Obrigada a quem sempre está ao meu lado - do jeito que consegue estar. Vamos todos pensar e cultivar coisas boas. Sei lá, já tem muito sensacionalismo e propagação do que é desastre. A realidade é dura, mas, piorar é aind pior, né não?! - kkkkk, redundância linda!

Pois bem, vamos todos enveredar no movimento de

DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO, a partir de cada um de nós!

Beijos,

Pat Lins.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

PAZ NA VIDA

Para alcançar a verdadeira paz em nossos lares, precisamos encarar o desafio, sofrer - quando precisar sofrer -, superar e continuar.

Me exponho, grito e continuo. Meu dia-a-dia desafia minha inteligência e minha razão. As emoções tentam se apaziguar, mas, me falta qualidade de tempo. Me falta respeito ao meu espaço. Mantenho distância, mas, há quem invada e saia como vítma... difícil encarar o direto, quando se fala franca e abertamente: "não passe... daqui para frente é meu espaço, se invadir, suporte as consequências, porque eu vou me defender". Será que é errado estar certo?

Estou no desgaste... total falta de paz externa provocando minha busca pela paz interna... Por quê? Sabe Deus! Só Ele mesmo, porque eu, humana, imperfeita e cheia com os MEUS problemas - lembrando: meus problemas não são maiores do que os de ninguém, são os MEUS... essa de medir tamanho e força de problema é para aqueles que não respeitam ou compreendem que cada um tem seu ritmo, sua trajetória e suas expectativas... muitos que comparam fogem dos seus cutucando a dor do outro, numa tentativa mórbida de sentir prazer em destruir.... - estou no limite de minhas forças, mais uma vez. Mas, lutando como quem sobrevive a uma catástrofe.

Eu sei o que passo e, verdade, não é tão ruim assim, só preciso encontrar o ponto, o caminho certo e seguir em paz. Até lá, vou tentando aqui, tentando ali... errando, acertando... sempre buscando, até quando penso em desistir... O que é "deixar a vida me levar"? Quando tudo parece ter virado de cabeça para baixo de novo, a gente deixa o tormento guiar ou se dá um "tempo de espera" e aguarda, alimentando-se da mais pura esperança, para que um milagre aconteça e aquela "luz" se faça ou, no mínimo, que consiga encontrar condições para respirar lenta e profundamente e deixar o oxigênio agir na mente... como espeirecer num mundo capitalista, onde até o lazer requer investimento financeiro? Como espairecer quando o furacão se instala em sua vida, justo quando se voltava a andar...? Normalmente, a compaixão vem para quem perde tudo após uma catástrofe da natureza - o que me dói, muito, e procuro fazer minha parte com doações e orações... nem quero imaginar a dor e o transtorno que se instala na vida dessas pessoas... - e, não tiro a razão, é inquestionável e necessário, mas, para quem perde "seu" "tudo" dentro de si, só vem preconceito, questionamentos, comparações - todo mundo acha que sua vida é tão pior que o outro não tem direito de se queixar, mesmo não se quixando... se reservando o direito de tentar seguir, no limite de suas forças... -, menosprezo... você passa a ser visto como um incapaz sem força de vontade. E se for? Por que falta tanto respeito ao outro? Por que essa crueldade? Nessas horas solidariedade é só da boca para fora... Os corações se endurecem, porque estão tão amargos com suas realidades e suas fugas delas, que transferem para o outro em forma de "eu não passo meus problemas para você", já passando, através de atitudes expressivamente desequilibradas, mas, desequilibrado é você, que não conseguiu sair debaixo em tempo hábil...

No limite das forças, a gente só reage... raciocínio vem depois. No limite das forças, me atenho a uma estratégia que desenvolvi na época da DPP, que chamei de "distância saudável". Refere-se a manter distância de tudo que te faz mal, ao menos, temporariamente, até você poder recobrar um pouco cas forças. Me diga como recuperar as forças com bombardeios constantes e, em muitos caso, inconscientes... de uma cegueira tão profunda que os alertas - nem são sinais, são placas de advertências claras e diretas - são desrespeitados e tudo cai?

No limite das forças a gente precisa se poupar, um pouco, para evitar maiores destruições... mas, essa capacidade só tem quem alcança um grau mínimo, que seja, de consciência. Eu estou no limite de minhas forças e, depois de tanto ter sido bombardeada - isso quem sabe sou eu, porque quem sabe o limite de minhas forças, SOU EU - eu cansei... nada mais natural e humano do que cansar. Não. Não caí. Sequer pretendo. Dei um pause para ME recuperar. Mas, o dia-a-dia é guiado pelo tempo e este a gente não segura a nosso favor... a gente TENTA fazer o melhor com ele e nem sempre tem êxito...

Não. Não devemos descontar nossos problemas em ninguém, mas, se alguém provoca e insiste, você avisa e a pessoas continua... de quem é a culpa? De quem provoca ou de quem cede? Para piorar, essa não tem sido minha única preocupação, mas, a dureza que já estava e continua e a sensação de incapacidade e impotência diante dos acontecimentos.

É deixar passar! Deixar TUDO passar. É sentar e assistir ao jogo da copa - que merda... O Brasil perdeu!!! - e fingir que tudo na vida é futebol... Olha, se o preidente da FIFA fosse o da ONU, nossa, o mundo seria mais alegre - kkkkkkkkkkkkkkk - cheio de vuvuzelas, gritos de gols e comemoração, até na hora do jogo perdido. Interessante como na copa os torcedores superam as perdas com tanto fervor e alegria... bem como deveríamos fazer na vida!

No limite das forças, o menor dos problemas se torna over e tudo que se quer é deixar passar, porque não existe a consciência da força. Seria tão bom ser uma guerreira jedi... e sentir a força dentro da mim... Qualquer gota d´água transbordará meu cálice... melhor, ficar na minha - à distância, porque é difícil ficar na sua com cutucadas desvairadas. Isso é sabadoria ou desgaste? Será que essa é a base dos sábios: ter se cansado e desiludido tanto que aprende que tudo passa, bem ou mal? É sabedoria deixar passar ou seguir de outra maneira? Essa outra maneira pode ser parar e depois seguir? Não existe fórmula certa... Porque não é fácil estabalecer, em cada um de nós, o equilíbrio e a harmonia entre o individual e o coletivo... a gente nunca sabe se é característica pessoal, arquétipo, estereótipo, tabu, cultura, medo social... a gente só é gente e, talvez, nunca encontremos respostas para todas as perguntas. Um dia, a gente aprende a fazer a pergunta certa, para encontrar a resposta necessária!

Tudo que mais desejo é PAZ NA VIDA para mim, para você e para todo o mundo... mas, como já se foi propagado, muitas vezes, para se alcançar a paz a gente precisa viver tempos de guerra... discordo, mas, infelizemente, isso existe independente de mim... E eu? Acabo fazendo guerra, também... No limiar das forças, o que nos resta é a natureza animal... nos aproximamos da zona primitiva de nossos ser que, por mais que neguemos, estamos sempre na divisa do se manter e seguir...


Mesmo ainda não tendo encontrado um caminho calmo e que me ajude a seguir - depende de algumas tomadas de decisões... as velhas escolhas que nos guiam e precisamos ponderar e reponderar tudo a todo instante... ver o que dói mais: seguir ou ficar... e se vale a pena se esquivar da dor necessária... muitas vezes se manter na "comodidade" e descobrir uma zona temporária de conforto, como dar um passo atrás, se faz necessário... nem todos temos força e coragem para seguir e ultrapassar a maior barreira, aquela que te fará mudar TUDO em sua vida... mas, o apego ao passado e sua perpetuação são um obstáculo ainda maior... nós somos nossos maiores entraves - ainda estou no caminho. Fale quem quiser falar... no limite de minhas forças, o máximo que posso dizer é "fale, porque é o que te resta e tudo que você tem" e nem forças para reagir eu tenho... tudo por uma boa causa: pela minha paz, hora de parar - tempo de espera - para a hora de mudar!

Minha busca é que alimenta meu esforço e entrega em DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO!!!

PAZ NA VIDA!!!







Pat Lins.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

"O TEMPO DE ESPERA" - BLOGAGEM COLETIVA


Olha, quando vi a proposta para blogagem coletiva no  "ENQUANTO ESPERAMOS", pensei em tanta coisa que não conseguia esperar, mas, não tive como parar para escrever... Minha mente desencadeou diversos pensamentos e maneiras de pensar. Fui para vários pontos em mim, tentando definir um foco. Foi quando tive mais certeza de que não sei esperar, já esperando...

Comecei pelo "MÃES NA PRÁTICA", falando da prática de toda mãe e nossa relação com o tempo de espera constante e eterno!

Mas, aqui, onde desabafo com frequência sobre minha busca no caminho do crescimento pessoal - em todos os âmbitos - , esperar tem sido minha máxima! Desde consolo bíblico onde "há tempo para todo o propósito debaixo dos céus..." (Eclesiastes), até o fato de, durante todo processo de espera a gente ficar mais focado no tempo de espera do que na espera em si, como oportunidade para planejar, aprimorar e, em alguns casos, curtir, enquanto não chega o desfecho da situação.


Então, decidi fazer o que estou fazendo: começar, começando... Sem esperar muito, porque, tenho pouco tempo e daqui a pouco, terei que parar... a rotina e os meus afazeres não param para me acompanhar e meu "esperar" fica num latejar na mente em forma de "vai acontecer, espere e verá/verei", em algum momento terei tempo com tempo.

Minha maior dificuldade em esperar - ou, saber organizar o tempo para espera -, falando de uma maneira abrangente, é lidar com a ansiedade crônica... Êta! Aí, o tempo de espera vira uma descarga de adrenalina e, quando se aproxima o momento de "concretizar", seja lá o que for, quando o tempo de espera está próximo ao fim, estou cansada e me arrastando, o que, muitas vezes, me faz "nadar, nadar e morrer na praia"... e o tempo de espera foi em vão... Então, me questino, qual a melhor hora para agir: durante o tempo de espera ou depois do tempo de espera? E como se calcula e/ou determina esse tempo?

Sempre estamos diante de acontecimentos, desde o nascer do sol, até o nascer do sol do dia seguinte... Portanto, sempre estamos no "start" de algum tempo de espera. Na verdade, a gente já nasce esperando: esperando completar nove meses, para sairmos da barriga da mãe; esperar a adaptação aqui fora; esperar cada fase de crescimento, mudança e transformação; esperar os dentes nascerem; esperar andar com firmeza, para "termos" alguma "independência - risos; esperar crescer e ficar adulto para fazer tudo "sozinho" - como se fôssemos capazes de realizarmos tudo sozinhos... até para virmos ao mundo dependemos que alguém nos gere e nos coloque aqui fora...; esperar concluir a faculdade; esperar receber o diploma; encontrar o primeiro emprego; esperar ansiosamente, pelo primeiro salário - quando é baixo, a gente já espera o segundo, o terceiro...; esperar encontrar "um (ou O, para alguns) grande amor"; esperar pela estabilidade finaceira/material para programar uma família - nesse quesito, nem sempre usamos o tempo de espera para programar... muitas vezes, esperamos juntos, mesmo e vamos esperando o ajuste durante a fase de reajuste desajustada...; depois, esperar as condições "apropriadas" - que nem sempre seguem a ordem que desejamos - para ter filho (s)... Estamos sempre no processo de tempo de esperar algo... inclusive a morte.

Vivemos o tempo de espera para nascer e para morrer e, nesse meio tempo, que chamamos de vida, vivemos vários tempos de espera para, depois que o tempo passa, percebermos que perdemos tanto tempo com tantas bobagens...

Determinar o tempo do "tempo de espera" nem sempre é tarefa fácil ou possível. Temos mania e apego ao relógio, para contabilizarmos e avaliarmos nosso sucesso em alguma ação. Na vida nem tudo é tão exato. Na verdade, no geral, a maioria dos acontecimentos nos pegam de surpresa, o que me leva a refletir que, após tanto esperar, quando concretizamos, muitas vezes, nem nos damos conta e somos pegos de surpresa. O tempo tem esses mistérios, aí, de nos pregar peças. Ele nos deixa acreditar que o estamos domindando, quando, na verdade, ele está seguindo seu rumo.

 Bom, esse tema me deu vontade de escrever mais e mais. Vivo, atualmente, mais um tempo de espera, onde espero retomar minha vida, conseguir me encontrar e descobrir uma maneira de superar meus desafios com mais leveza... meu tempo de espera se resume em viver a cada instante na expectativa do novo instante e preparando o terreno para a plantação. Já minha ansiedade está na preocupação com a época da colheita... Vários tempos de espera simultaneamente... Fora, deixar de me culpar pelo tempo de espera que já passou e nada fiz... Temos uma vida para aprender... O máximo que puder levar comigo, levarei... Sei lá o que vai acontecer depois que o meu coração parar de pulsar - ou, minha mente parar de funcionar... às vezes o coração bate, mas, a cabeça já foi (como a morte cerebral, por exemplo). Infelizemente, não será possível fazer com que as pessoas me vejam como sou, mas, aqui vai ficar um registro de meu processo de busca, para quem acha que me conhece, me conhecer um pouco...


Meu tempo de espera é diário. Algumas coisas que espero são concretas, outras subjetivas, outras tão abstratas que nem eu dou conta..., outras fantasiosas... Meu tempo de espera passa e gravita entre a realidade real e a realidade ideal. Eu estou, na verdade, à espera da harmonia entre todos os meus EU´s. Não. À espera, apenas, não, a caminho; trilhando... então, creio que essa fase sim, seja uma fase de tempo de espera e não de pura e vaga esperança.

Enfim, a cada dia alimento meu tempo de espera de DEIXARMOS UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO! Amém! - risos.

E você, como calcula seu tempo de espera? Tem consciência de que vive, pelo menos, um a cada instante? Tempo de espera e esperança podem andar juntos? Tantas perguntas. Cada resposta pode despertar um novo tempo de espera, uma novidade a começar.

Bom, cá estou! Algumas coisas me dando conta de que já aconteceram... outras, por acontecer... outras, desejo que aconteçam... tempo e tempo para tudo... Agora, em muitos casos, só me resta esperar.

Agora, tempo de esperar a comida ficar pronta para almoçar com meu filhote! Meu tempo de espera o inclui numa realidade paralela a minha; uma vida que, por enquanto depende de mim, mas, que não é minha... ENQUANTO ESPERAMOS, vamos vivendo, refletindo, preparando e, um dia, agir!

Beijos,

Pat Lins.



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