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quinta-feira, 28 de julho de 2011

"EU NÃO QUIS ME APRISIONAR, POR ISSO NÃO CASEI..."

No salão de beleza a gente ouve é coisa, viu? Mas, não vou render muito... Nesse caso, uma senhora, aparentava ter seus 50 e poucos anos, bem conservada, porém, meio sem graça... - eu sei, sou cruel... risos - falava - melhor, gritava... risos: "Eu que nunca quis me aprisionar, por isso não casei! Não tem coisa melhor do que minha liberdade.". Normalmente, eu injeto um levantar de questão, né - diferente de polêmica... esta não têm um propósito bem definido a não ser o de atrapalhar, dificultar a compreensão de novas idéias, fora a falta de respeito que carrega, por não aceitar opinião contrária... - mas, nesse dia me calei e disse a mim mesma: vou colocar essa questão lá no blog:

CASAMENTO É PRISÃO?

Por que tanta referência ruim com relação ao casamento? Por que tanta expectativa em se casar? Por que tanta coisa em cima de algo que é opcional? 

Não entendo porquê as pessoas precisam criar caso com tudo... Uma relação interpessoal é difícil porque, simplesmente, a maioria de nós não está preparado para entrar numa relação a dois de maneira madura e saudável! Respeitando o papel de cada um na relação - não falo de machismo ou feminismo, mas, de diferenças factuais e semelhanças necessárias. Onde as diferenças precisam ser complementares. - e sabendo que papel é esse!

O pior de tudo é que na verdade, ao meu ver, nós não estamos preparados para assumirmos algo além de nós mesmos. Isso cabe para relação amorosa, de trabalho, entre pais/mães e filhos... Saber lidar com o outro perpassa por nós.

Aha! O segredo de qualquer relação é: EU. Não eu, Patricia, apenas. O EU de cada um. O indivíduo enquanto ser individual. Se eu não sei lidar comigo, nem sem quem sou ou a que vim... o que posso viver em relação ao outro?

A prisão é interna. Travamos brigas e embates internos a vida inteira. Até o que negamos dentro de nós é através de uma briga - uma batalha para não assumirmos-nos a nós mesmos! 

A senhora do salão, deu um pequeno fora e demonstrou sua frustração pessoal e que interesse maior: "eu, vou querer homem pobre? Se for para casar, só com homem rico e velho, perto de 'bater as botas', porque, aí, fico com o dinheiro deles e vou ser feliz!..." Primeiro - ainda que a ordem não seja importante: ELA QUERIA - OU QUIS - SE CASAR... Só não coneguiu e, para piorar, a segunda observação: ELA QUER A LIBERDADE DO DINHEIRO "FÁCIL"... E falava como se ela valesse ouro... risos. Todo mundo veio ao mundo como diamante - a maioria de nós é diamante bruto... precisamos ser lapidados pela vida e pelos bons constumes. Então, no caso dela, e de muitos, o problema não é o casamento ou a vida de solteiro... estado civil nunca pode, nem deve sser estado de felicidade! A questão é ser feliz ou não. Sozinho ou acompanhado! Prisão é aquilo que a gente se impõe como meta de vida... Pensemos mais antes de falar por aí... A aliança mais importante - casados ou não - é a nossa conosco, antes de tudo!

Com relação ao casamento, mesmo, se estiver para casar - ou, já casado - se pergunte: EU CASARIA COMIGO? E continue: EU CASARIA COMIGO PORQUE EU... E veja o que tem a acrescentar a você mesmo sobre si e ao outro... Ah, expectativa é caminho certo para frustração, viu? Não vai ser uma aliança de ouro e um contrato que garantirão  a felicidade a dois, sem começar a felicidade individual... A liberdade está nas escolhas bem feitas na vida!

Pat Lins.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

NO OLHO DO FURACÃO

No calor das emoções, o melhor é não tomar sérias ou irreversíveis decisões. O ideal é deixar "a poeira baixar".

Olha, aprender a lidar com o impulso é muito complicado. "Ele" - o impulso - ou "ela" - a impulsividade - aliado ao orgulho, que ama insuflar o ímpeto, através de ações impensadas e não refletidas, desencadeiam uma verdadeira tempestade... num copo d´água. Tudo passa a ter a cara e as cores do "pior", do "sem solução" - através da solução radical -, do "acabou! Chegou ao fim!"... do fatalismo. Nos privamos do benefício da dúvida e da possibilidade de parar, ver, pensar e agir.

Em alguns casos assim - onde a impulsividade ganha espaço -, passada a crise, "baixada a poeira", a sabedoria deseja se manifestar e, com a "cabeça fria", conseguimos enxergar o que a venda da afobação nos impediu. Recuperados da cegueira momentânea, avaliamos os prejuzos e, em muitos desses casos, não há mais volta. A impulsividade é mãe, irmã, coligada, colada e conjugada com a imaturidade - e isso independe de idade cronológica...

Entretanto, lógico que, se algo está incomodando, agoniando, estressando, sugando as nossas energias vitais, nossas forças diárias, sinal de que tem alguma coisa aí gritando por "socorro, preciso de reparos". Algo está fora do lugar, requerendo ajuste, reajuste... SOLUÇÃO.

Sendo assim, PRIMEIRO passo: identificar O problema REAL - não o aparente...

Em meio a uma crise conjugal, estava disposta a ceder ao impulso, jogando toda a "culpa", no outro... Muito fácil e caminho mais comum a ser tomado pelas pessoas comuns... Foi quando, diante de vários entraves, não conseguia concluir meu "objetivo" e, acabei desabafando com uma grande amiga - ao contrário de outros, que, sem experiência de vida, sem saber o que dizer, se colocavam ao meu favor (algo natural) ou, me davam "lições de moral" do alto da inexperiência de vida e/ou de vida conjugal, o que me soou como engraçado... até fazer confronto, uma outra amiga me sugeriu, com ela a frente, para que eu visse e entendesse que "a mulher sábia edifica o lar"... ou seja, se a relação estava ruim, a culpa era minha, porque mulher precisa saber que sua indidualidade não pode ser mais importante do que as imaturidades e desequilíbrios do marido... Enfim, coisas de amigos que, apesar de sentimentos sinceros, são pessoas, né?! São humanos... - mas, ela, uma amiga humana, cheia de defeitos, como qualquer outra pessoa, porém, que sabe respeitar o espaço do outro, sabendo que o outro é que sabe de si e onde o calo aperta, e, apesar de ter sido casada três vezes, defende a felicidade como forma de vida, mas, de maneira plena, ou seja, "tente todas as soluções antes de tomar uma decisão", apenas me disse:

"Minha querida, se é o que você quer, vá em frente e siga seu coração. Mas, se você puder esperar um pouco, não tome decisões sérias e definitivas em meio a uma crise. Daí, depois que tiver certeza e segurança do que quer, vá em frente! Se o que incomodava continuar incomodando, se ele - a situação incômoda - for 'O' problema, resolva da melhor maneira..."
Isso, para mim, é sabedoria - . Por isso que amo meus amigos, porque cumprem o papel de nos completar, de nos fazer pensar, de nos fazer nos ver. Cada um com sua opinião, alguns tão radicais e imaturos quanto eu; outros querendo estar acima de mim, através de uma "sabedoria" criada, de que "me" conhece... Enfim, essas diferenças é que me fizeram ver que identifcar o problema real é o primeiro passo. Em meu caso, que não vem ao caso entrar em detalhes, existe um problema real, que já veio comigo e que acaba sendo alimentado por outro problema real que é a outra parte... Uma nova amiga - risos - pessoa fantástica (olha, apesar de tudo em minha vida que reclamo, só posso agradecer a Deus pelos amigos que me dá, viu?! Nooooosssssa, cada pessoa espetacular!), que já é divorciada, me deu seu exemplo, que não foi impulsivo, mas, que,quando se tem filho pequeno, precisamos pensar muito mais... Só em caso muito grave separar, mesmo. Não. Ela não me disse para "comer o pão que o diabo amassou" pelo filho, afinal, isso é reproduzir o padrão comum de que ninguém nasceu para ser feliz...Ela apenas afirmou a importância de assumirmos a responsabilidade pelo novo ser que emerge diante de nós, e que, se trabalhar é de extrema importância. Nada de usar a criança como escudo, mas, nada de passar por cima de que ela existe e precisa ser levada em consideração. Equilíbrio.

Isso me fez ver que não é fácil assim, apesar de simples, dar o PRIMEIRO passo... por isso que ele é tão importante. Se permitir ver "onde" e "qual" é que vai nos fazer ver se a crise está em nós, fora de nós ou ambos - risos. Ainda, se existe crise, mesmo. Identificar o problema quer dizer: CAUTELA, para não tomar decisões preciptadas e possíveis arrependimentos tadios. Fora a maneira menos dolorosa de se resolver, como feridas abertas, mágoas, ressentimentos... tudo que fecha portas para uma boa relação pacífica.

O SEGUNDO passo, que pode preceder o primeiro, ou, vir em paralelo, é procurar TIRAR O PESO EXTRA, é pesar e ver o PESO REAL - no mínimo, tentar não aumentar. Aquela história de não carregar nas tintas... Se conseguirmos, pelo menos, não dar mais peso do que já tem, o caminho pode ser menos árduo, menos conturbado - a depender do caso - e, abre-se para mais chances de elucidação. Afinal, eu, o que quero, é resolver O problema, não criar outro... Muita gente se permite, com extrema facilidade, apenas se apegar à polêmica, ao lado negativo da situação e "joga lenha na fogueira", em vez de se dar o esforço e o trabalho de apagar o fogo, para evitar um incêndio, evitar uma catástrofe. Mania de querer destruir tudo, em vez de ver a melhor maneira de se resolver!

TERCEIRO, que também vem juntinho com o primeiro e com o segundo, é RESPIRAR. Se permitir respirar, oxigenar o cérebro, organizar as idéias, apaziguar o coração velho de luta e a mente, através da mensagem SINCERA e HONESTA de tudo está bem, de que tudo passa e de que tudo tem solução - ou, vai se resolver.

Nesse caminho, ou esforço, para a tranquilidade, através da racionalidade - lembrar que é ser pensante faz bem - podemos chegar ao QUARTO passo, que, na verdade, pode ser o primeiro - imagino que esteja confuso... risos - RESOLVER. Na verdade, na verdade, tudo isso, cada passo, é só para lembrar que um problema precisa de solução, não criar outro e dar-lhe o nome como sinônimo de solução... Pois bem, sem afobação, sem pressa, sem raiva, sem orgulho inflamado, sem ego, sem pressão do "mal", com a cabeça arejada, calma e serena, sim, é mais viável se tomar uma decisão mais próxima do que insistimos em definir como CERTA - ai, como adoramos rótulos e julgamentos... tudo tem que ser CERTO ou ERRADO... e o que não é nem um, nem outro? O que apenas é bom para mim? Para nós?

Em verdade, em verdade, nunca saberemos, com 100% de "acerto" e sem margem de erros, se nossa decisão foi "A" certa, apenas podemos saber e nos conscientizar de que, seguindo os passos sugeridos, aqui neste post, que tomamo "A" melhor decisão que pudemos tomar. Tanto que o nome já diz DECISÃO, ou seja, escolher que caminho seguir... Escolher UMA e APENAS UMA solução. E aí, seja qual for a escolha, tudo muda e nada é garantia de suesso pleno e alegria para todos os lados. Importante é lembrar de que cada lado é responsável por si e, minhas escolhas, baseadas nos quatro passos que estou seguindo à risca, só querem ter uma mínima segurança de que tentei muitos caminhos, antes de bater o martelo de FICO ou SIGO. Não me baseio, nem devo, em como o outro deve agir. Mas, dentro de uma relação conjugal, que é o meu caso, o NÓS precisa ser muito bem harmonizado com os EUs, ou, melhor, com CADA EU. Existe uma teia que nos deixamos enredar e, aí, tudo nas relações humanas acabam sendo complexas, porque CADA EU neste mundão de meu Deus é um ser complexo... é da condição humana. Não adianta minimizar, mas, também, não precisamos perder o foco e partir para a "ignorância". Sejamos racionais. Deixar de ser complexo é muito simples, cada um de nós sabe o que é preciso, mas, não é nem um pouquinho fácil, é tarefa dolorosa e sangrenta.

O importante e o que quero, primeiro me dizer e, depois, compartilhar aqui, é que: HÁ TEMPO PARA TUDO. Decisões preciptadas são decisões fora do tempo real da solução. Para tudo a busca pela paz, pela verdade real, aquela que não tem a intensão de magoar, machucar ou pisar em alguém, mas, apenas de defender o direito de cada um ser feliz! Decisões precisam ser tomadas, principalmente, diante de tensões e crises. A diferença significativa é a base para tomada dessas decisões. Um impulso positivo é necessário, para dar o start. Mas, é aquela história, saber escutar o coração só é possível quando calamos a boca do pensamento e deixamos a neutralidade agir, para isso, só teoria e frases feitas não são suficientes, é preciso agir com prudência e sabedoria e, para tanto, só com CONSCIÊNCIA REAL. É muito comum a gente estabelecer uma "consciência ideal", onde acreditamos piamente que somos como pensamos e falamos incessantemente que somos assim para que acreditemos e para que nos vejam daquela maneira... Uma consciência real não exige grandes manifestações, é mais comedida e centrada, porque não é a manifestação de nossa carência, nem uma criação ilusória do ego... Em qual nível me encontro? No mais comum: o da "consciência" ideal... Ainda tento manipular minha imagem, assim como a maioria das pessoas. Você acha o quê? É por isso que escrevo tanto, para me ver de frente e ver o quanto ainda tenho para colocar em prática. Engraçado é que conheço uma gama de gente que me "ensina" tanta coisa, de suas lições de vida, que não passam de teroia de de apenas: eu li num livro... Para tudo o equilíbrio: ler, conversar, interagir, ouvir, pensar... agir. Mas, este último ponto é pauta para um próximo post, que, agora, está sob forte tendência de falar para uma pessoa, que ela não é como diz ser e que suas atitudes contraditórias são cansativas... por isso, evito contato frequente e me mantenho na distância saudável. Isso tudo porque eu estou no mesmo nível humano dela, e, preciso descobrir em mim, o que tanto me incomoda nela...

Bom, depois de todo tempo de esforço, o incômodo continuar, chega uma hora que a melhor decisão é qualquer uma, desde que saia da inércia, depois, entra no enfrentamento e guarde forças para o trabalho de reconstrução posterior. Paciência é uma virtude trabalhosa. Não é como a tolerância que não passa de desculpa para estourar... A tolerância, como a usamos, é muito parecida com uma mola sendo pressionada para fechar... Uma hora ela vai querer voltar ao estado natural, e aí?!

O ideal é se dedicar ao presente e ir resolvendo o máximo de coisa aqui e agora. Fecha as portas para o que passou e deixa a do futuro aberta, sempre. Segue seu rumo em paz e, se a(s) outra(s) parte(s) envolvida(s) que se encarregue de si e de se resolver consigo. Eu não posso mudar o outrooooo!!!

É muito melhor tomar uma decisão em condições de calmaria do que em clima de turbulência. Se tem um conselho que me dou é: manter-me no centro do furacão, até saber como agir e para onde ir. Ao mesmo tempo, o tempo vai passando e os fatores externos vão perdendo força e intensidade. Mas, não é deixando o tempo correr solto, é crescendo dentro da dificuldade. Porque, assim como tudo passa, o que não foi bem resolvido, volta, de um jeito ou de outro... Há que se trabalhar.

Se o que gera o problema foi uma decisão preciptada, ao menos, para a solução, permita-se acertar com calma e cuidado. Às vezes, para resolver um problema, precisamos sair dele... Para isso, precisamos identificar se ele é o problema real... Ou, afastar-se para ter o ambiente saudável para refletir. Mas, precisamos, estar com os corações mais abertos.

E aí, estamos afim de

DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO?

Sim ou não? Só temos duas escolhas! - risos.

Agora, tenho que tomar a decisão de parar por aqui...

Beijos,

Pat Lins.

terça-feira, 13 de julho de 2010

PIADA REFLEXIVA - RISOS - A DIFERENÇA ENTRE A SOGRA DO GENRO E SOGRA DA NORA

ATENÇÃO

Este post nada tem a ver com a minha sogra. Apenas recebi a piada por e-mail e achei interessante. Fora que me fez ver diversas pessoas ali: mães, pais, amigos...etc. Como toda piada que se preze, ela trás uma ironia e a hipocrisia foi o destaque. Portanto, a "sogra" é apenas um personagem que nos leva a rir de nós mesmos, porque somos assim, quando conveniente a nós mesmos, dois pesos e duas medidas, duas verdades dentro da mesma situação, são o critério que estabelecemos. O que  a maioria de nós gosta mesmo é de falar... - risos.


"Duas distintas senhoras encontram-se após um bom tempo. Uma delas pergunta à outra:

- Como vão seus dois filhos, a Rosa e o Francisco?

- Ah! querida... a Rosa casou-se muito bem. Tem um marido maravilhoso! É ele quem levanta de madrugada para trocar as fraldas do meu netinho, faz o café da manhã, lava as louças e ajuda na faxina. Só depois é que sai para trabalhar. Um amor de genro! Benza-o, ó Deus!

- Que bom, hein, amiga! E o seu filho, o Francisco? Casou também?

- Casou sim, querida. Mas tadinho dele, deu azar demais. Casou-se muito mal... Imagina que ele tem que levantar de madrugada para trocar as fraldas do meu netinho, fazer o café da manhã, lavar a louça e ainda tem que ajudar na faxina! E depois de tudo isso ainda sai para trabalhar, para sustentar a preguiçosa da minha nora - aquela porca nojenta!"

 
É, somos hipócritas até a unha encravada do dedinho do pé... - risos.
 
Beijos aos risos, afinal, piada também é cultura... e reflete, muito do que a gente é...
 
Pat Lins.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

"DESSA VEZ NEM FOI POR DESCUIDO..."


Preciso desabafar, para não desabar!!!

Olha, se o dinheiro cega as pessoas, a falta dele destrói. Faz tempo que vivo numa pindaíba daquelas e já chorei pitangas horrores... até cansar e encarar a realidade... Descobri que preciso aprender a ser feliz e manter a chama da esperança acesa custe o que custar... e, detalhe, custa muito caro quando a gente é cabeça dura! Luto com cada entranha - um dia aprendo a lutar com cada átomo e, quem sabe assim, consiga mudar... quando entender que a menor partícula de mim é que vai me dar o "up". O fato é que mais uma vez o carro nos deixou na mão... aliás, na rua... quase 22 horas, eu, meu pequeno e o pai dele - que ainda é meu marido...

Cena: rua sem movimento, céu nublado - graças a Deus, só caiu o pé d´água quando já estávamos debaixo do nosso abençoado teto -, dois adultos, uma criança, sacolas de mercado, mochila... faz tempo que o carro nos deixa na mão em situações periclitantes - aliás, o carro não nos deixou na mão, meu marido é que não sabe cuidar de carro algum e, atualmente, na pior das pindaíbas, sem visitas ao mecânico, ou seja, sem manutenção... e ainda "culpamos" o carro... na verdade, a gente é que deixou o carro na mão... O lance é que essa criatura abençoada costuma colocar o que nós aqui conhecemos como o vulgo "cheirinho" - só abastece R$ 10,00... para quem já o conhecia mmmmuuuiiitttooo antes de mim, afirma que ele É assim desde sempre... tenha dó! - e quer que o carro fique feliz.

O pior foi ainda ter que escutar a frase celébre: "e olha que desta vez nem foi por descuído, eu havia colocado combustível no carro antes de ir te buscar..." Eu inflamei! "NÃO FOI DESCUÍDO???????" Como não foi descuído? A miopia ou conveniência em se enxergar apenas pelo ângulo apropriado permite essa brecha e essa maneira de pensar tão pequena. Para ele o "descuído" seria deixar o tanque vazio - kkkkkkkk - lógico que com pouco combustível o carro tende a se "acabar", literalmente! Se já faz mais de meses que episódios similares vêm ocorrendo, o "descuído", para mim, está no princípio básico e fundamental do NÃO CUIDAR!!! Depois, como o ocorrido já vem ocorrendo e sendo re-re-re-re-re-recorrente, o descuído está em contar com a sorte.

Já estamos com a grana curta, se não fizermos o mínimo esforço em estabelecer prioridades, acontece isso, conta-se com a sorte e uma dia ela diz: "CHEGA! TENHO MAIS GENTE PARA AJUDAR!" e a gente fica a própria "sorte" - ou falta dela... na verdade, sorte é só força de expressão, o que acontece é DESCUÍDO mesmo. E, diante da desorganização, falta de zelo mínino, de cuidado e de jeito, a tendência é a destruição imperar. E, se já estava difícil antes, agora, beira o impossível! Não, carro não é luxo. Temos um pé duro que nos servia até meses atrás, mesmo apanhando e sofrendo nas mãos do dono. Ele não tem ar e sofremos com o calor de nossa cidade, mas, "ar" seria artigo de luxo e a gente não tinha esse luxo para se dar...

Quem não quer um "pézinho-duro" desses, para nos levar aonde vamos e nos permitindo chegar no horário nos lugares, sem aperto dos coletivos impraticáveis desta cidade? Fora que com o valor da tarifa, andar de carro acaba sendo menos dispendioso. Pois é, agora, sabe-se Deus como ficaremos... lógico que andar de "buzu" não mata, mas, saber que enquanto tanta gente quer andar para frente e sair da dureza que é ter que levantar ainda mais cedo, encarar ônibus cheio e ainda ter que andar para chegar ao local desejado, a gente, por má administração e DESCUÍDO, vai andar para trás... E, tudo isso, por DESCUÍDO!

Pois é, CUIDAR é questão primordial para bom funcionamento de TUDO e QUALQUER coisa! Quando a gente deixa de cuidar, abre mão de ter e permite que as intempéries da inconveniência de do desgaste se encarreguem de destruir TUDO. O que sobra? TUDO QUEBRADO, DESTRUÍDO, DESCUIDADO!!! Agora, foi o carro. Mas, quantos descuídos permitimos nessa vida? Só depois que vivemos o problema é que buscamos a solução. Na verdade, a solução vem por si só, haja vista que não tem outra opção: ou resolve ou deixa acabado, mesmo... Nós temos mania de remediar, em vez de prevenir... esse é o grande problema. Só que, bom lembrar, nem tudo tem remédio!!! Muitas vezes, a perda é o próprio remédio: amargo, azedo, difícil de descer, mas, FATO. Real. Aí, "bota a mão na cabeça que vai começar..." ou, terminar, né?!

E, com cuidado com as palavras escrevi este desabafo, para que aprenda a cuidar mais dos meus objetivos e manter sempre abastecido o que me cabe: o tanque da minha vida! E continuar andando. Alinhando, balanceando, abastecendo, limpando... para tudo na vida MANUTENÇÃO. E não existe segredo, nem fórmula de sucesso que resista a um, "simples", DESCUIDO!!!

PS - sem combustível, até o amor para, meu bem! E, se a gente não fica ligado nos alertas da falta de manutenção, acaba destruído... DESCUIDO é falta de atenção e de cuidado adequado!!!

Pat Lins.

terça-feira, 29 de julho de 2008

MINHA SALADA SÓ É GOSTOSA PORQUE EU FAÇO E IURI TEMPERA!!!



Fazer uma salada é tão simples, né?! Mas, por que tem umas que são tão sem gosto? Faço uma salada que é uma delícia, simples e fácil. Mas, Iuri faz o tempero. Trabalho de equipe, amor e carinho!

Nossa vida é bem assim: um conjunto de acontecimentos, sentimentos, emoções, história de vida... ingredientes que temperam, dão o ponto ou fazem passar... enfim, somos uma salada de Deus, temos em nós e nos que estão ao nosso lado os ingredientes certos, na medida certa. Mas, a gente sempre quer mais...

Para alimentar a vida de maneira saudável e prazerosa, basta se permitir e viver aquilo que Deus nos dá. Desejar uma pitadinha de sal, beleza, porém, saber que sal DEMAIS faz mal nos leva a tomar cuidado com essa “pitadinha”... querer mais não é o problema. Querer DEMAIS é que é!

A vida em sociedade requer sempre medir os termos, os comportamentos, cada gesto, cada palavra, cada atitude, cada emoção.

Viver a dois, requer ponderar tudo isso e muito mais. Mas, lembrar que “viver é uma arte!”, como sempre diz minha amiga Suzi. E o Diretor está em todos os lados, em todos os lugares, em todos os momentos...

Passar por toda fase difícil que passei, todo mundo já ta cansado de saber, que foi DIFÍCIL, mas, com os ingredientes certos, a salada ficou gostosa! A ajuda de meu marido foi fundamental!

Mas, me pergunto, por que o dia-a-dia é tão difícil? Tem dia que ele pega no sal, e eu nos ingredientes errados... cada um tem suas dores, suas mazela... e superar uma doença, não faz parar o tempo. Existem produtos que são perecíveis, outros que não combinam... para quê insistir em colocar? Joga fora!

Se a gente superou um turbilhão de coisas de uma vez só, precisamos saber viver e superar as dificuldades diárias. Lembra que falei que eu não virei santa, e que os problemas não deixaram de existir? É verdade.

O peso que você dá é que vai fazer a diferença.

Incrível que situações tão bobas, conseguem nos sufocar, de tanta repetição... desemprego, contas, frustrações pessoais, carências, desejos, cansaço físico e emocional, cuidar de filho (por maior que seja o prazer, também cansa)... e você vivendo enfurnado nisso, sem sair e respirar, só afundando... o problema pode te dominar se você quiser e deixar! Tudo pode conturbar e tirar a paz.

Um pequeno problema pode virar um problemão se você vivê-lo dia após dia, reclamando e nada fazendo, só se queixando.

Às vezes, sair sozinho e dar uma respirada a beira mar pode evitar muitos desgastes numa relação. Todos devemos, e precisamos, lembrar que somos indivíduos antes de tudo! Um casal consiste na união de dois seres individuais, pensantes e “viventes”. Carências são trazidas e vividas por dois, se um não se trabalhar.... os dois sofrem!

Ter o cuidado de perceber isso e admitir é que vai fazer a diferença. Mas, querer que sua mulher seja mãe, amiga e irmã, não dá certo. Exercemos vários “papéis” na vida, e cada um tem o seu lugar e espaço. Digo sempre para Iuri: "Nunca espere que eu vá fazer a sua comida favorita como sua mãe faz. O prato da mamãe, só ela!” E isso serve para tudo! Trabalhar suas carências ou, ao menos, ter consciência que as tem é um bom começo.

Todos nós precisamos de família e amigos. Graças a Deus, sou rica desses tesouros!

Só temos duas opções: VIVER COM AS SOLUÇÕES OU SOBREVIVER COM OS PROBLEMAS!

Problema sempre vai existir! SOLUÇÕES também!!! Eu costumo dizer que “todo problema carrega em si a solução”.

Cabe a um decidir dar um basta no problema, que já ajuda! Mas, todo casal deveria respeitar isso, e pensar sempre na solução, não permitir se afundar nos problemas e transformar a convivência diária num castigo, numa tortura! Isso pode enlouquecer.

Percebi que já estava tendo recaídas esses dias, por conta de situações totalmente ridículas... Iuri tem ficado mais tempo em casa, a procura de trabalho, e a gente vinha se fechando nesse pequeno caos diário! Sentimentos e emoções se exaltavam... estava aturando ele. Repetia inúmeras vezes: “ele tem muitas qualidades, não se prenda aos defeitos...”; “já passamos por uma situação muito mais difícil e delicada e superamos, não vai ser essa rotina cansativa e desgastante que vai vencer!” Isso é o dia-a-dia! Superar uma doença como a DPP não pára o surgimento de outros problemas...

Estava me entregando àquele clima de tristeza e a desesperança e esss sentimentos estavam querendo tomar espaço... se a gente permitir, elas tomam todo o “jardim”, como ervas - daninhas. Apesar do cansaço, tirá-las da nossa grama, aparar, limpar e regar faz parte. Toda relação é assim!

Como já identifiquei os sintomas, pedi forças a Deus e apoio a quem me ama! Agradeço ao Pai pela existência de pessoas tão especiais em minha vida. Minha mãe e Sani são duas delas (viu?!) - risos. O socorro veio e o ar voltou a circular em meus pulmões. Eu, agora, me empenho em viver a vida sendo realista. Hoje, por coincidência, li um provérbio chinês que reforçou meus jeito de viver e pensar: “O pessimista reclama do vento, o otimista espera que ele mude, o realista ajusta as velas” é isso aí! A vida sempre continua! Ainda tenho muita guinada para dar, mas, em alguns casos, estou na fase otimista: esperando. Na hora certa, ajustarei as velas!!! Saber dar um tempinho e se permitir construir bases sólidas é muito melhor do que viver guardando tudo em caixinhas...depois, haja espaço para guardá-las e haja paciência para localizar o que é o quê!

A gente precisa respirar; o coração precisa bater; temos que nos alimentar; nos mexer e pensar para viver. A gente precisa viver! Precisa se amar! “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu espírito; este o maior e o primeiro mandamento. E aqui tendes o segundo, semelhante a esse: Amarás o teu próximo, como a ti mesmo. - Toda a lei e os profetas se acham contidos nesses dois mandamentos." (MATEUS,22:34 - 40.)

Como um carro, também precisamos de combustível na vida! Não precisamos transformar tudo em fardo. Tomar decisões simples podem dar um gás para se viver os problemas e superá-los. Mas, nunca, nunca mesmo, finja que não os está vivendo, isso pode aumentar a situação. Colocar tudo num canto e fingir que não está ali não resolve! Eles continuam ali, e você, os está vendo...

Dar a volta por cima é missão diária. Todo dia começa, nossa vida também, começa a cada dia!

E é por isso que venho lutando. Como todo casal, também temos problemas e soluções. Vivê-los é superá – los com amor, dia após dia! É se respeitar antes de tudo, para saber o que vem a ser “nos respeitar”.

Por isso, que minha salada é tão gostosa!!! (risos)

TODO DIA DEVE SER O PRIMEIRO DO RESTO DE NOSSAS VIDAS!
Patricia Lins

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