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quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Simplesmente: Vida!

Imagem: Felipe Rocha (Tipo Bilhete)


Ultimamente, a Vida tem me feito parar (sem parar... bem verdade isso e "é verdade esse bilete") para refletir, rindo e sentindo, através de situações e circunstâncias nada (e olha que minha vida não é lá muito convencional, mas enfim...) lógicas. Já entendi que algum sentido há, porque, assim que aceito em mim (por enquanto, ainda sendo vencida pelo cansaço diante das quedas e coices) que é o que é e tem que ser assim, goste eu ou não, acabo vendo e positivando e isso me renova de um jeito, que a ressignificação é instantânea (até tentei escrever imediata, mas não veio... é instantânea, "mermo").

Nã, nã, nã, nã, nã, não! Não é milagre, é realidade. Tudo permanece absolutamente igual, mas, parece que faz um recorte e eu sou puxada para dentro desse lugar em mim que é "magavilhoso" e, mesmo com meu corpo ainda reclamando ou minha mente relutando em aceitar a realidade e resmungando horrores, sai esse bendito sorriso que me ilumina por dentro, me aquece a alma e me faz ficar feliz! Sim: F E L I Z! E, quem me acompanha de perto, sabe que meus desafios diários não são nada gatinhos, são vários leões por dia que essa leonina doida precisa enfrentar e lidar! Mas, é o que é - reclamo, sim, viu e muito! Agradeço, mas requisito, também! Ora, essa!

Acho que quando a gente mergulha na gente, de fato, não muda nosso externo, não param as intempéries, não deixamos de ser oscilação - quem não?... - e não acontece um milagre imediato, mas com a continuidade do processo, a gente aprende a respirar - ainda que após ter ficado ofegante por cinco minutos - e liberar! Ainda somos rompantes repetentes! Ahh, quem nunca? Até perdoo, mas em alguns casos, perco a confiança... e deixo de conviver... julgando menos, mas ainda julgando, só que entendendo que manter distância é saudável (lembram da minha DS? Pois é... me salva tanto!). Esse é o pequeno grau de consciência que consigo ter, naquilo que, mesmo compreendendo, ainda não sei ou não consigo ou até não quero, lidar. Nem sempre direciono minha força/energia para solucionar algo que não identifique como prioridade no momento.

Mesmo assim, existe um sol interno que me diz: "todo mundo pode sentir isso! Todos nós somos brilho por dentro! Aceite-se e brilhe-se! Por você, para você, em você, com você! Seja: V O C Ê!". E, depois desses alertas, isso tem acontecido! Me sinto solar - ainda que seja naquele dia que quero derrubar o mundo, de TPM ou estressada mesmo - vem esse bendito brilho e esse negocinho no meio do peito que diz: "hello! Pode fazer e ser diferente? Pode fazer melhor? Faça! Seja-se!". E me deixo envolver e me sinto preenchida e envolta e dá uma vontade de dizer para todos: "gente, o negócio tá ruim, mesmo, mas, dentro, vamos ficar bem!", dá vontade de falar coisas boas, elogiar, levantar a moral de todo mundo!!! Dá vontade de ser o BEM, fazendo o BEM!

Olha, não vou dizer que isso é um processo fácil e bonitinho não, hein! É pesado, porque vem cada situação problema que misericórdia! Coisas se abrem e fecham na mesma hora... um teste de maturidade e paciência. Derrapo em tantos e me refaço! Mas, é esse o ponto: o "refazimento"!

Refazer-se! Essa é a questão! Se eu me predisponho a sair da zona de conforto - ainda ensaio sair daquela, bbeemmm lá no centro, no miolo, no cerne da questão... chego lá, tô no caminho retirando as casquinhas, camada por camada, sem pressa, no Tempo e em meu ritmo... pode mandar correr, falar que tô atrasada, nem me toca, quem sabe de mim sou eu!

Aos poucos, com muito pouco, minha energia muda e se firma onde vislumbro e me determinei: em meu centro, sem ter que me achar egocentricamente "o" centro... sacou?! Existe um trabalho paralelo, aí! Estamos dualidade, não posso negar! Lógico que se centrar e se sentir o centro andam juntinhos, ali, um no extremo do outro. Mas, o reconhecimento faz com que a harmonia se faça - um dia, unicidade, por enquanto, equilibrando-se na dualidade!

Apois, é isso! Não tinha nada específico para dizer não, mas quando abri meu insta e vi @tipobilhete com a mensagem lá no alto, abri um sorriso e lembrei da importância de proliferar coisas boas! Sorri, fotografei o dia e registrei em minha tela mental: o que eu quero para todo meus "hoje"? SORRIR: ter e ser motivo para sorrir! Afinal, todos os dias, diante de um empecilho externo, internamente, já está ativo meu sistema de autodefesa em forma de reflexo solar e vem de fora, também, um monte de coisa que reforça positivamente, diluindo todo "mal" que foi instituído ou me atingido.

O lance é se permitir recuperar e sair de onde está! Ficar alimentando medo e raiva leva alguém a algum bom lugar? Não muda o outro, muda a mim! E, quando a gente entender que é isso que importa e que isso é o começo, não o fim, cada um se cuidando e importando consigo, serão muitos em busca da cura pelo amor próprio e assim: attraversiamo!

Saudações com muito sorriso,

Pat Lins

terça-feira, 13 de julho de 2010

PIADA REFLEXIVA - RISOS - A DIFERENÇA ENTRE A SOGRA DO GENRO E SOGRA DA NORA

ATENÇÃO

Este post nada tem a ver com a minha sogra. Apenas recebi a piada por e-mail e achei interessante. Fora que me fez ver diversas pessoas ali: mães, pais, amigos...etc. Como toda piada que se preze, ela trás uma ironia e a hipocrisia foi o destaque. Portanto, a "sogra" é apenas um personagem que nos leva a rir de nós mesmos, porque somos assim, quando conveniente a nós mesmos, dois pesos e duas medidas, duas verdades dentro da mesma situação, são o critério que estabelecemos. O que  a maioria de nós gosta mesmo é de falar... - risos.


"Duas distintas senhoras encontram-se após um bom tempo. Uma delas pergunta à outra:

- Como vão seus dois filhos, a Rosa e o Francisco?

- Ah! querida... a Rosa casou-se muito bem. Tem um marido maravilhoso! É ele quem levanta de madrugada para trocar as fraldas do meu netinho, faz o café da manhã, lava as louças e ajuda na faxina. Só depois é que sai para trabalhar. Um amor de genro! Benza-o, ó Deus!

- Que bom, hein, amiga! E o seu filho, o Francisco? Casou também?

- Casou sim, querida. Mas tadinho dele, deu azar demais. Casou-se muito mal... Imagina que ele tem que levantar de madrugada para trocar as fraldas do meu netinho, fazer o café da manhã, lavar a louça e ainda tem que ajudar na faxina! E depois de tudo isso ainda sai para trabalhar, para sustentar a preguiçosa da minha nora - aquela porca nojenta!"

 
É, somos hipócritas até a unha encravada do dedinho do pé... - risos.
 
Beijos aos risos, afinal, piada também é cultura... e reflete, muito do que a gente é...
 
Pat Lins.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

NORMOSE - a doença de ser normal


Olha, esses dias estou tendo "sorte"... risos. Penso em escrever sobre determinado assunto e "puff" recebo um e-mail com um texto que diz o que quero dizer. Agora foi minha querida Brida quem colaborou. Obrigada aos amigos pelas sugestões. Aqui é espaço para reflexões e renovação de valores, portanto, sugestões e colaborações são bem vindas!

Segue o texto para nos deliciarmos:

NORMOSE
- a doença de ser normal -

"Todo mundo quer se encaixar num padrão.

Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar.

O sujeito 'normal' é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido. Bebe socialmente, está de bem com a vida, não pode parecer de forma alguma que está passando por algum problema.

Quem não se 'normaliza', quem não se encaixa nesses padrões, acaba adoecendo. A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento.

A pergunta a ser feita é: quem espera o quê de nós?

Quem são esses ditadores de comportamento que 'exercem' tanto poder sobre nossas vidas?


Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado.

Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha 'presença' através de modelos de comportamento amplamente divulgados.

A normose não é brincadeira.

Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer ser o que não se precisa ser.

Você precisa de quantos pares de sapato? Comparecer em quantas festas por mês? Pesar quantos quilos até o verão chegar?

Então, como aliviar os sintomas desta doença?

Um pouco de auto-estima basta.

Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim, aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo.

Criaram o seu 'normal' e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante.

O normal de cada um tem que ser original.

Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros. É fraude.

E uma vida fraudulenta faz sofrer demais.

Eu simpatizo cada vez mais com aqueles que lutam para remover obstáculos mentais e emocionais e tentam viver de forma mais íntegra, simples e sincera.


Para mim são os verdadeiros normais, porque não conseguem colocar máscaras ou simular situações.


Se parecem sofrer, é porque estão sofrendo.


E se estão sorrindo, é porque a alma lhes é iluminada.


Por isso divulgue o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes." (Michel Schimidt - Psicoterapeuta)

Apenas lembrar que cada um de nós pode DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO,  a partir de cada um de nós!

Beijos,

Pat Lins.

sábado, 12 de julho de 2008

O que é "força de vontade"? / A técnica das: "Afirmações"...







De repente, se abriu um buraco em meu peito! Um vazio sem tamanho. Chorava muito e não conseguia mais dormir. Não queria mais ouvir o choro de Peuzinho, nem tocá-lo... e aquilo me doía, porque eu queria carregá-lo, queria sentí-lo, mas algo dentro de mim gritava que era para sair de perto...uma sensação estranha e confusa. Uma contradição de sentimentos que me dominava!!!

Queria gritar socorro, mas um grito mudo saía e eu só chorava. Como quando estamos sonhando e queremos gritar e o grito não sai. Me sentia tão pequena. A sensação era de que estava sendo sugada, sumindo...sei lá, era muito triste. Sentia uma dor tão profunda!!!

Meu avô foi me visitar (e sempre tive uma ligação muito forte com ele e vice-versa. Eu sou a neta mais velha; filha dos filhos mais velhos... imagine a responsabilidade!!!rs) e disse que não queria mais me ver chorando daquele jeito; que quando voltasse, queria me ver sorrindo, como sempre me viu... nunca mais ele voltou!!! Nem para me ver sorrindo, nem chorando. Nem crescendo como pessoa...ele partiu!

Se eu já estava com um buraco sem fim, ele aumentou. A dor era insuportável! Mas o amor por Peu também era imenso! Comecei a me culpar pela morte de meu avô. Achava que ele se foi porque eu trouxe Pedrinho (tem um dito aí que diz que se chega um novo ser na família é para renovar...algo que dá a entender que alguém mais velho tem que ceder o lugar. Resumindo: Peu veio, meu avô foi...). Dor e alegria dividindo o mesmo espaço; o mesmo tempo; o mesmo corpo!

Mas antes de me culpar, já chorava. Piorava a cada dia. Ligava para meu obstetra até na madrugada. Até que ele pediu que meu marido me levasse a um psiquiatra, porque eu apresentava características de DPP (depressão pós parto).

Lógico que eu neguei! Onde que eu, feliz por ter tido um filho tão lindo, com um marido que me amava, uma família que me apoiava, amigos de verdade - tudo perfeito - teria essa doença? Não, eu estava era cansada (repetia). Só queria morrer (dizia)...

Pois é, eu estava com DPP. Lutei para admitir. Mas a terapia me ajudou a aceitar. Muita água rolou nesse meio tempo. Muita incompreensão, muita gente se metendo... e minha dor, só aumentando.

Ouvi, por várias vezes: "você precisa ser forte! Tenha força de vontade..." sem saber que a força que me restava era a de permanecer viva. Eu poderia ter força de vontade e concluir as tentativas de suicídio... teria tido êxito e muita força de vontade! Essa frase, para quem está em Depressão (olha que nome...traduz tudo. A sensação é de descida mesmo. De queda. Despencar...) é um estímulo muito perigoso!

FORÇA DE VONTADE: expressão que quer dizer que a força está dentro de você; depende de você o êxito em seu objetivo!

Qual o objetivo de quem quer sumir do mundo? De quem está se sentindo (sem entender o porquê) o O...? E o que vem a ser FORÇA DE VONTADE para quem quer se matar e tem isso como objetivo?????

Muito ajuda quem não atrapalha! Ninguém é obrigado a conviver com alguém depressivo. Você não é obrigado a ter que conviver com esse problema. Muitos acabavam se julgando tão pior do que eu, que falavam que eu era uma pessoa feliz, que não tinha porque estar daquele jeito e me apontavam o dedo, como seu eu estivesse roubando a tristeza que lhes pertencia...agora, veja, se eu lá queria viver aquilo? Deus me livre! Mas, infelizmente, eu vivia. Parecia que alguém apertava a minha cabeça e me fazia viver uma realidade que não era minha. Era meio que um transe, sei lá. Era forte, muito forte! Chegou a ser mais forte que eu! Eu lutei muito, mas muito mesmo, para me manter viva e pensava: A DOR SÓ DÓI ENQUANTO ESTÁ DOENDO, DEPOIS PASSA! Mas não passava. Cada segundo para mim, pareciam dez anos de tristeza e amargura. Quem eu era? O que tinha de concreto para ser feliz? Me perguntava isso várias vezes. Pois é, ouvi muita coisa.

Tive que ouvir de um tudo e fechar a porta para esse:tudo. Fechei mesmo. Ouvir que era "crise de menina mimada" (pense, se toda menina mimada vivesse aquela tristeza? Só haveria choro...porque o que eu conheço de menina mimada e nenhuma teve DPP - graças a Deus); que "era muita raiva acumulada. se eu liberasse essa raiva, tudo passava"... liberei a raiva, liberei a culpa...liberei minha mente. Zerei. E tudo continuava triste, sem brilho. E Peu, crescendo. Eu me esforçava e cuidava dele, mas nunca sozinha. Eu era um risco a mim mesma... Ouvir tanta gente que se julgava a própria sabedoria, tantos conselhos vazios...me fechei para o mundo. Me recusava a ser alvo de tantos dedos. Queria que cada dedo apontasse para si próprio. Comecei a enxergar as pessoas por dentro. Comecei a cansar de tanta superficialidade!

Mas as pessoas que me amavam de fato e respeitavam aquela doença, estavam comigo e não me deixaram cair. Me apoiei nelas com tudo. Quis me curar, primeiro pelo mei filho, depois por meu marido, meus pais, minha família e meus Amigos (porque os amigos foram se mostrando piores que inimigos...). Ver minha sobrinha, na época, com 5 anos, me abraçar e dizer que me amava e que eu era "linda, inteligente e criativa em artes culinárias" (e eu não estava cozinhando nada. nem fã de cozinha sou. Cozinho, mas preferia achar tudo pronto...). Sabe, ver aquele olhinho que acreditava tanto em mim, que me via como um exemplo para ela...me fez querer sair desse buraco. As crianças eram a luz em minha vida: Pedrinho e Alice estavam me salvando.

Vi que a vida continuava, dia após dia. Vivia 24h por dia. Cada dia, era um dia a menos (eu contava)...

Pois é. Foi muito difícil, mas tudo tem seu lado positivo: comecei a ver a vida melhor...com verdade. Se já era muito sincera, passei a ser ponderada, mas sempre franca e honesta comigo mesma, antes de tudo.

Ai, cansou lembrar de tudo e fazer um resumo tão sintético (êta, que redundância!!! mas serve para dar ênfase e ilustrar o quanto pincelei aquele período que me pareceu 300 anos de crise!).

Vou escrever mais sobre o que pesquisei. O que senti e como a terapia me ajudou. Isso será mais útil como Guia Prático. Por isso, não pretendo esmiuçar tanto as tristezas em si. Elas aparecerão, sim, claro. Viver a situação e crer que aquilo vai passar é melhor do que fingir que não está vivendo!!!

Por isso, cuidado com outro conselho: "afirmação". Isso pode alienar se não usado da maneira correta. Afirmar que tudo é passado, em tempo presente, pode dar um "tchiutchu" na cabeça e criar um problema temporal... a afirmação: "isso é passado" está errada!!! O certo é afirmar: "isso vai passar"!!!

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