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quarta-feira, 2 de março de 2016

#SQN - PARECE ÓBVIO, MAS NÃO É

Imagem: GeradorMemes

Aquilo que exclui, não une. Aquilo que não une, separa. O que separa afasta. E tudo vai ficando,  cada dia mais distante.

E, hoje, excluímos os mais velhos,  como se doesse tanto olhar para nosso futuro que, diante de tanta vergonha, reagimos mal e os tratamos mal. Parece óbvio, né?! Só que não! Olha aí: #sqn 

Excluímos as crianças, querendo que sejam os adultos brilhantes que não somos, transferindo para elas todo esse fardo.

Os jovens, nós excluímos,  porque precisamos alegar que alguém não sabe do que fala, nem do que faz... Quando,  na verdade, nós é que não sabemos de nada.

Excluímos a tudo e a todos. Com isso,  olhar no espelho, só para ver o cabelo liso e bem escovado, para que pareça que somos perfeitos e impecáveis. O parecer ganha força, cada dia mais e mais. E, me parece, ele bem que está gostando de aparecer. Ah, o espelho já nem serve mais para nossas selfies... já temos câmeras para selfie. Inventamos e criamos tanta coisa pitoresca e útil... que o fútil nos domina e rimos com ele, e ele de nós. Sim, galera! Tô nessa vibe, também. 

Pois é... destruímos o que é natural, porque o fabricado ou sintético é mais prático. #sqn 

Nos deparamos com rios invadindo ruas e cidades. Invadindo? A gente não assume a responsabilidade, de jeito algum, né?! #sqn A natureza pede passagem e mostra que destruí-la é nos destruir. 

E por aí vamos, excluindo e destruindo tudo. Separando o que nos serve e acumulando o que não presta. 

Não dá para ler, porque não temos tempo; não dá para falar, porque você deve ser capaz de adivinhar; não posso ouvir, porque não importa; não para... errar, porque todo mundo só acerta! Né isso? Por aí! #sqn

Nos tornamos imprestáveis, cruéis e insensíveis. Empurramos com a barriga, para que a bomba exploda lá a frente, onde a geração que chega já carrega a marca do medo de como será o amanhã, porque o hoje não dá esperança. É a caixa de Pandora vazia, completamente vazia, onde até a esperança que veio em meio à toda catástrofe fosse destruída. Isso, sim, é o fim! Quando nem a esperança existe mais. 

Na conjuntura atual, não há espaço para mais ninguém, para mais nada. Eis o vazio do fim ou o vazio de um novo começo com nosso fim.

Pois é... parece óbvio, #sqn - só que não!

Pat Lins

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

PARTES DE MIM - EU EM MIM MESMA, SIM!


Sou quem eu sou, sempre!

Partes de mim se espalham, se recolhem, crescem e encolhem, expandem, buscam, alternam, se constroem!

Partes de mim vão, voltam, se soltam, escapolem!

Partes de mim gritam, silenciam, bagunçam, arrumam, fazem e desfazem!

Partes de mim se refazem, sempre que eu preciso de mim!

Partes de mim apenas são partes de mim, pequenos fragmentos do meu EU.

E quanto a mim? EU SOU!

EU SOU QUEM EU SOU!

EU SOU TODAS AS PARTES DE MIM!

EU SÓ SEI SER ASSIM.

EU SOU EU EM MIM!

Pat Lins.

sábado, 16 de agosto de 2014

TIPO ASSIM, A JUVENTUDE AINDA ESTÁ EM MIM, TÁ?

Imagem: Green - by Zarak
Interessante... quando éramos mais jovens - em idade, especificamente falando - a gente sofria um sofrimento juvenil onde aquela nossa realidade era maior do que tudo! Tudo o que conheciamos em experiência de vida até ali, né? Tipo assim, cara, uma dor no peito por um "amor" não correspondido; uma tristeza profunda por uma briga com o/a namoradinho/a; uma raiva sem fim dos pais quando nos diziam "não vai"; um ódio dos professores porque não entendiam que, naquele dia, a gente, simplesmente, queria descansar, porque já estava cansada/o de tanto estudar...; uma ansiedade em fazer tudo e provar a todos que éramos "maduros" e tinhamos "cabeça".

Quem de nós nunca passou por isso? Tipo assim, quando a gíria nos dava a sensação de que nosso gueto era O MUNDO. Uma sensação de que eramos o futuro da nação... E, com isso, tinhamos uma grande missão pela frente, afinal, eramos jovens!

E, quando vejo um jovem - em idade, tá? - tipo assim, com um ar de desespero, sabe, do tipo "ai, tia, vou morrer se..." eu acho lindo! Me irrita escutar os adultos dizerem, aquilo mesmo que eu escutava quando era eu no lugar..., do tipo: "ai, menina/o, vai lavar uma roupa que a tristeza passa! Isso é falta de ocupação! Nem sabe o que é a vida!". Pois é... me pergunto, bem como aos meus contemporâneos e os mais velhos: VOCÊ AÍ, NO AUGE DA SUA "MATURIDADE", SABE O QUE É A VIDA?

Digo aos jovens: sofram e deixem passar, porque tudo passa! Fiquem abertos ao novo e façam o novo, porque, depois, velhos, dá muito mais trabalho, mas sempre dá! Explico que sempre há o eu e o outro e que eu sou o outro do outro - simples, né?

Ah, jovem, velho, criança, idoso, adulto... isso tudo é invenção nossa, um bando de ser humano desocupado... se a gente bem soubesse ocupar o tempo, faria um hoje melhor, para que o futuro da nação fosse decidido agora, com novas posturas e atitudes - com valores e virtudes!

Adoro sentir o cheiro e o gosto da juventude! Adoro quando enxergam que eu mudei, porque vivi cada fase que precisei e reconheci a importância de cada uma, para, hoje, saber onde estou e que ainda estou aqui. Fico triste em me deparar com aqueles que se mantém os mesmos..., que me olham como se eu não pudesse ser o que deixei de ser... Como se "melhorar" fosse uma máscara. Enquanto alguns expressam um: "Nossa, como você mudou! Nem parece mais aquela menininha mimada!", eu agradeço! Graças a Deus fui muito mimada e penso: "inveja mata!". E, graças a Deus, deixei de ser! Viu? Tudo é fase. Tudo passa!

Aos amigos "muito maduros" de plantão, digo: estão apodrecendo - processo natural pós amadurecimento e que todos passaremos! Eu? Estou apenas vivendo, até o dia do "tchau, até mais, pois agora é reta final". Se a Terra tem a idade que tem e não para de desejar: "inovem! Mas, não me destruam!", vejo que eu, terráquea que sou, tenho isso em mim, né não? Vou vivendo por aí! Aprendendo que sempre se tem mais a aprender. Vivendo por aí! Entendendo que as diferenças são apenas características individuais! E vejo os "grandes" conquistadores de fama e fortuna definhando em si, por falta de, uma coisa simples, que os jovens nos lembram e a gente que "envelhece" esquece: de si! Vai crescer! Tem gente que envelhece e não amadurece, cai podre do pé, peco e oco.

Que venha fortuna, que venha tudo o que tiver de vir, mas que EU sempre esteja! O vazio derruba qualquer um que se faz de maduro e feliz, sem, em si, ser!

Tipo assim, cara, não é julgando que vamos amadurecer! A sabedoria está em aceitar e respeitar. O resto, pura mediocridade de quem não sabe o que fazer da própria vida!

Tipo assim, cara,

eu sou mais eu!

eu sou, apenas EU,

Pat Lins - EU!



quarta-feira, 21 de maio de 2014

O AMOR É LIVRE E LIBERTADOR


O que me encanta? A liberdade de ser quem sou! A verdade.

Quem é livre e verdadeiro está protegido de todo e qualquer mal. Não que seja inatingível... Apenas, por não entrar na mesma sintonia. A pessoa livre, não é escrava de ninguém, nem de si mesmo, nem dos seus medos, nem da arrogância...

Ser doador de amor não culpa aqueles que não sabem amar. Apenas precisa lembrar: "você não tem que me usar, apenas peça e receberá!". 

A Vida é tão linda para perdermos tempo aprisionados ou aprisionando - o que dá no mesmo. Para aprisionar, antes, deve ser um prisioneiro da dor.

Livre sou! Live me faço! Ninguém tente me amarrar, porque, um dia, solto o nó, transformo em laço e, aí, você se verá ainda mais só!

Meu caminho eu que faço. Conduzida e guiada por Nosso Senhor, o Pai Celeste, Deus, O Grande Mistério! O Criador - que não criou a dor...

Aqueles que tentam me usar, acabam apenas recebendo um pouco daquilo que deixo escapar. Apenas um tudo de nada, do bem pouquinho que escoa pelo ar.

Aqueles que me encantam, me encantem com a Verdade; não fingem ou manipulam a própria imagem. Esses são meus pares: amigos, amados, alados. Esses, recebem o tudo que tenho para dar!

Não me escondo ou guardo nada. Me revelo em meu andar. Me revelo em meu olhar. Me revelo porque não me escondo. Não tenho medo de quem vai me atacar. Em minha defesa, a transparência: Eu Sou. Também não é para pegar. Apenas sou. Eu Sou!

Nada tenho de meu. Tudo Sou. Em meu todo, sou eu. O que tenho é nosso, do mundo, não meu! O que sou, é o que faço: doação de laço, com abraço, em cada passo que dou. Por onde vou, apenas sou EU.

Eu apenas amo, a vida que Sou. O que sou na vida. Apenas, amo, sem amo!

Amor é livre. Amor é libertador! Liberta, inclusive, a dor!

Quem sabe amar é livre para receber e doar! Dar! Não é troca, é entrega. Magia sem mágica, apenas energia que emana sua maior luz: dar sem nada em troca esperar!

Quem não sabe, é escravo de si e vive tentando aos outros escravizar..

Pat Lins - poetizando pensamentos; palavreando emoções.


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

ESPECTADORES, APENAS ASSISTINDO!


Às vezes, a gente perde uma boa chance de ser apenas espectador e vai assumir papel de crítico profissional... Perde todo o encanto de apenas deixar o que o outro fez ser o espetáculo e apreciar.

Em geral, assumir o papel de espectador incomoda e eu nunca entendi muito bem o porquê. Todo ator que vai assistir a peça de outro é espectador ou diretor? 

Somos todos atores das nossas vidas e diretores, produtores e etc. Temos nossa equipe de apoio. Interagimos com outros espetáculos na vida de outras pessoas, dramas, comédias, ficção, realidade fantástica... Mas, se apenas por um instante a gente apenas fosse espectador? Sentar aqui e apenas sorver cada gota de coisas boas que o outro quer transmitir. Apenas apreciar. Apenas: ver!

Se a gente conseguir fazer isso, apenas assistir ao espetáculo "outro" e, pronto, aceitar o que ele tem para passar e seguir? Sem essa de: "ah, eu faria de outra maneira!...". Eu não faria nada. O que faço, faço em minha vida. O que o outro faz, faz da própria vida - desde que nunca ultrapassemos a barreira do limite de ação: o seu espaço termina onde começa o meu. Toda liberdade tem o limite na liberdade do outro!

Penso assim: se tem afinidade, mantém. Se não tem, não tem. Aplaudo e dou tchau! 

Senhoras e senhores, o espetáculo vai começar! Estreando: a sua vida; a minha vida; as nossas vidas!

Se gostarem, espalhem por aí; senão, deixem que outros descubram por si!

Pat Lins.


sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

SABER LIDAR - LIBERTE-SE DE MIM!



Fico intrigada com uma coisa: a gente só vê o nosso lado, como sempre falo e esquece que a gente é "o outro" para outro "eu" próximo.

Assim, pensei:

Se a gente levanta a bandeira para ter o espaço respeitado e o direito de se afastar de quem a gente não tem afinidade e/ou não sabe como lidar com a pessoa, o outro também pode se afastar da gente, com a mesma justificativa em si. Ou seja, todos têm o direito de ter ao seu redor quem some com o seu crescimento. E isso não nos torna vilões, apenas pessoas e pessoas são diferentes, pensam diferentes, agem de maneira diferente e sentem de maneiras diferentes.

O se afastar, em si, não quer dizer: "você é mau". Apenas: "não sei lidar com você." e pronto. Mas, precisamos aceitar, também, quando nós somos o outro para alguém...

Todo mundo tem o seu tempo, espaço e ritmo. Alegar que "Ah, mas eu tenho mais consciência" já denota que não tem tanta assim... o aceitar não julga, apenas aceita - o aceitar vem no respeito e no entendimento.

Bom, se dói ou faz sofrer, aí, é com a gente, quando a gente é o ser a ser afastado e com o outro, quando o outro é o ser a ser afastado.

Ninguém se iluda... enquanto não soubermos lidar conosco, o outro sempre será o alvo mais fácil! Sempre estamos apontando para alguém e sempre estamos sendo apontados. Tudo depende da referência... sou legal para uns, e uma chata para outros. A DS é isso, também... eu vivo dizendo para os que não sabem lidar comigo: "Nem eu sei direito... liberte-se de mim! Siga seu caminho na paz!". O que não vale é viver de embate. É isso que faz da vida um combate. É isso que pesa: o não se aceitar.

Né simples?!

Pat Lins.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

A VIDA NÃO É UM JOGO, MUTO MENOS UM CAMPO DE GUERRA!


Prezo pela minha liberdade, bem como pela dos outros. Isso quer dizer, inclusive, que eu respeito as escolhas de cada um, de verdade. Quando esbarra em alguma expectativa minha, me repito: 

"É a escolha de cada um e isso não diminui minha importância na vida da pessoa!".

Eu penso e ajo assim, e é assim que espero ser entendida... pena que isso raramente acontece. 

A cada dia, julgo menos o outro, justamente por conta desse lema: compreensão acima de tudo. Isso não me impede de escolher, muitas vezes, manter distância de algumas pessoas e lugares. E isso não diminui a importância dessas pessoas em minha vida, apenas mantém o espaço e tempo necessários para que dê tempo das emoções se ajustarem... afinal, existem pessoas muito intensas e que agem como se fossem de uma leveza zen e harmoniosa, atacando e tentando manipular a muitos com voz mansa e fugas de diálogos, preferindo uma bela saída nos deixando a falar com o vento. Assim, se não há espaço para troca, não há espaço para convivência. Daí, escolho estar em meio a pessoas que, mesmo diferentes, tenham a sincera abertura e movimento de busca real, na prática diária, pois somamos mais do que dividimos.

Uma coisa é certa: a vida não é um jogo, onde podemos recomeçar num clique e ganhamos vidas e vidas em cada nova fase... com o tempo, vamos ficando naturalmente mais seletivos, quando entendemos a importância de respeitar-se e respeitar ao outro. Isso inclui ver como as pessoas são e ver/saber quem eu sou e se essa união é saudável. Não sendo, compreendamos, sem julgar, mas encaremos o fato de ser como é e DS - DISTÂNCIA SAUDÁVEL.

Eu respeito as escolhas dos outros, sem cobrança, por isso, já precisei tomar algumas decisões radicais, no que diz respeito à minha auto preservação, bem como escolhas mais amenas, relacionadas a simples afastamentos por escolhas profissionais, filosóficas e afins. Tudo na vida nos leva a algum lugar e, para quem anda e não joga, esses lugares seguem e seguem e seguem. E a gente vai e vai e vai. Nessas idas e idas e idas, a gente pensa que volta, mas, na verdade, o que acreditamos ser uma retomada é, em verdade, uma continuada para onde precisamos ir com a certeza pela experiência de como devemos ir. O resgatar é seguir mais para frente, entendendo que ainda não fez o que deveria. E nesse ínterim, os caminhos se cruzam com quem devemos cruzar e se afastam, de quem devemos nos afastar - não por raiva, rancor ou algo semelhante, apenas por uma questão simples que é tão deturpada: incompatibilidade. Se não tem liga que segure e dê base, não tem porque insistir. E isso não quer dizer que a pessoa - nem EU, nem o outro - seja ruim ou boa, ou que não nos gostemos, apenas estamos em tempos e espaços tão diferentes que não encaixa. O que não admito é ser cobrada por minhas escolhas, como se eu tivesse que agradar a todos... Também, não aceito cobrança de quem levanta a bandeira para o mesmo lema - mas age de maneira incoerente -, exige ser aceito e não aceita as escolhas alheias, assumindo uma postura de vítima. Não existe vítima ou algoz, existem escolhas e consequências. Não precisa ser radical, nem dolorida, sofrida ou coisa e tal, apenas precisamos tirar o melindre do julgamento e pronto: abrem-se as portas para a liberdade!

Não entendo como uma coisa tão simples causa tanta dor e tantos danos. Não é ser inflexível, é ser tão flexível que podemos gostar mas entendermos, por respeito às diferenças que não se complementam, que é melhor cada um seguir seu rumo, senão, ambos saem do caminho.

Sigamos em paz, minha gente! A vida não é um jogo, muito menos uma guerra! Não existem inimigos - até existem, devido ao fato de gente pequena insistir em criar esses personagens e atacarem com artilharia pesada, e, francamente, como não sou santa, nem evoluída, em minha condição humana e imperfeita, eu não considero essas pessoas inimigas, apenas pessoas que precisam de amor e ajuda que eu não posso dar, daí DS. O que quero dizer é que se a gente alimenta essas coisas, elas vão existir. E, mesmo que a gente opte, escolha viver de outra maneira, não vai deixar de receber essas investidas, mas o que eu não vou fazer é me tornar igual, me nivelar a esse ponto. Devo compreender que a pessoa tem um nível de consciência não desenvolvido e, sendo eu uma pessoa que se busca, o melhor é entender e aceitar que estamos em caminhos diferentes, em tempo e espaço diferentes... portanto, não somos do mesmo grupo - e isso não tem relação com ser melhor ou pior, apenas, cada um na sua onda!

É isso... o que mais tem nesse mundo é espaço para as diferenças...

Pat Lins.



sábado, 21 de setembro de 2013

COBRADORES E COBRADOS


Temos tanto, mas tanto a prender vida a fora e vida a dentro, que nos angustiamos por nada, pela crença ilusória de que seremos mestres de nós mesmos em 1 segundo.

Aprendemos algo hoje, pronto, estamos prontos e preparados para o que der e vier, porque já somos experientes e calejados...

Eu penso assim: na vida, a gente faz nossas escolhas e isso quer dizer assumir que vai abrir mão de algo/alguém. Esse algo ou alguém, pode se sentir, até, desamparado, abandonado... a depender de como fazemos, de como conduzimos e do quanto ele está preparado para encarar e aceitar suas próprias escolhas, bem como ter maturidade e força - ainda que sinta a dor - para respeitar as escolhas do outro.

Ou seja, em vez de nos sentirmos cobrados e cobradores - devemos olhar e nos olhar em várias direções, porque sou EU para mim, mas sou OUTRO para outro EU, além de mim e por aí segue para todos e cada um de nós - devemos nos ver e ver o outro com olhos mais compreensivos. O que não impede de humanamente passarmos pelas fases de questionar, de culpar... ainda estamos aprendendo a engatinhar nesse processo de libertação pelo amor, minha gente, até hoje, só aprendemos e reproduzimos o padrão de aprisionamento... A diferença é libertar-se e libertar. Sentiu, sinta. Deixa a dor passar.

Já me coloquei - e ainda em coloco - muto como "vítima". Depois que coloquei minha DS - distância saudável - na prática diária, fazendo escolhas e escalonando o quem/o quê dou conta e o que não dou, apelo ao respeito a mim, ao meu limite e isso me faz me afastar, temporariamente, do que não creio ser prioridade para o meu momento. Na prática é bem mais simples, quando a gente entende que a ideia não é magoar, ferir ou se afastar do outro, muito menos, fugir do problema... é encarar e assumir-se tão humano que, naquele momento, não dou conta e é melhor não estar do que alimentar uma bomba. O que não me permito e não admito, é ter que me submeter a determinadas presenças apenas para compor cena. Eu vivo, não enceno. E isso, em mim, quer dizer que compreendo as características do outro e, se não combina com a minha, se não vibramos na mesma frequência, para que ficar batendo de frente? Isso, para mim é compreender: ver, entender e aceitar, sem brigas. Essa praticidade soa como frieza, e a diferença é que, ao me permitir isso, o efeito denso das presenças opostas - afinal, se essas pessoas nos incomodam, provavelmente, nós também as incomodamos... não existe um "foi ele(a) quem começou", é recíproco: indo e vindo - eu saio do raio de ação nefasto criado pelo mal estar de ambos e isso me permite diluir a emoção no início e não a corrosão posterior.

A DS - distância saudável - que falo há alguns anos e criei para minha vida, não é fuga no sentido amplo, é fuga no sentido momentâneo de reconhecimento dos próprio momento e das próprias limitações nesse momento. É saber identificar o limite da sua bateria para não gastar energia em algo destrutivo para si e para o outro.

No dia a dia, é simples. Porém, no início, foi doloroso: o medo, a culpa... É o tipo de coisa que não se senta e conversa: "olha, estou estabelecendo uma DS com você, por nós...". É o tipo de escolhas através da consciência: não é o momento. Nem todo mundo está predisposto em se ajudar a esse extremo... creio que nem eu esteja 100%. 

É a vida. A gente vai vivendo. Vai criando mal estar ali e acolá. Vai lidando com mal estar criado pelo outro ali e acolá... e por aí vai. Todos somos EU, no individual, no subjetivo... mas, todos somos OUTRO, para os outros que não somos EU´s em nós, mas os EU´s de cada outro ser individual e subjetivo. Isso é social: vários EU´s pensando e agindo por aí e por aqui!

Com isso, a gente constrói um novo mundo: o EU que há em mim e, consequentemente, mais tolerante, compreensivo e paciente, melhoramos, aos pouquinhos, o NÓS que o nosso EU consegue dar conta...

Simples: 

VAMOS DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO, a começar por cada um de nós, de cada EU disposto a mudar e se melhorar, AQUI E AGORA, a todo instante, sem parar! Sem parar de aprender e sem parar de ensinar.

Pat Lins - pensando, agindo, refletindo... aprendendo... ensinando... indo!

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

EU, TU, ELE(A), NÓS, VÓS, ELES(AS)

Nós é que somos as partes que compõem o mundo.
Se a gente não entende isso,  as peças  não conseguem se unir e o objetivo de um mundo melhor fica na utopia.
Pat Lins.
Às vezes tudo o que falta em algumas pessoas é só uma boa dose de bom senso... Se todos nós tivéssemos a capacidade de compreender que existe o EU e o OUTRO, o convívio seria mais fácil, afinal, todos teriam consciência de que têm direitos, mas, antes de mais nada, têm DEVERES. E dever requer naturalmente um compromisso real com o todo para existir. 

Se cada um começar a fazer o que deve ser feito em prol de si e em comunhão com os outros, aí sim, ninguém clamará por Justiça, Lei ou seus executores... pois todos já estarão fazendo o que deve ser feito e como deve ser feito. 

Só assim podemos deixar um mundo melhor para os nossos filhos, deixando filhos melhores neste mundo, a começar por cada um de nós!

Pat Lins.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

DORES IRREAIS DE PUDORES SURREAIS


Fico impressionada como as pessoas tomam para si o que não lhes cabe... Pior que se doem por algo que nem as tocou realmente... Isso complica, porque o mundo está cheinho de gente assim.

Gente, deixemos para lá... se eu sei quem sou e que não fui eu, a não ser que haja inquérito judicial, não tenho que provar nada para ninguém!

Pat Lins.

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