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segunda-feira, 1 de abril de 2019

Deixa decantar!

Imagem: Pesquisa no Google sobre Água Cristalina

Hoje, estava a fim de receber uma mensagem, sabe, um recado de coração e alma para acalmar um coração (o meu) à beira da aflição...

Daí, um amigo me passou algo "muito amor no coração, mas firmeza nas atitudes" e eu senti como se aquela simples frase me tomasse e me vieram tantas imagens, tantas informações (acho que ele nem sabe que ele era apenas uma ferramenta e como temos uma conexão forte... abriu uma tilha submersa em mim de coisas que se organizaram e apaziguou-me), que me deu uma imensa vontade de (d)escrever sobre TUDO e sobre NADA. Já falei sobre esse tema outras vezes, mas, desta vez, vêm apenas imagens e palavras como gritos de guerra "mudar!" "mudança" "chegar lá" "creia" "siga" "mantenha-se firme" (aqui, abro um parêntese - estou firme, e digo: não sem dor, vou seguindo... e me libertando e me permitindo).

Muita água para limpar e muita calma para deixar decantar (outro amigo me trouxe essa alegoria e achei incrível: "é só a fase final de limpeza, não é para agitar, senão, volta a fazer barro. Deixa decantar, deixa a terra assentar em seu devido lugar.").

E, então, me veio tanta vontade de, apenas aceitar a fase e deixar decantar! Mas, o mais legal foi a vontade de compartilhar uma mensagem, sem me preocupar com a simetria dos parágrafos, a repetição de palavras... um texto apenas sentido por mim, pegando ponga nessas mensagens de outros andarilhos como eu:

EXISTEM MUDANÇAS QUE APENAS CHEGAM E VÃO... E A GENTE NEM SENTE DIREITO, SÓ UMA LEVE TONTURA POR ALGO QUE SAIU DO LUGAR. 
EXISTEM MUDANÇAS QUE SE INSTALAM E A GENTE SE ACOSTUMA  E ESQUECE DE MUDAR. 
EXISTEM MUDANÇAS QUE CHEGAM E PARECEM NUNCA TER FIM... 
EXISTEM MUDANÇAS QUE CHEGAM E DOEM, MAS PASSAM! TUDO PASSA! 
EXISTEM MUDANÇAS, SEMPRE QUE PRECISAMOS ALGO MUDAR. 
EXISTEM MUDANÇAS.

A Vida é movimento, com isso, sempre teremos algo a mudar. O mais importante de tudo é identificar que energia, que emoção, que sensação, que pensamento está em mim? Como lidar com tudo isso? Como, simplesmente, deixar passar, quando a mudança é liberar e como, no desejo de que algo novo chegue logo e a mudança se mude para cá, como saber apenas esperar a fase de mudar?

Existem mudanças que custam a chegar e nos acostumamos a não mudar. Será que ela chega, mesmo? Será que é para mudar? Como saber? Tantas vezes estamos no fundo do poço e mexer parece tão pior. Como decantar? Como "cristalinizar-me" em meio a algo que já não quero mais em minha vida e, não apensa se repete, se instalou e ... sei lá... parece ser mais do que eu? Tá, hoje, já assumo e reconheço que NÃO QUERO MAIS! Que horas será essa bendita hora de fazer acontecer? De chegar lá? Não no fim, porque o "chegar lá da Vida" não é estanque, mas, o "chegar lá" de um determinado objetivo... Que venha a boa mudança do "está na hora de mudar!".

Acima de tudo a fé! Não como consolo, mas como certeza de que tudo que é para chegar, chega a mim com abundância, leveza e glória! Acima de tudo a presença! O estar consciente de que é o que é, enquanto não melhorar, mudo em mim o desânimo para fé e a aflição em esperança. Afinal de contas, é hora de decantar! A mim só cabe, simplesmente, esperar! E, enquanto espero, vou vivendo, andando e fazendo o melhor que posso com o melhor que tenho!

Vamos lá, porque sempre haverá um caminho a seguir, outro a conduzir, outro a se abrir e outro a guiar! Apenas sinta-se e reflita, vendo as imagens, lendo as palavras soltas, sem muito racionalizar! Sinta-se seguro em si e confie que mudar é seguro!

Saudações,

Pat Lins.


Imagem: Trilha submersa

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

O SIMBOLISMO DA LIBÉLULA


O simbolismo da libélula

"Foi no Vietnã e em Laos que aprendi sobre o simbolismo das libélulas. Estas pequenas, frágeis e ágeis criaturas sempre me chamaram a atenção, e agora que sei que o representam nestas culturas Asiáticas, as aprecio ainda mais.

No Vietnã, tradicionalmente, a libélula é o símbolo da transformação e o processo constante de mudança da vida. Elas são excelentes voadoras, disparam como a luz e mudam de direção com rapidez.

Considerada uma mensageira, ela transita entre ar e água, transpassando as influências de ambos os elementos por onde passa.

Renovação, forças positivas e o poder da vida são as principais representações deste inseto.

Ao tocar leve e rapidamente a água, elas sugerem que nossos pensamentos mais profundos emergem, vêm à tona e que é preciso ir além da superfície e buscar as decorrências mais profundas dos aspectos da vida.

A sua agilidade e capacidade de se mover em todas as direções demonstram um poder de equilíbrio – o que só acontece na vida adulta da libélula, e para Neos, com a maturidade. Ela se movimenta pra frente, pra trás, paira, pra cima, pra baixo, para os lados, como o sopro da mente.

A vida é um sopro.

Dizem que as libélulas só vivem um dia, mas não é verdade, e se ela viveu um dia só, foi na sua vida adulta. A libélula vive a grande parte de sua vida como uma criança, imatura. Voar é apenas uma fração da sua vida e dura apenas alguns meses. Ao alçar vôo, ela já é adulta e o faz intensamente. Ela não tem tempo pra perder e nos lembra do poder do viver o momento e viver a vida ao máximo.

Ela nos lembra que é vivendo o agora que você está em plena consciência de quem é, onde está, o que faz, o que quer e o que não quer

Elas simbolizam coragem, força e felicidade. Sorte a sua se um pousar em você.

Os Vietnamitas prevêem as chuvas pela maneira como as libélulas voam – vôos baixos significam chuva chegando, vôos altos significam dias de sol.

Em Laos me ensinaram que a libélula representa três valores do Budismo Teravada:

desapego (do stress)
humildade (com seu entorno)
efemeridade (do momento)

Então vamos viver com estes princípios, com vivacidade e sem arrependimentos, como uma libélula adulta."

domingo, 2 de novembro de 2014

RADICAL - LIVRE

Os leões poupam energia para a ação mais assertiva e precisa! Eles esperam a hora certa, respeitando que precisam de reserva de força para agir. Eles observam o comportamento da presa. Cercam e prendem com organização e planejamento. Assim, agem na hora certa, reduzindo as margens de erro. Não dá tempo para ficar errando...

Fico observando como nós empregamos essa palavra: RADICAL.

O tempo passa, passa, passa. Daí, um dia, você decide agir. Depois de tanto tempo passado e "perdido", uma ação é o mínimo que se faz para mudar e sair do ciclo vicioso. Vai doer, mas vai fazer! Nessa hora, no momento da ação, aqueles que inflexíveis vão dizer: "você está sendo muito radical! Não pode ser assim, de uma hora para outra...". Hora para outra? Tempo passando, passando, passando... passado! E o agora, tudo sempre igual - e isso não é ruim... mas o "tudo igual" como repetição de ações paralisantes são, sim, preocupantes!

Radical, para mim, é manter-se no vício. Radical em linguistica, refere-se, às vezes, à RAIZ. Assim, se fechar num ciclo vicioso é uma atitude radical de fincar-se naquela situação, sem evolução. Bom, o significado mais comum de radical é "pessoa que NÃO muda de opinião", assim, quando a gente decide agir e mudar uma situação, a gente não é radical, é ser ator, aquele que age.

Assim, algumas decisões "radicais", não são tão radicais assim... são transformadoras! E radical passa a ser aquele que permanecesse parado se justificando, em vez de ir falando e fazendo.

Quando somos obrigados - no melhor sentido da palavra "obrigação" - a enxergar quem somos e como estamos, vai doer, mas ou você se mantém radicalmente no seu ciclo, ou sai forçosamente dele. E os "radicais" são temerosos. Medo de escolher! Escolha é a cura para a repetição radical das mesmas atitudes.

Sei lá... não fui muito radical e não consegui dizer tudo o que queria, mas vejo meu tempo passar, tento administrar a ação da ansiedade com foco onde quero chegar - um passo de cada vez - e no que devo fazer - uma coisa de cada vez. Hoje, sou cautelosa, porém, olho de frente. Sinto a dor, sinto o impacto, mas me permito ver e pensar no como agir. O que não dá mais é para ficar preso a um paradigma. No meu tempo, isso não dá mais tempo! Também não quer dizer sair correndo, perdendo o fôlego... é preciso reunir forças para agir e isso só vem com reflexão e reflexão quer dizer ponderar... Coisa que o radical cego não faz... 

Sejamos ativos, mas com orientação. Ativo só por se mexer em qualquer direção é ser paralisado por ignorar a si; se debaterá e afastará as pessoas do seu convívio; olhará e verá que só ficam aos seu lado os visitantes, por um curto espaço de tempo. Se isso te agrada, viva assim, não é errado! Não existe erro em se aceitar como é e assumir que quer ser assim. Eu reconheço em mim algumas dores que ainda não dou conta de tocar. Mas, reconheço e assumo que elas existem. Eu sei. O saber nos tira da ignorância e nos clama a escolha. Entende?! Mas, se incomoda perceber que só tem visitas rotativas e não uma relação firme e segura, bom olhar de frente e se observar! Se conhecer ainda é o melhor caminho para curar.

A liberdade cura e a cura, liberta!

Livres da ignorância podemos nos curar; curados, somos livres para crescer e transformar!

O tempo passa, mas o Tempo é eterno. Como eu quero viver meu tempo?

Pat Lins - (a)temporal

sábado, 18 de janeiro de 2014

DA GÊNESIS - ORIGEM - AO FUTURO, QUE É AGORA!


E a vida é isso: errou, avalia e muda a maneira de fazer. Só assim  nos colocamos num novo caminho, numa nova oportunidade. É dessa maneira empírica que vivo a vida: entre erros e acertos a gente vai vivendo - tentando, sempre!

Cada risco que corremos é uma chance a mais para o sucesso ou para descobrir que não era aquele o caminho - um a menos... Ou, pelo menos, não naquele momento... Nada deve ser fechado e vedado. Sempre temos a chance de enxergar, basta olhar, aceitar, repensar, redefinir e agir!

Graças a Deus, estamos num caminho próspero - ainda não no sentido financeiro -, no sentido de crescimento e conquistas, ou reconquistas. 

Quando a gente acredita, sabe que precisa mudar e se coloca no caminho, as mudanças acontecem. O tempo que foi interrompido, hoje, é passado. O hoje nos coloca numa posição melhor, diante de novas perspectivas onde só eu sei o que vejo e só eu posso tomar decisões. 

Limpar ambiente requer de nós mais do que fazer faxina, requer tirar tudo do lugar - TUDO. Renovar quer dizer substituir por algo NOVO. Inovar quer dizer fazer algo novo.

2014 é a continuidade de todos os anos até aqui. Mais um ano renovando, inovando e limpando TUDO. 

Ver a melhora voltar a emergir é a maneira que tenho para avaliar. Entender que melhorar não quer dizer milagre ou perfeição faz com que saibamos avaliar de maneira mais neutra.

Olhar e ver é ponderar. Recusar aceitar ou considerar é cegueira.

Pois é, já estamos colhendo alguns frutos. Inclusive o comportamento do meu pequeno vem melhorando, aos poucos, como deve ser. Sendo acolhido em suas dificuldades. Sendo estimulado onde não consegue fazer só. Recebendo os mesmos limites, com amor e firmeza. Isso não tem preço! Essa era a prova que precisava para ver que estava certa em querer mudar e recomeçar. Experimentei e, hoje, recomecei. Escolhi começar do zero, em ambiente neutro, como quem precisa retornar a gênesis - origem - e sentir que ali, sim, é o começo!

Vou e volto enquanto vida tiver. Vou e sigo, enquanto vida tiver. Vou. Sempre estou indo!

Feliz em ver que terminamos bem e estamos começando bem! O que ainda não está, terá seu tempo de ser. Cada coisa aos seu tempo! A vida é experimentar. A vida é começar e recomeçar enquanto vida houver!

DA GÊNESIS - QUE QUER DIZER: ORIGEM, NASCIMENTO - AO FUTURO, QUE É AGORA!

Pat Lins - VIVENDO!


Imagem: FOTOS.COM

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

O QUE VOCÊ FAZ PARA SE AJUDAR?



Me pergunto todos os dias: 

se o mesmo problema volta a se repetir, o problema está no problema ou na falta de solução? Para resolver, resolver. Daí, me abro para me avaliar e ver se sou eu quem está agindo igual e esperando que milagrosamente, a mudança/solução aconteça. Reflito, questiono e me determino a solucionar. Vou seguindo o vento da inspiração, da intuição consciente - aquela que a gente percebe que é a nossa voz interna falando e não um instinto reativo ao clima externo. Muitas vezes, penso que errei o caminho, quando, na verdade, apenas me cansei e o repouso se faz necessário para prosseguir. Então, respeito o meu limite. Depois, retomo o rumo e legal, me encontro com a tal solução que buscava e que me esforcei para encontrar!

Repetir que está sem tempo, que não tem tempo nem para respirar... que a cabeça está cheia de problema... que "vai fazer" - sem estabelecer um compromisso temporal -, "que vai...", "que vai...", "que vai..." e nunca chega a lugar algum é ansiedade e falta de foco, consequentemente, falta de ação. Sem ação, sem mudança. Sem mudança, sem transformação. Sem transformação: a mesma coisa, a mesma ladainha, a mesma AUSÊNCIA DE CONSCIÊNCIA. Daí, a pessoa sofre, se irrita e chora por se sentir incompreendida e espera que todos a compreendam, quando ela mesma não se compreende, não se sabe, não se vê, nem se aceita... acredita na imagem fantasiosa que criou ao seu respeito sobre como queria ser e "acha" que é.

Assim, não reclame do problema nos outros, muito menos da falta de paciência dos outros... se ajude.

Na maioria das vezes, aquilo que reclamamos é fruto do que causamos. Ver no outro o que temos e condenar no outro é hipocrisia e das "brabas". Se doer porque o outro falou de você e nunca escutar, nem enxergar que você também fala do outro é uma cegueira/surdez perigosa... As pessoas vão se afastar e você vai cobrar as presenças que você mesma afastou. Com o tempo passando, a solidão vai aumentando e a loucura explode... Pronto, chegou o fim! Ninguém ao lado.

De nada vai adiantar ir para a academia, se encher de cursos e palestras de motivação se nem sabe onde quer chegar e o que precisa administrar em si para se melhorar. É como injetar energia a mais onde já há energia em excesso e subaproveitada. É preciso focar para canalizar a energia no lugar certo, para o "onde quer chegar". Sem isso, vira uma tontura depois de tanto rodar, rodar, rodar e rodar no mesmo lugar. Então, pare um instante e reflita: o que fiz - com consciência - desde que nasci? Seja o mais honesto possível, ainda que doa. Crescer dói. Uma dor suportável. Uma dor necessária, afinal, está na hora de rompermos com essa barreira, essa clausura que nos colocamos.

A falta de autoconhecimento leva ao descontrole total e, apesar da pessoa ignorar sua repetição inesgotável da mesma coisa por anos e anos e anos, ela não para de agir cegamente e atirando palavras e agressões em todas as direções sem se dar conta... dois perigos: nem para de lançar; nem sabe que está lançando para poder parar. Piora quando alguém reage... acaba, ainda que se defendendo do ataque, despertando o instituto caçador de quem nem sabe que está despedaçando... é meio como o lobisomem que nem sabe da sua outra face. Vira um monstro, ataca, mata... mas tem a inocência de não se saber algoz. A falta de controle pela falta de autoconhecimento cria monstros e monstros ferozes, fortes e que se fazem de vítima - e realmente são: vítimas de si. Daí essas pessoas serem tão "de lua"... quando a lua enche, ou seja, quando recebe muitos "não", explodem e essa explosão é como uma bomba nuclear. Basta o sol nascer que o lobo vai embora... então, acende a luz da consciência, do autoconhecimento e se ajuda.

 Gente, ir em busca de ajuda é motivo de vergonha, não. É motivo de orgulho e salvação. É reconhecer que existe um limite de ação pela falta de consciência. Ou, chegará o dia em que a pessoa se verá ainda mais só e vai continuar achando que o mundo está todo errado e só ela certa, atirando pedra em avião... Dá pena. Dá vontade de ajudar... mas, em muitos momentos, há a necessidade de quem está ao redor se proteger - DS (distância saudável). Difícil estar ao lado de alguém assim, instável e que nunca sabemos com quem estamos falando e até onde vai a capacidade de compreensão dessa pessoa enquanto interlocutor. No geral, elas não interagem... apenas falam, falam, falam e falam sem cessar, sem rumo, sem sentido, sem linha de raciocínio. É como se aquilo que deveria se organizar mentalmente, pela falta de ambiente mental saudável, sai pela boca, e continua "desorganizadamente".
 
A memória para assimilar, interagir e recordar o real, nessas pessoas, é curtíssima, quase zero. A capacidade de criar e inventar uma realidade é gigante. É como se a boca fosse toda a cabeça, a ponto dos ouvidos serem atrofiados e, consequentemente, a mente também. Tem jeito, sim. Basta cuidar da terra mental, fazer uma roça. Um pouco de água e nutrientes, deixar a luz solar da capacidade de ver o que está a frente, pelos olhos da face e não o da mente imaginária pode ajudar. Escutar o som libertador da aurora e da voz interior. Escutar o chamado de si, ainda que pela voz suave de um bom profissional, pode ajudar e dar o apoio inicial necessário e fundamental. Adubar com novos pensamentos, com vigilância, com esforço e atenção, com querer. Daí, a consciência vai desabrochando, aos poucos, até amadurecer. Essas pessoas precisam de ajuda, urgente!

E aí, o que você faz para se ajudar?

Pat Lins.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

TODA MUDANÇA É RADICAL (?)


Atitude radical é para quem não está "in" no processo e só vê a ação. Para quem faz parte, entende cada passo e sua culminância.

Mudanças sempre são/foram/serão necessárias. Romper, seguir, mudar, transgredir = IR. O resto é ficar parado demais arrasta isso que vivemos: um mundo aparentemente sem boas expectativas.

Porém, eu sou adepta das mudanças pacíficas - não romanticamente falando, ignorando e/ou negando a realidade REAL... se é que me entende - ou seja, considerando um ideal maior, além do individual, mas sem ignorar o individual, sua importância e NECESSIDADES - diferente de desejos ilusórios e superficiais.

Se for preciso, mato e morro: mato os velhos paradigmas irrelevantes; consequentemente, morre a parte mais vazia de mim, assim, eu morro... ou melhor, assim, morre um euzinho, uma dimensão que cede espaço, se abre - ou transmuta, porque nada deixa de existir, já tendo sido... apenas se transforma - para um EU muito maior e melhor em cada caminho e cada pequeno aprendizado.

Na vida, MENOS SEMPRE É MAIS! 

Menos avareza, menos arrogância, menos orgulho, menos vaidade, menos desejos ilusórios = mais abertura, mais compreensão, mais amor, mais próximo o caminho para a FELICIDADE e PLENITUDE! Isso está além do humano, do básico, do pouco que fazemos por nós. Isso é ALMA. É vida! É saber-se SER além do que se é - ou se faz ser.

Mudar sempre para melhor. Porque, mudar para pior é fazer o que já fazemos, arrastando a mesmice e querendo resultados novos; é refazer o que já foi feito e dizer que se faz algo novo e inovador... Mudar para melhor é VER e aceitar que fazemos muito pouco. Que ainda mantemos o mesmo padrão e repetimos os velhos - o que vem a dar no mesmo... - e giramos nesse ciclo vicioso.

As virtudes são livres e a liberdade tem limite em ações responsáveis, compreensivas e ponderadas pelo RESPEITO. Assim, mudando para esse melhor, até o limite liberta! O que fazemos: julgando, condenando, apontando... isso, que se chama de liberdade de expressão, nada mais é do que aprisionamento. 

Nossos valores estão tão deturpados que chamamos de amor o egoismo e chamamos de egoismo o amor!

E vamos que vamos! Até chegar em algum lugar, para, de lá, traçar a rota para se "chegar lá" e continuar! Isso é sabedoria.

Assim, me pergunto: será que toda mudança é radical? Ou, será que é processual...?

Pat Lins - na rota da mudança GERAL.


quarta-feira, 13 de março de 2013

TEMPO POSTO. TEMPO QUE SE ERGUE.


E eis que chega o dia do tempo se por. Um tempo que se deita e se vai. Outro tempo que começa e que vem.

E eis que encerra uma batalha. Eis que tantas outras continuam.

Eis que a dor do que se "perde" - ainda que nada estejamos a perder, porque em se tratando de vida e de pessoas, não temos posses, temos conquistas - está em seu momento e passa, e fica e vai e segue, porque as lembranças hão de oscilar. Só que surge um novo dia, uma nova rotina apenas a começar. Dois lados de um mesmo tempo.

E eis que mais uma filha do Pai encontra o seu descanso. E eis que os outros filhos que ficam seguem e têm que seguir. Não com peso ou amargura... isso estou tentando tirar de mim. Entender que só acontece o que tem que acontecer é encarar a realidade. 

Agora é o daqui para frente. Agora é o vamos seguir. Agora é tudo mais um pouquinho diferente, como sempre é quando esses tempos se encontram.

Agora é fortalecer, ainda mais, para dar força, para ser força. Com lágrimas em dias de faxina interna e lavagem de alma. Após os momentos de lavagem, abre-se o espaço para o brilho do sorriso. Aquilo que as lágrimas lavam abre espaço para as boas lembranças e, a cada novo dia, são elas que ficam; são elas que importam. 

Tia Nice, segue em paz! Família e amigos: sigamos em paz!

Aqui e agora é daqui para frente!

Pat Lins.


terça-feira, 13 de novembro de 2012

A VIDA COM SENTIDO

Quem não vê sentido na vida se ocupa fazendo qualquer coisa... mexe e remexe a todo instante e nunca está satisfeito. Só não consegue ver que o problema a ser resolvido não está fora, está dentro de cada um de nós.

Pode arrastar mesas, cadeiras, geladeiras... doar roupas,sapatos, móveis... realizar trabalhos voluntários... viajar... mudar de emprego, de casa, de país... se sente que falta algo, tem que buscar: dentro, onde tudo começa, para chegar a fora, onde tudo continua!

Se debater não é um movimento saudável, apesar de ser um movimento e cada um faz o seu. Pena que desprende tanta energia a toa... Eu estou aprendendo a parar para ver, refletir, ponderar... pensar, agir.

Sei não... coisas em mim estão mudando...

Pat Lins.






domingo, 9 de setembro de 2012

"O QUE FAZEMOS NA VIDA, ECOA NA ETERNIDADE" - O Gladiador

APENAS PARA VER, OUVIR E REFLETIR!


Meu silêncio na ausência de palavras é por conta da profundidade desse vídeo e da mensagem verdadeira que me tocou!

Pat Lins.

sábado, 1 de setembro de 2012

O TEMPO PASSOU... TUDO MUDOU!

Têm coisas que a gente não precisa pensar em mudar, porque o tempo já passou e já mudou. A gente precisa ver, entender, aceitar e saber lidar.

O caminho que seguimos, o rumo que tomamos, segue nos levando. O tempo vai passando. A mudança segue junto.

Não tem como recuperar o tempo que passou. Não tem como seguir de onde parou, porque não houve parada, houve caminhos que seguiram em direções diferentes. Não foi desencontro, foi cada um seguindo o seu ponto. Não houve erro, houve seguir. Há consequências e com isso, precisamos lidar de maneira equilibrada, franca e honesta.

O que andamos e o tempo que passou não devem nos fazer sofrer. O não sofrer não quer dizer não ver o que se viveu. Foi vivido. É preciso saber identificar o que foi "erro", para redimir. Ainda que cicatrizado, fica a marquinha do real, do que houve. O que muda é daqui para frente. Não como queremos, voltando no tempo para dar um novo rumo. Sim, como podemos e sim, como o outro pode. Seguimos e vamos indo. 

O importante é criar novas oportunidades e ver onde estamos para entender como chegamos até aqui e avaliarmos se é assim que queremos seguir. Nem sempre o caminho de um é o de dois. Mas, em alguns casos, os caminhos de dois pode ser um. Se cada um tomou seu rumo, fizeram as escolhas, o tempo legitimou e firmou. Foi o que foi construído - ou, destruído. Se há ruínas, é possível mudar o caminho, mas aquele mesmo, só com muita amor para reconstruir. Se não fizer sentido, não faz sentido refazer, é seguir e construir algo absolutamente novo, sem desmerecer a importância do que passou. Nossa felicidade está onde estivermos. Ela nos segue, ela nos quer! Ver que ela - a felicidade - está conosco é que faz a diferença real.

Não adianta se tornar racional demais ou emocional demais - nem o frio, nem o quente, o morno, o caminho do meio é o equilíbrio. 

O não julgar é não julgar. O respeitar é respeitar. O aceitar é aceitar. E viver é isso, saber o que fazemos, saber o que queremos e ponderar o que de fato queremos e fazer acontecer - sempre respeitando o que queremos, caso envolva o querer de outra pessoa. O que eu quero pode ter como barreira o querer do outro. Querer que o outro queira e seja o que queremos é ilusão e ilusão não é real. O não real é perigoso. Há perigo nas esquinas das nossas visões. Aquilo que não gostamos de ver precisa ser visto, precisa ser entendido e precisa ser aceito para ser mudado ou assimilado.

Não adianta falar em ser e fazer se não se é, nem se faz. Não adianta se magoar com a reação do outro se a ação foi nossa. Se eu falo e escuto de volta, eu pedi para ouvir. Fico "pirada" com pessoas que falam e esperam que você cale e dizem: "é o meu jeito de pensar..." e o meu, de pensar em cima do que você pensa e dialogar, não conta? Diálogo é isso: dois falarem, dois ouvirem, dois entenderem uma coisa só.

Numa relação, se dois falam de vez, ninguém se escuta e um grita para se fazer entender, tem algo não saudável aí. São dois falando duas coisas, ouvindo muitas coisas e entendendo nada de um para o outro. 

Eu convivo com algumas pessoas que são assim: falam que é importante escutar, mas, não escutam nada. Elas vivem um mundo particular e particularmente perigoso, por se tratar de distúrbio grave e nunca tratado, por nunca ter sido aceito. Esse mundo tem uma linguagem própria e quando você vai falar, vem de pronto uma resposta "nada a ver", como se a pessoa já estivesse numa cena dentro de seu mundo e, de repente, passa aqui no mundo real e emite o pensamento, como se fosse continuação da conversa... Um exemplo: estávamos falando dos buracos nas ruas da cidade e como o carro fica comprometido com esses impactos. O carro dessa pessoa está com a chapa de proteção de um treco embaixo que está chacoalhando, porque de tanto buraco na cidade, a peça vai folgando. Eu falo: "com tanta buraqueira, não tem como a chapa ficar quieta, coitada. Por isso que ela toda hora folga...". A pessoa reage aos gritos: "É por causa do buraco! É por isso que folga!". Eu, pensando estar eu surtando, falo: "e o que foi que eu disse?". A pessoa: "disse que..." e não disse mais nada. Na verdade, ele não estava escutando o que eu falava. Estava em seu "fantástico mundo particular" e, dando uma volta por aqui, voltou ao mundo real e falou qualquer coisa em sua defesa, como se houvesse um ataque. Isso não é fácil, mas, é o caminho de cada um, é o mundo de cada um... E cada um escolhe se quer interagir com aquele mundo ou não. Nisso se baseia a minha DS - distância saudável - onde, como não sabemos lidar, afinal, nós também somos falhos, com o mundo alheio, melhor não interagir. Melhor DS. É saudável para ambos os lados. A pessoa não vai entender... nem tente explicar mais... Agora, a DS não é vingança e nem para arrogância. Tem gente que é intolerante e não respeita o jeito dos outros, quer impor a vontade e quando não consegue, não tenta se fazer claro, e se afasta. DS não é se afastar, simplesmente, fingindo não ver a situação. DS requer humildade para reconhecer a própria limitação no não saber lidar com as diferenças e, para o bem das partes, manter essa distância. Isso é DS. Tem gente que diz: "usei a DS...". Discutir faz parte de qualquer relação pessoal. Não é isso. Não é fugir da discussão, não é evitar o diálogo. É ver de verdade que já se tentou - de verdade e com humildade - administrar a situação e não se saba mais como. Tem gente que coloca uma cosia na cabeça e coloca o outro como quem não entende - e é possível que não tenha entendido mesmo - e não vê que eu mesma não estou me fazendo ser entendida, "eu quero impor e que você aceite o que eu vejo de você e pronto". Isso é arrogância, orgulho... A DS não é orgulhosa, nem arrogante, nem presunçosa. Ela entra onde a gente entende que a gente não tem condições de estar ali e assume que não sabe como lidar, porque entende que a gente tem limitação, também. DS não é sabedoria... é por não se ter essa elevação pessoal e esse grau de elevação que a sabedoria exige, que uso a DS. A DS é um paleativo emergencial entre falhas, não é solução. Porque todos nós somos falho!

Assim, o tempo passa e mudanças passam, mudanças chegam, mudanças podem surgir... A gente faz o nosso caminho, colhe o que planta, mesmo assim, tem sempre um algo novo a plantar e outro a colher. Será a mesma colheita? Não. Isso é ruim? Não. Se um casamento termina, por incompatibilidade de gênios, a injustiça está em não reconhecer as qualidades do outro, mas, o que pesa mais: as qualidades ou os defeitos? Isso é a incompatibilidade de gênios - ambos com algo pessoal a ajustar. Ambos com caminhos a desvendar. Ambos com necessidade de se cuidar. Se isso não fortalece o elo, o vínculo enfraquece, sinal de que esse movimento deve ser separado. Se há um sentido juntos, continua. A incompatibilidade não é condição de separação mas de se saber lidar. Se sabe lidar, lide e daí mesmo, da vontade, surge a motivação e dentro de si o estímulo, porque aquilo não é uma obstrução, mas, um obstáculo a ser superado juntos e com o amor que une o casal - ou qualquer relação. Se não há sentido, força ou conhecimento para lidar com a situação, DS. Ou, separação, mesmo. O não saber lidar com as diferenças é sinal de que cada um precisa se tratar. Isso não quer dizer que tenha que empurrar com a barriga.

O tempo, assim, passa! O tempo, assim, passou e mudou muita coisa. O que fica a gente avalia: quer continuar ou quer parar? Ninguém precisa ser infeliz junto. Se a felicidade foi detectada com consciência e clareza é cada um seguir seu caminho, que não há mais um caminho a dois. que siga o caminho. 

Separação é solução quando é solução. Se a solução é separar para cada um ser feliz, que seja. Para mim, tenta-se tudo, porque vivemos tantas fases e tanta cosia interfere e confunde que é necessário limpar o ambiente para se saber. Uma dor que julgamos ter sido causada pelo outro, pode ser, perfeitamente, uma dor nossa de uma expectativa nossa e que jogamos no outro. Um dia se descobre que o problema estava ali e, por muito tempo, a raiva imperou, e raiva é sempre injusta. Por mais que tentemos justificar as nossas raivas, ela, por si só, é um sentimento inferior, está atrelada às nossas características mais fechadas e mais orgulhosas e vaidosas... portanto, nunca estará pautada na justiça. Justo é compreender, ainda que o outro tenha feito a maior merda, que estamos com raiva e entender essa raiva, deixá-la passar e saber como agir. A paz sim, a harmonia, o equilíbrio isso é justo. Não condena, apenas avalia, compreende e entende, decidindo como agir com ponderação - e ponderar é equilíbrio entre emocional e racional.

Assim, enquanto descubro isso, o tempo passa. Troco com pessoas que tomam as minhas dores e eu me sinto na obrigação de não reconsiderar porque os outros de fora vão me julgar... e vejam o quanto erramos por medo, receio e por puro ego ferido. O que de nobre temos para nos dar leveza? Sejamos, antes, para fazer! Sendo já se faz. Já se é.

Assim, outro tempo passa. E me pergunto: o que é tempo? E o que é Tempo? E me vem a resposta: Vida! E vida, passa. A gente nasce para passar, mesmo. Passar dessa para "melhor", né assim? E como passar dessa para melhor se nem aceitamos que Vida passa com o Tempo e que isso é um processo da Natureza? O que fica? O que fizemos de melhor, quem fomos e o que deixamos no ar? Como passar se tememos e não aceitamos essa passagem como algo natural? - e não me refiro aqui a passagem como reencarnação, ir para caixinha de Deus, ou, se tornar uma estrela no céu... não estou condicionando a qualquer crença religiosa, mas, considerando que toda religião sabe que a Morte de uma Vida é  a única certeza que se tem e o que vem depois dela... Ainda assim, todas concordam com um tempo infinito vinculado ao Divino Ser Criador, que cada um dá seu nome, eu chamo de Deus e Ele nunca se mostrou chateado comigo por chamá-lo assim... ou, por não entender o que Ele me diz... mas, vamos para a frente.

Se a gente não aceita o natural, como normal e quer que o normal seja o anormal e antinatural, vamos viver uma Vida mais difícil e ver a felicidade omo utopia, assim como a linha do horizonte onde cada passo que damos em sua direção, ele se distancia na mesma proporção. Assim, como a Natureza, o Tempo faz parte desse corpo Divino e Deus, para mim é Vida+Natureza+Tempo, Ele se manifesta em nossas vidas assim, passando, porque o Tempo, ainda que eterno é dinâmico sem fim, mas, para esse nosso tempo Ele é algo temeroso, finito e passageiro... A gente criou o tempo cronológico e teme a nossa própria criação, é mole? E corre, para fazer dessa cronologia algo próximo ao Tempo real... isso é loucura e se afasta de Deus e, com isso, se afasta da Vida e da Natureza. destruímos o caminho para nossa essência e, assim, do caminho para a nossa Felicidade. E Felicidade passa o tempo inteiro ao nosso lado, cutucando e pedindo atenção... só que a gente só olha o relógio no pulso ou no celular. Só acha que está atrasado quando alguém liga e diz: "cadê você?". E eu me pergunto: "cadê você, Patricia?". E eu me pergunto: "onde estou eu?". E eu me pergunto: "quem sou eu?". Com o Tempo vou saber responder, porque vou me encontrar. É nesse caminho que sigo, indo e voltando, mudando de lugar e de caminhar. Tem outro caminho? Deve ter... mas, é assim que eu faço o meu. Vida sempre coloca algo para aprendermos ainda que tomemos o rumo errado e, nesse aprendizado, a gente aprende a ter discernimento, entendimento e consciência. Assim, Tempo vem naturalmente ajudar e conseguimos entender que o caminho não é aquele e mostra aonde devemos ir. Quantos de nós abre mão das rusgas, do orgulho, da postura superior e arrogante para seguir o caminho da humildade - que não é a subserviência -, o da compreensão - que não é se fazer de capacho - e o do entendimento - que é a clareza e não o achismo vigorante, para se prontificar a seguir o caminho "certo"? 

Quantos de nós é relutante em aceitar que também é responsável por caminhar por onde não era para ir e diz que foi levado, jogando no outro a culpa pela própria fraqueza, do tipo: "é porque você não sabe como é difícil conviver com fulano... mas, é minha cruz, né? Meu carma..."? Tudo a gente negativa. Não penso que ninguém tenha que viver a maldição de se colocar aprisionado a alguém que não te faz bem... Isso existe? Existe! Mas, e aí, vamos viver assim? É algo em mim, que não sabe lidar com o outro? É algo no outro que não "bate" comigo? De qualquer maneira, tem algo em mim que precisa ser tratado, nem que seja a capacidade de compreender e respeitar que o outro é quem ele é... Ah, compreender não quer dizer se submeter! A compreensão não é "má" e um castigo... Ela é um sentimento nobre e uma capacidade elevada de saber que não há motivo para raivas, mas, para esclarecimentos, inclusive o esclarecimento pessoal de que não sabemos respeitar nem a nós, nem ao outro... ou, de entender que mesmo compreendendo, não dá!

E assim, o tempo continua passando... e a gente, o que vai fazendo? Construindo, edificando, identificando os sinais de Vida de que, mesmo no caminho errado, ela nos ensina algo e nos mostra o caminho de volta - isso é generosidade e a Vida é bastante generosa, mas, Tempo, passa...? Ou, destruindo, ruminando, regurgitando...? 

Sejamos árvores com raízes fortes e capazes de se multiplicar em cada pólen que voa livre vida a fora, cheio de vida dentro.E tudo isso com muita paz, não "ligando o fo**-se" que vamos resolver. Sem revolta. A revolta é sinal de raiva, ainda... de algo não dissolvido. Dissolver em si não vai mudar o outro, mas, faz com que a gente se preserve de deixa de se martirizar por algo que não nos cabe modificar...

Pat Lins.

terça-feira, 27 de março de 2012

MINHA VIDA UMA RODA VIVA



A vida de todo mundo tem altos e baixos... a minha, também. O legal é que quando chega nessas baixas, eu sei que preciso me mexer para subir e só depende de mim. 

Têm horas que é preciso ver que a Vida quer uma cosia e meus planos, outra. Com minhas últimas experiências, melhor escutar o chamado da Vida e mudar os meus planos. Quando as coisas saem do nosso controle é porque está mais do que na hora d´eu ver que o caminho é outro. Toda vez trava no mesmo lugar. O lugar está errado e eu custo a adimitir e aceitar.

Bom, agora, mais uma vez, preciso me voltar e reunir as forças para a virada, porque, não é fácil virar e mudar o rumo, como, também, não o será a manutenção. Mas, é a Vida mandando e eu, que estou como sua pequena aprendiz, aprendendo a obedecer. Eu chego lá! Com fé em Deus! Afinal, estou viva e eu não vim ao mundo a passeio... muito menos só para constar, como um registro. Eu vim para fazer história: a minha história!

Pat Lins.

Roda Viva

Chico Buarque

Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu...

A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino prá lá ...

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...

A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira prá lá...

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...

A roda da saia mulata
Não quer mais rodar não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou...

A gente toma a iniciativa
Viola na rua a cantar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a viola prá lá...

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...

O samba, a viola, a roseira
Que um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou...

No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a saudade prá lá ...

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...

terça-feira, 15 de março de 2011

"EU SOU FORTE! NÃO TENHO TEMPO PARA FRESCURA..."

As pessoas acreditam e creditam força ao fato de que ser forte é suportar um momento de crise - seja dor, raiva, irritação... - sem demonstrar sentimentos/emoções como medo, dor, raiva, angústia...

É como se chorar fosse fraqueza; já franzir o cenho e "fechar a cara" seja demonstração de extrema força.

O que importa é resolver a situação. É saber lidar com aquela dificulade e superá-la tirando o aprendizado daquela lição. Ou seja, se você chora, mas, trabalha isso e não acumula a raiva, a dor... e resolve o que precisa ser resolvido, teve força e superou. Se chora e não resolve nada, acumula os sentimentos ruins, é uma pessoa que ainda tem muito o que aprender e não um fraco. A mesma coisa para quem coloca um paredão na face, como se isso fosse proteger da tal temida fraqueza, e não resolve a situação - me refiro a resolver como solucionar a situação dentro e fora, ajustando o que você sente, mesmo que não demosntre e a resolução da situação - não teve força para superar. Se opta por colocar a face de durão e resolve, é isso que importa. A maneira como cada um reage é individual. Não podemos estabelecer um padrão e, muito menos, permitir que algém tente estabelecer sua maneira de reagir, sua conduta... como algo a ser seguido e padronizado. Muita pretensão e sinal de que apesar de se achar o máximo, sabe que é o mínimo e tem medo de que todos saibam... Como se ser quems e é fosse da conta do outro.

Ficamos muito presos ao medo de ser julgado, porque julgamos e condenamos muito. Uma pessoa que viva em paz consigo e com o outro, artavés do respeito sincero, tem mais facilidade para lidar com as relações pessoais e sociais. E, normalmente, com uma expressão mais leve, suave e tranquila. O equilíbrio requer muito trabalho e como resultado, a paz interna impera e impera-se, também, a facilidade em resolver as adversidades. Não que estas venham mais brandas para essas pessoas, mas, pelo fato delas terem foco em uma questão: resolver da melhor maneira possível.

Tem gente que acha que ser forte é não ter frescura. Conheço muita gente "fresca" que é mais forte do que muita gente "forte", inabalável. Estas pessoas já são e estão abaladas. É engraçado como damos mais força a aparência do que a verdade real e factual. Essa verdade fantasiosa é pura imaginação. 

Só dói um pouco mudar; só que, quando a gente quer, descobre que não acaba nunca o processo, é pelo resto da vida. Muito melhor ter força para ser melhor do que fazer um esforço imenso para aparentar ser "forte", sendo uma pessoa sem tempo para nada, que vive com a "cara" fechada e se acha prático, justamente por viver "resolvendo" um monte de coisa e sem tempo para viver. 

Bom, cada um tem a capacidade de se avaliar. Depois, é só se abrir para se libertar de si mesmo. A força está no lugar mais simples e que, justamente por ser simples, a gente raramente acessa: no saber amar. Saber amar-se e amar ao outro.

Sejamos fortes para melhorar esse mundo!

Pat Lins.


quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

O PODER MUDA A PESSOA

O poder torna as pessoas estúpidas e muito poder, torna-as estupidíssimas. (R. Kurz)

O psicanalista J. Lacan ,observou que a partir do momento em que alguém se vê "rei", ele muda sua personalidade. Um cidadão qualquer quando sobe ao poder, altera seu psiquismo. Seu olhar sobre os outros será diferente; admita ou não ele olhará "de cima" os seus "governados", os "comandados", os "coordenados", enfim, os demais.

Estar no poder, diz Lacan, "dá um sentido interiormente diferente às suas paixões, aos seus desígnios, à sua estupidez mesmo". Pelo simples fato de agora ser "rei", tudo deverá girar em função do que representa a realeza. Também os "comandados" são levados pelas circunstâncias a vê-lo como o "rei do pedaço".

La Boétie parecia indignado em perceber o quanto o lugar simbólico de poder faz o populacho se oferecer a uma certa "servidão voluntária". Bourdieu chama-nos atenção para a força que o símbolo exerce sobre os indivíduos e grupos. Antes de ocupá-lo, o poder atrai e fascina; depois de ocupado tende a colar a alguns como se lhes fossem eterno. Aí está a diferença entre um Fidel Castro e um Nelson Mandela. O primeiro e a maioria dos ditadores pretendem se eternizar no poder, o segundo, mais sábio, toma-o como transitório, evitando ser possuído pelo próprio. ("Possuído", sim, pois o poder tem algo de diabólico, que tenta, que corrompe, etc).

Uma vez no poder, o sujeito precisará de personas (máscaras) e molduras de sobrevivência. A persona serve para enganar a si e aos outros. A moldura, é algo necessário para delimitar simbolicamente a ação dele enquanto representante do poder. A ausência de moldura ou o seu mau uso fará irromper a força pulsional do sujeito que anseia por mais e mais poder, podendo vir a se tornar uma patologia psíquica. A história coleciona exemplos: Hitler, Stalin, Mobutu, Collor de Melo, Pol Pot, Idi Amim, etc.

No filme As loucuras do rei George III , da Inglaterra, somos levados a perceber duas coisas: o quanto que as pessoas recusavam a idéia de um rei que perdeu a razão em função de uma doença e, que fazer para impedir alguém que representa o poder máximo de uma nação, devido a suas loucuras?

O poder faz fronteira com a loucura. Não é sem motivo que muitos loucos se julgam Napoleão ou o Rei Luis XV. Parece que há algo de "loucura narcísica" nas pessoas que anseiam chegar ao poder político (governante de uma cidade, estado ou país, ministro, membro do secretariado local), ou ao poder de uma instituição, empresa, departamento, pequeno setor de uma organização qualquer ou grupo qualquer. O narcisismo de quem ocupa o poder, revela-se na auto-admiração (o amor a si e aos seus feitos), na recusa em aceitar o que vem dos outros e no gozo que ele extrai do poder, que, levado ao extremo poderia revelar loucura. R. Kurz, é direto ao declarar que "o poder torna as pessoas estúpidas e muito poder, torna-as estupidíssimas".

O sociólogo M. Tragtenberg certa vez observou como muitos intelectuais discursam uma preocupação pelo "social", mas estão mesmo preocupados com a sua "razão do poder". Há uma espécie de "gozo louco" pelo poder, que faz subir a cabeça dos que estão jogando para ganhá-lo um dia.

Do ponto de vista psicológico, observa-se que o poder faz o ocupante perder a própria identidade pessoal e assumir outra, contornada pela "fôrma" do próprio poder. Os cargos executivos (presidente, governador, prefeito, diretor, reitor, etc), tem uma fôrma própria, um lugar que marca uma certa diferença em quem a ocupa em relação aos cargos de segundo escalão (ministros, secretários disso e daquilo, chefes de gabinetes, assessores, etc). As "pequenas autoridades" dos escalões inferiores - mas com algum poder - costumam ter atitudes mais protofascistas que as grandes. São mais propensas a "vender sua alma ao diabo" que as grandes para estar no poder.

O psicólogo Ricardo Vieira, da UERJ, de quem me inspirei para continuar seu artigo, levanta os quatro primeiros indicadores de mudanças que ocorrem com as pessoas que chegam ao poder:

1) no modo de vestir: o terno, a gravata, o blazer e o tailleur que, antes eram utilizados em circunstâncias especiais, passam a ser usados cotidianamente, mesmo quando não é necessário utilizá-los. Alguns demonstram certo constrangimento em trocar a surrada camiseta e passar a usar um blazer ou uma camisa de linho, pelo menos nas ocasiões especiais. Se antes usava um cabelo comprido, despenteado, logo é orientado a cortá-lo, penteá-lo, dar um trato. Na última eleição para prefeito de Maringá, um candidato foi orientado pelo seu marketeiro para mudar o cabelo enrolado por um penteado de brilhantina. Perdeu a eleição.

2) mudam as relações pessoais: os antigos companheiros poderão ser substituídos por novos, que o leva a sentir-se menos ameaçado. O sentimento persecutório de "ser mal visto", precisa ser evitado a qualquer preço por quem ocupa o poder.

3) altera o tratamento com o outro, que torna-se autoritário com seus subordinados; gritos e ameaças passam a ser seu estilo. Certa vez, perguntaram a Maquiavel se era melhor ser amado que temido? O autor de O príncipe respondeu que "os dois mas se houver necessidade de escolha, é melhor ser temido do que amado".

4) mudam os antigos apoios e alianças. Aqueles que o apoiaram chegar ao poder, transformam-se em arquivos vivos dos seus defeitos. O poder leva a desidentificação com os antigos colegas de profissão. É o caso do presidente FHC e do seu Ministro da Educação Paulo Renato Souza, depois de executivos, ambos não se vêem mais professores.

5) Resistência em fazer auto-crítica. Antes, vivia criticando tudo que era governo ou tudo que constituía como efeito de governo. Mas, logo que passa a ocupar o poder, revela "sua outra face", não suportando a mínima crítica. O poder os torna cegos e surdos a crítica. Uma pesquisa de Pedro Demo, da Universidade de Brasília, constata que os profissionais de academias apreciam criticar a tudo e a todos, mas são pouco eficazes na crítica para consigo mesmos. Enquanto só teorizavam, nada resolviam, mas quando passam a ocupar um cargo que exige ação prática, terá que testar a teoria; agora é que "a prática se torna o critério da verdade". Por falta de referencial e por excesso de idealismo, é freqüente ocorrerem bobagens e repetições dos antigos adversários, tais como: fazer aumentos abusivos de impostos, aplicar multas injustas, discursos cínicos para justificar um ato imoral de abuso de poder, etc. Há um provérbio oriental que diz: "quem vence dragões, também vira dragão".

Os sujeitos quando no poder protege-se da crítica reforçando pactos de auto-engano com seus colegas de partido. Reforçam a crença de que representam o Bem contra o Mal, recusam escutar o outro que lhe faz crítica e que poderia norteá-lo para corrigir seus erros e ajudar a superar suas contradições. Se entrincheirarem no grupo narcísico, o discurso político tornar-se-á dogmático, duro, tapado, e podemos até prever qual será o seu futuro se tomar o caminho de também eliminar os divergentes internos e fazer mais ações de governo contra o povo, "em nome do povo".

Infelizmente assim é o poder: seduz, corrompe, decepciona e faz ponto cego e surdo nos seus ocupantes temporários.
___________
* Psicanalista e professor da UEM

E eu faço um adendo: "basta dar poder a uma pessoa para saber quem ela é...", diz o dito popular. Eu prefiro dizer: "basta dar poder a alguém para desconhecê-lo".

Pat Lins.

domingo, 22 de agosto de 2010

TUDO É UMA QUESTÃO DE TEMPO E ORGANIZAÇÃO

Bom, é isso aí... até aceitar que a vida é feita de dualidades, ainda carregrei um pouco na dor, mas, depois passa...

Agora é estabelecer prioridades e estratégias/soluções para alguns pequenos desajustes e organização para colocar em prática com eficiência, para, enfim, alcançar a eficácia e encerrar o problema.

Mais uma etapa de conturbação séria, porém, resolvível. A diferença é essa: hoje, conheço um pouco mais meus limites e escolho o "quê" e "como" fazer. Pronto, definidas as prioridades, só cumprir cronograma - risos. Adia alguns planos; limita outros; dá um stop em algumas coisas... e, assim, vou me organizando. Legal é ser feliz e lutar pela felicidade, mesmo quando parece que estão querendo roubá-la de você... é só impressão. Ninguém pode roubar nossa felicidade. Algumas pessoas e/ou situações, podem atrapalhar, dificultar, adiar, conturbar... mas, roubar, nunca. Felicidade é algo que não se rouba, porque ela é para ser partilhada. A gente é que se furta a oportunidade de ser feliz, pior ainda quando tudo parece estar em ruínas. Ah, mais, um obstáculo; mais desafios, que acreditava estar acima das minhas forças... e eu na luta. A vida toda é assim: a gente vive trabalhando nossas fragilidades. Transformada em força, cuida de outra e segue.

Tô subindo, no meu ritmo e dentro do que eu acredito ser minhas possibilidades. Só a gente pode fazer pela gente, mesmo recebendo ajuda e apoio. O resultado positivo depende de cada um.

Obrigada a quem sempre está ao meu lado - do jeito que consegue estar. Vamos todos pensar e cultivar coisas boas. Sei lá, já tem muito sensacionalismo e propagação do que é desastre. A realidade é dura, mas, piorar é aind pior, né não?! - kkkkk, redundância linda!

Pois bem, vamos todos enveredar no movimento de

DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO, a partir de cada um de nós!

Beijos,

Pat Lins.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

QUEM SOU EU? - BLOGAGEM COLETIVA PERMANENTE


QUEM SOU EU?

Pergunta que nunca cala, nem se responde com exatidão. E, para comemorar os 2 ANOS DO "A DOR SÓ DÓI ENQUNATO ESTÁ DOENDO", levanto a questão: QUEM SOU EU?

Engraçado é que a gente acha que sabe responder essa perguntinha tão...tão, óbvia: "Eu? Sou eu, oras!".

Mas, foi lendo um texto lindíssimo, de um amigo, Will, que também é blogueiro - TV DE CACHORRO - que me vi... e, quem puder ler, vale a pena, inclusive o comentário brilhante de Marcos Carvalho.

Para completar, abri a CAIXA DE DIÁLOGOS, de meu amado amigo/irmão, Marcos e lá me deparo com Alberto Caeiro, lembrando que "NEM SEMPRE SOU IGUAL". Criamos, uma blogagem coletiva sobre "QUEM SOU EU?". Sendo que para cada um, um Eu. O seu Eu, você, não eu... Eu em mim. Eu em você. Eu eu. Eu você - risos.

Algo mais próximo a me descrever e responder essa pergunta foi o texto de apresentação aqui, em meu perfil. Porque de nada adianta responder "quem sou eu" apenas com nome e sobrenome, graduação e experiência profissional... isso é curriculum vitae, ou seja, um resumo de nossa educação acadêmica e experiência profissional. Responde parte da pergunta. Sou pessoa, mulher, mãe, esposa, filha, irmã, amiga... Falastrona. Calada. Alegre. Algumas vezes, triste.

Afinal, QUEM SOU EU? Posso ser quem sou e nunca apresentei a alguém; quem você lê; quem algumas pessoas acham que conhecem...; quem "sou" sendo; quem posso ser... Há quem diga que nós somos aquilo que mostramos, como nos vêem, como queremos que nos vejam, como só os outros vêem, como só nós sabemos, como nunca mostramos, nem sabemos que somos. Isso me lembra meu texto poético - que não é um poema - SÓ SE É SENDO.

Será que eu sou eu com cabelos naturais, tingidos, descoloridos... lisos, cacheados; longos, curtos... Maquiada, de "cara" limpa... Com óculos,  sem óculos... Dormindo, acordada... Cansada, descançada, exausta, estressada, relaxada...? Para muitos, sou um poço de estresse. Para mim, altos e baixos... Não, não sou como a lua. Ela só tem quatro fas(c)es... Eu, como você e qualquer pesso, tenho várias outras. Somos uma soma de personas. Somos luz e sombra. Sou eu em cada fas(c)e e, muitas vezes, não me vejo nessas variações... Loucura? Normal? Tem quem me veja como serena e sensata. Tem que me veja e me ache agoniada. Outros, só conhecem meu lado em paz. Falsidade? Não. Ambientes. Somos os ambientes em que estamos/vivemos. Sou eu em conflito ou em harmonia com esses ambientes. Para alguns demais. Para outros e para mim DEMAIS!!! Eu, sei de uma coisa: EU SOU HUMANA, IMPERFEITA E CAPAZ.

Há também um choque entre quem você é de verdade e aquilo que a sociedade exige que você seja... E aí?! Dizem que quanto mais nos conhecemos, mais fácil sermos quem gostaríamos de ser. Um amiga me diz  - baseada em Jung - que, quanto mais conhecermos nossas sombras e nos permitimos vê-las, menos elas nos tomam de "assalto".

E Marcos - CAIXA DE DIÁLOGOS, brilhantemente diz que: 


"É nas contradições, paradoxos e dicotomias, em todos os traços antagônicos, que o homem se faz VIVO. A cada instante somos vários e culminamos no "um". As emoções são a força motriz, a música de fundo, a graça de fazer tudo valer a pena e sentir que nas coisas há movimento. E questionar? Perguntar a si mesmo, o que seria? A dúvida e a vontade de ser diferente? Talvez, o ponto de partida da inércia, da libertação da zona de conforto rumo a uma nova dinâmica para viver ou para resignar-se com desígnio da estagnação. Perguntar-se, portanto, é pressionar o "start" da inquietação e permitir-se a novos acertos ou novos erros. Sendo o mesmo e agora, mais um pouco..."
Pois é: sou alguém que nunca se encontra, porque vive a busca. E, a cada busca, vejo que sou diferente, mas, igual... - parafraseando Caeiro/Pessoa.

"Nem sempre sou igual no que digo e escrevo. Mudo, mas não mudo muito." (Fernando Pessoa).

E você, já se perguntou hoje: QUEM SOU EU?

Para quem tem blog, convido-o(a) para participar dessa BLOGAGEM COLETIVA - que será permanente. Participe! Escreva um (ou mais) post (s) sobre o tema "QUEM SOU EU" - blogagem coletiva - e, depois, registre aqui, nos comentários o link para o post. Não se trata de promoção. Trata-se de uma troca de idéias e uma "corrente de bem".

VAMOS DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS  E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO - a partir de cada um de nós. A partir de cada EU.

Beijos e participe,

Pat Lins.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

NORMOSE - a doença de ser normal


Olha, esses dias estou tendo "sorte"... risos. Penso em escrever sobre determinado assunto e "puff" recebo um e-mail com um texto que diz o que quero dizer. Agora foi minha querida Brida quem colaborou. Obrigada aos amigos pelas sugestões. Aqui é espaço para reflexões e renovação de valores, portanto, sugestões e colaborações são bem vindas!

Segue o texto para nos deliciarmos:

NORMOSE
- a doença de ser normal -

"Todo mundo quer se encaixar num padrão.

Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar.

O sujeito 'normal' é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido. Bebe socialmente, está de bem com a vida, não pode parecer de forma alguma que está passando por algum problema.

Quem não se 'normaliza', quem não se encaixa nesses padrões, acaba adoecendo. A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento.

A pergunta a ser feita é: quem espera o quê de nós?

Quem são esses ditadores de comportamento que 'exercem' tanto poder sobre nossas vidas?


Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado.

Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha 'presença' através de modelos de comportamento amplamente divulgados.

A normose não é brincadeira.

Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer ser o que não se precisa ser.

Você precisa de quantos pares de sapato? Comparecer em quantas festas por mês? Pesar quantos quilos até o verão chegar?

Então, como aliviar os sintomas desta doença?

Um pouco de auto-estima basta.

Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim, aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo.

Criaram o seu 'normal' e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante.

O normal de cada um tem que ser original.

Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros. É fraude.

E uma vida fraudulenta faz sofrer demais.

Eu simpatizo cada vez mais com aqueles que lutam para remover obstáculos mentais e emocionais e tentam viver de forma mais íntegra, simples e sincera.


Para mim são os verdadeiros normais, porque não conseguem colocar máscaras ou simular situações.


Se parecem sofrer, é porque estão sofrendo.


E se estão sorrindo, é porque a alma lhes é iluminada.


Por isso divulgue o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes." (Michel Schimidt - Psicoterapeuta)

Apenas lembrar que cada um de nós pode DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO,  a partir de cada um de nós!

Beijos,

Pat Lins.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

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