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domingo, 8 de março de 2015

SONHO PARA SER SONHADO OU SONHO PARA SER VIVIDO?

Imagem: BBC

Há limite para um sonho? Um sonho, apenas um sonho, pode definir o sentido da vida? 

Diana Nyad falou uma coisa, no documentário no canal "Off", na segunda vez que tentou e não conseguiu, devido a ataque de águas-vivas, algo que me chamou atenção, mais ou menos assim: "Posso não chegar lá, mas hoje, eu ainda acho que posso. Um dia, se eu não conseguir, ao menos, espero ter maturidade para me conformar com o ter tentado. Mas, eu sei que posso conseguir e eu quero tentar mais uma vez, de novo!". 

Ela se preparou 33 anos para atravessar de Cuba à Flórida. Com 61 anos - e uma vida de vitórias na natação - ela tenta por dois anos e 4 tentativas, até conseguir completar 166 km dentro d´água, enfrentando água com tubarões e águas-vivas, entre outros obstáculos, como tempestades e etc. 

Aí, associo a mensagem do espetáculo "Vovó Lulu", onde a idade é apenas a idade. Enquanto HÁ vida, enquanto HÁ sonhos, HÁ o presente! Vou me dedicar a sonhar com essa determinação e torná-la realidade. Um sonho forte, que vem do coração, precisa ser realizado. Caminhar, sempre. Viver em busca ou buscar viver? 

Associo à minha amiga Noemia, Morgana Gazel​, que viveu a vida, passeou pela vida, fez tudo o que se espera de uma mulher e sempre se abriu para mudar o caminho e seguir uma nova rota, até descobrir, sentindo na alma, seu maior sonho, sua meta de vida: o poder de transformação pela literatura - escrever histórias fictícias de dramas reais para tocar inumeros corações e mentes, quem sabe,despertando alguns leitores/pessoas, como eu, a se sentir a fundo, a ponto de desejar acessar minha vontade, de saber qual aquele talento que veio em mim e que pode fazer algo de bom para mim e para o outro?

Percebi que ninguém realiza sozinho. E quem segue, sonha seguir o sonho do outro? ... Tantas perguntas. 

Penso que quando começa a fazer sentido, o esforço é válido. O que vai ser ou dar certo, ou errado, precisa ser constantemente ressignificado. O que é obsessão? O que é loucura? O que é sonho para ser sonhado e sonho para ser vivenciado? 

O que é tentar? O que é desistir? O que é desistir para preservar a possibilidade de viver outros sonhos? O que é seguir apenas um sonho e desistir de outros? Quando um sonho é uma meta? Quando um sonho é apenas um sonho... tipo uma fuga e uma vida inteira dedica-se a realizar esse sonho, em vez de viver? E, ainda assim, há erro? Há acerto?

Por isso que me pergunto, sempre: existe certo e errado? Existe uma fórmula, um caminho? O que é que existe? 

Diante de algumas pessoas, me sinto muito pequena... mas, me sinto capaz de crescer. Crescer é seguro! Aprendi a sempre questionar. 

É mais importante tentar? Chegar? Aceitar os limites? Superá-los? Arriscar a vida por um sonho? Viver a vida sonhando? Dedicar a vida ao sonho? Sonhar uma vida?

É chegar? É tentar? É conseguir? É conseguir tentar? É conseguir chegar? É chegar até onde dá? Até onde dá? Quem pode determinar? Qual o sabor da vitória? Vale a pena dedicar a vida a um sonho para ocupar um vazio? Ou o vazio é não ter sonho para seguir? 

Minha mente explode de sonhos e perguntas.

Transformar erros em experiências e confirmações do que fazer ou não fazer...

Sonhar e viver são opostos? 

Enquanto ainda existem perguntas, as respostas tendem a chegar!

Pat Lins - sonhando... hora de acordar.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

BACKUP



Mesmo sabendo e criando um hábito, ainda não quer dizer que atingimos a nossa perfeição essencial. 

Por exemplo, ainda sabendo e fazendo, meu note deu pau e perdi todos os arquivos de novo... Backup? Faço. Fazia... Fiz o último em abril de 2014... 

O que aprendi: tentar sempre; culpar-se, jamais! Existe o tempo e dentro dele, muito ainda nos é mistério, inclusive que coisas precisam acontecer para outras fluírem. O que é importante, no sentido de relevância primordial, tenho tudo salvo e bem arquivado... o que se foi, ou era para ter ido, ou dá para ser recuperado, ou dá para refazer...

O hábito precisa de disciplina. A disciplina, de determinação. A determinação nos leva a ter a força de vontade, através do foco e o foco, requer um objetivo, que pede disciplina para alcançar.

Tantas lições num simples acontecimento... e muito da "minha vida", num notebook. Minha vida, mesmo, é real e tudo se resolve. Assim, descobri que, sem peso, tá tudo certo!

Na vida não temos backup, mas a capacidade de ser e fazer o que tem e precisa ser feito, nem que seja recuperar o que foi perdido ou fazer tudo de novo ou, simplesmente, fazer o novo!

Pat Lins.

sábado, 29 de setembro de 2012

NÃO BASTA SE MEXER... TEM QUE SE AJUDAR COM FOCO


De nada adianta a gente ficar se debatendo e se mexendo para qualquer lado, só para não parar... O importante é saber o que quer e ir fazendo como der.

Não basta se mexer. Para se transformar tem que fazer sentido. Quando algo faz sentido, o objetivo se faz claro e as diretrizes mais diretas. O caminho se abre. O caminho se mostra. Só nos cabe seguir e ir caminhando, construindo a continuidade do caminho, com o caminhar!

Estejamos abertos. Despojados das fórmulas prontas. Nem elas são tão exatas, assim. Nem a ciência é capaz de nos mostrar 100% de um caminho... eles lidam com uma amostragem determinada e, nessa amostragem, determinam os seus 100%, seu próprio universo. O Universo é infinitamente maior do que os que estamos acostumados ver - ou, que nos apresentaram como... 

Sejamos mais capazes de compreender, aceitar e entender que nem tudo somos capazes de entender e nem assim a realidade divina muda, por nossa causa...

Pat Lins.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

DESBRAVAR CAMINHOS


Desbravar caminhos não é simplesmente cortar o mato e abrir passagem para qualquer lugar. É conhecer o lugar, olhar e ver se o caminho vale a pena e se vai destruir aquilo que já existe para o nosso bel-prazer.

Desbravar caminhos é abrir passagem para chegarmos ao nosso objetivo. Para isso, explorar devidamente, elaborar metas, mesurar os resultados e, depois, capinar!

E nem adianta mandar alguém fazer... tem que estar lá. Tem que usar cada sentido junto e isoladamente. Tem que usar a emoção. Tem que usar a razão. Tem que ser inteiro. Só desbrava quem está e vai! Com a verdadeira vontade de construir e nunca de destruir! 

PS - para construirmos, teremos que destruir e desconstruir muito em nós... mas, trata-se daquilo que não tem sentido e significado de relevância para o crescimento pessoal!

Pat Lins.

sábado, 8 de setembro de 2012

"A MORTE DO CISNE" - QUEBRANDO PARADIGMAS

Se tem uma coisa que todo mundo sabe é que o preconceito é algo nada bom! Assistindo ao vídeo abaixo, podemos ver o quanto nos deixamos levar pelas aparências, pela superficialidade e o quanto deixamos de acreditar no que vemos, por não aparentar que valha a pena. 

O potencial está acima de tudo isso. Está na relação de cada um consigo, com base na humildade de saber que está fazendo o seu melhor, naquele momento e na determinação de quem sabe que está fazendo aquilo que gosta, sabe e quer fazer!


Durante o vídeo a gente pode tirar várias lições. As que tirei para mim e registro aqui:

- Primeira observação: O corpo de júri já começa desdenhando do nome. Jurado é algo que por si só já impõe temor, desperta ansiedade de quem vai ser julgado e etc. Deveriam ser imparciais, mas já começam "detonando" o rapaz pelo nome: "John Lennon? Eu conheço alguém com esse nome - hahahaha..." ou "John, amigo do Paul, do Ringo...?". E o jovem rapaz, lá, parado - não estático de medo, mas, parado esperando a hora dele, com a maior calma e naturalidade. Reflexo da segurança de quem estava ali com uma VISÃO muito maior do que ser julgado pelos outros, que é o OBJETIVO de ser reconhecido pelo que sabe fazer e realizar o SONHO: "eu quero sim, ser artista e vim aqui propriamente por isso, para mostrar o que eu sei. A dança na minha vida significa muita coisa. Meu sonho dentro da dança é viajar pelo mundo... É ser conhecido!". Ele tem um sonho e se apresentar ali é apenas uma parte do caminho.

- Segunda observação: o preconceito. Muitas pessoas, quando estão num patamar de "juíz" não sabem lidar com o poder e a responsabilidade que ter o poder trás. Diante da condição de julgador, há de se ter extrema cautela, tato e maturidade para não interferir e nem emitir julgamento de valor - algo pessoal. Nesse caso, de pronto, quando perguntam o que ele vai apresentar, e ele fala, começam os dedos apontando e duvidando de que algo bom sairia dali: "Você veio aqui dançar?... Assim? Qual que é a idéia?". E ele se mantém: "Vim aqui dançar. Assim!". Simples assim, como é simples a postura de quem sabe de sua capacidade, acredita nela e  faz. E ele se mantém calmo, mesmo depois de ter que escutar: "espero que sua interpretação seja muito boa, porque o seu figurino, eu achei... nada a ver...". Um júri que tem como critério um julgamento de valor é imparcial? É justo? É neutro? Imagina o impacto na vida de quem é julgado por uma bomba detonando cada parte sua?

- Terceira observação: julgamento de valor. Avaliando pela aparência, duvidam do conhecimento que está na parte onde o julgamento prévio não vê e demonstram a incapacidade de poder ver além... toda a limitação, toda o engessamento de ficar preso a um paradigma. "Você conhece a versão original da 'morte do cisne'?", pergunta outro jurado. Ao que ele responde que sim e o jurado mantém a dúvida, desconsidera a resposta do jovem e meio que diz o que é "a morte do cisne" para ver se o rapaz "se enxerga". "Você sabe que é um cisne se debatendo até a morte e é feita por uma bailarina toda de branco, nas pontas dos pés... A versão original é essa!". A versão que ele se dispõe a apresentar é uma adaptação ao estilo de dança dele, ou seja, é saber como é o original e dizer: "isso eu não sei, mas, posso fazer assim, que terá a sua própria beleza". E isso me remete a pessoas que julgam o potencial do outro por si e "garantem" que não há nada a ser desenvolvido, porque aquela pessoa não "se encaixa" no perfil, sem, sequer, ter dado a OPORTUNIDADE  de permitir que a pessoa demonstre o que sabe e o que é CAPAZ de trazer, ainda que de uma maneira diferente. Recentemente passei por uma experiência desse tipo - relato no blog "Mães na Prática", depois relato aqui - onde a coordenação pedagógica da escola se limitou ao comportamento diferente e agitado do meu filho, mesmo diante de sugestões da psicóloga dele e da professora do nível mais avançado afirmarem que ele tem potencial para mais e ela dizia que "ele não tem potencial a ser desenvolvido...", portanto, nada fez. Quando a Diretora volta da licença maternidade, começa a colocar em prática atividades diferenciadas para trazê-lo ao grupo gradativamente e não impositivamente, lidando com a característica individual para chegar ao coletivo, em três dias ele rendeu o que não rendeu no primeiro semestre todo. Milagre? Não! Capacidade de não julgar e observar, ver, tentar e agir! Eu, do meu lado, também julguei essa coordenadora como incompetente, pelo que ela deixou aparecer dela, o pouco dela que ela deixou aparecer. Mas, ela deve ter lá seu potencial a ser desenvolvido. Julgar e condenar, sem tentar ou estar aberto para ver além é um perigo para quem está desprotegido. No caso do vídeo, o rapaz estava protegido por sua natureza calma, a segurança de saber o que queria fazer e a meta de alcançar seu sonho. No caso do meu filho, não... se não fosse a professora do grupo mais avançado "enxergar" Pedro, ele estaria repetindo o grupo atual e estaria estagnado, porque a pessoa responsável foi incapaz de se esforçar e escutar as opiniões da psicóloga dele e da professora do grupo avançado. Não era ter que ver qualquer coisa, mas, ver que algo mais precisava ser feito e que as diferenças exigem um olhar diferente! 

- Quarta observação: a verdade está aí para quem quiser olhar e ver. Ninguém precisa convencer ninguém da verdade, ela É! Como eles tinham que permitir - eu, julgando aqui... duvido que se tivessem opção eles permitissem ver... quanto agem assim, fechando as portas antes de abrir? - eles foram pegos de surpresa! Surpreenderam-se, assim como a professora do meu filho se surpreendeu com o desenvolvimento dele em poucos dias e como os colegas dele dão esse feedback em relação ao comportamento dele, também. Ainda assim, no vídeo, eles mantêm a chama da dúvida: "de quem é essa coreografia?". O rapaz, agora, elogiado, cultuado... por milagre, passou a ser um "ícone" de algo a ser admirado, responde, sem a menor afetação, com a maior humildade que só os sábios têm e responde: "é minha". Simples assim!

- Quinta observação: não importa quem está julgando. Nós precisamos ter consciência de quem somos e o que queremos fazer. Antes de tudo, o que queremos atingir: qual o nosso sonho? Esse é o ponto de partida, senão, para qualquer lugar que se vá, não fará diferença, porque nem se sabe onde quer chegar. Isso requer muito de auto-avaliação, de auto-busca, de quebra de paradigma constante. Não me refiro a revolta, nem a insistir em algo que não é para ser... Já vi casos de mães que precisavam deixar a criança repetir o ano e brigarem com a escola... muito mais por não saberem lidar do que por ter algo que via e ia lutar por aquilo. Não ajudaram as crianças, estimulando o desenvolvimento, apenas deram um jeito de a criança se amparar no superficial. Não houve vitória, houve um agravante. Como se desenvolve essa criança hoje? E amanhã, sozinha, quem a ajudará? Quem fará por ela aquilo que não pode fazer e ninguém ensina?  Uma coisa é lutar pelo desenvolvimento, outra, é ter orgulho ferido, vergonha e vaidade. Eu me refiro ao trabalho contínuo de entender, ver, aceitar, investigar, questionar e sempre, sempre, tentar algo novo e diferente, com um OBJETIVO. Senão, não terá o que alcançar. Foi como uma pessoa me disse: "não dá para ensinar uma pessoa a nadar numa pista de corrida.". É acreditar e se dedicar a algo, não apenas negar e reagir negativamente.

Sejamos mais! Façamos mais! Façamos sempre o melhor que há em nós, não melhor do que o outro. Ninguém veio a esse mundo competir para ver quem chega primeiro ao céu, veio? 

Portanto, plantemos boas sementes! Reguemos, porque elas não se regam só. Cuidemos do jardim, porque o mais belo jardim e a terra mais fértil, também tem erva daninha... A vitória não é um ato isolado, são momentos onde conseguimos ver sentido em nossa existência. Aí, sim, quebramos os paradigmas que nos impõem a viver numa sociedade normótica e doentia.

Pat Lins.

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