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sábado, 4 de janeiro de 2014

TODO MUNDO QUER SER ZEN, MAS NINGUÉM QUER SER ZEN

Todo mundo só quer o artificial, porque o natural dá "trabalho": requer tempo.Nenhum artifício se aproxima do real, nem em cores vivas, nem em aromas, nem em insetos e outras coisas que vêm juntas... é a dualidade da vida. 

Fico impressionada como está na moda ser zen, descolado, espiritualizado, religioso...

Todo mundo quer fingir que se trabalha e se cuida, que respira... só que continuam os mesmo, apenas dão novos nomes aos mesmos "defeitinhos". As pessoas que têm problemas com cumprimento de horário, se chamam de desapegados ou flexíveis, e, agora, dizem: "para quê esse estresse?"... 

O não comprometimento não é ser flexível, é ser irresponsável. O não se assumir é o não querer mudar.

Pessoas que sofrem de transtornos emocionais - como depressão, pânico e afins - acabam se entregando ao afã de se divertir a qualquer custo, vivendo uma "euforia over mega super exagerada", ocupa cada segundo do seu dia com diversas atividades e nunca consegue parar, porque "não tem tempo, nem para respirar", nem se dão conta de que gastam energia a toa, em vez de poupar... Parar nos leva a pensar e no raso, no raso - porque lá no fundo todo mundo quer - ninguém quer se ajudar para valer. Ninguém quer espremer  o pus até sair o "carnegão". Depois, a infecção só se alastra e a queda é muito mais forte e a culpa é do mundo.

Pessoas com dificuldade de se assumirem solitários e desgostosos dessa solidão - porque tem muita gente que está bem consigo e vive sozinho, não sendo um solitário... o sentimento de solidão está além de morar só - acabam ocupando seu tempo vagando pela vida dos outros e se frustrando o tempo inteiro.

Ousar, pular de lugares altos, trabalhar superação pode ajudar a quebrar muitos paradigmas, mas se não têm consciência de quem são e do que querem, superar e quebrar o que e para quê? E os valores?

Tudo é válido, desde que haja CONSCIÊNCIA. É importante ESTAR na ação. É importante abrir os olhos, ainda que tenhamos a vontade de fechar e deixar seguir. Isso fica para o instante seguinte. Agora, assumamos mais e façamos mais.

Amorosidade é aceitar e deixar passar. Dizer: "deixa para lá, farei o jogo dele..." é fazer parte do jogo e a vida não é jogar, é viver. Vejo muitos aprendizes arrotando como mestres de sabedoria do nada, porque nada sabem na prática e vivem uma teoria ilusória do saber fazer e nada fazer.

As aparência "zen", religiosas, espiritualizadas... nunca foram tão fortes, como hoje em dia. Falar em fé e viver sem ela, porque, não consegue sequer parar para ser grato pelo dia que nasce, pois o sol está muito quente é algo a ser observado... Se considerar uma "outra pessoa" desde que começou a análise, a psicoterapia, a yoga, a natação, a hidroginástica, a dança de salão... o que for, apenas por ter acesso a ferramentas que ajudam a aliviar o peso não é transformação, é acesso para... o esforço é muito maior, é no comportamento, é em cada atitude, por menor que seja. É CONSCIÊNCIA.

O processo de busca é constante. O se afirmar, de uma hora para outra, livre das amarras e se precisa se afirmar assim, melhor se observar mais um tiquinho, pode ser negação. Pessoas realmente sábia são naturalmente HUMILDES e a consciência de quem são já são suficientes para não precisar falar para ninguém, já se sabem. Não se "metem" na vida do outro e nem acham que o outro deveria fazer isso ou aquilo... apenas diz para si e para o outro: "siga o seu caminho. As respostas, só você poderá encontrar. Só você poderá fazer. Só você saberá quando chegar!". Se há necessidade de julgar o outro e suas escolhas, melhor se observar... tenha a desculpa que tiver, o passo de cada um é o passo de cada um. Se eu ando duas vezes mais rápido e não me canso e o outro no primeiro passo já cansou, das duas, uma: ou paro e espero, perguntando se quer ajuda - respeitando o espaço do outro - daí, posso voltar; ou sigo em frente, se o outro assim desejar ou precisar. Isso de maneira leve. Se eu disser: "ah, deixa ele aí, com a lerdeza dele. Eu tenho é que seguir, porque se eu for parar a cada problema, eu não ando. Ele tem que aprender!", preciso me observar... não é leveza, é presunção, é arrogância, é orgulho, é pequenez, é necessário se dedicar mais à busca de si.

Se queremos ser leves, de verdade, seremos, mas à medida que crescermos, que caminharmos e que deixarmos DE VERDADE o peso. Enquanto nos achamos "retados" ou "melhores", ainda somos os mesmos e ainda temos a mesma lição para aprender, até apreender. 

A vida é aprendizado. Os mestres têm a sabedoria e a paciência para conseguirem esperar. Quem tem pressa é como eu, ainda tem muito o que aprender. É mestre apenas em fazer a mesma coisa com nomes novos... só muda o rótulo, o conteúdo é o mesmo.

A paz está no equilíbrio. Na ausência de euforia e de melancolia, no meio termo. A paz nunca está no extremo alegre, nem no triste, apenas no equilíbrio dos dois. Nem tanto o sol, nem tanto a lua...

Pois é... a arrogância é esperta e o ego é muito inteligente. Mas, SABEDORIA é algo muito maior, mais amplo e ampliável. Sabedoria é CONSCIÊNCIA COM AMOR e isso é plenitude!

Eu me assumo discípula da vida e mestre da fuga e sabotagem... ainda que me observe, sempre me engano comigo mesma. Sabe o que penso disso? Natural. Sabe o que faço com isso? Paro de me debater. À medida em que me aceito, fico cada dia mais estranha... para alguns, fria; para outros, distante; para mim: em processo... individual, em mim - EU.

TODO MUNDO QUER SER ZEN, MAS NINGUÉM QUER SER ZEN NA PRÁTICA.
Todo mundo quer a paz, mas ninguém quer se apaziguar.
Todo mundo quer respeito, só não quer ter que respeitar.
Todo mundo quer ser entendido, só não quer entender.
Todo mundo quer se entender, só não quer dialogar.
Todo mundo quer falar, só não quer se comunicar.
Todo mundo quer receber, mas ninguém quer trocar, imagina dar?!
Todo mundo quer tudo, só não quer pagar o preço.
Todo mundo quer moleza, mas ninguém quer amolecer.
Assim fica difícil...
Todo mundo só quer gritar e dificultar. Os berros é que resolvem ou atitudes grosseiras.
Então, o que todo mundo quer, afinal? Problema ou solução? Eis a questão!

Pat Lins - QUEM SOU EU.

O natural nasce, cresce e morre. Isso é algo que nos assusta demais. Só não sei quem criou esse medo, sinceramente... medo do NATURAL.
RIGIDEZ É MORTE. FLEXIBILIDADE É VIDA!



terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

TUDO DEPENDE DE COMO A GENTE SE VÊ

Faz tempo que venho refletindo: compreender pode custar muito caro. Será? Explico: alguém já se deparou com uma situação onde um outro alguém apronta uma e, quando confrontado(a) clama a bendita "compreensão" de sua parte? E essa compreensão que a pessoa requisita quer dizer: "entenda eu sou assim". Minha pergunta vai para o fato de, seu eu recusar entrar no jogo e disser: "eu compreendo, mas, não admito que faça isso comigo" estarei sendo cruel?

Por que todo ser aprontador apela para ser compreendido, quando, ele mesmo, além de não se compreender, é incapaz de compreender o outro? Será que acham que eu sou uma pessoa que está acima disso? Por que essas pessoas sempre entram por esse viés?

O interessante é que quando a gente compreende que a pessoa está fora de si, dá para diluir a raiva. A gente precisa começar a se ajudar e não entrar numa de justiceiro e orgulhoso, entrando no jogo. O fato de compreender não quer dizer acatar, muito menos concordar ou estimular. Compreender faz com que a gente não alimente um veneninho barato e acessível a todos nós, também conhecido por um nome genérico, através do seu princípio ativo que é a "raiva". Pois é! Nós "crescemos" - aliás, os anos passam e nós nele - justificando cada raiva como algo legítimo, afinal, toda raiva nos diz que NÓS ESTAMOS CERTOS E O OUTRO ERRADO: JUSTIÇA, SEJA FEITA. É ou não é? Difícil, quase impossível, se conter diante de uma injustiça, ainda mais se o injustiçado for EU. É difícil conter a cólera quando alguém invade nosso espaço... eu bem sei disso. Agora, agir como se eu fosse perfeita e condenar - como fiz minha vida inteira - o outro me faz ser melhor? Não se trata de deixar que a pessoa invada, detone ou algo parecido, com minha vida, entretanto, o COMO reajo mostra muito de COMO SOU, ou ESTOU... ou ainda QUEM SOU. Existe um QUEM SOU mais evoluído em cada um de nós, ávido por sair e assumir o lugar para que, enfim, sejamos quem somos em essência. 

Numa conversa interessante com uma amiga, mudei todo esse post. Estava condenando e julgando - fazendo "justiça" - uma pessoa que tentou invadir meu espaço com sua loucura. Pois, após conversar com Noemia, numa conversa sobre outro assunto, outra pessoa - inclusive eu nem participei a ela esse episódio intenso que vivi - ela me disse a frase que me fez não só refletir, como permitir-me mudar minha ótica: "eu compreendo e aceito o erro nas pessoas porque eu sei que eu erro, também. Não sei por que as pessoas têm tanto medo em assumir seus erros?". Isso é o que a compreensão quer de nós, que a usemos na prática. Me toquei de que a pessoa não invadiu o espaço, mas, nem havia me tocado. Eu quase permiti que ela entrasse, abrindo eu mesma as portas, quando quase entrei no jogo, exigindo "justiça" e com orgulho ferido diante de tanta calúnia e desequilíbrio. Estava "preocupada" com a imagem e a reputação das pessoas envolvidas - onde me incluía. Estava mais preocupada com o fato da destrambelhada da pessoa sair falando as atrocidades que inventou - só para resumir, a pessoa recebeu uma cobrança que já havia pago. Em vez de ir no órgão resolver e apresentar o comprovante de pagamento, queria que meu marido pagasse, juntamente com ela e outra pessoa. O detalhe: perdeu o comprovante. Se sentiu injustiçada e estava muito agressiva, querendo que alguém pagasse com ela, ao invés de resolver procurando o bendito comprovante... mas, deixa para lá - e eu preocupada com os nomes envolvidos. Em minha cabeça era loucura da parte dela, e ninguém conseguia acessar uma conversa, sequer para tentar orientá-la... Resultado, ia eu permitindo que a cólera começasse a me contaminar com isso. Depois dessa conversa - sobre outro assunto - com No, minha ficha caiu e entrei numa conversa comigo. Me disse: "primeiro, se alguém der credibilidade a ela e acreditar no que ela fala, sem averiguar, trata-se de alguém igual a ela e digno de pena. Um dia, a verdade aparece e tudo vai se resolver.". Segundo, estabeleci um perímetro ainda maior na minha DISTÂNCIA SAUDÁVEL.Terceiro: demorou, mas, entendi que é ela; ela é assim e eu não posso mudá-la! Isso reforçou a distância da distância saudável.

Quando a gente entende que também nós somos imperfeitos e capazes de cometer os nossos erros, podemos nos permitir aceitar - compreender - que os outros também cometem erros. A diferença está em como lidar com esses erros. Eu, antes, me punia, me culpava. Hoje, me empenho em reverter essa ordem estabelecida por mim mesma, em minha vida e entro numa de redimir-me. Assumo que errei e me prontifico a resolver. Vai adiantar eu me consumir em culpa, em neurose? Perder tempo justificando o porquê do erro? Isso não o transforma em acerto. Nem o conserto o faz. Mas, quando resolvemos algo, o ideal é fechar a porta ao passado. Só fica aberta se tiver pendência.

Uma coisa que começo a ver e começa a me fazer sentido internamente - porque na teoria eu já sei... - é que precisamos nos resolver conosco, em primeiro lugar. Tentar compreender o outro requer que entendamos e aceitemos a nós mesmos. Essa de querer consertar o mundo - principalmente, o mundo do outro - é fuga. Fujo muito de mim. Quando vejo, olha lá, eu disparada correndo. Dou-me um grito, agora, e digo a mim mesma: "Vem cá! Oh, mulher! Chega aqui!". Sento comigo. Me vejo. Quero me destruir de raiva, quando me vejo igual a todo mundo. Daí, olho e  me digo: "Tenho que me resolver nisso.". Pronto, dou entrada num processo interno e vou trabalhando. Quando tá pesado demais, relaxo um pouco. O exagero já me provou que a gente cria outra fuga: o faz de conta. Faz de conta que resolvi, sou madura e outra pessoa. E começo a evitar vivenciar algo que me desestabilize. Como sou capaz de usar essa consciência para ficar alerta e viver num clima de tensão e proteção, em vez de usar para elevar a minha condição? Outro papo interno e vou seguindo. A gente vai se ajustando é vivendo, mesmo. Ninguém queira fugir de dor, de erros... Faz parte da nossa humanidade. O que não devemos fazer é alargar, alimentar, arrastar essa dor por uma vida. Melhor resolver logo aqui e agora. Ela não vai passar de cara, nem deve mas, aos poucos, com o DEVIDO cuidado e no tempo certo, cicatriza. 

A gente tem mania de se achar melhor do que o outro. A grama do vizinho é sempre mais verde, né verdade? Só quem tem problema sério somos nós, afinal, todo mundo tem isso ou aquilo que vai ajudar, mas, o nosso problema é problemão. Eu tenho a maior dificuldade de sair do papel de vítima. Fora quando quero sair e alguém quer me colocar. Bom, fazer o quê? Redobrar as forças, tirar de outro lugar que não precisa agora e conseguir sair dessa zona. Muito sério isso. Nós não suportamos ver que alguém está querendo ser melhor. Incomoda tanto, quando pratico, sem falar, apenas em minhas ações - que, confesso, muitas vezes, nem eu acredito que consegui internalizar... só descubro na hora H, porque, uma coisa sou eu bater um papo comigo, outra, na hora de passar por tudo de novo, ver que mudou algo em mim - que percebo no ar uma crítica velada, num olhar, numa esquivada, numa saída de perto de mim, tipo: "lá vem ela com essas loucuras de quere ser 'cabeça'". Precisa ser "cabeça" não. Basta querer sair do buraco. Não é para ser melhor do que ninguém, apenas, o melhor que posso ser. Aí, numa outra situação, eu perco o controle, vem outra cobrança velada: "Não é tão cabeça? Escreve tanta coisa naquele blog, como se fosse alguém evoluída e, aí, agora, fazendo besteira...". Pois é, todo mundo se acha mais normal do que o outro. Ninguém aceita ver erros e, na maioria das vezes, somos incapazes de olharmos que erramos deveras, também. Haja juízes da vida alheia...

Como me disse Morgana Gazel, "eu aceito o erro no outro porque sei que eu também erro!". Pronto, é isso que quero dizer a mim e quem mais estiver no mesmo dilema.

Isso é uma pequena parte do que pode ser a compreensão: aceitar que as pessoas são falhas - inclsuive EU. E nós, o que fazemos com a nossas falhas? Como lidamos com os nossos erros? 

Gente, "o melhor lugar do  mundo é aqui e agora" (Gilberto Gil)

Com um poquinho de compreensão, a gente pode CONSTRUIR E PLANTAR um mundo muito melhor, começando pelo nosso mundo individual. A gente se preocupa demais com o que o outro vai pensar. Paremos um pouco de julgar que nos sentiremos menos julgados. Essa sensação é que nos faz reféns de nós mesmos e das nossas loucuras. Se engane não, todo mundo tem seu lado doidinho e sombrio. Só se for muito eovluído para ser evoluído. Senão, é falho e humano como qualquer outro ser. O que faço com isso é que fará a diferença. Sabe o que me ocorreu agorinha? "TUDO DEPENDE DE COMO A GENTE SE VÊ". - Vou até mudar o título. Era: "compreensão pode custar muito caro... (?)"

Pat Lins.

sábado, 15 de outubro de 2011

CULTIVANDO O CAMINHO PARA A FELICIDADE

Tem gente que não sabe procurar a própria felicidade e gasta seu precioso tempo secando a vida do outro em vez de cultivar seu caminho.

Problema, todo mundo tem e nenhum é mais fácil do que outro. Não se compara problema, cada um resolve o seu - e procurar a ajuda adequada faz parte. Sem essa de que a grama do vizinho é mais verde do que a minha. Experimenta regar a grama para ver se resolve esse problema. O vizinho deve ter outros, pois a grama ele deu a solução.

Parece que dá mais prazer - ou medo - de ver o que é visível na vida alheia em vez de se esforçar para cuidar da própria.

Engraçado que essa lição quem me alertou foi uma pessoa extremamente desocupada, que adora encher o saco de todos com sua mente vazia e repetitivamente chata, inconveniente e invejosa, que estava "urubuservando" a casa dos outros e viu na janela desse vizinho que em vez de cortina era um lençol... tanta cosia mais legal para olhar no dia, como um céu azul e limpo, um ar agradável, uma dia tranquilo... Mas, o lençol voando para fora da janela da casa dos outros chamava mais atenção. Por isso que lembro e relembro uma frase que um ex-professor usava muito: 

"a gente vê lençol e pensa que é fantasma". 

Mania de perdermos o foco no que se deve. Isso não é só ela, não. Todos nós temos esse lado "urubuservador" de fuga de si. Em vez de nos lançrmos em busca ou na construção da própria felicidade, gastamos tempo e energia mental no que não tem importância, não enriquece, não constrói e nem produz nada de bom ou edificante. Hora de varrer! Varrer pensamentos mesquinhos e pequenos de nossas vidas! E assim, vamos semeando o movimento de

DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO!

Pat Lins.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O PROBLEMA É MEU! ... SEU, DELE OU DELA, NOSSO, VOSSO, DELES OU DELAS

Quantos de nós já abriu a boca e disse, com todo ar de superioridade, mesmo que em meio a uma dor ultra profunda, a "ilustre" frase: O PROBLEMA É MEU! Algumas vezes, seguido de um "não se meta"... Quando não temos uma resposta precisa, apelamos para o ataque ofensivo, como se estivéssemos dizendo algo de muito edificante...

Mal sabemos que O problema, realmente, é individual. Cabe a cada um caracterizar determinada situação, dificuldade, desafio, obstáculo e etc como "problema" ou não. Mas, um problema não atinge apenas a a quem o recebe, não se limita ao indidual, ele atinge o coletivo. Temos a triste mania de manter o pensamento de que as coisas não são e/ou estão interligadas. Ninguém vive sozinho. Se jogarmos uma pedra num cantinho de um rio, o problema em forma de pequenas ondas, não para ali. Em algum lugar um tsunami se forma e ali aquela reverberação se alia.

Se tomarmos o exemplo de um viciado em drogas, que acredita - na verdade, ele nem sabe mais em que acreditar... já não tem mais consciência... - o problema só envolve a ele mesmo. Se está se destruindo, é "problema dele/dela"... E a família, os amigos, as pessoas ao seu redor? A opção de viver o problema e transformar a situação em problema partiu de um, do indivíduo, mas, o alcance é muito mais amplo... E a limitação egóica não permite que se veja até onde esse problema individual pode chegar e afetar.

Quando eu tive a DPP - depressão pós parto - eu não fui a única vítma. Em paralelo e ao mesmo tempo, abalou toda minha família, minhas relações sociais e profissionais. Foi "um" "problema" "meu", pois foi desencadeado em mim, mas, atingiu a todos ao meu redor.

Uma relação familiar conturbada - pais negligentes, etc - atinge, não apenas a algoz - que também é vítma, nem que seja de si mesmo - e a vítma, atinge que estiver ao redor e as relações futuras. Num casamento, a gente acaba vivendo os reflexos das dores de toda uma vida - tanto da gente, que emerge, quanto do outro. Esquecemos que o outro também é um indivíduo, como eu, você... ele é um EU e eu passo a ser o outro.

Vamos parar com essa atitude infantil de manter a crença de que somos seres isolados. A teoria do caos está aí para nos fazer ver que, na prática, tudo está interligado, e, como diz a referida teoria: "se uma borboleta bater as asas na África, pode fazer chover no Paraguai"... O mundo é uma rede. Todos estamos interligados de alguma maneira. E todo fazemos parte da mesma vibe: humanidade. Mesmo que esta, coitada, tenha se tornado um grande problema... Origem/causa e consequencia do caos social universal: nós, cada eu, cada tu, cada ele/ela, cada nós, cada vós, cada eles ou elas...

Inter, conectados, plugados, linkados... unidos. Quando vamos cair na real e nos atentarmos efetivamente para essa realidade supra real?

Nós, a soma dos EU´s coletivizados, somos responsáveis por cada EU e por cada nosso, cada deles/delas, cada vossos. Nós somos responsáveis por transformar nossas vidas em algo melhor e, assim, melhorar o mundo ao nosso redor.

Por isso que sempre repito a importância de

DEIXARMOS UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO, partindo de cada um.

Vamos assumir a responsabilidade de ser feliz, agora. A cada novo segundo temos a oportunidade de começar algo novo, nem que seja escovar os dentes com a outra mão - risos.

Beijos e abraços,

Pat Lins.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

NO OLHO DO FURACÃO

No calor das emoções, o melhor é não tomar sérias ou irreversíveis decisões. O ideal é deixar "a poeira baixar".

Olha, aprender a lidar com o impulso é muito complicado. "Ele" - o impulso - ou "ela" - a impulsividade - aliado ao orgulho, que ama insuflar o ímpeto, através de ações impensadas e não refletidas, desencadeiam uma verdadeira tempestade... num copo d´água. Tudo passa a ter a cara e as cores do "pior", do "sem solução" - através da solução radical -, do "acabou! Chegou ao fim!"... do fatalismo. Nos privamos do benefício da dúvida e da possibilidade de parar, ver, pensar e agir.

Em alguns casos assim - onde a impulsividade ganha espaço -, passada a crise, "baixada a poeira", a sabedoria deseja se manifestar e, com a "cabeça fria", conseguimos enxergar o que a venda da afobação nos impediu. Recuperados da cegueira momentânea, avaliamos os prejuzos e, em muitos desses casos, não há mais volta. A impulsividade é mãe, irmã, coligada, colada e conjugada com a imaturidade - e isso independe de idade cronológica...

Entretanto, lógico que, se algo está incomodando, agoniando, estressando, sugando as nossas energias vitais, nossas forças diárias, sinal de que tem alguma coisa aí gritando por "socorro, preciso de reparos". Algo está fora do lugar, requerendo ajuste, reajuste... SOLUÇÃO.

Sendo assim, PRIMEIRO passo: identificar O problema REAL - não o aparente...

Em meio a uma crise conjugal, estava disposta a ceder ao impulso, jogando toda a "culpa", no outro... Muito fácil e caminho mais comum a ser tomado pelas pessoas comuns... Foi quando, diante de vários entraves, não conseguia concluir meu "objetivo" e, acabei desabafando com uma grande amiga - ao contrário de outros, que, sem experiência de vida, sem saber o que dizer, se colocavam ao meu favor (algo natural) ou, me davam "lições de moral" do alto da inexperiência de vida e/ou de vida conjugal, o que me soou como engraçado... até fazer confronto, uma outra amiga me sugeriu, com ela a frente, para que eu visse e entendesse que "a mulher sábia edifica o lar"... ou seja, se a relação estava ruim, a culpa era minha, porque mulher precisa saber que sua indidualidade não pode ser mais importante do que as imaturidades e desequilíbrios do marido... Enfim, coisas de amigos que, apesar de sentimentos sinceros, são pessoas, né?! São humanos... - mas, ela, uma amiga humana, cheia de defeitos, como qualquer outra pessoa, porém, que sabe respeitar o espaço do outro, sabendo que o outro é que sabe de si e onde o calo aperta, e, apesar de ter sido casada três vezes, defende a felicidade como forma de vida, mas, de maneira plena, ou seja, "tente todas as soluções antes de tomar uma decisão", apenas me disse:

"Minha querida, se é o que você quer, vá em frente e siga seu coração. Mas, se você puder esperar um pouco, não tome decisões sérias e definitivas em meio a uma crise. Daí, depois que tiver certeza e segurança do que quer, vá em frente! Se o que incomodava continuar incomodando, se ele - a situação incômoda - for 'O' problema, resolva da melhor maneira..."
Isso, para mim, é sabedoria - . Por isso que amo meus amigos, porque cumprem o papel de nos completar, de nos fazer pensar, de nos fazer nos ver. Cada um com sua opinião, alguns tão radicais e imaturos quanto eu; outros querendo estar acima de mim, através de uma "sabedoria" criada, de que "me" conhece... Enfim, essas diferenças é que me fizeram ver que identifcar o problema real é o primeiro passo. Em meu caso, que não vem ao caso entrar em detalhes, existe um problema real, que já veio comigo e que acaba sendo alimentado por outro problema real que é a outra parte... Uma nova amiga - risos - pessoa fantástica (olha, apesar de tudo em minha vida que reclamo, só posso agradecer a Deus pelos amigos que me dá, viu?! Nooooosssssa, cada pessoa espetacular!), que já é divorciada, me deu seu exemplo, que não foi impulsivo, mas, que,quando se tem filho pequeno, precisamos pensar muito mais... Só em caso muito grave separar, mesmo. Não. Ela não me disse para "comer o pão que o diabo amassou" pelo filho, afinal, isso é reproduzir o padrão comum de que ninguém nasceu para ser feliz...Ela apenas afirmou a importância de assumirmos a responsabilidade pelo novo ser que emerge diante de nós, e que, se trabalhar é de extrema importância. Nada de usar a criança como escudo, mas, nada de passar por cima de que ela existe e precisa ser levada em consideração. Equilíbrio.

Isso me fez ver que não é fácil assim, apesar de simples, dar o PRIMEIRO passo... por isso que ele é tão importante. Se permitir ver "onde" e "qual" é que vai nos fazer ver se a crise está em nós, fora de nós ou ambos - risos. Ainda, se existe crise, mesmo. Identificar o problema quer dizer: CAUTELA, para não tomar decisões preciptadas e possíveis arrependimentos tadios. Fora a maneira menos dolorosa de se resolver, como feridas abertas, mágoas, ressentimentos... tudo que fecha portas para uma boa relação pacífica.

O SEGUNDO passo, que pode preceder o primeiro, ou, vir em paralelo, é procurar TIRAR O PESO EXTRA, é pesar e ver o PESO REAL - no mínimo, tentar não aumentar. Aquela história de não carregar nas tintas... Se conseguirmos, pelo menos, não dar mais peso do que já tem, o caminho pode ser menos árduo, menos conturbado - a depender do caso - e, abre-se para mais chances de elucidação. Afinal, eu, o que quero, é resolver O problema, não criar outro... Muita gente se permite, com extrema facilidade, apenas se apegar à polêmica, ao lado negativo da situação e "joga lenha na fogueira", em vez de se dar o esforço e o trabalho de apagar o fogo, para evitar um incêndio, evitar uma catástrofe. Mania de querer destruir tudo, em vez de ver a melhor maneira de se resolver!

TERCEIRO, que também vem juntinho com o primeiro e com o segundo, é RESPIRAR. Se permitir respirar, oxigenar o cérebro, organizar as idéias, apaziguar o coração velho de luta e a mente, através da mensagem SINCERA e HONESTA de tudo está bem, de que tudo passa e de que tudo tem solução - ou, vai se resolver.

Nesse caminho, ou esforço, para a tranquilidade, através da racionalidade - lembrar que é ser pensante faz bem - podemos chegar ao QUARTO passo, que, na verdade, pode ser o primeiro - imagino que esteja confuso... risos - RESOLVER. Na verdade, na verdade, tudo isso, cada passo, é só para lembrar que um problema precisa de solução, não criar outro e dar-lhe o nome como sinônimo de solução... Pois bem, sem afobação, sem pressa, sem raiva, sem orgulho inflamado, sem ego, sem pressão do "mal", com a cabeça arejada, calma e serena, sim, é mais viável se tomar uma decisão mais próxima do que insistimos em definir como CERTA - ai, como adoramos rótulos e julgamentos... tudo tem que ser CERTO ou ERRADO... e o que não é nem um, nem outro? O que apenas é bom para mim? Para nós?

Em verdade, em verdade, nunca saberemos, com 100% de "acerto" e sem margem de erros, se nossa decisão foi "A" certa, apenas podemos saber e nos conscientizar de que, seguindo os passos sugeridos, aqui neste post, que tomamo "A" melhor decisão que pudemos tomar. Tanto que o nome já diz DECISÃO, ou seja, escolher que caminho seguir... Escolher UMA e APENAS UMA solução. E aí, seja qual for a escolha, tudo muda e nada é garantia de suesso pleno e alegria para todos os lados. Importante é lembrar de que cada lado é responsável por si e, minhas escolhas, baseadas nos quatro passos que estou seguindo à risca, só querem ter uma mínima segurança de que tentei muitos caminhos, antes de bater o martelo de FICO ou SIGO. Não me baseio, nem devo, em como o outro deve agir. Mas, dentro de uma relação conjugal, que é o meu caso, o NÓS precisa ser muito bem harmonizado com os EUs, ou, melhor, com CADA EU. Existe uma teia que nos deixamos enredar e, aí, tudo nas relações humanas acabam sendo complexas, porque CADA EU neste mundão de meu Deus é um ser complexo... é da condição humana. Não adianta minimizar, mas, também, não precisamos perder o foco e partir para a "ignorância". Sejamos racionais. Deixar de ser complexo é muito simples, cada um de nós sabe o que é preciso, mas, não é nem um pouquinho fácil, é tarefa dolorosa e sangrenta.

O importante e o que quero, primeiro me dizer e, depois, compartilhar aqui, é que: HÁ TEMPO PARA TUDO. Decisões preciptadas são decisões fora do tempo real da solução. Para tudo a busca pela paz, pela verdade real, aquela que não tem a intensão de magoar, machucar ou pisar em alguém, mas, apenas de defender o direito de cada um ser feliz! Decisões precisam ser tomadas, principalmente, diante de tensões e crises. A diferença significativa é a base para tomada dessas decisões. Um impulso positivo é necessário, para dar o start. Mas, é aquela história, saber escutar o coração só é possível quando calamos a boca do pensamento e deixamos a neutralidade agir, para isso, só teoria e frases feitas não são suficientes, é preciso agir com prudência e sabedoria e, para tanto, só com CONSCIÊNCIA REAL. É muito comum a gente estabelecer uma "consciência ideal", onde acreditamos piamente que somos como pensamos e falamos incessantemente que somos assim para que acreditemos e para que nos vejam daquela maneira... Uma consciência real não exige grandes manifestações, é mais comedida e centrada, porque não é a manifestação de nossa carência, nem uma criação ilusória do ego... Em qual nível me encontro? No mais comum: o da "consciência" ideal... Ainda tento manipular minha imagem, assim como a maioria das pessoas. Você acha o quê? É por isso que escrevo tanto, para me ver de frente e ver o quanto ainda tenho para colocar em prática. Engraçado é que conheço uma gama de gente que me "ensina" tanta coisa, de suas lições de vida, que não passam de teroia de de apenas: eu li num livro... Para tudo o equilíbrio: ler, conversar, interagir, ouvir, pensar... agir. Mas, este último ponto é pauta para um próximo post, que, agora, está sob forte tendência de falar para uma pessoa, que ela não é como diz ser e que suas atitudes contraditórias são cansativas... por isso, evito contato frequente e me mantenho na distância saudável. Isso tudo porque eu estou no mesmo nível humano dela, e, preciso descobrir em mim, o que tanto me incomoda nela...

Bom, depois de todo tempo de esforço, o incômodo continuar, chega uma hora que a melhor decisão é qualquer uma, desde que saia da inércia, depois, entra no enfrentamento e guarde forças para o trabalho de reconstrução posterior. Paciência é uma virtude trabalhosa. Não é como a tolerância que não passa de desculpa para estourar... A tolerância, como a usamos, é muito parecida com uma mola sendo pressionada para fechar... Uma hora ela vai querer voltar ao estado natural, e aí?!

O ideal é se dedicar ao presente e ir resolvendo o máximo de coisa aqui e agora. Fecha as portas para o que passou e deixa a do futuro aberta, sempre. Segue seu rumo em paz e, se a(s) outra(s) parte(s) envolvida(s) que se encarregue de si e de se resolver consigo. Eu não posso mudar o outrooooo!!!

É muito melhor tomar uma decisão em condições de calmaria do que em clima de turbulência. Se tem um conselho que me dou é: manter-me no centro do furacão, até saber como agir e para onde ir. Ao mesmo tempo, o tempo vai passando e os fatores externos vão perdendo força e intensidade. Mas, não é deixando o tempo correr solto, é crescendo dentro da dificuldade. Porque, assim como tudo passa, o que não foi bem resolvido, volta, de um jeito ou de outro... Há que se trabalhar.

Se o que gera o problema foi uma decisão preciptada, ao menos, para a solução, permita-se acertar com calma e cuidado. Às vezes, para resolver um problema, precisamos sair dele... Para isso, precisamos identificar se ele é o problema real... Ou, afastar-se para ter o ambiente saudável para refletir. Mas, precisamos, estar com os corações mais abertos.

E aí, estamos afim de

DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO?

Sim ou não? Só temos duas escolhas! - risos.

Agora, tenho que tomar a decisão de parar por aqui...

Beijos,

Pat Lins.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

ATÉ ONDE VAI A MALDADE HUMANA? - caso Eliza Samudio / Bruno

Imagino quem não esteja sentindo-se incomodado e sofrendo por tanta maldade que parece ter "dominado" o nosso mundo!

Sei que a imprensa precisa de audiência para "sobreviver", mas, a massificação e a repetição intermitente da mesma informação provoca uma propagação do medo, do terror, do pânico e alimenta a maldade, incentiva a revolta e não dá espaço para lembrarmos de que outras coisas acontecem em outros lugares e, nem todas, são só miséria. O papel da imprensa é publicisar. É levar informação e, com isso, estimular a cobrança em toda população. Conhecendo, a gente pode exigir justiça e direitos - quando vem ao caso. Mas, em casos de assassinatos frios e mórbidos, importante levar ao conhecimento público, sim, para que quem vivenciar algo semelhante crie coragem e procure os órgãos competentes. Mas, repetir incessantemente é sensacionalismo e a gente não precisa mais disso!

De lição fica o alerta geral de que o dinheiro mata, quando é mal utilizado. A falta de dinheiro mata, pela miséria, e o excesso de dinheiro paga para matar, por miséria. Fica a pergunta no ar: ERA NECESSÁRIO? Levar uma pessoa a morte é necessário? Uma pessoa morreu, aliás, foi assassinada, de maneira cruel e desumana... sou incapaz de imaginar o sofrimento da criatura e o deleite de quem comenteu. Sim, porque a provável "sensação" de "dever cumprido" e/ou "problema resolvido" deve gerar um mórbido prazer nos praticantes do crime. Se os "mandantes", a começar pelo ex-promissor-goleiro Bruno, já são cruéis pelo motivo banal - ou, por pior que fosse a causa, imagine quem não tinha relação alguma com a situação e aceita ser "contratado" com a finalidade de terminar o crime de maneira que nem em filmes de terror a gente vê... só Hannibal seria capaz de tal atrocidade... A psicopatia é um distúrbio de caráter sério. Dizem que os psicopatas são tão inteligentes e frios que cometem os crimes na esperança de que alguém tão inteligente e "não-psicopata" - ou seja, um ser humano - possa descobrí-lo e para-lo. Será? A compulsão os levam a fazer tudo por sadismo e sem culpa. E, sem ofender os loucos, isso é loucura!


Quando Bruno foi "para a cama" com a Eliza, sem prevenção, sabia que havia o "risco" da gravidez... ou, na santa incocência que o fogo do tesão desperta, a ignorância se estabelece? Essa reflexão vale para todos! Em pleno século XXI, descuidar não é desculpa. Ambos se descuidaram e uma criança foi gerada. Sim, dever dos dois assumirem a cria e estabelecer uma maneira de educar a criança da melhor maneira: se não eram um casal, cada um assume seu papel. Se ele não queria ser pai presente, que assim estivesse através da manutenção financeiro-material. Mas, premeditar um homicídio é frieza demais!

Existe um fio finíssimo, tênue e que é a divisa entre o desastre a a retomada do juízo que se trata de milésimos de sgundos onde todos somos capazes de pensar em algo terrível mas, essa linha nos dá a oportunidade de recorrermos à consciência e em vez de rompermos essa linha, a gente continua do caminho onde seguíamos, como sonhos, expectativas e ajustes no caminho. Essa linha é a voz da razão que diz: seguir por aí é um caminho sem volta. Isso vale para quem já tentou suicídio; quem é pego de surpresa e no susto pensa em reagir; quem está possesso pelo ódio e pensa em matar... Isso está em todo ser humano, cada um em uma escala. Vale, inclusive, para discussões que perdem a medida e tomam proporções infundadas, onde se estabelece a barreira do não esclarecimento e portas são fechadas por meras banalidades. Mas, essa linha, apesar de fina e tênue é forte, romper com ela é resultado de muita maldade e falta de amor no coração. Total desapego negativo, com consequências gravíssimas! Ao romper essa linha limítrofe, tudo desaba e o que se pensava ser a solução do problema, torna-se um problema infinitamente maior e indissolúvel! No caso Eliza Samudio, não foi ela apenas a vítma... ela foi a vítma fatal e cruelmente assassinada, mas, o filho dos dois, será marcado para sempre. Não existe coisa pior para uma pessoa do que viver aprisionada numa marca! Suas referências primárias distorcidas e conturbadas. A educação dessa criança - não me refiro a educação formal, mas, educação de valores, de amor, cuidado, zelo... - precisará ser redobrada em amor, carinhos e repetições sinceras de atitudes que fortaleçam-no e lembrem-no de que ele não é responsável por nada do que aconteceu. Oh, Deus, abraça esse pequeno filho e o protege da maldade humana que destruiu sua vida em pleno começo! Fora a própria vida dos envolvidos: acabou! Depois de rompido o fio, passado e presente se tornam o mesmo terror diário, como se o mesmo dia fosse repetido e o futuro, infelizmente, se torna futuro do pretérito, onde tudo poderia ter sido diferente.

Até onde vai a maldade humana? E, nessas horas, podemos ver que a maldade está tão legitimada - aceita - que nós nem percebemos a nossa maldade em desejar o mal para os envolvidos no crime. Por mais que minha razão me diga que desejar o "mal" é propagar o "mal", minhas emoções me traem e desejo que eles paguem na mesma moeda... Isso reflete que há muito mais maldade em cada um de nós do que sequer temos consciência. Dentro de mim algo se contorce e me impede de desejar que eles paguem da mesma maneira. Algo em mim ficou tão triste e desencantado que, para resgatar a esperança no ser humano, precisei elaborar, em mim, pensamentos melhores em um bom combate ao mal, desejar que eles sejam punidos, sim, e, se prisão é o que a justiça determina - mas, que não recupera o humanismo, talvez, diante das situações precárias de nossos presídios, ainda se agrave a maldade, a revolta e a raiva, que eles sejam presos. Mas, eu, desejo, do fundo do meu coração que eles se arrependam. Pode parecer pueril e ingênuo de minha parte, mas, o arrependimento será a pior prisão que eles terão. Conviver com a eterna culpa. E, desejo, que o mundo se liberte de tanto terror! Chega! Chega de tanta maldade! Chega de tanto jogo de interesse. Chegaaaa! Será que somos tão incapazes de superar a maldade em todas as suas derivações? Desde as "pequenas", onde desejamos os piores castigos como forma de "correção" até as megas, que culminam nos crimes e destruições.


Infelizmente, não consigo pensar em coisas boas. Sinal de que minha maldade em umas de suas facetas está ativada, na forma de revolta e angústia e desejo de "vingança", em vez de desejar que a paz seja encontrada. Desejo paz e muito amor para o bebê. Quero desejar que os envolvidos encontrem algo de humano dentro deles, mas, ainda me deixo influenciar pela massificação das reportagens e isso alimenta minha tristeza e dor em  ver que seres humanos são tão monstruosos. Só Deus para estabelecer a ordem nesse caos e cuidar de cada um dos envolvidos, porque, olhando com bons olhos, todos são vítmas. Os algozes têm alguma razão para serem como são. Tanta maldade, tanta frieza é reflexo de uma reação a falta de amor próprio. Muita infelicidade acumulada. E toda essa infelicidade deve ser insuportável, para fazer tanto mal a alguém.

Só Deus, mesmo! Que muita Paz e Amor envolvam toda a Terra e que os valores humanos sejam recobrados. Que cada um de nós pare de julgar os outros e cada um se julgue e se abra para um grau de consciência libertadora e edificante, pelo amor a si e ao próximo! Hora de resgatar a esperança. De recobrarmos a lembrança de que somos GENTE. De ultrapassarmos a barreira do materialismo e nos permitirmos ser melhores. Nos falta mais amor nos corações. Nos falta aceitarmo nossa condição humana e nos falta respeito! Nossas sombras - todos temos - precisam de luz! Hora de nos iluminarmos sincera e honestamente! Se tem algo que precisa ser libertado, é o AMOR! Hora de sermos mais gente e dar um fim em tanta atrocidade!

Hora de nos movimentarmos a cada instante com pequenas mudanças em nós e levarmos adiante o movimento e a atitude de DEIXARMOS UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO!!!

Até onde vai a maldade humana dentro e fora de cada um de nós? Hora de alimentarmos o amor em cada um de nós. Vamos nos permitir dar a volta e salvarmos nossa espécie - que está sendo dizimada pela dor e pelo terror da desumanidade desmedida e descabida.





Pat Lins.

terça-feira, 29 de junho de 2010

SÃO AS BESTEIRAS QUE DESTROEM O MUNDO

Pois é, são as menores besteiras que destroem o mundo, abalam relações - não digo destruir, porque em se tratando de relações humanas, tudo é possível... -, desencadeiam grandes problemas e causam uma polêmica sem sentido.

Infelizmente, uma coisa é certa, se te provocarem, não reajam. Ser superior é receber a cutucada, dizer "ai" e depois, "sorrir", nem que seja um sorriso amargo de quem engoliu um sapo gigante. Que pena, eu não sou superior, nem perfeita. Sou humana, gente e tão errada e certa quanto qualquer outra pessoa, inclusive, as pessoas que me provocam por bobagem.

Mas, quem é mais errado: quem provoca ou quem reage à provocação? Será que é errado estar certo e apresentar argumentos coerentes? Odeio falsidade e gente intrometida, que acha que sabe mais do que os outros... pior, eu sei, eu também sou assim. Portanto, todos somos os dois lados - ou mais.

Engraçado e curioso é que a maioria das pessoas que não assumem quem são ou se assumem como o umbigo do mundo são as mais vazias e rasas, mas, conseguem tocar no calo dos outros... Ah, já entendi: essas pessoas são tão pequenas que é mais fácil tocar no nosso calo, por estarem abaixo dos nossos pés. Êpa, me coloquei como incapaz de pisar no calo alheio... Ah, pisar é do alto para baixo... Continuo a me colocar acima... Sinal de que não assumo minha parte do erro, também...

Outro fato certo é que, mesmo sendo de uma baixeza, radicalismo irracional e seres beirando a "acefalia", são gente e também têm seu lado bom, suas utilidades e, como todo ser humano, tem sua missão aqui na Terra. Ninguém é tão inutil que não tem sua utilidade, não é verdade?! É, estou muito ácida... Não era o ph que pensei em escrever, mas, por enquanto, é necessário, trata-se de um desabafo.

Se uma besteira é capaz de desencadear uma guerra nuclear e destruir cidades, imagine uma explosão familiar? Um abalo de egos abalados... Ai, coisa chata, uma dos lados da história nem sabe que tem ego, ou, o que vem a ser ego... Uma besteira em família é uma catástrofe. Toca nos lugares errados, sempre, porque as verdades não são suportadas. Um "não" nunca é bem aceito se não houver uma desculpa, em vez de justificativa franca. Um "tchau, já tô indo" pode ser um incômodo para quem recebe. Mas, veja só, por que é tão difícil alguém aceitar a posição do outro, respeitar um pedido de: "me deixa quieta, porque eu não tô legal"?! Por que as pessoas querem sempre ter razão, mesmo se contradizendo?

Tantos "por quês" que, creio eu, não exista um único "porque" como resposta. Se tem uma coisa que não suporto é mente pequena e que se acha o máximo... Odeio quem fala por trás e muito mais quem se mete onde não deve de maneira tão pequena. Por exemplo, como alguém pode sugerir algo se nunca viveu? Um pouco mais clara: como alguém pode sugerir como educar um filho se não educa o seu? No mínimo é HIPOCRISIA, associada a uma superdosagem de ARROGÂNCIA e falta de "setocômetro"...

O que causa um engarrafamento? Vários fatores. O que aumenta o desgaste num engarrafamento? A estupidez dos que acham que sua necessidade é maior do que a do outro. Desrespeito. Essa é a questão. Não, não o engarrafamento, foi só uma metáfora boba. O problema das relações humana é a mania de querer que seu carro passa a frente dos outros, porque se acha um motorista melhor: desrespeito... Detalhe, isso não vai mudar: sempre haverá quem se ache "O(A)" bom/boa, por chegar lá na frente, cortando e comentendo inúmeras imprudências e sem acidentes por conta da prudência do outro - viu, os superiores evitam as besteriras, sempre, por conta de sabedoria... - e ainda rir e dizer: "Cadê? Cadê a causa do engarrafamento? É mania de um ficar atrás do outro que para o trânsito..." - o fato dos imprudentes atrapalharem não conta, né?! Não, lógico que não, eles estão sempre com razão... E com a estupidez e cegueira, também... Sempre haverá aquele que fica estressado por ver a injustiça sendo feita e ter que se proteger, porque se protegendo ainda corre risco... Mas, respeita a ordem, porque sim, se todos respeitassem a organização, tudo fluiria melhor... E existem aqueles que optam por não se estressar, mantém a defesa erguida e focam em algo mais produtivo... estes são os superiores, sábio e sensatos. Eu? Sou a estressada que xinga e brada, mas, depois cai na real de que os imprudentes não vão "se tocar" só porque eu estou me defendendo... Esses tipos sempre existirão. Os superiores, continuarão superiores. Os inferiores/infratores, podem, quem sabe um dia, crescerem e evoluírem, mas, enquanto não se permitem ter consciência, têm a enorme capacidade de regredir e regredir sempre e cada vez mais... E os intermediários precisam escolher se evoluem ou "involuem"... É para isso meu desabafo, para que eu aprenda, apreenda e internalize que ninguém vai mudar por minha causa... que eu não posso mudar a maneira do outro pensar. Eu só posso mudar a mim e a meus pensamentos e atitudes. Preciso aprender com os sábios a ter mais resistência. Aliás, não é questão de resistência, isso, os cínicos e pirracentos têm... E essa característica que os capacitam a dissimulação e capacidade de inverterem o jogo a seu favor, se fazendo de vítma... Mas, engraçado é que a inteligência desses seres se limita a abrir a boca, bradar e cair fora, por não sustentarem o feed back. Apenas os sábios têm a capacidade de "matar" uma atitude cínica e pequena... não por intenção, mas, por "não reação", por "não recepção" do afronte, por estarem além da provocação, por não se envolverem... aí, os pirracentos cortam os próprios pulsos, numa atitude desesperada de não conseguirem o alimento para suas mentes doentes e vazias.


Não, não estou com raiva... estou com ódio! Pior, sei que isso faz mal a mim mesma... Ainda sou intermediária e, por assim ser, ainda tenho o pé no plano inferior das pessoas que sofrem por besteiras. Ops! São as besteiras que destroem o mundo. Coisas pequenas passam a ser coisas sérias, quando explodem em locais e ocasiões inadequados para os intermediários - porque explodem - e terreno fértil para os inferiores, porque detonam a bomba e saem debaixo com expressões de vitória e frases incendiárias do tipo: "deixa, deixa falar... ele (a) está certo... Ele(a) não diz que está certo?! Então, deixa lá. Deixa!" ou, quando não suportam e nem admitem que provocaram, repetem a frase celébre e infantil: "Eu não quero ouvir mais nada. Você não diz que está certo(a)?! Eu não estou ouvindo nada. Pode falar sozinho(a)..." .

Não, não é nada bom ser pavio curto. Não é fácil segurar a onda, mesmo se esforçando. E estar diante de pessoas dessa estirpe no momento em que você não precisa faz toda diferença para a gente ver que precisa se cuidar ainda mais. Loucos? São as duas partes: uma por provocar, demonstrando toda sua infelicidade e necessidade de tentar expor o outro e a outra parte por explodir, consciente de que o outro está provocando. Mas, peraí, não é fácil segurar a onda, principalmente, quando você tem o hálibi de ter advertido que não estava bem e, na sequência, de não estar fazendo nada além de ficar sem seu canto e seguindo seu caminho, sem cruzar com o de ninguém. Mas, para essas pessoas isso não é suficiente. Você apenas seguir seu caminho, por si só, é provocação, por não haver atrito... então, eles causam o atrito e você cai na armadilha. Diante da pressão, ainda se culpa por ter cedido à tentação e baixado o nível. Sinal de que algum complexo foi ativado.


Para subir de nível, se elevar um pouquinho, necessário se superar e descobrir o que há por trás da provocação que tanto te perturba. Esse agora é meu foco: descobrir por que derrapei na pista com óleo se tinha o ângulo privilegiado do bom senso e poderia ter me poupado? Parece que tudo dependia de mim... Mas, sim, dependia. Se eu tinha consciência do desnível entre as partes, poderia ter me mantido no meu e não ter descido e sucumbido à provocação, ou provocações... Não, não estou me punindo, mas, me alertando para mim mesma - ficou feia a redundância, hein?! Sim, terei a capacidade de superar, pelo mesmo bom senso que recusei escutar. Não, não posso mudar as outras cabeças, nem as outras que nem estavam lá e tomaram partido... Para isso, paciência... Paciência que não tenho, mas, paciência... terei que ter! Não vou dizer: "Eles se danem"... Infelizmente, esse mal estar me incomoda... Não gosto da sensação de pisar em ovos e ter cuidado com o campo minado, mas, os holofotes dos melindres e mentes limitadas criaram esse ambiente. Chato é que outras pessoas presenciaram as ceninhas ridículas e bestas. Outro complexo ativado, a preocupação com "o que os outros vão pensar"... Bullshit! Algumas pessoas em minha defesa; outras em defesa da outra parte; outros imparciais - certíssimos; outro aumentando o que já está ruim... esse é o perigo: mentes vazias e bocas cheias e nervosas para propagar a fofoca a falar mal das duas partes... Tem de tudo nessa feira chamada família! Sei o jeito de cada um e, por isso, sei o que deve estar rolando nos bastidores, porque quem não tem ocupação e nem se dá a oportunidade de construir algo útil, exercita a língua solta e a fofoquinha banalizada. Espero estar errada, mas, pouco provável...

Ao menos, minha ocupação é em superar, não alimentar todo erro com indiretas e joguinhos, muito menos com pensamento vingativos de aguardar o mundo dar voltas e esperar que a outra parte precise de ajuda...

Ai, hora de elaborar e me libertar desses pensamento amargos, ácidos e destrutivos. Consciência eu tenho de que não partiu de mim. Consciência eu tenho de que aceitei a provocação. Consciência eu tenho de que poderia ter evitado aquele furdunço dos infernos. Mas, já foi. Preciso deixar passar e andar para frente. Tocar o barco e ver no que vai dar... Que pena, não sou perfeita! Engana-se quem acha que ser adulto é ser maduro... maturidade é algo a ser construído através de bom caráter e bom senso... justiça - não interesse próprio, ou mania de se achar o(a) dono(a) da razão... -, equilíbrio - não cinismo -, sabedoria - não "esperteza" -, respeito - a todos, mas, respeita ao outro, apenas, quem se respeita como pessoa... Maturidade é algo que não evolue com a idade, mas, com aprendizado e pondo em prática esse aprendizado, através de coerência entre o que fala, o que pensa, o que sente e o que faz. Maturidade é algo que a maioria esmagadora dos seres humanos alegam ter sem, sequer, saberem a verdadeira definição de MATURIDADE. A maioria de nós, no máximo, envelhece, engrossa a voz, os cabelos ficam brancos, trabalhamos, dirigimos, colocamos filhos no mundo...e tudo isso sem a menor ocupação e compromisso com a responsabilidades em DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO! Perpetuamos a arrogância, a estupidez e pensamentos chinfrins. Passamos valores questionáveis com ar de superioridade e estabelecemos como padrão hábitos nada saudáveis e relações interpessoais baseadas em farsas, invenções, mentiras, enganos... nóias que criamos, desencadeamos e empurramos para frente. Eu penso que a gente pode ser melhor. Eu quero ser melhor. Hoje, o meu melhor é admitir que errei e ficar alerta. Não com receio do próximo ataque, isso é bobagem, besteira e pode destruir meu mundo... Ficar alerta para mim mesma e minhas limitações e dificuldades e para as intempéries naturais ou criadas... Afinal, somos resultado de tantos fatores... micros e macros ambientes... características pessoais, interferências externas e internas... tanta coisa para avaliar... Não apenas por essa catástrofe... A outra parte também tem lá suas interferências, características, dificuldades, desgostos, vontades, problemas, medos... e isso tudo é que os fez agirem como agiram, sem escutar os alertas claros, do mesmo jeito que meu misto de tudo em mim me fez agir como agi, em vez de não entrar no descarregar de energia acumulada e mal canalizada dos outros, mesmo que tenham direcionado em mim, através de provocações e falações pelas costas, como se fossem os donos da verdade e as vítmas das circunstâncias. Pobre de nós, oh, seres humanos!


Bullshit, shit! - kkkkkkkkkkkkkkkkk

Ah, moral da história: os seres evoluídos não perdem tempo com besteiras... investem cada segundo de sua vida para construir algo melhor, afinal, são as besteiras que destroem o mundo!!! Eh, um dia, chego lá e evoluo. Ao menos, sei que estou em busca...







Pat Lins

segunda-feira, 21 de junho de 2010

SOLUÇÃO DE PROBLEMAS


Se você tema solução para os problemas de todo mundo, comece resolvendo os seus.

Já percebeu que a maioria de nós, mal conseguimos dar conta da demanda de problemas de nossas vidas e, ainda, "perdemos" tempo "dando pitaco" na vida dos outros? Quantas vezes nos pegamos sugerindo "soluções" - na verdade, a gente mais gera polêmica e reforça o problema do que elucida - para os outros e nos descabelamos por não conseguir focar nos nossos? Pior, quantas vezes nem percebemos que temos um problema? Fora os que têm e deixam, alegando que "as coisas se resolvem" ou "tudo tem solução", nem que seja alguém resolver por você.

Por que a gente cria tantos problemas? Parece que isso nos alimenta. Parece que dá "status" estar cheio de problemas e estressado... Por que é tão complexo desejarmos, de fato, e nos empenharmos em SOLUÇÃO? Repetir o problema milhões de vezes não traz solução, só aumenta e vira uma bola de neve... sai debaixo!

O que é "normal", "certo", "errado", "culpado", "vítma", "algoz"...? Cada um de nós é tudo isso o tempo todo. Somos dualidades, contraditórios, inexatos... A ciência responde muito, mas, segue uma escala, um formato, um rigor... A abstração libera demais... O que vem a ser o meio termo, o ponto de equilíbrio, a serenidade? Quanto mais aceitarmos e assumirmos que não temos resposta para tudo, nem solução "certa" para todos os problemas, talvez, quem sabe, a gente se aproxime mais da gente mesmo e a humildade - a de verdade, não essa de fachada que a gente se acostumou a "conceituar" como humildade... - seja a solução para tudo. Sabe, tipo uma chave-mestra?! Pois é, quanto menos permitirmos que orgulho, estresse, vaidade, "desejos" - aquilo que a gente quer, porque quer, que aconteça/seja, forçando a barra, só para satisfazer um capricho... -, ambição, arrogância, cretinice, idiotisse, "cabeça-durisse" dominem nossas escolhas, mais propensos a solução acertada estaremos.
  
Muitas vezes, a gente é tão cruel, que permite que nossas mazelas e auto-desconhecimento beirem a inconveniência e a gente acaba, em vez de ajudar o outro, acabamos aumentando o problema e, muitas vezes, criando um que nem existia... Me recordo quando estava grávida e, durante a escovação dos meus "cabelitchos" - risos - o cabeleireiro - uma criatura de outro mundo, viu?! Uma figuraça! - me perguntou: "você só vai ter esse?" Eu respondi que até ali, sim... que já imaginava a dificuldade de dar uma boa estrutura material para um, imagine para dois - é importante definirmos nossos pensamentos... a gente tem mania de falar: "dar uma qualidade de vida boa para meu filho" sem saber o que isso quer dizer... - e ele me saiu com um conselho "brilhante" - risos: "ah, um filho só?!" Eu pensei que ele ia dar aquele conselho chavão que a maioria das pessoas a-do-ram dar - inclusive eu... risos - de que precisa de um irmão e etc, quando ele continuou - kkkkkk, eu não aguento sequer lembrar, porque foi cômico de tão inusitado e, creio eu, impensado - risos: "minha filha, e se seu filho morrer? Você só vai ter um. Com fulana (falou o nome de uma mulher e não me recordo...risos) foi assim, o filho dela morreu de uma hora para outra e ela ficou sem nenhum. Já não tinha idade para ter mais... taí..." Gente, isso é real? É! Nesse caso deu para dar risada. Mas, em muitos outros, o que seria cômico, pode ser trágico. A gente precisa se policiar na hora de "porpor" soluções e saber se estamos na linha limítrofe entre um bom conselho, uma idéia pensada e refletida considerando a realidade da pessoa e uma catástrofe.

Fora as "soluções" que não passam de crítica dos "cheios de razão": "ah, você deveria ter feito..."; "eu mesma(o)... humpf! Comigo eu queria ver se seria assim..."; "você é muito besta... deveria ter..."; entre outros tantos clichês que amamos propagar. E piora quando a gente sabe que a pessoa vive o contrário do que propõe... na verdade, fica patético. Quantas vezes somos OS patéticos, sem saber e nos achamos os "bam-bam-bans"?! Olha, quantas vezes a gente arrota saber de tudo, dar solução para tudo, critica a tudo e a todos... e tudo que falamos volta contra cada palavra dita?! Outro exemplo bem prático é quando nos deparamos com uma criança - até adulto, mesmo - doente... "baixa" o médico experiente na gente e todos os aparelhos de raio X, ressonância... estão em nossos olhos, em nosso tato, já reparou? Ou, pajé, curandeiro... Sempre sabemos de um caso - falo isso me incluindo em cada situação... eu também hajo assim... - de alguém que passou por algo parecido e "curou" tomando... Receitamos remédios, chás, misturas... Um creme para hemorróida cura até queda de cabelo... Fora que se você vai - ou leva - a determinado médico/especialista, você sempre leva no lugar errado, porque a pessoa conhece um que é muito melhor, que é mais capacitado... A gente já gosta de se sentir o máximo, já percebeu?! Amamos menosprezar o outro. Tripudiar em cima da dor alheia... Depois, nos achamos "superiores" ou perfeitos e que terapia é só para dondoca ou doente mental, afinal, "não temos problemas"...

Por que agimos como "sabe tudo" o tempo todo? Acho que nossa carência em ter resposta e solução para tudo é tão grande, que nos acomodamos a água até os tornozelos, em vez de mergulharmos fundo... é menos perigoso. Por que somos tão radicais para resolver um problema imediato, propondo soluções que não passamo de um problema maior? Por que é tão difícil sermos solidários, em vez de cheios de razão? Por que, para dar um conselho, nos colocamos como "mestres" e não como parceiros, amigos...? O fato de alguém próximo nos pedir um conselho, uma opinião - e vice-versa - não nos dá o direito de exercermos a crueldade intrínseca de "se achar o rei da cocada preta". É apenas o fato de, às vezes, a pessoa - ou a gente - se perder em meio ao turbilhão de tanta coisa para resolver, que precisa dividir com alguém... alguém como ele(a) que também é limitado, tem seus problemas... mas, que, como cada cabeça é um mundo e cada um de nós tem sua história, seu caminho e, consequentemente, experiência em alguma coisa - nem que seja "coçar o saco" - quem sabe, consegue ajudar a pensar. Por que é tão dicíli a gente seguir essa linha de raciocínio?


A verdadeira solução de probemas é aquela que não causa dor - dor mesmo... aquela que poderia ser evitada e não foi... entretanto, existem algumas dores que são consequência de ingerência da própria vida e nossas escolhas e romper com suas sequelas para curar vai, inevitavelmente, causar dor... mas, a dor para curar uma ferida JÁ  aberta... Não adianta forçar uma solução que não é viável... não é solução, é vácuo! Afinal, não existe um único caminho certo... E NINGUÉM é detentor DA verdade ÚNICA e UNIVERSAL! Portanto, saiba que VOCÊ É HUMANO! Ah, outra coisa interessante: ARMENGUE NÃO É SOLUÇÃO.

COMPREENSÃO, RESPEITO, SOLIDARIEDADE, HUMILDADE, CORAÇÃO ABERTO... isso sim é caminho para a solução ou para ajudarmos a alguém na busca por uma. O que para a gente parece tão óbvio, tão simples - "Isso lá é problema? Problema tenho eu..." -, exagero - que seja - ... pode ser um grande entrave para alguém ou, para aquela pessoa. Ninguém tem a obrigação de escutar os problemas dos outros - principalmente, se está tão atolado com os próprios - e, nessas horas, dizer "não" é dizer "sim" - "sim" para o bom senso e para a sinceridade onde: "Olha, eu não estou a melhor das pessoas para te ajudar..." e, a pessoa, também, não tem o direito de ficar aborrecido (a). Às vezes é assim mesmo, a gente se nega a "abrir o jogo" e acaba criando uma situação naufrágio duplo... Nosso problemas não podem, nem devem, ser maiores do que o RESPEITO a si e ao outro. A verdade não é para magoar, nem para diminuir ninguém, é para explicar que nós, também, somos humanos e temos nossos limites. Isso eu digo por experiência. Daí, preciso voltar à época das crises da DPP, onde algumas pessoas queriam ser "solidárias", sem estar, propriamente ditas, "solidárias", por conta de seus próprios cansaços e problemas, mas, o medo de parecer "não ser solidária (o)" - até acredito que com sincera vontade de ajudar - acaba atrapalhando. Por isso que a frase/lema "MUITO AJUDA QUEM NÃO ATRAPALHA" deveria ser um grito de guerra a todo instante, antes de nos lançarmos ao papel de bravo guerreiro... Dar apoio não tem nada a ver com coragem para guerra... só se for em meio a uma... Dar apoio é estar, no mínimo, com o emocional em ordem ou consciente da desordem... Nunca seremos 100% equilibrados emocionalmente... quem alegar que é já demonstra desequilíbrio: cegueira. Mas, quando estamos com o emocional claramente abalado, cansados com seja lá o que for..., significa que não estamos preparados para apoiar e sim, precisando de apoio e se fazer valer da honestidade é capaz de evitar o afundamento coletivo. Mas, sim, durante as crises, algumas pessoas se "achavam" capazes de me ajudar, mesmo diante de meu argumento que não dava certo e estava me machucando mais... Por que temos essa necessidade de "não darmos o braço a torcer" e admitirmos, para nós mesmos, que é verdade, nem sempre podemos ser o ombro amigo, porque, também estamos passando por uma fase difícil e precisamos de um... Não, não é comparando "meu problema é maior e pior do que o seu", trata-se, apenas, de assumir que TAMBÉM tem problemas e que eles explodiram e não estamos sabendo como lidar... Para isso, precisamos ser justos e honestos conosco, antes de tudo. Ignorar ou não admitir que é como é ou está como está além de não ajudar, atrapalha... Não é fácil lidarmos conosco, imagina com o outro? Mas, dar um abraço amigo, mesmo que não possa fazer mais do que isso, já é de grande apoio e de uma força magnífica. A gente só pode se doar até onde e como pode. Ninguém, nem nós mesmos, podemos exigir de nós mesmo ou do outro, mais do que pode ser dado. Nenhum de nós está na cabeça do outro para saber o grau de seu sofrimento. Isso é individual. Para mim pode se tatar de uma bobagem o seu problema, porque já passei por coisas piores... mas, essas coisas piores podem ser bobagem para você. Não existe só um lado. Nem só o meu. Nem só o seu.



Não podemos negar que JUNTOS, PODEMOS MAIS! Mas, JUNTOS = entregues e guiados pela abertura, pelo senso de companheirismo, pela verdade que elucida e explica, pela sinceridade - a de fato, oposta ao sincericídio -, pela honestidade nas ações e pensamentos, pela compreensão, pela solidariedade, pelo RESPEITO e pelo AMOR - não, não apenas o amor romântico, o amor como sentimento pleno e que justifica a essência da bondade e seus bons frutos. Um apoiando o outro, igual a dois bêbados que vi há alguns anos - apoiados, ombro a ombro, um mais bêbado que o outro, mas, se escoravam neles mesmo e ali, se equilibravam no diálogo repetitivo de: "Eu te levo para casa" e o outro "não, eu que te levo"... e, lá eles iam, pela rua, dobraram a esquina, abraçados, amigos, SOLIDÁRIOS e, mesmo dentro da falta de "lucidez" e total embriaguez, UNIDOS e SINCEROS, entregues ao objetivo de chegarem em casa - risos. Foi uma cena "podre", mas, de uma lição incrível! Eles não caíram, porque se amparavam e se equilibravam em seus desequilíbrios...

Se a gente aprender a se conhecer mais, mais aceitamos e aprendemos o que quer dizer: "ama ao próximo como a ti mesmo" e, com certeza, muitos problemas encontrarão a solução certa! Falta muito da gente em nós mesmos, já percebeu?!

E, assim, quem sabe, a gente se entregue ao propósito de DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO!!!

Pat Lins.



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