sexta-feira, 9 de novembro de 2012

AMIGOS REAIS EM REDE


Gente... se nem os órgãos públicos conseguem falar uma linguagem única e orientar bem a população, quem cuida do povo? 

Meus amigos estão tentando montar esse quebra-cabeça e responder essa pergunta resolvendo esse problema urgente. Como me disse bem, tia Jaíra - me lembro bem - "mais vale um amigo na praça do que dinheiro no bolso!". Mesmo que se precise direta ou indiretamente desse dinheiro. Geralmente, temos a sensação de que as Secretarias de Saúde "dão" os remédios. Não é! Eles compram esse medicamentos com verba pública e repassam para o cidadão que não tem condições para comprar. O mais interessante: cada dose desse medicamento, para minha tia, por exemplo, custa algo em torno de R$ 12 mil. Ver o que pagamos em impostos voltando, nesses casos, nos dará até certo alívio - ainda que saibamos que a maioria do  que pagamos e que é muito gerando muito mais, vai para onde não deve. Então, esse medicamento não se trata de um favor, trata-se de compra com verba oriunda do povo para o povo!

Minha tia está fazendo o tratamento pelo SUS desde novembro/dezembro de 2011. Ela, em 2010, fez uma mamografia - como de costume e procedimento anual para mulheres com mais de 40 anos - e o médico afirmou estar tudo bem. Em 2011, ao fazer a nova e levar a do ano anterior, constata que estavam lá os primeiros indícios de um câncer de mama. Lamentamos e compreendemos a falha médica e humana, apesar da raiva e indignação. Mas, tempo passado é tempo posto e começamos a movimentar o que fazer dali para frente. Foram seguidas as orientações da médica e começou o tratamento quimioterápico rapidinho. Apesar de não ter completado 1 ano, nos parece uma eternidade, depois de tanta coisa vivida, sofrida e superada. Depois, após diminuído o inchaço, marcou-se a cirurgia de extração da mama - possivelmente, as duas, mas, diante dos exames, apenas um fora retirada; e, após 1 ano e 8 meses, será feita a avaliação para reconstrução, pelo próprio SUS. Cabelo caiu, força surge para lutar, mesmo entre desânimos constantes - a vida dela é dura... - e em meio a todo o problema, ela se segura bem e quer superar. Um ponto positivo e determinante para a cura - que há de se consolidar, com fé em Deus! Afinal, não estamos roubando, nem querendo o que não nos pertence... estamos lutando por uma doença maldita e que pode surgir em qualquer lugar, ainda que se faça acompanhamento periódico, como era o caso dela e, aos mais de 50 anos de idade, se descobre com câncer de mama. Nem toda família, como a minha, que não tinha histórico dessa doença está fora de alcance. Todo mundo é grupo de risco, ou não. Isso está além do além da nossa capacidade de compreensão e entendimento. O que se sabe, ao certo, é que essa doença existe e não é bonitinha nem facilmente administrável. 

Bom, justiça seja feita o Centro de Oncologia Irmã Ludovica, tem prestado um grande serviço, dentro das suas limitações. Todo o tratamento foi feito, cumpridos os prazos, os horários, etc. Houve empenho dos funcionários, da equipe médica. O apoio humano foi fundamental. Os amigos se solidarizam e muita coisa boa envolve a nossa família, nos mostrando o reflexo de sermos quem somos. Receber ajuda, apoio de tanta gente interessada em apenas ajudar é algo maravilhoso. Não tem preço, mesmo. Ela não tem nada material a oferecer e essa é uma grande maneira de se ter certeza que a ajuda é pura e simplesmente por AMOR, por carinho, pode boa vontade.

Terminada a fase da quimio, deu-se o tempo e começaram as sessões de radioterapia. Ela lutou muito e luta, pois, seu problema não começou e terminou aí. Todo mundo tem problemas e os dela já vêm a muito tempo. Não vou entrar em detalhes para não expor a vida dela e, também, não fará diferença. A questão é que há 3 meses, a médica receitou uma medicação caríssima (HERCEPTIN) e informou que o Estado e o Município "dava" para os pacientes. Orientou que desse entrada na Defensoria Pública e deu o endereço. Sei que ela saiu do tratamento "orientada". O pessoal orientou no que sabia e, geralmente, é o caminho que tem dado certo. 3 meses entre idas e vindas e mais a continuidade do tratamento - a radio era diariamente - e cotidiano e tudo mais e nada de retorno, nada de cumprimento de prazo, nada de medicamento. Sempre desculpas e um "aguarde que receberá". Olha, nem todo mundo gosta de ficar atormentando a cabeça de atendente de órgão público e ela, acreditando estar sendo bem orientada esperou. Há dois dias, a médica questionou os inchaços nela e outros problemas e sugeriu que ela corresse atrás do medicamento, para evitar problemas futuros e presentes. Que é de suma importância e urgência que ela tome a dose a cada 21 dias por 1 ano. 

Como agir? O que fazer? Por onde começar? A quem recorrer? Se os próprios órgãos públicos orientaram... onde está o entrave, meu Deus?!

Como alternativa do povão, ou imprensa ou internet. Recorremos ao facebook. Recorremos aos amigos reais na rede virtual, de maneira a conseguir montar esse quebra-cabeça e tomar um rumo, rumo à solução. Passamos o dia inteiro, hoje, como numa conferência - os amigos ajudando em horário de trabalho, em meio às suas ocupações - e contato aqui, contato ali... ainda não desenrolou, mas, já há uma luz inicial. 

Fico irritada com o descaso dos órgãos públicos. E imagino que tudo seja muito bem feito para proteger aqueles lá de cima que ficam com cifras que nem fazemos idéias e que criam um ambiente onde passamos a acreditar que tudo foi feito para nada se resolver, a não ser pelo "jeitinho brasileiro". Não fossem os amigos, não fosse o empenho em querer resolver o que nem lhes compete, o que esperar? Deveríam demitir todo o quadro e começar tudo do zero. Em cada concurso ou contrato deveria ter como pré-requisito: "boa vontade. Capacidade de desenrolar...". Olha, conheci, em meio a essa turbulência, profissional responsável pela compra dos medicamentos e o empenho dela. Ou seja, uma pessoa que resolve tudo e fica presa ao que vem de lá do alto... Essa complicação toda é que não faz sentido. 

Aos amigos, em especial Halison Marques e Angel Marie Marques, meu muito obrigada! Aos demais, que ainda estão se empenhando, orando, divulgando... muito obrigada! Aos que mandam pensamentos positivos: muito obrigada! Tudo isso é válido! Tudo conta. Tudo conspira a favor. Olha, um problema às vezes surge para nos dizer muito mais coisa: receba e veja quanto carinho existe para você! 

Tia, isso é para VOCÊ! Isso é para cada um de nós, seres humanos. Tudo que fazemos de bom vai e vem. Tudo que fazemos de bom, pelo bem, nossa, é capaz de realizar muitos milagres. Esse é um dos mistérios da vida: o milagre acontece quando se há empenho, boa vontade e QIR - quem indique um rumo ou QBO - quem BEM oriente. Fora o QTBV - quem tem boa vontade. 

Graças a Deus, resolvendo. O tempo é algo que passa. E como já disse: passado é tempo posto. Presente é que muda. Ainda estamos sem solução - que seria o remédio em mãos e aplicado nela - mas, com essas ajudas, já começamos a esclarecer e rumo a solução!

Pat Lins.


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