sábado, 13 de março de 2010

LIMITES e LIMITAÇÕES


Um grande desafio para nós, seres humanos, gente, pessoas... é saber a diferença entre LIMITES e LIMITAÇÕES. Qual a diferença real entre eles? Como conceituar - se é que precisa ser conceituado...? Como ultrapassar ou romper...? Tantas perguntas... Tantas respostas... Tanta coisa...


Não queremos ser implacáveis, nem "lerdos"... e, muitas vezes, "perdemos a mão", mas, queremos ser ilimitados. Em quê?


LIMITE, para mim, é o freio equilibrado e necessário para não irmos tão além ou ficar tão aquém... Ou "demarcação" de onde devemos ultrapassar... ou permanecer... Ou seja, nada estabelecido... Lugar almejado por cada um de nós, seja para saber até onde podemos ir, seja para saber por onde podemos começar, ultrapassando-o.


LIMITAÇÕES é o que mais nos impomos, como freios gerados por medos, através de privações sociais; tabus; preconceitos; julgamentos; incompreensões; inflexibilidade; intolerância - as mais diversas; críticas - e quanto mais criticamos, mais nos tornamos vítmas e algozes de nós mesmos... mais tememos que o veneno que destilamos seja auto-injetado ou injetado por quem "envenemamos"; ambição; presunção; orgulho; vaidade...
Um é bom e outro mau? Não necessariamente! Como nós agimos é que determina o que é prejudicial ou não. O que é saudável ou insalubre. Tudo é uma questão de "limite". Tudo é uma questão de não sermos "limitados".


Somos seres ambíguos, divergentes, convergentes, reagentes... somos gente, capazes de aprender, errar para aprender... aprender a como não errar... aprender a como superar um erro e procurar acertar... Precisamos aprender a aprender.
Engraçado que um tio meu, com quem não tenho tanta convivência e por quem não tive muito bem trabalhado o meu afeto, justamente pelas minhas auto-limitações - não digo que ele seja lá uma pessoa "legal", mas, ao menos, é um ser humano, é um "outro" do qual sempre falo, que devemos compreender o outro... ele é um "outro" e merecia a minha compreensão - e me alertou para algo que tanto escrevo aqui: "valorizar pequenas coisas". Valorizo algumas pequenas coisas, mas, uma coisa que estava em minha frente, minhas limitações - geradas pelo meu orgulho, minha vaidade... - não me deixavam ver e, começo a vê-la como uma pequena coisa a ser valorizada: tudo que eu faço tem valor! Ele me disse: "e você, Pat, tem desenvolvido alguma atividade?" Eu, "limitada por minhas limitações" banais, respondi: "que nada. Até preciso caminhar para perder peso. Estou mudando alguns mau hábitos alimentares..." e ele me interrompeu: "você não lê um livro? Estuda?..." Foi quando caiu a ficha! Fico "limitada" ao fato de super valorizar o meu desemprego, a falta de dinheiro e suas "limitações" reais, entre outras coisas e me escondo aí. Não percebo o mais óbvio, mais óbvio do que cada pequena vitória que relato em meus posts/pensamentos. Eu faço coisas que gosto e por não estar onde "queria" e como "queria", não "é" suficiente... ou seja, suficiente, para mim, é me lamentar pelo que não tenho... Foi quando estalei e disse: "é, eu leio. Gosto muito de ler. Leio uma média de mais de 10 livros por ano. O que cair em minha mão, eu leio... e eu escrevo no blog. Poxa, me dá um prazer enorme. Crio coisas..." e ele me disse: "e nada disso levanta sua auto-estima?" POINHONHOIM! - risos - Simples assim! Eu sinto o maior prazer e satisfação em escrever aqui e praticar minha escritoterapia. Desabafo, me leio, me vejo e tento me mudar, para melhor. Eu luto para levantar do meu rabinho - tipo "sento no rabo" para manter a hipocrisia em alta - e vi que me mantenho "ceguinha da silva".


Gente, eu não vejo/via que eu tenho válvulas de escape, sim. Agora, preciso estabelecer a abertura de um processo de conscientização. Uma coisa é assumir, ver, enxergar... outra é internalizar, como mudança mesmo. Não devo me "limitar" a essa condição e só fazer isso, mas, valorizar o "isso" que faço. Cada coisa que faço, até cuidar de meu baby. Valorizar cada vez que supero meu estresse por cuidar dele e da casa full time, agora até que começou a melhorar, porque ele está um turno na escola. "Preciso aceitar a realidade para mudá-la" é o que mais me "falo" aqui, né?! E, por isso, não mudo tanto. Ou melhor, tanto quanto fico "limitada" a idealizar e não respeito mais uma "máxima" minha, para comigo: "preciso viver cada instante. Cada pequena coisa e valorizar. Uma coisa de cada vez..." e por aí vai.


Gente, um parêntese, neste post, ao final, vamos contar as palavras mais repetidas? - risos! Para mim é "limitar" - e suas variações -; "valorizar"; "consciência" - risos.


Pois é, uma pergunta simples, num encontro rápido e me despertou esses questionamentos. Hora de agir! Hora de me permitir! Hora de me aceitar. Inclusive, esse meu tio, me disse, num olhar rápido, uma coisa bem legal: "te falta aceitação"... Olha, a falta de aceitação como é uma "limitação" grave! Hora de dar um limite a essa maneira de agir. Hora de parar aqui e deixar no passado. Graças a Deus, sou humana e o agora é que conta - ao menos, é a minha maneira de ser, hoje em dia, após tanta coisa, algo precisava apreender - e agora, deixar isso tudo passar, porque, mais uma máxima salvadora: "tudo passa"!


E é passando que termino este post/pensamento... passando da hora d´eu dormir... Cheguei no meu "limite" do sono. Cedo, né?! Não, no meu tempo. Tempo é algo que passa e passa de maneira diferente para cada um...


Vamos nos permitir! Vamos permitir que o outro se permita! Vamos conhecer nossos limites. Vamos ultrapassar o que precisa ser ultrapassado, acreditar que podemos chegar lá, já que o "céu é o limite"... ou não... risos. Vamos ultrapassar nossos "limites limitados" pelas nossas "limitações"!!! Sejamos livres! "Ilimitadamente" livres!!!


VAMOS DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO!!!


Pat Lins.


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