terça-feira, 26 de agosto de 2008

SÓ SE É SENDO!!!



A questão é que nada se é, fingindo-se ser.




Tudo só se é, sendo. E sendo MESMO!




Nunca nada que se finja ser, será!




Sendo-se se é e ponto.




É mais coerente ser, porque já se é. Não sendo, atrapalha e confunde tudo e a todos envolvidos.




Depois, todos são loucos, mas o louco, é que quer ser sem ser. É quem quer ser, não sendo.




Louco é quem diz não ser, sendo...




Sejamos mais. Sejamos verdadeiros!




Sejamos quem somos, querendo ser melhor. Não querendo ser melhor, não se sendo!




Seja quem você é. Nunca nada que não se é, pode ser. Pode fingir ser, mas, de fato, não o é!!!




Só se é, sendo!


(desabafo, Pat Lins)

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

DE ONDE VEM A RAZÃO?

Já reparou, todo mundo que se diz 100% CERTO, sem perceber está admitindo estar 100% errado?


Por que é tão mais fácil jogar a culpa nos outros e se querer fazer passar sempre de "o perfeito", aquele que nunca erra: já errando????? De onde vem essa razão?

Minha nossa, tem gente que tem um talento para isso? Coloca o dedo duro mesmo e quem está ao redor até acredita... Por que querer ser o dono da razão sempre? Só porque pode pagar suas contas com certa folga, acha que é melhor do que os outros e que pode passar por cima da verdade?

Não tem dinheiro que pague por uma VERDADE. Pode pagar por uma mentira, mas, nunca pela verdade. A VERDADE vem e derruba tudo. Tanto fracasso sem perceber que a culpa é sua, mas, é mais fácil gritar e xingar os mais fracos (do seu ponto de vista). A VERDADE é que você tem vergonha de si próprio, de saber que pelo dinheiro, perdeu sua vida (apesar de vivo, não sabe como viver), sobrevive da vitalidade alheia. Se aliando àqueles que se aproximam um pouco do que você idealiza como CERTO E PERFEITO. E repelindo aqueles que você julga inferior... inferior a quê, Santo Deus? Para quem fala que "não existe um nuvem igual a outra, em tempo algum", você busca demais uma nuvem igual a você, não percebe? Ele não é igual a você, nem melhor, nem pior...ele é outra nuvem, não a que você queria ver, mas a nuvem que ele é! E ele tem traços de sua nuvem, porque surgiu dela... mas, não é ela!









Olha, sinto em informar a você que pensa assim: ninguém é perfeito, muito menos você. Deve existir muita gente na fila pela tal perfeição, mas você, está em meio aos que não sabem nem o que vem a ser isso, nem para onde vai... Sei que debaixo dessa couraça, tem um coração bom e honesto, mas, por que querer ser quem não é? Só para dizer que não é que você acha ser um fracasso? Pára essa luta interna, ela precisa ter um fim. Vive a vida ao seu redor. Entregue-se ao carinho de quem te ama, mesmo você agindo como age, tentando diminuí-lo e afastando-o de você.

Dê seu braço a torcer: você chegou lá, só na parte financeira da vida, e na vida, você chegou onde? Quem vive com você? Com que frequência você vê as pessoas que gosta? Seja o seu coração, a sua essência. Seja você de fato!!!

Quanta arrogância, e tenho que me calar, para manter um tal equilíbrio e respeitar um tal bom senso que você nunca respeita. No dia que eu decidir falar, não será para ofender, mas para desabafar e fazer com que veja que você está errado, na maioria do casos em que culpa os outros. Aquele negócio não vai bem? Não deu certo? Culpa de quem? Quem preferiu tapar o sol com a peneira e seguir um sonho próprio, sem observar o que deveria ser feito? Culpar os outros por má administração é fácil. E se auto culpar por insistir num "erro"? Ver a frente e enxergar, é ver a verdade. Qual a dificuldade nessa coisa tão prática que é ver e enxergar? Não deu certo, tentou mais um vez, tentou outra... Nada? E aí, vai continuar insistindo? E culpando os outros. Isso é lindo! Para não dizer o contrário... Cai na real, você é humano. Gente. Lembrar disso faz bem. A gente te vê como você é, e gosta de você assim mesmo. Mas, isso não quer dizer que iremos compactuar com suas atitudes e assumir um erro que não é de quem você diz ser. Você errou, você falhou por não saber como fazer, não saber pedir e dar informações. Você errou em determinar e ditar ordens. A falha, é sempre do técnico, sabia? Quem você insisti em culpar, teve a parcela de culpa da inocência, crença em você e no que você fala e ingenuidade, causadas e criadas por você, na vida dessa pessoa. Se acha o máximo, e não soube fazer o mínimo para quem queria de você um pouco que fosse de amor e carinho. Infelizmente, seu investimento não pode comprar a felicidade que você ajudou a destruir, mas, a VERDADE já ajuda. Só a VERDADE pode reverter essa situação e unir esses corações. Só o amor que você insiste em esconder pode ajudar quem você destruiu a base de formação e ajudar a reconstruir você mesmo e sua verdadeira essência!

Você tem quem te ame, sim. Ele te ama muito e sempre te admirou, só queria ter tido um pouco de atenção e respeito. Atitudes que pais devem fortalecer num filho, não destruir...









"QUEM DIZ ESTAR 100% CERTO, ESTÁ 100% ERRADO!!!"



Patricia Lins

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

VIVER O FUTURO, COMEÇA HOJE (II)!

"As pessoas deveriam praticar a espiritualidade com a mesma motivação da criança que está absorta brincando - tão encantada e envolvida que nunca fica satisfeita ou cansada."

Dalai Lama - O Caminho da Tranquilidade


domingo, 17 de agosto de 2008

VIVER O FUTURO, COMEÇA HOJE!



Sempre tive um pensamento e o vivia: O hoje é o ontem de amanhã. E o ontem, foi o amanhã de antes de ontem. O amanhã, será hoje, já, já!!!



Isso me fazia viver cada dia. E ainda me faz.


A diferença é que, depois de uma DPP nada Mara, levei isso mais a sério.



Tenho umas recaídas, vez ou outra, ainda está tudo muito recente. Foi muita mudança e muito balanço. A gente não vive só o lado de dentro. Tive meus conflitos internos e externos. Brigar consigo mesma o tempo todo, dá um medo de enlouquecer e não ter mais noção do que é real ou imaginário. Mas, a verdade mesmo, é que a gente passa a ver tudo muito real mesmo! A gente vê tudo sem máscaras.


Todos os dias para mim, como já falei, e não canso de repetir, é o primeiro do resto de minha vida. Todo dia, para mim, merece ser vivido como único! Quero romper rotinas (nunca fui dada e feliz dentro de uma rotina "marasmo"), criar novidades, ainda que seja tomar um banho no banheiro social - risos. Ou, dormir de cabeça para baixo (não é plantando bananeira, não!!! risos). Ou, entrar no banho com meu pequenino e, controlar para não gastar água, em prol do nosso Planeta, mas, brincar como e com criança. Ele leva um "monte" de brinquedos para lá e mal cabe a gente - risos. Mas é legal. A energia recarrega.



Meu filhote está crescendo e com ele, cresce a esperança. Apesar de ainda me questionar e, algumas vezes, abater por muita besteirinha (mas, venho me trabalhando e administrando esse stress desnecessário. Na real, nenhum stress é necessário. Com calma e vontade, tudo se resolve. A questão e se vai resolver como você quer, ou como deve ser!!!) , ver um futuro, aqui, crescendo em minha frente, me faz querer ver o amanhã, o depois, o depois...o sempre! Me faz acreditar ainda mais, que o hoje é que importa. É brincar com ele e sorrir o seu sorriso. Sentir o seu abraço.



É lindo aprender com ele a dar valor ao simples. Viver a vida sorrindo a toa, apenas, por estar com pessoas que ama e se sentindo protegido! Cada palavra que fala, cada gesto que imita, nossa, não tem preço!



Ele pega detalhes, que nem percebo. Um exemplo que achei muito legal, e que não me dava conta do quanto ele observa o que fazemos, foi que eu tenho uma mania de, assim que termino de beber água, jogo as últimas gotinhas na pia e deixo o copo. Uma mania mesmo. Não tem um porquê e nem sei quando comecei isso. Ele, quando terminava de beber água, pegava o copo, jogava na pia e dizia: "a pia - hahahaha". Achava graça, mas, não sabia que me imitava. Nem me dava conta, até que, esses dias, bebi a água e deixei o copo, sem jogar a água... Ele veio rapidinho, rio e disse: "mamaninin, a pia - hahaha". Então fui perceber que "a pia" é: joga a água na pia. Ri até doer a barriga, por um gesto tão simples e verdadeiro. Para ele, fazer aquele "ritual" era engraçado. Ele repara em tudo o que faço, muiiiiittttooo mais do que imagino. Isso é riqueza! Poder ver e perceber seu crescimento e aprendizado é lindo!



Hoje foi muito cômico. Fomos almoçar fora. Ao terminar, o garçom veio limpar a mesa (que o pequeno príncipe fez a festa da sujeira...risos) e ele, prontamente pediu: "paito". O gentil garçom, sorriu e deu. Ele disse: um. E recebeu. Daí, falou: "doi". O garçom, rindo, deu outro. "Tês", o garçom, para agradar, deu. Ele disparou: "tati; cinc; seti" - risos. Então dissemos que ele já tinha o suficiente. Mas só o fato de ver que ele já tem uma bela noção dos números, e de quantidade foi demais para minha cabeça. E foi quando me enchi de uma alegria pura e forte, de ver que meu filho é lindo, esperto e encantador. Uma figurinha, mesmo! E vi, que a vida é isso, se divertir, nem que seja contando palitos - risos!



Nossos valores é que determinam nossas alegrias. Vamos optar por valores mais reais, menos exigente em demasia, menos materialista, mas rico em verdade!



As dificuldades existem. Estamos em fase de contenção geral. Mas, estamos juntos, unidos e administrando nossas dificuldades, afinal, no final, tudo sempre dá certo!!!




Então, para quê deixar para amanhã o que devemos começar hoje e a cada dia? Sejamos felizes desde hoje. Nosso futuro é construído dia-após-dia!!! Estou aprendendo essa lição, a cada dia. Busco a paz de fato. E para isso, preciso viver o que creio: coerência entre viver, pensar, sentir e agir!








VIVER O FUTURO, COMEÇA HOJE!
Patricia Lins

sábado, 16 de agosto de 2008

A DOR DÓI, MAS, DEPOIS PASSA


Estou esses dias sem escrever, porque a DOR ESTÁ DOENDO.

Estou em meio a umas quase recaídas. Mas, estou na luta.

Já levantei uma vez, levanto outra antes de cair!






"O milho de pipoca é pequeno, duro, indigerível e aparentemente sem nenhum valor. Mas coloque-o numa panela sobre o fogo e ele se transformará diante de seus olhos. Às vezes as pressões e problemas da vida fazem o mesmo por você."



Pois é, vou virar pipoca, com muito prazer!!! risos


Os problemas não podem ser maiores que a gente. Somos nossa essência. Os problemas, devem ser apenas problemas!


A DOR DÓI, MAS, DEPOIS PASSA. AFINAL, A DOR SÓ DÓI ENQUANTO ESTÁ DOENDO!!!

domingo, 10 de agosto de 2008

MEU PAI, MINHA MAIOR FONTE DE INSPIRAÇÃO

Foi através dos seus olhos, que comecei a enxergar o mundo.


Foi, através de suas palavras, que comecei falar.


Foi com aquele seu braço forte, que comecei a andar. Ouvi aquele seu assobio: "fufio" e corri, aos 9 meses de idade, para te abraçar.


Ali, foram só as primeiras passadas, onde comecei a andar. Logo depois veio a longa caminhada e você, tudo fez, para eu bem trilhar.


Seu esforço em minha vida, fez meu mundo aparecer.


Pai, te sou muito grata, mas, sem nem sempre te dizer!


Seus abraços me deram força, para uma vida percorrer. Hoje ando, corro e falo. Canto e danço por você.


Nunca senti você distante, sempre perto e pronto para acolher.


Pai, você é realmente brilhante, amo muito, muito mesmo você!


Com você aprendi que ser pai é acima de tudo, estar acima de si mesmo! É passar por cima das noites mal dormidas, do cansaço físico e mental para nos proporcionar, seus filhos, todo apoio fraterno-paternal. É dar seu tempo para a gente, mesmo sem tempo para dar...


Ser pai é ser tempo presente, passado e futuro, estar em todo tempo que iremos estar.


Ser pai é, ainda que com o braço engessado, conseguir nos carregar!


Ser pai é manter os olhos abertos ainda que o sono o tente a fechar, só para nos ver pegar no sono e ver nosso sorriso antes do nossos olhos fecharem.


Ser pai é semear, e colher grandes frutos, independente do futuro que seu filho vá a trilhar! Só espera que dê certo e seja correto.


É ser sempre nosso super-herói, mesmo sem saber voar.


Se pudesse, te enchia de flores, todos os dias, do jardim, para enfeitar seu mundo com cores, dos amores que temos por você,sem fim!


Amo amar meu pai. Isso dá uma força enorme, é para mim.


Sempre fui sua fã incondicional e você, sempre apostou em mim. Nunca me cobrou que fosse rica, sempre se preocupou que eu fosse feliz. De preferência, com um bom trabalho, que reconhecesse meu potencial.


Pai, tudo que sou, te sou grata. Como ainda não estou no final, estou no início, afinal, sempre é tempo de um novo começo. Isso eu hoje faço, para retribuir, a minha vida, àquele que sempre me incentivou. Me apoiou em seus ombros, em seu colo, em sua vida.


Pai, te amo!


Se já superei aquela doença, você em muito contribuiu. Você sabe, pai amado, o quanto seu coração partiu, ao me ver naquele estado, triste de se ver. Me deu seu apoio, do seu jeito, mas eu soube um dia perceber!


Obrigada, pai, te amo! Ainda tenho muito que lutar, mas sei que tenho uma equipe de apoio, sempre pronta a me ajudar!


Para frente agora tudo anda, como tem que andar. A vida é muito bacana, a gente é que sempre tenta complicar.


Sinta agora um beijo bem forte! Sou eu a te dar. Um abraço bem apertado. É meu amor a te apertar!


Que Deus, pai, sempre te ilumine! Tem muita gente para você ajudar!


Pai, meu querido, você é minha maior fonte de inspiração!!!

CUIDADO COM OS "DOIDOS" PODEROSOS


Cuidado com os "doidos" poderosos! Eles são "doidos" DEMAIS!!!

O problema não é ser doido, é ser doido DEMAIS!

De perto, todo mundo é louco, eu sei. Mas, tem gente que leva essa "loucura" a sério DEMAIS!!!

Nossa, me sinto sufocada. Tem loucos ao meu redor, que despertam a minha loucura DEMAIS!

E haja carência, e suas cobranças enlouquecidas. E haja frustrações pessoais. E haja mundo alienado. E isso, loucura DEMAIS!!!

As pessoas vivem suas mentiras, fingindo ser verdade; se acomodando e vivendo, esperando que passe a ser verdade. E assim, novos mundos são cridos. Mundos loucos, alienados. As pessoas vão passando, toda sua angústia e frustração. Até aí, tudo é "normal", o problemas, é quando vivem isso a fundo DEMAIS. Daí, o mundo vira fantasia, realidade individual. O resto tudo é fantasia, da fantasia real.

Se fecham nesse mundo. E se misturam com os demais. Pouco a pouco vão proliferando, e sufocando, os que os ama, com sua loucuras DEMAIS.

Sinto falta das verdades. Aquelas incondicionais. Sei que todo mundo é meio louco. Minha realidade tem sido louca DEMAIS.

São pessoas tristes, que fingem ser feliz DEMAIS. Vivem uma loucura de dor sem tamanho, e quem está ao redor, também, tem que sofrer. Cavam nosso calvário, e eu não sei o que fazer.

Despertam as minhas maiores loucuras, e ainda se fazem de vítima. Pior que realmente são: vítima de uma vida de mentiras e frustrações. Quanta carência excessiva. Quanta "falação".

Que de perto todo mundo é "doido", esses daí, desde longe já são!
Doido de hospício é que é certo, vivem uma realidade coerente. São loucos de fato, de corpo e mente.

Gente, por que tanta "doideira" sem razão?

Me sinto sufocada, minha cabeça a explodir! Um dia surto de vez. Mas, que diferença faz? Serei mais "doida" a sumir!

E assim vai sendo: mundo doido sem razão. Mundo doido, criado, por um mundo de ilusão.

Preciso cuidar de minha cabeça, e cuidar do meu coração. Essa loucura desmedida, desafiando minha razão.

Eu não sou mais inteligente. Sou apenas gente. Gente doida, gente traumatizada, quanta coisa desorganizada. Êta vida sem verdade. Êta vida minimizada. Êta roda sem direção...

Pai e mãe passam para os filhos, toda carga de suas mentes desestruturadas; toda dor de suas angústias não trabalhadas; todo peso de sua vida exorcizada; toda culpa sem perdão. E eu, em meio a essa turbulência. Vou vivendo. Entendendo. Por amor, a gente cuida. Mas, como cuidar do que não é nosso, e de quem não quer se ajudar. O "negócio" vem de longe... por onde começar? Começa cuidando do passado, ou do presente? O que desse futuro esperar? Tá na cara, minha gente: a solução é amar!

Amar com toda a verdade. Dessa que dói no coração. Mas, atinge, com toda força, nossa tão protegida razão.

Quem se ama, se trabalha, se conhece, mesmo sem gostar. Mas, decide, bem lá dentro: já é hora de mudar?

Toda loucura estimula, a viver um mundinho todo seu. Mas, esses "doidos" de mi vida, querem viver também o meu!!! Eles querem invadir, com toda força, e viverem o que não "viveu" (assim, mesmo, desconjugado. Para quê concordar com o verbo. Esse verbo também é meu...).

Eles querem, minha gente, fingir que não são eles. Que a "doida" aqui, sou eu.

Eles são poderosos. Voz de "louca" aqui, só eu. São todos perfeitos, totalmente insanos e sem razão. Me consomem, atingem meu peito, mas, meu filho, não vão atingir não. Minha cabeça deu uma volta. Deu outra e não parou. Tudo por causa dessas "cabeças ôcas", que não sabem o que estão fazendo não. São tão loucos, tão coitados, que já nem sabem o que "faz". Pouco a pouco ganham espaço, todos os aceitam com muita "paz". Ninguém sabe, minha gente, o poder que esses daí têm. Eles são loucos de verdade. Socorro, minha mente, só você para me salvar é capaz!!!

Toda família é louca. Toda existência também. Mas, essa galera, me desculpe, exagera na dose. Mas, a louca, aqui, sou eu. Fazer o quê, meu rapaz?

Esses loucos são bem escutados. Já se acostumaram com suas "loucuras" serenas. Minha loucura pela verdade, é que incomoda, porque lhes tira a paz!

Tanto louco. Tantos envolvidos. Tantas vítimas do acaso. Será que é tão difícil pedir socorro? E aí, mais gente enlouquece, com suas loucuras "astrais". São loucos de todos os tipos, tamanhos e contas bancárias. Mas, quem tem mais que cai na conta, acaba sendo elogiado. e sua loucura, aceitada, afinal, "ele chegou lá". Juntou dinheiro, tem patrimônio, por sua loucura pode "pagar". Pobre do pobre, que não tem voz, porque o dinheiro conta mais.

Pobre é do rico enlouquecido, Sua fortuna, nunca te trará paz! Seu caminho já foi andado, e trilhado sem razão, em mentiras, em decepções, quanta dor e frustração. Tudo isso por orgulho. De que, eu não sei. Mas, essa gente tem orgulho de dizer que vive bem. Tanta gente enlouquecida, por um tempo que não volta mais! Tanta loucura bem criada. De tão profunda, enraizada. De tanto tempo, ganha espaço, ganha terreno, se edifica, destruindo as construções. Que edifica, que nada. Só destrói, sem pereceber. Ama pouco, quase nada, porque nem se ama, pobre coitado. Coração encouraçado, aliado a quem vivia alienado, em seu mundo enraizado. Em falas mansas, vozes ferozes. Em jeitos calmos, grandes "algozes". Na aprência, tudo perfeito. Em seu essência, mundo louco. Tenha medo!

E assim outro mundo se faz! Tantos loucos foram criados. Eles tomam o mundo. Quando saem de sua louca esfera, se instalam na mais próxima. Tentam instalar suas loucuras. Coitado de quem diz não. Ainda sai como culpado, algoz, pessoa sem razão. Certos são eles, loucos de pai e mãe. Pior que estes, também são, loucos de loucuras de suas vidas, que outros loucos os criaram. E assim foram feitos: loucos em série. Na mentira, na loucura, para sempre sustentados. Ai, como dói ver refletida, ainda que de longe, a verdade!

Vivem enjaulados em seu mundo de "guerra e paz". Muita guerra, sem sossego. Imagine essas cabeças. Coitados desses corações. Tanta gente envolvida, em loucuras sem razão. Você acha redundante? Toda loucura é sem razão? Você não conhece a fundo esse povo. Que o diga o meu coração. Todo amor, seria louco, mas, esse é louco DEMAIS. Todo mundo é meio louco, mas esses, passaram do ponto...eles querem o mundo, e muito mais! Eles já conseguiram alguma coisa: tiraram meu sossego e paz! Agora, tô na luta. Pelo amor que me traz.

Tomemos cuidados. Sejamos melhores, para nós e para quem nos ama. Sejamos gente, loucos, com ou sem grana. Mas, vivamos a verdade. Sejamos honestos. Tenhamos gana, em não só criticar, mas, reconhecendo que muita loucura, poderia ter sido evitada, se houvesse amor. Se houvesse verdade, franqueza, sinceridade. Se houvesse vontade de mudar!!! Não há culpa, nem culpado. Mas, vítimas foram criadas. E como foram, bem criados, em seus mundinhos sem razão. Têm poder, voz ativa. e "loucos" não são eles não. Eles são "puros". Puros e sem amor. São é pessoas doidas. Doidos de dar dó. tenho pena de todos eles. Mas, agora já entrei.

Me conforto na esperança, de que não tenho participação, nessa loucura sem tamanho. Mas, entrei de coração. Agora, sou mais"doida", mas eles, sempre serão DOIDOS DEMAIS!!!
Eu sou "doida". Quem não é? Mas há quem me deixe mais "doida", dizendo que não é. A "doida" sou eu, porque admito ser. Cuidado com esses "doidos". Cuidado com esses "doidos", eles não sabem o que são, mas têm muito poder nas mãos!!!
Patricia Lins

HOMENAGEM AOS PAIS



sábado, 9 de agosto de 2008

"CUIDADO COM OS BURROS MOTIVADOS" - Roberto Shinyashiki



Entrevista de Roberto Shinyashiki , à ISTO É, dia 19 de outubro de 2005.

Achei as respostas dele, muito parecidas com minha maneira de pensar. Enxerguei alguns textos/pensamentos meus em muitas de suas passagens, inclusive algumas palavras e expressões muito parecidas. Isso me deu um orgulho danado, porque recebi esta mensagem hoje!!! Ou seja, alguém pensa como eu... e logo,o Roberto!!!


Em Heróis de verdade, o escritor combate a supervalorização da aparência e diz que falta ao Brasil competência, e não auto-estima.



Observador contumaz das manias humanas, Roberto Shinyashiki está cansado dos jogos de aparência que tomaram conta das corporações e das famílias. Nas entrevistas de emprego, por exemplo, os candidatos repetem o que imaginam que deve ser dito. Num teatro constante, são todos felizes, motivados, corretos, embora muitas vezes pequem na competência. Dizem-se perfeccionistas: ninguém comete falhas, ninguém erra. Como Álvaro de Campos (heterônimo de Fernando Pessoa) em Poema em linha reta, o psiquiatra não compartilha da síndrome de super-heróis. “Nunca conheci quem tivesse levado porrada na vida (...) Toda a gente que eu conheço e que fala comigo nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho, nunca foi senão príncipe”, dizem os versos que o inspiraram a escrever Heróis de verdade (Editora Gente, 168 págs., R$ 25). Farto de semideuses, Roberto Shinyashiki faz soar seu alerta por uma mudança de atitude. “O mundo precisa de pessoas mais simples e verdadeiras.”



ISTOÉ – Quem são os heróis de verdade?


Roberto Shinyashiki – Nossa sociedade ensina que, para ser uma pessoade sucesso, você precisa ser diretor de uma multinacional, ter carro importado,viajar de primeira classe. O mundo define que poucas pessoas deram certo. Issoé uma loucura. Para cada diretor de empresa, há milhares de funcionários quenão chegaram a ser gerentes. E essas pessoas são tratadas como uma multidãode fracassados. Quando olha para a própria vida, a maioria se convence de quenão valeu a pena porque não conseguiu ter o carro nem a casa maravilhosa. Para mim, é importante que o filho da moça que trabalha na minha casa possa se orgulhar da mãe. O mundo precisa de pessoas mais simples e transparentes. Heróis de verdade são aqueles que trabalham para realizar seus projetos de vida,e não para impressionar os outros. São pessoas que sabem pedir desculpas e admitir que erraram.



ISTOÉ – O sr. citaria exemplos?


Shinyashiki – Dona Zilda Arns, que não vai a determinados programas de tevê nem aparece de Cartier, mas está salvando milhões de pessoas. Quando eu nasci, minha mãe era empregada doméstica e meu pai, órfão aos sete anos, empregado em uma farmácia. Morávamos em um bairro miserável em São Vicente (SP) chamado Vila Margarida. Eles são meus heróis. Conseguiram criar seus quatro filhos, que hoje estão bem. Acho lindo quando o Cafu põe uma camisa em que está escrito “100% Jardim Irene”. É pena que a maior parte das pessoas esconda suas raízes. O resultado é um mundo vítima da depressão, doença que acomete hoje 10% da população americana. Em países como Japão, Suécia e Noruega, há mais suicídio do que homicídio. Por que tanta gente se mata? Parte da culpa está na depressão das aparências, que acomete a mulher que, embora não ame mais o marido, mantém o casamento, ou o homem que passa décadas em um emprego que não o faz se sentir realizado, mas o faz se sentir seguro.



ISTOÉ – Qual o resultado disso?


Shinyashiki – Paranóia e depressão cada vez mais precoces. O pai quer preparar o filho para o futuro e mete o menino em aulas de inglês, informática e mandarim. Aos nove ou dez anos a depressão aparece. A única coisa que prepara uma criança para o futuro é ela poder ser criança. Com a desculpa de prepará-los para o futuro, os malucos dos pais estão roubando a infância dos filhos. Essas crianças serão adultos inseguros e terão discursos hipócritas. Aliás, a hipocrisia já predomina no mundo corporativo.


ISTOÉ – Por quê?


Shinyashiki – O mundo corporativo virou um mundo de faz-de-conta, a começar pelo processo de recrutamento. É contratado o sujeito com mais marketing pessoal. As corporações valorizam mais a auto-estima do que a competência. Sou presidente da Editora Gente e entrevistei uma moça que respondia todas as minhas perguntas com uma ou duas palavras. Disse que ela não parecia demonstrar interesse. Ela me respondeu estar muito interessada, mas, como falava pouco, pediu que eu pesasse o desempenho dela, e não a conversa. Até porque ela era candidata a um emprego na contabilidade, e não de relações públicas. Contratei na hora. Num processo clássico de seleção, ela não passaria da primeira etapa.



ISTOÉ – Há um script estabelecido?


Shinyashiki – Sim. Quer ver uma pergunta estúpida feita por um presidentede multinacional no programa O aprendiz? “Qual é seu defeito?” Todosrespondem que o defeito é não pensar na vida pessoal: “Eu mergulho decabeça na empresa. Preciso aprender a relaxar.” É exatamente o que o chefequer escutar. Por que você acha que nunca alguém respondeu ser desorganizadoou esquecido? É contratado quem é bom em conversar, em fingir. Da mesmaforma, na maioria das vezes, são promovidos aqueles que fazem o jogo do poder.O vice-presidente de uma das maiores empresas do planeta me disse: “Sabe, Roberto, ninguém chega à vice-presidência sem mentir.” Isso significa que quem fala a verdade não chega a diretor?


ISTOÉ – Temos um modelo de gestão que premia pessoas mal preparadas?


Shinyashiki – Ele cria pessoas arrogantes, que não têm a humildade de se preparar, que não têm capacidade de ler um livro até o fim e não se preocupam com o conhecimento. Muitas equipes precisam de motivação, mas o maior problema no Brasil é competência. Cuidado com os burros motivados. Há muita gente motivada fazendo besteira. Não adianta você assumir uma função para a qual não está preparado. Fui cirurgião e me orgulho de nunca um paciente ter morrido na minha mão. Mas tenho a humildade de reconhecer que isso nunca aconteceu graças a meus chefes, que foram sábios em não me dar um caso para o qual eu não estava preparado. Hoje, o garoto sai da faculdade achando que sabe fazer uma neurocirurgia. O Brasil se tornou incompetente e não acordou para isso.


ISTOÉ – Está sobrando auto-estima?

Shinyashiki – Falta às pessoas a verdadeira auto-estima. Se eu preciso que os outros digam que sou o melhor, minha auto-estima está baixa. Antes, o ter conseguia substituir o ser. O cara mal-educado dava uma gorjeta alta para conquistar o respeito do garçom. Hoje, como as pessoas não conseguem nem ser nem ter, o objetivo de vida se tornou parecer. As pessoas parece que sabem, parece que fazem, parece que acreditam. E poucos são humildes para confessar que não sabem. Há muitas mulheres solitárias no Brasil que preferem dizer que é melhor assim. Embora a auto-estima esteja baixa, fazem pose de que está tudo bem.


ISTOÉ – Por que nos deixamos levar por essa necessidade de sermos perfeitos em tudo e de valorizar a aparência?

Shinyashiki – Isso vem do vazio que sentimos. A gente continua valorizando os heróis. Quem vai salvar o Brasil? O Lula. Quem vai salvar o time? O técnico. Quem vai salvar meu casamento? O terapeuta. O problema é que eles não vão salvar nada! Tive um professor de filosofia que dizia: “Quando você quiser entender a essência do ser humano, imagine a rainha Elizabeth com uma crise de diarréia durante um jantar no Palácio de Buckingham.” Pode parecer incrível, mas a rainha Elizabeth também tem diarréia. Ela certamente já teve dor de dente, já chorou de tristeza, já fez coisas que não deram certo. A gente tem de parar de procurar super-heróis. Porque se o super-herói não segura a onda, todo mundo o considera um fracassado.


ISTOÉ – O conceito muda quando a expectativa não se comprova?

Shinyashiki – Exatamente. A gente não é super-herói nem superfracassado. A gente acerta, erra, tem dias de alegria e dias de tristeza. Não há nada de errado nisso. Hoje, as pessoas estão questionando o Lula em parte porque acreditavam que ele fosse mudar suas vidas e se decepcionaram. A crise será positiva se elas entenderem que a responsabilidade pela própria vida é delas.


ISTOÉ – É comum colocar a culpa nos outros?

Shinyashiki – Sim. Há uma tendência a reclamar, dar desculpas e acusar alguém. Eu vejo as pessoas escondendo suas humanidades. Todas as empresas definem uma meta de crescimento no começo do ano. O presidente estabelece que a metaé crescer 15%, mas, se perguntar a ele em que está baseada essa expectativa, ele não vai saber responder. Ele estabelece um valor aleatoriamente, os diretores fingem que é factível e os vendedores já partem do princípio de que a meta não será cumprida e passam a buscar explicações para, no final do ano, justificar. A maioria das metas estabelecidas no Brasil não leva em conta a evolução do setor. É uma chutação total.


ISTOÉ – Muitas pessoas acham que é fácil para o Roberto Shinyashiki dizer essas coisas, já que ele é bem-sucedido. O senhor tem defeitos?

Shinyashiki – Tenho minhas angústias e inseguranças. Mas aceitá-las faz minha vida fluir facilmente. Há várias coisas que eu queria e não consegui. Jogar na Seleção Brasileira, tocar nos Beatles (risos). Meu filho mais velho nasceu com uma doença cerebral e hoje tem 25 anos. Com uma criança especial, eu aprendi que ou eu a amo do jeito que ela é ou vou massacrá-la o resto da vida para ser o filho que eu gostaria que fosse. Quando olho para trás, vejo que 60% das coisas que fiz deram certo. O resto foram apostas e erros. Dia desses apostei na edição de um livro que não deu certo. Um amigão me perguntou: “Quem decidiu publicar esse livro?” Eu respondi que tinha sido eu. O erro foi meu. Não preciso mentir.

ISTOÉ – Como as pessoas podem se livrar dessa tirania da aparência?

Shinyashiki – O primeiro passo é pensar nas coisas que fazem as pessoas cederem a essa tirania e tentar evitá-las. São três fraquezas. A primeira é precisar de aplauso, a segunda é precisar se sentir amada e a terceira é buscar segurança. Os Beatles foram recusados por gravadoras e nem por isso desistiram. Hoje, o erro das escolas de música é definir o estilo do aluno. Elas ensinam a tocar como o Steve Vai, o B. B. King ou o Keith Richards. Os MBAs têm o mesmo problema: ensinam os alunos a serem covers do Bill Gates. O que as escolas deveriam fazer é ajudar o aluno a desenvolver suas próprias potencialidades.

"O mundo corporativo virou um mundo de faz-de-conta.É contratado o sujeito com mais marketing pessoal"


ISTOÉ – Muitas pessoas têm buscadosonhos que não são seus?

Shinyashiki – A sociedade quer definir o que é certo. São quatro loucuras da sociedade. A primeira é instituir que todos têm de ter sucesso, como se ele não tivesse significados individuais. A segunda loucura é: “Você tem de estar feliz todos os dias.” A terceira é: “Você tem que comprar tudo o que puder.” O resultado é esse consumismo absurdo. Por fim, a quarta loucura: “Você tem de fazer as coisas do jeito certo.” Jeito certo não existe. Não há um caminho único para se fazer as coisas. As metas são interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade. Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito. Tem gente que diz que não será feliz enquanto não casar, enquanto outros se dizem infelizes justamente por causa do casamento. Você precisa ser feliz tomando sorvete, levando os filhos para brincar.

ISTOÉ – O sr. visita mestres na Índia com freqüência. Há algumaparábola que o sr. aprendeu com eles que o ajude a agir?

Shinyashiki – Quando era recém-formado em São Paulo, trabalhei em umhospital de pacientes terminais. Todos os dias morriam nove ou dez pacientes.Eu sempre procurei conversar com eles na hora da morte. A maior parte pega o médico pela camisa e diz: “Doutor, não me deixe morrer. Eu me sacrifiquei a vida inteira, agora eu quero ser feliz.” Eu sentia uma dor enorme por não poder fazer nada. Ali eu aprendi que a felicidade é feita de coisas pequenas. Ninguém na horada morte diz se arrepender por não ter aplicado o dinheiro em imóveis. Uma história que aprendi na Índia me ensinou muito. O sujeito fugia de um urso e caiu em um barranco. Conseguiu se pendurar em algumas raízes. O urso tentava pegá-lo. Embaixo, onças pulavam para agarrar seu pé. No maior sufoco, o sujeito olha parao lado e vê um arbusto com um morango. Ele pega o morango, admira sua belezae o saboreia. Cada vez mais nós temos ursos e onças à nossa volta. Mas é preciso comer os morangos.


Pois é! Quem leu, viu e conseguiu identificar expressões que utilizei. Gente, será que conseguirei chegar lá, também?

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

SEJAMOS CRIANÇAS, ADULTOS CONTENTES!!!

Alguém já se deu conta de que a infância é nossa fase de referência? É nela que descobrimos o mundo, aprendemos a andar, a falar, a sentir...

E alguém já se deu conta de que vivemos fugindo dela? Como se quanto mais distante daquela fase, mais "maduros",mais "adultos" seremos... muitos, querem é fugir da má fase que viveram, por terem sido mal tratados; por não terem tido a liberdade de ser criança; por ter tido que ser adulto antes do tempo; por ter sido obrigado pelos pais a ser adulto "intelectualizado" desde a infância, para obter destaque entre as outras crianças e "garantir" um futuro...

Freud tem/tinha (ele é tão contemporâneo, que nunca sei como conjugar o verbo no tempo certo...) toda razão quando diz que muitos de nossos problemas vêm de nossa infância. Claro, que a responsabilidade de nossas vidas é nossa, então, não adianta viver a vida toda brigando com aquele passado triste.

Eu tive uma infância maravilhosa,mas, as pessoas me "super valorizavam" muito. Não por maldade, mas por admiração, pela criança brilhante que eu era: bonita; inteligente (vulgo: CDF - risos); bem articulada; sabia dançar; sabia declamar poemas; resolver problemas de matemática (mas, isso só na infância, reneguei os cálculos durante o final do ginásio e segundo grau e apenas estudava para passar...risos); sabia subir num palco e apresentar um evento; sabia escrever belos textos;era amiga dos professores; era amiga dos alunos de quase todas as séries; era popular; era simples...; enfim, eu era uma criança sempre alegre, sorridente, feliz e inteligente. Falo sem receio de parecer "imodesta", mas é porque eu era assim mesmo. Eu achava aquilo normal. Não me sentia destaque, apenas era. Sabe, para mim, era assim e pronto. Não era um personagem, era eu. Eu era assim.

Valorizava uma amizade mais do que tudo, tanto que no "Jardim II" (nem sei como é hoje. Acho q hoje a exigência é tão grande para com as crianças, que elas, daqui a algum tempo, terão que fazer vestibular para entrar no maternalzinho...) fui adiantada para a Alfabetização,por já saber ler e escrever... não me senti à vontade, me senti pressionada. Me lembro, como hoje, que não me adaptei. Já conhecia a professora e alguns colegas, do dia-a-dia,mas, nem isso me satisfez. Lembro que meus pais tiveram o cuidado de me consultar se eu queria ir mesmo e que me apoiariam se quisesse voltar. Já tinha o apoio deles desde sempre! Isso sempre me fora fantástico! Mas, achava que era assim com todos os meus coleguinhas. Senti falta de minha turma. Senti falta de ser Jardim II. Não queria ser adiantada, queria ser normal. Claro que não racionalizei dessa maneira, só pedi para voltar para minha turma. Queria, na verdade, era viver um ritmo certo, sem pressa.

Adorava teatro. Toda apresentação de escola, fazia uma peça. Tinha um grupinho de teatro no prédio em que morava. Eu,meus irmãos e vizinhos éramos atores, diretores, produtores e divulgadores. Era muito legal.

Tomava banho de chuva; andava de bicicleta;ia para festas; namorei quando achei que devia; tinha hora para "descer" (como nos referíamos ao ato de sair de casa e encontrar os amigos na rua) e "subir" (voltar para casa...risos). Era uma "liberdade vigiada", como falava minha mãe. Podíamos fazer muito, mas, dentro de um limite. Era importante saber que éramos crianças, nossos pais era responsáveis por cada um de nós. Era tudo muito legal. Claro que deixei de viver coisas que queria ter vivido, com aquela frase (que toda criança o-de-i-a): "você ainda é criança para entender. Quando for adulto, vai me dar razão..." - risos. Tinham coisas que realmente era por insegurança, outras, por zelo, outras por senso de responsabilidade mesmo, enfim, vivi muita coisa boa. Veraneava à beira mar; férias de junho, viagem para o interior... já fui Rainha do Milho por duas vezes consecutivas; era uma criança normal. Meus pais não nos sufocavam com obrigações, nem nos deixavam soltos... havia um equilíbrio muito natural. Era tudo muito bom!

Achava que tudo era normal e lindo para todos. Até que uma colega, em plena 4ª série primária, veio me perguntar porque eu era tão feliz? Os pais delas estavam se separando, porque a mãe descobriu que o pai tinha outra... veio com tanta raiva para cima de mim, que vi que, dentre os meus colegas,poucos tinham pais casados... mas,isso não era estranho para mim, achava que eles eram felizes assim, né?! Meus pais não se separaram,porque vivem bem. Quem convive com eles vê que se amam. Não é coisa rara,mas, também não é coisa tão comum... só, não entendo até hoje,porque isso incomodou minha colega? Eu não me gabava por meus pais estarem juntos. Eu era/sou feliz por serem pessoas de verdade; que vivem uma relação que não é perfeita,mas que é linda! Não existe perfeição. Meus pais se amam e vivem bem e pronto. Por que isso teve que doer em alguém há pouco mais de 20 anos atrás? As pessoas se doem com a alegria dos outros porque têm tempo para isso. Em vez de construir sua própria alegria, perde tempo invejando aquilo que queria estar vivendo...

Algo meio ligado a SUPER EXPECTATIVA, SUPER HERÓIS, SUPER FRUSTRAÇÕES... Não acho ofensa meus pais viverem bem. Acho ofensa, ver tanta gente que não vive, fingindo viver para dar satisfação a uma sociedade tão hipócrita. Alguém já parou para se questionar quem vem a ser a tão mencionada: SOCIEDADE????? Acho que se um casal descobre, após constatar de verdade, que não dá certo (não é se desesperar na primeira dificuldade e partir para o divórcio. É ver que realmente há uma incompatibilidade que vem entristecendo em vez de alegrar; que vem destruindo cada um, em vez de edificar...) é melhor pedir a tal "separação" oficial,porque, separação de fato, já existe! Para quê viver sofrendo? Claro que existem casos e casos; cada um sabe o que é melhor para si!

Então, não vim ao mundo para ofender, nem ser ofendido. Respondi a minha colega, de maneira singela (naquela época, era sincera sem dar "patadas" - risos), que isso era entre meus pais, eu não tinha nada a ver com a relação deles. Que meu pai era sempre tão presente em casa,só saia com minha mãe...resumo, que ele não dava margem para desconfiança. Quando falei que a gente não tinha nem do que desconfiar, foi que ela alterou: "é assim mesmo! Depois,quando descobre...". Rapaz, me lembro como hoje, daquele dia. Encurralada num vértice da sala,onde não havia para onde correr. Na hora do intervalo, sem ninguém por perto. Foi coisa de gente doida e doída mesmo. Falei, meio que com raiva: "não tenho o que desconfiar de meu pai. Se algum dia isso acontecer, e que Deus me livre, minha mãe vê o que faz!". Empurrei ela e saí. Mas, fiquei com aquilo martelando em minha cabeça e comecei a observar meu pai. Em silêncio...Veja, como as situações podem ser criadas? Já viu? Ela quis (e por um instante conseguiu) enfiar "minhoca em minha cabeça". A convivência com meus pais sempre foi tão aberta, e tão verdadeira, que decidi não falar,para não criar algo que não existia. Não tinha o que observar em meu pai. Ele estava sempre conosco. Sempre saía com minha mãe. Sorriam sempre. Discutiam muito pouco, e poucas vezes discutiam. Era mais coisa de estar se arrumando para sair, minha mãe estar pronta e meu pai, sempre atrasado... Eles sempre souberam conversar. Achava o máximo isso. A gente (e e meus irmãos) aprendeu, desde cedo, a sempre falar a verdade. A gente apanhava, ficava de castigo, mas,não mentia. Somos assim até hoje. Isso nos fez crescer assim, pessoas honestas e francas. Temos muitos e muitos defeitos,lógico. Mas, qualidades enormes! Somos todos do time do bem! Falo com orgulho, porque, para mim, isso é natural e norma. Para mim, todo mundo é assim, basta se permitir.

Mas, esse jeito "super valorizado" que cresci, de certa forma, me tirou um pouco o foco da realidade. Não percebia que despertava muita inveja e ciúme. Comecei a perceber, aos poucos. E comecei a me sentir uma pessoa que não era desse mundo. Todo mundo fingia, todo mundo queria ser algo que não era e vivia à sombra do que nunca foram... Muitos, passavam a acreditar que eram o que queriam ter sido e viviam daquele jeito: personagem de si próprios...

Criei um personagem também: uma pessoa sem grandes problemas (havia limitação financeira. Meus pais nunca foram ricos,nem tiveram vida fácil. Mas, tivemos tudo o que eles puderam nos dar. Não cresci com roupas de marca, mas, cresci vestida. Sempre tinha uma peça da moda...eles fizeram e fazem muito pela gente. Crescemos em meio a uma troca. Meus pais davam o que podiam e éramos felizes! Tive muito: escola particular, faculdade, especialização, curso de inglês - que não concluí porque achava que aprendia rápido e poderia aprender sozinha...); sempre de bem com a vida; sincera; de confiança; disposta; dinâmica; "pau para toda obra"; amiga... gente, esse meu personagem sou EU!!! risos. Mas, também desenvolvi um orgulho velado (de viver num ambiente favorável a mim, passei a acreditar que sempre seria assim: bem tratada, bem recebida, bem vista) e isso me impedia de me permitir errar... desenvolvi uma auto-cobrança de sempre estar certa. Sabe meu personagem? Era eu mesma,mas bem exagerado... eu não sou perfeita, mas, queria achar que era!

Quando me sentia triste, não expressava logo. Quando me deparava com algo que não sabia resolver, me cobrava uma solução. Precisava acertar! Precisava fazer com que ninguém se decepcionasse comigo.

Não tinha riqueza como meta de vida. Queria sucesso profissional e estabilidade financeira, fruto do meu esforço. Minha ambição era ter o suficiente sempre para poder viver com conforto; ter um plano de saúde descente e que me ajudasse na velhice; ter um carro, um apartamento; condições de manter os dois; ter condições de socorrer um amigo ou parente,num momento de necessidade; ter tempo para viver a vida com meus amigos e família;ter condições de um dia ter um filho e propiciá-lo esse mesmo conforto... Para mim,uma tarde no Shopping,comendo pizza de R$ 10,00 com minha mãe (quando a grana tá curta) não tem preço. Poder ter os domingos em família, "queimando uma carne", também não tem preço. Só quem tem a oportunidade de viver coisas tão simples e ricas, sabem o valor que essas reuniões têm. Um telefonema para um amigo; uma mensagem de e-mail, só para dizer: OI!, também é maravilhoso! Por que tanta gente deixa isso morrer? O TEMPO? A VIDA? Por que tanta gente não sabe nem o que é isso?

Pois é, a vida não tem preço.

Nossos personagens é que "precificam" tudo e todos os momentos.

Quando tive a DPP, vi que esses momentos foram minha base. Vi que meu personagem pedia socorro. Não tive traumas de infância. Fui criança, quando deveria ser; adolescente, quando deveria ser; adulta, na hora certa. Quem disse que o adulto é que tem as respostas certas? A criança que tem! Foi na minha infância que descobri que tinha força. Foi reaprendendo a andar que cresci! Foi/é tratando meu personagem perfeito e exigente que me (re)descobri. É sabendo que a criança que fomos, ainda somos, ainda É! A infância que vivemos,boa ou não, é que nos impulsiona ou aprisiona. É lá que encontramos todas as respostas. É sendo franco e aberto ao mundo, sem medo, sem rodeios, como uma criança que seremos adultos seguros, vivos e viventes!

Todo castelo de areia deveria ser real. Real, não só na realeza,mas na beleza de poder existir para todos!!!

Toda criança, merece ser um adulto decente; todo adulto, merece ter tido uma infância decente; todo ser humano,merece uma vida decente!!!

Pode deixar a criança desenhar um traço torto, amanhã,ela pode acertar!!!

Por que é tão difícil viver o presente? Por que cobrar tanto as crianças por um futuro que elas viverão de qualquer maneira? Por que sufocar essas crianças,para ter um "bom" futuro financeiro e fadá-las a viver como adultos que queriam voltar a ser criança,para começar tudo de novo? Por que a gente esquece que ser Pessoa, vem antes de tudo, até de ser Profissional? Por que tanta frustração? Tanta maldade desmedida? Tanta revolta? Tanto fingimento? Por que tanta dor?

Na roda viva da vida, viver um hoje feliz,pode ser um belo dia de saudade amanhã, ou um amanhã com mais força!!!

Salvem (literalmente) as crianças! Sejamos adultos, crianças contentes! Sejamos, enfim, GENTE!!!

Patricia Lins

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

DPP E FÉ


Como já falei em posts anteriores, desenvolver a Fé me ajudou muito! Em meu caso, fé em Deus, e sua força através do bem e do amor!

As orações me ajudaram muito. Fora o trabalho de humildade.


Foi em meio a orações e renovando diariamente a fé, esperança e gratidão que vi o quanto faz bem ser grato, principalmente pelas coisas mais simples.

Esse exercício (que faço até hoje e daqui para frente) foi que me deu ainda mais forças.

A gente deposita muita expectativa no tratamento e isso gera uma cobrança e ansiedade muito grande. O que gera ainda mais ansiedade...

Durante o passar dos anos, a gente vai aprendendo a viver a vida de maneira cada vez mais desgastante. Em vez de buscar ser feliz, a gente busca ter recursos materiais para poder ser feliz. Não sou contra o dinheiro, mas, não podemos depositar o conceito de felicidade numa conta bancária. É aquela história: viver bem, com conforto, acesso a “boa” educação, saúde e alimentação, nos tempos de hoje, requer certa quantidade de recursos financeiros, e, claro, que com certa comodidade, a gente terá mais tempo para se buscar e conhecer e, lógico, ser sempre feliz.
Mas, como explicar quem é feliz com tão pouco, financeiramente falando e como tem gente com tanto patrimônio e não consegue ser feliz? A felicidade é uma fórmula? É mais feliz quem sabe ganhar dinheiro? As pessoas mais inteligentes são aquelas que enriquessem financeiramente? Qual o valor real da felicidade? Será que para ser feliz é necessário ser rico? Por que tem gente que vive na mais profunda miséria sócio-econômica e ainda consegue sorrir e ter esperança em algo bom? Por que quem tem quer ter mais?

Aí a gente descobre que não aprendeu a viver, com o passar dos anos, mas, desaprendeu... A gente desaprendeu o caminho para a felicidade. E esse caminho só tem sentido se guiado por um conjunto de mente, corpo e espírito. O que nos fortalece de verdade, é a verdade. Viver para morrer ou viver para viver?

Levantei alguns pontos, durante minhas crises:

Primeiro ponto: a fé! Por que temê-la? Por que colocá-la em segundo plano na vida, se ela deveria ser nosso Norte? Quanto mais a gente estuda, se gradua, pós-gradua, menos busca desenvolver e exercitar a fé. Isso não é uma regra, nem verdade universal. Tem quem exercite a fé e os estudos acadêmicos... Me refiro ao geral. Falar em Deus, amor, felicidade, alegria... torna-se piegas, e quase ninguém quer ser piegas assumido... então, a fé atrofia...

Segundo ponto: a gente aprende a viver na correria, que a vida passa e a gente nem se dá conta. Só quer ver quanto vai ficar de saldo na conta corrente, para ter aquele “alívio”... Lógico que tem quem se dê conta antes e lembra de ir vivendo em paralelo: curtindo os filhos; a família; uma tarde de domingo em casa; os amigos; bate-papo...

Terceiro ponto: lembrar de respirar! A afobação nos impede de ter tempo para respirar. O lema “time is Money” toma todo o tempo. Você já telefonou para alguém querido e ouviu um: “hoje não tive tempo nem para respirar...”? – eu já cansei de falar isso...
Quarto ponto: viramos escravos dos e-mails, Orkut e mensagens para o celular (não sou contra, tenho todos.Só precisamos saber dosar...)

É são vários pontos para analisarmos. Mas, parar para orar, para refletir, não deve ser uma obrigação diária, deve ser parte do dia-a-dia, como respirar, andar, falar... algo espontâneo e natural.


Engraçado, é que eu me achava diferente de todo mundo, porque tinha o hábito de orar, sem ter religião; acreditava em Deus, sem ir a igreja alguma... e vivia a correria do dia-a-dia, que “não me dava tempo nem para respirar”... Estudei, me graduei, pós-graduei...trabalhei, me encontrei! Mas, nada de estabilidade financeira, então, ainda precisava “ralar” muito. Ué, mas, não havia me encontrado??? A gente vive buscando se encontrar e vive se desencontrando.

Pois é, durante as crises, pude ponderar isso tudo. Parece que a vida puxou o freio de mão e disse: “hora de corrigir. Volta para o caminho certo, Pat.”

Todo mundo sabe que a maioria das pessoas só procura Deus e pede ajuda na hora do sufoco. Alcançamos a “graça”, agradecemos e voltamos para a pista para “correr sem respirar”.


Em meio a minha queda, decidi não pedir ajuda a Deus. Achava que “meu filme estava queimado” com Ele. A filha que todos queriam ter; a menina alegre e inteligente, tão estudada... achava que Deus não a ouviria. Sempre fiz parte do time do bem, mas, falava mal daquela pessoa que não soube combinar a bolsa com a roupa...

Minha avozinha orava por mim; muita gente orava por mim e vi que Deus escutava. Ainda, assim, reclamava: “meu Deus, eu sempre fui uma pessoa boa. Respeitava os mais velhos; ajudava alguém a atravessar a rua; tirava notas boas; respeitava meus pais; não roubava; não era vingativa; não era ambiciosa... toda criança gostava de mim, porque o Senhor deixou que eu caísse?” Que graça, Ele me deixou cair ou eu caí? Não sei o que desencadeou minha DPP, mas, há suspeita de uma série de fatores: herança genética (minha tia); morte de um ente muuuiiittoo querido (meu avô paterno); medo de meu filho ser roubado na maternidade (a porta estava quebrada, e eu ficava na porta); medo da responsabilidade e mudança no estilo de vida; desemprego; instabilidade financeira; maus tratos na maternidade... tanta coisa! Mas, tinha muita coisa boa: meu filho lindo e saudável; família unida de fato; marido presente e companheiro; alegria geral por eu ter tido filho; lar.

Comecei a querer ser ajudada. Em princípio, queria que alguém me carregasse, abrisse minha mente e trocasse o chip... depois, gerava o conflito do orgulho que dizia que eu não precisava pedir ajuda a ninguém, que deveria dar a volta por cima sozinha e me “orgulhar” por ter subido sozinha... Nem a terapia, nem os remédios (estes, é bom esclarecer, apenas controlavam as oscilações bruscas de humor. Eles não curavam. Amenizavam o nervoso descontrolado e as alterações de humor.) conseguiam me fazer ver o que faltava. Tinha “tudo” que precisava, mas, o buraco continuava.

Sentei na cama e orei. Sozinha. Um momento meu. Deixei o coração chorar; deixei minha mente implorar; queria, realmente, mudar. “Deus, oh, Pai, me ajuda a sair dessa. Não sei nem o que pedir; nem como pedir...mas, me dá uma luz; conduz minha vida; invade minha alma, minha mente e meu coração. Tô sem forças para orar. Ouve minha prece. Me ajuda a saber como Te pedir ajuda.” Deitei e dormi.

Era uma fase em que queria viver deitada, mas me cansava; levantava, me cansava... virava, me cansava... cheguei a dormir mais de 12h seguidas e ainda estava cansada... dormia mal, tinha pesadelos horríveis...enfim, não tinha qualidade no sono.

Todos os dias repetia: “Deus, hoje, renovo meus votos de fé, confiança, esperança e gratidão. Guia-me, ó Pai!”

Ele me ouvia e me acalentava. Mas, precisava descobrir como ouvir. Tinha que me desarmar.

Fui orando e melhorando. Acreditava em algo que estava além da compreensão, acima de tudo e de todos. Comecei a acreditar no que não via,mas, sentia em cada célula.

A oração me ajudou a perdoar (a mim e a quem eu culpasse); me ajudou a desenvolver a fé esquecida. Começava a me encontrar.

Diminuía a culpa, o fardo; aumentava a esperança. Me permitia viver a esperança. Não de maneira alienada: “ah, vou esperar que vem. Tô aqui sentada, viu, meu Deus?!”. Não, fiz minha parte. Me cuidava, me descobria, me conhecia, me amava. Me enchi de Luz, que trouxe bálsamo, paz e energia para continuar a caminhada.


Às vezes, ficamos surdos diante de Deus, porque queremos que Ele fal aquilo que queremos ouvir...

Eis um texto/esquema do site Outono´s (tem o link ali ao lado, nas MINHAS INDICAÇÕES SOBRE DPP E ASSUNTOS AFINS) que ma ajuda a ilustrar:


"A FÉ
Ela produz:
- A consciência de que existe uma inteligência Superior que a tudo comanda e que nos protege, atuando em qualquer circunstância imaginável e acima de nossa compreensão...


- A aceitação dinâmica da realidade.


- A esperança de um futuro melhor.


- A paciência, nos ensinando, a saber, esperar o desfecho dos fatos.


- A auto confiança.


- A motivação.


- O pensamento positivo.



A ORAÇÃO


- Ela é a geradora da energia que precisamos para manter acesa a chama da fé.


- Dá-nos a força interior para suportar as adversidades e seguir caminhando.


- Aguça nossa intuição, capacitando-nos à percepção das energias sutis do Universo.


- É o maná que vem do céu quando atravessamos o deserto da solidão, da angústia e do medo.




O PERDÃO


É o início da libertação.


O ato de perdoar está intimamente ligado à nossa liberdade.


Romper as amarras que nos detêm a fatos negativos e pessoas vinculadas a eles.


Livra-nos dos condicionamentos, de escrúpulos e sentimentos de culpa.


Dissipando o passado, começamos a viver o aqui e o agora. "









SACO VAZIO NÃO FICA EM PÉ! ENCHA-SE DE FÉ!!!


Patricia Lins

terça-feira, 5 de agosto de 2008

SUPER HERÓIS - SUPER EXPECTATIVAS - SUPER FRUSTRAÇÕES


Hoje, parei para pensar num assunto meio polêmico, porém, real.


Já percebeu que a gente cria "super expectativas" em relação às pessoas e depois, nos decepcionamos e as culpamos?


Pois é, existe uma consequência para essa "super idealização", que, considero pior do que uma Depressão: A OPRESSÃO!


A Opressão vem a ser a "super frustração" daquela idealização.


O nome já diz: idealização - faz parte de sua idéia!!! De uma concepção única e pessoal. Todo ideal é subjetivo demais. A subjetividade já diz, também: é coisa da cabeça de quem pensa!


Me senti mais adulta, quando vi que meus pais não eram os super heróis que "idealizava" (olha, pensamento meu; subjetivo; pessoal...). Quando os enxerguei tão humanos quanto eu; quando enxerguei que eles tinham muitos defeitos, passei a admirá-los ainda mais e ele se tornaram meus verdadeiros: SUPER HERÓIS!!!


Legal que eles não precisam se esconder atrás de um alter ego, nem de máscaras bizarras, nem capas esvoaçantes, nem usar cueca por cima da calça... eles são SUPER HUMANOS, SUPER NORMAIS. Em vez de sofrer por perceber isso, amei! Meus pais são pessoas incríveis. Amar quer dizer: amar os defeitos e as qualidades! Eu os amo na verdade.


O que me fez parar para escrever este post foi a relação do meu marido com o pai. Não a título de ofensa, ou superioridade... não, parei para ver o quanto essa SUPER EXPECTATIVA pode causar uma série de SUPER FRUSTRAÇÕES... Meu sogro é um profissional brilhante! Conseguiu "ralar" e fazer carreira profissional. Isso é uma grande qualidade! Mas, esqueceu de desenvolver seu lado "pessoa". A vida dele é o trabalho, e o trabalho, sua vida. Mas, não estou aqui para falar da vida dele, não teria essa ousadia, até, porque, não convivo com ele para, sequer, ter noção do que ele já passou e passa. O admiro muito e respeito também. Ele é, ao menos, uma pessoa honesta. Não se faz de "bonzinho" para agradar. Ele é o que é e pronto. É imperfeito como todo e qualquer Ser Humano. também criou e "idealizou" SUPER EXPECTATIVAS em relação aos filhos - todos os pais criam, mas, o "natural" é que os filhos descubram que os pais não são SUPER HERÓIS, né?! Nesse caso, houve uma via de mão dupla de SUPER FRUSTRAÇÕES e SUPER DECEPÇÕES e uma cadeia de SUPER OPRESSÕES... Ele almejava que seus filhos seguissem seus passos, sem perceber, que, ao "abrir mão" de ser pai, para ser exemplo profissional (espero não estar pesando...não tenho essa intenção. Mas, ao resumir, o que me descrevem seus filhos dessa relação, fica muito seco... mas, é um resumo. Tem muita coisa boa, também.) fez com que reação fosse inversa: os dois são o oposto! Não com relação a trabalhar, porque Iuri não mede esforços para fazer seu trabalho bem feito, é extremamente competente, domina o que faz e faz com prazer, porque gosta do que faz. Iuri é primoroso em seus trabalhos e sempre elogiado. É um profissional de confiança. Além de ser paciente, cuidadoso e ético. o que quer dizer que herdou o talento do pai (e da mãe também). Só não foi muito além nos estudos, trancou três faculdades... Mas, se atualiza em sua área, como Técnico em Informática. O cara é bom no que faz!!!


Pois sim, voltando a OPRESSÃO. Ela se caracteriza através da "punição sentimental" pelo fato do ser IDEALIZADO não corresponder ao que se idealizou... Mas, de quem é a culpa? O ser idealizado deve ser o que deseja seu idealizador? Ou o ser idealizado deve ser o que se é, sempre buscando ser o melhor? Nesse caso, poderia ter havido um consenso: ele diminuía sua exigência; seus filhos poderiam ter valorizado mais o esforço dele... Nenhum pai quer o pior para o filho; muitos erram tentando acertar. É a maneira dele dizer: "quero que você tenha o que não tive..." Mas, nenhum filho tem que se auto-negar para alcançar e se transformar em ídolo... ou, no ser idealizado... essa linha não seguiria tão certinha assim. Nunca alcançariam a exigência (porque esta não é palpável) e viveriam duas frustrações: a de não ser o ser idealizado; e a de não ser que se é!!!


Na verdade, não existe CULPA, nem CULPADO nessa situação. Existem vítimas das circunstâncias. Cada um do alto de seu orgulho, julga e é julgado. Cada um, carrega uma imagem IDEAL; cada um, carrega uma SUPER EXPECTATIVA; cada um se FRUSTRA dentro de seu mundo pessoal; gravitam em torno de si mesmos e de suas idealizações.


Daí, vem a OPRESSÃO: se a pessoa não é o que quero que seja, não a admiro. Não a admirando, não a valorizo. Não valorizando, a ignoro!


Há amor, mas há carapaça... Acessar corações encouraçados é complicado. É como se fosse uma pilastra de ponte coberta de ostras e limo. A gente sabe que ela está ali, vê, mas, quem vai se arriscar para tirar sem proteção? Fere. Quem quiser ir além, precisa se preparar, se amar muito e amar muito o outro também, porque ao tirar as ostras, com certeza, pode se machucar também... Acessar um coração embrutecido é trabalho de muito amor e carinho. Mas, todo trabalho de muito amor e carinho, deve partir de alguém que também se ame muito... acho que fui meio prolixa aqui... mas, dá para entender. Basta seguir a linha de raciocínio - risos.


Numa relação de SUPER EXIGÊNCIAS, ambas as partes se machucam, sofrem... ambos perdem.




Veja que para salvar o mundo, e manter o disfarce, Bruce Wayne vive sozinho. Rico, bem sucedido, porém, solitário (não fosse a companhia do seu mordomo e do "garoto prodígio").


Ninguém é completo; ninguém é perfeito; ninguém é a idealização do outro!


Ainda creio que o amor tudo possa. Para Deus, nada é impossível. Então, saberemos, cada um, dentro de sua órbita indivudual, aprender a amar e respeitar o outro.


Não digo que não se possa incentivar um melhora, um amadurecimento... o que me refiro é à SUPER IDEALIZAÇÃO, SUPER EXPECTATIVA isso sim, é prejudicial. Isso é que afasta.

Mas, não há nada que o tempo não se encarregue de consertar. Há feridas abertas que precisam de cuidado para poder fechar e cicatrizar. Lembra do que já falei: "cicatrizes são lembranças e nada mais!!!".


Poderíamos ser mil coisas, mas, essas mil coisas, poderíam não ser quem somos... É fácil demais exigir... difícil é aceitar as diferenças e tentar ser feliz com a realidade. Ou, até, ver o que poderia ser feito para se chegar a um senso comum...
Patricia Lins

EQUILIBRANDO AS EMOÇÕES

Sempre me achei "humilde", por ter tido uma criação humanista. Não faço diferença entre um Presidente da República e um gari. Para mim, todos são GENTE, seres humanos e mortais como eu e você. As funções (e salário, claro - rs) que recebem que são mmmuuuiiittooo diferentes! Suas responsabilidades profissionais também. Mas, enquanto gente, ambo estão no mesmo patamar. O respeito é o mesmo.


Não é esse o tipo de humildade que a DPP me fez ver que eu não tinha. Era a minha auto-humildade. Era controlar a minha vaidade. Não aquela de querer se vestir bem, se perfumar, passar batom, calçar sapatos altos, cabelos escovados... não, a vaidade de ter um orgulho enorme!!! De querer ter sempre razão. De saber pedir perdão, se arrepender, mas, lá no fundo, se culpar e cobrar porque fez algo "errado". Admitir que errei não me constrange. Cobrar-me por que não acertei é que pega...

Me deparar frente-a-frente comigo mesma, doeu. Dói a gente ter que se olhar e se ver de verdade. Dói o ego inflamado. Dói porque eu deixei doer. Isso, foi um dos pontos positivos que a DPP me fez ver. Me cuidar de emoções que nem sabia que tinha, mas, que estavam lá, o tempo todo!

Falando assim parece que sou má, né?! Que sou chata, pedante... Sou uma pessoa super do bem e até simples. Porém, também sou humana e tenho meus defeitos. Sei sorrir, e também sei xingar... Todos nós somos defeitos e qualidades, mas nossa mente é tão perfeita, que tem nossos aliados em prol de nós mesmos. Mecanismos mentais que no ajudam muito. Equilibrar sempre nosso Id, Ego e Superego é tarefa para uma vida!

O jogo de equilíbrio da emoções durante a instabilidade emocional é coisa de louco! Daí a necessidade real de se fazer terapia. Não é vergonha alguma se entregar aos cuidados profissionais de um psicólogo, psicoterapeuta... Romper com essa berreira é o caminho para o crescimento. A gente não precisa se tratar só quando está doente, a gente precisa se tratar sempre! Isso é se amar! É se conhecer! É crescer!

Procurar o tratamento adequado; como já citei algumas vezes, ver a linha que está de acordo; respeitar o tempo e a situação.

Durante o tratamento com remédios, tive que trocá-los, até encontrar um que me ajudou. Você não precisa se frustrar. Não existe uma fórmula certa de sucesso. É um conjunto de fatores, principalmente, o respeito e a confiança no profissional.

Nem todo tratamento vai ser necessária a intervenção medicamentosa. Em algums casos, a terapia resolve. O importante é buscar ajuda profissional. Nessas horas, muitos amigos, na intenção de ajudar, pode querer dar conselhos; levar para uma farrinha; levar para uma praia... e você, se inflamando de ódio... seja franco com você e com quem quer te ajudar e diga que você precisa de ajuda profissional. Isso não irá diminuir seu mérito enquanto pessoa. Isso vai te ajudar a encontrar força onde não está encontrando!!!

Equilibrar as emoções é se libertar. Ser livre é saber que você tem o poder de ser o que você quiser! A responsabilidade de nossa felicidade é inteiramente nossa e parcialmente ajuda externa - ninguém precisa viver só! Deus nos criou livres para sermos felizes!!!

Todos os dias, temos que amanhecer e dizer: HOJE É O PRIMEIRO DIA DO RESTO DE MINHA VIDA!!!
Patricia Lins

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

SINTOMAS, CAUSAS, TRATAMENTO




De acordo com o site MentalHelp:




- Uma mulher que teve Depressão Pós Parto ou Depressão Puerperal tem mais chance de ter outra depressão na próxima gravidez, mas como existe tratamento preventivo, a mulher pode engravidar novamente sem essa preocupação.


- Depressões e Ataques de Pânico durante a gravidez podem ser prevenidos, evitados e tratados. - Depressão e Pânico não impedem nenhuma mulher de ficar grávida.


- Dá para tratar Depressão e Pânico no período pós parto sem precisar suspender a amamentação.


- Mas é um assunto que exige análise detalhada de cada caso e não posso sugerir tratamentos por Internet



Depressão Puerperal ou Depressão pós Parto começa até 12 meses após o parto. É mais freqüente por volta do terceiro e quarto mês.


1) Sintomas:


São os mesmos de outros tipos de depressão:
Tristeza, desânimo, insônia, apatia (às vezes agitação), falta de alegria, diminuição (às vezes aumento) de apetite, insônia (às vezes aumento de sono), falta de desejo sexual, falta de energia até para coisas simples tipo banho, televisão ou ler um jornal. Uma diminuição geral do nível de energia da pessoa...


Como ela aparece numa época especialmente trabalhosa, com a chegada do bebê, essa sensação de insuficiência e incapacidade provoca pensamentos fixos de que a mãe não é capaz de cuidar do nenê. A mãe se culpa por estar dando trabalho a outras pessoas da família e por não conseguir gostar do bebê como deveria. As pessoas esperam que a jovem mãe esteja muito feliz nessa fase de sua vida, o que não é o caso durante a Depressão pós Parto.


2) Causas, fatores e situações desencadeantes da Depressão (quase sempre uma combinação de mais de uma causa):


- Falta de suporte emocional, familiar e social.
- Eventos de vida negativos durante a gravidez ou próximos ao parto.
- Problemas pessoais, emocionais da mãe com relação à maternidade.
- Gravidez não planejada ou não desejada.
- Dificuldades conjugais.
- Depressões anteriores.
- Outras doenças psiquiátricas durante a gravidez.
- Existência de Depressão em pessoas da família.
- Problemas da Tireóide.
- Ataques de Pânico na gravidez.
- Bulimia ou de Anorexia.


3) Uma Depressão Puerperal pode acontecer mesmo em gravidez ou pós parto sem problemas e nem complicações ?


Sim. Embora dificuldades pessoais, emocionais, financeiras, médicas da mulher ou do casal aumentem a probabilidade de ocorrer uma Depressão Puerperal, esta também pode ocorrer sem nenhum fator externo, principalmente no caso da mulher ter tido alguma fase depressiva anterior, ou no caso de existirem casos de Depressão em sua família.


4) Tratamento:

A) Antidepressivos. Muitos deles podem ser dados durante a gravidez e a amamentação.
B) Psicoterapia. A Depressão afeta a pessoa como um todo. Fatores da vida da mulher que podem provocar, piorar ou perpetuar a Depressão. A culpa por estar deprimida, por se achar incapaz de cuidar do bebê, por não conseguir se sentir feliz podem ser tratadas numa Psicoterapia, enquanto a medicação fará o metabolismo cerebral voltar ao normal.
C) Tempo para começar a melhorar: quase todos os Antidepressivos precisam de 2 a 6 semanas agir. Não desista do tratamento por melhorar nos primeiros dias.



5) Para a família:

A família sofre porque não consegue ajudar e sobrecarrega porque vê a pessoa passar por diferentes especialistas, fazer exames de laboratório, tomar calmantes, estimulantes e vitaminas sem melhorar. Então começa a dizer que é fita, "frescura", falta de força de vontade, e dar palpites para a pessoa "se ajudar" "se animar" "reagir" e etc., como se ela não soubesse de tudo isso ...
A Depressão não é sinal de fraqueza de caráter e nem passa só com "pensamento positivo".
A pessoa com Depressão geralmente está indecisa. Alguém tem que tomar decisões inclusive para começar o tratamento, para contratar uma babá, ajudante, etc.


6) Observações:


A) Algumas vezes o primeiro remédio não funciona. Isso não quer dizer que seja um caso grave. Quase sempre basta trocar de medicação.
B) Mesmo que você já esteja bem, não interrompa a medicação. Seu médico decide quando diminuir, interromper ou trocar de medicação. Mesmo que sua depressão seja curta, o tratamento é longo (meses). Quanto mais tempo você tomar o Antidepressivo, menor é o risco de uma outra depressão no futuro.
C) Decisões importantes devem esperar para depois da Depressão melhorar. No momento todos os seus pontos de vista estão pessimistas e você pode tomar decisões que não tomaria se não estivesse deprimido.
D) A Depressão pode voltar ? Pode. Existem várias possibilidades de se fazer um tratamento preventivo para evitar recaídas.
E) Se tiver recaída quando parar o Antidepressivo, não quer dizer dependência, só quer dizer que ainda não era hora dessa parada. Antidepressivos não criam dependência. A Depressão é que pode exigir tratamento mais longo.
F) Condicionamento físico é importante, pois libera Endorfinas, o intestino funciona melhor, a pressão arterial fica mais estável, etc.
G) Yoga, meditação, massagem de relaxamento ajudam.
H) Diminuir álcool e cafeína (café, chá preto, chá mate, refrigerantes) ajuda.


7) Concluindo: a Depressão é uma doença que incomoda muito a vida do paciente e de sua família. Mas costuma ser fácil de tratar. Em pouco tempo você volta a curtir sua gravidez ou seu bebê.


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