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terça-feira, 5 de fevereiro de 2019
Ser feliz é apenas ser!
Ser feliz, mesmo enquanto o outro não se permite, não é afronte, nem descaso, é seguir em frente. Cada um é responsável pelo próprio caminho, como o segue, como o faz, como se pernite ser!
Querer que o outro se mantenha infeliz ao meu lado ou vice versa é sadismo, é leviandade, é infelicidade.
Não sou feliz sobre a infelicidade do outro! Sou feliz porque batalho todos os dias para superar meus desafios!
A cada um cabe, em si, se permitir e acreditar que merece e é plenamente capaz de ser feliz!
Eu acredito que todos e cada um de nós consegue, mais do que querer, simplesmente querer, é se esforçar para, simplesmente, ser ou se fazer, enquanto caminha.
Ser feliz não é só sorrir ou gargalhar e ter boas piadas para contar. É um estado de espírito capaz de, mesmo em momentos de tristeza ou desânimo, te reanimar e trazer a esperança pela fé, pela certeza de que tudo passa e pode melhorar.
Ser feliz é um estado de paz e integração com o amor próprio. Ser feliz é consciência de que você existe e dentro de ti existe uma força muito maior do que aparenta e, sim, você, eu, ele, ela, el@, elx, todos nós merecemos!
Ser feliz é simplesmente ser e ponto, ainda que no externo as condições não sejam favoráveis, eu esteja aflita e cansada, existe uma força maior que me motiva e me inspira a, simplesmente, continuar e acreditar! Eu Sou Feliz!
#sejavoceafelicidadequetantobusca
Pat Lins.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2018
Simplesmente: Vida!
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| Imagem: Felipe Rocha (Tipo Bilhete) |
Ultimamente, a Vida tem me feito parar (sem parar... bem verdade isso e "é verdade esse bilete") para refletir, rindo e sentindo, através de situações e circunstâncias nada (e olha que minha vida não é lá muito convencional, mas enfim...) lógicas. Já entendi que algum sentido há, porque, assim que aceito em mim (por enquanto, ainda sendo vencida pelo cansaço diante das quedas e coices) que é o que é e tem que ser assim, goste eu ou não, acabo vendo e positivando e isso me renova de um jeito, que a ressignificação é instantânea (até tentei escrever imediata, mas não veio... é instantânea, "mermo").
Nã, nã, nã, nã, nã, não! Não é milagre, é realidade. Tudo permanece absolutamente igual, mas, parece que faz um recorte e eu sou puxada para dentro desse lugar em mim que é "magavilhoso" e, mesmo com meu corpo ainda reclamando ou minha mente relutando em aceitar a realidade e resmungando horrores, sai esse bendito sorriso que me ilumina por dentro, me aquece a alma e me faz ficar feliz! Sim: F E L I Z! E, quem me acompanha de perto, sabe que meus desafios diários não são nada gatinhos, são vários leões por dia que essa leonina doida precisa enfrentar e lidar! Mas, é o que é - reclamo, sim, viu e muito! Agradeço, mas requisito, também! Ora, essa!
Acho que quando a gente mergulha na gente, de fato, não muda nosso externo, não param as intempéries, não deixamos de ser oscilação - quem não?... - e não acontece um milagre imediato, mas com a continuidade do processo, a gente aprende a respirar - ainda que após ter ficado ofegante por cinco minutos - e liberar! Ainda somos rompantes repetentes! Ahh, quem nunca? Até perdoo, mas em alguns casos, perco a confiança... e deixo de conviver... julgando menos, mas ainda julgando, só que entendendo que manter distância é saudável (lembram da minha DS? Pois é... me salva tanto!). Esse é o pequeno grau de consciência que consigo ter, naquilo que, mesmo compreendendo, ainda não sei ou não consigo ou até não quero, lidar. Nem sempre direciono minha força/energia para solucionar algo que não identifique como prioridade no momento.
Mesmo assim, existe um sol interno que me diz: "todo mundo pode sentir isso! Todos nós somos brilho por dentro! Aceite-se e brilhe-se! Por você, para você, em você, com você! Seja: V O C Ê!". E, depois desses alertas, isso tem acontecido! Me sinto solar - ainda que seja naquele dia que quero derrubar o mundo, de TPM ou estressada mesmo - vem esse bendito brilho e esse negocinho no meio do peito que diz: "hello! Pode fazer e ser diferente? Pode fazer melhor? Faça! Seja-se!". E me deixo envolver e me sinto preenchida e envolta e dá uma vontade de dizer para todos: "gente, o negócio tá ruim, mesmo, mas, dentro, vamos ficar bem!", dá vontade de falar coisas boas, elogiar, levantar a moral de todo mundo!!! Dá vontade de ser o BEM, fazendo o BEM!
Olha, não vou dizer que isso é um processo fácil e bonitinho não, hein! É pesado, porque vem cada situação problema que misericórdia! Coisas se abrem e fecham na mesma hora... um teste de maturidade e paciência. Derrapo em tantos e me refaço! Mas, é esse o ponto: o "refazimento"!
Refazer-se! Essa é a questão! Se eu me predisponho a sair da zona de conforto - ainda ensaio sair daquela, bbeemmm lá no centro, no miolo, no cerne da questão... chego lá, tô no caminho retirando as casquinhas, camada por camada, sem pressa, no Tempo e em meu ritmo... pode mandar correr, falar que tô atrasada, nem me toca, quem sabe de mim sou eu!
Aos poucos, com muito pouco, minha energia muda e se firma onde vislumbro e me determinei: em meu centro, sem ter que me achar egocentricamente "o" centro... sacou?! Existe um trabalho paralelo, aí! Estamos dualidade, não posso negar! Lógico que se centrar e se sentir o centro andam juntinhos, ali, um no extremo do outro. Mas, o reconhecimento faz com que a harmonia se faça - um dia, unicidade, por enquanto, equilibrando-se na dualidade!
Apois, é isso! Não tinha nada específico para dizer não, mas quando abri meu insta e vi @tipobilhete com a mensagem lá no alto, abri um sorriso e lembrei da importância de proliferar coisas boas! Sorri, fotografei o dia e registrei em minha tela mental: o que eu quero para todo meus "hoje"? SORRIR: ter e ser motivo para sorrir! Afinal, todos os dias, diante de um empecilho externo, internamente, já está ativo meu sistema de autodefesa em forma de reflexo solar e vem de fora, também, um monte de coisa que reforça positivamente, diluindo todo "mal" que foi instituído ou me atingido.
O lance é se permitir recuperar e sair de onde está! Ficar alimentando medo e raiva leva alguém a algum bom lugar? Não muda o outro, muda a mim! E, quando a gente entender que é isso que importa e que isso é o começo, não o fim, cada um se cuidando e importando consigo, serão muitos em busca da cura pelo amor próprio e assim: attraversiamo!
Saudações com muito sorriso,
Pat Lins
sexta-feira, 26 de dezembro de 2014
FELIZ HOJE!
Têm coisas na vida da gente que quem tá de fora não entende e não dá tempo para explicar. Né assim? Hora de fazer. Né isso?
Acontece isso com todo mundo, né verdade?
Por que, quando é para aceitar que o outro não tem tempo para nos situar da vida dele/a, a gente se dói? A gente acha que foi excluído?
Tudo que tem um lado, tem o outro. Compreender e não julgar é isso.
Já passou da hora de deixarmos de melindre. Eu, por exemplo, gostaria de ter mais tempo para um monte de gente que amo, ou gosto, ou simpatizo... Nem sempre dá para eu dar atenção às mais de sabeDeusquantaspessoas eu conheço. E isso não é falta de sentir carinho, afeto ou afins. Do mesmo jeito que não cobro do outro essa presença. Simplesmente, vibro na sintonia do carinho. Muito em nós é carência.
Vamos crescer, gente. Parar de ficar parado lá atrás com os olhos arregalados lá para a frente. Vamos nos mexer com consciência do "eu" em mim e do "eu" o outro.
Hoje, que não é mais Natal, é um bom momento para praticar o que prometemos através das lindas canções e mensagens em cartões.
Que os desejos se tornem realidade em 3, 2, 1! Já!
Ops! Quem saiu no 1? Volte. Quem esperou o "já" ? Já era para ter ido. Hohoho Hahaha
Feliz dia 1 depois do Natal!
FELIZ HOJE!!!
Pat Lins.
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
CAMINHANDO DE VOLTA À VIDA!
Fazer escolhas. Tomar decisões. Nos foi ensinado que isso é tão difícil, que, de tanto acreditarmos, passou a ser. Mas, como já me disse uma grande amiga, fica a dica para quem servir: NÃO TOME DECISÃO EM MEIO A UMA CRISE. Hoje, um novo - mas me parece muito mais antigo... - amigo, me disse algo muito parecido. Ainda que a decisão esteja tomada, ajustes precisam ser feitos e reparados.
E essas conversas, com ou sem um tema central, surgem e sempre podem nos inspirar, se não para hoje, para "O" dia, ou para alguém.
Cada vez que me abro, e essas coisas me chegam, fico imensamente feliz! O quanto é importante deixar o Tempo assumir o comando de ser e estar de cada coisa, de cada tempo, de cada relação, de cada ação, de cada cada.
Quando falta energia em casa, a gente para, se situa para procurar fósforo e vela, né assim? O importante não é encontrar de cara, lá é onde queremos e sabemos que precisamos chegar. O mais importante é o parar para pensar e sentir qual O caminho devemos trilhar. Nesse momento, levantamos as informações, traçamos um rumo e vamos seguindo. Diante do objetivo, acendemos a vela e conseguimos ver, sob a luz, onde estamos. Nesse momento, decidimos para onde mais ir, porque ninguém vai ficar ali, parado, com a vela na mão a vida inteira, vai?
Tudo na vida são etapas que seguimos, não um único lugar a chegar e ficar. É o caminhar, no caminho, que nos leva a todos os lugares e todos são lugares onde precisamos ir e estar!
CAMINHANDO DE VOLTA À VIDA!
E quem disse que a gente precisa estar só, para fazer esse passeio? ...
Pat Lins.
sexta-feira, 16 de março de 2012
COMO ENSINAR A SER FELIZ SEM SABER SER FELIZ?
Não adianta tentarmos fazer os outros felizes... o unico caminho para conseguirmos ajudar alguém a ser feliz é sendo primeiro. Nao dá para ensinar aquilo que não se sabe.
Para um sonho cumprir o seu glorioso papel de se tornar real é preciso vivê-lo.
"Então, minha querida Amélie, você não tem ossos de vidro. Pode suportar os baques da vida. Se deixar passar essa chance, com o tempo seu coração ficará tão seco e quebradiço quanto meu esqueleto. Então, vá em frente, pelo amor de Deus!" (Le fabuleux destin d'Amélie Poulain)
"Pintor: 'Ela prefere imaginar uma relação com alguém ausente do que criar laços com aqueles que estão presentes.' Amelie: 'Hummm, pelo contrário. Talvez faça de tudo para arrumar a vida dos outros.' Pintor: 'E ela? E as suas desordens? Quem vai pôr em ordem?'" (O fabuloso destino de Amelie Poulain)
"Pintor: 'Ela prefere imaginar uma relação com alguém ausente do que criar laços com aqueles que estão presentes.' Amelie: 'Hummm, pelo contrário. Talvez faça de tudo para arrumar a vida dos outros.' Pintor: 'E ela? E as suas desordens? Quem vai pôr em ordem?'" (O fabuloso destino de Amelie Poulain)
Sempre será tempo difícil para um sonhador... em algum momento terá que assumir o risco e sair do mundo dos sonhos e da fantasia e viver a vida real; um sonho realizado! Nesse momento, entenderemos que não somos quem nos fizeram...somos quem somos e um dia isso precisa se aceito. Um dia, precisamos nos (trans)formar em nós mesmos.
Pat Lins.
quarta-feira, 14 de março de 2012
VONTADE DE SER FELIZ
Sei lá! Tem dias que penso que não vou suportar de pressão. Em época de crise, crie, né assim? Montamos uma empresa e vêm os medos: vai dar certo? Vamos vender, tudo? Bate uma aceleração mental e tudo vira, como num looping. Somado aos afazeres paralelos - filho, marido, voltar a estudar, planejar a colocação em prática de um sonho - em breve divido aqui - e tudo o mais, como contas a pagar e rotina em geral, em alguns momentos penso que não vou dar conta. Daí, nessas horas, venho aqui e me leio. Vejo o quanto já superei e relembro-me o que acredito e o que "tenho" que acreditar - risos. Respiro fundo. Dou uma paradinha. Repito para mim: "só temos duas opções, nadar ou morrer...". Ai, meus braços! Ai, minhas pernas! Não sei o que seria de mim sem vocês. Nado, nado e nado. Olho para o céu e digo: a vida é uma linda poesia, mas, muitas vezes, uma poesia pesada. O que não deixa de ter sua beleza e seu porquê.
Nessas horas eu me lembro: eu tenho tanta vontade de ser feliz! - Ah, isso não me impede de explodir, de ter acessos de raiva, de me sentir para baixo... Hoje em dia, o diferencial está em ver e querer ver, mesmo que algo esteja tapando minha visão. Saber lidar com as emoções. É! Estou começando a aprender... tô no portão que dá acesso ao caminho que leva ao portãozinho de entrada do caminho para a felicidade! Já, já, no tempo certo, chego lá! Todos nós nascemos para isso, foi não?! Crisálida, minha gente! Crisálida! Eu quero sair da sala da ilusão... cansa, depois de tanto tempo. E, só saindo, entenderemos o que se chama Vida.
Poxa, que vontade de ser feliz!
Pat Lins.
domingo, 26 de fevereiro de 2012
O MEDO DO MEDO, DO MEDO, DO MEDO DE SER FELIZ
Recentemente, fiz uma escolha - mais uma. Ano passado, me permiti conhecer uma nova maneira de ver e viver o mundo e achei interessante. Muita coisa "batia", mas, muita coisa "não batia". O quê fazer, então? Viver mais um dilema ou tomar uma decisão? Escolhas. Faz tempo que a vida vem me ensinando que só existem esses caminhos: ou você escolhe e segue; ou você não escolhe e segue, resmungando.
Nessa escola que me permiti conhecer e conviver, reforçaram isso em mim: escolhas.
A vida é feita de escolhas e não se limita a CERTO ou ERRADO - isso é mais medo do que escolha, é imposição. O medo de errar atrapalha a possibilidade de acertar e isso, é certo, com certeza. O medo que paralisa, impede a superação de um obstáculo.
Pois é, fui, escutei horrores de diversas pessoas para que eu não fosse, mas, continuei e gostei de ter ido e me permitido. Era o meu caminho. Não cabe mais em mim viver de achismo... Tem gente que gosta da gente e acha que deve nos proteger nos podando e nos privando, pelo medo, pela acomodação. Eu não descarto o amor dessas pessoas, mas, descarto seguir do mesmo jeito. Cada um deve ter seu próprio jeito. É contra isso que luto todos os dias: com o que me fizeram crescer acreditando, mesmo que eu não acreditasse em tudo, precisava agir concordando, afinal, era minha referência, meu mundo. Eu pensava que crescer era completar 18 anos e ser "de maior" e independente. Ninguém me ensinou que isso fazia parte de um processo e não de uma cena da "Sessão da Tarde", onde a gente passa por uma crise e na cena seguinte, até o final do filme, tudo muda para melhor rapidinho. Affff! Como eu assistia aquelas benditas sessões de "Sessão da Tarde" - risos. Ah, eu adimito, eu gostava, sim. Todo adolescente quer ser adulto e quando vê, já está na idade de ser adulto, daí, deseja voltar a ser criança. Somos muito estranhos, somos não?!
Minha "rebeldia" cedeu lugar para a acomodação, como diz Djavan, como "quando se tem o álibi de ter nascido ávido e convivido inválido, mesmo sem ter havido, havido". Meus sonhos possíveis, passaram a fazer parte dos sonhos utópicos de uma mente jovem e que "não sabe nada da vida". Uma parte de mim, a que eu tanto gostava - meu diferencial - ficou lá, naquele lugar que só quando a gente cai no mundo adulto da desilusão - porque me parece que é assim que os adultos querem que as crianças pensem como será a fase adulta,um mundo de problemas, sem cores e sem alegrias... Um adulto feliz é um adulto que não existe. Toda criança sonha em ser adulto, só para fazer o que acha ser tudo o que quer e que pode tudo... - ele passa a existir: o onde foi que eu me enterrei? Alguém já se deu o mínimo trabalho de pensar que respeitar a fase de cada criança é permitir que ela se frustre, se irrite por não conseguir algo, até entender que esforço, dedicação e disciplina são aliados perfeitos da vontade? Muita gente acha estranho, mas, tento fazer isso com meu filho. Lógico que meu lado carente e infantil, muitas vezes, me leva a fazer o que ele quer, porque um dia quis e não me deram. Vi que reclamo muito do que me pouparam de fazer.
Um dia, a vida estava passeando e eu a chamei para prosear. Falamos de tanta coisa que nem sei se consigo de tudo recordar. Quando vi, ela já havia seguido. Apenas me disse que parou para aquela prosa porque estava na hora d´eu ir em busca dela e não deixá-la ir, sem, ao menos tentar. Perguntei, aos berros: TENTAR O QUÊ? TENTAR O QUÊ? TENTAR O QUÊ? Só depois da terceira vez que gritei, ela me respondeu: "viva-me, para descobrir!". Oxe! Me chateei horrores. Gritei para Deus: "é isso? Isso que o Senhor é? Um ser castigador, que não entende nada de comunicação onde uma comunicação eficaz é aquela em que o emissor fala e o receptor entende o que está sendo dito, como está sendo dito e que público-alvo é aquilo que estudamos para saber como cada grupo pensa e como ele é capaz de entender algo, para, assim poder atingí-lo?... É assim que se comunica. Mas, o Senhor tem aí os seus tais desígnios e a gente aqui que se exploda para entender algo que desde que fora criado fora criado de maneira inacessível para nós, humanos, mortais e imperfeitos!". Isso eu me lembro bem.
Naquele momento, a vida piscou para mim e segurou uma lágrima que escorria pelo canto da minha boca. E se foi. Era isso? Secar uma lágrima que já havia caído? Preferia nem estar chorando. Debulhei-me em lágrimas. Lavei minha alma. Fiquei leve. De repente, Vida passou e me soprou nas narinas. Tomei um susto tão grande que caí no chão, molhada de lágrimas, de alma lavada e sem entender nada, mas, me sentia em boa companhia. Mesmo assim, eu não estava sozinha. Me abracei como quem abraça o pai - quando somos criança, tem coisa melhor do que ver seu pai com os braços abertos a te abraçar? Mesmo que ele nos lembre que "se não tivesse feito aquilo, não teria acontecido isso"... Se eu não tivesse arriscado, como saberia se iria cair? - e me levantei. Sozinha? Não, absolutamente! Comigo! Com minha Vida. Ela me trouxe de volta para ela, porque fui em sua busca. O sopro foi o sopro da Vida. Tive que aprender a respirar... me esforço todo dia, porque isso eu só aprendi agora, depois de muitos vícios da vida que cursamos. Fiz as pazes com Deus. Aliás, o Deus que conheci é um pouquinho diferente, Ele não se trata de um homem, não é humano; muito menos, cruel e castigador. Se Ele fala e eu não entendo, entendi que não muda muita coisa, eu sou uma poerinha, mesmo. Mesmo assim, tenho a importância de uma poerinha que precisa aprender muito e crescer. O melhor caminho, para mim, é seguir a Vida. Ela sabe de tanta coisa. Até do que eu nem sei, ainda. Ela é amiga-irmã do Tempo, outro aliado gente boa, demais! Ah, o tempo que a gente tanto diz que é curto e passa rápido é só a velocidade dele que nossa lerdeza e ignorância nos permite ver - ou sentir o vulto do que passou.
Vida me levantou e mesmo quando estou no processo de aprendizado e dor, ela está lá. Nunca me disse que seria fácil, ou rápido, muito menos, tudo de vez. Tempo é ótimo para me fazer lembrar disso tudo, no tempo certo.
Eu aprendi a me permitir. Meu exercício é parar de culpar - a mim e aos outros. Que mané culpa, que nada! Cada um nos dá aquilo que pode, que tem ou que quer. E a gente, idem. Li a frase de um amigo de infância e adolescência - esses ficam para a vida toda, mesmo que não nos vejamos com frequência -, Ernani, o velho Jacarandá, e ele dizia isso:
"Estou constantemente a vasculhar meus pensamentos... A tentar ver algo que me faça mais feroz, mais ativo, mais e mais... Mas tenho me deparado com as nuvens da solidão, solidão essa que me redimo e não transfiro a culpa a ninguém, vivendo e sabendo da garantia do sol nascente no dia seguinte e da felicidade que me aguarda na próxima esquina... Sei que ela me aguarda..." ERNANI ALCANTARA
Pois, bem, isso foi o que Vida me ensinou e ensina todo dia: o sol nasce, independente de mim. A gente cresce se dizendo adulto e se mantém egocêntrico, como uma criança. Felicidade é isso, entender que a vida é a Vida e nós é que temos que seguí-la, fazendo-a, ao mesmo tempo. A dualidade da Vida, para mim, não se limita aos certo, ao errado, ao bem, ao mal... mas, ao fato de fazer escolhas: ou vai, ou fica, sabe?! Tenho tido a oprtunidade de confrontar meus medos - nem todos, alguns, estão bem protegidos e não tenho força para encará-los - e me permitir. Aqueles que aprenderam a vida toda, apenas pelo medo e boca dos outros que cair dói, e vivem como a "Chapeuzinho Amarelo", do Chico Buarque, que, de tanto medo, nem dormia, com medo de pesadelo, perderam a oportunidade de sonhar e de levantar. Cair dói, mas, não tentar e achar que a vida é só um ensaio para a vida toda, perde a grande oportunidade de tentar e conseguir. Não falo fazer uma loucura desmedida... eu não suporto esse tipo de atitude, não dou conta. Aprendi a usar a escala de prioridades; ao risco calculado e a estar aberta, para caso o que tentei não dê certo e voltar a fazer. Ainda engatinho, dentro de alguns âmbitos de minha vida, me preparando e construindo a base no aqui e agora, para um amanhã melhor.
Dentre as minhas escolhas, fiquei com a Escola da Vida. Saí de mais uma escola que me permiti conhecer, por mim mesma e com minhas percepções e que me ajudou muito - inclusive entender que nem tudo, nem ninguém é perfeito. Conheci pessoas maravilhosas, pensamentos muito diferentes dos meus, porém, me enriqueceram muito, justamente, por sair do lugar comum. Pense como se estivesse solto no espaço. O que é referência? O que é o lado certo? O que é em cima, embaixo...? Me lancei ao espaço de minha vida. Tive decepções por lá, também. Somos todos humanos. Condenei deveras meu ex-professor - que mesmo assim, em sua atitude grosseira, como ele mesmo se assume, mesmo naquela atitude, dele, me ensinou a melhor lição, a prática do que penso sobre "compreensão" - por sua posição superior, numa atitude arrogante e presunçosa, mas, também, por ser um homem inteligentíssimo, guerreiro, firme, seguro. Olha, eu morri de raiva. Na hora da raiva, minha ficha caiu e fechou o processo com a frase que citei sobre "aceitar o erro nos outros, porque sei que também erro", da Noemia. Mas, escolhi, sabe? Escolhi ir e conhecer. Escolhi ficar. Escolhi sair. Poxa, para mim, isso foi "supimpa!". Algumas pessoas me disseram: "eu disse que ali não prestava...". Como sabiam, se nem conhecciam? E presta, sim e muito, para quem quer continuar e acredita. As pessoas que lá estão são pessoas capazes de saber escolher, não são cabeças ocas, pelo contrário, são pessoas muito inteligentes, legais e escolheram seguir, porque se identificaram. E a isso eu respeito: às escolhas conscientes. Diferente de minha diarista que me diz: "está escrito na Bíblia, a senhora pode ler..." e nem ela sabe ler, porque é analfabeta de pai e mãe.
Daí, uma outra pessoa especial, jovem e com uma cabeça muito bacana, além de uma Artista taletosíssima, que conheci nesse mundo - Catharina Gonzaga, escreve:
"Nós deveríamos estar sempre nos dando a chance de conhecer outras formas de viver, outras crenças, outras visões, outras religiões, outras ciências, outras artes, outras formas políticas, outros povos, outras épocas, outras versões da história, outros MUNDOS... Pois, pior do que pensar que o 'seu' mundo é o 'certo', é nem buscar saber o que é certo e o que é errado... e simplesmente achar que o 'seu' mundo, seja ele o que for, é 'suficiente', se deixando acomodar dentro dessa ínfima parcela de vida que nos apresentaram. Deveríamos lembrar diariamente que isso aqui é só um cantinho da caverna."
"Há tanta VIDA lá fora..."
E é verdade! Há tanta vida na Vida e é só viver. Se permitir. Infelizmente, eu não me identifiquei o suficiente para continuar. Prezo por outro tipo de liberdade. Um grande aprendizado que tive é que não condeno, nem julgo quem fica, quem sai. Há tanta vida lá fora, aqui dentro, lá dentro, aculá... em todas as direções, em todo e qualquer lugar. Só precisamos encontrar a nossa. A de verdade. Depois que perdi o medo do medo de ser feliz, tenho me permitido ser mais eu e isso tem sido tão bom. Isso não me torna perfeita, nem serena, nem muito diferente do que sou, apenas, me permite conhecer mais sobre o que tinha curiosidade. Nunca provei drogas. Não curto, nem nunca tive curiosidade. Nem cigarro. Mas, tinha curiosidade de saber o gosto de uma cerveja. Provei e não gostei. Não bebo. Escolha. Prefiro outras bebidas. Escolhas. Gostos. Características pessoais. Eu.
Pelo medo dos outros desenvolvi muitos dos meus. Pelo medo de magoar, esqueci como ultrapassar; pelo medo de não ser aceita, me tornei quase normal - argh! - e pelo medo, do medo, do medo, do medo de ser feliz, me tornei um arremedo de medo. A única maneira de perder e vencer um medo é enfrentando-o... meu Deus, um dia terei que encarar um sapo? Bom, ao menos eu sei e acredito muito nisso, de que somos demanda demais para resolvermos tudo de uma vez só... deixa o sapo para a hora dele, né?
A gente se priva demais por medo. Isso pode custar a nossa felicidade. Se bem soubéssemos, não colocaríamos certas condições aos outros, como o que achamos como verdade universal. Tipo: "filho, isso é errado". Eu vivo falando isso para o meu. Aos poucos, substituo por: "filho, você acha que foi uma cosia bacana isso que você fez? Foi uma atitude bonita? Um menino inteligente faz isso?" para que ele reflita e sinta que ele, sim, é responsável por suas ações e consequências. O medo da frustração é que a traz e a instala em nossas vidas, como grilhões de uma eternidade fadada ao caos como sendo uma vida... o medo de viver nos faz, no mínimo, pequenos, diante de toda uma grandiosidade inexplorada, "impermitida" - Marcos e Ciça, lembrei de vocês, que sempre preceberam meus loucos neologismos. Já pensou se a mãe de Deus - nossa, desde criança eu me pergunto: quem é a mãe de Deus? - dissesse para Ele: "não cria a Via Láctea, não, vai ser um erro... Pelo menos, não cria o Planeta Terra, vai ter um monte de gente para dar trabalho em crescer..."? Uma mãe pode ser um perigo, viu, se não souber lidar consigo mesma. Eu sou um perigo! Ao menos, falo para meu filho: 'não sou perfeita, mas, sou sua mãe e você é pequeno. Goste ou não, é assim que sei agir. Quando crescer, você faz o que acreditar ser melhor.". Ah, vai saber o que é certo ou errado? Cada um tem sua maneira de ver as coisas. E têm cada maneira tosca, que Deusmelivre!
Arriscar não é ser irresponsável, tá? Há uma grande diferença aí e uma coisa que a gente nem sempre sabe: o que é ser responsável, mesmo?
De tudo isso, o que queria mesmo dizer é que não dá para ser feliz enquanto: deixarmos que a opinião dos outros seja mais importante do que a nossa - e isso, não quer dizer deixar de amar a essa pessoa... impressionante como fazem essa mistureba doida de que discordar é não gostar e a gente leva como verdade única -; deixar de viver o que sente afinidade por medo de magoar quem não acredita e passar a vida toda magoado e, quando Vida diz "oi!" e tudo que não deveria ser cai terra abaixo a gente descarrega toda a carga de culpa na pessoa, em vez de assumir que poderia e ainda pode fazer diferente, pois, a única pessoa que pode decidir por nós, somos nós e não as nozes; continuarmos alegando e propagando que compreender é fazer justiça com as próprias mãos... desrespeitando o direito dos outros de pensarem e agirem diferente; deixar que invadam nosso espaço pessoal, por medo de dizer "não" e magoar a pessoa que está nos magoando, por não respeitar nosso espaço e nossa maneira de ser e agir...; nos fecharmos como ostras coladas com superbonder e fincarmos o facão no pé de "jacarandá rei" - ou era jequitibá? - e viver a vida querendo ser eterno, e eternamente brigando com aquilo que vem nos ensinar algo... ainda que toruoso... tem horas que piro com Deus, mas, fazer o quê? Ele é O cara, né? Tem lições que são pesadas, viu?; ah, tem muita coisa que nos leva para caminhos bem distantes do que deveríamos seguir e voltar tudo dá um trabalhão danado, mas, seguir em frente, sabendo que está fugindo deve ser tão louco que é por isso que o mundo está como está, todo mundo correndo na direção contrária, por medo de ser feliz. Também, nos ensinam desde cedo que "Desconfie. Se vier algo bom e de graça, não é coisa boa!". A gente precisa investigar, averiguar... desconfiar é duvidar de algo que pode ser, como pode não ser. Como saber? Investigando. Como viver? Vivendo. Como ser feliz? Aprendendo, construindo e plantando a felicidade. E como saber se o que eu falo aqui é verdade? Não vai... é o meu caminho, o meu caminhar. Dá certo para mim e nem eu me fecho apenas nisso.
Se Michel Teló ganhou o mundo com "ai se eu te pego..." a gente bem que poderia entender que na vida, aquilo que não mata, engorda e faz crescer. Aí, ó, eu digo: "ai, delícia, assim você me mata. Ai se eu te pego. Ai, ai se eu te pego..." E a vida é uma delícia! Melhor viver do que morrer estagnado. Né, não, é? Hum!
Vou com o saudoso Nelson Gonçalves "vou indo, caminhando sem saber onde chegar, quem sabe na volta te encontre no mesmo lugar..." (trecho de "Caminhemos", de Herivelto Martins, belissimamente interpretada pelo Nelson Gonçalves). Eu prefiro encontrar essas pessoas caminhando, também. Ah, eis a música abaixo, para quem não conhece. Sim, não estou me referindo a relação amorosa, mas, a relação amorosa com a Vida!
Tenho que parar... quando começo a escrever não quero mais parar. Uma coisa puxa outra e vai puxando e puxando... quando vejo, já fui e voltei dezenas de vezes...
Se a vida parar para prosear e te der a chance de fazer escolha, faça. Você pdoerá fazer outras ao longo dela. Só não escolha, pelo amor de Deus, por aquilo que atente contra a integridade física ou moral de alguém! Isso não é escolha, ao menos, não se trata de uma boa escolha. A escolha é individual, para a vida de cada um. Nada de tentar fazer escolhas para a vida alheia. "Cada um com que cada um, deixa o cada um dos outros" - como diz o Zeca Pagodinho.
Beijos,
Pat Lins.
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