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quarta-feira, 24 de abril de 2019

Laboratório da Vida - Ciclos e Silêncio

Imagem: A Sabedoria dos Ciclos

Minha vida é meu laboratório e, a partir de cada experiência, algo em mim muda. Ainda tenho imensa dificuldade com muitas e inúmeras questões, mas o aprender a silenciar foi algo de muito interessante. Ainda tenho meus ímpetos, só que, olha, muito menos, viu!?

Entendi que a ideia não é engolir a seco, muito menos, rebater de pronto, mas respirar. Impossível não se chatear com determinadas situações. Não é um processo indolor, mas a gente precisa seguir, fazendo o melhor que pode, com o melhor que tem.

Aprendi a não negar que me enfureço e começa a subir aquele calor, que queima tudo por dentro e, antes, virava uma explosão nuclear. Hoje, identifico essa presença, esse sentimento - em geral reativo, mas, a reação é autorreferenciada em mim e em meus valores e crenças (natural em todos e qualquer um de nós), a gente sempre vai achar que está sendo atacado e, mesmo que estejamos, o outro também acha que está e é por isso que existe tanta guerra, porque ninguém quer esclarecer, quer é "estar certo".

O não negar o sentir permite que eu possa respirar e me dizer rapidamente: "depois a gente conversa, só eu comigo mesma" e ouço o outro, respirando, não só para deixar o outro fazer sua catarse, mas para que eu consiga não entrar na frequência dele/a e saiba deixar passar - nem sempre é linear assim, muito menos "facinho" e com cara de santa, muitas vez vem em meio da fúria mesmo e tenho esse diálogo interno já na porta mental daquela linha tênue do sair da razão, diante de uma investida recebida que ativou o mecanismos de defesa com o "atacar!". O bom desse meu exercício tosco, que faço do meu jeito e nem sei explicar, é que a porta emperra, exatamente quando a linha parece estar por um fio e o pensamento me toma: "deixe passar". Linha, você é um gênio! Ela fica elástica, quem "guenta?!".

Quantas vezes dá aquela vontade de "enfiar o pé na porta" e ser a Patricia de antes... e todas essas vezes, algo em mim me impede de regredir. Discordo do engolir a seco, mas também não acredito mais no bate e rebate desgastante de um embate e penso assim: respirando, tenho tempo para pensar, sem prejudicar minha saúde. Não se trata de implodir... é expandir a um ponto que, ao respirar e olhar para algo bom, nem que seja uma lembrança alegre e boa, que te preencha de alegria ou algo bom, sabe? É por aí. Então, me questiono: "qual meu verdadeiro foco - entrar num embate, para provar que estou certa ou deixar a fúria encegueirante do outro passar para conversar num momento mais saudável?". Uma pausa interna. Algo com significância para mim.

Ah, se o outro tivesse essa mesma capacidade de se auto ajudar seria tão melhor... lidar com temperamentos e temperamentos não é fácil e nem tenho sucesso em todos os casos, mas, naqueles que me determinei em terapia, ah, esses eu foco mesmo e chamo por Deus: "olha, o Senhor se revele e se manifeste como amor, pelo Amor ao Senhor mesmo, porque, sei não...".

E assim vou superando os picos de crises. Um amiga super mega, do tipo hiper especial, que por acaso é psicóloga (pena que nunca pude ser paciente dela... nas, a amizade em si era terapêutica e curativa), Noemia Nocera, pessoa que amo muuiittoo, me ensinou isso há alguns anos e, na época, achava que só pessoas evoluídas seriam capazes desse feito... mas, eu, mesmo esse pequeno ser que sou, doida para crescer e me livrar desse fardo de ser medíocre, venho conseguindo exercitar, literalmente: "na crise, não tome nenhuma atitude. Deixe passar. O tempo ajusta tudo e, com essa pausa, não há arrependimento e todo foco passa a ser na solução, não no ego briguento". Achei tão lindo e poético na época. Hoje, tão necessário!

Qual o benefício? Durmo tranquila; acordo feliz; sempre tenho "um sorriso sincero e um abraço, para aliviar meu cansaço...". Desafios? Tenho muitos! Senso de "justiceira"? Diminuindo cada vez mais, porque, a verdadeira Justiça, o Tempo revela e, se em cada ação, uma lição, algo tenho a aprender e, se o outro não aprende e fica insistindo em querer aprender às custas do meu bom humor, eu, como ainda não sou evoluída, apenas sei deixar passar, tá, sem briga, mas ainda não sei aceitar, muito menos entender.

E vou seguindo. Caminhando pela vida, sem pressa, porque não existe um onde chegar, eu acredito no: onde você está, o que faz de melhor para que, qualquer coisa, fique mais leve, mais alegre? Qual a sua cota de contribuição com você mesmo? O que de bom você gera e a que custo? É possível fazer o que é preciso, necessário, de uma maneira mais saudável?

Só pensando mesmo... e seguindo, um passo de cada vez e só! Não tenho que agradar as expectativas dos outros, porque se a gente se encarar legal, a gente não satisfaz nem as nossas próprias, e a gente vive transferindo para o outro. Esse é outro grande exercício que tenho feito, mas não cabe nesse post.

Aqui, a ideia foi falar do silêncio como mecanismo de "sobrevivência" dentro dos ciclos tensos na vida. Afinal, silenciar é muito mais um estado de atenção, empatia e compreensão, para não pirar na tensão que aperta em alguns momentos, do que engolir a ira por preferir não revidar. Meu lema é vivência nessa selva louca, sobrevivendo no dia a dia, como qualquer um, só que, minha bandeira ergue três pilares: Amor, Tempo e Verdade e assim, meus ciclos vêm se fechando, após picos de dor, incômodo e desconforto, com uma dose muito grande de esperança, fé e certeza de que tudo passa e tende a melhorar - ao menos, dentro de mim, fora está além do que posso fazer!

Saudações,

Pat Lins.

Imagem: não foi identificada a autoria... em pesquisa no Google com tema "ciclos", ela representa tanto a esteira da vida que vivemos que optei usar.

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Deixa decantar!

Imagem: Pesquisa no Google sobre Água Cristalina

Hoje, estava a fim de receber uma mensagem, sabe, um recado de coração e alma para acalmar um coração (o meu) à beira da aflição...

Daí, um amigo me passou algo "muito amor no coração, mas firmeza nas atitudes" e eu senti como se aquela simples frase me tomasse e me vieram tantas imagens, tantas informações (acho que ele nem sabe que ele era apenas uma ferramenta e como temos uma conexão forte... abriu uma tilha submersa em mim de coisas que se organizaram e apaziguou-me), que me deu uma imensa vontade de (d)escrever sobre TUDO e sobre NADA. Já falei sobre esse tema outras vezes, mas, desta vez, vêm apenas imagens e palavras como gritos de guerra "mudar!" "mudança" "chegar lá" "creia" "siga" "mantenha-se firme" (aqui, abro um parêntese - estou firme, e digo: não sem dor, vou seguindo... e me libertando e me permitindo).

Muita água para limpar e muita calma para deixar decantar (outro amigo me trouxe essa alegoria e achei incrível: "é só a fase final de limpeza, não é para agitar, senão, volta a fazer barro. Deixa decantar, deixa a terra assentar em seu devido lugar.").

E, então, me veio tanta vontade de, apenas aceitar a fase e deixar decantar! Mas, o mais legal foi a vontade de compartilhar uma mensagem, sem me preocupar com a simetria dos parágrafos, a repetição de palavras... um texto apenas sentido por mim, pegando ponga nessas mensagens de outros andarilhos como eu:

EXISTEM MUDANÇAS QUE APENAS CHEGAM E VÃO... E A GENTE NEM SENTE DIREITO, SÓ UMA LEVE TONTURA POR ALGO QUE SAIU DO LUGAR. 
EXISTEM MUDANÇAS QUE SE INSTALAM E A GENTE SE ACOSTUMA  E ESQUECE DE MUDAR. 
EXISTEM MUDANÇAS QUE CHEGAM E PARECEM NUNCA TER FIM... 
EXISTEM MUDANÇAS QUE CHEGAM E DOEM, MAS PASSAM! TUDO PASSA! 
EXISTEM MUDANÇAS, SEMPRE QUE PRECISAMOS ALGO MUDAR. 
EXISTEM MUDANÇAS.

A Vida é movimento, com isso, sempre teremos algo a mudar. O mais importante de tudo é identificar que energia, que emoção, que sensação, que pensamento está em mim? Como lidar com tudo isso? Como, simplesmente, deixar passar, quando a mudança é liberar e como, no desejo de que algo novo chegue logo e a mudança se mude para cá, como saber apenas esperar a fase de mudar?

Existem mudanças que custam a chegar e nos acostumamos a não mudar. Será que ela chega, mesmo? Será que é para mudar? Como saber? Tantas vezes estamos no fundo do poço e mexer parece tão pior. Como decantar? Como "cristalinizar-me" em meio a algo que já não quero mais em minha vida e, não apensa se repete, se instalou e ... sei lá... parece ser mais do que eu? Tá, hoje, já assumo e reconheço que NÃO QUERO MAIS! Que horas será essa bendita hora de fazer acontecer? De chegar lá? Não no fim, porque o "chegar lá da Vida" não é estanque, mas, o "chegar lá" de um determinado objetivo... Que venha a boa mudança do "está na hora de mudar!".

Acima de tudo a fé! Não como consolo, mas como certeza de que tudo que é para chegar, chega a mim com abundância, leveza e glória! Acima de tudo a presença! O estar consciente de que é o que é, enquanto não melhorar, mudo em mim o desânimo para fé e a aflição em esperança. Afinal de contas, é hora de decantar! A mim só cabe, simplesmente, esperar! E, enquanto espero, vou vivendo, andando e fazendo o melhor que posso com o melhor que tenho!

Vamos lá, porque sempre haverá um caminho a seguir, outro a conduzir, outro a se abrir e outro a guiar! Apenas sinta-se e reflita, vendo as imagens, lendo as palavras soltas, sem muito racionalizar! Sinta-se seguro em si e confie que mudar é seguro!

Saudações,

Pat Lins.


Imagem: Trilha submersa

sábado, 13 de junho de 2015

O COMEÇO DO COMEÇO

Imagem: Google Imagens
Acho interessante um monte de coisa... Mas, ultimamente,  tenho observado que o grau elevado de estresse tem levado um número maior de pessoas a buscarem a espiritualidade  - em diversas religiões,  tá?  Vamos quebrar o tabu com as palavras e como as recebemos,  pode ser?  Só um convite a "menos estresse,  mais consciência e boa vontade". Por um lado, coisa boa ver que estamos percebendo que só isso aqui, essa realidade tida como lógica  - e ilógica... - ou cientificamente comprovada,  não é suficiente.

Abrindo parêntese: entendo que foi uma questão histórica de mudança. Vivemos ciclos e ciclos. Foi o iluminismo,  depois o positivismo... E por aí vai. Cada demanda por mudança, uma luta... Entretanto, um radicalismo e um exagero. É ou não é? Faz parte da dualidade que nos submetemos,  de uma necessidade de ter que ter forças para romper com algo já "arquetipizado"... De abrir frente para o novo. Enfim.

Pois, essa busca tem um outro lado... Um apego a soluções mágicas. Isso me ocupa os pensamentos. Em vez de buscar a "luz" , vejo muita gente ficando cego, por querer olhar direto para o sol, assim que sai da caverna... Lembram da "caverna" de Platão?  Pois é... Temos muitas demandas até conseguirmos alcançar a tal iluminação divina. Mesmo assim, ainda somos centelhas Dele, O Pai; O Criador; Deus. Só que nos sujamos com tanto preconceito e idiotices  - perdoem-me,  mas não achei adjetivo que melhor descrevesse o que e o como penso...

Criamos, cada um de nós,  um campo de destruição,  dor e discórdia. Somos assim... Depois, nos decepcionamos com "Deus" , pois Ele não vai entrar em nossos joguinhos egocêntricos e alienados,  fanatizados pela insanidade de agir, fazer e pensar do mesmo jeito e exigir mudança... Fazer igual e esperar algo novo... Repetir, criar padrão e esperar,  esperar e esperar novidade...

Sendo assim, me pergunto:  buscamos o que?  O que queremos encontrar? O que é fé? O que é crença? O que é ideia fixa? O que é mania de perseguição?  O que queremos,  mesmo?  Quem sou eu?

Pois é... A luz acende,  mas as sombras se revelam. Quem cuida de iluminar as próprias sombras,  se só está vendo a sombra do outro?

Tudo começa com a pergunta certa. E : big bang! Fiat lux!

Mas tudo que começa é um começo. Começar,  iniciar. Todo começo tem um começo. Todo novo precisa começar. Tudo faz parte de um todo, de um processo de construção:  uma parte de cada vez. Evoluindo, ainda que não pareça, pois assim como a terra já se reconstruiu algumas vezes, o que está fora e obstruindo a evolução,  simplesmente,  como num passe de mágica, é destruído. Ou por uma explosão ou por um dilúvio ou por algo que venha dizimando tudo. Será que já não estamos nesse processo? Hum... Será?

Só para eu refletir,  mesmo. Espero que ninguém tente acompanhar esse pensamento.

Pat Lins


sábado, 27 de dezembro de 2014

EU ACREDITO


O que penso:

NÃO EXISTE MAL ALGUM EM ACREDITAR.

EXISTE MAL EM SE FECHAR NO QUE ACREDITA COMO SE TUDO COUBESSE E SÓ EXISTA LÁ.

Pat Lins.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

FÉ É...


Fé é acreditar, ainda que as forças contrárias, os obstáculos, os medos... criem resistência.

É saber que, em alguns momentos, só o que nos cabe é esperar a chuva passar, ou sair e se molhar.

Pois é, na vida a gente está sempre aprendendo, com ou sem dor.

É mais do que esperança, porque, em muitos momentos, até esquecemos de esperar algo mudar... mas, lá no fundo, brota uma luz, uma semente que precisa ser regada para brotar. Regamos quando acreditamos que isso tudo é passageiro: coisas boas e coisas ruins, tudo passa!

Pat Lins.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

POLÍTICA, FALTA DE FÉ, ECONOMIA, COMÉRCIO E RELIGIÃO: A DETURPAÇÃO DO BOM NEGÓCIO


É isso mesmo... Antes, religião, economia e política eram uma coisa só, um só poder nas mãos dos homens sem fé, vestidos de guias espirituais. Basta olhar nosso passado histórico - com mais destaque no feudalismo, mas, está em diversos outros tempos - além dos livros escolares, haja vista que estes são ferramentas de controle social, em muitos casos, pela omissão de fatos relevantes. Pelo que me recordo, dos estudos de filosofia na época da faculdade, na Grécia antiga esses pilares interagiam como partes do mesmo controle administrativo, vamos colocar assim. Era uma questão de ordem, de organização e de equilíbrio nas decisões. Naquele período, moral e ética eram a base em cada um dos pilares referidos acima. Ah, um adendo sobre "política":
 "A palavra tem origem nos tempos em que os gregos estavam organizados em cidades-estado chamadas "polis", nome do qual se derivaram palavras como "politiké" (política em geral) e "politikós" (dos cidadãos, pertencente aos cidadãos), que estenderam-se ao latim "politicus" e chegaram às línguas europeias modernas através do francês "politique" que, em 1265 já era definida nesse idioma como "ciência do governo dos Estados".2
O termo política é derivado do grego antigo πολιτεία (politeía), que indicava todos os procedimentos relativos à pólis, ou cidade-Estado. Por extensão, poderia significar tanto cidade-Estado quanto sociedade, comunidade, coletividade e outras definições referentes à vida urbana."
Hoje, em nosso país laico, política é apenas política; as pessoas são livres para seguir a religião que quiser ou tiver mais afinidade;  e deveria ser assim, na prática. O problema é que ser evangélico, caiu na moda deturpada. Eu não sou evangélica, mas convivo com pessoas que são e elas são super do "bem". Lógico que tem de tudo, em tudo quanto é lugar e religião, em se tratando de gente - afinal, estamos todos em processo de crescimento e evolução para voltarmos a ser ser humano. Penso que quando éramos primatas, éramos mais decentes. É sabido que algumas pessoas de má índole se apropriaram da "palavra de Deus" para manipular os fiéis menos informados e cegá-los... Assim, o solo se torna produtivo para esse "bom e rentável negócio". os fiéis passam a ser consumidores certos e fiéis: dinheiro certo, renda certa, fortuna garantida!

Veja um simples exemplo de manipulação, por parte de alguns "líderes religiosos", que vi, por acaso, no Yahoo!
Alegam que por Xuxa ter chamado Feliciano de mostro e ele ser um "servo de Deus" - Deus é mais! - ela teve sua vida destruída pelas mãos do "Senhor"...
Para quem não sabe - ou não se lembra... eu via Xuxa fazer esse símbolo quando eu era uma baixinha criança - trata-se de um sinal de LIBRAS, ou, linguagem de surdo-mudo, como muitos chamam, e quer dizer: EU TE AMO. No texto do Yahoo!, eles explicam que essa imagem foi usada dizendo que ela fazia sinal do "diabo"... Ou seja, polemizar, gritar e intimidar publicamente dá crédito a esses seres vestidos de cristãos, fazendo com que os menos avisados não vejam o óbvio, apenas o mundo de ilusão criado para os prender e escravizar. 

Me recordei daquela passagem onde diz que se levantarão falsos profetas... Atribuo parte disso aos falsos cristãos, dentro da própria instituição religiosa - leia-se "parte disso", porque esses "falsos profetas" estão em muitos lugares. Tipo lobo em pele de ovelha. Um dia será separado o joio do trigo. Afinal, a semeadura pode ser livre, mas a colheita é obrigatória! 

Assim, para dar um tchan:

Provérbios do Inferno

"No tempo da semeadura, aprende; na colheita, ensina; no inverno, desfruta.
Conduz teu carro e teu arado por sobre os ossos dos mortos.
A estrada do excesso leva ao palácio da sabedoria.
A Prudência é uma solteirona rica e feia, cortejada pela Impotência.
Quem deseja, mas não age, gera a pestilência.
O verme partido perdoa ao arado.
Mergulha no rio quem gosta de água.
O tolo não vê a mesma árvore que o sábio.
Aquele, cujo rosto não se ilumina, jamais há de ser uma estrela.
A Eternidade anda apaixonada pelas produções do tempo.
A abelha atarefada não tem tempo para tristezas.
As horas de loucura são medidas pelo relógio; mas nenhum relógio mede as de sabedoria.
Os alimentos sadios não são apanhados com armadilhas ou redes.
Torna do número, do peso e da medida em ano de escassez.
Nenhum pássaro se eleva muito, se eleva com as próprias asas.
Um cadáver não vinga as injúrias.
O ato mais sublime é colocar outro diante de ti.
Se o louco persistisse em sua loucura, acabaria se tornando Sábio.
A loucura é o manto da velhacaria.
O manto do orgulho é a vergonha.
As Prisões se constroem com as pedras da Lei, os Bordéis, com os tijolos da Religião.
O orgulho do pavão é a glória de Deus.
A luxúria do bode é a glória de Deus. A fúria do leão é a sabedoria de Deus. A nudez da mulher é a obra de Deus.
O excesso de tristeza ri; o excesso de alegria chora.
A raposa condena a armadilha, não a si própria.
Os júbilos fecundam. As tristezas geram.
Que o homem use a pele do leão; a mulher a lã da ovelha.
O pássaro, um ninho; a aranha, uma teia; o homem, a amizade.
O sorridente tolo egoísta e melancólico tolo carrancudo serão ambos julgados sábios para que ejam flagelos.
O que hoje se prova, outrora era apenas imaginado.
A ratazana, o camundongo, a raposa, o coelho olham as raízes; o leão, o tigre, o cavalo, o elefante olham os frutos.
A cisterna contém; a fonte derrama.
Um só pensamento preenche a imensidão.
Dizei sempre o que pensa, e o homem torpe te evitará.
Tudo o que se pode acreditar já é uma imagem da verdade. A águia nunca perdeu tanto o seu tempo como quando resolveu aprender com a gralha.
A raposa provê para si, mas Deus provê para o leão.
De manhã, pensa; ao meio-dia, age; no entardecer, come; de noite, dorme.
Quem permitiu que dele te aproveitasses, esse te conhece.
Assim como o arado vai atrás de palavras, assim Deus recompensa orações.
Os tigres da ira são mais sábios que os cavalos da instrução.
Da água estagnada espera veneno.
Nunca se sabe o que é suficiente até que se saiba o que é mais que suficiente.
Ouve a reprovação do tolo! É um elogio soberano!
Os olhos, de fogo; as narinas, de ar; a boca, de água; a barba, de terra.
O fraco na coragem é forte na esperteza.
A macieira jamais pergunta à faia como crescer; nem o leão, ao cavalo, como apanhar sua presa. Ao receber, o solo grato produz abundante colheita.
Se os outros não fossem tolos, nós teríamos que ser.
A essência do doce prazer jamais pode ser maculada.
Ao veres uma Águia, vês uma parcela da Genialidade. Levanta a cabeça!
Assim como a lagarta escolhe as mais belas folhas para deitar seus ovos, assim o sacerdote lança sua maldição sobre as alegrias mais belas.
Criar uma florzinha é o labor de séculos.
A maldição aperta. A benção afrouxa.
O melhor vinho é o mais velho; a melhor água, a mais nova.
Orações não aram! Louvores não colhem! Júbilos não riem! Tristezas não choram!
A cabeça, o Sublime; o coração, o Sentimento; os genitais, a Beleza; as mãos e os pés, a Proporção.
Como o ar para o pássaro ou o mar para o peixe, assim é o desprezo para o desprezível.
A gralha gostaria que tudo fosse preto; a coruja, que tudo fosse branco.
A Exuberância é a Beleza.
Se o leão fosse aconselhado pela raposa, seria ardiloso.
O Progresso constrói estradas retas; mas as estradas tortuosas, sem o Progresso, são estradas da Genialidade.
Melhor matar uma criança no berço do que acalentar desejos insatisfeitos.
Onde o homem não está a natureza é estéril.
A verdade nunca pode ser dita de modo a ser compreendida sem ser acreditada.
É suficiente! Ou Basta."

Pensemos bem. Passemos bem,

Pat Lins.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

AJOELHA PARA REZAR E LEVANTA PARA ATACAR

Meu "caminho das pedras"
Conversando com mais uma nova amiga, constatamos o quanto algumas pessoas pensam que estar debaixo de um teto "sagrado" é a salvação em si... Ou, estar sob um teto religioso é o próprio religare.

Tem gente que nem sabe o que quer dizer "religare", nem o ato de se reconectar com a espiritualidade - seja através da religião que for -, onde o que conta é a ação, alinhada com a crença. É o reconectar com os bons e verdadeiros valores, com as virtudes. É estar em ligação e conexão com Deus, num alinhamento puro.

De nada adianta ir à igreja rezar/orar, se ajoelha, levanta, canta, se abraça e, assim que passa o culto, a missa, a reunião... já entra em estado de julgamento: "Nossa, você viu a roupa de fulaninha? A mesma da semana passada... será que não tem um dinheirinho para comprar roupa nova? Que deixe de comer...". Isso é fé? Isso é exercício de fé? Isso é prática de fé e devoção?

Pois bem... as pessoas não estão mais dispostas - aliás, deixe-me consertar a tempo: algumas muitas pessoas - ao ato de ser SOLIDÁRIO. Ninguém quer mais conversar, trocar... tudo deve caber em, no máximo, uma página de A4, com tudo corrido e muito "objetivo", como sinônimo de raso, superficial mesmo. Se houver interesse, aí, sim, se chama para uma "entrevista" mais "aprofundada", ainda que na beirinha, para não aprofundar muito. 

Ou, tudo deve caber em 144 caracteres ou 5 minutos de fala.

Onde vamos parar mesmo? Aonde queremos chegar?

As pessoas usam a força da união sem ponderação. Ninguém tenta fazer alerta, apenas se reune para expulsar e pronto, missão cumprida. Assim, para esses é Deus no céu e a justiça na terra.

A verdadeira imagem e semelhança com Deus, volto a falar, é com DEUS, com algo divino, algo acima de nós e da nossa capacidade limitada de entendimento. As pessoas abusam e colocam o contrário, colocam Deus à imagem e semelhança dos homens, e, pior, dos homens heteronormativos, preconceituosos e cruéis. Do mal, isso!

Assim, seguem essa deturpação. Assim, foi construído o mundo "civilizado" em que vivemos. Assim, sempre seremos os "mesmos", quase mesmos, porque a cada nova geração, um abalo se faz... E, pelo que vejo aqui em casa, esse abalo de agora veio para ficar e não vai aceitar ser enquadrado nesses rigores, não... 

Oremos, irmãos e irmãs, para o bem da nossa Terra. Oremos, para que o bem volte a ser o ar que respiramos! Rezemos pela paz! Meditemos nas sábias palavras de edificação de grandes guias espirituais, que, ainda que não sejam cristãos, pregam muito do que Cristo pregou. E, por falar em Cristo, como filho do Céu, que veio à Terra nos conduzir para e por um caminho e luz, quem deixou de pagar a conta de energia ou detonou esse blackout?! Quem nunca colaborou com o apagão que atire a primeira pedra. Nãoooo! Ninguém precisa atirar a primeira pedra. É só uma colocação retórica, afinal, quando Jesus fez essa colocação, Ele sabia que, por mais raivosas as pessoas naquele momento, havia uma base ética e moral para fazer a contrapartida. Hoje, o povo é tão cara de pau que atira a pedra, ri, insufla e, depois, vai para o bar beber e comentar: "Ha! Joguei duas pedras nuns mané, ali... O cara grita: 'quem não colaborou para a escuridão no mundo, atire a primeira pedra.', não contei até dois, 'rumei' uma no grandão de branco que queria ser Jesus e outra no otário que esqueceu de pagar a conta. Onde já se viu isso? Todo mundo tem problema. Ah! Vai encher a cara que é melhor. Coisa de querer acender luz de mundo! O mundo nem taí pra mim. Né, não?".

Pois é... essa "filosofia de boteco" e essas pregações falsas e desonestas que fazem por aí, faz isso: viva a estupidez humana! Viva o falar uma coisa e fazer outra. Viva a obra sem fé e a fé sem obra!

Fica o alerta - e isso, quero deixar claro, não está relacionado à religião alguma... até porque, eu não tenho religião. Tenho uma base religiosa "cristã aplicada", como prefiro chamar - de que A OBRA SEM FÉ É MORTA E A FÉ SEM OBRA É MORTA (Tiago 2). E aí, fazer só por fazer, sem um propósito maior, apenas ligado ao legado material? E o alegar acreditar, não confiar e nada fazer... do tipo: AJOELHA PARA REZAR E LEVANTA PARA ATACAR!

"Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho e só assim poderás tirar o cisco do olho do teu irmão!", já nos disse Mateus 7:1-5.

Pois é, é isso! Reflitamos mais sobre nossas ações! Talvez doa, mas é melhor sentir a dor do expurgo do que morrer infectado pelo próprio veneno!

Que em 2014 a gente seja mais humano e menos "imagem e semelhança" de um Deus criado pelos homens para conter a "ira" de quem quer se conectar de maneira mais leve e edificante.

EM 2014 VAMOS FAZER MAIS O BEM! 
RECUPEREMOS A PUREZA DA CRIANÇA, QUE ACESSAREMOS O CAMINHO,  A VERDADE E A VIDA!

Pat Lins.

domingo, 28 de julho de 2013

"EXAMINAI TUDO. RETENDE O BEM."


E que não sejamos convenientes e retenhamos o bem que nos convém... eis que aí não reside o bem, reside interesse próprio e ganho pessoal nessa (má)intensão... Cuidemos dos nossos próprios pensamentos e cuidaremos das nossas ações!

Hoje, me peguei refletindo sobre o medo que temos de ir - seja para onde for - e que acaba gerando uma falta de respeito para quem quer ir... assim: se eu temo, não vá, para que eu não tenha que sofrer por você. Subestimamos a capacidade do outro e ir e, se não gostar - ou perceber que "errou" o caminho - poder voltar.

Em meio a esse turbilhão de pensamentos e de compreender o medo que acomete o que teme e a minha vontade de seguir o meu caminho em paz, na minha busca pela paz, pensei que já fui e voltei tanto, que, hoje, entendo: melhor ir e tentar, conhecer eu mesma, para "julgar" - não no sentido pejorativo, mas no sentido direto de avaliar e analisar, mesmo, de acordo com o que EU vejo, sinto, escuto e etc, e não o que me dizem... - do que não ir, parar e sofrer por temer ir e sofrer parado, também e nem vai, e fica e sofre por quem vai. Se arrebentar está aí... parado ou andando. Temer o quê? E como ensinar sem tirar a trave do próprio olho de que "medo é falta de fé!"? Fé requer ação, senão, é obra morta, mortinha e caída no chão. Orai, vigiai e andai, para não cair e ceder à tentação da inércia e da paralisia que ainda causa cegueira, começando por uma simples miopia... Assim, todo o corpo trava numa ação desesperada de nos impedir andar e aquilo que é emocional se torna físico. E nem tudo que é físico ou emocional, tem, necessariamente, origem ou causa espiritual... 

Consciência só se adquire exercitando, na PRÁTICA COTIDIANA. Orando ajoelhado, sem exercitar a fé que tem, sem respeitar as escolhas suas e as do outro alguém, são apenas fé teórica e acomodada de quem quer que Deus dê o milagre e que alguém pegue e te entregue... Para mim, é preciso ir além! 

O mal existe para algum propósito, um dia, ele mesmo cede e se ilumina, deixando de ser algo "ruim", para ser apenas a parte que estava sem luz. Portanto, agradeço até a quem tentou e tenta me atrapalhar e induzir ao erro. Ainda que saia vitorioso, que esbarre em minha falhas e fraquezas, ainda assim, estarei em meio a amor e receberei a ajuda para CURAR  a dor, e não estancar, reprimindo o que deve sair. Precisamos aprender a ver os lados e fazer ESCOLHAS. E escolha é ação, não imersão, estagnação, má intensão... O medo é limitação: LIMITA A AÇÃO!

Assim, me veio: "DE TUDO RETENHA O BEM.". Escuto muito isso, mas nunca parei para ver dentro de que contexto, na Bíblia, esse pensamento se encaixa e fui ler. Pois bem, para cada um, sua interpretação, mas o que está escrito, está escrito dizendo algo claramente... só ler - para quem tiver curiosidade, colei o texto bíblico abaixo -, com os próprio olhos e pensar com a própria mente - sem induzir, com o desejo ilusório de se reter o bem conveniente.

Pat Lins.

I TESSALONICENSES


Mas, irmãos, acerca dos tempos e das estações, não necessitais de que se vos escreva;

Porque vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como o ladrão de noite;
Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão.

Mas vós, irmãos, já não estais em trevas, para que aquele dia vos surpreenda como um ladrão;
Porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite nem das trevas.

Não durmamos, pois, como os demais, mas vigiemos, e sejamos sóbrios;
Porque os que dormem, dormem de noite, e os que se embebedam, embebedam-se de noite.
Mas nós, que somos do dia, sejamos sóbrios, vestindo-nos da couraça da fé e do amor, e tendo por capacete a esperança da salvação;
Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo,
Que morreu por nós, para que, quer vigiemos, quer durmamos, vivamos juntamente com ele.

Por isso exortai-vos uns aos outros, e edificai-vos uns aos outros, como também o fazeis.

E rogamo-vos, irmãos, que reconheçais os que trabalham entre vós e que presidem sobre vós no Senhor, e vos admoestam;
E que os tenhais em grande estima e amor, por causa da sua obra. Tende paz entre vós.

Rogamo-vos, também, irmãos, que admoesteis os desordeiros, consoleis os de pouco ânimo, sustenteis os fracos, e sejais pacientes para com todos.

Vede que ninguém dê a outrem mal por mal, mas segui sempre o bem, tanto uns para com os outros, como para com todos.

Regozijai-vos sempre.

Orai sem cessar.

Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.

Não extingais o Espírito.

Não desprezeis as profecias.

Examinai tudo. Retende o bem.

Abstende-vos de toda a aparência do mal.

E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.

Fiel é o que vos chama, o qual também o fará.

Irmãos, orai por nós.

Saudai a todos os irmãos com ósculo santo.

Pelo Senhor vos conjuro que esta epístola seja lida a todos os santos irmãos.

A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja convosco. 

Amém.


segunda-feira, 13 de maio de 2013

SIGA O MUNDO QUE EU QUERO VIVER!


AMAR É SABER ESPERAR PARA AGIR. É OBSERVAR E ENTENDER QUE NÃO TEREMOS RESPOSTA IMEDIATA PARA TUDO... MUITO MENOS TUDO AO MESMO TEMPO. 

LIDAR COM A DOR NÃO REQUER CULPA, REQUER CUIDADO, ZELO, CARINHO, ACOLHIMENTO E AÇÃO.

TER FÉ E ESPERANÇA NÃO É ESTAGNAR E "PARA TUDO!". É MAIS DO TIPO "PARE O MUNDO, QUE EU QUERO DESCER..." (Raul Seixas).

MAS, SIGO FELIZ! A VIDA SEGUE E AINDA HÁ TEMPO DE IRMOS AJUSTANDO, COM VERDADE. 

ENTÃO, SIGA O MUNDO, QUE EU QUERO SEGUIR E ME REFAZER!

SIGA O MUNDO QUE EU QUERO VIVER!

Pat Lins.




quinta-feira, 9 de maio de 2013

VI e VER


Coisa é quando a gente vê, aquilo que os olhos não vêem; quando a gente sente, aquilo que não está na gente; quando a gente sabe que sabe, mas não sabe o porquê. 

Coisa boa, realmente, é VI e VER!

Pat Lins.

domingo, 31 de março de 2013

FELIZ PÁSCOA!!!!



E hoje? 

Que renasça em nós a lembrança de quem somos, lá no fundo, em nossa essência. 

Que renasça a força da esperança e, acima de tudo, a capacidade de perdoar, de nem julgar e muito menos condenar. 

Que façamos mais o que falamos; que pensemos mais no que fazemos. Que pensemos melhor. Que façamos o melhor! 

Que entendamos o que quer dizer o renascimento do Cristo: o amor, o perdão, a fé! A vida! A eternidade!

Nos concede, ó Deus, ó Cristo, ó Vida, o pão, o vinho e o caminho: o alimento à alma; o refrigério da alma; a vida eterna em paz: o paraíso!

FELIZ PÁSCOA! 

Pat Lins.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

"A ORIGEM DOS GUARDIÕES" - FILME


Gente, que filme lindo! Que mensagem profunda levemente passada sobre a importância de se assumir responsabilidades na vida, sobre a importância dos sonhos e sobre a importância de encarar o medo como única maneira de vencê-lo.

Os personagens são representações perfeitas das qualidades que almejamos e, ainda assim, cometem seus erros.

Uma parte - dentre diversas - que me chamou atenção é quando Jack Frost percebe que os "guardiões" que fazem tanto pelas crianças, mal têm "tempo" para lidar e estar com elas, como nós adultos. O interessante é que todos eles já foram "humanos" e "crianças humanas". E, numa determinada cena, todos ficam sem saber o que fazer diante de uma criança, Jack fala: "É só uma criança. Ninguém aqui sabe como lidar com uma criança? O que vocês fazem diariamente?" e Papai Noel responde: "Eu passo o ano inteiro preparando presentes para elas...". E fica no ar o "e ninguém tem tempo para acompanhar uma criança ou ver o que fazem e gostam...". Isso me lembrou a nós, mães e pais. A gente cresce e esquece que foi criança e, pior, a gente esquece de entender que para a criança tudo é só diversão e brincadeira e, dentro desse mundo lúdico é que vamos estabelecendo o limite diário de viver e honrar com os compromissos. Pior, passamos nosso tempo a reclamar da falta de tempo e nos dedicamos ao trabalho e estresse como detentores da maior parte do nosso tempo. E comprometemos os tempo com nossos filhos...  O Jack Frost se mantém com a mente e as atitudes infantis, egocêntrico, brincalhão, irresponsável... só quer se divertir. Durante a aventura ele vai  crescendo. Nessa cena, ele mostra que equilíbrio é saber se divertir na vida sem deixar de honrar nossos compromissos de "guardiões" de alguma criança.

Eu tenho uma amiga que me diz que limite faz parte da vida. Nós não temos que impor a uma criança, nós temos é que saber o que fazer, fazer e isso, por si só já estabelece o limite. Depois aprofundo mais sobre esse pensamento super bacana de uma pessoa admirável, que é Morgana Gazel.

Voltando ao filme, cada personagem vem como uma mensagem forte. Sandman - o guardião dos sonhos -, junto com a Fada do Dente - guardiã das lembranças -, remetem à importância de se entender que as lembranças - contidas nos dentes de leite, marco da passagem da nossa primeira infância para as mudanças que ficarão enraizadas - nos ajudam a crescer e que os sonhos nos levam ao futuro. Papai Noel nos faz entender a importância da fé, de se ver o bem em tudo e acreditar, acreditar e acreditar no melhor, sem limitar a imaginação. O Coelhão é fabuloso! Com aquele jeitão rude, mostra o lado de que até os destemidos temem algo. Ele teme o ar, o voar. Para ele tem que ser pé no chão. Ele fala de esperança. 

Jack Frost passa o filme a se questionar e nos levar a questão da descoberta e do quanto é importante sabermos quem fomos e como agimos para entrarmos no caminho de descobrirmos QUEM SOMOS. Como ele não tem lembranças, vive impulsiva e irresponsavelmente o presente, sem noção do que vem a ser responsabilidade pelos atos e suas consequências. Ele me lembra a cada um de nós, no processo de busca e ignorância e que, em determinados momentos da vida, somos chamados à responsabilidade.  Assim é esse ser encantador que nem sabe o que está buscando e não entende porque se sente tão só e ninguém o enxerga. 

Todos temos um bom motivo para estarmos aqui, vivos e vivendo. A importância de entendermos e conhecermos o nosso cerne, a parte mais íntima do nosso ser. Papai Noel adverte isso, quando mostra suas diversas facetas/personas numa diálogo/questionamento com Jack, para entender o que ele tem de especial para ser um "guardião". É preciso olhar para trás, olhar para nossa origem. Eu chamo isso de olhar a nossa essência, escutar a voz da alma, a voz interior. 

Muita coisa eu "viajei" no filme. Vi que o medo só entra através das nossas sombras. Ele domina porque tememos, inclusive, o medo de aceitarmos quem somos. Nem posso abrir muito o que percebi, senão, conto o filme. Deixa ele sair de cartaz que conto minhas viagens legais como mãe e como pessoa, antes de tudo. Mas, o poder do sonho foi fabuloso! E lembrar que alimentar a fé, a esperança, as boas lembranças da infância pode salvar o mundo das sombras que tentam imperar. Se houver uma "luzinha" em meio ao breu, uma única pessoa que acredite, essa pessoa pode levar luz aos demais. Isso me remeteu a Jesus. O filme não faz apologia religiosa, e chamam o que chamamos de Deus de "Homem da Lua", pois ele brilha em meio à escuridão - isso eu que entendi assim. Muito bacana porque mostra Papai Noel como um ex-humano que aceitou a sua "condição" - oriunda em seu cerne - de seguir servindo ao próximo com aquilo que tem em si de mais nobre: a força de sempre acreditar; o poder da fé inabalável! - Ops! Se é FÉ, deve ser inabalável... o que abala não é fé. Legal que mostra a importância de aceitarmos nossas "condições", nossas "missões" de Vida para, enfim, sermos felizes, mesmo diante da morte - o que aconteceu com cada um deles, até se tornarem "guardiões imortais". 

O filme fala de escolhas, de liberdade, de enfrentamento do medo como única maneira de vencermos, da importância de uma infância bem vivida, de tempo, de esperança, de fé, de lembranças e, acima de tudo, de sonhos! Ah, acima de tudo isso está o verdadeiro poder do AMOR. Todos os guardiões amam o que fazem. É como se só quando entendemos nossas missões de vida poderemos ser felizes e livres e essa liberdade é o AMOR a quem somos e ao próximo! É a CONSCIÊNCIA. 

Por isso que Sandman é o meu favorito! Ele me lembra um sábio: inteligente; poucas palavras - aliás, ele não fala, mas, se comunica muito bem, mostrando que comunicação é saber o que dizer e expressar; é forte, mas não quer ser conhecido por força bruta e sim por força moral e doçura natural de quem já viveu muito e já não tem mais as amarras da vaidade; destemido, sem ser arrogante. Ele é "na dele". Como todo sábio, suas mensagens são claras para quem tem capacidade de entender, por isso o mundo dos sonhos, porque ele nos fala de e para uma dimensão nossa que não temos "domínio": o inconsciente. Este é que tem mais consciência de quem somos do que supomos sermos... Ele sabe lutar, mas, só usa dessa luta física quando estritamente necessária. É a questão do discernimento que os sábios têm, porque sua natureza é pacífica. Ele desmistifica esse estigma de que todo "bonzinho" é "bobo" ou ingênuo - no sentido pejorativo de quem se deixa enganar. Ele nos mostra que os sonhos nunca morrem, ainda que os pesadelos dominem, é o campo dos sonhos, basta transformar aquele sonho ruim em bom. 

Ah, fiquei encantada com o filme. Cada mensagem me parecia tão clara que quase escutava as falas não faladas. 

O medo tem medo, também. Isso eu comecei a perceber recentemente, após  maternidade. O medo teme ter que se encarar e ver que ele não existe e não precisa existir. O medo teme sumir. Se não tememos, ele não existe. 

Pedro aplaudia muito as cenas onde o medo perdia espaço. Parece que ele se identificou muito com o Jack Frost. Imagino que seja essa busca de toda criança em ser aceita como é. Com o caminhar, Frost entende que limite é importante e amadurece com a ajuda da Fadinha do Dente e do Papai Noel. Ele descobre que mais vale a pena lutar por um amigo do que poupar a própria vida. O filme, ao meu ver, fala da nossa luta diária, da nossa vida, dos nossos dilemas, das nossas dificuldades e desafios... fala de batalhas, de perdas e de ganhos. Fala do viver!

Ah, esse filme é recomendadíssimo e sem efeitos colaterais ou problemas com superdosagens. Vou ver de novo. E quando sair o DVD, adquirir. Esse é o tipo de filme lúdico que fala com a alma. 

Um filme infantil para adulto ver! 

Pat Lins

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

D. VIRGÍNIA - "VIVER COM FÉ".


"Viver a Vida"

Gente, coisa boa é ter oportunidade de "conhecer" histórias reais de uma vida diferente e, por isso mesmo, de pura superação! Sempre me encantei com essas histórias reais. Sempre me senti tocada por cada pessoa magnífica que passou e passa em minha vida. Todo mundo tem um algo a superar.

Mas, "conhecer", ainda que pela TV, D Virgínia, que nasceu numa época onde ter deficiência é pena de morte, provou a si e a todos que existe algo muito MAIOR do que cada um de nós em isolado. Melhor do que escrever, e tentar descrever o que senti, é assistir, ouvir e sentir Dona Virgínia. Ela fala, pura e simplesmente, de uma coisa que me seduz, envolve, me guia, me "tudo de bom"... que é a Vida no dia a dia.

Independente da fé religiosa - para mim, existe uma definição improvisada de FÉ RELIGIOSA, aquela que orienta para alguma religião em específico e FÉ, para mim, é algo que não se explica, mas, se tem e independe de em quê ou quem se acredite, sabe-se e sente-se que existe algo MAIOR, uma força de amor e bondade muito maior e sem explicação científica, acadêmica ou matemática - interessantíssima a maneira como essa senhora vê Deus:

"Minha mãe dizia que DEUS estava dentro de mim. Então, um dia eu li a palavra DEUS e vi que EU estava bem no meio Dele. Depois, olhei o D e o S e entendi: D de dentro e S de si = dentro de si. DEUS está dentro de cada um de nós!" 
D. Virgínia.

O programa foi o "Viver com fé", apresentado pela Cissa Guimarães, uma pessoa ímpar e que mostrou a força da sua fé na vida, mesmo com muita dor, após a perda de um filho de maneira cruel. Para quem quiser assistir ao vídeo e ter essa oportunidade de "conhecer" mais uma pessoa especial, clique no link abaixo, para assistir a participação dela no programa da Cissa Guimarães - "Viver com Fé":



quarta-feira, 14 de março de 2012

VONTADE DE SER FELIZ


Sei lá! Tem dias que penso que não vou suportar de pressão. Em época de crise, crie, né assim? Montamos uma empresa e vêm os medos: vai dar certo? Vamos vender, tudo? Bate uma aceleração mental e tudo vira, como num looping. Somado aos afazeres paralelos - filho, marido, voltar a estudar, planejar a colocação em prática de um sonho - em breve divido aqui - e tudo o mais, como contas a pagar e rotina em geral, em alguns momentos penso que não vou dar conta. Daí, nessas horas, venho aqui e me leio. Vejo o quanto já superei e relembro-me o que acredito e o que "tenho" que acreditar - risos. Respiro fundo. Dou uma paradinha. Repito para mim: "só temos duas opções, nadar ou morrer...". Ai, meus braços! Ai, minhas pernas! Não sei o que seria de mim sem vocês. Nado, nado e nado. Olho para o céu e digo: a vida é uma linda poesia, mas, muitas vezes, uma poesia pesada. O que não deixa de ter sua beleza e seu porquê.

Nessas horas eu me lembro: eu tenho tanta vontade de ser feliz! - Ah, isso não me impede de explodir, de ter acessos de raiva, de me sentir para baixo... Hoje em dia, o diferencial está em ver e querer ver, mesmo que algo esteja tapando minha visão. Saber lidar com as emoções. É! Estou começando a aprender... tô no portão que dá acesso ao caminho que leva ao portãozinho de entrada do caminho para a felicidade! Já, já, no tempo certo, chego lá! Todos nós nascemos para isso, foi não?! Crisálida, minha gente! Crisálida! Eu quero sair da sala da ilusão... cansa, depois de tanto tempo. E, só saindo, entenderemos o que se chama Vida.

Poxa, que vontade de ser feliz!


Pat Lins.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

E, DE REPENTE: O MEDO, A ESPERANÇA E A FÉ...

E, de repente: o medo, a esperança e a fé de que tudo aquilo iria passar. Minha dúvida originava-se e finalizava-se num único instante e sem movimento. Tudo era medo. Revolta. Impotência. Emoções confusas. A razão servia para dizer: "calma! Mantenha a calma.". Era a única coisa a se fazer.

Dentro daquele ônibus, conversas soltas. Roncos. Risadas. Vento. De repente, um voz numa entonação diferente dava a "ordem": "PASSA TUDO! RÁPIDO! NÃO QUERO CARTEIRA, NEM DOCUMENTO DE NINGUÉM. SÓ QUERO CELULAR E DINHEIRO. RÁPIDO! RÁPIDO!". Levei alguns infinitos segundo para compreender que aquilo tudo era real! Que realidade doida! Mais parecia um pesadelo, daqueles que gritamos querendo acordar e não acordamos. Mas, de repente, num grito mudo da angústia e desespero contido, a gente acorda. E assim foi... Eles desceram.

Não. Não se trata de um filme, nem cena de novela. Trata-se do cotidiano mais comum e frequente, que, de tanto se repetir, passa a ser "esperado". Porém, mesmo sabendo-se que acontece a todo instante, a gente nunca acredita - ou, não deseja - que aconteça conosco. Eu vivi isso, ontem, na volta do trabalho. Sim, aquele que me faz feliz, por voltar a ter uma carteira assinada e um salário, ainda que pequeno, no final do mês. Ironia. Dualidade. Faz parte da vida... Coisas que parecem não fazer sentido, ditam o rumo e, quando nos damos conta, estamos lá.

No final da tarde de ontem, eu e mais um ônibus intermunicipal bastante cheio, fomos tomados de assalto. Quatro elementos entraram conosco na rodoviária. Seguiram viagem, em "paz" e, de repente: "passa o celular e dinheiro. Rápido! Rápido!..." Começa o tumulto e as mesma vozes e roncos transformam-se em mudez ensurdecedora de medo e impotencialidade. Tornamo-nos "nada". E ainda tivemos que escutar uma frase muito marcante: "...Anda, passa logo tudo! Eu tô aqui trabalhando, arrisacando minha vida... passa tudo."

Para piorar, um bandido "equilibrado", com voz mansa e serena, avisa para uma senhora, que chorava, num volume baixinho, em pé ao meu lado: "Calma, minha senhora! Não tem porquê ficar assim, não. Isso não é terrorismo, não. Só passar tudo, que todo mundo fica bem...". Poxa, que coisa linda. Olha, aquela situaação seria cômica, se não fosse trágica - pela tensão, porque, graças ao Pai, que fora clamado como nunca por todos os presentes, ninguém saiu ferido. Creia, fomos assaltados.

E uma parada num ponto de ônibus, à beira da estrada, nunca foi tão esperada. Parecia que o slow motion de todo o trajeto drástico congelava o ambiente e o frio se instalava, como o mais arrebatador dos invernos. Ali, compreendi, ainda mais, o que Einstein quis dizer, ao contradizer Newton, sobre a relatividade do tempo-espaço. Na verdade, não havia tempo. Tudo estava parado, exceto o ônibus em movimento, que, por mais que andasse, não chegava ao seu destino. Mas, qual destino era o mais esperado? Da descida dos elementos ou da rodoviária? A sensação era estranha. Aqueles gritos e aquela arma horrorosa, erguida a todo instante como troféu da desgraça alheia, nos lembrava quem estava no "comando" de nossas vidas e da imposição do terror, como clima.

Enfim, um sinal: "Deu, motor! Bora, bora, bora!" E, naquela parada, os corações voltaram a bater. Outros gritos ecoaram. Gritos contidos que necessitavam extravasar. Vísceras aflitas. Um alívio sem alívio. Que alívio, coisa nenhuma! Muita raiva e euforia tomou conta. A massa assustada e enfurecida, incapaz de recobrar razão e ordenação de idéias, gritavam com o motorista, após a descida dos meliantes, numa angústia só. Era preciso dar vazão ao acúmulo de emoções implodidas e misturadas. A massa queria descer, em qualquer lugar. Só queriam sair dali. Alguns poucos ficaram, firmes no propósito de recobrar o "juízo" até a parada final. Ali, vi o quanto somos "nada", sem a liberdade e as oportunidades. Durante o assalto, tínhamos duas opções: manter algo próximo a calma - e afirmando ser "calma", mesmo... - ou, sucumbir ao descontrole, o que seria como riscar um fósforo sobre pólvora... Ou seja, não tínhamos opção. Eles comandavam e faziam o que quisessem.

Naquela despedida, ninguém esperava nenhum: "tchau". Muito menos, abraço de despedida. Não havia dor naquela separação. A dor foi da convivência. Nunca escutei e falei tanto: "vão-se os anéis e ficam os dedos.". Literalmente, porque eles pegaram as alianças e anéis de ouro - até um de prata, recusado pelo "chefe" do bando, foi confiscado por outro integrante... E esse dito nunca foi tão real, em minha vida.

A sensação de uma arma, assim, bem pertinho de nossas cabeças, quase como um dedo a cutucar, é inexplicável. Até imaginar é difícil. Não sei descrever aquela sensação. Não era angústia, mas, parecia muito... só que era muito pior. Não era medo... Não era raiva... Era tudo junto e muito mais. Tantos trabalhadores ali. Tanta gente que opta por se manter gente, sendo vitmizado por animais primitivos e ediondos como aqueles que elagavam "estar trabalhando".

Mesmo em meio àquela distorção da realidade - sim, minha realidade vai além daquele episódio - havia um canto em paz, dentro de mim... O que o alimentava e o acendia, não sei falar, mas, ele estava ali. Uma voz interna bem legal me fazia companhia e eu gostava, porque aqueles elementos poderíam roubar tudo em mim, menos, o que trazia internamente. E eles não poderiam calar aquela voz firme e doce que me acalmava, repetindo inúmeras vezes: "tudo passa!". Eu não pensava, mas, uma espécie de pensamento se firmou em minha mente e acendi os holofotes em sua direção: "Já, já, isso tudo será passado". E, mais de meia hora depois, era. Não, eu não vi a minha vida passar pelos meus olhos. Não lamentava o que não havia feito. Não pensava: "ah, a gente reclama tanto da vida...". Naqueles instantes, eu só pensava no momento e ficar calma - se aquilo era calma... ou congelamento... - e, minhas forças permitiam que eu sentisse, quase vislumbrando, o fim daquele tormento. Pensava no prenste seguinte, que faria mais sentido. Aquilo tudo precisava se tornar passado e assumir o lugar de passado - algo que PASSOU! O tempo parecia ter perdido seu controle, mas, apenas parecia, porque tudo era questão de tempo.

De repente, o medo cedia espaço para uma esperança. Vi o quanto faz bem alimentá-la. Basta dar espaço que ela se manifesta e se instala. Naquele tumulto, clamava a dois tipos de fé: uma que me impunha e outra que trazia comigo e quase a sufoquei com o medo inicial. Orava e orava e orava. Aí, falava para Deus: "tô orando tudo errado, Pai... Não consigo seguir a ordem. Mas, o Senhor tá me ouvindo? O Senhor tá me entendendo? O Senhor tá aqui com todos nós? Pai, quero pedir paz, até para esses elementos, Pai, para que eles sigam seus caminhos e nos deixem livres e vivos. Jesus, nos socorre!". Pena que nenhum efeito, nem jogo de luz apareceu, mas, dentro de mim, aquela luzinha branca - que, agora compreendo ter sido cegueira de medo...risos - iluminava do meu olho para dentro, mesmo em meio à escuridão externa. Conseguia ver, sem enxergar nada. Foi até "engraçado" - se é que tem alguma graça nisso - que, no desespero contido, seguindo a voz de comando, sem encarar os sacanas dos bandidos, entregava meu celular e escutava "aqui, aqui" e, ao mesmo tempo, um tronco saindo da "reta" e repetindo: "não, dona, é para ele. Eu não sou bandido não..." Coitado, o bichinho, tão vítma quanto eu... Eu nem sei como eram. Nem o coitado para eum entregava o celular eu via... Só via troncos e membros estendidos por armas finas e compridas, como os dedos das "bruxas más" dos contos de fadas. As faces eram nuvens, de tão rápido que se mexiam. As vozes eram firmes, apesar de toda a tensão. Enfim, outro tempo se iniciava, sem nunca ter interrompido. Para mim, o tempo voltou andar. Aquele tempo, foi um acaso desagradável que não tem lugar definido. Aquele, foi um tempo a parte...

Enfim, o fim. Descer do ônibus era estranho. Todo mundo era suspeito. Eu e minha colega andamos de mãos dadas, tentando manter equilíbrio no desequilíbrio das pernas bambas.

Muita fúria, depois. Gritos e alegações de "direitos" e cobranças ao pobre coitado do motorista era o que mais escutava. Era um tal de "a gente tem direito..."; "a empresa deveria colocar um policial dentro dos ônibus"... Tentei imaginar um policial como escudo. Sim, porque para evitar que algo nos atingisse, só um escudo blindado. "Falta segurança" - gritaram. Nessas horas, todo mundo fez e aconteceu. Só não fez mais porque o resto se acovardou... A vida volta ao seu normal. Seres acéfalos usam sua reserva de inteligência para praticar um crime e utilizam-se de um discurso perfeito de pressão psicológica. Outros seres acéfalos, formando uma massa humana, corre desvairadamente, após a "finalização" daquela eternidade, sem rumo, só para sair daquele lugar, que, já estava livre dos homens - e uma mulher -  "maus". Outros seres acéfalos, utilizam-se da voz forte dos gritos massificados pelo coro de "a culpa é..." e "temos direito a...". E, eu e outros poucos, tentávamos racionalizar para buscarmos uma solução inexistente em meio àquela zona de loucura. No final, vi que somos todos loucos.

Me questiono, ainda mais, em se existe alguma medida de segurança eficaz, para conter os assaltos de toda e qualquer espécie. Será que, em vez de leis para isso e para aquilo, se o Governo baixasse a Lei Magna e a trouxesse a prática, onde TODOS TEREMOS DIREITO GARANTIDO A SAÚDE, EDUCAÇÃO E ALIMENTAÇÃO DIGNOS E DECENTES. TODOS TEMOS DIREITO NA PRÁTICA E NA REALIDADE COMUM A QUALIDADE DE VIDA. TODOS TEREMOS MORADIA DE QUALIDADE, SANEAMENTO BÁSICO... talvez, a desculpa de "roubar" não existisse. Nem entro na seara da essência humana... Aumentaria ainda mais este post. Para mim, mais do que gritar a toa, a gente poderia conversar mais e, à medida que tomamos mais consciência do poder das massas, com organização e objetivos bem definidos, poderíamos chegar próximo ao que conceituamos como CIDADANIA e CIVILIZAÇÃO. Mas, para isso, urge uma mudança cultural de padrão e comportamento muito grande. Definir e estabelecer SOCIEDADE como um corpo mais capacitado é fundamental. Mas, isso é outro questionamento muito profundo...

Fato é que há erro em todos os lados. Mas, a culpa é do Governo. E quem cobra dele? Quem fiscaliza? Quem de nós cumpre o papel de cidadão? A gente se mantém no papel de povo... aliás, de povão. Nada que um dia não seja capaz de mudar. Ai, que sonho de ver esse dia chegar.

O dia em que cada um de nós vai se empenhar mais em

DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO, começando por cada um de nós!

Pois é, vão-se os anéis, e, com sorte, ficam os dedos. E, acredite, a fé em algo bom, acima de todo tormento é algo que precisa ser mais cultivado.

Beijos,

Pat Lins.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

"O TEMPO DE ESPERA" - BLOGAGEM COLETIVA


Olha, quando vi a proposta para blogagem coletiva no  "ENQUANTO ESPERAMOS", pensei em tanta coisa que não conseguia esperar, mas, não tive como parar para escrever... Minha mente desencadeou diversos pensamentos e maneiras de pensar. Fui para vários pontos em mim, tentando definir um foco. Foi quando tive mais certeza de que não sei esperar, já esperando...

Comecei pelo "MÃES NA PRÁTICA", falando da prática de toda mãe e nossa relação com o tempo de espera constante e eterno!

Mas, aqui, onde desabafo com frequência sobre minha busca no caminho do crescimento pessoal - em todos os âmbitos - , esperar tem sido minha máxima! Desde consolo bíblico onde "há tempo para todo o propósito debaixo dos céus..." (Eclesiastes), até o fato de, durante todo processo de espera a gente ficar mais focado no tempo de espera do que na espera em si, como oportunidade para planejar, aprimorar e, em alguns casos, curtir, enquanto não chega o desfecho da situação.


Então, decidi fazer o que estou fazendo: começar, começando... Sem esperar muito, porque, tenho pouco tempo e daqui a pouco, terei que parar... a rotina e os meus afazeres não param para me acompanhar e meu "esperar" fica num latejar na mente em forma de "vai acontecer, espere e verá/verei", em algum momento terei tempo com tempo.

Minha maior dificuldade em esperar - ou, saber organizar o tempo para espera -, falando de uma maneira abrangente, é lidar com a ansiedade crônica... Êta! Aí, o tempo de espera vira uma descarga de adrenalina e, quando se aproxima o momento de "concretizar", seja lá o que for, quando o tempo de espera está próximo ao fim, estou cansada e me arrastando, o que, muitas vezes, me faz "nadar, nadar e morrer na praia"... e o tempo de espera foi em vão... Então, me questino, qual a melhor hora para agir: durante o tempo de espera ou depois do tempo de espera? E como se calcula e/ou determina esse tempo?

Sempre estamos diante de acontecimentos, desde o nascer do sol, até o nascer do sol do dia seguinte... Portanto, sempre estamos no "start" de algum tempo de espera. Na verdade, a gente já nasce esperando: esperando completar nove meses, para sairmos da barriga da mãe; esperar a adaptação aqui fora; esperar cada fase de crescimento, mudança e transformação; esperar os dentes nascerem; esperar andar com firmeza, para "termos" alguma "independência - risos; esperar crescer e ficar adulto para fazer tudo "sozinho" - como se fôssemos capazes de realizarmos tudo sozinhos... até para virmos ao mundo dependemos que alguém nos gere e nos coloque aqui fora...; esperar concluir a faculdade; esperar receber o diploma; encontrar o primeiro emprego; esperar ansiosamente, pelo primeiro salário - quando é baixo, a gente já espera o segundo, o terceiro...; esperar encontrar "um (ou O, para alguns) grande amor"; esperar pela estabilidade finaceira/material para programar uma família - nesse quesito, nem sempre usamos o tempo de espera para programar... muitas vezes, esperamos juntos, mesmo e vamos esperando o ajuste durante a fase de reajuste desajustada...; depois, esperar as condições "apropriadas" - que nem sempre seguem a ordem que desejamos - para ter filho (s)... Estamos sempre no processo de tempo de esperar algo... inclusive a morte.

Vivemos o tempo de espera para nascer e para morrer e, nesse meio tempo, que chamamos de vida, vivemos vários tempos de espera para, depois que o tempo passa, percebermos que perdemos tanto tempo com tantas bobagens...

Determinar o tempo do "tempo de espera" nem sempre é tarefa fácil ou possível. Temos mania e apego ao relógio, para contabilizarmos e avaliarmos nosso sucesso em alguma ação. Na vida nem tudo é tão exato. Na verdade, no geral, a maioria dos acontecimentos nos pegam de surpresa, o que me leva a refletir que, após tanto esperar, quando concretizamos, muitas vezes, nem nos damos conta e somos pegos de surpresa. O tempo tem esses mistérios, aí, de nos pregar peças. Ele nos deixa acreditar que o estamos domindando, quando, na verdade, ele está seguindo seu rumo.

 Bom, esse tema me deu vontade de escrever mais e mais. Vivo, atualmente, mais um tempo de espera, onde espero retomar minha vida, conseguir me encontrar e descobrir uma maneira de superar meus desafios com mais leveza... meu tempo de espera se resume em viver a cada instante na expectativa do novo instante e preparando o terreno para a plantação. Já minha ansiedade está na preocupação com a época da colheita... Vários tempos de espera simultaneamente... Fora, deixar de me culpar pelo tempo de espera que já passou e nada fiz... Temos uma vida para aprender... O máximo que puder levar comigo, levarei... Sei lá o que vai acontecer depois que o meu coração parar de pulsar - ou, minha mente parar de funcionar... às vezes o coração bate, mas, a cabeça já foi (como a morte cerebral, por exemplo). Infelizemente, não será possível fazer com que as pessoas me vejam como sou, mas, aqui vai ficar um registro de meu processo de busca, para quem acha que me conhece, me conhecer um pouco...


Meu tempo de espera é diário. Algumas coisas que espero são concretas, outras subjetivas, outras tão abstratas que nem eu dou conta..., outras fantasiosas... Meu tempo de espera passa e gravita entre a realidade real e a realidade ideal. Eu estou, na verdade, à espera da harmonia entre todos os meus EU´s. Não. À espera, apenas, não, a caminho; trilhando... então, creio que essa fase sim, seja uma fase de tempo de espera e não de pura e vaga esperança.

Enfim, a cada dia alimento meu tempo de espera de DEIXARMOS UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO! Amém! - risos.

E você, como calcula seu tempo de espera? Tem consciência de que vive, pelo menos, um a cada instante? Tempo de espera e esperança podem andar juntos? Tantas perguntas. Cada resposta pode despertar um novo tempo de espera, uma novidade a começar.

Bom, cá estou! Algumas coisas me dando conta de que já aconteceram... outras, por acontecer... outras, desejo que aconteçam... tempo e tempo para tudo... Agora, em muitos casos, só me resta esperar.

Agora, tempo de esperar a comida ficar pronta para almoçar com meu filhote! Meu tempo de espera o inclui numa realidade paralela a minha; uma vida que, por enquanto depende de mim, mas, que não é minha... ENQUANTO ESPERAMOS, vamos vivendo, refletindo, preparando e, um dia, agir!

Beijos,

Pat Lins.



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