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terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Pão e circo - sem pão e sem circo

Crédito: Henning Dalhoff / SPL

Não precisa ser muito inteligente, nem entender de muita coisa para perceber que os políticos - de TODOS os partidos - estão dando em nossa cara, né?! Basta olhar e ver, coisa que até cego enxerga, porque fede tanto que o órgão que mais sente é nosso bolso, além da nossa mente que fica perdida e confusa.

Pane na mente - fico abismada com as brigas em família, entre amigos... defendendo político A, político B... defendendo partido tal e tal. E eles, lá, fazendo o carnaval, sim a deturpação do carnaval como alegria de fachada, com verdadeira "folia" apenas para alguns, seletos.

E fico observando: antes os argumentos para indiciar grupos que interessavam, tudo valia. Hoje, que a gente quer acreditar nessa Lavagem, vem uma micareta daquelas beeemmm pesadas, que a gente tem medo de ir, mas já tá no meio. Agora, cadê o fôlego? Ai, ai. Piada de mau gosto. Eu não tenho provas, mas tenho pela convicção de que as cartas estão rolando e vão parar essa zorra. Jogam a culpa em uma legenda e as outras saem como puras e ilibadas... Oi?

Assim sendo, declaro, mais uma vez, como já avisei antes aqui, diante de percepções do óbvio, por ser uma pessoa neutra, sem esse fanatismo e miopia política como muitos se deixam levar e envolver, revelando uma pobreza de caráter e personalidade, brigando "publicamente" em redes sociais por politicagem, abrindo mão de amigos reais para defender essa falta de respeito ao povo, sem se lembrar que também é povo, tenha afinidade com o partido que tiver, pois bem, digo e repito: continuem a nadar, igual a Dolly de "Procurando Nemo", porque ela sofre de uma amnésia constante... então, observem o jogo. Propaganda é um perigo, uma arma, marketing político é expert em manipular mentes, inclusive e principalmente, as "mais" inteligentes, sim, sim... essa arrogância toda, essa agressividade toda torna refém aquele que pensa estar sendo "inteligente, entendido e politizado". Vão às ruas defender partido tal e partido tal, mas não vejo ninguém se unir para derrubar isso que tá aí e que envolve TODOS os partidos em prol do partido do povo brasileiro, que existe independente das legendas partidárias. Somos um povo que carrega uma herança maldita, uma carga desgraçada por conta de todos os erros e destruições sobre as quais nascemos. E, hoje, uma mega operação promete lavar tudo a jato e parece mais com aqueles lava a jato que deixam nosso carro com areia no porta malas, não limpam os tapetes, nem o que está debaixo deles.
 
Com fome e sem graça - Pois bem: lava a jato bom é aquele que faz o serviço completo, lava tudo, rápido e no grau, pae. Isso que tá aí vem se mostrando mais uma brincadeira de mau gosto que nos deixa aflitos por vermos que eles estão ali só para brincarem de democracia, dando apenas pão e circo ao povo e "nois"? Rindo de se acabar. Quando tem o pão e o circo, beleza, ao menos, estamos "passando bem" e quando nos tiram o pão, porque tá caro e não dá para comprar e o circo, porque a lona rasgou e estamos todos expostos? Com fome e sem graça.
 
Para piorar, vem a proposta de reforma previdenciária... desde que me entendo por gente, a previdência social é a mamadeira farta e grossinha para muita gente graúda hoje, aí. Quem já entrou numa agência da Previdência Social ou no INSS, como muitos ainda chamam, podem ver que só tem pobre mendigando para receber o que juntou anos para ter "sossego", implorando para ter direito ao que tem direito adquirido - ironia danada - e ainda sendo chamado de preguiçoso, porque o país não anda porque o povo só quer deitar na rede e dormir. Esse discurso de intimidação para provocar o pobre orgulhoso e ele trabalhar excessivamente e provar que não é preguiçoso, deixando o chefe mais rico a cada dia é coisa de doido. Só uma pessoa muito idiota para cair e propagar isso. Mas, ainda existe quem queira tirar proveito e grite: "vocês são preguiçosos. Quem quer ganhar dinheiro tem que..." eu completo: tem que fazer um otário acordar cedo, pegar ônibus cheio, ser pisoteado o dia todo, oprimido para não ter tempo de pensar, intimidado com a ameaça de perder o salário final do mês, pois não é o único e tem uma fila de desempregado lá fora..., sair mais tarde, porque comprometimento é tudo. Chega em casa um caco, sem lazer, sem gás, no "bagaço" para dormir, sem descansar e acordar cedo para viver tudo de novo. É isso. É esse ciclo inteligente que os grande ganham e ainda são ingratos. Vamos que vamos, porque é isso mesmo que vai para fila do SUS quando adoece e para a fila do INSS para ter uma sobrevida na velhice que se aproxime de uma realização de sonho de ficar em casa, em seu cantinho, com seu salário mínimo ao final do mês... pois, até isso querem tirar. Então, isso nos lembra o que? Escravidão. Pau no lombo, minha gente, como fizeram com índios e negros em 1500. Olha, quando a operação faxinaço acontecer, aí sim, a lava a jato vai ser fichinha. Aliás, ficha limpa é mais do que não ter ficha corrida, é ser digno do voto popular e honrar o compromisso de fazer algo para o bem maior - referindo-se ao bem maior enquanto todo um povo, tá, não uma conta bancária bem maior. O rombo na previdência sempre foi algo que era citado timidamente nos telejornais... desde sempre. Já vi médico tendo que botar gente para voltar ao mercado de trabalho sem ter a menor condição. Importante que morra, porque é um a menos para usufruir do dinheiro "deles". Esse bando de miserável que assume o poder se apropria do benefício do povo e quer mais que quanto menos gente, melhor.

Pois é. E ainda ficam aí, amigos, familiares, brigando pelo que foi "noticiado" no telejornal como verdade. Quer ver a verdade? Venha para a vida real. Saia da frente da TV. Ande por aqueles lugares que você não vai porque tem gente suja, pobre e faminta, com os "dente" tudo "pôdi", barriga de verme, joelho grande e perna seca. E, minha gente, isso não é por conta de apenas um maldito partido. Isso é por conta de TODOS os malditos partidos, desse bando de politiqueiro que temos e que vivem de uma aparência bem montada, trabalhados na voz que fala "bunito" o que se quer ouvir, na roupa que a gente quer ver, com o cabelo beeemmm arrumadinho, tudo engomado, te engomando.

Tenho medo e estou desesperançosa. O Brasil caiu, ninguém sabe, ninguém viu, porque é barril. Onde estão seus amores e amados, pátria amada? O gigante que se ergue é o monstro da roubalheira. O gigante adormecido tá deitado depressivo, porque tudo perdeu o sentido, está faminto, sem pão e sem circo. Sem alegria, sem motivo para levantar. Nesse desânimo, o gigante vai hibernar por muito tempo. Não há como lutar com pés e mãos atados. Fim da cultura, do lazer, do entretenimento, da saúde, da vontade de se fazer acontecer, porque parece que é impossível uma solução. Só a fé nos diz: mantenha a chama da esperança acesa, porque ela é a última que morre. A minha esperança está padecendo... com fome de arte, com sede de investimento em cultura, com falta de saúde e condições para ela, sem segurança, porque os bandidos hoje são as estrelas do crime que "compensam" - e não me refiro ao MC Beijinho, esse, graça a Deus, teve uma "chance" através da "arte", questionável ou não, mas, vamos crer que ele vai poder ser alguém melhor - me refiro aos grandes bandidos dos colarinhos alvíssimos. Eu quero ser feliz agora! E quero que a Justiça seja feita a jato, como prometido, mas com efetividade, lavando e limpando tudo! Até aqueles cantinhos citados e que ninguém quer tocar, porque vai mostrar que muita sujeira vem dele...

Pat Lins - consternada e desabafando para esvaziar.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

O MISTÉRIO SEM MISTÉRIO

O Mistério me encanta, me envolve. Me toma como parte revelada dele. 

Me diz que não existe segredo, que apenas somos analfabetos da Vida.

O mistério se revela, quando nos desarmamos.

Assim, percebemos que nós é que criamos a ilusão de segredo no mistério, ao ocultarmos de nós mesmos, quem realmente somos.


Pat Lins - encantada.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

BRASIL, QUAL É A SUA CARA? QUEM SOU EU?



Já começaram... as campanhas, lógico, já começam a mostrar o que não existe, criar um clima "copa feliz! Brasil, país do futebol recebendo o mundo do futebol do mundo!". Praticamente, um país de primeiro mundo. Até eu já estou me vendo saindo nas ruas com tranquilidade, num país paraíso, com ruas asfaltadas e com asfalto de qualidade sempre, segura, sem medo de ser feliz, afinal, estou no Brasil - país sede da Copa do Mundo de 2014! Isso é inteligência pura! Não sei porque só usam para criar ilusão... essas inteligências seriam fortes aliadas se fossem sábias. Oh, que pena!

Essa Copa aqui no Brasil vai nos fazer colocar em prática a máxima deste blog: viver o aqui e agora. No caso específico do grande evento, é mais como disse Vinícius: "... que seja infinito enquanto dure...". 

Do mesmo jeito que a Coca Cola trabalha as mensagem de relacionar a bebida com um estado de felicidade... ou seja, ela faz a diferença e a gente acredita nisso. "Abra a felicidade!". Somos felizes por bebermos Coca Cola, uau! Nossa, quão profundo somos. Me emociona... 

Pois é... as coisas começam aos poucos e vão entrando em nossa mente que a gente nem sente. Sem violência. Sem brutalidade. Se é possível fazer isso, a gente pode fazer o contrário, começar a desconstruir. E dizer: tá, já que a copa vem, tudo bem. Mas, eu não estou satisfeita com os gastos desnecessários e tudo mais. Ou: tenho consciência de que isso tudo não é real, bem que poderia ser, mas é não. 

E fica uma reflexão: o Brasil "nasceu" de maneira desestruturada, praticamente, vítima de um estupro. Mataram os índios que aqui viviam e tomaram o lugar a força - pouca força, diga-se de passagem, porque os índios "selvagens" não representavam a violência como nos fazem achar... eles não são os bandidos - e passaram a mensagem de que "civilizaram" esse país selvagem, para o qual Deus nunca olharia, porque não eram catequizados pela igreja Católica de Portugal. Só não entendo como Deus é brasileiro... O brasil cresceu de qualquer jeito, tal qual menino de rua, sem educação, saúde, ambiente saudável e estruturado e etc. Mas, hoje, é o Brasil e não temos como mudar o passado, nem como foi feito. Como diz Elisa Lucinda: "Não dá para mudar o começo, mas pode dar para mudar o final", ou o atual, né?! 

E o que é o Brasil, hoje? Com uma Copa que nos fora empurrada goela abaixo, que nos fará curtir o presente, assim que ela se fizer presente, e gritaremos juntos o nosso patriotismo forte e racional através do futebol. Acho massa torcer pelo time. É muito saudável praticar e incentivar o esporte. O que abro aqui é o questionar do que está além e se fará presente já, já...: nós não temos estrutura alguma para sediar um evento desse porte. Nem me refiro ao que vai acontecer com os estádios elefantes brancos no período pós Copa. Me refiro ao todo: saúde, segurança, profissionalismo, etc e a nossa integridade. 

Não me preocupo com a imagem que será vendida lá fora... essa é inventada - e já foi discutida há muito tempo, para se elaborar um belo e eficiente plano de ação estratégico e tático - e manipulada com belas propagandas onde pessoas de todas as cores, classes - que, nas campanhas nem se faz necessários o plural, é apenas uma classe: a da felicidade e união, sem discriminação... coisa mais linda de se ver - e credos estão lindas e sorridentes, juntas, parecendo que o racismo não existe aqui, num país tão tropical e negro, além da África; a pobreza é só uma coisa falada, mas não se sabe o que é por conta do apoio solidário de diversas empresas que aparecem "ajudando" e criando alternativas para "mudar essa pequena realidade", nos fazem acreditar que o que vemos nas ruas, diariamente, isso, sim, é ilusão. A vida é ilusão, gente! O que vemos não é real. O real é aquilo que assistimos produzidos em estúdios - uma pequena parte - e em computadores de alta performance que criam uma realidade virtual tão fantástica que dá vontade de viver aquilo, de viver lá! Me lembrei do "Show de Truman", o filme e nem sei porquê... Ah, se cada designer conseguisse criar um mundo real tal qual o virtual e digital. 

Me preocupo com a imagem que no deparamos diariamente... a real, mesmo que a neguemos. Me preocupo com o tratamento que receberemos. Estão agindo tal qual a etiqueta manda: receba bem as visitas. Sabe, quando tiramos o aparelho de porcelana do armário e fazemos aquele jantar especial, com talheres especiais? - em meu caso, já uso no dia a dia... aprendi a celebrar a cada dia e com as pessoas que amo no presente, porque nós somos especiais, em qualquer dia. Pois é... aparência não celebra a vida! Aparência celebra uma superficialidade fingida por interesses escusos...

Isso é que me preocupa... quem cuidará de nós? O apartheid se fará aqui, conosco. A segregação vai ser nítida: todo brasileiro é suspeito e perigoso.

Ninguém se iluda... os países de primeiro mundo já enviaram gente para observar o Brasil nos últimos anos. Ou todo mundo acha que eles são estrategicamente limitados como nós, que deixamos tudo para resolver na hora - e isso não é uma questão de otimismo, de deixar as coisas acontecerem... somos relapsos, sim, e não sabemos nos programar. Com certeza, sabem que terão que trazer suas próprias forças armadas, para reforçar a nossa que ganha pouco e que é subvalorizada... portanto, descredibilizada. Isso é o que temo, e não é angústia ou sofrimento por antecipação, é sofrimento consciente de quem vive o dia a dia vendo e sabendo que não é ilusão: é real. Uma realidade preocupante desde já e que uma bela maquiagem não mudará a verdade. Esse é o meu temor: temo por nós no hoje. E quando esse hoje for em junho de 2014, não haverá tempo de fazer mais nada. Desde que o Brasil foi "sorteado", quanto tempo houve para se fazer algo real? Mudar de verdade o Brasil e, consequentemente, ter base para sediar um evento desse porte? Nós seremos apresentados ao mundo em fragmentos e recortes mínimos, apenas a Copa aparecerá. Alguém viu algo de ruim na África? Pessoas com fome, miséria ou algo assim durante a copa lá? E isso fez com que o estado de miséria deixasse de existir? Foi um pause, dando play logo após o encerramento lindo, com shows belíssimos para quem é de fora?

É esse tipo de controle remoto que temo... uma realidade surgirá em meio à nossa realidade e a gente nem vai saber em qual das suas está a realidade real... essa confusão vai nos deixar tontos e ainda mais vulneráveis para o que virá em seguida.

Alerta, meu povo! As eleições etão chegando... Onde está a ordem, para se existir o tal progresso?

Brasil, mostra a tua cara! Mas a cara de ordem e progresso, não a dos black blocs, por favor! Ah, esqueci: como vamos mostrar a nossa cara se nem sabemos quem somos nós? QUEM SOU EU?

Pat Lins.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

"DÓI NI MIM..."



Às vezes, pensar dói... porque pensamos naquilo do que tanto fugimos... nós mesmos!

Se auto conhecer, se auto buscar, vai doer, sim, e muito. Mas vai curar, sim, e muito! A dor vai passar, sim. Outra virá, irá... A vida segue.

Com certeza dói muito menos não pensar. Dói mais ainda, nem agir... Dói uma dor insuportável: fingir, fugir, se iludir de que sabe de tudo, que se sabe quem é... sem nunca ter se visto plenamente.

Mas, a maior dor é não pensar com a alma, com o coração, com sabedoria! O conhecimento tanto liberta, quando aberto, livre e abrangente, quanto aprisiona, quando se fecha num único objeto, excludente... exclusivo. A vida é original, autêntica e simples... querer saber demais de pouco, da parte como todo o todo é pouco.

"... quando se tem o álibi de ter nascido ávido e convivido inválido, mesmo sem ter havido.". 
(Djavan)

Pat Lins - se assemelhando e aproximando, cada vez mais, de Anita - ou Anita de mim?


quinta-feira, 25 de outubro de 2012

LÁ VAI A BOLA, GIRAR NA RODA. PASSAR ADIANTE, SEM DEMORA...


O grande problema é quando a decepção é da expectativa que criaram de mim e não que eu tenha causado...

Esse problema está em quem se deixa levar pela ilusão que a expectativa cria. E piora quando se prolifera que fulano é isso ou aquilo de acordo com o que criei dele e, diante da realidade dele não atender ao que eu subjetivamente esperava - afinal, expectativa em geral é algo subjetivo... - saio eu "detonando" e "queimando o filme, legal" dessa pessoa. 

E haja gente desequilibrada a esse ponto. Já nem sei se é desequilíbrio ou fruto do meio. A realidade social tem uma base muito forte em "achismos" - com duas vertentes: comprovadas cientificamente ou do dito popular - e na superficialidade. Pronto! Formou! Isso é o alimento ideal para o mundo irreal.

Hello! Está na hora dessa gente bronzeada mostrar seu valor! Valor? Custa quanto? É assim que se é visto o valor, como algo comprável, pagável... 

...Pois sim, no fim, dessa canção, você que estiver com a bola do pensamento na mão, depressa, pule fora desse ciclo vicioso de mediocridade e sandices sem tamanho!

Pat Lins.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

REALIDADE NO MUNDO DE FANTASIA X REALIDADE REAL


Pelo que venho vendo, a maioria de nós acaba se acomodando em alimentar e desenvolver o setting do mundo fantasioso e sofrer a angústia de ter o trabalho de sempre "criar" e enrolar, do que viver e ver a realidade.

É como se doesse menos sustentar um mentira - ou fantasia - do que encarar a própria verdade!

Para mim, a verdade dói. O choque de realidade dói. Mas, passa. Depois, fica a Vida.

Dói mais e desenvolve sofrimento acreditar em ilusão, não se ver e, um dia, se deparar com a verdade do que se permitir ver a verdade, sentir a dor e deixá-la passar, usufruindo do benefício da libertação!

Ser feliz é de graça, mas, não custa pouco... o custo é abrir mão de certos valores deturpados e cultura de vida improdutiva. Em compensação, na relação custo-benefício, vale muito!

A vida é uma arte! Uma arte viva. 

Pat Lins.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

DECEPÇÕES



O problema das grandes decepções que temos, na vida, são o simples fato de que são coisas tão pequenas diante da grandeza do infinito que, quando a gente deixa "ficha cair" e entende isso - lá dentro de nós, como o sangue que corre nas veias - a gente vê que tudo não passou de um golpe de estado do estado desequilibrado do orgulho, da vaidade e do melindre.

Todo mundo tem algo de bom a nos mostrar... pena que alguns não conseguem mostrar isso nem a si. Mesmo assim, são capazes de mexer tanto com essas nossas emoções baixas que a gente até entende: todo mundo tem algo de bom, nem que seja o lado ruim da pessoa nos fazendo ver o nosso lado ruim, também!

Decepção é apenas isso: a gente ver que a pessoa não é o que a gente "achou" que ela fosse. Agora, quem mandou  a gente "achar", nada? Agora, temos que devolver. Devolva para o mundo de ilusão a verdade e diga: essa é a pessoa. Se tiver forças em si para lidar com essa diferença, lide. Senão, caia fora e mantenha um DS - distância saudável - até se trabalhar o suficiente e ser capaz de entender que nós também somos as decepções de outros que também nos idealizam e se desapontam quando se deparam com a realidade.

Vamos fazer uma campanha em prol da "auto franqueza". Reconhecendo na gente primeiro, que somos falhos e passíveis de erros "sem querer". Dói quando o erro é consciente e intencional. No geral, erramos por pura imaturidade humana. Ninguém se iluda e se "ache" muito maduro, perfeito e superior... tem sempre algo em nós que requer muito de nossa atenção para transformação verdadeira... se a gente não enxerga, um dia teremos que devolver ao mundo da fantasia a imagem do real e, aos poucos, o mundo da fantasia vai sendo apenas um espaço livre para idéias, criatividade e fantasia, com consciência da existência dos dois mundos: o da fantasia e o real. 

Para evitar as decepções? Simples: quebrarmos os paradigmas dia a dia. Questionar as emoções desencadeadas. Olha, isso não quer dizer que sejamos obrigados a conviver com todo tipo de gente para se testar ou resignar... Para mim o processo é outro. A gente vai se abrindo e se construindo a cada vez que conseguimos quebrar um pensamento engessante. Não é de vez. Não é para ontem. Até para essa quebra, antes de tudo, entender que será um esforço constante. Paciência será desenvolvida. Compreensão assume o comando. Vida, Tempo e Natureza vêm para guiar. Fazendo tudo certinho, ainda assim, sempre teremos algo novo para errar, imagina nunca tentar? Ninguém alimente a ambição audaciosas e presunçosa de se "achar" capaz de se tornar um ser elevado em três dias. O trabalho quando começa, não termina e sempre vem algo maior e maior. Assumir a responsabilidade pela vida é se abrir e se tornar cada dia menos denso para, um dia, alcançar ser um ser mais leve. E sem essa de ser chato e viver dando sermão em nome da "verdade deve ser dita". Verdade não ofende. O que ofende é a conotação que damos ao que dizemos, ou seja, "o que queremos dizer?". E se a pessoa não sabe receber a gente ainda se ofende: "eu só falei para ela ver as próprias falhas...". Todo mundo vai se doer. Nem todo mundo está aberto para refletir após uma observação "verdadeira". Fora que, para mim, estou entendendo que a verdade nem precisa ser dita, porque ela, por si só, revelar-se-á. Tá na cara de todo mundo. Olha que eu só aprendi isso há mais ou menos um mês, quando disse um monte de "verdades bem intencionadas" a uma pessoa e ela me disse: "têm coisas que você me disse que não saem mais... magoou fundo". Vou me chatear com ela? Eu caí em mim ali. Me toquei de que fui leviana, ainda que falando a verdade. Quer outro exemplo? Estou gorda. É fato. Eu conheço umas pessoas que se limitam a ver apenas a fachada dos outros. Toda vez que me encontram, me falam: "Nossa, como você está gorda! Tem que fazer uma dieta". No início eu ficava P da vida. Um dia, me questionei: "é mentira?". Não. É verdade. Me questionei mais: "o que elas têm com isso?". É mentira? Não. É verdade. Daí, me questionei mais: "Então é assim...? Certas verdades são tão óbvias que, mesmo estando na cara - ou no corpo - a gente se esquiva e finge não ver. Como a gente não se aceita, a gente rejeita o que vem de fora com agressividade... Mas, se eu estou gorda, e não faço nada para emagrecer, então, preciso me aceitar e me enxergar assim, sem demérito. Depois, assumindo, aí sim, terei algo a mudar...". É verdade, ou não é? Não me dói mais escutar a mesma coisa da mesma pessoa. De quebra, entendi que para essa pessoa, mais importante que "ser" é "parecer ser". Iria me voltar e dizer para ela: "É, ao menos não sou superficial..."? Que mal há nisso? Ela é assim. Aos poucos, no cotidiano, vou aprendendo. Nessas simples e corriqueiras ações etá muito dos nossos pensamentos mais profundos - ou rasos. É daí que vem o desenrolar. Eu não me decepcionei com a pessoa, nem comigo. Vi nós duas, ali e tive opção de escolher o que pensar e como agir. Como EU não estou bem resolvida com meu excesso de peso - mesmo sabendo que tenho uma saúde de menina: pressão baixa, glicemia, triglicérides, colestrol... tudo OK, a gordura é apenas uma questão estética, mesmo - eu vou me "doer". Então, se mesmo eu, do jeito que me questiono e sei que é bobagem minha, mesmo assim, sinto - e continuo a me questionar como resolver essa questão - por que eu vou "achar" que os outros devem "re"agir bem à exposição da verdade? 


Cada um cria a sua maneira de ver a verdade, mesmo ela sendo uma, mas, trata-se de como lidar com a realidade, muito mais do que ver a verdade. A realidade de cada um, sim, envolve um conjunto de outras tantas coisas que pode misturar fantasia e real, sem deixar de ser realidade. Isso varia de ângulo para ângulo, penso eu. Mesmo assim, a verdadeira realidade sempre estará ali, no lugar dela. Um dia a gente vê e se espanta: "você está aí?" e ela vai responder com serenidade - porque a verdade é clara, serena... é como é, portanto, não há mais nada além de ser o que é e pronto -: "Sempre estive, meu bem! Que bom que me viu!". Isso que é paciência. Esperar a vida inteira para ser vista, sem pressionar, ofender, gritar, brigar, se magoar ou se decepcionar. A verdade não decepciona porque ela não se impõe, ela É. 

Sejamos VERDADEIROS. Isso só é possível quando começamos a sermos verdadeiros conosco. Não tem como ser diferente. Quando não nos escondemos mais de nós. Nem que seja admitindo: "não tenho forças para me ver, agora!". Nada de sincericídio. Isso não ajuda, não une, não estimula, não é verdade. 

PS - agora, se eu pergunto a um amigo a opinião dele, eu escuto a opinião dele - o que chamamos de "verdade subjetiva"... - não uma verdade universal. E a opinião de um amigo trás um pouco da sua própria relação com a vida, com o outro e com seus pensamentos. Revela um pouco do mundo desse amigo, ou seja, envolve a emissão de um "juízo de valor" e isso é muito mais do que pessoal, é pessoalíssimo. Passa por lugares, pensamentos e sentimentos que só aquela pessoa sabe e/ou nem sabe...-. Uma opinião deve ser considerada como algo a refletir, porque, apesar de sair de outro mundo e do ângulo que esse mundo vê o seu, o "como" a gente se mostra chega no lugar com determinada informação. Quem emite essa informação somos nós. Agora, claro, não descarto a hipótese de que há pessoas que criam muito e em demasia e se perdem nesse mundo de ilusão, fantasia e solidão - não estou falando de quem se encontra vivendo só, mas,d e solidão por ser o único naquele mundo próprio e pessoal e não concatenar mais com a realidade externa, do real - e, diante de uma realidade comum, ou social, emite juízos alienados e sem sentido... Bom, o que quero me dizer é que "tudo pode ser refletido" e isso evita uma decepção. 

A decepção é uma emissão de juízo de valor... É muito mais subjetiva do que real!

Pat Lins.

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