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quarta-feira, 24 de abril de 2019

Laboratório da Vida - Ciclos e Silêncio

Imagem: A Sabedoria dos Ciclos

Minha vida é meu laboratório e, a partir de cada experiência, algo em mim muda. Ainda tenho imensa dificuldade com muitas e inúmeras questões, mas o aprender a silenciar foi algo de muito interessante. Ainda tenho meus ímpetos, só que, olha, muito menos, viu!?

Entendi que a ideia não é engolir a seco, muito menos, rebater de pronto, mas respirar. Impossível não se chatear com determinadas situações. Não é um processo indolor, mas a gente precisa seguir, fazendo o melhor que pode, com o melhor que tem.

Aprendi a não negar que me enfureço e começa a subir aquele calor, que queima tudo por dentro e, antes, virava uma explosão nuclear. Hoje, identifico essa presença, esse sentimento - em geral reativo, mas, a reação é autorreferenciada em mim e em meus valores e crenças (natural em todos e qualquer um de nós), a gente sempre vai achar que está sendo atacado e, mesmo que estejamos, o outro também acha que está e é por isso que existe tanta guerra, porque ninguém quer esclarecer, quer é "estar certo".

O não negar o sentir permite que eu possa respirar e me dizer rapidamente: "depois a gente conversa, só eu comigo mesma" e ouço o outro, respirando, não só para deixar o outro fazer sua catarse, mas para que eu consiga não entrar na frequência dele/a e saiba deixar passar - nem sempre é linear assim, muito menos "facinho" e com cara de santa, muitas vez vem em meio da fúria mesmo e tenho esse diálogo interno já na porta mental daquela linha tênue do sair da razão, diante de uma investida recebida que ativou o mecanismos de defesa com o "atacar!". O bom desse meu exercício tosco, que faço do meu jeito e nem sei explicar, é que a porta emperra, exatamente quando a linha parece estar por um fio e o pensamento me toma: "deixe passar". Linha, você é um gênio! Ela fica elástica, quem "guenta?!".

Quantas vezes dá aquela vontade de "enfiar o pé na porta" e ser a Patricia de antes... e todas essas vezes, algo em mim me impede de regredir. Discordo do engolir a seco, mas também não acredito mais no bate e rebate desgastante de um embate e penso assim: respirando, tenho tempo para pensar, sem prejudicar minha saúde. Não se trata de implodir... é expandir a um ponto que, ao respirar e olhar para algo bom, nem que seja uma lembrança alegre e boa, que te preencha de alegria ou algo bom, sabe? É por aí. Então, me questiono: "qual meu verdadeiro foco - entrar num embate, para provar que estou certa ou deixar a fúria encegueirante do outro passar para conversar num momento mais saudável?". Uma pausa interna. Algo com significância para mim.

Ah, se o outro tivesse essa mesma capacidade de se auto ajudar seria tão melhor... lidar com temperamentos e temperamentos não é fácil e nem tenho sucesso em todos os casos, mas, naqueles que me determinei em terapia, ah, esses eu foco mesmo e chamo por Deus: "olha, o Senhor se revele e se manifeste como amor, pelo Amor ao Senhor mesmo, porque, sei não...".

E assim vou superando os picos de crises. Um amiga super mega, do tipo hiper especial, que por acaso é psicóloga (pena que nunca pude ser paciente dela... nas, a amizade em si era terapêutica e curativa), Noemia Nocera, pessoa que amo muuiittoo, me ensinou isso há alguns anos e, na época, achava que só pessoas evoluídas seriam capazes desse feito... mas, eu, mesmo esse pequeno ser que sou, doida para crescer e me livrar desse fardo de ser medíocre, venho conseguindo exercitar, literalmente: "na crise, não tome nenhuma atitude. Deixe passar. O tempo ajusta tudo e, com essa pausa, não há arrependimento e todo foco passa a ser na solução, não no ego briguento". Achei tão lindo e poético na época. Hoje, tão necessário!

Qual o benefício? Durmo tranquila; acordo feliz; sempre tenho "um sorriso sincero e um abraço, para aliviar meu cansaço...". Desafios? Tenho muitos! Senso de "justiceira"? Diminuindo cada vez mais, porque, a verdadeira Justiça, o Tempo revela e, se em cada ação, uma lição, algo tenho a aprender e, se o outro não aprende e fica insistindo em querer aprender às custas do meu bom humor, eu, como ainda não sou evoluída, apenas sei deixar passar, tá, sem briga, mas ainda não sei aceitar, muito menos entender.

E vou seguindo. Caminhando pela vida, sem pressa, porque não existe um onde chegar, eu acredito no: onde você está, o que faz de melhor para que, qualquer coisa, fique mais leve, mais alegre? Qual a sua cota de contribuição com você mesmo? O que de bom você gera e a que custo? É possível fazer o que é preciso, necessário, de uma maneira mais saudável?

Só pensando mesmo... e seguindo, um passo de cada vez e só! Não tenho que agradar as expectativas dos outros, porque se a gente se encarar legal, a gente não satisfaz nem as nossas próprias, e a gente vive transferindo para o outro. Esse é outro grande exercício que tenho feito, mas não cabe nesse post.

Aqui, a ideia foi falar do silêncio como mecanismo de "sobrevivência" dentro dos ciclos tensos na vida. Afinal, silenciar é muito mais um estado de atenção, empatia e compreensão, para não pirar na tensão que aperta em alguns momentos, do que engolir a ira por preferir não revidar. Meu lema é vivência nessa selva louca, sobrevivendo no dia a dia, como qualquer um, só que, minha bandeira ergue três pilares: Amor, Tempo e Verdade e assim, meus ciclos vêm se fechando, após picos de dor, incômodo e desconforto, com uma dose muito grande de esperança, fé e certeza de que tudo passa e tende a melhorar - ao menos, dentro de mim, fora está além do que posso fazer!

Saudações,

Pat Lins.

Imagem: não foi identificada a autoria... em pesquisa no Google com tema "ciclos", ela representa tanto a esteira da vida que vivemos que optei usar.

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

O que realmente importa: ser feliz ou viver atrás da porta?

Imagem: https://goo.gl/1AR8Td 

O que realmente importa: ser feliz ou viver atrás da porta?
O que de fato importa?
O que importa de fato?
Sentir, para ser; sentir e fingir não saber;
não saber sentir; não sentir e saber;
nem saber, nem sentir; não fingir;
sentir, apenas sentir;
sentir e não querer;
sentir e negar, pode ser?
sei lá, não saber como chegar, nem para onde ir...

Por que o medo aporta?
Por que ele nos empurra para trás da porta?
Por que a gente se esconde tanto?
Por que rompemos em soluços e prantos,
enquanto tudo é tão simples, dificultado por de nós, tantos?
O que fazer para rompermos o que paralisa?
Avançarmos aos trancos!
Soltarmos as rédeas e deixar o cavalo do Tempo conduzir,
sentindo a brisa nas madeixas soltas
Ou
Ou
Ou
Ooouuuuu
Sentir a rédea, apenas como ponto de equilíbrio
Ou conduzir para onde conseguimos ver, enxergar, saber?

O que é certo, afinal?
O que realmente importa, afinal?
O que a gente suporta, afinal?
O que nosso coração comporta?
O que é o abrir a porta?
O que é amar, de porta aberta e casa vazia?
O que é casa cheia e sem amor,
sem uma gota de alegria?
O que é o amar, que quebra paredes, une mundos e dimensões?
O que é, o que é, o que é, afinal?
O que é o final, afinal?
O que é o começo?
O que é levantar, cair, balançar, flutuar?
O que nos amedronta, afinal?
O início, o meio ou o final?

Como desligar do modo automático?
Como sair desse lugar chato, quadrado e pragmático?
Como romper, irromper, transcender, transgredir?
Assumindo?
Quem assume o que sente?
Quem acessa, quem vê ou quem consente?
Quem de nós é dono da certeza absoluta de que tudo tem que ser assim?
Ou assado? Ou cru? Ou mal passado?
E o presente,
quem sente?
E o futuro,
quem quer?
O que te espera, ou te aguarda?
O que você tanto espera, em guarda?
E quem você espera... te aguarda(?)(.)(!)

Para que a espera?
Porque tudo tem uma hora,
um momento,
um Tempo certo e exato,
sem ser um estereótipo do quadrado, como algo chato.
É preciso, sem precisar controlar.
É exato, simétrico e lógico,
Dentro de uma referência que entre nós, não há!
É um sentir puro e profundo,
que se nutre apenas por existir
Nada mais, nada menos, nada espera,
Isso tudo por um simples motivo: já É e pronto.
Já é pronto, ponto!
Já é ponto, pronto!
Apenas É, porque existe.
Não se explica, não insiste,
Também não desiste...
De quê?
De tudo, no nada.

Oh, quem deveras me entende?
Quem deveras me sente?
Quem sente cada palavra,
cada som ecoado?
Quem entende o que não foi dito,
sequer acessado?
E quem viu, não viu, ouviu ou apenas sorriu
porque sentiu?
A dor do vazio imaculado,
Nem deveria doer.
Está repleto de tudo o que precisa!
Nem deveria doer.
O sofrimento do nada deposto
entreposto, imposto,
apenas para ser e sendo é e se é...
É real, realmente?
E as bocas que falam, o que sentem?
E o coração que grita,
o que fala, minha gente?
E o brilho que resplandece e exala o cheiro mais gostoso
Do sentimento mais saboroso
Como aquele prato posto à mesa,
bem quente!

Ahhh, o amor!
Ele que tanto a nós fala
Tantos de nós nele fala.
Quantos de nós, ele exala?
Quantos de nós, a ele se entrega?
Quantos de nós, ele, sente?
Ele sente? A ele ou a nós?
O amor, gente, é inteligente,
completo, pleno e inocente!
Puro, íntimo, sábio, paciente.
A gente sente dor, mas ele, ele não sente
O amor só sente o amor que é
que a gente que não sabe,
nem sabe que sente.
O amor não é cura, minha gente...
É ausência da doença, do vazio, do entrementes
É a união, junção, mesmo sem estar junto.
É aquele todo incalculado, incalculável
Inexplicável!

O Amor apenas é
o Tempo todo,
tempo presente!
Um futuro projetado
Com muito amor, extasiado!
O amor é para toda a gente.
E para mim, para ti, pra gente!
O amor, quanto mais se dá, mais se sente!
O amor afasta o medo,
esquenta do terrível frio do pânico do terror de sentir
O amor ele aquece, alimenta e enriquece!
O amor assumido, alegra mais do que do prazer, o gemido.
O gemido, com amor, muito mais comprido!
Amar é libertador!
Ser amado, confortável e confortador.
Assumir que ama, a quem ama: multiplicador!

Ei, e então, o que importa: ser feliz
ou viver atrás da porta
com medo, com frio, cansado e vazio?

Pat Lins - poetizando a Vida - generosa e farta!


quarta-feira, 7 de novembro de 2018

A fruta só dá no Tempo certo!

A fruta só dá no Tempo certo! 
Imagem: Google


...e isso não é só um dito popular, isso é Natureza falando: todo despertar de consciência só vem na Hora certa. Ninguém tem como saber mais do que você quando o estalo acontece.


Muitos ficarão ansiosos ao seu redor, por estarem vendo em você um potencial a ser desenvolvido, mas, só tu saberás o momento certo. Paciência e Respeito são virtudes a serem trabalhadas e paciência com quem insiste em tentar te acelerar.


Não corra! Não ande! Não pare! Não siga! Não volte! Não faça nada que não esteja pronto para fazer, senão, vai se tornar mais um tolo cobrador que não entende e não respeita a hora certa das coisas. E sim, existe essa hora, não existe atraso... se fosse assim, o mundo já teria acabado, porque tá todo mundo errado o tempo todo.


Às vezes, muitos receberão mensagens e decodificarão como bem quiserem, mas confie naquela Voz que te guia desde sempre, e nas vozes que te dizem: "espere a hora certa, porque ela vem até você e nesse momento você terá uma coisa: certeza, condição e capacidade!". É nisso que creio e aprendi, em minha curta caminhada, que não adianta tentar apressar as coisas: ninguém tá atrasado. É o tempo das Verdades e, agora, sim, cada um saberá o seu Tempo com mais rapidez, não por pressa, mas por sincronicidade. Os afoitos tendem a surtar e se sentem cobrados. Os que sabem aguardar, até os que ignoram, se sentem mais preparados, porque tiveram tempo de vivenciar e saborear cada situação que viveu.


Um grande amigo de 88 anos me disse que ele atribue a esse momento o nome de "Estalo de Vieira". É certo, você sabe a hora, porque ela vem naturalmente e sem dúvida! Se ainda está na aceleração ou na letargia, aquiete-se, ainda não é o seu tempo.


O "estalo do Padre Vieira”, é uma expressão muito antiga, que reza a lenda, enredado em dificuldades para aprender as lições do seminário, O Pe Vieira teria invocado auxílio divino e, numa fração de segundo, sua cabeça teria se aberto num clarão. É o equivalente à expressão contemporânea “cair a ficha”.


Fé! Confiança! Esperança! Gratidão! 


Aguarde, do jeito que você conseguir, mas respeite o seu tempo e o tempo do outro. Cada um ao seu tempo.

Saudações, amigos, amigas, amig@s, amigxs - pessoas,

Pat Lins.

#patlins

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Apita o árbitro: fim de jogo!


Foto: https://goo.gl/mu2t6N 
A Tudo peço perdão e dou graças! Mas, nem em tudo acho graça... A Tudo perdoo, mas nem tudo esqueço e um dia me canso e quando canso, saio de cena, o espetáculo acaba, as cortinas se fecham. Desmonto cenário, reviro tudo, reorganizo meu armário com o que vai caber, daquilo que escolho levar.

Muita coisa guardo em gavetas, outras nos maleiros da vida - ainda não é tempo de descartar. Outras tantas jogo fora, não no lixo, porque lembranças de qualquer momento, devem ir para outro lugar, o tempo da página virada. Sabe aquele instante onde o árbitro apita o "fim de jogo", após tantos períodos de prorrogação? Eis que isso me representa.

Do mesmo jeito que quero ser compreendida, compreendo, mas... um dia, só compreender, compreender, compreender, perde o sentido e compreendo que o tempo é o tempo e o tempo de cada um segue, cada qual em seu ritmo, e, não sem dor, cada um segue seu caminho. Isso envolve TUDO em minha vida, com e sem drama e com ou sem vitimismo...

E assim, o filtro da seleção natural se faz. As confirmações se errei ou acertei vem com o tempo e com o mesmo tempo vem o que for ajustes, reajuste, só não quero mais em minha vida determinados desajustes. Enfim... me liberto e liberto.

"Digo que perdoo, ofereço cafezinho, lembro dos bons momentos, digo que os ruins ficaram no passado, que já não lembro de nada, pessoas maduras sabem que toda mágoa é peso morto: FAZ DE CONTA QUE EU NÃO SOFRO." (Martha Medeiros)

Pat Lins - perdoando, se perdoando, compreendendo e fechando ciclo - seletiva, selecionando, andando.

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Tempo e Consciência: a Experiência do Ser pelo Sentir!

Imagem: Brad Harrison - https://www.freeimages.com

A experiência cronológica, em decorrência do tempo vivido em anos, em nada supera ou substitui a Verdadeira Experiência da Vida: adaptabilidade pelo entendimento (Consciência), o poder de ver, enxergando beleza em tudo (Visão da Alma), a capacidade de sentir (Identificação dos Sinais) e seguir o fluxo (Entrega - Respeito ao Tempo) e a determinação para fazer acontecer diariamente essa magia com muito Amor (Ser Integrado).

Pat Lins

terça-feira, 15 de março de 2016

TEMPO DE DESCANSAR

Imagem: SerEsPaPeFiCo
Chega uma hora, onde tudo cansa, 
ninguém fala, ninguém dança, 
apenas a música ainda a tocar.

Nessa hora, nada adianta, 
a não ser o tempo que passa 
a gente nunca alcança, 
porque ele sempre segue
e a gente continua a esperar ele voltar.

Pat Lins

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

O QUE É O TEMPO DEPOIS DO TEMPO?

Imagem: Blog Café com Jesus

O que é um segundo após um segundo? O que é um minuto depois de um minuto? O que é um ano após um ano?

Depois que o tempo passa, o que é o tempo?

Depois, o que era antes, deixa de ser... 

E o que é o tempo antes dele ser? 

Já não é? 

É!

Só temos o aqui e agora!

Pat Lins

sábado, 16 de janeiro de 2016

O PONTEIRO DOS RELÓGIOS

Imagem: BLOG TROMBA DE ELEFANTE
Estamos vivendo una época onde ninguém tem tempo para ouvir,  apenas falar.

O argumento de que o tempo é curto, muita coisa para fazer e tudo precisa ser "otimizado", vem criando mais uma deturpação e comprometendo a QUALIDADE das informações.

Ser objetivo, direto e falar pouco NÃO  são sinônimos. Ser objetivo e direto é falar claramente o que é,  por que e para que, que, a depender do conteúdo,  pode ser num tempo breve e resumido ou extenso. Vai depender da ocasião,  do grau de relevância e da precisão. Mas o que vem sendo confundido e confundindo é a supressão do que falar. Como os relógios enlouquecidos e acelerados desse tempo distorcido que vivemos determina que só diga o que é,  mesmo assim, rapidamente,  o que é passa a ser um resumo reduzidíssimo do que é e, muitas vezes, nem diz de verdade o que é. Cria-se um novo "o que é ", totalmente teórico,  para substituir o que é,  mesmo.

Percebo que o ser egóico, imaturo e infantil que somos,  tem potencializado essa natureza sem sentido de truncar a comunicação. Isso compromete as relações. Isso compromete a realidade. Isso esconde a verdade. Isso acirra esse mundo de mentiras e manipulações. Isso faz com que cada um de nós tenha mais medo e se torne cada vez mais escravo dessa avalanche de loucura. Isso é o que vem nos moldando e deformando.

Se não temos tempo para escutar uma explicação e vamos logo condenando,  onde está a troca, aí?
Todo objetivo traz uma ou mais justificativas.

Pensemos nisso... Nessa falta de tempo para o essencial. E nessa dedicação ao tempo pervertido - perverso e invertido - da falta de valores positivos.

Enquanto Alice cresce,  o coelho enlouquece e continua aflito com as horas guias dos ponteiros do relógio.

Estamos cada vez mais sem tempo para viver. Morremos a cada tic tac... Tic tac tic tac tic tac trimmmmm... Até a bomba explodir.

Pat Lins

 Patricia Lins

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

PASSAGEIROS

Imgem: https://centronayan.wordpress.com/type/image/

Tanta coisa que precisamos passar, para passar pelo que temos que passar, até que tudo passe!

Pat Lins.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

A CORTINA DO POUCOS SABERES E MUITOS DIZERES

Imagem: http://naftalina.newsevoce.com.br/2015/04/os-misterios-do-universo-materia-escura/ 

Desde que nascemos, somos ensinados a aprender. Aprender o que? Espero conseguir explicar o que me ocorreu. Ao menos, uma parte, creio conseguir... Pois, aprendi que não podemos falar sobre tudo, até porque, tudo é algo muito maior do que supomos... é uma simbologia de infinitude dentro da nossa finitude. Entende?! Pois é... 

Nos ensinaram o que aprenderam, como aprenderam, e o que aprenderam do que lhes fora ensinado, como lhes fora ensinado e com uma pitada de "era assim que eu queria, pois é assim, que quero... e vou passar para você, te passando a responsabilidade de ser o que não fui, sem ser você mesmo, pois isso assusta aos demais e eu também não sustentaria te ensinar a ser você, porque eu, também, não sei ser eu... então, seja um quase eu, do que quase fui, através de um outro quase eu que me ensinou a quase ser quem deveria, mas me tornei quem sou... não Sendo quem Eu Sou.". Sempre - leia-se esse sempre como 100% do tempo que identificamos como o tempo até aqui e agora... facilitou?! Espero que sim!

Pois, nesse sempre - que já entendemos o que representa, por tanto, estabelecemos um símbolo de entendimento nosso, aqui, no Aqui e Agora - já existia alguém passando os símbolos para os "novatos" - me pergunto: quem ensina, deixa de ser "novato", na vida? Hummm... Vamos lá. - do que aprenderam, através dos que os ensinara - não vou repetir essa roda - que, dentro daquele núcleo, era assim que todos devem se portar e COMportar, para que ninguém pense nada errado de você - leia-se que o medo real, imagino eu... minha opinião, seria: "para ninguém pensar errado de mim" ou "para que saibam que fiz o certo, te passando o certo e fazendo você dar continuidade a ESSE certo, que é o que aprendi, dos que me ensinaram e que continua, então, está certo!". 

Portanto, já nascemos com um símbolo estampado - ou que nos estampam - de que "TUDO É PROIBIDO!", e "tudo é permitido, desde que esse tudo seja o tudo que nos ensinaram, daqueles que foram ensinados, por outros que foram ensinados... Nossa! Quantos "ensinadores" e quantos "ensinados". Estes, por sua vez - que são todos, inclusive os que ensinaram... - anseiam por se tornarem "ensinadores", para sair debaixo dos que ensinam... Oh, liberdade de ser quem não se é... fingindo-se ser um ser que não é, mas poderia ser. Isso que é futuro do pretérito, viu?! Por falar nisso, nos ensinam tantos códigos, símbolos... mas ninguém pratica corretamente. Se fosse fácil aprender e ensinar a aprender, ao menos, falaríamos corretamente dentro dos símbolos verbais que nos ensinam aqui... Mas, pouco entendemos, porque pouco desenvolvemos além do que nos ensinam e falamos, escrevemos, pensamos, agimos... TUDO errando, sem querer aprender, porque não identificamos como problema o problema da burrice que nos assola e envolve. Assim, aprendemos o gerúndio, para viver indo, indo, indo, porém, vindo, nada! - escutei isso há uns anos, num espetáculo teatral, chamado "A Bofetada" e nunca esqueci - e aprendemos o futuro do pretérito, sem saber bem o que ele quer dizer. Quando falei, certa vez, a um aluno: "futuro do pretérito é aquele tempo que seria, mas não foi, antes de ser" - Não. Não sou professora de português... Mas, de Comunicação e comunicação é interação entre o dentro de mim ao externo, para que entre no outro e ele externalize o que lhe passa por dentro ao externo e eu possa compreender... Por aí. - Pois, voltando ao aluno: ele me diz: "era só isso, pró?! Nunca me ensinaram tão simples assim!" e eu, simplesmente emite meu modo de pensar: "simples assim!". Pois, voltemos mais, voltemos ao tempo que seríamos, mas não somos, porque deixamos de ser antes de ser...

Retomando os símbolos, tenho que encurtar. Resumindo: todo símbolo só faz sentido se houver uma correlação a algo compreendível. Se eu te ensino que A é a, a letra que conhecemos como primeira do alfabeto, vogal ou artigo... é porque nos ensinaram o som, a imagem e nos ensinaram onde e como deve ser utilizada. Correto? Pois é... só é possível DECODIFICAR - e a ideia é essa, precisamos estar como decodificadores - trazer esse símbolo para o entendimento, ou aprendizagem, se ele fizer algum SENTIDO dentro de nós - lugar onde o "ensinador", aquele que parece nos ensinar com dor... creio que dor pelo que sabe que deixou de ser e se enfraqueceu diante do tempo, e esqueceu, por não aceitar ou lembrar... do Tempo, que é do eterno... PS - adoro reticências... nos deixam subentendido, tipo um símbolo, um código de que não se encerra aqui... 

Pois sim, para aprofundar sobre o entendimento de símbolos, signos, significados e significantes, Saussure - um link bem didático que achei, porém, bem básico, também: http://www.infoescola.com/portugues/linguistica/ . Ou pesquise sobre linguística, semiologia, semiótica. Vamos adiante, pois, aqui, chego no cerne deste post - aliás, todo o post é um cerne dele mesmo...

Minha maneira de compreender - sim, pois mesmo pensando assim, a e em mim não faz sentido... - as brigas religiosas:

As religiões brigam porque querem mostrar que a sua decodificação - e criação de novos símbolos... - dos símbolos naturais é mais próxima da realidade do TODO que os outros. Lembra do "tudo" que combinamos lá em cima? Vale aqui, também... Só que, cada um de nós é capaz de compreender um pouco desse TODO UNIVERSAL, um ínfimo pouco. No máximo, compreendemos essa parte do TODO, dentro do todo que nos ensinam e nos fechamos como 100% do tempo e espaço que nos condicionamos e nos condicionam estar - não viver!

Imagem: http://www.psicologiamsn.com/2014/03/o-conceito-religiao-pensamento-de-carl-gustav-jung.html  
A questão das discórdias religiosas, ao meu ver, está no ego inflado daqueles que captam, percebem, são mais sensíveis, se conectam, vibram... numa capacidade de consciência e entendimento de algo além do "aqui e agora". A esse "algo", chamamos de sobrenatural, em geral. E, em geral, esse sobrenatural tem um Criador, ao qual denominamos Deus, como um título, um símbolo de que nesse "algo além do aqui e agora" existe um "algo eterno", que já existia antes d´eu existir, antes dos meus pais existirem, antes dos meus avós... antes do antes que conhecemos antes de nascermos.

Pois é, as brigas, as religiões que se desmembram - nada aqui é crítica pejorativa... apenas constatações do meu EU diante do cenário que estou vivendo e convivendo - as religiões que surgem... Bem fez Jesus, que NUNCA teve religião. Ele, Ele mesmo aceitou-se como templo vivo. E a gente NUNCA entendeu os símbolos de libertação pela clareza das Suas ações, onde não havia mistério algum. Tudo era. Ele era, fazia e falava. Nós, povo burro, ouvimos, através dos ensinadores - sim, aqueles mesmo, que ensinam com dor, com a dor de viver com medo de ser feliz, de SER LIVRE - que foram ensinados por outro ensinador como ele - é! Somos todos iguais em nossa burrice! Aprendemos e ensinamos: burrice! - que Jesus pregava isso e aquilo. Porém, muito porém, não aprendemos a REAL e VERDADEIRA LIÇÃO do VERDADEIRO MESTRE - ao menos, foi o símbolo que nos passaram sobre aquele tempo... - Onde Ele não era um ensinador. Ele é um mestre. Todo mestre reconhece a maestria em seus seguidores. Pois, cada um de nós, É também, parte do TODO DIVINO.

Vivemos por trás de uma cortina - que já endureceu e se transformou em outra matéria forte, dura e densa, tipo um concreto que não suporta viver a realidade concreta... E, dentro dessa muralha firmada, vive-se na dureza, na sordidez, numa falsa moral e na falta de bons valores. Vivemos numa dimensão criada e induzida. Vivemos de ilusão e falsidade. E a isso, chamamos "verdade!". 

Dentro dessa "verdade" criada e estabelecida como código da nossa realidade, alegamos saber de tudo, pois, lembra do tudo? Pois é... Tudo o que sabemos até aqui compõe o nosso todo. Todinho, tadinho de nós! E quantos dizem saber mais do que nós? E quantos de nós dizemos saber mais do que os que vêm depois de nós? Tudo - o 100% do tudo que vivemos até aqui e agora - faz parte de crenças e valores que compõem nosso âmbito social; são características da nossa cultura social, ou seja, dos hábitos que representam um povo, um grupo. Um! Não O TODO. Apenas o todo do um que fazemos parte até aqui e agora.

EXISTEM DIVERSAS MANEIRAS PARA DESPONTARMOS A CONSCIÊNCIA E ALCANÇARMOS O CONHECIMENTO! 

Somos tão experientes! 

Pergunto: experiente em quê?

Pergunto: QUEM EU SOU?

Percebe? É por isso que as brigas se instalam, que a discórdia se prolifera: ninguém quer ter o trabalho, o esforço de ir além do aqui e agora. Medo! O medo nos torna mais agressivos. Então, vamos criar um clima de tensão. Povo tenso não pensa. Não pensar... é um perigo! Pior, pensar que pensa... E quando pega fogo? Explode toda a estupidez que o saber que nada saber nos fora ensinado. Saber que nada sabemos é a maior sabedoria! TUDO podemos aprender, porque TUDO podemos ser, porque do TODO viemos, do TODO somos, o TODO compomos!

Vou parar por aqui. Não falei tudo... Mas, esse pouco, é apenas um pouco do pouco que compreendo, como compreendo. Só mesmo para fazer um alerta: SEJAMOS!

Simples assim: EU SOU!

Pat Lins.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

TUDO QUE SEI, NEM SEI SE SEI...


Tudo que sei, sei lá... É que tá tudo aí ou por chegar.

A busca é ir e, ao mesmo tempo, esperar. 

É isso... Eu acho. Sei lá. Só sei que sei assim.

Pat Lins.

sábado, 18 de outubro de 2014

EU CHEGO!


Para que pressa?

O importante é chegar!

Tudo tem um tempo, pode acreditar!

Pat Lins - tipo assim, batatinha quando nasce espalha a rama pelo chão... Fernando Pessoa 

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

TEMPO CERTO PARA CADA COISA


Volta e meia, cito Eclesiastes 3, pois retrata o que acredito: há um tempo para tudo debaixo do céu! inclusive, sempre é tempo para aprender!

1 Para tudo há uma ocasião, e um tempo para cada propósito debaixo do céu:
2 tempo de nascer e tempo de morrer, tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou,
3 tempo de matar e tempo de curar, tempo de derrubar e tempo de construir,
4 tempo de chorar e tempo de rir, tempo de prantear e tempo de dançar,
5 tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntá-las, tempo de abraçar e tempo de se conter,
6 tempo de procurar e tempo de desistir, tempo de guardar e tempo de lançar fora,
7 tempo de rasgar e tempo de costurar, tempo de calar e tempo de falar,
8 tempo de amar e tempo de odiar, tempo de lutar e tempo de viver em paz.
9 O que ganha o trabalhador com todo o seu esforço?
10 Tenho visto o fardo que Deus impôs aos homens.
11 Ele fez tudo apropriado a seu tempo. Também pôs no coração do homem o anseio pela eternidade; mesmo assim este não consegue compreender inteiramente o que Deus fez.
12 Descobri que não há nada melhor para o homem do que ser feliz e praticar o bem enquanto vive.
13 Descobri também que poder comer, beber e ser recompensado pelo seu trabalho, é um presente de Deus.
14 Sei que tudo o que Deus faz permanecerá para sempre; a isso nada se pode acrescentar, e disso nada se pode tirar. Deus assim faz para que os homens o temam.
15 Aquilo que é, já foi, e o que será já foi anteriormente; Deus investigará o passado.
16 Descobri também que debaixo do sol: No lugar da justiça havia impiedade, no lugar da retidão, ainda mais impiedade.
17 Pensei comigo mesmo: O justo e o ímpio, Deus julgará a ambos, pois há um tempo para todo propósito, um tempo para tudo o que acontece.
18 Também pensei: Deus prova os homens para que vejam que são como os animais.
19 O destino do homem é o mesmo do animal; o mesmo destino os aguarda. Assim como morre um, também morre o outro. Todos têm o mesmo fôlego de vida; o homem não tem vantagem alguma sobre o animal. Nada faz sentido!
20 Todos vão para o mesmo lugar; vieram todos do pó, e ao pó todos retornarão.
21 Quem pode dizer se o fôlego do homem sobe às alturas e se o fôlego do animal desce para a terra?
22 Por isso concluí que não há nada melhor para o homem do que desfrutar do seu trabalho, porque esta é a sua recompensa. Pois, quem poderá fazê-lo ver o que acontecerá depois de morto?

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

MEU TEMPO TEM APENAS A IDADE DO CÉU!


O tempo está começando a misturar-se em minha mente, minha vida e minhas emoções.

O que era dor virou passado, que atormentava meu presente e não deixava o futuro ser diferente.

Hoje, o que passou, passou. O que é é o que é. O que virá? Já, já se estabelecerá, para, logo em seguida, passar.

O tempo, bem como dizem, não passa de uma ilusão. Criamos uma cronologia que não nos atende e, mesmo assim, desajustado, a gente não entende que só falta deixar o Tempo passar. Afinal, quem segura os seus passos, o seu ritmo ou a sua força? 

Nem nossos planos mais bem planejados e muito bem cronometrados, organizado e calculado é tão perfeito e efetivo como Ele: Kairós! Aqui, ele passa eternamente. Vai~, volta e nem sai do lugar.

Eu me sinto solta num lugar indescritível. Me sinto sem saber onde é acima, abaixo, ao lado, do outro... porque me sinto dentro, me sinto fora, envolta, em sintonia.

Há paz nesse tempo diferente, que não está brincando com a gente, apenas nos esperando, calmamente, porque sabe que um dia atentaremos para quem Ele de fato É.

De todos os tempos o SER é o É que deve ser, que é para ser.

De todos os tempos, o presente é o único que se eterniza; passando, ainda é; chegando, ainda é.

Em todos os tempos, no encontro, a vida se revela: aqui e agora.

Em todos os tempos, tudo na hora certa - por mais bem organizado que eu seja... só É quando Ele, o Tempo Rei, diz que é para ser, senão, será ou foi. 

Estranho vivermos sem tempo para respirar... morremos diariamente, sem saber, sem perceber, sem chance de acordar.

Estranho vivermos sem tempo para amar... sofremo eternamente, em cada dia que passa.

Estranho perdermos tanto tempo com coisas tão obviamente supérfluas... elas sempre vão, a gente sempre fica e  cara bate no chão.

Eu gosto do Tempo e Ele tem sido muito bom para mim, porque, agora, exatamente agora, ele está aqui comigo e me diz: "hora de mudar!" e algo novo acontece, nem que seja uma nova sensação. E, aliás, tem algo de maior importância do que sentir algo bom no coração, mesmo parada olhando para o chão?

Não é o tempo que nos condena... somos nós que nos condenamos a viver sem tempo para ser feliz! E o Tempo, o tempo inteiro diz: "Criei o tempo para que seja eternamente FELIZ!".

Tempo de acordar! Agora! Já!

Bem vinda, eu, em minha vida, nesse novo tempo que tem, apenas, a idade do céu!

Pat Lins.





terça-feira, 2 de setembro de 2014

A VIDA É VERBO - TEMPO DE SER E ESTAR AQUI E AGORA!


Pessoas especiais, quando, por conta desses motivos da vida, de cada um ir para um canto, não deixam de ser especiais em nossas vidas. Um dia, a gente entende que a necessidade da presença física é coisa da nossa mente limitada. Consequentemente, nos apegamos, nos sentimos presos e aprisionamos. 

Daí, a vida chega e diz: "êpa, né assim não, meu bem! Né assim que a banda toca não" e dá a nota e dá o tom e a gente, que "sabe de nada", resiste em apenas escutar a música e deixar o corpo embalar no ritmo, no fluxo, no caminho! Pessoas especiais, sempre são especiais em nossas vidas, estejam onde estiverem!

Aos poucos, esvaziando, vamos nos tornar - não como passe de mágica e extremamente - diferentes, no sentido de melhores, à medida que aceitamos o tempo presente, o AQUI E AGORA! 

Perdeu a paciência ontem - bom, lembrando que ninguém perde aquilo que não tem... né? -, vai ficar preso à crítica e ao medo de seguir em frente, se aprisionando e se punindo pelo que fez? LIBERTE-SE, JÁ! Reconheço que fiz. Reconheço que me incomodou. Reconheço que não me contive, porque não é para se conter, é para fluir e fluir é verdade; verdade é consciência! Seguir a consciência é fluir, é dançar a dança da Vida, na cadência do Tempo de ser e estar, conforme a Natureza do Ser! Ninguém tem o direito, nem o dever, de condenar ou ser condenado sem ter a liberdade de, hoje, agora, escolher fazer o novo, fazer melhor ou melhorando.

A vida é gerúndio, vai acontecendo, enquanto estamos aprendendo e vivendo. O Tempo é gerúndio, vai guiando e passando, permanecendo e renovando. A Natureza é gerúndio, está sempre plantando, germinando, nascendo, transformando!

A Vida é Tempo infinito! No infinito contínuo que é o AGORA!

EU SOU VIDA! EU SOU LIBERDADE! EU SOU LIVRE DOS PENSAMENTOS, CRENÇAS E VALORES RESTRITIVOS E PARALISANTES! EU SOU!

Eu Sou Pat Lins!

sexta-feira, 28 de março de 2014

PASSO A PASSO


Cada dia, um novo dia! Cada passo, um novo passo!

Assim como as técnicas de Coach, um passo de cada vez, vou sendo minha coach e coachee na vida.

A gente passa e é ensinado a temer o prazer de sonhar. Pior: a gente passa a acreditar que sonhar é coisa de louco, que a vida é dura e viver é difícil e suado. Há alguns anos, conheci uma jovem senhora muito doce e meiga, porém, muito forte, firme e determinada - Julia Ines - que me disse: "... temos mania de achar que tudo na vida tem que ser suado, senão não é nobre. Eu penso que tudo na vida deve ser prazeroso e conquistado com dedicação...". Um comentário tão simples, talvez ela nem se lembra, porque foi em meio a uma conversa de entretenimento e tão profunda. 

Somando cada dia, venho aprendendo que a sutileza é assim: simples e profundo. É preciso um pouco de loucura para realizar. Acreditar num sonho é loucura? Enlouqeçamos a loucura saudável!

Hoje, pegando um caminho pela orla - para fugir do engarrafamento - tive esse pensamento: que fugir do engarrafamento, o quê? Estou seguindo por onde devo seguir. Vista mais linda e PRAZEROSA. 

Por que seguir o caminho que todo mundo segue? Só porque por lá tem quebra molas e não dá para andar acima de 40 ou 50 km, devo evitar? Oras, mas se saí com antecedência, estou no fluxo positivo do tempo.

Pois, quando olho para o marzão, um trecho da linha do horizonte iluminado e uma poesia em minha cabeça - que ainda não consegui finalizar. Diante dessa imagem mega simbólica - cabeça de artista é assim mesmo... SIIIMMMM, agora em assumo como ARTISTA! De vida, de alma e de coração! - entendi: além do horizonte existe muito mais! Aquela luz me fez ver um algo a mais além do céu e do mar, um feixe de luz! Uma abertura, apenas para minha visão limitada. Uma luz que dizia: uma linha é apenas uma linha!

E senti que posso mais. Me deu vontade de ser mais!

Passei o dia imersa nessa sensação de beleza do desejo do querer. Lembrei-me de uma persona non grata - que com todo seu negativismo e ataques, me ajudou muito a querer mais! - que me disse: "tem que passar pelo desejo, para querer!". Bom, quando ela falou isso, a respeito de uma terceira pessoa, não foi em bom tom, muito menos motivando... foi depreciando com toda força que ela poderia ter. Mas, como a vida é dual e dualidade é isso - os dois lados da mesma moeda - entendi do meu jeito: É PRECISO PASSAR PELO DESEJO PARA QUERER E É PRECISO QUERER PARA TER VONTADE. É PRECISO VONTADE PARA MUDAR. É PRECISO MUDAR PARA CRESCER. É PRECISO CRESCER PARA EVOLUIR! 

O mais legal: não é como final de filme, é como continuidade. A gente tem a mente condicionada pelos filmes, novelas e afins que acabam nos fazendo querer viver um "final feliz", em vez de um dia a dia feliz, até o final, ainda que vivamos as turbulências.

Pois é... um passo de cada vez. Sair correndo de vez cansa e pode explodir o coração, pelo excesso.

Tudo ao seu tempo. Tudo ao seu tempo. Tudo ao seu tempo.

Pat Lins - seguindo o meu tempo; fazendo o meu tempo; sendo o meu tempo...




quinta-feira, 6 de março de 2014

TEMPO REI, TEMPO MESTRE, TEMPO VIDA!

Imagem: Flickr

E o tempo revela, cada dia mais, sua soberania sobre nós!

Age no clima - tempo clima - e em cada momento - tempo cronológico. E segue, acima de todas as nossas referências temporais. Tempo espaço: tempo distância entre dois ou mais pontos.

Já se deram conta de quando chove muito e falamos: "um temporal!"? TEMPORAL: uma enxurrada de tempo ao mesmo tempo, debaixo de muito tempo-clima. Um caos para se desconstruir as bases frágeis da superficialidade, limpar tudo, abrindo espaço para a ordem. Pena que a gente continua sem entender... e insiste em manter o caos.

Não somos reféns, somos ignorantes e cegos. Somos imperfeitos, orgulhosos e vaidosos. Somos egos inflados, inflamados e inflamáveis. Tempo não tem cor; nem não tem credo; tempo não tem raça; tempo não tem fração alguma.  Tempo é instante. Tempo são todos os instantes. Tempo é cada instante isolado. Tempo é infinito. Tempo é amplitude e expansão. Tempo é mais e muito mais ALÉM.

Somos aprendizes pelo caminho da dor, porque assim nos condicionamos, por isso sofremos com o passar do tempo: quando a gente vê que passou e não deu tempo para fazer o que tanto tempo levamos para começar.

Levemos menos tempo para agir. Levemos o tempo necessário para agir. Levemos e nos deixemos levar pelo tempo. Escutando sua voz, aqui e agora, podemos sincronizar. É preciso calar a mente estúpida e abrir a mente inteligente e sábia, aquela que age juntamente com o coração e não em sobreposição.

Tempo é inspiração, transposição e transpiração! AÇÃO. Tempo é sempre AÇÃO!

Somos corpo, mente e espírito. Nem apenas um, nem apenas outro: ambos, "trambos"! Pois não! Pois sim! Pois pois! Ora pois!

Tempo voa. Tempo corre. Tempo anda. Tempo para. Tempo não volta, apenas existe num tempo passado, lá, atrás... Tempo segue! O tempo só segue e vive nas mãos do Tempo.

Pat Lins - in zone: writing in my life; writing my life!

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

MOTIVOS PARA VIVER - COISAS QUE AS PESSOAS PRECISAM REAPRENDER


Passei e passo toda a minha vida "em busca". Não me refiro apenas a busca espiritual, mas também, pessoal, profissional, emocional, mental e financeira/material. Como? Através das minhas incansáveis perguntas e necessidades de ir atrás, ao lado ou a frente de quem, como ou onde encontrar possíveis respostas. Sentia que precisava estar em movimento, com pausas para reflexão. De maneira intuitiva - e também instintiva... tinha o lado mais primitivo, também, fazendo o seu papel - seguia para onde PRECISAVA ir, ou estar.

E NUNCA entendi o motivo das pessoas viverem reclamando que "precisam de tempo" para isso, para aquilo e reclamam quando alguém diz: organize o seu tempo! Alegam que a pessoa que sugere não sabe como é a sua vida e pronto, justifica-se e fecha-se no loop - para não dizer círculo vicioso.

Hoje em dia, está na moda ser "zen". Aliás, aparentar ser zen... E uma das coisas que me chama atenção, em meio a algumas pessoas que convivo ou observo, é que procuram suas válvulas de escape, apenas para colocar para fora a inquietação do momento. Porém, muito importante esse porém, não se permitem acessar o que vem antes, aquele sentimento mudo, entretanto, provocante, que fica tentando nos empurrar para frente, pedindo para ser libertado e, ao contrário do que sabemos e sentimos que devemos fazer..., a gente o aprisiona cada vez mais e afunda com esse peso que necessita ir embora, fechando o ciclo da sua existência.

Assim, percebo que tiram um período - extremamente saudável - para descansar. Só que leia-se descansar como "não pensar". Daí, voltam a sua rotina prévia, agindo do mesmo jeito. E, também, sem querer pensar... 

Me recordei de um livro que li e o terapeuta descrevia um pastor que ele atendeu, onde ele dizia assim: "Ah, acabou meu retiro! Agora, levarei umas seis semanas para retomar o meu ritmo de volta!"... (??????)

As pessoas recorrem a spa´s, locais próximo à natureza, templos sagrados e afins... diante de uma situação limite, em busca de sossego mental: com tempo e espaço para diluir as angústias - e quem não tem uma ou duas, ou mais...? Respiram - porque são OBRIGADAS a parar, mas são incapazes de serem gratos à vida por esse momento. Oxigenam o cérebro. Solucionam aquele problema e pronto! "Posso voltar a ser a mesma pessoa. Fazer as mesmas coisas!". Me pergunto: É ISSO? É SÓ ISSO?????

O querer mudar deve ser mais forte. Deve ir mais fundo, mas de maneira mais leve e sutil. A simplicidade e a sutileza andam juntas e, com isso, um estado emocional mais livre e libertador.

Não é só parar agora, é parar agora, daqui a pouco e quando o corpo, a vida ou ambos pedirem! Nada funciona sem parar - só o facebook... onde a gente dorme e ele continua! Ademais, Platão já dizia que precisamos organizar - e questionar - nosso tempo, entre horas de trabalho, horas de lazer, horas de descanso... Não eram bem essas palavras, mas trago apenas parte bem pequena da ideia. E fica a pergunta que Aristóteles começou, pensou e escreveu um dia: O TEMPO EXISTE? QUAL A SUA NATUREZA?

Pois é... diante da iminente resposta, se o tempo existe, visto de diversas maneiras, sabemos que a melhor maneira de o entendermos é aceitando a sua existência e, para mim, isso é ponto final/inicial. O que fazemos dentro dele é que me instiga a continuar em movimento, vivendo e buscando.

O que vem nos faltando, diante de tanto estímulo negativo, são motivos para viver - leia-se viver, como VIVER BEM.

Mas, como fazer, né, num mundo tão violento e conturbado? Com tanta guerra, maldade, matança, roubos, impostos, falta de segurança, falta de dinheiro...? Também me pergunto isso. A pergunta é que motiva. As respostas, essas sim, são o que afirmam nossos pensamentos e nossas ações!

Assim, nesse caminho, acabou meu tempo de escrever aqui, por hoje. Meu facebook está lá, onde estou viva e sem descansar, numa eternidade estática. Mas, eu real está aqui, ávida por ver e viver muito mais! Depois, quando dá tempo, entro nele e interajo virtualmente, também. Viver é isso: estar onde precisa. Estar onde está. Ir para onde deve e dá para ir.

Vamos juntos! Para frente! Rompendo com essa repetição de loucura insalubre! VIVA A LOUCURA DA TRANSGRESSÃO SAUDÁVEL - com respeito, compreensão e AMOR!

Pat Lins.


domingo, 2 de fevereiro de 2014

VOVÓ LULU - UM PONTO DE LUZ NA IMENSIDÃO INFINITA DO INFINITO


"O céu é duro ou mole? Tem gente chata no céu? O que é gente chata...?" 
(Vovó Lulu)

Nossa criança interior vai entender as falas acima, com certeza! Quem de nós, na infância, nunca teve esse tipo de curiosidade? E, hoje, me pergunto: o ambiente em que vivemos, atualmente, é duro ou mole? Tem gente chata aqui na Terra? O que é gente chata, senão um estigma limitante?

"Vovó Lulu" é um ESPETÁCULO teatral. Melhor: uma poesia teatral. Ainda melhor: nossas inquietações teatralizadas, no palco, ali, bem diante de nós. Muito melhor: eu me olhando no espelho, hoje e continuando daqui a alguns tempos... assim espero.

Durante o espetáculo - devo repetir essa palavra umas duzentas vezes e, ainda assim, não descreverá o impacto positivo e a boa emoção que Maria Prado de Oliveira, Aline Moreira, as luzes - "bacana" - a iluminação impecável, o cenário harmonioso, o som limpo, as pedras no cenário, o piso, as cortinas pretas, o teatro... o todo que foi formado por essa equipe - uma frase me veio, num resumo bem tosco e limitado pelas palavras: "nossa busca pela felicidade não pode deixar de existir por conta das desilusões!". 

O tempo não nos escraviza, apenas a nossa condição mental e nossa relação emocional com ele.


"Vovó Lulu", dentro desse vasto Universo, ainda consegue escutar O desejo de continuar a, SIM, fazer escolhas e seguir o caminho que melhor lhe convier. Ela é motivante! O caminho das pedras não é apenas uma reta, uma quantidade de passos ou uma direção determinada por uma arquétipo falido e insistente, que nos arrasta, acorrentados na prisão de amargura e, me permita um semi plágio, por uma religiosidade estéril! É o expandir o círculo para o além daqui, mas ao aqui guiados pela nossa consciência, pelo AMOR, pela VERDADE, pela VIDA - aí sim, está o Divino! Deus.

Somos criadores e criaturas da Vida. Somos parceiros do Tempo. Somos luzeszinhas ínfimas e minúsculas dentro de um Universo vasto e infinito. Somos mais do que os círculos que nos fechamos num vício ritmado e repetitivo de nada. Somente quando nos dermos conta da força dessa partícula - mínima apenas em tamanho - na imensidão do infinito cósmico universal que somos, aí sim, somaremos com outras tantas outras pequenas luzes e comporemos o Todo, chegando a Deus - o Criador, não a criatura que foi criada e deturpada à imagem e semelhança de nós mesmos e dos nossos defeitos e limitações humanas. Sentir brilhar a Luz que vem do peito, de cada poro, de cada célula, de cada átomo, de cada parte de nós é estar integrado à Luz Divina, ao Todo, à Deus, revelando um processo de iluminação de dentro para fora, podendo ser fortalecido de fora para dentro!

Espetáculo e vida da bailarina Aline Moreira.
Foto: Adenor Gondin
A ruptura com essa velharia de vazio e superficialidade que vivemos é que nos permitirá ter a sabedoria de juventudes acumuladas e de, mesmo que o corpo não aguente mais, não tenha mais a mesma flexibilidade, agilidade e capacidade de movimentar, a alma pulsa, dança e nos diz: "eu sou livre, mesmo que você esteja aí, presa nesse corpo. Eu posso dançar e cantar, porque minha voz, minha mobilidade é algo que o ser humano ainda não tem referência...". 

Será que seremos capazes de romper com a arrogância, a inveja e outros sentimentos restritivos e negativos? Será que conseguimos nos libertar? Só assim, vendo e conhecendo cada sombra que temos e fazemos, podemos nos auto iluminar: acionando a força suprema do AMOR. Aí, sim, seremos e viveremos a loucura saudável de transgredir! Até então, somos apenas... apenas... apenas... o apenas.

Será que conseguiremos deixar UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESSE MUNDO, começando por nós? Será que conseguiremos sentar no banquinho deixado pela "Vovó Lulu", bem ali, onde a sua luzinha se eternizou? Será que atingiremos esse ponto no tempo da continuidade e da passagem sadia, questionando e exigindo o melhor - porque sim, nós precisamos saber que merecemos! - até o último instante, apesar de nem sabermos quando será? 

Tantos serás, que me pergunto: será que conseguiremos parar de falar e agir? Não aceito a luz parada, apenas a luz da ação, da troca, do entendimento de co-criação! Só assim podemos romper o círculo vicioso e seguiremos os círculos virtuosos e infinitos do infinito.

Nada mais velho do que essas coisas ruins que estão aí: preconceito, intriga, inveja, arrogância! Vaidades vazias, sem estética do belo, bom  e justo!

Vale a pena assistir e se deixar tocar pelo texto, pelo diálogo com nossas inquietações! 

Parabéns a Maria Prado de Oliveira pelo belíssimo trabalho - ou belíssimos trabalhos de texto, produção e criação de todo esse projeto! Parabéns à equipe toda! Aline Moreira, você nos faz querer dançar junto e nos lembra o quanto estamos esquecidos de, simplesmente, dançar a dança da Vida: o movimentar, sentir a alma! Tudo muito bem feito. Cenário, iluminação, sonoplastia, trilha sonora - que repertório "bacana, bacana!". Enfim, um trabalho com muita qualidade em cada detalhe. Um ESPETÁCULO!

ASSISTA! ASSISTA! ASSISTA!

"Vovó Lulu", sua bênção!

Pat Lins.



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