Mostrando postagens com marcador soluções. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador soluções. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

CAMINHANDO DE VOLTA À VIDA!


Fazer escolhas. Tomar decisões. Nos foi ensinado que isso é tão difícil, que, de tanto acreditarmos, passou a ser. Mas, como já me disse uma grande amiga, fica a dica para quem servir: NÃO TOME DECISÃO EM MEIO A UMA CRISE. Hoje, um novo - mas me parece muito mais antigo... - amigo, me disse algo muito parecido. Ainda que a decisão esteja tomada, ajustes precisam ser feitos e reparados.

E essas conversas, com ou sem um tema central, surgem e sempre podem nos inspirar, se não para hoje, para "O" dia, ou para alguém.

Cada vez que me abro, e essas coisas me chegam, fico imensamente feliz! O quanto é importante deixar o Tempo assumir o comando de ser e estar de cada coisa, de cada tempo, de cada relação, de cada ação, de cada cada.

Quando falta energia em casa, a gente para, se situa para procurar fósforo e vela, né assim? O importante não é encontrar de cara, lá é onde queremos e sabemos que precisamos chegar. O mais importante é o parar para pensar e sentir qual O caminho devemos trilhar. Nesse momento, levantamos as informações, traçamos um rumo e vamos seguindo. Diante do objetivo, acendemos a vela e conseguimos ver, sob a luz, onde estamos. Nesse momento, decidimos para onde mais ir, porque ninguém vai ficar ali, parado, com a vela na mão a vida inteira, vai?

Tudo na vida são etapas que seguimos, não um único lugar a chegar e ficar. É o caminhar, no caminho, que nos leva a todos os lugares e todos são lugares onde precisamos ir e estar!

CAMINHANDO DE VOLTA À VIDA!

E quem disse que a gente precisa estar só, para fazer esse passeio? ...

Pat Lins.

domingo, 10 de novembro de 2013

DE NOVO, OUTRA VEZ...


Pior do que ver acontecer é ver acontecer de novo. 

E o melhor disso tudo é poder dizer: hora de ver uma nova solução... 

Se um erro se repete, do mesmo jeito, sinal que ainda tem algo mais profundo para ser aprendido e/ou para a lição ser, de FATO, apreendida.

Escolhas, é tudo o que temos. Hoje, pensamos como ontem, quando deveríamos pensar como hoje.

Problema só enquanto não encontramos a solução.

"Caminhando e cantando e seguindo a canção...". 

Fui.

Depois eu volto,

Pat Lins.


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

segunda-feira, 26 de março de 2012

COMEÇAR E TERMINAR - ESCALA DE PRIORIDADES


Aos poucos comecei a entender - após começar a praticar no dia a dia - que fazer tudo aos poucos quer dizer: estabelecer a ordem de prioridade; começar aos poucos e concluir o que começar. Melhor fazer um pouquinho de cada vez e finalizar, do que começar tudo de vez e nunca terminar.

Faz um bem danado a sensação de dever cumprido. Essas pequenas conquistas podem parecer pequenas, mas, de uma em uma vou eliminando pendências de minha vida e abrindo novas frentes - também pequenas. Tudo sobe gradativamente e por merecimento.
  

Devagar e sempre é muito melhor, menos desgastante e muito mais provável concluir com louvor! Muito melhor um problema resolvido do que muitos em andamento... Eu, hein? Vejo gente - como eu - se afundando e se aprisionando aos problemas e sempre com a mesma resposta: "Está difícil. Para você é mais fácil...". Já falei tanto isso. Já justifiquei meus infortúnios como uma vítima-mor. Já falei tanto que a grama do vizinho era mais verde e eu, pobre coitada, com minha grama queimada... também, não regava. Criar o hábito de fazer coisas melhores - um pouquinho a cada dia - não é papo de auto-ajuda - no sentido pejorativo que damos a esse termo -, muito menos, apenas palavras bonitas... é possível, desde que comecemos a mudar o foco, o ângulo que olhamos e nos mexamos devagar, lenta e continuamente. Pressa desmedida é para quem está disposto a vagar infinitamente pelos vales das pessoas atarefadas e que nunca têm tempo sequer para respirar. Olha, têm horas em que tudo acontece de vez, só que são eventuais momentos e com prazo para terminar... Problema é quando passamos a vida, dia a dia, a nos enchermos de tarefas e continuar com a sensação de que foi um dia nada produtivo. O detalhe é que não me refiro a ter várias ocupações... todo mundo assume vários papéis na vida e isso faz parte. Me refiro a relação com o tempo, ao desespero e à afobação que gera ansiedade, falta de foco e, naturalmente, uma vida estressante. Sabe quem vai se queixar? O corpo, a mente... nossas células, nossos pequenos átomos. Eles bem nos dão a lição: pequenos e capazes de manter todo um corpo em funcionamento fazendo, cada um, sua parte e sem perder a real dimensão do todo. Mas, como cada um tem que fazer sua parte, façamos a nossa de permitir cuidado com nosso corpo, nossa mente, nossos pensamentos, nossas emoções... nossa vida. Isso não nos impedirá de perder o controle de vez em quando, mas, de saber lidar com essa questão e ir se ajustando até, quem sabe um dia, não perder mais o controle porque estará tudo em ordem, em equilíbrio. Eh! Temos que redefinir nossos valores diariamente, como quem renova votos com a Vida.

Hoje, eu compreendo - apesar de ainda não ter assimilado de verdade - que solução é problema resolvido, não acúmulo de problema e repetição: "afff! Tô cheia de problemas para resolver...". Resolve um, depois outro... Têm coisas que não dependem de nós, a essas, entreguemos ao Tempo e vamos resolvendo os menores. Às vezes eu escuto alguém me dizer: "estou com tanto problema que, só assim, vejo que sou forte, viu?" e não resolve nenhum... E haja força, mesmo. Força bruta. Eu quero força vital. E não me sinto mais bonitinha ou merecedora do que ninguém, apenas, estou vendo e me esforçando para que minhas fichas caiam. E cada vez que cai uma, eu vibro com minha vitória! Não acredito nessa de excesso de otimismo, para mim é fuga da realidade e perde-se o foco do mesmo jeito. Eu, Patricia, acredito no esforço com consciência e, sim, com boas doses de pensamentos otimistas. É assim, às vezes, não sabemos o motivo de ter agido de determinada maneira, mas, ter consciência de que agiu daquela maneira. Depois, tentar se ajustar e entender porquê age dessa maneira. E por aí vai. O importante é começar, ainda que resmungando as agruras da vida. De dez reclamações, se a gente identificar UMA, podemos comemorar! É um começo. Só não paremos. E lembremos: ninguém é melhor do que ninguém, cada um tem seus perrengues e sem essa de que é mais fácil para eles do que para nós... Dificuldade é dificuldade. Se o meu problema é financeiro e o seu é de caráter, para quem é mais fácil resolver? Difícil para ambos. Cada um com seu quinhão. Tem gente que tem dificuldade para emagrecer, outros, para engordar... Tem gente que ama se manter estúpido, e acha que é melhor do que todo o mundo - mesmo sabendo, lá no fundo, que se acha o Ó... - enquanto outros se acham abaixo do mundo... Uma dia, todo mundo entende, que problema TODO O MUNDO TEM! Solução é que ninguém se dispõe a encontrar e quer que caia do céu. Quando cai, ainda reclama, porque não era como queria.
Eu prefiro: LEMBRAR DE SER FELIZ!

Aceleração, correria, se encher de coisas em demasia - redundância enfática, para alertar que, muitas vezes, trata-se muito mais de um "capricho" do desejo, do que algo necessário para nossa vontade - para fazer e alegar que nunca tem tempo para nada, para mim - como fazia e ainda faço muito - é desculpa para não começar a fazer o mais importante: o essencial.

Nunca nos privemos de nos dizer o necessário. Economizar em palavras, em ações para poupar tempo é gastar tempo à toa.

Uma ótima semana para todos nós!

Pat Lins.


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

TUDO DEPENDE DE COMO A GENTE SE VÊ

Faz tempo que venho refletindo: compreender pode custar muito caro. Será? Explico: alguém já se deparou com uma situação onde um outro alguém apronta uma e, quando confrontado(a) clama a bendita "compreensão" de sua parte? E essa compreensão que a pessoa requisita quer dizer: "entenda eu sou assim". Minha pergunta vai para o fato de, seu eu recusar entrar no jogo e disser: "eu compreendo, mas, não admito que faça isso comigo" estarei sendo cruel?

Por que todo ser aprontador apela para ser compreendido, quando, ele mesmo, além de não se compreender, é incapaz de compreender o outro? Será que acham que eu sou uma pessoa que está acima disso? Por que essas pessoas sempre entram por esse viés?

O interessante é que quando a gente compreende que a pessoa está fora de si, dá para diluir a raiva. A gente precisa começar a se ajudar e não entrar numa de justiceiro e orgulhoso, entrando no jogo. O fato de compreender não quer dizer acatar, muito menos concordar ou estimular. Compreender faz com que a gente não alimente um veneninho barato e acessível a todos nós, também conhecido por um nome genérico, através do seu princípio ativo que é a "raiva". Pois é! Nós "crescemos" - aliás, os anos passam e nós nele - justificando cada raiva como algo legítimo, afinal, toda raiva nos diz que NÓS ESTAMOS CERTOS E O OUTRO ERRADO: JUSTIÇA, SEJA FEITA. É ou não é? Difícil, quase impossível, se conter diante de uma injustiça, ainda mais se o injustiçado for EU. É difícil conter a cólera quando alguém invade nosso espaço... eu bem sei disso. Agora, agir como se eu fosse perfeita e condenar - como fiz minha vida inteira - o outro me faz ser melhor? Não se trata de deixar que a pessoa invada, detone ou algo parecido, com minha vida, entretanto, o COMO reajo mostra muito de COMO SOU, ou ESTOU... ou ainda QUEM SOU. Existe um QUEM SOU mais evoluído em cada um de nós, ávido por sair e assumir o lugar para que, enfim, sejamos quem somos em essência. 

Numa conversa interessante com uma amiga, mudei todo esse post. Estava condenando e julgando - fazendo "justiça" - uma pessoa que tentou invadir meu espaço com sua loucura. Pois, após conversar com Noemia, numa conversa sobre outro assunto, outra pessoa - inclusive eu nem participei a ela esse episódio intenso que vivi - ela me disse a frase que me fez não só refletir, como permitir-me mudar minha ótica: "eu compreendo e aceito o erro nas pessoas porque eu sei que eu erro, também. Não sei por que as pessoas têm tanto medo em assumir seus erros?". Isso é o que a compreensão quer de nós, que a usemos na prática. Me toquei de que a pessoa não invadiu o espaço, mas, nem havia me tocado. Eu quase permiti que ela entrasse, abrindo eu mesma as portas, quando quase entrei no jogo, exigindo "justiça" e com orgulho ferido diante de tanta calúnia e desequilíbrio. Estava "preocupada" com a imagem e a reputação das pessoas envolvidas - onde me incluía. Estava mais preocupada com o fato da destrambelhada da pessoa sair falando as atrocidades que inventou - só para resumir, a pessoa recebeu uma cobrança que já havia pago. Em vez de ir no órgão resolver e apresentar o comprovante de pagamento, queria que meu marido pagasse, juntamente com ela e outra pessoa. O detalhe: perdeu o comprovante. Se sentiu injustiçada e estava muito agressiva, querendo que alguém pagasse com ela, ao invés de resolver procurando o bendito comprovante... mas, deixa para lá - e eu preocupada com os nomes envolvidos. Em minha cabeça era loucura da parte dela, e ninguém conseguia acessar uma conversa, sequer para tentar orientá-la... Resultado, ia eu permitindo que a cólera começasse a me contaminar com isso. Depois dessa conversa - sobre outro assunto - com No, minha ficha caiu e entrei numa conversa comigo. Me disse: "primeiro, se alguém der credibilidade a ela e acreditar no que ela fala, sem averiguar, trata-se de alguém igual a ela e digno de pena. Um dia, a verdade aparece e tudo vai se resolver.". Segundo, estabeleci um perímetro ainda maior na minha DISTÂNCIA SAUDÁVEL.Terceiro: demorou, mas, entendi que é ela; ela é assim e eu não posso mudá-la! Isso reforçou a distância da distância saudável.

Quando a gente entende que também nós somos imperfeitos e capazes de cometer os nossos erros, podemos nos permitir aceitar - compreender - que os outros também cometem erros. A diferença está em como lidar com esses erros. Eu, antes, me punia, me culpava. Hoje, me empenho em reverter essa ordem estabelecida por mim mesma, em minha vida e entro numa de redimir-me. Assumo que errei e me prontifico a resolver. Vai adiantar eu me consumir em culpa, em neurose? Perder tempo justificando o porquê do erro? Isso não o transforma em acerto. Nem o conserto o faz. Mas, quando resolvemos algo, o ideal é fechar a porta ao passado. Só fica aberta se tiver pendência.

Uma coisa que começo a ver e começa a me fazer sentido internamente - porque na teoria eu já sei... - é que precisamos nos resolver conosco, em primeiro lugar. Tentar compreender o outro requer que entendamos e aceitemos a nós mesmos. Essa de querer consertar o mundo - principalmente, o mundo do outro - é fuga. Fujo muito de mim. Quando vejo, olha lá, eu disparada correndo. Dou-me um grito, agora, e digo a mim mesma: "Vem cá! Oh, mulher! Chega aqui!". Sento comigo. Me vejo. Quero me destruir de raiva, quando me vejo igual a todo mundo. Daí, olho e  me digo: "Tenho que me resolver nisso.". Pronto, dou entrada num processo interno e vou trabalhando. Quando tá pesado demais, relaxo um pouco. O exagero já me provou que a gente cria outra fuga: o faz de conta. Faz de conta que resolvi, sou madura e outra pessoa. E começo a evitar vivenciar algo que me desestabilize. Como sou capaz de usar essa consciência para ficar alerta e viver num clima de tensão e proteção, em vez de usar para elevar a minha condição? Outro papo interno e vou seguindo. A gente vai se ajustando é vivendo, mesmo. Ninguém queira fugir de dor, de erros... Faz parte da nossa humanidade. O que não devemos fazer é alargar, alimentar, arrastar essa dor por uma vida. Melhor resolver logo aqui e agora. Ela não vai passar de cara, nem deve mas, aos poucos, com o DEVIDO cuidado e no tempo certo, cicatriza. 

A gente tem mania de se achar melhor do que o outro. A grama do vizinho é sempre mais verde, né verdade? Só quem tem problema sério somos nós, afinal, todo mundo tem isso ou aquilo que vai ajudar, mas, o nosso problema é problemão. Eu tenho a maior dificuldade de sair do papel de vítima. Fora quando quero sair e alguém quer me colocar. Bom, fazer o quê? Redobrar as forças, tirar de outro lugar que não precisa agora e conseguir sair dessa zona. Muito sério isso. Nós não suportamos ver que alguém está querendo ser melhor. Incomoda tanto, quando pratico, sem falar, apenas em minhas ações - que, confesso, muitas vezes, nem eu acredito que consegui internalizar... só descubro na hora H, porque, uma coisa sou eu bater um papo comigo, outra, na hora de passar por tudo de novo, ver que mudou algo em mim - que percebo no ar uma crítica velada, num olhar, numa esquivada, numa saída de perto de mim, tipo: "lá vem ela com essas loucuras de quere ser 'cabeça'". Precisa ser "cabeça" não. Basta querer sair do buraco. Não é para ser melhor do que ninguém, apenas, o melhor que posso ser. Aí, numa outra situação, eu perco o controle, vem outra cobrança velada: "Não é tão cabeça? Escreve tanta coisa naquele blog, como se fosse alguém evoluída e, aí, agora, fazendo besteira...". Pois é, todo mundo se acha mais normal do que o outro. Ninguém aceita ver erros e, na maioria das vezes, somos incapazes de olharmos que erramos deveras, também. Haja juízes da vida alheia...

Como me disse Morgana Gazel, "eu aceito o erro no outro porque sei que eu também erro!". Pronto, é isso que quero dizer a mim e quem mais estiver no mesmo dilema.

Isso é uma pequena parte do que pode ser a compreensão: aceitar que as pessoas são falhas - inclsuive EU. E nós, o que fazemos com a nossas falhas? Como lidamos com os nossos erros? 

Gente, "o melhor lugar do  mundo é aqui e agora" (Gilberto Gil)

Com um poquinho de compreensão, a gente pode CONSTRUIR E PLANTAR um mundo muito melhor, começando pelo nosso mundo individual. A gente se preocupa demais com o que o outro vai pensar. Paremos um pouco de julgar que nos sentiremos menos julgados. Essa sensação é que nos faz reféns de nós mesmos e das nossas loucuras. Se engane não, todo mundo tem seu lado doidinho e sombrio. Só se for muito eovluído para ser evoluído. Senão, é falho e humano como qualquer outro ser. O que faço com isso é que fará a diferença. Sabe o que me ocorreu agorinha? "TUDO DEPENDE DE COMO A GENTE SE VÊ". - Vou até mudar o título. Era: "compreensão pode custar muito caro... (?)"

Pat Lins.

sábado, 15 de outubro de 2011

CULTIVANDO O CAMINHO PARA A FELICIDADE

Tem gente que não sabe procurar a própria felicidade e gasta seu precioso tempo secando a vida do outro em vez de cultivar seu caminho.

Problema, todo mundo tem e nenhum é mais fácil do que outro. Não se compara problema, cada um resolve o seu - e procurar a ajuda adequada faz parte. Sem essa de que a grama do vizinho é mais verde do que a minha. Experimenta regar a grama para ver se resolve esse problema. O vizinho deve ter outros, pois a grama ele deu a solução.

Parece que dá mais prazer - ou medo - de ver o que é visível na vida alheia em vez de se esforçar para cuidar da própria.

Engraçado que essa lição quem me alertou foi uma pessoa extremamente desocupada, que adora encher o saco de todos com sua mente vazia e repetitivamente chata, inconveniente e invejosa, que estava "urubuservando" a casa dos outros e viu na janela desse vizinho que em vez de cortina era um lençol... tanta cosia mais legal para olhar no dia, como um céu azul e limpo, um ar agradável, uma dia tranquilo... Mas, o lençol voando para fora da janela da casa dos outros chamava mais atenção. Por isso que lembro e relembro uma frase que um ex-professor usava muito: 

"a gente vê lençol e pensa que é fantasma". 

Mania de perdermos o foco no que se deve. Isso não é só ela, não. Todos nós temos esse lado "urubuservador" de fuga de si. Em vez de nos lançrmos em busca ou na construção da própria felicidade, gastamos tempo e energia mental no que não tem importância, não enriquece, não constrói e nem produz nada de bom ou edificante. Hora de varrer! Varrer pensamentos mesquinhos e pequenos de nossas vidas! E assim, vamos semeando o movimento de

DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO!

Pat Lins.

quinta-feira, 10 de março de 2011

FILME DE MINHA VIDA - APENAS ALGUMAS CENAS: DESABAFO! AFO! (COM ECOOOO)

Pois é, a saga do filme continua, mas, melhorou.  (OPS! NO EPISÓDIO ANTERIOR REFLETIA SOBRE A INFLUENCIA DE UM FILME SOBRE MEU FILHO. VIDE http://maesnapratica.blogspot.com/2011/03/filmes-influenciam-mas-nao-sao.html) A estratégia da negociação foi surpreendente: ele não só concordou, como entendeu e, o melhor: aceitou. Melhor que isso, só dois disso! E, sendo assim, ele voltou a pedir os filmes que antes gostava tanto, como "A Era do Gelo", "Toy Story 1, 2 e 3", "Shrek", 'Lucas, um invasor no formigueiro" e etc - se eu for listar a dvdoteca dele, não termino hoje. 

Com relação ao comportamento, normalizou. Ou seja, diminuiu o excesso do que já é excessivo. Graças a Deus, porque eu já estava esgotada e, confesso, sabe Deus de onde tirei forças, porque, minha gente, careca era só o começo dos meus problemas. 

Visitando, como de costume, os blogs amigos - tenho uma lista aqui ao lado - li um texto emocionante da Sueli, - BLOG DO DESABAFO DE MÃE - e me vi ali. Só quem tem um filho de personalidade forte e dono de si pode imaginar o que passo. Por mais que eu escute e saiba que ele não é um menino ruim, afinal, não é malvado, "só" agitado, isso não diminui em nada meu desgaste. Todo dia eu vivo tensa e pressionada. Estou sempre alerta e tenho que ser flexível e legal; e ainda rigorosa e firme; carinhosa e amorosa; mãelimite no limite. Só por um tempo, queria refresco - risos. Sabe o que é pior - ou melhor ? Eu não resisto aquele safadinho lindo. Ele é elétrico, me mata de cansaço, mas, se não fossem as críticas que dou ouvido e reverberam em minha mente, talvez, quem sabe, eu me cansasse menos. Também, quem manda ser humana e dar ouvidos ao que não deveria ser escutado, já que se sabe que quem fala apenas extravasa sua própria dor, infelicidade, fraqueza e pequenez através da tentativa de diminuir o outro para se sentir maior?! E isso me incomoda muito: mania de me ocupar com a língua dos outros. Acho que sou assim por conta de minha mama querida. Ela é do tipo de pessoa que prefere se machucar a ter que dizer a verdade a alguém. Eu vivo uma contradição: quero falar - e, quando não dá para segurar, eu falo - e me sinto péssima por magoar alguém, ainda que esse alguém tenha me magoado. Aquela história da pessoa sacana que sacaneia, provoca e ainda sai como vítma, porque soube fazer seu lobby. Meu lobby é queimado, porque eu explodo mais do que me contenho e quem provoca fala baixo, com voz mansa e incubado. Odeio falsidade. Pois sim, o que isso tem a ver com Peu? Essas pessoas e lidar com isso me desgasta tanto, nesse embate que minha resistência diminui. E eu? Preciso estar sempre em alta, para conseguir lidar com Peuzinho. 

É muito cansativo ter um filho ultra elétrico, que parece saber o que quer e só descansa quando consegue - leve o tempo que levar, ele consegue alguém que ceda... principalmente quando não está em minha frente - e tentar lidar com algo que já é desgastante por si só e ainda ter que lidar com gente desocupada e sem "setocômetro". Gente que, se estivesse em meu lugar, o que faria? Sim, porque essas pessoas são cheias de dicas, receitas, fórmulas de sucesso, "jeito", "ciência", técnica - diga-se de passagem, teoria da técnica -, de experiência - nos casos que me refiro, malsucedidas experiências, mas, como os filhos cresceram e não matam, nem roubam, acham que fizeram um bom trabalho... ainda que sejam pessoas problemáticas e difíceis, imaturas, infantis, egoístas... isso me incomoda mesmo e de verdade. Cuidar de Peu não é facil, mas, se ele é assim, eu tenho que encarar os fatos e lidar com isso. Quando consigo manter uma distância saudável - como me refiro a me afastar daquilo que me compadece, para o meu próprio bem e que não é tão bem visto pelos outros, mas, paciência para eles - eu mantenho minha taxa de resistência equilibrada e minha rotina cansativa é puxada, mas, "vivível" - risos. Infelizmente, algumas vezes essa distância saudável é quebrada e levo dias para me recuperar, até estabilizar. Bom é que cada vez que faço o esforço, assim que passa a fase crítica do estresse instalado, me sinto infinitamente melhor e mais forte e, detalhe, mais convicta de que estou certa em manter minha distancinha, viu? Sorte a minha que ainda posso e consigo fazer isso com, pelo menos, 90% dessas pessoas inconvenientes, mas, que fazem parte do ciclo social e familiar. 

Essa questão do filme, mesmo, nem todo mundo acredita e acha que é proque ele é assim mesmo. Será? Não sei, acho que sou observadora demais, minha veia crítica e exploradora da alma humana me faz ser assim, de natureza. Isso faz com que eu me abra para as possibilidades, em vez de fechá-las e visualizar tudo de um panorama mais holístico - não como as pessoas dizem que fazem, sem fazer... eu sinto a dor de quem se esforça para colocar em prática o movimento de mudança, de observação, de planejamento e de desenvolvimento de estratégias e ações. Sou, praticamente, um plano de marketing - risos. Ou, uma monografia - risos. Nem por isso, obtenho sempre êxito... O empirismo me guia e entre tentativas e erros, vou chegando lá. Como sempre me falo: quem vai saber o que é certo ou errado no que tange a educação de um filho? O que deu certo para A - quando deu certo mesmo, ou seja, a criança cresceu e se tornou um adulto equilibrado, sensato, sereno... o que não quer dizer que seja apenas mérito dos pais, mas, do ambiente, da característica pessoal, do empenho individual, das oportunidades bem aproveitadas... Complexos é o que somos - não quer dizer que vá dar certo para B, C... Z. Cada um é um. Tem uma pessoa que vive pregando essa premissa e, na hora do "vamo ver" é a primeira a já estar comparando e, cá entre nós, sem critério algum... Comparar é necessário, para que tenhamos parâmetro, mas, o que é - ou quem é - o parâmetro para comparação, mesmo? Só Jesus, mesmo. Ou Gandhy, Madre Tereza... Pessoas que abriram mão de si, por já serem tão evoluídos que não tinham mais o que crescer, apenas orientar e facilitar crescimentos.

Ai, quero vomitar minha irritação, para que essas reverberações me deixem em paz. Eu já vivo uma vida desgastante - não, eu graças a Deus não passo fome, nem sede... mas, a educação de Peu requer um ritmo em mim que não é o meu e exige um estado mental sempre alerta que, de vez em quando, pede descanso e não encontra. Tudo seria menos pesado se as pessoas se tocassem e, se querem ajudar, ajudem. Porque, muito ajuda quem não atrapalha, já dizia minha avó. Ajudar colocando mais pedra para a pessoa carregar a sadismo, né ajuda não, viu?

Meu filho é agitado, sim, mas a "culpa" não é minha. Ele é como é. Não é por falta de diálogo, nem de limite - ou tentativa de dar alguns. A educação de Peu é a longo prazo. Já percebi isso. Essa natureza geniosa dele insiste e testa meus limites, mas, eu quase sempre estou lá, segura e firme. Caio, por diversos motivos, porque, apesar de ser mãe - e todo mundo exige perfeição  sem o ser - eu sou gente e vivo outras coisas além da maternidade. Caio, por diversos fatores pessoais e íntimos. Caio como qualquer pessoa. Mas, o que mais me derruba, com relação a lidar com Peu são essas intromissões descabidas, desorientadas e sem sentido, que invadem como uma chuva ácida - não comparao com acidentes naturais, porque acidentes naturais são reações da natureza gritando socorro. A mãe natureza pede socorro para que nós, filhos, vivamos melhor e nós, filhos, somos extremamente desobedientes e impetuosos, como Peu é comigo... - e terminam por alterarem o rumo de meus afazeres, do meu ritmo... Tanta cobrança. Todo mundo devia fazer terapia. Tantas ações infantis, de adultos que não se desenvolveram e cresceram em idade, mas, não em identificar sua identidade... Tanta gente que briga por tão pouco. Tanta gente que se diminui em vez de crescer. Tanta gente que cria situações sem necessidades. Tanto malentendidos, por falta de uma coisa simples, chamada "comunicação" - falar, ouvir e entender. As pessoas têm má vontade em compreender. Em aceitar. Em respeitar. 

Difícil! Mas, vou indo, porque, como disse a própria Sueli, mãe nunca desiste. E, acabo sendo mãe de mim, porque não desisto de mim, nunca! Nem quando penso que assim o fiz.

Vou terminar aqui, senão, uma coisa puxa a outra e este post era só para dizer que educar um filho é zelar por tudo que o envolve, sabendo que não temos controle total do que eles captam, mas, temos co controle total de fazê-los entender que por mais legal que uma mãe seja, ela precisa ser respeitada e reconhecida como tal. Só para dizer que eu luto todos os dias para que meu filho cresça um homem virtuoso, de bem, mesmo que hoje ele brade com os limites, que teste os meus limites, amanhã, seja ele o que for, eu fiz o que pude, com a melhor intenção. Só para dizer a mim mesma que eu preciso recarregar e triplicar minhas forças. Só para me dizer que educar um filho é identificar os sinais - quando problemas - e se abrir para as soluções, porque não existe um única solução, mas, sim, uma que dê jeito.

Depois, talvez, volte a extravasar de novo. Afinal, na prática, somos isso: gente querendo ser melhor, mesmo sem se dar conta e sem se dar conta dos caminhos que seguimos para tal. E, no filme de nossas vidas, tudo deve ser dirigido por nós mesmos e com ajuda, sim, porque ninguém vive sozinho, mas, ajuda é uma coisa, manipulação, controle e intromissão é outra...

Saudações maternais,

Pat Lins - uma mãe na prática diária de se construir e desconstruir; num desabafo de mãe e que só coisa de mãe pode entender. E, fica a pargunta: "what mommy´s need?" Afinal, somos mãe e  muito mais, não é não?! E sempre em mãetamorfose. E haja inventando com a mamãe para alegrar a filharada. Principalmente os kids indoors da vida moderna, de crianças que não dormem e vivem acesas, como se não tivessem tempo a perder. Que um dia vão virar adolescentes - e, alguns saíram dessa fase... Afinal, todas vivemos um sonho de ser mãe e, no final, toda mãe é igual! A cada mãe, mãeblogeira, bipolar ou não, aqui, meus parabéns! Fui tecendo o fio de ariadne para agradecer com este último parágrafo, a maioria dos blogs que sigo, por conta desse meu pequeno, nessa pequenópolis - crianças a solta na soteróplois. Para quem não entendeu, vide a lista de blogs que sigo no MÃES NA PRÁTICA, porque este blog é para mães de ninas e ninos do meu coração. Minha homenagem a cada blog que me ajuda nesse processo de maternidadeconsciente.


segunda-feira, 18 de outubro de 2010

NO OLHO DO FURACÃO

No calor das emoções, o melhor é não tomar sérias ou irreversíveis decisões. O ideal é deixar "a poeira baixar".

Olha, aprender a lidar com o impulso é muito complicado. "Ele" - o impulso - ou "ela" - a impulsividade - aliado ao orgulho, que ama insuflar o ímpeto, através de ações impensadas e não refletidas, desencadeiam uma verdadeira tempestade... num copo d´água. Tudo passa a ter a cara e as cores do "pior", do "sem solução" - através da solução radical -, do "acabou! Chegou ao fim!"... do fatalismo. Nos privamos do benefício da dúvida e da possibilidade de parar, ver, pensar e agir.

Em alguns casos assim - onde a impulsividade ganha espaço -, passada a crise, "baixada a poeira", a sabedoria deseja se manifestar e, com a "cabeça fria", conseguimos enxergar o que a venda da afobação nos impediu. Recuperados da cegueira momentânea, avaliamos os prejuzos e, em muitos desses casos, não há mais volta. A impulsividade é mãe, irmã, coligada, colada e conjugada com a imaturidade - e isso independe de idade cronológica...

Entretanto, lógico que, se algo está incomodando, agoniando, estressando, sugando as nossas energias vitais, nossas forças diárias, sinal de que tem alguma coisa aí gritando por "socorro, preciso de reparos". Algo está fora do lugar, requerendo ajuste, reajuste... SOLUÇÃO.

Sendo assim, PRIMEIRO passo: identificar O problema REAL - não o aparente...

Em meio a uma crise conjugal, estava disposta a ceder ao impulso, jogando toda a "culpa", no outro... Muito fácil e caminho mais comum a ser tomado pelas pessoas comuns... Foi quando, diante de vários entraves, não conseguia concluir meu "objetivo" e, acabei desabafando com uma grande amiga - ao contrário de outros, que, sem experiência de vida, sem saber o que dizer, se colocavam ao meu favor (algo natural) ou, me davam "lições de moral" do alto da inexperiência de vida e/ou de vida conjugal, o que me soou como engraçado... até fazer confronto, uma outra amiga me sugeriu, com ela a frente, para que eu visse e entendesse que "a mulher sábia edifica o lar"... ou seja, se a relação estava ruim, a culpa era minha, porque mulher precisa saber que sua indidualidade não pode ser mais importante do que as imaturidades e desequilíbrios do marido... Enfim, coisas de amigos que, apesar de sentimentos sinceros, são pessoas, né?! São humanos... - mas, ela, uma amiga humana, cheia de defeitos, como qualquer outra pessoa, porém, que sabe respeitar o espaço do outro, sabendo que o outro é que sabe de si e onde o calo aperta, e, apesar de ter sido casada três vezes, defende a felicidade como forma de vida, mas, de maneira plena, ou seja, "tente todas as soluções antes de tomar uma decisão", apenas me disse:

"Minha querida, se é o que você quer, vá em frente e siga seu coração. Mas, se você puder esperar um pouco, não tome decisões sérias e definitivas em meio a uma crise. Daí, depois que tiver certeza e segurança do que quer, vá em frente! Se o que incomodava continuar incomodando, se ele - a situação incômoda - for 'O' problema, resolva da melhor maneira..."
Isso, para mim, é sabedoria - . Por isso que amo meus amigos, porque cumprem o papel de nos completar, de nos fazer pensar, de nos fazer nos ver. Cada um com sua opinião, alguns tão radicais e imaturos quanto eu; outros querendo estar acima de mim, através de uma "sabedoria" criada, de que "me" conhece... Enfim, essas diferenças é que me fizeram ver que identifcar o problema real é o primeiro passo. Em meu caso, que não vem ao caso entrar em detalhes, existe um problema real, que já veio comigo e que acaba sendo alimentado por outro problema real que é a outra parte... Uma nova amiga - risos - pessoa fantástica (olha, apesar de tudo em minha vida que reclamo, só posso agradecer a Deus pelos amigos que me dá, viu?! Nooooosssssa, cada pessoa espetacular!), que já é divorciada, me deu seu exemplo, que não foi impulsivo, mas, que,quando se tem filho pequeno, precisamos pensar muito mais... Só em caso muito grave separar, mesmo. Não. Ela não me disse para "comer o pão que o diabo amassou" pelo filho, afinal, isso é reproduzir o padrão comum de que ninguém nasceu para ser feliz...Ela apenas afirmou a importância de assumirmos a responsabilidade pelo novo ser que emerge diante de nós, e que, se trabalhar é de extrema importância. Nada de usar a criança como escudo, mas, nada de passar por cima de que ela existe e precisa ser levada em consideração. Equilíbrio.

Isso me fez ver que não é fácil assim, apesar de simples, dar o PRIMEIRO passo... por isso que ele é tão importante. Se permitir ver "onde" e "qual" é que vai nos fazer ver se a crise está em nós, fora de nós ou ambos - risos. Ainda, se existe crise, mesmo. Identificar o problema quer dizer: CAUTELA, para não tomar decisões preciptadas e possíveis arrependimentos tadios. Fora a maneira menos dolorosa de se resolver, como feridas abertas, mágoas, ressentimentos... tudo que fecha portas para uma boa relação pacífica.

O SEGUNDO passo, que pode preceder o primeiro, ou, vir em paralelo, é procurar TIRAR O PESO EXTRA, é pesar e ver o PESO REAL - no mínimo, tentar não aumentar. Aquela história de não carregar nas tintas... Se conseguirmos, pelo menos, não dar mais peso do que já tem, o caminho pode ser menos árduo, menos conturbado - a depender do caso - e, abre-se para mais chances de elucidação. Afinal, eu, o que quero, é resolver O problema, não criar outro... Muita gente se permite, com extrema facilidade, apenas se apegar à polêmica, ao lado negativo da situação e "joga lenha na fogueira", em vez de se dar o esforço e o trabalho de apagar o fogo, para evitar um incêndio, evitar uma catástrofe. Mania de querer destruir tudo, em vez de ver a melhor maneira de se resolver!

TERCEIRO, que também vem juntinho com o primeiro e com o segundo, é RESPIRAR. Se permitir respirar, oxigenar o cérebro, organizar as idéias, apaziguar o coração velho de luta e a mente, através da mensagem SINCERA e HONESTA de tudo está bem, de que tudo passa e de que tudo tem solução - ou, vai se resolver.

Nesse caminho, ou esforço, para a tranquilidade, através da racionalidade - lembrar que é ser pensante faz bem - podemos chegar ao QUARTO passo, que, na verdade, pode ser o primeiro - imagino que esteja confuso... risos - RESOLVER. Na verdade, na verdade, tudo isso, cada passo, é só para lembrar que um problema precisa de solução, não criar outro e dar-lhe o nome como sinônimo de solução... Pois bem, sem afobação, sem pressa, sem raiva, sem orgulho inflamado, sem ego, sem pressão do "mal", com a cabeça arejada, calma e serena, sim, é mais viável se tomar uma decisão mais próxima do que insistimos em definir como CERTA - ai, como adoramos rótulos e julgamentos... tudo tem que ser CERTO ou ERRADO... e o que não é nem um, nem outro? O que apenas é bom para mim? Para nós?

Em verdade, em verdade, nunca saberemos, com 100% de "acerto" e sem margem de erros, se nossa decisão foi "A" certa, apenas podemos saber e nos conscientizar de que, seguindo os passos sugeridos, aqui neste post, que tomamo "A" melhor decisão que pudemos tomar. Tanto que o nome já diz DECISÃO, ou seja, escolher que caminho seguir... Escolher UMA e APENAS UMA solução. E aí, seja qual for a escolha, tudo muda e nada é garantia de suesso pleno e alegria para todos os lados. Importante é lembrar de que cada lado é responsável por si e, minhas escolhas, baseadas nos quatro passos que estou seguindo à risca, só querem ter uma mínima segurança de que tentei muitos caminhos, antes de bater o martelo de FICO ou SIGO. Não me baseio, nem devo, em como o outro deve agir. Mas, dentro de uma relação conjugal, que é o meu caso, o NÓS precisa ser muito bem harmonizado com os EUs, ou, melhor, com CADA EU. Existe uma teia que nos deixamos enredar e, aí, tudo nas relações humanas acabam sendo complexas, porque CADA EU neste mundão de meu Deus é um ser complexo... é da condição humana. Não adianta minimizar, mas, também, não precisamos perder o foco e partir para a "ignorância". Sejamos racionais. Deixar de ser complexo é muito simples, cada um de nós sabe o que é preciso, mas, não é nem um pouquinho fácil, é tarefa dolorosa e sangrenta.

O importante e o que quero, primeiro me dizer e, depois, compartilhar aqui, é que: HÁ TEMPO PARA TUDO. Decisões preciptadas são decisões fora do tempo real da solução. Para tudo a busca pela paz, pela verdade real, aquela que não tem a intensão de magoar, machucar ou pisar em alguém, mas, apenas de defender o direito de cada um ser feliz! Decisões precisam ser tomadas, principalmente, diante de tensões e crises. A diferença significativa é a base para tomada dessas decisões. Um impulso positivo é necessário, para dar o start. Mas, é aquela história, saber escutar o coração só é possível quando calamos a boca do pensamento e deixamos a neutralidade agir, para isso, só teoria e frases feitas não são suficientes, é preciso agir com prudência e sabedoria e, para tanto, só com CONSCIÊNCIA REAL. É muito comum a gente estabelecer uma "consciência ideal", onde acreditamos piamente que somos como pensamos e falamos incessantemente que somos assim para que acreditemos e para que nos vejam daquela maneira... Uma consciência real não exige grandes manifestações, é mais comedida e centrada, porque não é a manifestação de nossa carência, nem uma criação ilusória do ego... Em qual nível me encontro? No mais comum: o da "consciência" ideal... Ainda tento manipular minha imagem, assim como a maioria das pessoas. Você acha o quê? É por isso que escrevo tanto, para me ver de frente e ver o quanto ainda tenho para colocar em prática. Engraçado é que conheço uma gama de gente que me "ensina" tanta coisa, de suas lições de vida, que não passam de teroia de de apenas: eu li num livro... Para tudo o equilíbrio: ler, conversar, interagir, ouvir, pensar... agir. Mas, este último ponto é pauta para um próximo post, que, agora, está sob forte tendência de falar para uma pessoa, que ela não é como diz ser e que suas atitudes contraditórias são cansativas... por isso, evito contato frequente e me mantenho na distância saudável. Isso tudo porque eu estou no mesmo nível humano dela, e, preciso descobrir em mim, o que tanto me incomoda nela...

Bom, depois de todo tempo de esforço, o incômodo continuar, chega uma hora que a melhor decisão é qualquer uma, desde que saia da inércia, depois, entra no enfrentamento e guarde forças para o trabalho de reconstrução posterior. Paciência é uma virtude trabalhosa. Não é como a tolerância que não passa de desculpa para estourar... A tolerância, como a usamos, é muito parecida com uma mola sendo pressionada para fechar... Uma hora ela vai querer voltar ao estado natural, e aí?!

O ideal é se dedicar ao presente e ir resolvendo o máximo de coisa aqui e agora. Fecha as portas para o que passou e deixa a do futuro aberta, sempre. Segue seu rumo em paz e, se a(s) outra(s) parte(s) envolvida(s) que se encarregue de si e de se resolver consigo. Eu não posso mudar o outrooooo!!!

É muito melhor tomar uma decisão em condições de calmaria do que em clima de turbulência. Se tem um conselho que me dou é: manter-me no centro do furacão, até saber como agir e para onde ir. Ao mesmo tempo, o tempo vai passando e os fatores externos vão perdendo força e intensidade. Mas, não é deixando o tempo correr solto, é crescendo dentro da dificuldade. Porque, assim como tudo passa, o que não foi bem resolvido, volta, de um jeito ou de outro... Há que se trabalhar.

Se o que gera o problema foi uma decisão preciptada, ao menos, para a solução, permita-se acertar com calma e cuidado. Às vezes, para resolver um problema, precisamos sair dele... Para isso, precisamos identificar se ele é o problema real... Ou, afastar-se para ter o ambiente saudável para refletir. Mas, precisamos, estar com os corações mais abertos.

E aí, estamos afim de

DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO?

Sim ou não? Só temos duas escolhas! - risos.

Agora, tenho que tomar a decisão de parar por aqui...

Beijos,

Pat Lins.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

SOLUÇÃO DE PROBLEMAS


Se você tema solução para os problemas de todo mundo, comece resolvendo os seus.

Já percebeu que a maioria de nós, mal conseguimos dar conta da demanda de problemas de nossas vidas e, ainda, "perdemos" tempo "dando pitaco" na vida dos outros? Quantas vezes nos pegamos sugerindo "soluções" - na verdade, a gente mais gera polêmica e reforça o problema do que elucida - para os outros e nos descabelamos por não conseguir focar nos nossos? Pior, quantas vezes nem percebemos que temos um problema? Fora os que têm e deixam, alegando que "as coisas se resolvem" ou "tudo tem solução", nem que seja alguém resolver por você.

Por que a gente cria tantos problemas? Parece que isso nos alimenta. Parece que dá "status" estar cheio de problemas e estressado... Por que é tão complexo desejarmos, de fato, e nos empenharmos em SOLUÇÃO? Repetir o problema milhões de vezes não traz solução, só aumenta e vira uma bola de neve... sai debaixo!

O que é "normal", "certo", "errado", "culpado", "vítma", "algoz"...? Cada um de nós é tudo isso o tempo todo. Somos dualidades, contraditórios, inexatos... A ciência responde muito, mas, segue uma escala, um formato, um rigor... A abstração libera demais... O que vem a ser o meio termo, o ponto de equilíbrio, a serenidade? Quanto mais aceitarmos e assumirmos que não temos resposta para tudo, nem solução "certa" para todos os problemas, talvez, quem sabe, a gente se aproxime mais da gente mesmo e a humildade - a de verdade, não essa de fachada que a gente se acostumou a "conceituar" como humildade... - seja a solução para tudo. Sabe, tipo uma chave-mestra?! Pois é, quanto menos permitirmos que orgulho, estresse, vaidade, "desejos" - aquilo que a gente quer, porque quer, que aconteça/seja, forçando a barra, só para satisfazer um capricho... -, ambição, arrogância, cretinice, idiotisse, "cabeça-durisse" dominem nossas escolhas, mais propensos a solução acertada estaremos.
  
Muitas vezes, a gente é tão cruel, que permite que nossas mazelas e auto-desconhecimento beirem a inconveniência e a gente acaba, em vez de ajudar o outro, acabamos aumentando o problema e, muitas vezes, criando um que nem existia... Me recordo quando estava grávida e, durante a escovação dos meus "cabelitchos" - risos - o cabeleireiro - uma criatura de outro mundo, viu?! Uma figuraça! - me perguntou: "você só vai ter esse?" Eu respondi que até ali, sim... que já imaginava a dificuldade de dar uma boa estrutura material para um, imagine para dois - é importante definirmos nossos pensamentos... a gente tem mania de falar: "dar uma qualidade de vida boa para meu filho" sem saber o que isso quer dizer... - e ele me saiu com um conselho "brilhante" - risos: "ah, um filho só?!" Eu pensei que ele ia dar aquele conselho chavão que a maioria das pessoas a-do-ram dar - inclusive eu... risos - de que precisa de um irmão e etc, quando ele continuou - kkkkkk, eu não aguento sequer lembrar, porque foi cômico de tão inusitado e, creio eu, impensado - risos: "minha filha, e se seu filho morrer? Você só vai ter um. Com fulana (falou o nome de uma mulher e não me recordo...risos) foi assim, o filho dela morreu de uma hora para outra e ela ficou sem nenhum. Já não tinha idade para ter mais... taí..." Gente, isso é real? É! Nesse caso deu para dar risada. Mas, em muitos outros, o que seria cômico, pode ser trágico. A gente precisa se policiar na hora de "porpor" soluções e saber se estamos na linha limítrofe entre um bom conselho, uma idéia pensada e refletida considerando a realidade da pessoa e uma catástrofe.

Fora as "soluções" que não passam de crítica dos "cheios de razão": "ah, você deveria ter feito..."; "eu mesma(o)... humpf! Comigo eu queria ver se seria assim..."; "você é muito besta... deveria ter..."; entre outros tantos clichês que amamos propagar. E piora quando a gente sabe que a pessoa vive o contrário do que propõe... na verdade, fica patético. Quantas vezes somos OS patéticos, sem saber e nos achamos os "bam-bam-bans"?! Olha, quantas vezes a gente arrota saber de tudo, dar solução para tudo, critica a tudo e a todos... e tudo que falamos volta contra cada palavra dita?! Outro exemplo bem prático é quando nos deparamos com uma criança - até adulto, mesmo - doente... "baixa" o médico experiente na gente e todos os aparelhos de raio X, ressonância... estão em nossos olhos, em nosso tato, já reparou? Ou, pajé, curandeiro... Sempre sabemos de um caso - falo isso me incluindo em cada situação... eu também hajo assim... - de alguém que passou por algo parecido e "curou" tomando... Receitamos remédios, chás, misturas... Um creme para hemorróida cura até queda de cabelo... Fora que se você vai - ou leva - a determinado médico/especialista, você sempre leva no lugar errado, porque a pessoa conhece um que é muito melhor, que é mais capacitado... A gente já gosta de se sentir o máximo, já percebeu?! Amamos menosprezar o outro. Tripudiar em cima da dor alheia... Depois, nos achamos "superiores" ou perfeitos e que terapia é só para dondoca ou doente mental, afinal, "não temos problemas"...

Por que agimos como "sabe tudo" o tempo todo? Acho que nossa carência em ter resposta e solução para tudo é tão grande, que nos acomodamos a água até os tornozelos, em vez de mergulharmos fundo... é menos perigoso. Por que somos tão radicais para resolver um problema imediato, propondo soluções que não passamo de um problema maior? Por que é tão difícil sermos solidários, em vez de cheios de razão? Por que, para dar um conselho, nos colocamos como "mestres" e não como parceiros, amigos...? O fato de alguém próximo nos pedir um conselho, uma opinião - e vice-versa - não nos dá o direito de exercermos a crueldade intrínseca de "se achar o rei da cocada preta". É apenas o fato de, às vezes, a pessoa - ou a gente - se perder em meio ao turbilhão de tanta coisa para resolver, que precisa dividir com alguém... alguém como ele(a) que também é limitado, tem seus problemas... mas, que, como cada cabeça é um mundo e cada um de nós tem sua história, seu caminho e, consequentemente, experiência em alguma coisa - nem que seja "coçar o saco" - quem sabe, consegue ajudar a pensar. Por que é tão dicíli a gente seguir essa linha de raciocínio?


A verdadeira solução de probemas é aquela que não causa dor - dor mesmo... aquela que poderia ser evitada e não foi... entretanto, existem algumas dores que são consequência de ingerência da própria vida e nossas escolhas e romper com suas sequelas para curar vai, inevitavelmente, causar dor... mas, a dor para curar uma ferida JÁ  aberta... Não adianta forçar uma solução que não é viável... não é solução, é vácuo! Afinal, não existe um único caminho certo... E NINGUÉM é detentor DA verdade ÚNICA e UNIVERSAL! Portanto, saiba que VOCÊ É HUMANO! Ah, outra coisa interessante: ARMENGUE NÃO É SOLUÇÃO.

COMPREENSÃO, RESPEITO, SOLIDARIEDADE, HUMILDADE, CORAÇÃO ABERTO... isso sim é caminho para a solução ou para ajudarmos a alguém na busca por uma. O que para a gente parece tão óbvio, tão simples - "Isso lá é problema? Problema tenho eu..." -, exagero - que seja - ... pode ser um grande entrave para alguém ou, para aquela pessoa. Ninguém tem a obrigação de escutar os problemas dos outros - principalmente, se está tão atolado com os próprios - e, nessas horas, dizer "não" é dizer "sim" - "sim" para o bom senso e para a sinceridade onde: "Olha, eu não estou a melhor das pessoas para te ajudar..." e, a pessoa, também, não tem o direito de ficar aborrecido (a). Às vezes é assim mesmo, a gente se nega a "abrir o jogo" e acaba criando uma situação naufrágio duplo... Nosso problemas não podem, nem devem, ser maiores do que o RESPEITO a si e ao outro. A verdade não é para magoar, nem para diminuir ninguém, é para explicar que nós, também, somos humanos e temos nossos limites. Isso eu digo por experiência. Daí, preciso voltar à época das crises da DPP, onde algumas pessoas queriam ser "solidárias", sem estar, propriamente ditas, "solidárias", por conta de seus próprios cansaços e problemas, mas, o medo de parecer "não ser solidária (o)" - até acredito que com sincera vontade de ajudar - acaba atrapalhando. Por isso que a frase/lema "MUITO AJUDA QUEM NÃO ATRAPALHA" deveria ser um grito de guerra a todo instante, antes de nos lançarmos ao papel de bravo guerreiro... Dar apoio não tem nada a ver com coragem para guerra... só se for em meio a uma... Dar apoio é estar, no mínimo, com o emocional em ordem ou consciente da desordem... Nunca seremos 100% equilibrados emocionalmente... quem alegar que é já demonstra desequilíbrio: cegueira. Mas, quando estamos com o emocional claramente abalado, cansados com seja lá o que for..., significa que não estamos preparados para apoiar e sim, precisando de apoio e se fazer valer da honestidade é capaz de evitar o afundamento coletivo. Mas, sim, durante as crises, algumas pessoas se "achavam" capazes de me ajudar, mesmo diante de meu argumento que não dava certo e estava me machucando mais... Por que temos essa necessidade de "não darmos o braço a torcer" e admitirmos, para nós mesmos, que é verdade, nem sempre podemos ser o ombro amigo, porque, também estamos passando por uma fase difícil e precisamos de um... Não, não é comparando "meu problema é maior e pior do que o seu", trata-se, apenas, de assumir que TAMBÉM tem problemas e que eles explodiram e não estamos sabendo como lidar... Para isso, precisamos ser justos e honestos conosco, antes de tudo. Ignorar ou não admitir que é como é ou está como está além de não ajudar, atrapalha... Não é fácil lidarmos conosco, imagina com o outro? Mas, dar um abraço amigo, mesmo que não possa fazer mais do que isso, já é de grande apoio e de uma força magnífica. A gente só pode se doar até onde e como pode. Ninguém, nem nós mesmos, podemos exigir de nós mesmo ou do outro, mais do que pode ser dado. Nenhum de nós está na cabeça do outro para saber o grau de seu sofrimento. Isso é individual. Para mim pode se tatar de uma bobagem o seu problema, porque já passei por coisas piores... mas, essas coisas piores podem ser bobagem para você. Não existe só um lado. Nem só o meu. Nem só o seu.



Não podemos negar que JUNTOS, PODEMOS MAIS! Mas, JUNTOS = entregues e guiados pela abertura, pelo senso de companheirismo, pela verdade que elucida e explica, pela sinceridade - a de fato, oposta ao sincericídio -, pela honestidade nas ações e pensamentos, pela compreensão, pela solidariedade, pelo RESPEITO e pelo AMOR - não, não apenas o amor romântico, o amor como sentimento pleno e que justifica a essência da bondade e seus bons frutos. Um apoiando o outro, igual a dois bêbados que vi há alguns anos - apoiados, ombro a ombro, um mais bêbado que o outro, mas, se escoravam neles mesmo e ali, se equilibravam no diálogo repetitivo de: "Eu te levo para casa" e o outro "não, eu que te levo"... e, lá eles iam, pela rua, dobraram a esquina, abraçados, amigos, SOLIDÁRIOS e, mesmo dentro da falta de "lucidez" e total embriaguez, UNIDOS e SINCEROS, entregues ao objetivo de chegarem em casa - risos. Foi uma cena "podre", mas, de uma lição incrível! Eles não caíram, porque se amparavam e se equilibravam em seus desequilíbrios...

Se a gente aprender a se conhecer mais, mais aceitamos e aprendemos o que quer dizer: "ama ao próximo como a ti mesmo" e, com certeza, muitos problemas encontrarão a solução certa! Falta muito da gente em nós mesmos, já percebeu?!

E, assim, quem sabe, a gente se entregue ao propósito de DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO!!!

Pat Lins.



segunda-feira, 7 de junho de 2010

"DESSA VEZ NEM FOI POR DESCUIDO..."


Preciso desabafar, para não desabar!!!

Olha, se o dinheiro cega as pessoas, a falta dele destrói. Faz tempo que vivo numa pindaíba daquelas e já chorei pitangas horrores... até cansar e encarar a realidade... Descobri que preciso aprender a ser feliz e manter a chama da esperança acesa custe o que custar... e, detalhe, custa muito caro quando a gente é cabeça dura! Luto com cada entranha - um dia aprendo a lutar com cada átomo e, quem sabe assim, consiga mudar... quando entender que a menor partícula de mim é que vai me dar o "up". O fato é que mais uma vez o carro nos deixou na mão... aliás, na rua... quase 22 horas, eu, meu pequeno e o pai dele - que ainda é meu marido...

Cena: rua sem movimento, céu nublado - graças a Deus, só caiu o pé d´água quando já estávamos debaixo do nosso abençoado teto -, dois adultos, uma criança, sacolas de mercado, mochila... faz tempo que o carro nos deixa na mão em situações periclitantes - aliás, o carro não nos deixou na mão, meu marido é que não sabe cuidar de carro algum e, atualmente, na pior das pindaíbas, sem visitas ao mecânico, ou seja, sem manutenção... e ainda "culpamos" o carro... na verdade, a gente é que deixou o carro na mão... O lance é que essa criatura abençoada costuma colocar o que nós aqui conhecemos como o vulgo "cheirinho" - só abastece R$ 10,00... para quem já o conhecia mmmmuuuiiitttooo antes de mim, afirma que ele É assim desde sempre... tenha dó! - e quer que o carro fique feliz.

O pior foi ainda ter que escutar a frase celébre: "e olha que desta vez nem foi por descuído, eu havia colocado combustível no carro antes de ir te buscar..." Eu inflamei! "NÃO FOI DESCUÍDO???????" Como não foi descuído? A miopia ou conveniência em se enxergar apenas pelo ângulo apropriado permite essa brecha e essa maneira de pensar tão pequena. Para ele o "descuído" seria deixar o tanque vazio - kkkkkkkk - lógico que com pouco combustível o carro tende a se "acabar", literalmente! Se já faz mais de meses que episódios similares vêm ocorrendo, o "descuído", para mim, está no princípio básico e fundamental do NÃO CUIDAR!!! Depois, como o ocorrido já vem ocorrendo e sendo re-re-re-re-re-recorrente, o descuído está em contar com a sorte.

Já estamos com a grana curta, se não fizermos o mínimo esforço em estabelecer prioridades, acontece isso, conta-se com a sorte e uma dia ela diz: "CHEGA! TENHO MAIS GENTE PARA AJUDAR!" e a gente fica a própria "sorte" - ou falta dela... na verdade, sorte é só força de expressão, o que acontece é DESCUÍDO mesmo. E, diante da desorganização, falta de zelo mínino, de cuidado e de jeito, a tendência é a destruição imperar. E, se já estava difícil antes, agora, beira o impossível! Não, carro não é luxo. Temos um pé duro que nos servia até meses atrás, mesmo apanhando e sofrendo nas mãos do dono. Ele não tem ar e sofremos com o calor de nossa cidade, mas, "ar" seria artigo de luxo e a gente não tinha esse luxo para se dar...

Quem não quer um "pézinho-duro" desses, para nos levar aonde vamos e nos permitindo chegar no horário nos lugares, sem aperto dos coletivos impraticáveis desta cidade? Fora que com o valor da tarifa, andar de carro acaba sendo menos dispendioso. Pois é, agora, sabe-se Deus como ficaremos... lógico que andar de "buzu" não mata, mas, saber que enquanto tanta gente quer andar para frente e sair da dureza que é ter que levantar ainda mais cedo, encarar ônibus cheio e ainda ter que andar para chegar ao local desejado, a gente, por má administração e DESCUÍDO, vai andar para trás... E, tudo isso, por DESCUÍDO!

Pois é, CUIDAR é questão primordial para bom funcionamento de TUDO e QUALQUER coisa! Quando a gente deixa de cuidar, abre mão de ter e permite que as intempéries da inconveniência de do desgaste se encarreguem de destruir TUDO. O que sobra? TUDO QUEBRADO, DESTRUÍDO, DESCUIDADO!!! Agora, foi o carro. Mas, quantos descuídos permitimos nessa vida? Só depois que vivemos o problema é que buscamos a solução. Na verdade, a solução vem por si só, haja vista que não tem outra opção: ou resolve ou deixa acabado, mesmo... Nós temos mania de remediar, em vez de prevenir... esse é o grande problema. Só que, bom lembrar, nem tudo tem remédio!!! Muitas vezes, a perda é o próprio remédio: amargo, azedo, difícil de descer, mas, FATO. Real. Aí, "bota a mão na cabeça que vai começar..." ou, terminar, né?!

E, com cuidado com as palavras escrevi este desabafo, para que aprenda a cuidar mais dos meus objetivos e manter sempre abastecido o que me cabe: o tanque da minha vida! E continuar andando. Alinhando, balanceando, abastecendo, limpando... para tudo na vida MANUTENÇÃO. E não existe segredo, nem fórmula de sucesso que resista a um, "simples", DESCUIDO!!!

PS - sem combustível, até o amor para, meu bem! E, se a gente não fica ligado nos alertas da falta de manutenção, acaba destruído... DESCUIDO é falta de atenção e de cuidado adequado!!!

Pat Lins.

terça-feira, 29 de julho de 2008

MINHA SALADA SÓ É GOSTOSA PORQUE EU FAÇO E IURI TEMPERA!!!



Fazer uma salada é tão simples, né?! Mas, por que tem umas que são tão sem gosto? Faço uma salada que é uma delícia, simples e fácil. Mas, Iuri faz o tempero. Trabalho de equipe, amor e carinho!

Nossa vida é bem assim: um conjunto de acontecimentos, sentimentos, emoções, história de vida... ingredientes que temperam, dão o ponto ou fazem passar... enfim, somos uma salada de Deus, temos em nós e nos que estão ao nosso lado os ingredientes certos, na medida certa. Mas, a gente sempre quer mais...

Para alimentar a vida de maneira saudável e prazerosa, basta se permitir e viver aquilo que Deus nos dá. Desejar uma pitadinha de sal, beleza, porém, saber que sal DEMAIS faz mal nos leva a tomar cuidado com essa “pitadinha”... querer mais não é o problema. Querer DEMAIS é que é!

A vida em sociedade requer sempre medir os termos, os comportamentos, cada gesto, cada palavra, cada atitude, cada emoção.

Viver a dois, requer ponderar tudo isso e muito mais. Mas, lembrar que “viver é uma arte!”, como sempre diz minha amiga Suzi. E o Diretor está em todos os lados, em todos os lugares, em todos os momentos...

Passar por toda fase difícil que passei, todo mundo já ta cansado de saber, que foi DIFÍCIL, mas, com os ingredientes certos, a salada ficou gostosa! A ajuda de meu marido foi fundamental!

Mas, me pergunto, por que o dia-a-dia é tão difícil? Tem dia que ele pega no sal, e eu nos ingredientes errados... cada um tem suas dores, suas mazela... e superar uma doença, não faz parar o tempo. Existem produtos que são perecíveis, outros que não combinam... para quê insistir em colocar? Joga fora!

Se a gente superou um turbilhão de coisas de uma vez só, precisamos saber viver e superar as dificuldades diárias. Lembra que falei que eu não virei santa, e que os problemas não deixaram de existir? É verdade.

O peso que você dá é que vai fazer a diferença.

Incrível que situações tão bobas, conseguem nos sufocar, de tanta repetição... desemprego, contas, frustrações pessoais, carências, desejos, cansaço físico e emocional, cuidar de filho (por maior que seja o prazer, também cansa)... e você vivendo enfurnado nisso, sem sair e respirar, só afundando... o problema pode te dominar se você quiser e deixar! Tudo pode conturbar e tirar a paz.

Um pequeno problema pode virar um problemão se você vivê-lo dia após dia, reclamando e nada fazendo, só se queixando.

Às vezes, sair sozinho e dar uma respirada a beira mar pode evitar muitos desgastes numa relação. Todos devemos, e precisamos, lembrar que somos indivíduos antes de tudo! Um casal consiste na união de dois seres individuais, pensantes e “viventes”. Carências são trazidas e vividas por dois, se um não se trabalhar.... os dois sofrem!

Ter o cuidado de perceber isso e admitir é que vai fazer a diferença. Mas, querer que sua mulher seja mãe, amiga e irmã, não dá certo. Exercemos vários “papéis” na vida, e cada um tem o seu lugar e espaço. Digo sempre para Iuri: "Nunca espere que eu vá fazer a sua comida favorita como sua mãe faz. O prato da mamãe, só ela!” E isso serve para tudo! Trabalhar suas carências ou, ao menos, ter consciência que as tem é um bom começo.

Todos nós precisamos de família e amigos. Graças a Deus, sou rica desses tesouros!

Só temos duas opções: VIVER COM AS SOLUÇÕES OU SOBREVIVER COM OS PROBLEMAS!

Problema sempre vai existir! SOLUÇÕES também!!! Eu costumo dizer que “todo problema carrega em si a solução”.

Cabe a um decidir dar um basta no problema, que já ajuda! Mas, todo casal deveria respeitar isso, e pensar sempre na solução, não permitir se afundar nos problemas e transformar a convivência diária num castigo, numa tortura! Isso pode enlouquecer.

Percebi que já estava tendo recaídas esses dias, por conta de situações totalmente ridículas... Iuri tem ficado mais tempo em casa, a procura de trabalho, e a gente vinha se fechando nesse pequeno caos diário! Sentimentos e emoções se exaltavam... estava aturando ele. Repetia inúmeras vezes: “ele tem muitas qualidades, não se prenda aos defeitos...”; “já passamos por uma situação muito mais difícil e delicada e superamos, não vai ser essa rotina cansativa e desgastante que vai vencer!” Isso é o dia-a-dia! Superar uma doença como a DPP não pára o surgimento de outros problemas...

Estava me entregando àquele clima de tristeza e a desesperança e esss sentimentos estavam querendo tomar espaço... se a gente permitir, elas tomam todo o “jardim”, como ervas - daninhas. Apesar do cansaço, tirá-las da nossa grama, aparar, limpar e regar faz parte. Toda relação é assim!

Como já identifiquei os sintomas, pedi forças a Deus e apoio a quem me ama! Agradeço ao Pai pela existência de pessoas tão especiais em minha vida. Minha mãe e Sani são duas delas (viu?!) - risos. O socorro veio e o ar voltou a circular em meus pulmões. Eu, agora, me empenho em viver a vida sendo realista. Hoje, por coincidência, li um provérbio chinês que reforçou meus jeito de viver e pensar: “O pessimista reclama do vento, o otimista espera que ele mude, o realista ajusta as velas” é isso aí! A vida sempre continua! Ainda tenho muita guinada para dar, mas, em alguns casos, estou na fase otimista: esperando. Na hora certa, ajustarei as velas!!! Saber dar um tempinho e se permitir construir bases sólidas é muito melhor do que viver guardando tudo em caixinhas...depois, haja espaço para guardá-las e haja paciência para localizar o que é o quê!

A gente precisa respirar; o coração precisa bater; temos que nos alimentar; nos mexer e pensar para viver. A gente precisa viver! Precisa se amar! “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu espírito; este o maior e o primeiro mandamento. E aqui tendes o segundo, semelhante a esse: Amarás o teu próximo, como a ti mesmo. - Toda a lei e os profetas se acham contidos nesses dois mandamentos." (MATEUS,22:34 - 40.)

Como um carro, também precisamos de combustível na vida! Não precisamos transformar tudo em fardo. Tomar decisões simples podem dar um gás para se viver os problemas e superá-los. Mas, nunca, nunca mesmo, finja que não os está vivendo, isso pode aumentar a situação. Colocar tudo num canto e fingir que não está ali não resolve! Eles continuam ali, e você, os está vendo...

Dar a volta por cima é missão diária. Todo dia começa, nossa vida também, começa a cada dia!

E é por isso que venho lutando. Como todo casal, também temos problemas e soluções. Vivê-los é superá – los com amor, dia após dia! É se respeitar antes de tudo, para saber o que vem a ser “nos respeitar”.

Por isso, que minha salada é tão gostosa!!! (risos)

TODO DIA DEVE SER O PRIMEIRO DO RESTO DE NOSSAS VIDAS!
Patricia Lins

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails