terça-feira, 13 de novembro de 2012

CANSAR DESCANSAR


Impossível seguir sem cansar. Isso não quer dizer nada além de cansaço. 

Pat Lins.


A VIDA COM SENTIDO

Quem não vê sentido na vida se ocupa fazendo qualquer coisa... mexe e remexe a todo instante e nunca está satisfeito. Só não consegue ver que o problema a ser resolvido não está fora, está dentro de cada um de nós.

Pode arrastar mesas, cadeiras, geladeiras... doar roupas,sapatos, móveis... realizar trabalhos voluntários... viajar... mudar de emprego, de casa, de país... se sente que falta algo, tem que buscar: dentro, onde tudo começa, para chegar a fora, onde tudo continua!

Se debater não é um movimento saudável, apesar de ser um movimento e cada um faz o seu. Pena que desprende tanta energia a toa... Eu estou aprendendo a parar para ver, refletir, ponderar... pensar, agir.

Sei não... coisas em mim estão mudando...

Pat Lins.






segunda-feira, 12 de novembro de 2012

PROBLEMA EXISTE ONDE NÃO SE VÊ UMA SOLUÇÃO


Só será eternamente problema se assim deixarmos. 

Milagre não é pedir e receber de imediato o que se pediu. É pedir e receber o que nos é melhor!

Muitas vezes, a Vida nos dá respostas e não escutamos por não ser o que queremos ouvir... depois, saimos gritando que a vida é injusta.

Quer dizer: se eu peço para ganhar na mega-sena e não ganho, é porque não sou digna de milagres? Mas, se eu peço para ganhar na mega-sena, porque preciso resolver um problema financeiro - mania das pessoas acreditarem que dinheiro é solução para tudo - e, recebo uma ligação me oferecendo um emprego, seria a vida me dizendo: "vamos resolver com um passo de cada vez". Imagina, tem gente que não tem a menor capacidade de administrar o salário, imagina uma fortuna? Há de se preparar para merecer... Não basta receber, tem que continuar. O "chegar lá" não é estático.

Pat Lins.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

AMIGOS REAIS EM REDE


Gente... se nem os órgãos públicos conseguem falar uma linguagem única e orientar bem a população, quem cuida do povo? 

Meus amigos estão tentando montar esse quebra-cabeça e responder essa pergunta resolvendo esse problema urgente. Como me disse bem, tia Jaíra - me lembro bem - "mais vale um amigo na praça do que dinheiro no bolso!". Mesmo que se precise direta ou indiretamente desse dinheiro. Geralmente, temos a sensação de que as Secretarias de Saúde "dão" os remédios. Não é! Eles compram esse medicamentos com verba pública e repassam para o cidadão que não tem condições para comprar. O mais interessante: cada dose desse medicamento, para minha tia, por exemplo, custa algo em torno de R$ 12 mil. Ver o que pagamos em impostos voltando, nesses casos, nos dará até certo alívio - ainda que saibamos que a maioria do  que pagamos e que é muito gerando muito mais, vai para onde não deve. Então, esse medicamento não se trata de um favor, trata-se de compra com verba oriunda do povo para o povo!

Minha tia está fazendo o tratamento pelo SUS desde novembro/dezembro de 2011. Ela, em 2010, fez uma mamografia - como de costume e procedimento anual para mulheres com mais de 40 anos - e o médico afirmou estar tudo bem. Em 2011, ao fazer a nova e levar a do ano anterior, constata que estavam lá os primeiros indícios de um câncer de mama. Lamentamos e compreendemos a falha médica e humana, apesar da raiva e indignação. Mas, tempo passado é tempo posto e começamos a movimentar o que fazer dali para frente. Foram seguidas as orientações da médica e começou o tratamento quimioterápico rapidinho. Apesar de não ter completado 1 ano, nos parece uma eternidade, depois de tanta coisa vivida, sofrida e superada. Depois, após diminuído o inchaço, marcou-se a cirurgia de extração da mama - possivelmente, as duas, mas, diante dos exames, apenas um fora retirada; e, após 1 ano e 8 meses, será feita a avaliação para reconstrução, pelo próprio SUS. Cabelo caiu, força surge para lutar, mesmo entre desânimos constantes - a vida dela é dura... - e em meio a todo o problema, ela se segura bem e quer superar. Um ponto positivo e determinante para a cura - que há de se consolidar, com fé em Deus! Afinal, não estamos roubando, nem querendo o que não nos pertence... estamos lutando por uma doença maldita e que pode surgir em qualquer lugar, ainda que se faça acompanhamento periódico, como era o caso dela e, aos mais de 50 anos de idade, se descobre com câncer de mama. Nem toda família, como a minha, que não tinha histórico dessa doença está fora de alcance. Todo mundo é grupo de risco, ou não. Isso está além do além da nossa capacidade de compreensão e entendimento. O que se sabe, ao certo, é que essa doença existe e não é bonitinha nem facilmente administrável. 

Bom, justiça seja feita o Centro de Oncologia Irmã Ludovica, tem prestado um grande serviço, dentro das suas limitações. Todo o tratamento foi feito, cumpridos os prazos, os horários, etc. Houve empenho dos funcionários, da equipe médica. O apoio humano foi fundamental. Os amigos se solidarizam e muita coisa boa envolve a nossa família, nos mostrando o reflexo de sermos quem somos. Receber ajuda, apoio de tanta gente interessada em apenas ajudar é algo maravilhoso. Não tem preço, mesmo. Ela não tem nada material a oferecer e essa é uma grande maneira de se ter certeza que a ajuda é pura e simplesmente por AMOR, por carinho, pode boa vontade.

Terminada a fase da quimio, deu-se o tempo e começaram as sessões de radioterapia. Ela lutou muito e luta, pois, seu problema não começou e terminou aí. Todo mundo tem problemas e os dela já vêm a muito tempo. Não vou entrar em detalhes para não expor a vida dela e, também, não fará diferença. A questão é que há 3 meses, a médica receitou uma medicação caríssima (HERCEPTIN) e informou que o Estado e o Município "dava" para os pacientes. Orientou que desse entrada na Defensoria Pública e deu o endereço. Sei que ela saiu do tratamento "orientada". O pessoal orientou no que sabia e, geralmente, é o caminho que tem dado certo. 3 meses entre idas e vindas e mais a continuidade do tratamento - a radio era diariamente - e cotidiano e tudo mais e nada de retorno, nada de cumprimento de prazo, nada de medicamento. Sempre desculpas e um "aguarde que receberá". Olha, nem todo mundo gosta de ficar atormentando a cabeça de atendente de órgão público e ela, acreditando estar sendo bem orientada esperou. Há dois dias, a médica questionou os inchaços nela e outros problemas e sugeriu que ela corresse atrás do medicamento, para evitar problemas futuros e presentes. Que é de suma importância e urgência que ela tome a dose a cada 21 dias por 1 ano. 

Como agir? O que fazer? Por onde começar? A quem recorrer? Se os próprios órgãos públicos orientaram... onde está o entrave, meu Deus?!

Como alternativa do povão, ou imprensa ou internet. Recorremos ao facebook. Recorremos aos amigos reais na rede virtual, de maneira a conseguir montar esse quebra-cabeça e tomar um rumo, rumo à solução. Passamos o dia inteiro, hoje, como numa conferência - os amigos ajudando em horário de trabalho, em meio às suas ocupações - e contato aqui, contato ali... ainda não desenrolou, mas, já há uma luz inicial. 

Fico irritada com o descaso dos órgãos públicos. E imagino que tudo seja muito bem feito para proteger aqueles lá de cima que ficam com cifras que nem fazemos idéias e que criam um ambiente onde passamos a acreditar que tudo foi feito para nada se resolver, a não ser pelo "jeitinho brasileiro". Não fossem os amigos, não fosse o empenho em querer resolver o que nem lhes compete, o que esperar? Deveríam demitir todo o quadro e começar tudo do zero. Em cada concurso ou contrato deveria ter como pré-requisito: "boa vontade. Capacidade de desenrolar...". Olha, conheci, em meio a essa turbulência, profissional responsável pela compra dos medicamentos e o empenho dela. Ou seja, uma pessoa que resolve tudo e fica presa ao que vem de lá do alto... Essa complicação toda é que não faz sentido. 

Aos amigos, em especial Halison Marques e Angel Marie Marques, meu muito obrigada! Aos demais, que ainda estão se empenhando, orando, divulgando... muito obrigada! Aos que mandam pensamentos positivos: muito obrigada! Tudo isso é válido! Tudo conta. Tudo conspira a favor. Olha, um problema às vezes surge para nos dizer muito mais coisa: receba e veja quanto carinho existe para você! 

Tia, isso é para VOCÊ! Isso é para cada um de nós, seres humanos. Tudo que fazemos de bom vai e vem. Tudo que fazemos de bom, pelo bem, nossa, é capaz de realizar muitos milagres. Esse é um dos mistérios da vida: o milagre acontece quando se há empenho, boa vontade e QIR - quem indique um rumo ou QBO - quem BEM oriente. Fora o QTBV - quem tem boa vontade. 

Graças a Deus, resolvendo. O tempo é algo que passa. E como já disse: passado é tempo posto. Presente é que muda. Ainda estamos sem solução - que seria o remédio em mãos e aplicado nela - mas, com essas ajudas, já começamos a esclarecer e rumo a solução!

Pat Lins.


quinta-feira, 8 de novembro de 2012

LIÇÃO HÁ ONDE TEMOS ALGO A APRENDER


Onde houver algo para aprendermos, há uma lição. Assim tenho sentido em MINHA Vida.

Nossa ansiedade em querer resolver os problemas do mundo - e de todo mundo - faz com que esqueçamos o ponto de partida: o meu mundo começa em mim e eu só posso e tenho o direito e o dever de transformar a ele. Podemos, como consequência positiva, influenciar outros mundos individuais a despertarem para essa consciência da importância da consciência. Mas, não podemos, nem devemos, condicionar nossa melhora e o caminho que encontramos para a nossa melhora ao outro. Cada um tem seu caminho. Um mesmo remédio pode apresentar diferentes reações em pessoas com o mesmo sintoma. Tudo deve ser muito bem auto-investigado.

Essa mesma ansiedade em querer resolver os problemas diversos, desprende tamanha energia, tanto combustível de maneira inapropriada deixamos de ter a reserva para nossa arrancada... E cansamos antes de começarmos a agir. Ficamos com a sensação de que "nada tem jeito", "eu não tenho mais forças vitais...", e por aí vai.

Essa mesma ansiedade acaba fazendo com que pensemos: "agora, vou cuidar de mim! Fico me desgastando querendo cuidar de fulano, beltrano e cicrano e eles nem aí... E eu, perdendo meu tempo... Se eles quiserem, eles me procurem...". Essa ansiedade nos coloca num patamar tão distorcido da realidade que fulano, beltrano e cicrano nem sabem que precisam ser ajudados e nem sabem que cá estou eu a me consumir com o fato deles ignorarem-se... E me pergunto: fulano, beltrano e cicrano têm o tempo, o ritmo e os caminhos deles e, de certo, todo mundo um dia será convocado ao despertar de consciência. Serei eu essa voz despertadora? Muita pretensão, não?! Se, na possibilidade de SE, eu for usada como "voz despertadora", estarei eu preparada em mim para ser eu mesma e forte em mim para dar conta do que irei despertar. Despertar e não apoiar é tocar fogo e sair correndo.

Eu penso e vejo que tudo ao seu tempo. Se saberemos usar bem esse tempo, só o Tempo dirá. Eu, sigo andando. Eu, sigo indo: subindo e descendo de monte, em busca de perguntas e respostas, e, nessas idas e voltas, ei de as encontrar!

Só há lição onde temos algo a aprender. Senão, é apenas uma passada rápida para conhecer e saber que existe. Tem muito mais de nós onde não vemos e não está exposto do que pensamos. Só mergulhando mais fundo seremos capazes de voltar mais fortes. A força está não numa competição, mas, na auto-busca. Não se mede forças segurando lágrimas e dizendo: "eu não tenho essas frescuras... não tenho tempo para isso". Força se tem quando consegue se efetivar a transformação.

Sigamos em paz! Nosso caminho só nós conseguiremos identificar. O caminho do outro só ele pode identificar. O caminho rumo ao Pai, só Ele poderá nos mostrar! Então, primeiro passo: voltemos-nos a nós e cuidemos primeiro do nosso mundo. O demais, virá na medida e no tempo certos. Aqui e agora é o ponto de partida. Aqui e agora podemos entender e começar. Aqui e agora trilhamos. Se amanhã precisar mudar, no aqui e agora que será amanhã, saberemos enxergar. Sigamos calmamente ativos e ativamente calmos. 

PAZ!

Pat Lins.

RESPOSTAS - ONDE E QUANDO ENCONTRAR: NA IDA OU NA VOLTA?


Hoje, acordei com esse texto pré-pronto na mente de decidi postar... Sentei para dar um tempinho com meu filhote e assistíamos a um desenho animado - meio bobinho - mas, que passou uma mensagem complementar: mesmo que a gente tenha nosso tempo e nosso jeito de ser, o grupo cria um onde temos que nos adaptar e, mesmo querendo ser autêntico, em alguns casos, precisamos nos "nivelar" e dar ao grupo o que eles querem. Assim, eles se aquietam e nos deixam em paz, porque chega uma hora que canssa ser cobrado e gente é gente - no desenho, um menino era fã dos pratos de comida do seu amigo, até chegar o "Chef Aluminium" e ele tinha uma frase de efeito e para todos, todos têm que ter essa frase de efeito para o prato ficar mais saboroso. Mas, o amigo do menino cozinhava muito bem e não tinha essa bendita frase e todos que comiam e saboreavam a comida dele deixaram de comer porque "Chef Aluminium" disse que TODOS OS CHEFS têm que ter! Pois, ele resistiu em criar a dele e disse que cozinhava por amor e conhecimento. Passou e o menino se afastou do amigo por conta da falta da bendita frase. E toda a cidade começou a pedir essa frase e todos, cada um, criou a sua para dizer que dava um "tchan". O homem cedeu e disse: "se isso deixa vocês felizes e vão me deixar em paz, eu vou criar a minha, mas, me deixem trabalhar em paz!". Assim, ele foi em busca dessa frase. Não queria ver em manuais, queria uma dele, que saísse de dentro. Foi quando me veio a tal mensagem reflexiva complementar - uma viagem, né...? Mas, insight é isso, vem quando estamos light, mesmo. Na hora da tensão só sai... só sai... só sai... Nada, apenas entra tensão. E essa a outra coisa foi a frase que me veio à mente na hora da cena dele em cima de um monte, meditando, sozinho e em busca de um sinal e só gritando, tenso: "onde está essa frase? Estou aqui, todo preparado, aberto para receber... Chega logo que eu tenho mais o que fazer...". Preparado? Travado e fechado no tempo de ter que fazer tanta coisa... e não no tempo de se abrir e alcançar. A frase que me veio foi: 

A GENTE PRECISA IR, MAS, AS RESPOSTAS SÓ CHEGAM NA VOLTA!

Na descida do cume, onde ele - o personagem do desenho estava - ele resmungava: "Onde está esse sinalw Eu preciso de um sinal!". Foi para a competição gastronômica e, na hora que terminou o prato, a tal frase de efeito saiu! E todos repetiram e aplaudiram.

A gente tem uma mania imediatista - sim, eu sei que existem vários tempos: o cronológico, o de cada um, o necessário, o que nos impõem, o do Tempo... - de querer obter logo respostas e fechar logo as inquietações.

Vamos em busca das respostas e nem bem formulamos as perguntas ou, não queremos fazer a pergunta certa - muitas vezes nem sabemos perguntar ou o quê... - assim, não sabemos se obtivemos as respostas. Foi, no momento da cena do desenho que a frase caiu e entendi: nem tudo é só "chegar lá" é a continuidade. Não se para o tempo, se segue com ele. 

Pois é, quando quiser uma resposta, vamos em busca, na volta, ela vem junto!

Pat Lins.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

EUREKA! x "OH DIA. OH CÉUS. OH VIDA. OH AZAR."

"Dancing Woman With Hat" - by imagerymajestic


Este post é continuação da saga cotidiana - não da minha EU Anita, mas, da minha EU todas EU´s juntas - do NEM TUDO É TÃO RUIM QUANTO PARECE. 

Eu era do tipo pseudo-otimista. Pensava que ser otimista era só fingir que estava tudo bem que ficava. Depois, diante dos rumos da vida, tive minhas lições e minhas provinhas de vários pesos e intensidades eu, em meu ritmo lento - natural... a cabeça faz um looping e leva um tempo para se enxergar entre o que era e o como está passando a ser, a cabeça gira, sacode e ficamos tontos - comecei a entender.

Hoje, em vez de ficar lamentando - isso não me impede de me chatear ou irritar... apenas acolho essas emoções baixas e deixo-as ir, cedendo espaço para a razão - "oh dia. Oh céus. Oh vida. Oh azar", em mim, um EUREKA começa a surgir. E admito: gosto muito mais! Eureka me dá gás para prosseguir e encontrar - apesar do termo se referir ao "encontrei" eu me vejo rumo ao encontro, em vias de chegar lá! Não deixa de ser um encontro, porque eu encontrei um novo caminho para o meu caminho... O difícil cede espaço para o desafio e desafio traz a possibilidade de se ultrapassar.

Pois é! Faz bem entender e ver que eu não preciso fazer tudo e que as coisas acontecem sem mim. Nossa, como esses acontecimentos têm me ajudado como pessoa! Olha, quando disserem que a palavra tem força e tome cuidado com o que pede porque vai receber, acredite. Pedi para crescer e encontrar o meu caminho; pedi entrar em contato com a minha essência; pedi e recebi em forma de: só na prática você pode saber se algo mudou mesmo. Tem essa ressalva: não é só pedir e receber, tem que se submeter, praticar, se avaliar e seguir. É como escola mesmo, mas uma escola maior, da Vida e do Tempo. 

Existem conversas que podem ser tensas e temos que ouvir coisas que um lado nosso recebe com dor e outro diz: "aleluia! Alguém rompeu a barreira e me enfrentou! Eu precisava escutar isso!". Interessante é que sempre vem de onde não imaginamos e na presença de quem não queremos... por isso que o outro lado se dói todo.. Mas, isso remete a humildade, além de ter que ouvir, não se incomodar com quem ouve e/ou sugere. Enfim, muito profundo e confuso... não dá para explicar muito bem. O fato é que está caindo mais uma ficha. Deve ser por isso que associam 2012 ao final do mundo... deve ser o final do mundo de ilusões, melindres, orgulhos, vaidades... essas baboseiras todas que nos compõem, também.

Me recordo que reclamava comigo por minha mãe tomar a frente e resolver tudo e, desde muito nova, eu tomava a frente das minhas atividades e fazia, com um senso de dever impressionante para minha idade e raramente pedia ajuda. O que era "bom" não era tão bom assim... não entendia que era "orgulho". O não saber pedir ajuda é orgulho puro. Enfrentava as "dificuldades" - que hoje aprendo a chamar de desafio - com tensão, raiva, angústia, agitação interna, abatimento, desagaste... até conseguir sozinha e me vangloriar disso. Nossa quando entrei no Jazz, aos 12 anos, e fui convidada pelo professor a entrar no grupo de apresentação dele - que já estava fechado há meses - por dançar bem, ter uma boa postura, uma presença marcante - como ele mesmo fez questão de me dizer e, hoje, alguma carência minha faz questão de ver escrito... - e pegava rápido as coreografias, esbarrei nesse  limite que não dependia de mim, onde precisava da autorização e liberação de minha mãe para estar nas apresentações, as quais NUNCA fui... minha mãe não me deixava, porque ela não poderia ir comigo e eu teria que ir nos ônibus... Na época, meu Deus, eu tinha uma raiva dela e dizia: "Você tem que entender que está na hora de cortar o cordão umbilical...". E hoje, eu tenho essa missão de romper com essa repetição que eu estou fazendo. Jurava de pé junto que dava "autonomia" a Pedro por deixá-lo tomar banho sozinho, vestir-se sozinho, escovar os dentes sozinho, arrumar suas bagunças sozinho... mas, era eu quem arrumava a mochila dele, era eu quem escolhia as roupas dele - até aí, tudo muito normal, eu sei -, era eu quem determinava o brinquedo que ele iria levar para rua, etc, etc, etc. e, na verdade, repito as mesmas dificuldades que julguei minha mãe e hoje, me proponho, depois de ter escutado da e na escola de Peu essa dica, a aceitar o desafio - e imagino que elas não tenham a menor noção da proporção que esse toque está tomando e revolucionando-me - a: entender minha mãe, daquela época; entender que era o que ela sabia fazer; entender que a gente reclama, quer contradizer e acaba repetindo - daí, cito mais uma vez Morgana Gazel: "fazer diferente exige mais que contradizer" - e, ir para as vias de fato: cortar esse cordão, sem estresse e sem ansiedade, com consciência.

Ver e poder confiar que marido pode resolver e conversar as coisas relacionadas a Peu e, mesmo que eu diga: "eu faria diferente", estou exercitando o "respeitar" e entender que nem tudo tem que ser como eu quero. Eu estou entendendo que não sou dona da verdade, de verdade! Isso é ótimo! Fora que libero um peso que insistia em carregar. Nossa, Deus deve ser muito poderoso para ser onipresente, onisciente, onipotente e deve ter um equilíbrio daqueles para nos deixar seguir com Tempo, seu enviado para ser nossa mestre com Vida e Natureza. Poxa, ser mãe é ser um ser humano brincando de Deus e, quando o bicho pega... adeus gente e fica o bicho cansado e em alerta, na defensiva. Isso custa muito caro! Bom para mim, bom para marido aprender a ser mais firme e mais capaz de acreditar nele, mesmo. Bom para filho que terá esse exemplo em casa. Tudo bom! Tudo good! Oh, God, que good!

Maaaasssss, me refiro a mim e ao que EU estou aprendendo. Deixo a ressalva de que acho que lá, ainda na escola dele, as partes envolvidas não estão tendo o mesmo desprendimento e discernimento - e, em alguns casos, boa vontade - nas ações... Não vou mais falar sobre isso hoje, foi apenas um ponto a não ser esquecido... Melhor, para ser lembrado e refletido.

Pois bem, estou bem em estar me tornando mais "EUREKA!". Só não vou sair correndo nua, pelas ruas, como Arquimedes - foi ele, não foi? Depois, pesquiso sobre isso que já me esqueci...

Oh dia, oh céus, oh vida... EUREKA! Oh dia bom para se viver! Oh céu para lembrar que o infinito existe! Oh vida para me lembrar que sempre é tempo de começar e começar e começar! Ah, e sem demagogia, viu? Sem essa de mascarar a realidade e fingindo que estou aprendendo sem dor, sem raivinha e sem impulsos negativos... existe esforço em lidar e liberar essa parte também. Nossa, como combato o pseudo-otimismo e a mania das pessoas acharem que para se superar algo só se pode vendo apenas o lado bom... eu penso que ver o lado ruim faz parte e nos leva ao lado bom quando escolhemos "tá, tô te vendo lado ruim, mas, quero sair dessa, resolver e superar, mesmo". Ver a realidade como é, para mim, é lidar com o real e transformar esse real em um real mais digno como a realidade de fato e acima de tudo é.

Sendo assim, EUREKA! E não é a Vida uma bela dança ao som da Natureza e com Tempo para cadenciar o ritmo?

Pat Lins - despertando outra demanda.

"Silhouette Of Girl Against Sunset" by Sujin Jetkasettakorn


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