segunda-feira, 19 de maio de 2014

O MISTÉRIO SEM MISTÉRIO

O Mistério me encanta, me envolve. Me toma como parte revelada dele. 

Me diz que não existe segredo, que apenas somos analfabetos da Vida.

O mistério se revela, quando nos desarmamos.

Assim, percebemos que nós é que criamos a ilusão de segredo no mistério, ao ocultarmos de nós mesmos, quem realmente somos.


Pat Lins - encantada.

domingo, 4 de maio de 2014

COINCIDÊNCIA OU INCONSCIENTE SE COMUNICANDO?


Gente, venho refletindo sobre como nos deixamos levar pelo que vemos, como vemos e do ângulo que vemos, como verdade absoluta... Costumo dizer: melhor esclarecer do que julgar. 

A grande maioria de nós tem dificuldade de entender que o que está dentro da cabeça só sai expressando. E só assim, quem está de fora da nossa cabeça pode saber o que se passa por dentro.

Aconteceram alguns episódios bem interessantes comigo, esses dias. Me fizeram refletir sobre a expressão "quem anda com porcos, farelos come" - não no tom pejorativo, mas pela ótica de que julgamos o tempo inteiro, inclusive através de com quem a pessoa anda.. E quantas pessoas andam com outras por anos, depois descobrem quem realmente são?

Muitas vezes, nem sei do assunto individual que a pessoa traz em si e comento INOCENTEMENTE - uso o art. 1 da Lei Cumpadre Washington: "aquele que não sabe nada é INOCENTE!"... - sobre um tema. Daí, me dizem: "Que fora! Você tinha que falar isso para ela?...". E pergunto: "Falar o quê?". "Você é lerda! Não sabe que...". E eu digo: "Não, não sabia. Ninguém me contou e não sou adivinha.". Vejo uma resistência nossa, uma dureza, em aceitar que o outro não tem como saber se eu não falar. E vice versa. Falta humildade e capacidade de aceitação.

Semana passada, estávamos, eu e alguns colegas, almoçando e inocentemente, comentava sobre uma coisa. Uma das pessoas do grupo - que gosto de graça e ela de mim, mas não somos íntimas - estava pensando e havia comentado com outra sobre algo similar e pensou: "Pô, fulana falou para todo mundo...". Sorte que essas pessoas gostam de esclarecer. Num momento mais intimista, me disseram - na frente da pessoa, mesmo: "Pô, você tem uma boca... Mesmo sem saber você tocou no assunto que fulana e eu estávamos brincando...". E eu brinquei: "Os inconscientes se comunicam... Tomem mais cuidado com o que emanam". E rimos, porque foi um COINCIDÊNCIA, levando-se em conta o saber consciente da informação. Ou seja, eu não tinha como "dar fora"... eu nem sabia. Muitas pessoas já me julgaram por isso...

Eu, volta e meia, acabo em meio a essas coincidências... 

Participei de uma palestra há umas 3 semanas, mais ou menos. Lá, cheguei. Sentei num canto. Fiquei. Ao meu redor, outras pessoas que nem conhecia. Enfim. Semana passada, estava no mesmo lugar, em outra palestra. Cheguei. Logo após, um rapaz - que não conheço, mas que estava na primeira palestra - chegou. Nunca trocamos um "oi". Subi. Sentei. O rapaz subiu. Sentou ao meu lado - único lugar vago. Saí. Um amigo pediu para eu dar carona a duas mulheres - um senhora e outra mais ou menos da minha idade: jovem... No caminho, disse para a que estava atrás - a mais jovem: "Já te vi em algum lugar. Esqueço nomes, mas rostos eu memorizo". Ela me disse: "Já, sim. Eu estava na palestra de Isabel, que vocês estavam.". Eu estranhei: "Nós? D. Lucia não estava na palestra...". Ela: "Não. Você e seu amigo, aquele careca.". Interessante - olhando de fora: Primeira palestra eu estava sentada ao lado dele e acabei ficando num espaço vago entre ele e os amigos dele... Na segunda palestra, chegamos na sequência - subi, logo em seguida, ele. Sentamos juntos. Não trocamos uma palavra nos dois eventos. Saimos juntos. Na saída, perguntei se ele queria carona - nessse ambiente só entram pessoas conhecidas; ele é conhecido de um amigo. Ele disse que não e pegou o carro dele, atrás do meu. Rapidamente, processei essa informação e disse para ela: "Minha filha, se eu te disser que eu não sei nem o nome dele, você acredita? Segunda vez que o vejo... Mas, para quem está de fora, dois encontros e nós dois um ao lado do outro, chegando e saindo na mesma hora... Interessante como somos vulneráveis à visão, né?" e viajamos nesse assunto.

Ou seja, muitas vezes estamos de fora e aquilo que "achamos que seja" passa a ser. Do mesmo jeito que expressamos pensamentos, comentários e os outros se doem, em vez de esclarecer, porque se fecha na determinação; "é assim! E nada mais!".

As coisas estão aí. Nem sempre sabemos que precisamos esclarecer, porque têm coisas que PARECEM tão claras. Me mantenho em estado aberto. Brinco, me estresso, me chateio, compreendo... Sou capaz de, após esclarecido, mudar o canal. Me esforço para não julgar, já julgando. Gosto e me assumo imperfeita total. Eu posso. Eu sou! Mas, ao menos, não me prendo aos MEUS julgamentos. Não me coloco acima de ninguém. Nem abaixo. Mas, me coloco em meu caminho. Troco. Vivo. Escuto. Leio. Quantos de nós já não magoou sem saber, sem intenção? Sabe amigo oculto, quando a gente tenta adivinhar quem a pessoa tirou, pelas descrições que ela fornece? Acabo acertando... E saio como "quem entregou". Todo mundo dá palpite... só porque o meu é certeiro devo ser condenada? É isso que me intriga e sobre isso venho refletindo; ângulos e verdades.

Daí, entra o facebook. As pessoas leem o que os outros escrevem. Eu sei de algumas pessoas mais próximas, que leem, por conta da manifestação de comentários e "curtições". Quantas vezes preciso informar ou lembrar que os posts não são indiretas para alguém, que se tratava de um pensamento que me veio à mente, sem pretensão alguma? Quantas pessoas se "doem" por algo assim? Quantos se dispõem a ESCLARECER? A entender que houve um mal entendido - ou apenas uma coincidência, mesmo? Existem expressões que tocam determinadas pessoas e elas se doem. Cabe a cada uma se preguntar: POR QUE ME INCOMODOU? O QUE ISSO QUER ME DIZER? E traz para si. Em vez de ficar desconfiado de tudo e de todos e "achando" que foi para si. A gente precisa se desligar um pouco da mania de perseguição. Quer discordar, fique à vontade. Isso é liberdade de expressão. Mas, não tome para si.

Já passou da hora de sairmos da posição de vítima, gente. Tem gente que cria dor por falta de humildade de aceitar que existe falha na comunicação e que, em vez de julgar e condenar, vamos COMPREENDER. Isso não vai impedir a "chateação" de chegar; nem da raiva subir... Apenas vai nos ensinar que tem algo mais, além do que "achamos" que seja. Existe o É. O que É é o que É! E isso só se revela na clareza. 

Quantas pessoas fazem planos, não revelam o que pensam e cobram do outro o cumprimento? Esses planos têm início, meio e fim no âmbito mental e essas pessoas criam a expectativa infundada de que o outro já está sabendo o que deve ser feito sem, sequer, expressar, externar.

Estamos nos permitindo viver numa superficialidade e afundamos nela, jurando aprofundar em nós mesmos!

Isso cansa, porque suga energia que deveria ser empreendida no caminho da produtividade. Assim, gasta até a reserva e não faz o que precisa fazer.

Aquilo que está oculto, precisa ser identificado como tal, senão, morre sendo ignorado; mas, age, mesmo sem ser conhecido.

Somente a clareza liberta!

Para finalizar, reflito:

EXISTEM COINCIDÊNCIAS?

Pat Lins - vítima do acaso? Não. Apenas constatando que talvez o acaso não exista, mas a falta de esclarecimento, sim!


sexta-feira, 18 de abril de 2014

PÁSCOA ÉPOCA DE RENOVAÇÃO


Páscoa é época de RENOVAÇÃO!

Jesus plantou, mas a gente insiste em não colher, a importância de perdoar; de aceitar o tempo; da fé!

Nossa vida, nossa mente, nossas emoções... São como a terra: para ser fértil, há de se respeitar o tempo de ser. Faz bem deixar alguns espaços parados, de tempo em tempo. Em descanso. Só assim a natureza repõe os nutrientes, a energia renovada.

Assim é a Páscoa. Período de renovar a fé, parando para sentir, refletir e transformar. Que saibamos parar – não quer dizer esquecer a vida e os compromissos... isso é irresponsabilidade - ao menos algum instante e fazer nada. Pensar em nada. Apenas respirar e sentir. Se deixar envolver pela sensação da renovação. Que o sangue derramado de Cristo nos limpe das impurezas de nós mesmos. Que sua dor seja lembrada como doação para a nossa salvação, generosidade pura. Que seu desejo seja realizado: que nos tornemos livres das amarras do apego, do julgamento ao outro... Que sejamos capazes de perdoar.

Que ressuscite em cada um de nós a paz e o amor, em nome de Jesus Cristo!
Que assim seja!

Uma feliz páscoa para todos e cada um de nós!


Pat Lins.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

ESCOLHENDO O PRÓPRIO CAMINHO



O maior problema é quando a gente faz a nossa parte, tudo como "deve" ser feito. Quando o outro não faz a parte dele, todo nosso trabalho, esforço e empenho morrem no vácuo da inércia...

Ainda assim, o fator escolha pode solucionar: o aqui e agora. Se a chuva é o destino, meu caminho é a escolha que tenho a fazer.

Compreender a limitação do outro é, antes de tudo, reconhecer a nossa. Assim, em respeito a ambos, escolhamos seguir nosso caminho. E isso não deve ser encarado como simples desistência, mas como escolha de caminho.

Tá tudo certo. Vamos vivendo e escolhendo. Escolha requer consciência!

Culpa, remorso, arrependimento... nada disso cabe! Cabe apenas, entender e aceitar. Se bem não está fazendo, e não depende de mim... depende de mim escolher. Isso, também é DS - distância saudável, saudável.

A vida não é um cabo de guerra, a fim de disputar para ver quem ganha... apenas para ver quem consegue manter o equilibrio daquela ação, para ninguém cair no chão. Sem cooperação, todo mundo cai! E acredite: ninguém vive sozinho...

Pat Lins

sexta-feira, 4 de abril de 2014

"PARA OS NASCIDOS ANTES DE 1986"


Não sei quem escreveu... o que me é uma pena! Mas, que saiba que seu texto está correndo solto por aí e nos fazendo refletir:

"De acordo com os reguladores e burocratas de hoje, todos nós que nascemos nos anos 60, 70 e princípios de 80, não devíamos ter sobrevivido até hoje, porque as nossas caminhas de bebé eram pintadas com cores bonitas, em tinta à base de chumbo que nós muitas vezes lambíamos e mordíamos. Não tínhamos frascos de medicamentos com tampas "à prova de crianças" ou fechos nos armários e podíamos brincar com as panelas. Quando andávamos de bicicleta não usávamos capacetes. Quando éramos pequenos viajávamos em carros sem cintos e airbags, e viajar no banco da frente era um bónus! Bebíamos água da mangueira do jardim e não da garrafa, e sabia bem. Comíamos batatas fritas, pão com manteiga e bebíamos sumos com açúcar, mas nunca engordávamos porque estávamos sempre a brincar lá fora. Partilhávamos garrafas e copos com os amigos e nunca morremos disso. Passávamos horas a fazer carrinhos de rolamentos e depois andávamos a grande velocidade pelo monte abaixo, para só depois nos lembrarmos que esquecemos de montar uns travões. Depois de acabarmos num silvado aprendíamos, mas com um sorriso nos lábios! Saíamos de casa de manhã e brincávamos o dia todo, desde que estivéssemos em casa antes de escurecer. Estávamos incontactáveis e ninguém se importava com isso. Não tínhamos PlayStation, X Box. Nada de 40 canais de televisão, filmes de vídeo, home cinema, telemóveis, computadores, DVD, chat na Internet. Tínhamos amigos e se os quiséssemos encontrar íamos á rua. Jogávamos ao elástico e à bola até nos cansarmos. Caíamos das árvores, cortávamo-nos, e até partíamos ossos mas sempre sem processos em tribunal. Havia lutas com punhos mas sem sermos processados. Batíamos ás portas de vizinhos e fugíamos e tínhamos mesmo medo de sermos apanhados. Íamos a pé para casa dos amigos. Acreditem ou não íamos a pé para a escola - não esperávamos que a mamã ou o papá nos levassem. Criávamos jogos com paus e bolas. Se infringíssemos a lei era impensável os nossos pais nos safarem. Eles estavam do lado da lei. Esta geração produziu os melhores inventores e desenrascados de sempre. Os últimos 50 anos têm sido uma explosão de inovação e ideias novas. Tínhamos liberdade, fracasso, sucesso e responsabilidade e aprendemos a lidar com tudo. 
... És um deles? Parabéns! Passa esta mensagem a outros que tiveram a sorte de crescer como verdadeiras crianças, antes dos advogados e governos regularem as nossas vidas, "para nosso bem". Para todos os outros que são mais novos, pensei que gostassem de ler acerca de nós. Isto, meus amigos, é surpreendentemente medonho... E talvez ponha um sorriso nos vossos lábios. A maioria dos estudantes que estão hoje nas universidades nasceu em 1986. Chamam-se jovens. Nunca ouviram "We are the world" e não sabem o que foi o Live Aid. Nunca ouviram falar de Pink Floyd, The Doors ou Johnny Cash. Para eles sempre houve uma Alemanha e um Vietname. A SIDA sempre existiu. Os CD's sempre existiram. O Michael Jackson sempre foi branco. Para eles o John Travolta sempre foi redondo e não conseguem imaginar que aquele gordo fosse um dia um "deus" da dança. Acreditam que Missão Impossível, Ocean's Eleven, Gone in 60 seconds e Charlie's Angels são filmes do "ano passado". Não conseguem imaginar a vida sem computadores ou telémoveis para receber e enviar sms's todo o dia. Não acreditam que houve televisão a preto e branco ou que pais e filhos se sentavam à mesa juntos para conversar e partilhar histórias daquele dia durante o jantar.


Agora vamos ver se estamos a ficar velhos...

1. Entendes o que está escrito acima e sorris. 

2. Precisas de dormir mais depois de uma noitada. 

3. Os teus amigos estão casados ou a casar e telefonam-te a informar-te que vais ser "tio"/"tia".

4. Surpreende-te ver crianças tão á vontade com computadores. 

5. Abanas a cabeça ao ver adolescentes com telemóveis, a comunicarem com os amigos por sms em vez de se sentarem juntos a conversar. 

6. Lembras-te de programas de televisão como a Gabriela, O Tal Canal e até os desenhos animados apresentados por Vasco Granja (mesmo que não entendesses, como a maioria, do que se tratavam!). 

7. Encontras amigos e falas dos bons velhos tempos.

8. Vais falar deste texto com amigos porque achas que vão gostar. 



SIM, ESTÁS A FICAR VELHO, mas tivemos uma infância inesquecível!!!................"

domingo, 30 de março de 2014

RECARREGAR: A GENTE LIBERTA O QUE PASSOU.

Imagem: Google

De tempo em tempo, temos que recarregar. Praia, campo, boas risadas com amigos... enfim, precisamos de lazer e prazer para viver.

Mas, sempre ficam aqueles resíduos que sugam mais do que imaginamos e quando percebemos, estamos caídos na lona! 

É natural. Vivemos movimentos cíclicos e nos acostumamos com esse sobe e desce. Acontece que subir e descer - o pulsar do coração - deve ser e ter um ritmo. O subir de vez e cair de vez é onde mora o perigo.

O desgaste é resultado natural de quem vive e está exposto aos embates diários, ao processo de crescimento - independente de religião, cor, credo, educação ou conta bancária. 

Para repor, recarregar: frequência, rotina - bem como carro, celular, notebook e etc. Não somos máquinas. Por isso, o recarregar não basta ligar na tomada... Tem que desligar do que trazemos arrastando até aqui. CRIAR O BOM HÁBITO DE RENOVAR!

Beleza! Consciente de quem somos e de que estamos arrastando um monte de peso desnecessário, somos capazes de libertar o passado pesado. Tá, e depois? Pulamos para o futuro inexistente. E o presente?

O presente se encontra na responsabilidade que assumimos e o comprometimento com o viver. Ao recarregar, a gente liberta e se liberta do que passou. Temos força e energia para o aqui e agora. Novos passos. Vigor. Determinação. CONSCIÊNCIA. Daí, se não desenvolvemos a consciência do aqui e agora, o passado vai e o vácuo fica. Larga o peso e cai num buraco...

Pois é! Pois é! Pois é! É viver mesmo. Inovando, renovando, recriando. O tempo é eterno. Nós somos eternos. Mas, tudo tem um tempo de ser e estar. O depois, vem sempre depois. O agora é aqui e agora, sempre!

Pat Lins - aqui e agora!

sexta-feira, 28 de março de 2014

PASSO A PASSO


Cada dia, um novo dia! Cada passo, um novo passo!

Assim como as técnicas de Coach, um passo de cada vez, vou sendo minha coach e coachee na vida.

A gente passa e é ensinado a temer o prazer de sonhar. Pior: a gente passa a acreditar que sonhar é coisa de louco, que a vida é dura e viver é difícil e suado. Há alguns anos, conheci uma jovem senhora muito doce e meiga, porém, muito forte, firme e determinada - Julia Ines - que me disse: "... temos mania de achar que tudo na vida tem que ser suado, senão não é nobre. Eu penso que tudo na vida deve ser prazeroso e conquistado com dedicação...". Um comentário tão simples, talvez ela nem se lembra, porque foi em meio a uma conversa de entretenimento e tão profunda. 

Somando cada dia, venho aprendendo que a sutileza é assim: simples e profundo. É preciso um pouco de loucura para realizar. Acreditar num sonho é loucura? Enlouqeçamos a loucura saudável!

Hoje, pegando um caminho pela orla - para fugir do engarrafamento - tive esse pensamento: que fugir do engarrafamento, o quê? Estou seguindo por onde devo seguir. Vista mais linda e PRAZEROSA. 

Por que seguir o caminho que todo mundo segue? Só porque por lá tem quebra molas e não dá para andar acima de 40 ou 50 km, devo evitar? Oras, mas se saí com antecedência, estou no fluxo positivo do tempo.

Pois, quando olho para o marzão, um trecho da linha do horizonte iluminado e uma poesia em minha cabeça - que ainda não consegui finalizar. Diante dessa imagem mega simbólica - cabeça de artista é assim mesmo... SIIIMMMM, agora em assumo como ARTISTA! De vida, de alma e de coração! - entendi: além do horizonte existe muito mais! Aquela luz me fez ver um algo a mais além do céu e do mar, um feixe de luz! Uma abertura, apenas para minha visão limitada. Uma luz que dizia: uma linha é apenas uma linha!

E senti que posso mais. Me deu vontade de ser mais!

Passei o dia imersa nessa sensação de beleza do desejo do querer. Lembrei-me de uma persona non grata - que com todo seu negativismo e ataques, me ajudou muito a querer mais! - que me disse: "tem que passar pelo desejo, para querer!". Bom, quando ela falou isso, a respeito de uma terceira pessoa, não foi em bom tom, muito menos motivando... foi depreciando com toda força que ela poderia ter. Mas, como a vida é dual e dualidade é isso - os dois lados da mesma moeda - entendi do meu jeito: É PRECISO PASSAR PELO DESEJO PARA QUERER E É PRECISO QUERER PARA TER VONTADE. É PRECISO VONTADE PARA MUDAR. É PRECISO MUDAR PARA CRESCER. É PRECISO CRESCER PARA EVOLUIR! 

O mais legal: não é como final de filme, é como continuidade. A gente tem a mente condicionada pelos filmes, novelas e afins que acabam nos fazendo querer viver um "final feliz", em vez de um dia a dia feliz, até o final, ainda que vivamos as turbulências.

Pois é... um passo de cada vez. Sair correndo de vez cansa e pode explodir o coração, pelo excesso.

Tudo ao seu tempo. Tudo ao seu tempo. Tudo ao seu tempo.

Pat Lins - seguindo o meu tempo; fazendo o meu tempo; sendo o meu tempo...




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