sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

ESPECTADORES, APENAS ASSISTINDO!


Às vezes, a gente perde uma boa chance de ser apenas espectador e vai assumir papel de crítico profissional... Perde todo o encanto de apenas deixar o que o outro fez ser o espetáculo e apreciar.

Em geral, assumir o papel de espectador incomoda e eu nunca entendi muito bem o porquê. Todo ator que vai assistir a peça de outro é espectador ou diretor? 

Somos todos atores das nossas vidas e diretores, produtores e etc. Temos nossa equipe de apoio. Interagimos com outros espetáculos na vida de outras pessoas, dramas, comédias, ficção, realidade fantástica... Mas, se apenas por um instante a gente apenas fosse espectador? Sentar aqui e apenas sorver cada gota de coisas boas que o outro quer transmitir. Apenas apreciar. Apenas: ver!

Se a gente conseguir fazer isso, apenas assistir ao espetáculo "outro" e, pronto, aceitar o que ele tem para passar e seguir? Sem essa de: "ah, eu faria de outra maneira!...". Eu não faria nada. O que faço, faço em minha vida. O que o outro faz, faz da própria vida - desde que nunca ultrapassemos a barreira do limite de ação: o seu espaço termina onde começa o meu. Toda liberdade tem o limite na liberdade do outro!

Penso assim: se tem afinidade, mantém. Se não tem, não tem. Aplaudo e dou tchau! 

Senhoras e senhores, o espetáculo vai começar! Estreando: a sua vida; a minha vida; as nossas vidas!

Se gostarem, espalhem por aí; senão, deixem que outros descubram por si!

Pat Lins.


quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

AO SE ASSUMIR, DÓI MENOS

Imagem: Google - Lugarzinho
 À medida que assumo minha loucura, vejo que sou uma doidinha do bem. Dói muito menos quando a gente se assume. Nesse processo de se aceitar, as portas para a felicidade se escancaram e a gente passa a entender que não é isso que impede as coisas de acontecerem, apenas aprendemos a aprender deixar passar e focar no aqui e agora.

Tenho pena dos que não se assumem, nem se sabem, nem se veem... Esses fazem mal a si e aos outros e nunca enxergam o aqui e agora... vivem presos num loop do passado, sem conseguir saber que está preso à repetição e sem se dar conta de que não dá continuidade à vida. Vivem o mesmo inferno todo dia e nem se questionam: "acho que já passei por isso...", pois nunca passam, sempre ficam.

Imagem: Google - Blog das 30 pessoas
Podemos sair dessa roda. Podemos rodar livremente! Podemos romper o círculo vicioso e viver um círculo virtuoso - tudo depende de como estamos rodando, ou andando, ou correndo, ou parando, ou sentando, ou nadando, ou voando, ou navegando, ou indo, ou vindo... seguindo!

Podemos VIVER, afinal a Terra é uma roda gigante dentro de um Universo tão vasto e infinito... o que nos dá infinitas possibilidades de rotação, translação e "giração". Assim: AÇÃO!

Pat Lins - ainda tonta de tanto girar.

Imagem: Google - Divinas Ilusões

domingo, 2 de fevereiro de 2014

VOVÓ LULU - UM PONTO DE LUZ NA IMENSIDÃO INFINITA DO INFINITO


"O céu é duro ou mole? Tem gente chata no céu? O que é gente chata...?" 
(Vovó Lulu)

Nossa criança interior vai entender as falas acima, com certeza! Quem de nós, na infância, nunca teve esse tipo de curiosidade? E, hoje, me pergunto: o ambiente em que vivemos, atualmente, é duro ou mole? Tem gente chata aqui na Terra? O que é gente chata, senão um estigma limitante?

"Vovó Lulu" é um ESPETÁCULO teatral. Melhor: uma poesia teatral. Ainda melhor: nossas inquietações teatralizadas, no palco, ali, bem diante de nós. Muito melhor: eu me olhando no espelho, hoje e continuando daqui a alguns tempos... assim espero.

Durante o espetáculo - devo repetir essa palavra umas duzentas vezes e, ainda assim, não descreverá o impacto positivo e a boa emoção que Maria Prado de Oliveira, Aline Moreira, as luzes - "bacana" - a iluminação impecável, o cenário harmonioso, o som limpo, as pedras no cenário, o piso, as cortinas pretas, o teatro... o todo que foi formado por essa equipe - uma frase me veio, num resumo bem tosco e limitado pelas palavras: "nossa busca pela felicidade não pode deixar de existir por conta das desilusões!". 

O tempo não nos escraviza, apenas a nossa condição mental e nossa relação emocional com ele.


"Vovó Lulu", dentro desse vasto Universo, ainda consegue escutar O desejo de continuar a, SIM, fazer escolhas e seguir o caminho que melhor lhe convier. Ela é motivante! O caminho das pedras não é apenas uma reta, uma quantidade de passos ou uma direção determinada por uma arquétipo falido e insistente, que nos arrasta, acorrentados na prisão de amargura e, me permita um semi plágio, por uma religiosidade estéril! É o expandir o círculo para o além daqui, mas ao aqui guiados pela nossa consciência, pelo AMOR, pela VERDADE, pela VIDA - aí sim, está o Divino! Deus.

Somos criadores e criaturas da Vida. Somos parceiros do Tempo. Somos luzeszinhas ínfimas e minúsculas dentro de um Universo vasto e infinito. Somos mais do que os círculos que nos fechamos num vício ritmado e repetitivo de nada. Somente quando nos dermos conta da força dessa partícula - mínima apenas em tamanho - na imensidão do infinito cósmico universal que somos, aí sim, somaremos com outras tantas outras pequenas luzes e comporemos o Todo, chegando a Deus - o Criador, não a criatura que foi criada e deturpada à imagem e semelhança de nós mesmos e dos nossos defeitos e limitações humanas. Sentir brilhar a Luz que vem do peito, de cada poro, de cada célula, de cada átomo, de cada parte de nós é estar integrado à Luz Divina, ao Todo, à Deus, revelando um processo de iluminação de dentro para fora, podendo ser fortalecido de fora para dentro!

Espetáculo e vida da bailarina Aline Moreira.
Foto: Adenor Gondin
A ruptura com essa velharia de vazio e superficialidade que vivemos é que nos permitirá ter a sabedoria de juventudes acumuladas e de, mesmo que o corpo não aguente mais, não tenha mais a mesma flexibilidade, agilidade e capacidade de movimentar, a alma pulsa, dança e nos diz: "eu sou livre, mesmo que você esteja aí, presa nesse corpo. Eu posso dançar e cantar, porque minha voz, minha mobilidade é algo que o ser humano ainda não tem referência...". 

Será que seremos capazes de romper com a arrogância, a inveja e outros sentimentos restritivos e negativos? Será que conseguimos nos libertar? Só assim, vendo e conhecendo cada sombra que temos e fazemos, podemos nos auto iluminar: acionando a força suprema do AMOR. Aí, sim, seremos e viveremos a loucura saudável de transgredir! Até então, somos apenas... apenas... apenas... o apenas.

Será que conseguiremos deixar UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESSE MUNDO, começando por nós? Será que conseguiremos sentar no banquinho deixado pela "Vovó Lulu", bem ali, onde a sua luzinha se eternizou? Será que atingiremos esse ponto no tempo da continuidade e da passagem sadia, questionando e exigindo o melhor - porque sim, nós precisamos saber que merecemos! - até o último instante, apesar de nem sabermos quando será? 

Tantos serás, que me pergunto: será que conseguiremos parar de falar e agir? Não aceito a luz parada, apenas a luz da ação, da troca, do entendimento de co-criação! Só assim podemos romper o círculo vicioso e seguiremos os círculos virtuosos e infinitos do infinito.

Nada mais velho do que essas coisas ruins que estão aí: preconceito, intriga, inveja, arrogância! Vaidades vazias, sem estética do belo, bom  e justo!

Vale a pena assistir e se deixar tocar pelo texto, pelo diálogo com nossas inquietações! 

Parabéns a Maria Prado de Oliveira pelo belíssimo trabalho - ou belíssimos trabalhos de texto, produção e criação de todo esse projeto! Parabéns à equipe toda! Aline Moreira, você nos faz querer dançar junto e nos lembra o quanto estamos esquecidos de, simplesmente, dançar a dança da Vida: o movimentar, sentir a alma! Tudo muito bem feito. Cenário, iluminação, sonoplastia, trilha sonora - que repertório "bacana, bacana!". Enfim, um trabalho com muita qualidade em cada detalhe. Um ESPETÁCULO!

ASSISTA! ASSISTA! ASSISTA!

"Vovó Lulu", sua bênção!

Pat Lins.



sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

POLÍTICA, FALTA DE FÉ, ECONOMIA, COMÉRCIO E RELIGIÃO: A DETURPAÇÃO DO BOM NEGÓCIO


É isso mesmo... Antes, religião, economia e política eram uma coisa só, um só poder nas mãos dos homens sem fé, vestidos de guias espirituais. Basta olhar nosso passado histórico - com mais destaque no feudalismo, mas, está em diversos outros tempos - além dos livros escolares, haja vista que estes são ferramentas de controle social, em muitos casos, pela omissão de fatos relevantes. Pelo que me recordo, dos estudos de filosofia na época da faculdade, na Grécia antiga esses pilares interagiam como partes do mesmo controle administrativo, vamos colocar assim. Era uma questão de ordem, de organização e de equilíbrio nas decisões. Naquele período, moral e ética eram a base em cada um dos pilares referidos acima. Ah, um adendo sobre "política":
 "A palavra tem origem nos tempos em que os gregos estavam organizados em cidades-estado chamadas "polis", nome do qual se derivaram palavras como "politiké" (política em geral) e "politikós" (dos cidadãos, pertencente aos cidadãos), que estenderam-se ao latim "politicus" e chegaram às línguas europeias modernas através do francês "politique" que, em 1265 já era definida nesse idioma como "ciência do governo dos Estados".2
O termo política é derivado do grego antigo πολιτεία (politeía), que indicava todos os procedimentos relativos à pólis, ou cidade-Estado. Por extensão, poderia significar tanto cidade-Estado quanto sociedade, comunidade, coletividade e outras definições referentes à vida urbana."
Hoje, em nosso país laico, política é apenas política; as pessoas são livres para seguir a religião que quiser ou tiver mais afinidade;  e deveria ser assim, na prática. O problema é que ser evangélico, caiu na moda deturpada. Eu não sou evangélica, mas convivo com pessoas que são e elas são super do "bem". Lógico que tem de tudo, em tudo quanto é lugar e religião, em se tratando de gente - afinal, estamos todos em processo de crescimento e evolução para voltarmos a ser ser humano. Penso que quando éramos primatas, éramos mais decentes. É sabido que algumas pessoas de má índole se apropriaram da "palavra de Deus" para manipular os fiéis menos informados e cegá-los... Assim, o solo se torna produtivo para esse "bom e rentável negócio". os fiéis passam a ser consumidores certos e fiéis: dinheiro certo, renda certa, fortuna garantida!

Veja um simples exemplo de manipulação, por parte de alguns "líderes religiosos", que vi, por acaso, no Yahoo!: 
Alegam que por Xuxa ter chamado Feliciano de mostro e ele ser um "servo de Deus" - Deus é mais! - ela teve sua vida destruída pelas mãos do "Senhor"...
Para quem não sabe - ou não se lembra... eu via Xuxa fazer esse símbolo quando eu era uma baixinha criança - trata-se de um sinal de LIBRAS, ou, linguagem de surdo-mudo, como muitos chamam, e quer dizer: EU TE AMO. No texto do Yahoo!, eles explicam que essa imagem foi usada dizendo que ela fazia sinal do "diabo"... Ou seja, polemizar, gritar e intimidar publicamente dá crédito a esses seres vestidos de cristãos, fazendo com que os menos avisados não vejam o óbvio, apenas o mundo de ilusão criado para os prender e escravizar. 

Me recordei daquela passagem onde diz que se levantarão falsos profetas... Atribuo parte disso aos falsos cristãos, dentro da própria instituição religiosa - leia-se "parte disso", porque esses "falsos profetas" estão em muitos lugares. Tipo lobo em pele de ovelha. Um dia será separado o joio do trigo. Afinal, a semeadura pode ser livre, mas a colheita é obrigatória! 

Assim, para dar um tchan:

Provérbios do Inferno

"No tempo da semeadura, aprende; na colheita, ensina; no inverno, desfruta.
Conduz teu carro e teu arado por sobre os ossos dos mortos.
A estrada do excesso leva ao palácio da sabedoria.
A Prudência é uma solteirona rica e feia, cortejada pela Impotência.
Quem deseja, mas não age, gera a pestilência.
O verme partido perdoa ao arado.
Mergulha no rio quem gosta de água.
O tolo não vê a mesma árvore que o sábio.
Aquele, cujo rosto não se ilumina, jamais há de ser uma estrela.
A Eternidade anda apaixonada pelas produções do tempo.
A abelha atarefada não tem tempo para tristezas.
As horas de loucura são medidas pelo relógio; mas nenhum relógio mede as de sabedoria.
Os alimentos sadios não são apanhados com armadilhas ou redes.
Torna do número, do peso e da medida em ano de escassez.
Nenhum pássaro se eleva muito, se eleva com as próprias asas.
Um cadáver não vinga as injúrias.
O ato mais sublime é colocar outro diante de ti.
Se o louco persistisse em sua loucura, acabaria se tornando Sábio.
A loucura é o manto da velhacaria.
O manto do orgulho é a vergonha.
As Prisões se constroem com as pedras da Lei, os Bordéis, com os tijolos da Religião.
O orgulho do pavão é a glória de Deus.
A luxúria do bode é a glória de Deus. A fúria do leão é a sabedoria de Deus. A nudez da mulher é a obra de Deus.
O excesso de tristeza ri; o excesso de alegria chora.
A raposa condena a armadilha, não a si própria.
Os júbilos fecundam. As tristezas geram.
Que o homem use a pele do leão; a mulher a lã da ovelha.
O pássaro, um ninho; a aranha, uma teia; o homem, a amizade.
O sorridente tolo egoísta e melancólico tolo carrancudo serão ambos julgados sábios para que ejam flagelos.
O que hoje se prova, outrora era apenas imaginado.
A ratazana, o camundongo, a raposa, o coelho olham as raízes; o leão, o tigre, o cavalo, o elefante olham os frutos.
A cisterna contém; a fonte derrama.
Um só pensamento preenche a imensidão.
Dizei sempre o que pensa, e o homem torpe te evitará.
Tudo o que se pode acreditar já é uma imagem da verdade. A águia nunca perdeu tanto o seu tempo como quando resolveu aprender com a gralha.
A raposa provê para si, mas Deus provê para o leão.
De manhã, pensa; ao meio-dia, age; no entardecer, come; de noite, dorme.
Quem permitiu que dele te aproveitasses, esse te conhece.
Assim como o arado vai atrás de palavras, assim Deus recompensa orações.
Os tigres da ira são mais sábios que os cavalos da instrução.
Da água estagnada espera veneno.
Nunca se sabe o que é suficiente até que se saiba o que é mais que suficiente.
Ouve a reprovação do tolo! É um elogio soberano!
Os olhos, de fogo; as narinas, de ar; a boca, de água; a barba, de terra.
O fraco na coragem é forte na esperteza.
A macieira jamais pergunta à faia como crescer; nem o leão, ao cavalo, como apanhar sua presa. Ao receber, o solo grato produz abundante colheita.
Se os outros não fossem tolos, nós teríamos que ser.
A essência do doce prazer jamais pode ser maculada.
Ao veres uma Águia, vês uma parcela da Genialidade. Levanta a cabeça!
Assim como a lagarta escolhe as mais belas folhas para deitar seus ovos, assim o sacerdote lança sua maldição sobre as alegrias mais belas.
Criar uma florzinha é o labor de séculos.
A maldição aperta. A benção afrouxa.
O melhor vinho é o mais velho; a melhor água, a mais nova.
Orações não aram! Louvores não colhem! Júbilos não riem! Tristezas não choram!
A cabeça, o Sublime; o coração, o Sentimento; os genitais, a Beleza; as mãos e os pés, a Proporção.
Como o ar para o pássaro ou o mar para o peixe, assim é o desprezo para o desprezível.
A gralha gostaria que tudo fosse preto; a coruja, que tudo fosse branco.
A Exuberância é a Beleza.
Se o leão fosse aconselhado pela raposa, seria ardiloso.
O Progresso constrói estradas retas; mas as estradas tortuosas, sem o Progresso, são estradas da Genialidade.
Melhor matar uma criança no berço do que acalentar desejos insatisfeitos.
Onde o homem não está a natureza é estéril.
A verdade nunca pode ser dita de modo a ser compreendida sem ser acreditada.
É suficiente! Ou Basta."

Pensemos bem. Passemos bem,

Pat Lins.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

AS AÇÕES FALAM MAIS DOS QUE ES EXPLICAÇÕES (?)


Entrei numa vibe de questionar tudo... Daí, me veio uma questão: eu sei que as ações falam mais de nós mesmos dos que as explicações. Porém, no geral, no dia a dia, é preciso ter cuidado com o tom de julgamento que damos ao fortalecer esse pensamento de maneira deturpada, ou seja, baseados em nossos "valores".

A postura julgadora da gente para com o outro - e vice- versa - nos leva a julgar algumas ações. Mas, se não conhecemos as pessoas, não tem muito o que entender... por exemplo: se a pessoa diz que não gosta de azul e veste azul, daí, vamos dizer "fulaninha diz que não gosta e usa...". Mais vale o que fazemos do que o que dizemos?

Como também sou pessoa e humana, venho me observando para me pegar nesses momentos de querer julgar em vez de observar. Meu esforço, atualmente, de hoje em diante e espero que para sempre, é tentar dar leveza, mesmo, me despojando do que pesa - estou me abrindo para começar a entrar no processo, ou seja, ainda tenho o ranço ambiental. Hoje, me repito: "se a pessoa diz que não suporta azul e só se veste de azul é ela.". E pronto. Aceitar é ver e sentir. Tem gente que nem sabe como se é, daí, se negam e por isso vestem o azul, falando que não gostam, mas gostam e querem negar por algum motivo pessoal e, ao negar, para algumas pessoas, o que ela fala é quem ela é - vive um mundo imaginário. Tem gente que veste, mesmo não gostando, sabendo que não gosta, mas não tem outra e a prioridade é se vestir, afinal, não vai matar nem morrer. 

No geral, somos parte o que falamos - porque expressamos em palavras o que pensamos e isso nos limita, porque a nossa linguagem é limitada e limita a razão, em alguns pontos - e somos o que fazemos, porque, em geral, fazemos aquilo que pensamos - ainda que muitas vezes, agimos por um impulso sem sequer pensar, mal sentir.

As coisas complicam, sim, mas podemos descomplicar. Começo descomplicando em mim.

Adoro conversar e tenho mania de achar que todo mundo resolve tudo no diálogo. Só que existe uma distância muito grande, quando fazemos essas distância ser grande, entre o que falamos e o que precisa ser feito. Algumas vezes, sentimos o desejo, mas não usamos a razão como ponderador para ação... usamos como frieza para negar aquilo que não damos conta em sentir e querer fazer.

Ai! Cansa pensar demais. Por isso que vim escrever... sou obrigada a me ver em palavras. Isso me faz ver que é tudo muito menor do que pensamos. Afinal, as palavras têm limite de ação.

Pois é! Pois é! Pois é! Eu sei quem eu sou e a cada dia mais me digo: "eu sou tanta coisa que nem eu sei o todo por completo que posso ser...". Ao me aceitar assim, tão falha e cega como qualquer pessoa - ainda que me busque com afinco - me acolho e entendo: "sou incapaz de me fazer ser vista e entendida por mim mesma, imagina pelo outro?". Daí, só me resta levar a vida deixando o peso do que fiz de "errado" ou "mal entendido" ser resolvido pelo dia a dia. Um dia, diante das ações e da minha postura, aí, sim, verei o que fiz mais e poderei me ver e me saber mais. Se o outro vai levar essa primeira, segunda ou terceira impressão e fica engessado nisso, já não é comigo... É assim, eu espero, em minha ótica, o melhor momento para interagir, porém, nem sempre o meu momento é o do outro. Isso faz com que eu evite um embate, diante de uma divergência, por exemplo, porque eu vou desarmada. Só que o meu "certo" pode esbarrar no "certo" do outro e, aí, não há palavra ajude a resolver, apenas a ação de se calar e deixar o outro extravasar. O outro vai me julgar como omissa ou vai achar que eu não estou dando a devida atenção... mas, eu sei que, nesses casos, é melhor ser mal julgado do que entrar no clima. Passa o tempo e tento resgatar esse contato, a fim de diluir e esgotar o assunto, na expectativa de se dissolver o melindre, a vaidade e o orgulho. Pronto, mal entendida de novo, porque não é a hora do outro. 

Sendo assim, estamos todos certos e errados o tempo inteiro!

As interpretações/julgamentos dos outros não nos define, mas retrata um recorte de como somos, afinal, somos assim para o outro. Até decupar - sendo que isso é impossível, porque não há neutralidade para tanto - e ver onde está o outro transferindo para mim o que ele é e não assume, inconscientemente e onde está o sinal errado que emiti. 

Por isso, me tenho assumido uma postura de DS - distância saudável - para me fortalecer ao ponto de aceitar que sou julgada, não me preocupar com isso e me ocupar de seguir vivendo como dou conta. O certo, enquanto verdade universal, vem com o tempo e o apaziguar. Vem no dia a dia, quando não há alimento para acirrar o que não existe ou não deve existir.

Assim, nesse caso, palavras são meras palavras; ações são ações contextuais; e Vida é algo que é muito maior do que isso e, hoje, agi assim, mas amanhã, posso agir completamente diferente - ou por ver que não valeu a pena, ou por reação ao ambiente, somado com acúmulo de tensão. Enfim, somos demanda demais para ser esgotado em simples palavras e simples ações. Somos a soma dos cotidianos, mas o que vale é sempre o agora, inclusive a diferença positiva em nossas ações, proveniente das mudanças dos nossos pensamentos.

Eu me desarmo. Hoje, além de me desarmar, não me incomoda tanto ser atingida. Tenho evitado revidar. Meu pensamento vem mudando, aos poucos. Minhas ações, vêm mudando, aos poucos, em consequência. Minhas emoções estão se libertando mais. Minha razão vem ponderando, mais. A busca pelo equilíbrio é diária e, principalmente, diante do desequilíbrio. É aquela história: caiu, levanta e segue!

A gente tem é que se unir mais no assumir nossas imperfeições e pronto. Para mim, não vale a história "quem tem teto de vidro não atira pedra em telha", para mim, ninguém tem que atirar nada em ninguém, se o dialogo não foi uma ferramenta de esgotamento, entrega ao tempo e a DS, para que ninguém viva num ambiente insalubre. 

Gente, pessoas boas também erram em atitudes e isso não as coloca no patamar da maldade...

Pat Lins.


quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

A VIDA É TROCA, ALITERAÇÃO.



...é por isso que adoro uma boa conversa: faz bem, renova, amplia horizontes e ainda desenvolve o aprendizado. 

Continuo a afirmar: tudo que vivi, até hoje, até aqui, me prepara para o "aqui a agora".

Conheço todo tipo de pessoas e nunca fiz comparações ou subestimei a capacidade de ninguém. Sempre tenho a aprender e sempre tenho a ensinar - e não só aos meus queridos alunos dentro de uma sala de aula...

A vida é troca, aliteração, metáfora da metáfora do que criamos... nem sempre a criação é uma perigosa ilusão. Algumas ilusões são necessárias, saudáveis talvez. Como conseguir viver esse real, desse real mundo cão?

Vivemos um algo em comparação. Um mundo louco, enlouquecido por nós mesmos que somos algozes e vítimas na mesma proporção. Entramos no redemoinho óbvio e, obviamente, não temos forças para colocar em prática a solução - nem precisa pensar, já sabemos onde está.

A vida era para ser apenas boa troca, boa aliteração; metáfora de uma metáfora vibrante, sem caos como conclusão!

Para sobrevivermos, precisamos nos afastar. Para manter a serenidade, precisamos surtar. Só assim para sair do lugar. 

A normose é uma zona de conforto desconfortável, destrói tudo em 200 km de raio. Só sendo louco, nessa vida, para conseguir suportar essa metáfora surreal de uma desgraça sem igual. Nem temos muito o que aliterar!

Só enlouquecendo para sarar! Só pirando para curar. Porque, se isso que aí está, em nosso dia a dia e tendendo a piorar, é vida, a morte o que será? Provavelmente a vida curada, o fim para essa hecatombe que aí está!

Surtei! Me salvei!

Sinceramente, como ser normal onde nada normal está?

Francamente, meu povo, lembremos que somos gente! Onde o gigante humano adormecido está? Hora dele acordar! Chega da piração desgastante e desestimulante que nada de bom tem para dar.

Chega de tanta lambança! Hora de orientar!

ORDEM E PROGRESSO, só para começar!

Pat Lins - aliterando para desabafar.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

DEUS É PAI, NÃO CARRASCO!


Deus, para mim, está no BEM. Não só na palavra, mas nas ações, acima de tudo! Mas, não é só lá, é em tudo que tenha o bem, o belo e o justo como base. Está no equilíbrio e no desequilíbrio, porque a vida é viver-se equilibrando e desequilibrando. 

Deus é bondade, sem arrogância; é beleza, sem vaidade; é justiça sem julgamento condenatório. Ele quer que aprendamos. Não quer nos punir, quer nos conduzir. 

O que chamamos de punição é apenas a consequência dos nossos maus passos - e leia-se "mau passo" como parte de quem tenta. Se não é, que não seja, alteremos a rota.

A gente precisa começar a assumir mais a responsabilidade pelos nossos atos, em vez de jogar tudo nas costas de Deus e do diabo... Interessante que a inspiração para parte dessa postagem veio de uma missa que fui, em homenagem aos 70 anos do tio do meu marido. Já havia escutado isso em outros lugares e palestras, mas vindo da igreja Católica me surpreendeu. Bom saber que as religiões estão elevando suas consciências, também. Que não seja apenas retórica.

Deus está dentro de cada um de nós: D EU S! 

Façamos melhor a nossa parte! Assim, sim, poderemos deixar um mundo melhor para os nossos filhos e filhos melhores nesse mundo!

Pat Lins.

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