quarta-feira, 13 de novembro de 2013

O QUE VOCÊ FAZ PARA SE AJUDAR?



Me pergunto todos os dias: 

se o mesmo problema volta a se repetir, o problema está no problema ou na falta de solução? Para resolver, resolver. Daí, me abro para me avaliar e ver se sou eu quem está agindo igual e esperando que milagrosamente, a mudança/solução aconteça. Reflito, questiono e me determino a solucionar. Vou seguindo o vento da inspiração, da intuição consciente - aquela que a gente percebe que é a nossa voz interna falando e não um instinto reativo ao clima externo. Muitas vezes, penso que errei o caminho, quando, na verdade, apenas me cansei e o repouso se faz necessário para prosseguir. Então, respeito o meu limite. Depois, retomo o rumo e legal, me encontro com a tal solução que buscava e que me esforcei para encontrar!

Repetir que está sem tempo, que não tem tempo nem para respirar... que a cabeça está cheia de problema... que "vai fazer" - sem estabelecer um compromisso temporal -, "que vai...", "que vai...", "que vai..." e nunca chega a lugar algum é ansiedade e falta de foco, consequentemente, falta de ação. Sem ação, sem mudança. Sem mudança, sem transformação. Sem transformação: a mesma coisa, a mesma ladainha, a mesma AUSÊNCIA DE CONSCIÊNCIA. Daí, a pessoa sofre, se irrita e chora por se sentir incompreendida e espera que todos a compreendam, quando ela mesma não se compreende, não se sabe, não se vê, nem se aceita... acredita na imagem fantasiosa que criou ao seu respeito sobre como queria ser e "acha" que é.

Assim, não reclame do problema nos outros, muito menos da falta de paciência dos outros... se ajude.

Na maioria das vezes, aquilo que reclamamos é fruto do que causamos. Ver no outro o que temos e condenar no outro é hipocrisia e das "brabas". Se doer porque o outro falou de você e nunca escutar, nem enxergar que você também fala do outro é uma cegueira/surdez perigosa... As pessoas vão se afastar e você vai cobrar as presenças que você mesma afastou. Com o tempo passando, a solidão vai aumentando e a loucura explode... Pronto, chegou o fim! Ninguém ao lado.

De nada vai adiantar ir para a academia, se encher de cursos e palestras de motivação se nem sabe onde quer chegar e o que precisa administrar em si para se melhorar. É como injetar energia a mais onde já há energia em excesso e subaproveitada. É preciso focar para canalizar a energia no lugar certo, para o "onde quer chegar". Sem isso, vira uma tontura depois de tanto rodar, rodar, rodar e rodar no mesmo lugar. Então, pare um instante e reflita: o que fiz - com consciência - desde que nasci? Seja o mais honesto possível, ainda que doa. Crescer dói. Uma dor suportável. Uma dor necessária, afinal, está na hora de rompermos com essa barreira, essa clausura que nos colocamos.

A falta de autoconhecimento leva ao descontrole total e, apesar da pessoa ignorar sua repetição inesgotável da mesma coisa por anos e anos e anos, ela não para de agir cegamente e atirando palavras e agressões em todas as direções sem se dar conta... dois perigos: nem para de lançar; nem sabe que está lançando para poder parar. Piora quando alguém reage... acaba, ainda que se defendendo do ataque, despertando o instituto caçador de quem nem sabe que está despedaçando... é meio como o lobisomem que nem sabe da sua outra face. Vira um monstro, ataca, mata... mas tem a inocência de não se saber algoz. A falta de controle pela falta de autoconhecimento cria monstros e monstros ferozes, fortes e que se fazem de vítima - e realmente são: vítimas de si. Daí essas pessoas serem tão "de lua"... quando a lua enche, ou seja, quando recebe muitos "não", explodem e essa explosão é como uma bomba nuclear. Basta o sol nascer que o lobo vai embora... então, acende a luz da consciência, do autoconhecimento e se ajuda.

 Gente, ir em busca de ajuda é motivo de vergonha, não. É motivo de orgulho e salvação. É reconhecer que existe um limite de ação pela falta de consciência. Ou, chegará o dia em que a pessoa se verá ainda mais só e vai continuar achando que o mundo está todo errado e só ela certa, atirando pedra em avião... Dá pena. Dá vontade de ajudar... mas, em muitos momentos, há a necessidade de quem está ao redor se proteger - DS (distância saudável). Difícil estar ao lado de alguém assim, instável e que nunca sabemos com quem estamos falando e até onde vai a capacidade de compreensão dessa pessoa enquanto interlocutor. No geral, elas não interagem... apenas falam, falam, falam e falam sem cessar, sem rumo, sem sentido, sem linha de raciocínio. É como se aquilo que deveria se organizar mentalmente, pela falta de ambiente mental saudável, sai pela boca, e continua "desorganizadamente".
 
A memória para assimilar, interagir e recordar o real, nessas pessoas, é curtíssima, quase zero. A capacidade de criar e inventar uma realidade é gigante. É como se a boca fosse toda a cabeça, a ponto dos ouvidos serem atrofiados e, consequentemente, a mente também. Tem jeito, sim. Basta cuidar da terra mental, fazer uma roça. Um pouco de água e nutrientes, deixar a luz solar da capacidade de ver o que está a frente, pelos olhos da face e não o da mente imaginária pode ajudar. Escutar o som libertador da aurora e da voz interior. Escutar o chamado de si, ainda que pela voz suave de um bom profissional, pode ajudar e dar o apoio inicial necessário e fundamental. Adubar com novos pensamentos, com vigilância, com esforço e atenção, com querer. Daí, a consciência vai desabrochando, aos poucos, até amadurecer. Essas pessoas precisam de ajuda, urgente!

E aí, o que você faz para se ajudar?

Pat Lins.

domingo, 10 de novembro de 2013

DE NOVO, OUTRA VEZ...


Pior do que ver acontecer é ver acontecer de novo. 

E o melhor disso tudo é poder dizer: hora de ver uma nova solução... 

Se um erro se repete, do mesmo jeito, sinal que ainda tem algo mais profundo para ser aprendido e/ou para a lição ser, de FATO, apreendida.

Escolhas, é tudo o que temos. Hoje, pensamos como ontem, quando deveríamos pensar como hoje.

Problema só enquanto não encontramos a solução.

"Caminhando e cantando e seguindo a canção...". 

Fui.

Depois eu volto,

Pat Lins.


sexta-feira, 18 de outubro de 2013

REINVENTAR É AQUI E AGORA.


Interessante... lendo um poema belíssimo e perfeito do amigo Marcos F. Auerbach, e a luta de Louise, a jabuti do meu filho, pela liberdade, me inspirou a reflexão:

De tanto que julgamos nos conhecer como a palma da mão, mal sabemos quem somos de verdade, além do que nos deparamos dia a dia... e que somos mais do que algo previsível. 

De tanto que acreditamos e julgarmos que sabemos quem é o outro, ainda nos surpreendemos diante das suas inovações. 

Temos a mania de nos colocar como tão seguros e auto controlados que, mesmo perdendo o controle, carregamos a arrogância em dizer: "Tudo sob controle, eu me conheço!".

Vendo uma jabuti escalar "parede" da caixa de papelão para tentar viver em liberdade, dando tudo de si - incluindo usar o vasinho da água como degrau, usando de uma inteligência desconhecida, por ser subestimada - me questiono: até quando?

Até quando seremos os mesmos e viveremos como os nossos pais? - Sem ofensas... apenas trocadilho com a música e o que ela levanta como necessidade de romper com o que passou, sem desmerecer e sem desrespeitar a importância.

Fazemos sempre as mesmas coisas e almejamos mudanças e transformações. Andamos em círculos e juramos seguir uma reta!

Inteligência é se recriar, é criar o novo - ainda que a partir do velho. É isso que quer dizer: deixar o passado para trás. Não é ignorá-lo, mas fazer um novo tempo que existe, ainda que não façamos, mas que pede: me reinvente. Veja o que já fez, o que já existe, veja, veja, veja! Até hoje, tudo igual, afirmando ser diferente.

Reinventar-se é voltar atrás para andar para frente. É ter um referencial - ou não - do que não mais fazer ou do que continuar fazendo, porém inovando.

A gente não precisa correr o mundo, procurar novos lugares para viver velhos padrões que levamos conosco. A gente precisa é ser novo, aqui, no mesmo lugar, onde quer que vá: EU. A mudança está em nós, não no lugar para onde iremos.

Certa vez escutei alguém me dizer: "Minha igreja é onde vou, porque Deus está em mim...". A pessoa, uma mulher, quando me disse, não estava desdenhando ou subjugando as religiões, apenas ressaltava a importância do não apego exagerado ao externo, mas ao EU, ao quem somos onde quer que a gente vá, independente de religião. A fé é algo que está, não que nos colocam. 

Enxergar a abertura, o espaço inexistente - ou, melhor, o espaço aberto à espera do que virá -, requer essa capacidade de se saber onde está e onde faz ideia de onde quer chegar - no caminho, posso chegar em outro lugar. Como disse Xuxa, na semana da criança no programa "Encontros", com Fátima Bernardes: "Quando me perguntam se eu sonhava em chegar onde cheguei, eu digo: nem sabia que existia esse lugar. Eu sonhava com um monte de coisa, mas esse lugar é novo, surgiu comigo... nem eu sei que lugar é esse de tão bom que ele é...". É ir, sabendo que pode voltar, quando quiser, porque o que já existe é terra original. Nossa origem é imutável. Nosso futuro que é "transformável", "criável", "realizável". Nosso presente que é "criável". 

Pedro, meu filho de 7 anos, diante de uma folha morte e da sugestão de um amigo nosso de colocá-la na grama para renascer diz: "Só se nasce da semente... Esta folha já está morta!" . Sim, só se nasce da semente. Mas, o que se foi serve como adubo. Assim, todos aprendemos, naquele instante a importância de todos os tempos: passado, presente e futuro. 

Na Natureza, nada se perde, tudo se APROVEITA. Ou seja, tudo se REINVENTA!

Do sossego, do silêncio mental, mesmo em meio à turbulência, mesmo após ter cometido algum erro, algum deslize..., a consciência da ação passada pode nos levar à segurança do saber o que não mais fazer. Daí, vem o adubo, aquilo que já foi, que já morreu, ainda vive dando base ao por vir! Nada surge do nada original. Não mais.  

Só com serenidade se faz o novo. 

Estou refletindo tanto enquanto escrevo que ainda nem sei como concluir... fico sem conclusão, apenas parando a escrita, não a reflexão.

Pensando aqui, me reinventando aqui e agora. Tomando, cada dia mais, consciência de mim e ainda longe de me conhecer por completo... Por isso: "PENSO, LOGO EXISTO!", já nos disse Descartes. E, só abrindo mais o leque... a distância entre dois pontos pode ser uma curva... 

"Ser ou não Ser? Eis a questão"... (Shakespeare)

E, para não dizer que não falei das flores: "Caminhando e cantando e seguindo a canção... somos todos iguais, braços dados ou não... vem vamos embora que esperar não é saber. QUEM SABE FAZ A HORA, NÃO ESPERA ACONTECER!" (Geraldo Vandré).

Nada é tão verdadeiro que não caiba uma nova verdade, né verdade?! Nenhum tempo humano é tão exato, que não caiba um novo tempo, de um novo momento, para recomeçar! (Pat Lins)

"No novo tempo, apesar dos perigos... estamos na luta pra sobreviver!" (Ivan Lins)

A gente é assim, não linear. Começa com um pensamento, que puxa outro, que nos leva a outro que cria outro... e assim, vamos indo, vivendo e seguindo um novo amanhecer - igual, mas diferente!

Reinventar-se é nascer de novo (?).

Pat Lins - se reinventar é ter consciência do aqui e agora e que agora já é outro aqui e agora a começar.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

UM DIA DE FÚRIA - OU DO MEDO? - VÍTIMAS E/OU ALGOZES - os dois lados das duas culpas e das duas inocências de um mesmo caso fatal para todos os envolvidos.

Imagem do filme "Um dia de fúria" - assisti há muitos anos atrás e foi a primeira que me veio à mente...

O título é longo propositadamente, para nos abrir à reflexão, neste momento e não nos colocarmos no papel de julgadores perfeitos

Uma boa reflexão é sempre válida... e não tenho a menor pretensão de ser entendida, afinal, eu, como pessoa e consciente da nossa fragilidade humana, mental e emocional, bombardeada diariamente pela neurose imposta do medo e terror dos nossos telejornais - que, acredito eu, acabam dando muito mais força ao terrorismo, alimentando e catalisando esse clima em real... me atrevo a dizer que eles elevam a auto estima do mal de cada bandido - acredito em  muita coisa e questiono, a fim de lembrar que todos nós somos humanos. Minha maior pretensão é ponderar, apesar da raiva e do conflito que nos gera por julgar e condenar algo do qual desconhecemos, mas somos levados a pensar friamente pelo ângulo que nos apresentam como verdade. 

Meu intuito não é clamar por justiça, pois, ela se fará, de um jeito ou de outro e nem tudo que é legítimo é 100% certo, geometricamente perfeito e cartesiano, porque, na vida, nada é apenas preto no branco... as nuances existem  e, verdade, verdade mesmo, penso que nem as partes envolvidas sabem, afinal, cada um vê seu lado e isso é influenciado por tanta coisa que nem fazemos idéia que nos influencia.

Vamos lá, falar sobre o "in" ou "a"cidente que aconteceu em Salvador/Bahia, envolvendo um carrão, do tipo jipe urbano, daqueles que fazem com que nos sintamos acima de todos no trânsito e que é de uma simbologia muito forte em nosso imaginário, mas, também por ser visado como objeto de valor e leva a crer que quem o dirige é detentor de posses, cria uma outra simbologia, também muito forte, do medo de roubo, sequestro, etc. Por outro lado, uma moto, com duas pessoas, que, por ser moto, já se tem um estigma - quase um arquétipo, me corrijam os entendidos da nosso psicologia, afinal, sou leiga - de que todo motoqueiro/motociclista pilota de maneira arriscada e pondo em risco os outros no trânsito, com duas pessoas, o que nos remete ao medo de assalto - prática muito utilizada nos dias atuais. O trânsito em trânsito tem sido palco de imensas e diversas tragédias de diversos erros e errantes que se acham dignos de passarem por cima dos outros, afinal o egocentrismo ronda e envolve os motoristas, que, antes de tudo, são pessoas, gente, que por vezes são pedestres e esquecem disso... mal preparadas para a vida, imagina para um trânsito caótico, com tantos carros aumentando cada dia mais... Um parêntese, para ratificar, é como se faz a leitura dos sinais de trânsito... a semiótica nos lembra que para um signo fazer sentido, ele deve ser entendido, deve ter um significado ao qual ele remete. Pois bem, em nossa cultura popular e massificada da falta de educação - em todos os sentidos, inclusive o doméstico, moral e ético - isso não se completa... a ignorância com arrogância impera e a lei da selva e do "salve-se quem puder" se faz como representação da nossa postura, atitude e comportamento nas vias PÚBLICAS, onde agimos como se fossem NOSSAS e saiam da frente que eu quero passar. Respeito é algo que só existe no discurso ou no que diz respeito a mim, quando me faltam com ele... Quanta subjetividade burra! Resumindo esse parêntese que já se alongou demais, falo o que minha diarista falou, ao ver as ruas sinalizadas e as pistas demarcadas: "...isso só atrapalha! Nem todo mundo que dirige entende de lei de trânsito, não, isso é para você, que é estudada. Nem todo mundo sabe e confunde mais do que ajuda...". Por aí, temos uma ínfima amostragem de como pensa a nossa população que tira uma habilitação, compra um carro e sai nas ruas, para evitar os transportes públicos de péssima qualidade.

Voltando à tragédia soteropolitana, eu, também, ao ver a notícia, por acaso, num "noticiário" sensacionalista - argh! - fiquei indignada! Lógico! Como que uma discussão no trânsito pode levar a uma atrocidade dessas? O que foi divulgado: "Médica oftalmologista persegue moto e mata dois irmãos". Daí, passa a médica viva e a cena ultra chocante dos corpos do dois jovens largados na calçada, com sangue, em posições que nos remete à dor, mesmo. Daí, soltam pareceres de "testemunhas" que só viram o desfecho, onde o motociclista bateu no vidro do carro e disse alguma coisa e a motorista do carro os persegue, em alta velocidade, jogando o carro em cima deles que foram arremessados e colidiram com um poste. Diante das imagens na TV e de todo o julgamento prévio - e não estou dizendo que a médica seja inocente, também não penso que ela tenha saído de casa com a intenção de matar dois irmãos numa moto... - me vi condenando a médica e absolvendo os mortos... é como se a morte daquela maneira, inocentasse - caso eles fossem culpados. Se é que existe uma culpa e um culpado numa consequência de atitudes tensas e intensas.

Depois, como se tornou pauta de conversas, compreendia todas as formas de pensar. Mas, "ninguém estava lá!" - era isso que mais repetia em minha cabeça. "Ninguém sabe o que aconteceu... pessoas boas também erram e, pelo que vi, os dois lados - o lado do carrão e o lado da moto - eram de pessoas boas e do bem. 

O que me fica: explica mais não justifica!

Nada ali, ao meu ver, friamente falando e - como está na crista da onda, agora - hipervigilante, digo que NADA ali faz sentido. A gente tem visto crimes e crimes de trânsito por motivos aparentemente banais, se considerados isoladamente e fora do contexto original onde matar é algo "corriqueiro". Se ela - a médica - cometeu uma "barberagem"e jogou, no primeiro momento, o carro sobre a moto, ela estava errada e poderia, sim, ter causado um acidente. Tá, beleza! Daí, o motoqueiro, em vez de agradecer a Deus por estar vivo e demonstrar sim, sua raiva pelo susto da fechada, segue a criatura I - a médica -, bate no vidro do carro e fala sabe lá o quê. Ele está errado por se vingar? Depende dos nossos valores, né, para emitir julgamento DE VALOR. Eu, pensaria - aliás, eu PENSO e AJO assim, pois também dirijo e trafego nesse trânsito cão dos grandes centros urbanos do nosso país, com buracos na pista, falta de sinalização adequada, pouca iluminação em muitos lugares, etc - assim: "Vá-te a merda! Mas, deixa para lá! Graças a Deus estou viva e sem nenhuma baixa!". Isso me impede de sentir aquele ódio que sobe "pelas ventas" e o orgulho ferido por dirigir direitinho e me aparece uma pessoa dessas para jogar o carro em cima de mim? Pois é, bem que dizem que dois erros não fazem um acerto. Ela errou, primeiro, pela alegada falta de atenção no trânsito, fechando a moto, ele errou em persegui-la, ela errou em persegui-lo e ambos pagaram um preço muito alto nesse efeito cascata de tensão e terror. Ninguém pense que vai ser fácil para a médica. Muito menos para a família dela. Com relação à famílias dos jovens, nem se fala... Mas, assumirmos o papel de justiceiros não fará justiça. Justiça seja feita... o que imperou aí, ao meu ver, foram dias de fúria das duas partes. Reféns do medo, da tensão, da angustia que impera nos dias atuais. 

Por isso que afirmei, desde o início, não quero ser entendia, quero entender, quer questionar e refletir. Por quê? Porque isso envolve a todos nós. Somos vítimas de um mal coletivo, o assombro em excesso, que vem minando as nossas esperanças e que vem como consequência da apropriação indevida do sensacionalismos nos veículos de comunicação e de tudo que está ao nosso redor. 

Pois bem, o que levou cada um a agir como agiu? Tudo poderá explicar, volto a enfatizar, mas nada justifica. Os fins justificam os meios? Ambos foram autores, ambos assumiram o risco ao escolherem - e não me refiro na escolha como algo simples, considero nossas referências e tudo que nos cerca como fator de consideração ao se fazer determinada escolha, que pode ser um reflexo do medo ou uma fuga... enfim - determinadas atitudes de enfrentamento e de rivalidade. Ambos forma algozes e vítimas. 

Concordo que a justiça deverá agir, sim. Alegar hipervigilância para inocentá-la, ao meu ver, é muito pouco e muito vago... A mesma hipervigilância fez com que o motoqueiro tomasse susto e revidasse. Causa ou consequência? Se os jovens estivessem vivos, o leque se abriria mais e mais fatores seriam considerados. Quiçá fossem, até, condenados... Como vieram a óbito, a morte os inocentou... Volto a afirmar: para mim, ambos foram algozes e vítimas, não houve santo nem demônio, mas pessoas, humanos... emoção, reação.

Isso nos leva a refletir: em que mundo estamos? Em que mundo gostaríamos de estar? O que fazemos para colaborar com a construção desse mundo? Como agimos? Quais são os nossos valores? 

Pois é... o fato dessa história toda, incontestável, é que duas mortes aconteceram por conta de "banalidade", que não é tão banal assim, vista da ótica da complexidade do bombardeio que nos detonam a todo instante. Duas mortes, três vidas destroçadas diretamente e muitas outras indiretamente. 

No "salve-se quem puder" dos dias de hoje está a pergunta a resposta de para onde vai a nossa "civilização": CAOS. Está na hora da ordem se estabelecer. E, sério, cá entre nós, fazendo igual, com as mesmas atitudes, vamos mudar algo para melhor ou reforçar o pensamento de que "nada é tão ruim que não possa piorar"?

Façamos a nossa parte. Comecemos em nem julgar, nem condenar, mas questionar, observar, acolher, refletir, transformar o que somos, quem somos!

Meus sentimentos a todos os envolvidos diretamente na situação que, para nós, apenas um caso, para eles, a própria vida!

Pat Lins.

Quem tiver curiosidade, vale a pena assistir:


E, outra sugestão:



terça-feira, 15 de outubro de 2013

AOS PROFESSORES, HOJE E SEMPRE COM CARINHO!

http://blogdaprofflor.blogspot.com.br/p/mensagens-para-o-dia-do-professor.html

Desejo, hoje e sempre, aos professores que tive, que tenho e que terei, bem como aos colegas, que nossa profissão, feita por escolha através do amor e compromisso/dever com a educação, seja mais valorizada pelas autoridades e por todos. Não conheço um profissional que não tenha tido, no mínimo, um  professor. Pois é, formamos outros professores, mestres, doutores. Formamos administradores, comunicadores, advogados... médicos... 

Desde criança sonhava em ser duas coisas: professora e escritora - fora uns lampejos de sonho de ser atriz ou modelo. Hoje, adulta, revi o meu caminho. Tive excelentes professores, aos quais pude não só aprender a aprender, como aprender a ensinar o que temos de mais precioso: conhecimento. Hoje, adulta, deixei a área de Comunicação para me dedicar aos meus sonhos de infância: Sou Professora e engatinho como escritora. O resgate desse sonho se deu através de um professor, hoje, com 7 anos, que é o meu filho. Ele me fez lembrar quem eu era e sempre quis ser e me fez ver quem me tornei e como me afastava, acreditando estar próxima, do meu sonho real.

Agradeço aos grandes mestres que tive - incluindo os meus alunos, pois estes nos ensinam a importância da renovação constante e da capacidade de se colocar no lugar do outro, para bem ensinar.

Que hoje, e sempre, e a cada dia mais, nossa profissão seja valorizada, respeitada e reconhecida como de importância primordial!

Obrigada aos meus Pais: meus primeiros mestres, com exemplos de vida e lição de amor,  generosidade, doação e entrega, dia a dia!

Obrigada a Vida - grande Mestre dos Mestres - pela oportunidade de me recolocar no caminho que sempre sonhei!

Obrigada ao Tempo, senhor supremo de Toda a Sabedoria!

Obrigada a Natureza, por ter me dado esse dom como presente!

Obrigada a Deus, Criador Supremo e Infinito de toda a Vida, Tempo e Natureza! Criador da Sabedoria!

Obrigada a uma parte de mim, por aceitar as lições e seguir pelo bom aprendizado!

Obrigada e parabéns, a TODOS OS PROFESSORES! Que essa profissão cresça cada vez mais e seja valorizada em remuneração, condições de trabalho e qualificação - principalmente, a da alma!

Professor não é só quem ensina, mas quem nunca para de aprender para ensinar!

Pat Lins.

domingo, 29 de setembro de 2013

ERRANDO PARA ACERTAR


Muitas vezes, e gente tenta acertar, errando... para mim: o que consigo fazer. Para determinados outros, erros... 

E os erros que eles cometem, como classificam? E a incapacidade de se conter e viver disparando sem parar... mesmo que "inocentemente", deixa de atingir quem está ao redor? 

Por que apenas eu preciso acertar, para evitar que A. B ou C não se magoe e A. B ou C magoa, incomoda, perturba a todos e todos devem se calar? Essa equação têm vários erros, o meu pode até não acertar, mas me poupa e protege, me permitindo um quê de paz que vale muito a pena! 

Infelizmente, por mais que goste de muita gente, nem todos são bem vindos ao meu dia a dia. Não que eu seja melhor, ou que a pessoa seja pior... apenas, evito pessoas e ambientes conturbados demais e sem consciência de ação. Isso fecha as portas para diálogos, trocas e saber-se em meio aos lados que age e reage. 

Se não tem troca, seja pela razão que for, aqui: portas fechadas, pode falar pela janela, ou lá do portão que estou ouvindo. 

Têm coisas que são tão delicadamente escondidas que a pessoa nem sabe que é como é, e por isso mesmo, não deixa de ser como é, nem de fazer o que faz. Eu? Quero muito não. Mesmo que goste, gosto mais de mim e, depois de tanto tentar ajudar, ajudo a mim, estabelecendo meu espaço com amor e paz. 

A dor, é a própria pessoa que se causa. 

Recuso ser julgada e condenada pelos atos dos outros, principalmente daqueles que além de não terem a capacidade - julgo eu que por problemas patológicos -, são privados pelos que poderíam ajudar, porque estes, carregam uma culpa inexistente por conta das consequencias atuais. Bom, a tendência é piorar. O que está doente, precisa tratar... senão, agrava. Torço que se encontre e viva em paz... mas, por favor: me deixa em paz!

Consequência é o resultado de tudo o que a gente faz ou deixa de fazer... Consciente ou não, o que é feito é feito. Só muda se há uma tentativa, senão, é repetição. Nada muda fazendo igual... não espere resultado diferente para ações iguais... Leveza está além de apenas sorrir... é respeitar cada instante.

EU SOU DA PAZ! E LUTO POR ELA!

Pat Lins - vivendo meu dia a dia, sem fugir de ninguém, apenas dentro do meu espaço que deve ser respeitado! 


sexta-feira, 27 de setembro de 2013

ÂNGULO, CRENÇAS E VALORES - A VISÃO DE CADA UM


Não é o lugar... afinal, cada um enxerga de um ângulo. 

Não são as outras pessoas, afinal, cada uma age de acordo com suas crenças e valores. 

Não somos nós, afinal, temos nossos vários ângulos, crenças e valores. 

Não é tudo, porque tudo é a plenitude. 

Não é nada, porque nada é o vazio - e isso, ao meu ver, não existe. 

O que falta é boa vontade, necessidade e vontade de equilíbrio, harmonia. Caso não haja esse desejo de compreender, tudo bóia: uns falarão bem; outros, mal. A justiça não se estabelece. 

Outras vezes, mesmo sendo bom, acontecem algumas coisas ruins, afinal, cada um age de acordo com o ângulo de onde enxerga, com suas crenças e valores... 

Eu me permito experimentar. Se não der, volto ao princípio, retomo do começo, vou para a origem até ajustar.

Não era errado, estava algo errado e fora do lugar... provavelmente, foi consequencia do ângulo, valores e crenças de alguém. Se não afina com o meu, caio fora eu. Não vou falar mal, também, não vou falar bem. Na verdade, nem toco no assunto, afinal, é página virada. Lembrança boa é do que aconteceu de bom, o que aconteceu de "ruim", foi consequencia das ações do ângulo, crenças e valores de determinada pessoa que não estava certa, nem errada, apenas agia. Bem como minhas decisões em ficar ou sair são baseadas em meu ângulo, minhas crenças e valores.

Par mim, é simples assim e de nada tem radicalismo em escolhas e melhorias, desde que fique claro que entendo o fato de que na vida é assim, a gente se adequa ao lugar, pessoas e afins a depender da sintonia e isso não se baseia em pessoas boas, más, certas ou erradas, apenas em afinidade. O ambiente é favorável, beleza. Não? Beleza. Cada um segue seu rumo.

Para mim é assim: dá, dá. Não dá, não deu! A gente tenta, vive um tempo e constata. Experimentar, para mim, é isso: vivenciar, identificar, dialogar, combinar, praticar. Se isso não existe, já valeu a experiência. Segue o rumo com a certeza de que a perfeição, só no céu!

Pois é, experimentei, gostei, depois desandou de devido ao ângulo, crenças e valores do outro, beleza, bom para o outro. Sigo eu.

Radical, eu? Isso é resposta de quem não quer ver o próprio ângulo, crenças e valores que escolheu! Não peço a ninguém para mudar nada por e para mim, apenas mudo, eu!

Pat Lins.

Imagem: Escher - Relatividade, 1953.

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails