quarta-feira, 25 de setembro de 2013

SER GORDO NÃO É DOENÇA. DOENÇA É DOENÇA!


Me veio à cabeça uma frase que me identifiquei:

SER GORDO NÃO É DOENÇA. DOENÇA É DOENÇA, SEJA GORDO OU MAGRO!

Em meu caso, posso afirmar que está tudo em ordem com a saúde: o cardio disse que posso morrer de qualquer coisa, menos do coração; o clínico me disse que estou mais limpinha do que boca de bode... assim, é só estética. Ah, estético é estético. Existe uma relação exagerada - porém, com precedentes - entre estar acima do peso e estar doente... se fosse assim, nenhum magro adoeceria - falando de uma maneira geral. 

Ultimamente, estou nessa campanha, que não é a favor, nem contra ser gordo, e sim, ser feliz, ser gente e fazer o que precisa ser feito na vida: VIVER. 

De repente, vi esse tema rolando pelo "face" e decidi aderir, para ver se a gente quebra essa onda de estigma, estereótipo, superficial... modelo imposto... Cada um é e deve ser como é, sem essa de se enquadrar em padrões. Se está gordo e sente que precisa emagrecer, que emagreça, quando conseguir. O que aprendi desde que engordei, foi que a vida anda do mesmo jeito. A cobrança da aparência é que pesa... Problema de saúde que agrava com o excesso de peso, lógico que precisa ser tratado. Problema de saúde que acomete a quem é magro, lógico que deve ser tratado. Entende?!

Não é apologia ao "coma besteira", nem todo gordo come "besteira" - tanto que eu sou saudável - mas, come em horários errados, faz pouca - ou nenhuma - atividade física, etc. É apenas uma alerta ao padrão rigoroso de se ser alto e magro por imposição.

A QUESTÃO É SER SAUDÁVEL. Já vi tanto gordo fazer loucuras para emagrecer e tanto magro que faz loucuras para não engordar... E magros que fazem de um tudo para ganhar uns quilinhos... 

Mas, claro, com toda essa cobrança social, nós que não nascemos, mas nos tornamos seres sociais, também somos cobrados a seguir um padrão... isso é que me incomoda, seguir uma ditadura - neste caso, de moda - que, hoje, leva a magreza ao seu extremo de loucura e investe com tudo na auto estima de quem não está nesse padrão. E, ao longo dos meus anos de vida, parei para observar uma coisa simples e que está acima do nosso tempo, que é a natureza. Ela é diversa, vasta e repleta de tons, cores e formas. Fora que, a própria natureza humana é de nascer, crescer e morrer, cada um ao seu tempo e de uma maneira que NINGUÉM, até hoje, conseguiu descobrir previamente, esse quando, como e onde. Portanto, a gente tem muito mais a se ocupar. Isso não me impede de querer voltar aos meus 56 kg - ou, até, 60 kg -, mas não deixo de viver meu dia a dia, de ser feliz, de amar e ser amada... e tranquila, por saber que meus exames estão OK. Gordo ou magro, fazer check up é fundamental. Já escutei um senhor magro falar para a esposa - bem mais jovem, porém gorda - que ela precisava emagrecer, pois, veja ele, com quase 60 anos e enxuto... Ela, por sua vez, rebateu: "pois é, mesmo gorda, eu aguento subir aquela ladeira e você chega colocando os 'bofes' para fora! Não é ser gordo ou magro, é saúde e cuidado com ela... Nem atividade física você faz. Só ser magro não é sinal de boa saúde não!". Esse é o ponto mais importante SAÚDE!

A gente ainda tem um caminho tão longo para viver e aprender e tanta coisa a desconstruir, para, enfim, evoluir que, de nada adianta se consumir com qualquer coisa. Tenho certeza que é muito mais fácil emagrecer, aceitando-se como gordo primeiramente, do que se impor, apenas pela aparência e por necessidade de auro afirmação. Mesmo assim, um dia, emagreço... Já tive que superar tanta coisa PRIORITÁRIA, nos últimos 7 anos que, francamente, como avisei a uma senhora que veio me dizer - há 7 anos - que eu "tão bonita, deveria emagrecer": PRIMEIRO O QUE DEVE VIR PRIMEIRO, DEPOIS, O QUE DEVE VIR DEPOIS! Cuidei de recuperar a minha vida, após tantos problemas que desencadearam um efeito cascata em minha vida. Foram 7 anos de quedas e levantar! Depois, se manter. Hoje em dia, apenas VIVER.


Bom, afinal de contas, na vida, tudo o que importa é uma questão de EQUILÍBRIO!

Putz! Libertadora essa frase, que acabou se desenrolando num post.

Pat Lins.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

A VIDA NÃO É UM JOGO, MUTO MENOS UM CAMPO DE GUERRA!


Prezo pela minha liberdade, bem como pela dos outros. Isso quer dizer, inclusive, que eu respeito as escolhas de cada um, de verdade. Quando esbarra em alguma expectativa minha, me repito: 

"É a escolha de cada um e isso não diminui minha importância na vida da pessoa!".

Eu penso e ajo assim, e é assim que espero ser entendida... pena que isso raramente acontece. 

A cada dia, julgo menos o outro, justamente por conta desse lema: compreensão acima de tudo. Isso não me impede de escolher, muitas vezes, manter distância de algumas pessoas e lugares. E isso não diminui a importância dessas pessoas em minha vida, apenas mantém o espaço e tempo necessários para que dê tempo das emoções se ajustarem... afinal, existem pessoas muito intensas e que agem como se fossem de uma leveza zen e harmoniosa, atacando e tentando manipular a muitos com voz mansa e fugas de diálogos, preferindo uma bela saída nos deixando a falar com o vento. Assim, se não há espaço para troca, não há espaço para convivência. Daí, escolho estar em meio a pessoas que, mesmo diferentes, tenham a sincera abertura e movimento de busca real, na prática diária, pois somamos mais do que dividimos.

Uma coisa é certa: a vida não é um jogo, onde podemos recomeçar num clique e ganhamos vidas e vidas em cada nova fase... com o tempo, vamos ficando naturalmente mais seletivos, quando entendemos a importância de respeitar-se e respeitar ao outro. Isso inclui ver como as pessoas são e ver/saber quem eu sou e se essa união é saudável. Não sendo, compreendamos, sem julgar, mas encaremos o fato de ser como é e DS - DISTÂNCIA SAUDÁVEL.

Eu respeito as escolhas dos outros, sem cobrança, por isso, já precisei tomar algumas decisões radicais, no que diz respeito à minha auto preservação, bem como escolhas mais amenas, relacionadas a simples afastamentos por escolhas profissionais, filosóficas e afins. Tudo na vida nos leva a algum lugar e, para quem anda e não joga, esses lugares seguem e seguem e seguem. E a gente vai e vai e vai. Nessas idas e idas e idas, a gente pensa que volta, mas, na verdade, o que acreditamos ser uma retomada é, em verdade, uma continuada para onde precisamos ir com a certeza pela experiência de como devemos ir. O resgatar é seguir mais para frente, entendendo que ainda não fez o que deveria. E nesse ínterim, os caminhos se cruzam com quem devemos cruzar e se afastam, de quem devemos nos afastar - não por raiva, rancor ou algo semelhante, apenas por uma questão simples que é tão deturpada: incompatibilidade. Se não tem liga que segure e dê base, não tem porque insistir. E isso não quer dizer que a pessoa - nem EU, nem o outro - seja ruim ou boa, ou que não nos gostemos, apenas estamos em tempos e espaços tão diferentes que não encaixa. O que não admito é ser cobrada por minhas escolhas, como se eu tivesse que agradar a todos... Também, não aceito cobrança de quem levanta a bandeira para o mesmo lema - mas age de maneira incoerente -, exige ser aceito e não aceita as escolhas alheias, assumindo uma postura de vítima. Não existe vítima ou algoz, existem escolhas e consequências. Não precisa ser radical, nem dolorida, sofrida ou coisa e tal, apenas precisamos tirar o melindre do julgamento e pronto: abrem-se as portas para a liberdade!

Não entendo como uma coisa tão simples causa tanta dor e tantos danos. Não é ser inflexível, é ser tão flexível que podemos gostar mas entendermos, por respeito às diferenças que não se complementam, que é melhor cada um seguir seu rumo, senão, ambos saem do caminho.

Sigamos em paz, minha gente! A vida não é um jogo, muito menos uma guerra! Não existem inimigos - até existem, devido ao fato de gente pequena insistir em criar esses personagens e atacarem com artilharia pesada, e, francamente, como não sou santa, nem evoluída, em minha condição humana e imperfeita, eu não considero essas pessoas inimigas, apenas pessoas que precisam de amor e ajuda que eu não posso dar, daí DS. O que quero dizer é que se a gente alimenta essas coisas, elas vão existir. E, mesmo que a gente opte, escolha viver de outra maneira, não vai deixar de receber essas investidas, mas o que eu não vou fazer é me tornar igual, me nivelar a esse ponto. Devo compreender que a pessoa tem um nível de consciência não desenvolvido e, sendo eu uma pessoa que se busca, o melhor é entender e aceitar que estamos em caminhos diferentes, em tempo e espaço diferentes... portanto, não somos do mesmo grupo - e isso não tem relação com ser melhor ou pior, apenas, cada um na sua onda!

É isso... o que mais tem nesse mundo é espaço para as diferenças...

Pat Lins.



segunda-feira, 23 de setembro de 2013

TEMPO

Imagem: MONDO MODA

Se a gente soubesse o que vai acontecer, não é futuro, é passado!

O que sabemos é o que podemos fazer e isso, pode, muito provavelmente, nos levar a um futuro melhor - se bem agirmos - ou preocupante - se mal agirmos - ou repetição diária - se nada fizermos...

Pois é, quando digo que o Tempo é mestre e devemos deixá-lo guiar quer dizer: entender que ele está em qualquer tempo nosso, conjuguemos o verbo no tempo que quisermos... sempre ele, meu amado e temido - por ser tão perfeito e ignorado - TEMPO.

O motivo das coisas serem como são eu não faço ideia, mas tenho certeza de que a gente sempre sabe o que fazer, ainda que nos recusemos.

SER, ESTAR: VIVER!

Pat Lins.

sábado, 21 de setembro de 2013

COBRADORES E COBRADOS


Temos tanto, mas tanto a prender vida a fora e vida a dentro, que nos angustiamos por nada, pela crença ilusória de que seremos mestres de nós mesmos em 1 segundo.

Aprendemos algo hoje, pronto, estamos prontos e preparados para o que der e vier, porque já somos experientes e calejados...

Eu penso assim: na vida, a gente faz nossas escolhas e isso quer dizer assumir que vai abrir mão de algo/alguém. Esse algo ou alguém, pode se sentir, até, desamparado, abandonado... a depender de como fazemos, de como conduzimos e do quanto ele está preparado para encarar e aceitar suas próprias escolhas, bem como ter maturidade e força - ainda que sinta a dor - para respeitar as escolhas do outro.

Ou seja, em vez de nos sentirmos cobrados e cobradores - devemos olhar e nos olhar em várias direções, porque sou EU para mim, mas sou OUTRO para outro EU, além de mim e por aí segue para todos e cada um de nós - devemos nos ver e ver o outro com olhos mais compreensivos. O que não impede de humanamente passarmos pelas fases de questionar, de culpar... ainda estamos aprendendo a engatinhar nesse processo de libertação pelo amor, minha gente, até hoje, só aprendemos e reproduzimos o padrão de aprisionamento... A diferença é libertar-se e libertar. Sentiu, sinta. Deixa a dor passar.

Já me coloquei - e ainda em coloco - muto como "vítima". Depois que coloquei minha DS - distância saudável - na prática diária, fazendo escolhas e escalonando o quem/o quê dou conta e o que não dou, apelo ao respeito a mim, ao meu limite e isso me faz me afastar, temporariamente, do que não creio ser prioridade para o meu momento. Na prática é bem mais simples, quando a gente entende que a ideia não é magoar, ferir ou se afastar do outro, muito menos, fugir do problema... é encarar e assumir-se tão humano que, naquele momento, não dou conta e é melhor não estar do que alimentar uma bomba. O que não me permito e não admito, é ter que me submeter a determinadas presenças apenas para compor cena. Eu vivo, não enceno. E isso, em mim, quer dizer que compreendo as características do outro e, se não combina com a minha, se não vibramos na mesma frequência, para que ficar batendo de frente? Isso, para mim é compreender: ver, entender e aceitar, sem brigas. Essa praticidade soa como frieza, e a diferença é que, ao me permitir isso, o efeito denso das presenças opostas - afinal, se essas pessoas nos incomodam, provavelmente, nós também as incomodamos... não existe um "foi ele(a) quem começou", é recíproco: indo e vindo - eu saio do raio de ação nefasto criado pelo mal estar de ambos e isso me permite diluir a emoção no início e não a corrosão posterior.

A DS - distância saudável - que falo há alguns anos e criei para minha vida, não é fuga no sentido amplo, é fuga no sentido momentâneo de reconhecimento dos próprio momento e das próprias limitações nesse momento. É saber identificar o limite da sua bateria para não gastar energia em algo destrutivo para si e para o outro.

No dia a dia, é simples. Porém, no início, foi doloroso: o medo, a culpa... É o tipo de coisa que não se senta e conversa: "olha, estou estabelecendo uma DS com você, por nós...". É o tipo de escolhas através da consciência: não é o momento. Nem todo mundo está predisposto em se ajudar a esse extremo... creio que nem eu esteja 100%. 

É a vida. A gente vai vivendo. Vai criando mal estar ali e acolá. Vai lidando com mal estar criado pelo outro ali e acolá... e por aí vai. Todos somos EU, no individual, no subjetivo... mas, todos somos OUTRO, para os outros que não somos EU´s em nós, mas os EU´s de cada outro ser individual e subjetivo. Isso é social: vários EU´s pensando e agindo por aí e por aqui!

Com isso, a gente constrói um novo mundo: o EU que há em mim e, consequentemente, mais tolerante, compreensivo e paciente, melhoramos, aos pouquinhos, o NÓS que o nosso EU consegue dar conta...

Simples: 

VAMOS DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO, a começar por cada um de nós, de cada EU disposto a mudar e se melhorar, AQUI E AGORA, a todo instante, sem parar! Sem parar de aprender e sem parar de ensinar.

Pat Lins - pensando, agindo, refletindo... aprendendo... ensinando... indo!

LIÇÃO DIÁRIA: APRENDER - ENSINAR - APRENDER - ENSI...


MÃES NA PRÁTICA: LIÇÃO DIÁRIA: APRENDER - ENSINAR - APRENDER - ENSI...: Pois é... a gente aprende muito enquanto ensina. E ensina muito, enquanto aprende! A vida é movimento, rigidez é morte. É por e...

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

TODA MUDANÇA É RADICAL (?)


Atitude radical é para quem não está "in" no processo e só vê a ação. Para quem faz parte, entende cada passo e sua culminância.

Mudanças sempre são/foram/serão necessárias. Romper, seguir, mudar, transgredir = IR. O resto é ficar parado demais arrasta isso que vivemos: um mundo aparentemente sem boas expectativas.

Porém, eu sou adepta das mudanças pacíficas - não romanticamente falando, ignorando e/ou negando a realidade REAL... se é que me entende - ou seja, considerando um ideal maior, além do individual, mas sem ignorar o individual, sua importância e NECESSIDADES - diferente de desejos ilusórios e superficiais.

Se for preciso, mato e morro: mato os velhos paradigmas irrelevantes; consequentemente, morre a parte mais vazia de mim, assim, eu morro... ou melhor, assim, morre um euzinho, uma dimensão que cede espaço, se abre - ou transmuta, porque nada deixa de existir, já tendo sido... apenas se transforma - para um EU muito maior e melhor em cada caminho e cada pequeno aprendizado.

Na vida, MENOS SEMPRE É MAIS! 

Menos avareza, menos arrogância, menos orgulho, menos vaidade, menos desejos ilusórios = mais abertura, mais compreensão, mais amor, mais próximo o caminho para a FELICIDADE e PLENITUDE! Isso está além do humano, do básico, do pouco que fazemos por nós. Isso é ALMA. É vida! É saber-se SER além do que se é - ou se faz ser.

Mudar sempre para melhor. Porque, mudar para pior é fazer o que já fazemos, arrastando a mesmice e querendo resultados novos; é refazer o que já foi feito e dizer que se faz algo novo e inovador... Mudar para melhor é VER e aceitar que fazemos muito pouco. Que ainda mantemos o mesmo padrão e repetimos os velhos - o que vem a dar no mesmo... - e giramos nesse ciclo vicioso.

As virtudes são livres e a liberdade tem limite em ações responsáveis, compreensivas e ponderadas pelo RESPEITO. Assim, mudando para esse melhor, até o limite liberta! O que fazemos: julgando, condenando, apontando... isso, que se chama de liberdade de expressão, nada mais é do que aprisionamento. 

Nossos valores estão tão deturpados que chamamos de amor o egoismo e chamamos de egoismo o amor!

E vamos que vamos! Até chegar em algum lugar, para, de lá, traçar a rota para se "chegar lá" e continuar! Isso é sabedoria.

Assim, me pergunto: será que toda mudança é radical? Ou, será que é processual...?

Pat Lins - na rota da mudança GERAL.


terça-feira, 17 de setembro de 2013

TEMPO E ESPAÇO


Nosso maior problema não é a distância... e sim, o tempo que levamos para percorrer o caminho.

Quanto tempo levamos para "chegar lá"... Já contando com os obstáculos que colocamos no caminho e aumentam o tempo que parece aumentar a distância.

Com isso tudo, aí, sim, faz-se a demora.

Pat Lins.

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