quinta-feira, 12 de setembro de 2013

TEMPO BOM


Até pessoas boas apanham e sofrem. 

A diferença é o foco de dar a volta por cima. Os bons, apenas pensam em se reerguer. Os não bons, pensam em se vingar e perdem o foco da vida. Se perdem no caminho por estarem aprisionados no tempo errado: passado.

Os bons, vivem o presente, criando, hoje, um futuro melhor.

Eu? Não sou nem boa, nem má. Humana, mesmo. Mas, depois de cada queda, o que eu quero? Me levantar e sem derrubar ninguém. Isso me coloca num bom caminho bom.

É isso...

Pat Lins.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

MANIFESTAÇÕES - QUEM ESTÁ CERTO?


O que é certo ou errado, atualmente e sempre?

Na verdade, penso eu, que TUDO começou a desandar com a continuidade de padrões defasados e comprovadamente ineficazes. 

Vou falar de Brasil: colonizado por Portugal - nada contra o país atual... me refiro ao fato do que ocorreu e do como ocorreu. Invadido, desrespeitado, destruído, denegrido, desmerecido. Para "civilizar" nossas Terras, olha que maneira bacana: mataram os índios, povo que morava aqui, com a cultura deles, com suas rotinas de vida... com suas Vidas! Tomaram posse de algo que não lhes pertencia. Voltando no tempo, isso era considerado NORMAL, afinal, invadir e dominar era demonstração de força, de PODER. Os índios eram tidos como animais selvagens e, por assim serem, deveriam ser mortos e destruídos... E os animais, estes também não merecem respeito? 

Em seguida, para demonstrar ainda mais FORÇA e PODER, tipo superpoder, invadem e arrancam de suas terras os africanos. Ou seja, onde havia cultura rudimentar, vida tranquila, que não fosse a necessidade de se TER mais e mais e nunca estar satisfeito, contaminou terras limpas, puras, com ódio, ganância e outros sentimentos que são nossos guias/condutores. A ambição de se ter mais a qualquer custo, desde que não seja a vida de quem quer mais, está tudo certo. Na África, contaram com o apoio, após mostrar sua "supremacia" bélica a algumas tribos e imposto o medo, estas, acreditando serem inteligentes e, na verdade, foram cúmplices da própria estupidez, caçaram e destroçaram seus irmãos africanos e deram de bandeja aos invasores, em troca de posse da terra... Tiveram? Foram tão escravizados quanto os outros. Os povos arrematados - ou arrebatados - pela força brutal da estupidez humana dos humanos com valores desprezíveis, foram jogados aqui, em nossa terra, trazendo dor e sofrimento, angústia e desespero... Toda uma gama de densidade. Foram tratados como animais e sem alma. Como se não fossem gente. Foram trancados em condições de completa falta de acolhimento, conforto... dormiam em chãos de terra batido, com frio, fome e tudo mais de pior. Descanso era para os donos das fazendas, porque tinham muito trabalho em mandar e ordenar. 

Para completar nossa composição: os portugueses, tidos como donos, que aqui viviam, eram outra espécie diferente... Eram contraventores que, sem opção, tinham que escolher entre ficarem presos no país de origem ou, ajudarem a povoar o Brasil - uma punição, um castigo, uma nova prisão. Ou seja, a corja que veio nos dar origem, em sua grande maioria, eram, nada mais e nada menos, do que prisioneiros... bandidos...

Entendida esta parte, encarados os fatos, olhemos o presente: poderia ser diferente?

O que é certo ou errado em terras brasileiras? 

Manifestar era algo proibido, em nossa colonização. O manifestar era proibido em época de censura e ditadura. Manifestar era algo proibido, principalmente, pela enrolação com a gente, onde jurávamos de pés juntos, que éramos um povo livre. Livre de quê? Ou de quem? Sempre fomos um povo aprisionado. Prisão por limitação financeira, por roubos políticos, por impostos inesgotáveis, e sempre sem retorno. Somos prisioneiros como os africanos, onde não temos o direito de ir e vir, por conta de pistas e estradas inapropriadas - para não dizer, inexistente... esburacadas. Somos cobrados e obrigados a pagar, pagar e pagar, por receio de ir preso, como bandidos ou se tornar "devedor" e procurado por sonegação. E quem não presta contas e não utiliza a verba recolhida para fins públicos, para o "bem" de todos, para que se volte para nós o que nós investimos? Essas pessoas, os "políticos", são o quê, mesmo? Santos, anjos, seres iluminados que só aumentam e criam impostos para fazer o bem para os cidadãos ou pessoas sem caráter que criam e inventam e aumentam esses impostos para desviarem para os próprios bolsos em formas de contas bancárias. 

Pois é, somos criações de uma cultura muito rica e enriquecedora. Somos um povo ou vítimas de uma má educação? Dizem que os filhos são reflexo dos pais... Será??????

E aí, de repente, vem a sensação de que somos tão livres que está na hora de acordar um gigante adormecido desde a colonização da nossa terrinha amada, nossa pátria amada da seleção brasileira de futebol. Pois é, dentre os gigantes adormecidos pelo tempo posto e pela acomodação natural das relações afetivas, o que estão acordando é um que não penas, mas grita e destrói... é o gigantes da estupidez dos colonizadores, que usavam desses mesmos artifícios para "dominar" e destruir, impondo de novo, a cultura dos gritos e brutalidade. 

Por quê? Por que, meu Deus, ainda somos tão burros? Por que, depois de ver que falta de ordem não nos leva ao progresso, repetimos os mesmos padrões? Será que PENSAR é tão difícil, assim?

O gigante que acorda é o gigante que dominou e imperou o Brasil. O gigante que precisamos não é o do passado mal vivido, é o gigante do novo, para um futuro de verdade. Vivemos um loop com novas épocas velhas e ultrapassadas. Nada agregamos. Nada inovamos. Nada rompemos. O que queremos de fato?

Manifestar é levantar e dizer: "EU ESTOU ACORDADO E NÃO ACEITO ESSA CONDUTA!", sabendo-se o que não quer. Saber nossos direitos é fácil, mas sabemos e conhecemos nossos DEVERES? Sm, o querer mudar nos dá o poder de começar algo, construir algo novo e isso traz, como em tudo na vida, as consequências. O que queremos de verdade? Queremos mudar e progredir? Queremos nos manter no atraso, na repetição dos erros e nessa perpetuação de erros incalculáveis e, aparentemente, indestrutíveis?

Levanta Brasil, para onde? Levantar para destruir, para depredar... é piorar o que já é ruim! Se não temos transporte público eficiente, quebrando facilita a evolução?

É isso que queremos construir, então, não temos o verdadeiro desejo de construir... apenas repetir. 

O que está errado nas manifestações? Ao meu ver, TUDO. Para o progresso é importante ordem, antes de tudo. Ou, continuaremos filhos da P... pátria amada Brasil da colonização.

Ser livre requer um tipo de postura que exige usar a inteligência. Exige refletir. Exige ponderar. 

Bater e quebrar é destruir e atrasar.

E de atrasos, o Brasil deveria estar farto... mas, pelo visto, essa fartura deixa o povo com a barriga tão cheia que não dá para pensar. Manifestar é legal, é bacana, mas depredar, fechar estradas, comprometer a população é enfraquecer o movimento e dividir o próprio povo, dividir irmãos que poderíam estar lutando juntos, no mesmo propósito, com os mesmos OBJETIVOS. 

Pois é, acorda Brasil! Levanta, Brasil! Quem é o Brasil? O que quer o Brasil? Quem somos nós? Quem é esse povo que tem tanta energia e tão pouca capacidade de canalizar essa força para algo produtivo, algo libertador, algo que nos leve a um patamar novo e que seja um novo como algo de bom.

Constrói, Brasil! 

Pat Lins.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

TUDO CERTO!




Escutei uma frase que traduziu o que penso - e o que não me impede de, humanamente, penar no caminho de espera...:

TUDO SEMPRE DÁ CERTO, MAS ÀS VEZES, DÁ CERTO DE UMA MANEIRA DIFERENTE!

Adorei!

Pois é, então, TUDO CERTO!

Pat Lins.



quinta-feira, 5 de setembro de 2013

O PRINCÍPIO DA VOCAÇÃO DO MEU/NOSSO "EU"

Imagem: Internet - http://www.rosangelaterapeuta.com.br/tag/luz/

Gente, Pe Fabio de Melo é um fofo! Gosto muito de escutá-lo em entrevistas. Ele fala português e não latim. Ele é sereno e fala com inteligência; fala com clareza e não com arrogância. Ele assume que é humano: um homem que optou ser padre, sabendo as condições inerentes. Isso é consciência. Isso é entender que todo bônus tem ônus e que toda escolha acarreta numa consequência. Eu, minha opinião particular e com base nos conhecimentos obscuros da história, penso que o celibato na Igreja Católica poderia ser revisto. Por outro lado, compreendo que é a tradição da religião e, se alguém adentra, sabendo que é assim, sabe-se onde está entrando. Enfim... Acabei de assisti-lo no "Mais Você", com Ana Maria Braga, e me veio essa reflexão:

Penso que para se seguir qualquer rumo na vida, deve-se seguir o que está mais próximo da nossa vocação e nem todo mundo pensa assim... Desta maneira, a gente percebe quando a pessoa tem real sentido do dever de se seguir o caminho que escolhe e/ou adentra. O fanatismo só pega quem vai apenas no afã da emoção, no desejo/ilusão de que religião, excesso de trabalho, excesso de atividades para "ocupar" o tempo... vai resolver - ou afugentar - todos os problemas e imediatamente. É assim, não, gente. Se fosse assim, os padres, pastores, rabinos, mestres, gurus... os workaholics, etc não teriam problemas, nem dilemas, nem desavenças, nem nada de mal. 

O problema, o desgaste, o cansaço, a raiva... tudo isso é humano. O que vai nos ajudar a lidar e transformar isso é o padrão de pensamento que temos e as ações conscientes que praticamos. E isso é de uma hora para outra? "Ah, pronto, mudei o padrão de pensamento!". De jeito algum, o Tempo é outro forte aliado ou vilão nesse trajeto, depende de como o conduzimos ou o deixamos nos conduzir. O tempo não está preso ao bem e ao mal, como nossa condição humana e dual. Ele, assim como O Criador, apenas É. Um verbo. Um constante Ser: É. É o tempo todo o É e pronto. Todo tempo É AGORA. 

A gente adora complicar tudo e depois culpa Deus, o tempo, o espaço, a religião - principalmente, a religião do outro... - a vida... o outro. A gente só não entende uma coisa que, por mais óbvia que seja, não deixa de fazer parte de uma processo, que é o fato da vida ser causa e consequência. E, mesmo a gente fazendo o bem, isso não nos impede de fazer ou desejar o mal e, quando volta, a gente diz: "mas eu só faço coisas boas, porque isso?"... Bom, minha opinião sobre essa parte é meio complexa... depois me explico por aqui. A questão é que não atinamos para quem somos de verdade e, nos perdendo, dificilmente sentimos vontade de nos reencontrar. E isso nos afasta de nós mesmos e da nossa real vocação.

Para sabermos o por onde ir, precisamos saber quem somos e o que temos para fazer. Senão, por aí ficamos, vagando, passeando, fingindo viver e, em geral, importunando os outros na esperança de que o outro fique pior do que a gente. E nesse instinto competitivo de destruir o outro para me enaltecer, esquecemos o quanto todos estamos ligados e nivelados numa realidade: somos todos imperfeitos e com mmuuuiiiittttooo a aprender.

Quando entenderemos que perfeição, só no céu? 

Pat Lins.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

GOOD LUCKY OR BAD LUCKY - JUST LUCKY!


Ontem escutei uma frase bem simples e adorei:

"A sorte não é só conseguir tudo o que quer, é aproveitar a maré de sorte para ir além, mas não gastar tudo de vez. E entender que algumas pessoas não aprendem com maré de sorte, só com a de azar, porque na falta de sorte, a pessoa é obrigada a querer mudar e só querendo mudar ela se arrisca e, ao arriscar, abre-se para a possibilidade de encontrar a maior sorte que se pode ter...". 

Bonitinho, esse pensamento. 

SORTE OU AZAR? Como saber identificar? 

Para tudo, tem sempre uma solução... e uma boa lição! E têm horas que tudo é uma questão de tempo... só dar o tempo dele passar. Têm horas que é para parar, mas a gente insiste em ir, depois diz que teve azar... Affffff! Tudo a gente tem mania de culpar, julgar... pouco acolher, aceitar. Por que somos tão duros conosco? Com tanta dureza, somente o fogo, mesmo, para nos fazer brotar a pipoca.

Pat Lins.

domingo, 28 de julho de 2013

"EXAMINAI TUDO. RETENDE O BEM."


E que não sejamos convenientes e retenhamos o bem que nos convém... eis que aí não reside o bem, reside interesse próprio e ganho pessoal nessa (má)intensão... Cuidemos dos nossos próprios pensamentos e cuidaremos das nossas ações!

Hoje, me peguei refletindo sobre o medo que temos de ir - seja para onde for - e que acaba gerando uma falta de respeito para quem quer ir... assim: se eu temo, não vá, para que eu não tenha que sofrer por você. Subestimamos a capacidade do outro e ir e, se não gostar - ou perceber que "errou" o caminho - poder voltar.

Em meio a esse turbilhão de pensamentos e de compreender o medo que acomete o que teme e a minha vontade de seguir o meu caminho em paz, na minha busca pela paz, pensei que já fui e voltei tanto, que, hoje, entendo: melhor ir e tentar, conhecer eu mesma, para "julgar" - não no sentido pejorativo, mas no sentido direto de avaliar e analisar, mesmo, de acordo com o que EU vejo, sinto, escuto e etc, e não o que me dizem... - do que não ir, parar e sofrer por temer ir e sofrer parado, também e nem vai, e fica e sofre por quem vai. Se arrebentar está aí... parado ou andando. Temer o quê? E como ensinar sem tirar a trave do próprio olho de que "medo é falta de fé!"? Fé requer ação, senão, é obra morta, mortinha e caída no chão. Orai, vigiai e andai, para não cair e ceder à tentação da inércia e da paralisia que ainda causa cegueira, começando por uma simples miopia... Assim, todo o corpo trava numa ação desesperada de nos impedir andar e aquilo que é emocional se torna físico. E nem tudo que é físico ou emocional, tem, necessariamente, origem ou causa espiritual... 

Consciência só se adquire exercitando, na PRÁTICA COTIDIANA. Orando ajoelhado, sem exercitar a fé que tem, sem respeitar as escolhas suas e as do outro alguém, são apenas fé teórica e acomodada de quem quer que Deus dê o milagre e que alguém pegue e te entregue... Para mim, é preciso ir além! 

O mal existe para algum propósito, um dia, ele mesmo cede e se ilumina, deixando de ser algo "ruim", para ser apenas a parte que estava sem luz. Portanto, agradeço até a quem tentou e tenta me atrapalhar e induzir ao erro. Ainda que saia vitorioso, que esbarre em minha falhas e fraquezas, ainda assim, estarei em meio a amor e receberei a ajuda para CURAR  a dor, e não estancar, reprimindo o que deve sair. Precisamos aprender a ver os lados e fazer ESCOLHAS. E escolha é ação, não imersão, estagnação, má intensão... O medo é limitação: LIMITA A AÇÃO!

Assim, me veio: "DE TUDO RETENHA O BEM.". Escuto muito isso, mas nunca parei para ver dentro de que contexto, na Bíblia, esse pensamento se encaixa e fui ler. Pois bem, para cada um, sua interpretação, mas o que está escrito, está escrito dizendo algo claramente... só ler - para quem tiver curiosidade, colei o texto bíblico abaixo -, com os próprio olhos e pensar com a própria mente - sem induzir, com o desejo ilusório de se reter o bem conveniente.

Pat Lins.

I TESSALONICENSES


Mas, irmãos, acerca dos tempos e das estações, não necessitais de que se vos escreva;

Porque vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como o ladrão de noite;
Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão.

Mas vós, irmãos, já não estais em trevas, para que aquele dia vos surpreenda como um ladrão;
Porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite nem das trevas.

Não durmamos, pois, como os demais, mas vigiemos, e sejamos sóbrios;
Porque os que dormem, dormem de noite, e os que se embebedam, embebedam-se de noite.
Mas nós, que somos do dia, sejamos sóbrios, vestindo-nos da couraça da fé e do amor, e tendo por capacete a esperança da salvação;
Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo,
Que morreu por nós, para que, quer vigiemos, quer durmamos, vivamos juntamente com ele.

Por isso exortai-vos uns aos outros, e edificai-vos uns aos outros, como também o fazeis.

E rogamo-vos, irmãos, que reconheçais os que trabalham entre vós e que presidem sobre vós no Senhor, e vos admoestam;
E que os tenhais em grande estima e amor, por causa da sua obra. Tende paz entre vós.

Rogamo-vos, também, irmãos, que admoesteis os desordeiros, consoleis os de pouco ânimo, sustenteis os fracos, e sejais pacientes para com todos.

Vede que ninguém dê a outrem mal por mal, mas segui sempre o bem, tanto uns para com os outros, como para com todos.

Regozijai-vos sempre.

Orai sem cessar.

Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.

Não extingais o Espírito.

Não desprezeis as profecias.

Examinai tudo. Retende o bem.

Abstende-vos de toda a aparência do mal.

E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.

Fiel é o que vos chama, o qual também o fará.

Irmãos, orai por nós.

Saudai a todos os irmãos com ósculo santo.

Pelo Senhor vos conjuro que esta epístola seja lida a todos os santos irmãos.

A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja convosco. 

Amém.


sexta-feira, 26 de julho de 2013

FÊNIX - SÓ RENASCE QUEM VIVE AQUI E AGORA, NO TEMPO PRESENTE!


Um dos nossos maiores males é subestimar o outro e nos "acharmos" os únicos detentores da verdadeira razão, mesmo que nem se tenha a real consciência do que quer dizer RAZÃO. 

É jurar de pé junto que o meu caminho é O caminho que todos devem seguir porque eu só acredito nisso e nisso você também deve acreditar, afinal fico aqui, parado em meu cantinho, faço o bem na medida das minhas limitações, só não faço bem a mim, porque me ensinaram que isso é egoísmo e ser altruísta é ceder tanto a ponto de me faltar e eu não ter mais nada o que dar, porque já não me sustento mais.

Na verdadeira fé, que requer ação - teoria e prática; razão e emoção, em equilíbrio e harmonia -, a verdadeira compreensão existe e a revigoração vem, logo após aceitar e entender-se ser humano e dotado de fraquezas como outro qualquer. 

Apenas nos vendo, nos enxergando, nos acolhendo - e isso não nos impede de cair, de sentir dor, de sofrer, de penar... - é que somos capazes de nos ajudar, nos abrir para a cura verdadeira e, assim, teremos forças para nos sustentar e poder, assim, altruisticamente, exercer a ajuda ao próximo - que nada tem a ver com ser o próximo e resolver o problema do próximo... Isso, que a nós nos fora ensinado como algo a temer, liberta e permite que o respeito se instale e que o AMOR reine, soberano, porque, para amar há de se ter respeito e compreensão.

Expectativa é outra venda que nos impede de ver o dentro e o fora e a ponte que interliga cada parte. Frustração é a consequência da esperança por conveniência e fechamento mental de aceitar a diversidade e as diversas possibilidades, que não a que ilusoriamente queremos.

Precisamos ter mais cuidado com o que queremos, para saber o que buscamos, como e onde buscar.

Em todo caminho há testes - que visam nos fortalecer, mesmo que eu não goste deles... mas, já encaro a realidade e goste eu ou não, eles me ajudam a crescer, desde que os veja de frente e os supere... - e a gente só chega na próxima fase, se pararmos para cumprir a tarefa; senão, ou paramos e ali ficamos, ou retrocedemos, regressamos e lá atrás, no ponto de partida nos mantemos e nos acomodamos.

É verdade... pouco sabemos o que vem a ser amor e que amar ao outro, começa no exercício do amor a mim mesmo, senão, não poderei dar aquilo que eu não tenho!

Crescer requer pensar e assumir responsabilidades... E isso assusta. Mas, depois do susto, recupere o fôlego e não gaste de vez. Ir com muita sede ao pote pode derrubar a água toda... 

Pois é, pois é, pois é... viver é movimento, ir e vir. Não condenar, mas reposicionar-se e permitir que cada um siga o que tem para seguir.

Aprendi a ir com calma. Ninguém se cura como a VERDADEIRA Fênix, de pronto e imediato... Isso é pura ilusão. Até ela precisa de um tempo para se recompor, mas se recompõe completa, não em pedaços e presa ao passado. A Fênix representa o recomeçar mesmo e isso quer dizer: deixar para trás o que já não é tempo presente! Se ainda arrastamos as correntes, somos pássaros presos na gaiola do tempo do aprisionamento mental, onde a porta sempre está aberta e a gente nunca consegue sair. A liberdade está em, apenas, retirar a venda, acreditar que pode e ir. Daí, sim, renascer!

Reflitamos se renascemos ou somos os mesmos e vivemos do mesmo jeito, reclamando das mesmas coisas, dando peso aos mesmos problemas... Isso é ciclo vicioso e não recomeço... O recomeço é o início de um novo ciclo. Para isso, libertação mental. Romper barreiras do condicionamento, senão, "ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais...", como disse Belchior.

E só fechando o passado - resolvendo as pendências e andando o próximo passo - nos libertamos e construimos, hoje, o futuro melhor e renovado! Assim, a Fênix se transforma! Senão, o tempo passará, os outros passarão e nós, passarinhos aprisionados com a gaiola aberta...

Como renascer se nem se deixou morrer o que não é mais para ser? 

'EU AGRADEÇO, REVERENCIO E SOLTO TUDO O QUE PASSOU!" Sônia Café.

Pat Lins.

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