domingo, 24 de março de 2013

VIVER EM PAZ COM O QUE NOS UNE!



Onde está o sentimento do bem na intolerância?

Incompatível, ao meu ver, seguir os ensinamentos de Cristo, de Buda ou de quem cada um quiser seguir, pessoas que foram referência de atos de bondade e amor incondicional, e não admitir que o outro possa seguir a religião que lhe é afim.

Eu amo as pessoas que amo e cada uma é de um jeito, segue alguma crença que, nem sempre bate com o que acredito... e daí? Vivemos em paz com o que somos e com o que nos une, não com o que nos separa!

Pat Lins.


domingo, 17 de março de 2013

GANHANDO O MUNDO OU FUGINDO DELE?


Conheço muuuuiiiittttaaaa gente! Já falei que sou colecionadora de pessoas livres. Meu maior prazer é estar diante de pessoas e suas histórias de vida e de sonhos. Cada doido com sua mania e essa, revelo, é uma das minhas!

Pois, nesse ambiente vasto, conheço pessoas que moram fora da sua terra natal - seja de lá para cá, seja daqui para lá - e algumas dessas pessoas são pessoas cosmopolitas, mesmo. Elas se encontram com as raízes bem firmes e asas que as levam para todos os lados. Essas são livres, de alma livres. Não deixam de voltar às suas origens para reabastecerem-se com o amor de família e amigos originais e voltam, em seguida, ao mundo! São pessoas que sabem para onde devem e querem ir, o porquê e sabem que e se devem voltar e para onde e porquê. Assumem que sentem falta de estar, não a ponto de ter que ficar mas, apenas a ponto de serem quem são e quem foram.

Nesse mesmo ambiente, algumas pessoas me intrigam... sentem uma necessidade estranha de ir; sofrem calados na distância e sempre afirmam aos outros, como se quisessem se auto-convencer: "a gente tem que desapegar...". O desapego não é a desistência de estar junto, é ter o distanciamento interno, pacífico e saudável de não ir além e nem deixar que venham além, ou seja, nem invadem o espaço do outro, nem se deixa invadir. Para essas pessoas - um padrão estranho de pessoas distintas se abriu, hoje, do nada em minha mente - o mundo é o lugar de fuga! O mundo ou qualquer lugar longe de quem ou do quê não sabe conviver é o lugar. Não se encontram em lugar algum e não entendem que saudade é parte do processo de afastamento. 

Se esse afastamento se dá de maneira saudável e consciente, a pessoa é livre para ir e vir, porque sabe que tem seu lugar e sente prazer nele, também. Se é fuga, a pessoa teme a volta e só volta em caso de saudade e carência e, quando volta, sente logo vontade de partir... não sente prazer ou se encontra em sua origem. 

Ainda existem as pessoas que se apegam tanto ao lugar onde nasceu que, mesmo em situações necessárias, elas não vão, ficam. E, se for, sofre. 

Nem apego exagerado, nem distanciamento exacerbado! Consciência, isso sim! 

Aquilo que pode ser a liberdade é a consciência de se saber o que deve ser feito e fazer. Aquilo que aprisiona é aquilo que só quer ir para "sair daqui", onde longe, qualquer lugar é melhor!

Isso tudo é só uma coisa que venho observando ultimamente e me veio essa vontade de escrever... 

Pat Lins.

sábado, 16 de março de 2013

DIGO NÃO A DESUMANIZAÇÃO - PROTESTO CONTRA O DEPUTADO E PASTOR MARCOS FELICIANO! NÃO ME CONFORMO!!!!

O Brasil que a gente precisa é um Brasil que progrida!

É estranho a gente pregar liberdade e respeito e ter que desrespeitar a liberdade... isso porque nem toda liberdade é para libertar as pessoas da opressão. Existem pessoas que NÃO são dignas de usufruir a liberdade por não terem a responsabilidade moral que ela exige.

O Pastor Marcos Feliciano, gente, aquilo é gente? Me perdoem quem acredita nele... mas, francamente, afirmar que negros, homossexuais e aidéticos não têm alma é ser muito retrógrado, concordam? É resgatar aquele tempinho... aquele que há pouco mais de um século conseguimos nos "libertar"- teoricamente, pelo menos. Sério, uma "pessoa" dessa tem imparcialidade para estar a frente de uma COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS? O nome já diz: direitos humanos! Direitos das pessoas!!!

E então, como será o direito de ser diferente das imposições insanas dessas mentes retrógradas e perigosas? Como permitir esse poder em mãos de uma mente fechada?

Era o que faltava para provar o descaso com relação ao povo brasileiro! Se o Brasil é um país laico e respeita toda religião, como colocar um membro que discorda disso? Que ele tenha espaço para expor seus pensamentos, não podemos impedir ou cercear esse direito... Mas, daí a colocá-lo à frente de uma comissão dessas é descaso e piada de péssimo gosto!

O radicalismo sempre nos provou - basta observar a história - que não é o melhor caminho... E o Brasil, insiste em se manter com a mentalidade tacanha da época do "descobrimento" - para mim, invasão. Imagina, gente! SOCORRO! Existe algo que possa ser feito ou teremos que esperar ele começar com devaneios racistas, homofóbicos e radicais de extrema falta de respeito para com as diferenças? 

Luto e grito por direito a liberdade, sim e que cada um pense de um jeito, desde que hajamos com respeito ao espaço do outro. Minha liberdade termina onde começa a do outro! 

Não precisa ser negro, homossexual ou aidético para se sentir incomodado com o desrespeito ao jeito de cada um ser, a essa falta de permissão de ser quem se é, sem invadir o espaço de ninguém!

Olha, revoltada! Temerosa! Preocupada! Isso é Brasil? Como pode?

DIGO NÃO A DESUMANIZAÇÃO! Ainda que para dizer NÃO  a esse deputado, que deveria lutar pelos nossos DIREITOS tenta castrá-los, eu tenha que me contrapor a mim mesma e aos meus ideais de respeito a opinião de cada um! Como tudo traz em si uma contradição, essa é a minha! E fica aqui o meu manifesto e a expectativa de que, de alguma maneira, isso seja revisto e alguém digno assuma o lugar!

Pat Lins.

TEMPO DO AQUI E AGORA: AGORA É O QUE É


Mais um desabrochar,
ainda que com a dor como mestre... ela nem é tão ruim quanto parece,
apenas necessária pela nossa condição humana e
limitada de ver e entender e aceitar e continuar e deixar passar...
de encarar o que é!

Pat Lins.

Juntando nossas partes, montamos um todo de pequenas partes fragilizadas. Um apoiando o outro e estabelecendo um equilíbrio improvisado, até a dor do desmame ir, pois ainda está em seu tempo de ser. 

Em paralelo, ela - essa dor - vai-se indo e a dor que fica - pelo irreversível - é chamada pela razão do fato e do lógico para ocupar um lugar próprio, que caminha junto, calada e compreensiva e dá-se, aos poucos, lugar para o aqui e agora, para o novo tempo que se instala, que se ergue, que É!

E assim caminhamos. Ainda não encaramos porque a rotina ainda não fora retomada. Todos precisavam de um refresco... todos vivenciamos e a acompanhamos a saga de dor de minha tia... todos nós sofremos com ela. O alívio dela foi nosso alívio em não vê-la ter que passar por aquilo. Uma morte, um descanso para sofrimentos que poderia ter se arrastado por anos e anos... mas Deus teve compaixão e não permitiu que essa filha passasse por isso. Triste doença - câncer - que aplaca não apenas o doente, mas todos no perímetro ao redor. O conforto de saber que ela não está presa a uma cama, vegetando nos foi dado. Isso nos fez entender o quão importante é a medicina e seus avanços, mas o quão acima disso estão os desígnios de um destino que não nos cabe conhecer previamente. Coisas da vida e da vida-morte-vida que eu prefiro acreditar e que, apesar de questionar muito, começo a aceitar o que em mim já pedia para ser aceito, sem tanto lutar.

Hoje, tive o primeiro sonho com ela, e estávamos todos querendo comprar um celular para o filho dela. Ela estava entre nós e não estava... O telefone deveria ser um desejo meu de estabelecer contato... Talvez desnecessário... Só peço a Deus que esteja em paz e tenha sido bem recebida pelos Seus anjos!

A família e os amigos ainda sentem/sentimos o baque, a ruptura rápida, prevista - sem hora marcada, mas sabia-se que era a evolução de uma doença sem cura e destrutiva - do que vimos com os nossos olhos, ali, lado a lado e como é dualisticamente dolorido e reconfortante ver o deixar de ser. Ali, diante de nós, nos despediamos e sentiamos que chegava o momento... e quando chegou, não estávamos nem um tiquinho preparados, mesmo sabendo... onde prova que por mais racional que sejamos, somos muito mais emocionais e o equilíbrio desses pólos é que nos permite encontrar forças sem negar a dor, sendo fortes mesmo fragilizados.

Como será segunda? Quem sabe é Deus! Uma partida no meio da semana, um enterro na quinta... uma sexta de descanso, um sábado de primeiro momento sem ela... e amanhã, e a segunda, quando teremos que retomar a rotina? E o filho dela - meu primo - quando dormir e acordar em casa sem ela... e minha tia caçula, que vivia com ela, que era a irmã, amiga, parceira, companheira de todas as horas? Juntamos nossos caquinhos e nos erguemos num novo EU de cada um, e num novo NÓS como família, para dar conta de tudo que ainda está por vir... Meu primo é especial, vai precisar de tratamento... Deus nos dê a capacidade de dar conta daquilo que só uma mãe consegue fazer, que é fazer tudo por ele - com erros e acertos como qualquer mãe que se preze... 

Deus, te pedimos que amenizasse o sofrimento dela, que não a arrastasse naquele quadro... - não tem prisão pior para um inocente do que ficar preso em um corpo morto e vivo, agonizando e sofrendo por  dias, semanas, meses, anos e anos... - e o Senhor nos escutou, a olhou e a levou. Agora, Pai, pedimos que nos capacite a dar continuidade ao nosso caminho. Que nosso presente seja de força, sem as boas lembranças de um passado que se impõe e segue o seu fluxo de ser e existir e que em mais um contato com dor extrema, consigamos superar o desafio de julgar, de culpar, de encontrar onde foi a falha para aceitar o que aconteceu. Que consigamos romper com emoções densas e estabeleçamos, a cada dia mais, um contato com o que há de melhor em cada um de nós para escutarmos melhor o que tens a nos dizer com Sua infinita sabedoria, através daquela Natureza criada para nos prover e nos ensinar... nos alimentar, inclusive de entendimento pela aceitação do que é e pronto!

Obrigada a todos que seguem este blog, que, nos últimos meses ficou um pouco triste, mas com reflexões que nos deixam mais próximos do que vem a ser felicidade, que é ir se desapegando de pesos que não devemos carregar e arrastar vida a fora e vida a dentro, que é o sofrimento. Que aprendamos a deixar passar com consciência e entendimento de que a dor fica, para sempre, amenizada porque será através de boas lembranças boas!

Luto no luto para lutar pela continuidade sem luto, lutando diariamente contra o breu de mim mesma, humana que sou!

Pat Lins - mesmo aqui e agora de dor e luto, aqui e agora plantando e construindo felicidade, através do amor que liberta e refrigera a alma! A gente tem mania de pensar que perdeu algo que ainda nem achou... A gente não perde quando se ganha, a gente só precisa entender que ganhou a alegria de ver um sofrimento acabar para uma pessoa que amamos... um dia isso estará mais firme em nós - e um dia eu internalizo, isso, também...



sexta-feira, 15 de março de 2013

SOMOS LEMBRANÇAS E SONHOS, ISSO SIM!


Lutar é fácil! Coisa é quando chega ao final de mais uma batalha e entender que nem sempre ser vencedor é ganhar e continuar vivo. 

Um guerreiro é capaz de morrer em batalha e isso é o que o motiva. Esse é o seu sentido e sua honra! A vida não é guerra, mas nosso dia a dia para nos combatermos - ou ao mal que nos faz parte - nos leva a auto-batalhas homéricas. 

E seguimos em frente. Entre machucados e marcas que ficarão, seguimos em frente, enquanto vivos. Lembranças e sonhos nos levam em frente. 

"Entre mortos e feridos, salvaram-se todos!" 

Pat Lins


quinta-feira, 14 de março de 2013

FASE DE AJUSTE




O luto, para mim, só tem sentido como período ou fase de ajuste ou transição de realidades.

O choque que a partida de alguém que amamos causa precisa de um tempo para que a tontura do impacto se apazigue e sigamos levando a dor do que não está mais e a alegria da esperança de se continuar e fazer o melhor, fazer o bem para deixar algo de bom a quem fica e ir no caminho que criou e seguiu!

Luto é apenas uma fase de sentir a dor presente, sem repreendê-la ou represá-la, apenas sentí-la, questionando-a e deixando-a ir, sem frieza, mas com o discernimento necessário para a distância que será necessária se estabelecer entre o que "está sendo", "o que continuará sendo, no devido lugar" e o "que é, tendo que ser!". É a vida... se a gente ainda não entende... aprendamos a aceitar e seguir, abertos para aprender e entender um dia.

Eu sinto! Eu vivo! Eu sinto coisas novas! Eu vivo coisas novas! Eu sigo em paz!

Pat Lins - elaborando para me reequilibrar.

quarta-feira, 13 de março de 2013

TEMPO POSTO. TEMPO QUE SE ERGUE.


E eis que chega o dia do tempo se por. Um tempo que se deita e se vai. Outro tempo que começa e que vem.

E eis que encerra uma batalha. Eis que tantas outras continuam.

Eis que a dor do que se "perde" - ainda que nada estejamos a perder, porque em se tratando de vida e de pessoas, não temos posses, temos conquistas - está em seu momento e passa, e fica e vai e segue, porque as lembranças hão de oscilar. Só que surge um novo dia, uma nova rotina apenas a começar. Dois lados de um mesmo tempo.

E eis que mais uma filha do Pai encontra o seu descanso. E eis que os outros filhos que ficam seguem e têm que seguir. Não com peso ou amargura... isso estou tentando tirar de mim. Entender que só acontece o que tem que acontecer é encarar a realidade. 

Agora é o daqui para frente. Agora é o vamos seguir. Agora é tudo mais um pouquinho diferente, como sempre é quando esses tempos se encontram.

Agora é fortalecer, ainda mais, para dar força, para ser força. Com lágrimas em dias de faxina interna e lavagem de alma. Após os momentos de lavagem, abre-se o espaço para o brilho do sorriso. Aquilo que as lágrimas lavam abre espaço para as boas lembranças e, a cada novo dia, são elas que ficam; são elas que importam. 

Tia Nice, segue em paz! Família e amigos: sigamos em paz!

Aqui e agora é daqui para frente!

Pat Lins.


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