domingo, 9 de setembro de 2012

SER IGUAL + SER DIFERENTE = DIFERENÇA É A APLICABILIDADE

Tanto faz se somos iguais ou diferentes. O que importa é se o que somos faz sentido e colabora para o bem maior, a Vida!

Isso faz diferença e nos iguala enquanto seres humanos, dotados de limitações e de potencialidades!

Cresçamos! Mudemos nossos pensamentos para melhor! Ajamos! Façamos algo construtivamente diferente para melhor.

Falemos mais da boca para dentro aquilo que repetimos com tanta veemência. Olhemos se fazemos o que falamos. 

Ler um monte de livros, desenvolver inúmeras teses e teorizar o óbvio é não sair do lugar e jurar que se desenvolveu. Tudo só faz sentido quando tem um sentido aplicado, uma razão de e para ser. Só faz sentido quando é. Coloquemos em prática, só assim para saber!

Sejamos diferentes nas propostas e iguais na busca! Só assim podemos construir um mundo melhor!

Pat Lins.

"O QUE FAZEMOS NA VIDA, ECOA NA ETERNIDADE" - O Gladiador

APENAS PARA VER, OUVIR E REFLETIR!


Meu silêncio na ausência de palavras é por conta da profundidade desse vídeo e da mensagem verdadeira que me tocou!

Pat Lins.

sábado, 8 de setembro de 2012

"A MORTE DO CISNE" - QUEBRANDO PARADIGMAS

Se tem uma coisa que todo mundo sabe é que o preconceito é algo nada bom! Assistindo ao vídeo abaixo, podemos ver o quanto nos deixamos levar pelas aparências, pela superficialidade e o quanto deixamos de acreditar no que vemos, por não aparentar que valha a pena. 

O potencial está acima de tudo isso. Está na relação de cada um consigo, com base na humildade de saber que está fazendo o seu melhor, naquele momento e na determinação de quem sabe que está fazendo aquilo que gosta, sabe e quer fazer!


Durante o vídeo a gente pode tirar várias lições. As que tirei para mim e registro aqui:

- Primeira observação: O corpo de júri já começa desdenhando do nome. Jurado é algo que por si só já impõe temor, desperta ansiedade de quem vai ser julgado e etc. Deveriam ser imparciais, mas já começam "detonando" o rapaz pelo nome: "John Lennon? Eu conheço alguém com esse nome - hahahaha..." ou "John, amigo do Paul, do Ringo...?". E o jovem rapaz, lá, parado - não estático de medo, mas, parado esperando a hora dele, com a maior calma e naturalidade. Reflexo da segurança de quem estava ali com uma VISÃO muito maior do que ser julgado pelos outros, que é o OBJETIVO de ser reconhecido pelo que sabe fazer e realizar o SONHO: "eu quero sim, ser artista e vim aqui propriamente por isso, para mostrar o que eu sei. A dança na minha vida significa muita coisa. Meu sonho dentro da dança é viajar pelo mundo... É ser conhecido!". Ele tem um sonho e se apresentar ali é apenas uma parte do caminho.

- Segunda observação: o preconceito. Muitas pessoas, quando estão num patamar de "juíz" não sabem lidar com o poder e a responsabilidade que ter o poder trás. Diante da condição de julgador, há de se ter extrema cautela, tato e maturidade para não interferir e nem emitir julgamento de valor - algo pessoal. Nesse caso, de pronto, quando perguntam o que ele vai apresentar, e ele fala, começam os dedos apontando e duvidando de que algo bom sairia dali: "Você veio aqui dançar?... Assim? Qual que é a idéia?". E ele se mantém: "Vim aqui dançar. Assim!". Simples assim, como é simples a postura de quem sabe de sua capacidade, acredita nela e  faz. E ele se mantém calmo, mesmo depois de ter que escutar: "espero que sua interpretação seja muito boa, porque o seu figurino, eu achei... nada a ver...". Um júri que tem como critério um julgamento de valor é imparcial? É justo? É neutro? Imagina o impacto na vida de quem é julgado por uma bomba detonando cada parte sua?

- Terceira observação: julgamento de valor. Avaliando pela aparência, duvidam do conhecimento que está na parte onde o julgamento prévio não vê e demonstram a incapacidade de poder ver além... toda a limitação, toda o engessamento de ficar preso a um paradigma. "Você conhece a versão original da 'morte do cisne'?", pergunta outro jurado. Ao que ele responde que sim e o jurado mantém a dúvida, desconsidera a resposta do jovem e meio que diz o que é "a morte do cisne" para ver se o rapaz "se enxerga". "Você sabe que é um cisne se debatendo até a morte e é feita por uma bailarina toda de branco, nas pontas dos pés... A versão original é essa!". A versão que ele se dispõe a apresentar é uma adaptação ao estilo de dança dele, ou seja, é saber como é o original e dizer: "isso eu não sei, mas, posso fazer assim, que terá a sua própria beleza". E isso me remete a pessoas que julgam o potencial do outro por si e "garantem" que não há nada a ser desenvolvido, porque aquela pessoa não "se encaixa" no perfil, sem, sequer, ter dado a OPORTUNIDADE  de permitir que a pessoa demonstre o que sabe e o que é CAPAZ de trazer, ainda que de uma maneira diferente. Recentemente passei por uma experiência desse tipo - relato no blog "Mães na Prática", depois relato aqui - onde a coordenação pedagógica da escola se limitou ao comportamento diferente e agitado do meu filho, mesmo diante de sugestões da psicóloga dele e da professora do nível mais avançado afirmarem que ele tem potencial para mais e ela dizia que "ele não tem potencial a ser desenvolvido...", portanto, nada fez. Quando a Diretora volta da licença maternidade, começa a colocar em prática atividades diferenciadas para trazê-lo ao grupo gradativamente e não impositivamente, lidando com a característica individual para chegar ao coletivo, em três dias ele rendeu o que não rendeu no primeiro semestre todo. Milagre? Não! Capacidade de não julgar e observar, ver, tentar e agir! Eu, do meu lado, também julguei essa coordenadora como incompetente, pelo que ela deixou aparecer dela, o pouco dela que ela deixou aparecer. Mas, ela deve ter lá seu potencial a ser desenvolvido. Julgar e condenar, sem tentar ou estar aberto para ver além é um perigo para quem está desprotegido. No caso do vídeo, o rapaz estava protegido por sua natureza calma, a segurança de saber o que queria fazer e a meta de alcançar seu sonho. No caso do meu filho, não... se não fosse a professora do grupo mais avançado "enxergar" Pedro, ele estaria repetindo o grupo atual e estaria estagnado, porque a pessoa responsável foi incapaz de se esforçar e escutar as opiniões da psicóloga dele e da professora do grupo avançado. Não era ter que ver qualquer coisa, mas, ver que algo mais precisava ser feito e que as diferenças exigem um olhar diferente! 

- Quarta observação: a verdade está aí para quem quiser olhar e ver. Ninguém precisa convencer ninguém da verdade, ela É! Como eles tinham que permitir - eu, julgando aqui... duvido que se tivessem opção eles permitissem ver... quanto agem assim, fechando as portas antes de abrir? - eles foram pegos de surpresa! Surpreenderam-se, assim como a professora do meu filho se surpreendeu com o desenvolvimento dele em poucos dias e como os colegas dele dão esse feedback em relação ao comportamento dele, também. Ainda assim, no vídeo, eles mantêm a chama da dúvida: "de quem é essa coreografia?". O rapaz, agora, elogiado, cultuado... por milagre, passou a ser um "ícone" de algo a ser admirado, responde, sem a menor afetação, com a maior humildade que só os sábios têm e responde: "é minha". Simples assim!

- Quinta observação: não importa quem está julgando. Nós precisamos ter consciência de quem somos e o que queremos fazer. Antes de tudo, o que queremos atingir: qual o nosso sonho? Esse é o ponto de partida, senão, para qualquer lugar que se vá, não fará diferença, porque nem se sabe onde quer chegar. Isso requer muito de auto-avaliação, de auto-busca, de quebra de paradigma constante. Não me refiro a revolta, nem a insistir em algo que não é para ser... Já vi casos de mães que precisavam deixar a criança repetir o ano e brigarem com a escola... muito mais por não saberem lidar do que por ter algo que via e ia lutar por aquilo. Não ajudaram as crianças, estimulando o desenvolvimento, apenas deram um jeito de a criança se amparar no superficial. Não houve vitória, houve um agravante. Como se desenvolve essa criança hoje? E amanhã, sozinha, quem a ajudará? Quem fará por ela aquilo que não pode fazer e ninguém ensina?  Uma coisa é lutar pelo desenvolvimento, outra, é ter orgulho ferido, vergonha e vaidade. Eu me refiro ao trabalho contínuo de entender, ver, aceitar, investigar, questionar e sempre, sempre, tentar algo novo e diferente, com um OBJETIVO. Senão, não terá o que alcançar. Foi como uma pessoa me disse: "não dá para ensinar uma pessoa a nadar numa pista de corrida.". É acreditar e se dedicar a algo, não apenas negar e reagir negativamente.

Sejamos mais! Façamos mais! Façamos sempre o melhor que há em nós, não melhor do que o outro. Ninguém veio a esse mundo competir para ver quem chega primeiro ao céu, veio? 

Portanto, plantemos boas sementes! Reguemos, porque elas não se regam só. Cuidemos do jardim, porque o mais belo jardim e a terra mais fértil, também tem erva daninha... A vitória não é um ato isolado, são momentos onde conseguimos ver sentido em nossa existência. Aí, sim, quebramos os paradigmas que nos impõem a viver numa sociedade normótica e doentia.

Pat Lins.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

JUSTIÇA

O que entendi, até agora, em minha vida é que

JUSTIÇA É RECONHECER A MIM, AO OUTRO E A TODOS COMO DIFERENTES, MAS, IGUAIS NA CERTEZA DE QUE ESSAS DIFERENÇAS NOS IGUALA, SEM SERMOS IGUAIS.

A igualdade é do direito de todo ser humano poder ser quem é, desde que não interfira, invada ou tente destruir o espaço alheio.

Sem revolta. Sem desejo de vingança. Essas emoções exaltadas demais, quando aliadas ao racional frio em demasia é um perigo gigante e um passo largo para a injustiça.

Sejamos justos conosco, com nossas limitações e com nossas possibilidades. A Justiça requer uma base firme e real de respeito e compreensão!

A Justiça é neutra. A neutralidade é imparcial. A imparcialidade humano só com muita humildade de alma e mente e coração!

Pat Lins.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

DECEPÇÕES



O problema das grandes decepções que temos, na vida, são o simples fato de que são coisas tão pequenas diante da grandeza do infinito que, quando a gente deixa "ficha cair" e entende isso - lá dentro de nós, como o sangue que corre nas veias - a gente vê que tudo não passou de um golpe de estado do estado desequilibrado do orgulho, da vaidade e do melindre.

Todo mundo tem algo de bom a nos mostrar... pena que alguns não conseguem mostrar isso nem a si. Mesmo assim, são capazes de mexer tanto com essas nossas emoções baixas que a gente até entende: todo mundo tem algo de bom, nem que seja o lado ruim da pessoa nos fazendo ver o nosso lado ruim, também!

Decepção é apenas isso: a gente ver que a pessoa não é o que a gente "achou" que ela fosse. Agora, quem mandou  a gente "achar", nada? Agora, temos que devolver. Devolva para o mundo de ilusão a verdade e diga: essa é a pessoa. Se tiver forças em si para lidar com essa diferença, lide. Senão, caia fora e mantenha um DS - distância saudável - até se trabalhar o suficiente e ser capaz de entender que nós também somos as decepções de outros que também nos idealizam e se desapontam quando se deparam com a realidade.

Vamos fazer uma campanha em prol da "auto franqueza". Reconhecendo na gente primeiro, que somos falhos e passíveis de erros "sem querer". Dói quando o erro é consciente e intencional. No geral, erramos por pura imaturidade humana. Ninguém se iluda e se "ache" muito maduro, perfeito e superior... tem sempre algo em nós que requer muito de nossa atenção para transformação verdadeira... se a gente não enxerga, um dia teremos que devolver ao mundo da fantasia a imagem do real e, aos poucos, o mundo da fantasia vai sendo apenas um espaço livre para idéias, criatividade e fantasia, com consciência da existência dos dois mundos: o da fantasia e o real. 

Para evitar as decepções? Simples: quebrarmos os paradigmas dia a dia. Questionar as emoções desencadeadas. Olha, isso não quer dizer que sejamos obrigados a conviver com todo tipo de gente para se testar ou resignar... Para mim o processo é outro. A gente vai se abrindo e se construindo a cada vez que conseguimos quebrar um pensamento engessante. Não é de vez. Não é para ontem. Até para essa quebra, antes de tudo, entender que será um esforço constante. Paciência será desenvolvida. Compreensão assume o comando. Vida, Tempo e Natureza vêm para guiar. Fazendo tudo certinho, ainda assim, sempre teremos algo novo para errar, imagina nunca tentar? Ninguém alimente a ambição audaciosas e presunçosa de se "achar" capaz de se tornar um ser elevado em três dias. O trabalho quando começa, não termina e sempre vem algo maior e maior. Assumir a responsabilidade pela vida é se abrir e se tornar cada dia menos denso para, um dia, alcançar ser um ser mais leve. E sem essa de ser chato e viver dando sermão em nome da "verdade deve ser dita". Verdade não ofende. O que ofende é a conotação que damos ao que dizemos, ou seja, "o que queremos dizer?". E se a pessoa não sabe receber a gente ainda se ofende: "eu só falei para ela ver as próprias falhas...". Todo mundo vai se doer. Nem todo mundo está aberto para refletir após uma observação "verdadeira". Fora que, para mim, estou entendendo que a verdade nem precisa ser dita, porque ela, por si só, revelar-se-á. Tá na cara de todo mundo. Olha que eu só aprendi isso há mais ou menos um mês, quando disse um monte de "verdades bem intencionadas" a uma pessoa e ela me disse: "têm coisas que você me disse que não saem mais... magoou fundo". Vou me chatear com ela? Eu caí em mim ali. Me toquei de que fui leviana, ainda que falando a verdade. Quer outro exemplo? Estou gorda. É fato. Eu conheço umas pessoas que se limitam a ver apenas a fachada dos outros. Toda vez que me encontram, me falam: "Nossa, como você está gorda! Tem que fazer uma dieta". No início eu ficava P da vida. Um dia, me questionei: "é mentira?". Não. É verdade. Me questionei mais: "o que elas têm com isso?". É mentira? Não. É verdade. Daí, me questionei mais: "Então é assim...? Certas verdades são tão óbvias que, mesmo estando na cara - ou no corpo - a gente se esquiva e finge não ver. Como a gente não se aceita, a gente rejeita o que vem de fora com agressividade... Mas, se eu estou gorda, e não faço nada para emagrecer, então, preciso me aceitar e me enxergar assim, sem demérito. Depois, assumindo, aí sim, terei algo a mudar...". É verdade, ou não é? Não me dói mais escutar a mesma coisa da mesma pessoa. De quebra, entendi que para essa pessoa, mais importante que "ser" é "parecer ser". Iria me voltar e dizer para ela: "É, ao menos não sou superficial..."? Que mal há nisso? Ela é assim. Aos poucos, no cotidiano, vou aprendendo. Nessas simples e corriqueiras ações etá muito dos nossos pensamentos mais profundos - ou rasos. É daí que vem o desenrolar. Eu não me decepcionei com a pessoa, nem comigo. Vi nós duas, ali e tive opção de escolher o que pensar e como agir. Como EU não estou bem resolvida com meu excesso de peso - mesmo sabendo que tenho uma saúde de menina: pressão baixa, glicemia, triglicérides, colestrol... tudo OK, a gordura é apenas uma questão estética, mesmo - eu vou me "doer". Então, se mesmo eu, do jeito que me questiono e sei que é bobagem minha, mesmo assim, sinto - e continuo a me questionar como resolver essa questão - por que eu vou "achar" que os outros devem "re"agir bem à exposição da verdade? 


Cada um cria a sua maneira de ver a verdade, mesmo ela sendo uma, mas, trata-se de como lidar com a realidade, muito mais do que ver a verdade. A realidade de cada um, sim, envolve um conjunto de outras tantas coisas que pode misturar fantasia e real, sem deixar de ser realidade. Isso varia de ângulo para ângulo, penso eu. Mesmo assim, a verdadeira realidade sempre estará ali, no lugar dela. Um dia a gente vê e se espanta: "você está aí?" e ela vai responder com serenidade - porque a verdade é clara, serena... é como é, portanto, não há mais nada além de ser o que é e pronto -: "Sempre estive, meu bem! Que bom que me viu!". Isso que é paciência. Esperar a vida inteira para ser vista, sem pressionar, ofender, gritar, brigar, se magoar ou se decepcionar. A verdade não decepciona porque ela não se impõe, ela É. 

Sejamos VERDADEIROS. Isso só é possível quando começamos a sermos verdadeiros conosco. Não tem como ser diferente. Quando não nos escondemos mais de nós. Nem que seja admitindo: "não tenho forças para me ver, agora!". Nada de sincericídio. Isso não ajuda, não une, não estimula, não é verdade. 

PS - agora, se eu pergunto a um amigo a opinião dele, eu escuto a opinião dele - o que chamamos de "verdade subjetiva"... - não uma verdade universal. E a opinião de um amigo trás um pouco da sua própria relação com a vida, com o outro e com seus pensamentos. Revela um pouco do mundo desse amigo, ou seja, envolve a emissão de um "juízo de valor" e isso é muito mais do que pessoal, é pessoalíssimo. Passa por lugares, pensamentos e sentimentos que só aquela pessoa sabe e/ou nem sabe...-. Uma opinião deve ser considerada como algo a refletir, porque, apesar de sair de outro mundo e do ângulo que esse mundo vê o seu, o "como" a gente se mostra chega no lugar com determinada informação. Quem emite essa informação somos nós. Agora, claro, não descarto a hipótese de que há pessoas que criam muito e em demasia e se perdem nesse mundo de ilusão, fantasia e solidão - não estou falando de quem se encontra vivendo só, mas,d e solidão por ser o único naquele mundo próprio e pessoal e não concatenar mais com a realidade externa, do real - e, diante de uma realidade comum, ou social, emite juízos alienados e sem sentido... Bom, o que quero me dizer é que "tudo pode ser refletido" e isso evita uma decepção. 

A decepção é uma emissão de juízo de valor... É muito mais subjetiva do que real!

Pat Lins.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

sábado, 1 de setembro de 2012

O TEMPO PASSOU... TUDO MUDOU!

Têm coisas que a gente não precisa pensar em mudar, porque o tempo já passou e já mudou. A gente precisa ver, entender, aceitar e saber lidar.

O caminho que seguimos, o rumo que tomamos, segue nos levando. O tempo vai passando. A mudança segue junto.

Não tem como recuperar o tempo que passou. Não tem como seguir de onde parou, porque não houve parada, houve caminhos que seguiram em direções diferentes. Não foi desencontro, foi cada um seguindo o seu ponto. Não houve erro, houve seguir. Há consequências e com isso, precisamos lidar de maneira equilibrada, franca e honesta.

O que andamos e o tempo que passou não devem nos fazer sofrer. O não sofrer não quer dizer não ver o que se viveu. Foi vivido. É preciso saber identificar o que foi "erro", para redimir. Ainda que cicatrizado, fica a marquinha do real, do que houve. O que muda é daqui para frente. Não como queremos, voltando no tempo para dar um novo rumo. Sim, como podemos e sim, como o outro pode. Seguimos e vamos indo. 

O importante é criar novas oportunidades e ver onde estamos para entender como chegamos até aqui e avaliarmos se é assim que queremos seguir. Nem sempre o caminho de um é o de dois. Mas, em alguns casos, os caminhos de dois pode ser um. Se cada um tomou seu rumo, fizeram as escolhas, o tempo legitimou e firmou. Foi o que foi construído - ou, destruído. Se há ruínas, é possível mudar o caminho, mas aquele mesmo, só com muita amor para reconstruir. Se não fizer sentido, não faz sentido refazer, é seguir e construir algo absolutamente novo, sem desmerecer a importância do que passou. Nossa felicidade está onde estivermos. Ela nos segue, ela nos quer! Ver que ela - a felicidade - está conosco é que faz a diferença real.

Não adianta se tornar racional demais ou emocional demais - nem o frio, nem o quente, o morno, o caminho do meio é o equilíbrio. 

O não julgar é não julgar. O respeitar é respeitar. O aceitar é aceitar. E viver é isso, saber o que fazemos, saber o que queremos e ponderar o que de fato queremos e fazer acontecer - sempre respeitando o que queremos, caso envolva o querer de outra pessoa. O que eu quero pode ter como barreira o querer do outro. Querer que o outro queira e seja o que queremos é ilusão e ilusão não é real. O não real é perigoso. Há perigo nas esquinas das nossas visões. Aquilo que não gostamos de ver precisa ser visto, precisa ser entendido e precisa ser aceito para ser mudado ou assimilado.

Não adianta falar em ser e fazer se não se é, nem se faz. Não adianta se magoar com a reação do outro se a ação foi nossa. Se eu falo e escuto de volta, eu pedi para ouvir. Fico "pirada" com pessoas que falam e esperam que você cale e dizem: "é o meu jeito de pensar..." e o meu, de pensar em cima do que você pensa e dialogar, não conta? Diálogo é isso: dois falarem, dois ouvirem, dois entenderem uma coisa só.

Numa relação, se dois falam de vez, ninguém se escuta e um grita para se fazer entender, tem algo não saudável aí. São dois falando duas coisas, ouvindo muitas coisas e entendendo nada de um para o outro. 

Eu convivo com algumas pessoas que são assim: falam que é importante escutar, mas, não escutam nada. Elas vivem um mundo particular e particularmente perigoso, por se tratar de distúrbio grave e nunca tratado, por nunca ter sido aceito. Esse mundo tem uma linguagem própria e quando você vai falar, vem de pronto uma resposta "nada a ver", como se a pessoa já estivesse numa cena dentro de seu mundo e, de repente, passa aqui no mundo real e emite o pensamento, como se fosse continuação da conversa... Um exemplo: estávamos falando dos buracos nas ruas da cidade e como o carro fica comprometido com esses impactos. O carro dessa pessoa está com a chapa de proteção de um treco embaixo que está chacoalhando, porque de tanto buraco na cidade, a peça vai folgando. Eu falo: "com tanta buraqueira, não tem como a chapa ficar quieta, coitada. Por isso que ela toda hora folga...". A pessoa reage aos gritos: "É por causa do buraco! É por isso que folga!". Eu, pensando estar eu surtando, falo: "e o que foi que eu disse?". A pessoa: "disse que..." e não disse mais nada. Na verdade, ele não estava escutando o que eu falava. Estava em seu "fantástico mundo particular" e, dando uma volta por aqui, voltou ao mundo real e falou qualquer coisa em sua defesa, como se houvesse um ataque. Isso não é fácil, mas, é o caminho de cada um, é o mundo de cada um... E cada um escolhe se quer interagir com aquele mundo ou não. Nisso se baseia a minha DS - distância saudável - onde, como não sabemos lidar, afinal, nós também somos falhos, com o mundo alheio, melhor não interagir. Melhor DS. É saudável para ambos os lados. A pessoa não vai entender... nem tente explicar mais... Agora, a DS não é vingança e nem para arrogância. Tem gente que é intolerante e não respeita o jeito dos outros, quer impor a vontade e quando não consegue, não tenta se fazer claro, e se afasta. DS não é se afastar, simplesmente, fingindo não ver a situação. DS requer humildade para reconhecer a própria limitação no não saber lidar com as diferenças e, para o bem das partes, manter essa distância. Isso é DS. Tem gente que diz: "usei a DS...". Discutir faz parte de qualquer relação pessoal. Não é isso. Não é fugir da discussão, não é evitar o diálogo. É ver de verdade que já se tentou - de verdade e com humildade - administrar a situação e não se saba mais como. Tem gente que coloca uma cosia na cabeça e coloca o outro como quem não entende - e é possível que não tenha entendido mesmo - e não vê que eu mesma não estou me fazendo ser entendida, "eu quero impor e que você aceite o que eu vejo de você e pronto". Isso é arrogância, orgulho... A DS não é orgulhosa, nem arrogante, nem presunçosa. Ela entra onde a gente entende que a gente não tem condições de estar ali e assume que não sabe como lidar, porque entende que a gente tem limitação, também. DS não é sabedoria... é por não se ter essa elevação pessoal e esse grau de elevação que a sabedoria exige, que uso a DS. A DS é um paleativo emergencial entre falhas, não é solução. Porque todos nós somos falho!

Assim, o tempo passa e mudanças passam, mudanças chegam, mudanças podem surgir... A gente faz o nosso caminho, colhe o que planta, mesmo assim, tem sempre um algo novo a plantar e outro a colher. Será a mesma colheita? Não. Isso é ruim? Não. Se um casamento termina, por incompatibilidade de gênios, a injustiça está em não reconhecer as qualidades do outro, mas, o que pesa mais: as qualidades ou os defeitos? Isso é a incompatibilidade de gênios - ambos com algo pessoal a ajustar. Ambos com caminhos a desvendar. Ambos com necessidade de se cuidar. Se isso não fortalece o elo, o vínculo enfraquece, sinal de que esse movimento deve ser separado. Se há um sentido juntos, continua. A incompatibilidade não é condição de separação mas de se saber lidar. Se sabe lidar, lide e daí mesmo, da vontade, surge a motivação e dentro de si o estímulo, porque aquilo não é uma obstrução, mas, um obstáculo a ser superado juntos e com o amor que une o casal - ou qualquer relação. Se não há sentido, força ou conhecimento para lidar com a situação, DS. Ou, separação, mesmo. O não saber lidar com as diferenças é sinal de que cada um precisa se tratar. Isso não quer dizer que tenha que empurrar com a barriga.

O tempo, assim, passa! O tempo, assim, passou e mudou muita coisa. O que fica a gente avalia: quer continuar ou quer parar? Ninguém precisa ser infeliz junto. Se a felicidade foi detectada com consciência e clareza é cada um seguir seu caminho, que não há mais um caminho a dois. que siga o caminho. 

Separação é solução quando é solução. Se a solução é separar para cada um ser feliz, que seja. Para mim, tenta-se tudo, porque vivemos tantas fases e tanta cosia interfere e confunde que é necessário limpar o ambiente para se saber. Uma dor que julgamos ter sido causada pelo outro, pode ser, perfeitamente, uma dor nossa de uma expectativa nossa e que jogamos no outro. Um dia se descobre que o problema estava ali e, por muito tempo, a raiva imperou, e raiva é sempre injusta. Por mais que tentemos justificar as nossas raivas, ela, por si só, é um sentimento inferior, está atrelada às nossas características mais fechadas e mais orgulhosas e vaidosas... portanto, nunca estará pautada na justiça. Justo é compreender, ainda que o outro tenha feito a maior merda, que estamos com raiva e entender essa raiva, deixá-la passar e saber como agir. A paz sim, a harmonia, o equilíbrio isso é justo. Não condena, apenas avalia, compreende e entende, decidindo como agir com ponderação - e ponderar é equilíbrio entre emocional e racional.

Assim, enquanto descubro isso, o tempo passa. Troco com pessoas que tomam as minhas dores e eu me sinto na obrigação de não reconsiderar porque os outros de fora vão me julgar... e vejam o quanto erramos por medo, receio e por puro ego ferido. O que de nobre temos para nos dar leveza? Sejamos, antes, para fazer! Sendo já se faz. Já se é.

Assim, outro tempo passa. E me pergunto: o que é tempo? E o que é Tempo? E me vem a resposta: Vida! E vida, passa. A gente nasce para passar, mesmo. Passar dessa para "melhor", né assim? E como passar dessa para melhor se nem aceitamos que Vida passa com o Tempo e que isso é um processo da Natureza? O que fica? O que fizemos de melhor, quem fomos e o que deixamos no ar? Como passar se tememos e não aceitamos essa passagem como algo natural? - e não me refiro aqui a passagem como reencarnação, ir para caixinha de Deus, ou, se tornar uma estrela no céu... não estou condicionando a qualquer crença religiosa, mas, considerando que toda religião sabe que a Morte de uma Vida é  a única certeza que se tem e o que vem depois dela... Ainda assim, todas concordam com um tempo infinito vinculado ao Divino Ser Criador, que cada um dá seu nome, eu chamo de Deus e Ele nunca se mostrou chateado comigo por chamá-lo assim... ou, por não entender o que Ele me diz... mas, vamos para a frente.

Se a gente não aceita o natural, como normal e quer que o normal seja o anormal e antinatural, vamos viver uma Vida mais difícil e ver a felicidade omo utopia, assim como a linha do horizonte onde cada passo que damos em sua direção, ele se distancia na mesma proporção. Assim, como a Natureza, o Tempo faz parte desse corpo Divino e Deus, para mim é Vida+Natureza+Tempo, Ele se manifesta em nossas vidas assim, passando, porque o Tempo, ainda que eterno é dinâmico sem fim, mas, para esse nosso tempo Ele é algo temeroso, finito e passageiro... A gente criou o tempo cronológico e teme a nossa própria criação, é mole? E corre, para fazer dessa cronologia algo próximo ao Tempo real... isso é loucura e se afasta de Deus e, com isso, se afasta da Vida e da Natureza. destruímos o caminho para nossa essência e, assim, do caminho para a nossa Felicidade. E Felicidade passa o tempo inteiro ao nosso lado, cutucando e pedindo atenção... só que a gente só olha o relógio no pulso ou no celular. Só acha que está atrasado quando alguém liga e diz: "cadê você?". E eu me pergunto: "cadê você, Patricia?". E eu me pergunto: "onde estou eu?". E eu me pergunto: "quem sou eu?". Com o Tempo vou saber responder, porque vou me encontrar. É nesse caminho que sigo, indo e voltando, mudando de lugar e de caminhar. Tem outro caminho? Deve ter... mas, é assim que eu faço o meu. Vida sempre coloca algo para aprendermos ainda que tomemos o rumo errado e, nesse aprendizado, a gente aprende a ter discernimento, entendimento e consciência. Assim, Tempo vem naturalmente ajudar e conseguimos entender que o caminho não é aquele e mostra aonde devemos ir. Quantos de nós abre mão das rusgas, do orgulho, da postura superior e arrogante para seguir o caminho da humildade - que não é a subserviência -, o da compreensão - que não é se fazer de capacho - e o do entendimento - que é a clareza e não o achismo vigorante, para se prontificar a seguir o caminho "certo"? 

Quantos de nós é relutante em aceitar que também é responsável por caminhar por onde não era para ir e diz que foi levado, jogando no outro a culpa pela própria fraqueza, do tipo: "é porque você não sabe como é difícil conviver com fulano... mas, é minha cruz, né? Meu carma..."? Tudo a gente negativa. Não penso que ninguém tenha que viver a maldição de se colocar aprisionado a alguém que não te faz bem... Isso existe? Existe! Mas, e aí, vamos viver assim? É algo em mim, que não sabe lidar com o outro? É algo no outro que não "bate" comigo? De qualquer maneira, tem algo em mim que precisa ser tratado, nem que seja a capacidade de compreender e respeitar que o outro é quem ele é... Ah, compreender não quer dizer se submeter! A compreensão não é "má" e um castigo... Ela é um sentimento nobre e uma capacidade elevada de saber que não há motivo para raivas, mas, para esclarecimentos, inclusive o esclarecimento pessoal de que não sabemos respeitar nem a nós, nem ao outro... ou, de entender que mesmo compreendendo, não dá!

E assim, o tempo continua passando... e a gente, o que vai fazendo? Construindo, edificando, identificando os sinais de Vida de que, mesmo no caminho errado, ela nos ensina algo e nos mostra o caminho de volta - isso é generosidade e a Vida é bastante generosa, mas, Tempo, passa...? Ou, destruindo, ruminando, regurgitando...? 

Sejamos árvores com raízes fortes e capazes de se multiplicar em cada pólen que voa livre vida a fora, cheio de vida dentro.E tudo isso com muita paz, não "ligando o fo**-se" que vamos resolver. Sem revolta. A revolta é sinal de raiva, ainda... de algo não dissolvido. Dissolver em si não vai mudar o outro, mas, faz com que a gente se preserve de deixa de se martirizar por algo que não nos cabe modificar...

Pat Lins.

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