quarta-feira, 29 de agosto de 2012

A PRÁTICA DO DESAPEGO

Falar em desapego é mais fácil do que praticar...

Praticar o desapego é simples; difícil no começo, mas quando realmente entramos no grau de consciência e entendimento, fica mais fácil.

Difícil é ficar no embate ou teorizando...

É o desapego que favorece a boa mudança. Desapego não me soa como ficar indiferente à realidade, mas, entender que é hora de seguir adiante e deixar aquilo que te prende, te soltar. Melhor, é hora de nos soltarmos do que nós nos deixamos prender. 

Às vezes eu me pego observando a beleza da Natureza e vejo árvores com raízes enormes, fortes, firmes e elas são felizes assim, porque já cumpriram e cumprem a bela missão de nascer de um pequeno fruto e produzir outros tantos que vão seguir e seguir, até encontrar o solo e deixarem-se nascer. Todo mundo tem um ponto a chegar e só lá fincaremos nossa raiz física, mas, nossa vida quer mais e estará em cada pólen que voa por aí, se multiplicando em cada nova fase. Seguir não quer dizer deixar de saber de onde veio, mas, saber para onde quer ir e ir!

Se desapegar é entender o que é mais importante: ir ou permanecer. Em muitos casos, a pessoa se encontra e o permanecer é a missão de vida. O desapego, nesses casos, é das ilusões de que deveria estar vagando por aí. Vagar não é desapegar, é ir sem saber para onde, nem de onde veio.

Nem toda oportunidade é de ir a outro lugar, mas, se for para ir, só indo para saber. Se for para voltar, só voltando para saber. Vai e volta, se for o caso. Enquanto há vida, há como se redimir, há o que aprender, há para onde ir de novo... Isso, para mim, também é desapego: desapego de idéias fixas e de pensamentos engessantes.

Desapego é estar aberto, com consciência de si!

Pat Lins.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

IGNORAR


O não saber, para mim, é normal. Ninguém nasce sabendo de tudo, tão pouco, creio que nasçamos vazios. 

O que eu penso não ser normal é o não procurar saber e o fazer sem saber, alegando seguir algo que nem sabe se é...

Ir em busca requer que reconheçamos antes de tudo. Se não houver um algo identificado, não há um algo  a ser conhecido, muito menos, reconhecido.

Para se saber basta ir à fonte certa. Só para ter um exemplo do que é cuidado com o "onde" se buscar a informação, uma pessoa conversava comigo e me disse que uma cliente havia comprado um carro pela própria empresa e havia comprado com desconto. Ele manifestou interesse em fazer a mesma coisa com o dele. Perguntei: "você foi procurar saber como é o procedimento?" e ele me disse: "Sim, fui. Mas, me disseram que não existe isso não...". Como eu não me contento com informações pela metade, continuei: "E onde foi que você pegou essa informação? Em qual concessionária? Talvez outra trabalhe dessa forma. Sua cliente afirmou ter efetuado uma compra dessa maneira. Pergunte onde ela comprou...". Ele me diz: "Ah, eu não fui em concessionária nenhuma, não. Eu perguntei à gerente do banco onde sou correntista e ela me disse que não sabia de nada disso...". E assim agimos muitas vezes: perguntamos as perguntas certas nos lugares/fontes erradas e afirmamos estarmos de posse da informação precisa e, muitas vezes, deixamos de ter e /ou fazer o que era realmente preciso. E o que seria, morre num presente sem nem ter havido... passa a ser passado, morto, sem nunca ter existido.

Se querermos saber de algo, precisamos buscar informação, investigar. Nem sempre teremos acesso a todos os tipos de informação... até hoje, me bato para entender as respostas da Vida... Mas, em casos concretos, só ignoramos aquilo que não vamos em busca de saber. E saber no lugar certo. Não adianta perguntar a um açougueiro que remédio tomar para dor de cabeça...

Ah, não saio por aí querendo saber de tudo, para ignorar menos. À medida que minhas dúvidas surgem, investigo, observo, reflito... O grande problema está na falta de humildade e na ignorância da própria dúvida. Tem gente que sabe que não sabe e diz saber, por não ter tido dúvida... as más interpretações são um outro obstáculo. A clareza é clara, não há dúvida. Se há uma pontinha mínima de não entendimento, melhor lançar e esclarecer. Dúvida não é motivo de vergonha. O fingir não ter e se acomodar a ela é que deveria ser.

Não há uma resposta "certa" para tudo, mas, há alguma que se aproxima mais e funcione de maneira mais flúida. Consultar uma bússola não te põe no Norte, mas, mostra onde ele está.. ainda assim, existem dois: magnético e geográfico - para quem não se lembrar das aulas de geografia, http://mundoestranho.abril.com.br/materia/qual-e-a-diferenca-entre-os-polos-magneticos-e-geograficos-da-terra. Referência do que se quer saber é tão importante quanto o que se quer saber. Fica mais próximo... Mesmo assim, não há precisão - até nossas referências para referências são limitadas. Tão importante quanto tudo isso é começarmos a querbarmos certos paradigmas engessantes, certos estigmas paralisantes.

"Navegar é preciso, viver não é preciso."
EU NÃO SEI, MAS POSSO PROCURAR SABER!

Pat Lins.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

TEMPO DE SER

Se passou o Tempo de SER e não deu seu tempo para alcançar, nada de choro, nada de lamento! Outro Tempo há de chegar. Continua na labuta do cotidiano e aguarda, plantando e regando, o Tempo novo que há de chegar, o Tempo do Novo Ser, que é e será!

Tempo! Tempo! Tempo! Sempre chega de Tempo em Tempo no tempo certo!

Pat Lins.

sábado, 25 de agosto de 2012

NOSSA INTELIGÊNCIA


Eu penso que não é a nossa inteligência o nosso maior diferencial, e sim, como usamos essa inteligência...

Pat Lins.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

CATARSE ALIVIA

Depois que todo mundo aprendeu a falar: "catarse", todo mundo acha que é capaz de fazer e, diante de um alívio imediato, considera-se curado... Será? Curado de quê?

Já reparei que diante de uma emoção forte, um rompante, algumas pessoas utilizam técnicas para "colocar para fora" a tensão, em vez de diluir ou, de administrá-la com primazia. Aspirina alivia a dor de cabeça...

Aliviar dá força para seguir. Nem sempre consegue tocar e atravessar profundamente a ponto de transformar... 

Tomemos cuidados com o nosso "como agimos" e o "que falamos", melhor ainda, avaliemos "o que pensamos". Pensar, sentir, falar e agir - sejamos coerentes! O equilíbrio é no desequilíbrio, mesmo, indo equilibrando.

Pat Lins.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

INDO

A gente espera tanto "chegar lá" que nem percebe quando está indo ou está parado.

Cada dia que passa, mais vejo que coisas acontecem o tempo inteiro. Que uma fase é sempre passageira, mesmo assim, isso não quer dizer que tenha que passar rápido. Tudo tem seu tempo. E a gente o nosso: ainda que seja o tempo da ansiedade. Equilibrá-los é o desafio.

Queremos demais e muita coisa em momentos que não são para ser. Simplesmente, não são.

A vida é troca e vínculo é algo naturalmente estabelecido, não requer "hora marcada", vem e é parte de um tempo próprio: É. Simplesmente, é. As coisas são. Pode ser que não devessem ser, mas, a fizemos serem assim, então, assumamos as consequências e mudemos. Se já não é mais como era, das duas uma: ou não era ou é um sinal de alerta, do tipo "vamos corrigir?".

Temos muito a aprender. Mas, indo. Indo num ritmo legal, sem pressa. O problema é que nosso tempo de ansiedade e carência ficam se misturando com o que tem que ser e nos confunde. E a gente nem vê. E a gente se dói, porque quer acreditar que faz o melhor e o outro não reconhece. Se esperamos reconhecimento do outro, ainda não é, ainda não somos o que acreditamos ser... Se somos, somos, já é. Só um ponto para reflexão, mesmo.

Eu estou indo em meu tempo. Cada um no seu. Não cobro de ninguém que se acelere, mas, aviso: NO MEU, NÃO TENTE INTERFERIR. AQUI, SÓ OS ESCOLHIDOS PELO VÍNCULO NATURAL. NO MAIS, DAÍ PARA TRÁS! 

Estar indo é ir. Ser, é. É tudo muito simples. A gente é que trata de confundir e depois não sabe mais voltar, daí, vai indo em uma direção qualquer, afirmando estar fazendo seu melhor, quando está fazendo qualquer coisa, só para não fazer o que tem para fazer... 

É isso... eu estou indo. Libertando aqueles que condeno, porque, estou aprendendo que ninguém é culpado de nada. Ratificando em mim a importância dos vínculos - os elos naturais - porque isso é natural, apenas vem. E quando a gente está indo, a gente se encontra no caminho de quem está indo no seu. Quem quer atravessar a linha e criar um movimento antinatural, restaure-se, em primeiro lugar, e siga, indo em seu caminho. O tempo vai passar, mas, e daí? O Tempo certo é que importa. Se a gente não soube usar devidamente o tempo que tivemos, que a experiência nos guie e nos leve para um tempo onde se possa resolver com calma e sem medo de morrer antes de resolver. O tempo passa, passou, mas, sigamos em frente. Tempos novos surgem. Se o laço é real, ainda que tenha afrouxado, ele existe e o vínculo natural restaura. Agora, tudo ao seu tempo. Se já perdeu um tempo que passou, deixa o tempo que chega trazer a inovação. Repetir o erro é que é burrice, não o errar. 

Seguir e ir indo requer leveza. Falar em leveza e carregar densidade não transforma nada... apenas carrega no peso e dói.

Se quer, permita que seja. Se não for, não soframos, nem forcemos, sigamos. Se tiver que ser, será. O medo de não ter mais tempo é fruto da nossa imaginação. O sofrimento é, muitas vezes, decorrente dessa nossa mania de dificultar e aceitar o "como é", "como está", e ainda, o "por quê está?". Daí, brigamos com o tempo e com as pessoas que ou nos ou se afastaram. O tempo se incumbe de muita coisa. Ele leva, ele trás. O que é fica, mesmo que a distância física leve para longe e o tempo cotidiano não dê tempo de ver com a mesma frequência. Mesmo assim, o que é, fica. Só vai o que não era para ser. Então, se o Tempo é sábio, para quê sofrer? Aprendamos. Isso é aprender a viver. Vivamos, só assim é possível ser.

Sejamos. Estou indo... seguindo o meu caminho, não o de ninguém. Vá, vá indo, seguindo o seu caminho, não o de ninguém. A gente pode ou não se encontrar. É a vida. A vida de cada um. A minha. A sua, A de todos nós. A deles. 

Pat Lins.

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