terça-feira, 31 de julho de 2012

DOR DA EXPECTATIVA

SAI DESSA!

Venho reparando que a maioria das nossas dores são fruto das nossas expectativas mal plantadas...

Nossas dores não são das perdas, mas, do medo de desapegar.

Pat Lins.

domingo, 29 de julho de 2012

O ÔNUS DO BÔNUS


 Têm coisas na vida que a escala de prioridade parece injusta... existem decisões e rumos que tomamos, por uma boa causa que nos leva a entender que não há, mesmo, bônus sem ônus. Toda escolha requer, pelo menos, uma renúncia. Por mais que não aceitemos, é assim.

A grande questão que me leva a refletir, aqui, é o "ônus do bônus". Para se conseguir uma coisa, sabemos que teremos que abrir mão, mas, esse "abrir mão" pode ser mais pesado e difícil de lidar do que imaginamos. Coisas acontecem o tempo inteiro. Coisas começam e terminam a todo instante. O importante é entender que o ônus não é, necessariamente, uma perda... pode ser um recomeço ou um novo começo, um novo rumo.

Não devemos dar um peso tão negativo ao ônus, ele apenas é um resultado, uma consequência natural. O apego que damos às coisas - e tudo para a gente é "coisa" - é que dá esse peso e esse tom pejorativo. Se temos um ideal, é importante seguí-lo. O tabu e o medo é que alimentam a negatividade de ônus como uma perda ou um fracasso. Às vezes, para alcançarmos um objetivo, devemos fazer como os atletas: manter o foco e manter a determinação e a disciplina e isso requer tempo para treinamentos e abdicação de outras coisas. Mas, o que é mais importante?  O que queremos legitima nossa ação? Precisamos nos questionar, tanto para não usarmos o "ir" como fuga, quando deveríamos ficar. Precisamos nos questionar, sempre, principalmente, nas maiores "certezas".

Precisamos deixar de colocar tudo como: se conseguir = sucesso; se não conseguir = fracasso. Nem tudo é ganhar ou perder. Nessa dualidade, a gente sempre estará ganhando e perdendo. Mas, o que aprendemos? A Vida vai agir em nossa fraqueza, mesmo, para nos fazer emergir a força!

Pat Lins - refletindo...


sábado, 28 de julho de 2012

CARÊNCIAS DANOSAS


A maioria de - para não afirmar categoricamente que TODOS - nós tem algum tipo de carência. Alguns de nós consegue identificar e administrar... outros, nunca sequer se deram conta e, possivelmente nunca se darão... outros sabem, preferem esquivar... outros, fingem tratar e fingem que sabem lidar... enfim, ser carente é algo natural e inerente ao ser humano. Temos carências a serem supridas, temos sempre algo em nós a trabalhar, a melhorar, a desvendar.

Para mim, o grande problema não está na carência em si, mas, nos danos que a falta de consciência do carente pode causar. As necessidades de auto afirmação parecem pragas. A pessoa não se contenta em querer "mudar" a sua realidade - que, para mim, se ela quer se auto afirmar é porque ainda não se encontrou ou está num caminho que não deveria estar e está perdida... - e necessita que os outros também mudem na mesma direção. Vou dar um exemplo bem chulo: conheço uma pessoa que tem prisão de ventre. Ela quer que todo mundo tenha... Assim, ela chega e diz "você tem que comer ameixa, porque solta mesmo..." ou "descobri que se eu não comer mamão todo dia, minhas fezes saem duras e ressecadas... quando como, saem macias, macias...". Veja, que papo... E isso ocorre em qualquer lugar. Eu não me incomodo em falar "merda", "cocô", e etc. Mas, eu sei que tem gente que se remexe todo só em escutar essas palavras como se não as fizesse... Mas, enfim, em respeito aos outros, devemos saber onde e quando podemos abordar esse assunto. A não ser que parta de uma pessoa carente e que queira te convencer a ter prisão de ventre, também. Essa pessoa falará em qualquer lugar. O mais interessante é que o papo não começa com: "você tem prisão de ventre?", pelo menos, para justificar as receitas. Não adianta dizer: "Ah, tá! Mas, eu não tenho prisão de ventre, não...". A pessoa passa por cima e continua: "Mas, olhe, coma...". Como tenho me esforçado para desenvolver a bendita e dificílima paciência e uma boa base para ela é a compreensão, compreendi que a pessoa precisa se aceitar. Entretanto, para isso, eu não preciso ter prisão de ventre... concorda? Assim, a deixo falar e vou me esquivando. Não adianta falar que eu não sofro do mesmo mal, ela quer receitar para si e me usa - bem como a outras vítimas - para ver se entra na própria cabecinha.

Compreender não quer dizer se submeter. São coisas distintas. Com respeito a pessoa que é mais velha do que eu, estabeleço minha DS - distância saudável. E não me criem uma imagem de boazinha, não... isso é um esforço enorme, que faço. O oposto da prisão de ventre - a diarréia, mesmo - me vem em forma de pensamentos para serem colocados para fora e ver se a pessoa se toca. Uma vez, dei vazão a abri o verbo... Adiantou? Nada... Ela ainda achou que eu estava saber lidar com a minha prisão de ventre e não estava admitindo... Ou seja, entender que a DS se faz necessária é porque bater de frente - ou de lado, ou de fundo... - não surte efeito. Tem gente que a mente é mais fechada do que fechado hermeticamente. Não entra nada. Infelizmente, só é fechado de fora para dentro, porque de dentro para fora jorra...

Isso me fez ver - não a prisão de ventre, mas, a pessoa e outras pessoas - que existem carências altamente danosas. Esses seres dotados dessa enfermidade de carência que depende de infernizar a vida do outro para se sentir alimentado - vulgo "vampiro", manipulador... dissimulado... - podem nos causar grandes danos. Tipo "água mole em pedra dura...". Por isso que caio fora. A DS - Distância Saudável - salva as duas partes, porque se essa pessoa ficar batendo numa represa, nossa, vai morrer afogada.

Como minha carência de entender as coisas não é saciada, afinal, essas pessoas carentes danosas em específico, nada dão de informação coerente - elas, sinceramente, não fazem muito sentido... - e, assim, impossível entender o que as norteia, porque nem Norte elas têm... vivem reagindo e por instinto, como animais selvagens. Mas, elas não também não me compreendem, o que me tranquiliza: estamos quites!

Como eu não sei o remédio para esse tipo de carência altamente perigosa - e, pior, a medida que o tempo passa, a doença mais se instala e mais crônica e aguda e profunda e pior, muito pior, fica... a loucura se estabelece e, aí, minha flor, sai debaixo, porque só vem bomba... e merda... - eu estabeleço uma distância saudável para ambas as partes. O detalhe é a gente saber se a gente faz parte das vítimas ou dos causadores... É! Isso é sério: o diagnóstico. Para lidar de uma maneira menos tensa para mim, durante os encontros inevitáveis - sim, eles acontecem - eu desenvolvi duas técnicas, que são determinadas pelo meu estado de espírito e minhas carências, no momento, que são a TÉCNICA DO FICAR CALADA E NADA SEI, NADA FALO, NADA ESCUTO (quem dera minha audição me obedecesse... minha carência de tentar entender me força a escutar tudinho...) e emitir apenas pareceres do tipo "não tem idéia formada sobre o assunto... talvez seja..." ou, simplesmente, uso a TÉCNICA DO ESPELHO  e repito o que fazem: "você já viu que..." e enfio informações até cansarem - o que é rápido... essas pessoas não gostam de escutar, aliás, nem sabem; não desenvolveram essa competência, não - ou, nasceram sem, o que é minha forte suspeita e me ajuda a ter um mínimo de compaixão. Quando ajo como agem, meu Deus, caem fora de mim. Mas, para isso eu tenho que estar iluminada e com muito bom humor, para não ser irônica. Sinceramente, essa não é minha intenção. Nesse aspecto eu assumo meu lado boazinha. Sim, ele existe em mim, também. 

Enfim, hoje eu tive mais uma prova de que essas pessoas são cegas, surda... só não são mudas... E têm a pior das cegueiras que é a de NÃO QUERER se ver.

Esse é o preço que pagamos e fazemos os outros pagarem, quando não nos conhecemos. Nós perdemos a noção do limite de acesso e saímos invadindo os espaços alheios... Ou, tentamos invadir insistentemente esses espaços, principalmente, quando há resistência. Parece que melhora o sabor...

Vamos nos fazer melhores de verdade. Não é só falar bonitinho que faz e acontece, que frequenta isso, pratica aquilo... tem que ser, mesmo. Só se é sendo, não tem jeito. Por mais que doa, vamos usar o "remove-dor" - como no livro "O Colecionador de Segredos" - e permitir que suas pequenas doses nos fortaleçam. O "remove-dor" remove nossos medos e nossas preocupações e nos permite beber boas doses de VIDA. Os carentes danosos esquecem de viver de verdade e vivem de fantasia... Vivem no mundo da própria fantasia e têm imensa dificuldade de aceitar a realidade, por isso não ouvem nem a própria voz. Eu penso que se se escutassem, no mínimo, se questionariam...


Olha, gente, a gente tem jeito, sim. Vamos nos permitir! Para encontrar a harmonia, cada um de nós precisa se harmonizar consigo e com o que há de melhor em si.

Pat Lins.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

MUDANÇA - PROVA DE ESFORÇO E DE ANDAR


Toda nossa mudança é uma prova de esforço gigantesca!

Muitas provas, para nos testar. Muito esforço, para nos mantermos e ultrapassarmos em seguida!

Um caminho. Vários caminhos até chegar. Caminhar, para poder chegar. Já viu alguém que corre chegar na hora certa e no devido lugar? Calma e paciência fazem parte dessa estrada. 

Como me disse uma grande amiga: "ATIVAMENTE CALMA E CALMAMENTE ATIVA".

Aqui e agora é sempre hora de começar, sem impulso... nada de agonia. Aqui, na mudança real, não cabe acelerar e procurar qualquer coisa para fazer e nunca parar... é preciso bastante tempo para se olhar, se ver, se enxergar. Depois, muito mais tempo para se aceitar. Logo em seguida - o que é tempos depois... - tempo de não se culpar. Tempo de seguir. Tempo de chorar. Tempo de seguir. Tempo de ir. Tempo de parar. Tempo de avaliar. Tempo de levantar. Tempo de solucionar. Tempo de ir, em vez de ficar. Tempo de ficar, para saber para onde ir. Tempo de andar. Sempre é tempo de andar! Pegou caminho errado? Está certo. Então, vamos mudar. Todo caminho novo é uma nova chance de acertar.

Tempo de ouvir e de falar. Tem tempo para tudo. Só não te tempo para acelerar e passar direto. Aí, perde-se tempo... tempo de errar. Melhor tempo para consertar. A pressa nunca foi pontual... por querer acelerar, fez deixar de encontrar... chegou a hora errada, no lugar errado, no passo errado!

Toda mudança requer muito esforço. Toda mudança requer atenção. Toda mudança requer muito de nós, porque só nos voltando a nós mesmos, poderemos andar na direção certa: rumo ao crescimento que nunca para de crescer. Desenvolver. É sempre preciso o tempo. É sempre preciso se olhar! Do mesmo jeito que é preciso navegar! Precisão é hora exata. Tempo certo de acontecer. Consequência de. É isso aí!

Vamos andando!

Pat Lins.

Todo cuidado é pouco para não cair no lugar errado, na hora errada... Pat Lins.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

ENTRE A PLANTAÇÃO E A COLHEITA TEM O CAMINHO DA PACIÊNCIA



ENTRE A PLANTAÇÃO E A COLHEITA TEM O CAMINHO DA PACIÊNCIA, ATRAVÉS DO TEMPO!

É isso que a natureza nos ensina e assim é na vida!

Pat Lins.

A SEGURANÇA PÚBLICA x EXIGÊNCIAS DA ATUALIDADE

Gente, faz tempo - não é novidade para ninguém... - que escuto: "não sei mais do que tenho medo, de quem deveria fazer a nossa segurança ou dos bandidos...". Isso me preocupa muito, como mãe, como filha, como irmã, como tia, como pessoa, como cidadã, como pessoa que conhece policial - penso eu que todo mundo conheça, pelo menos, um - e como ser humano, acima de tudo.

O que eu percebo é que nos tempos atuais, em plena era do marketing como "arte de guerra", a exigência superficial de excelência, de qualidade ISO sabe lá nove mil e quanto, em plena fase de "parecer que está sendo feito", vejo pouco se fazer de concreto e profundo. Os tempos mudaram. Aliás, os tempos mudam! Os valores estão deturpadíssimos e a violência vem aumentando em escala monstra e explosiva. Mas, alguns setores deveríam ser mais respeitados e isso, com certeza reverberaria na sociedade de maneira mais positiva.

O que me chamou a atenção, foi um policial falar: "Eu sei que tudo é uma questão de escolha e vocação. Eu gosto de ser policial. Tentei outra profissão, me graduei... Mas, servir na segurança pública me encantava.  Só que tem um ônus muito forte. Por exemplo, existem profissões, como médicos, policiais e professores que são a base de uma vida social: saúde, segurança e educação. Todos são motivados pela vocação, mesmo e dedicação à profissão por amor, mesmo, porque bem remunerados, em verdade, não são. Um médico é médico onde for e a qualquer hora, mas, se ele estiver de folga, ele é um médico de folga. Entenda, eu sei que se acontecer algo, se chamarem ele, ele deixa tudo e vai servir. Me refiro ao fato dele poder ser a pessoa separado do médico. Ele não vai ficar tenso, olhando se alguém está passando mal. Se estão limpando as mãos corretamente... etc. Um policial, ele é policial antes de tudo. A pessoa deixa de existir á frente. Até na vida pessoal existe o clima de tensão constante. O público que a gente lida não descansa... A um médico, todos são gratos, mesmo quando há a morte, mas, pelo esforço que teve. O público do policial vai ficar grato de quê? Eles são errados e, quando são pegos, eles acham que errados somos nós...".

Aquela conversa me fez refletir, juntamente com outras informações. Muitos crimes hediondos vêm sendo cometidos por policiais. É como se a farda pesasse... O poder não é algo que qualquer um sabe lidar com facilidade. Isso é meio óbvio. Aí, eu me pergunto: qual o apoio psicológico dispensado a essa categoria? A tensão é uma força controlável com facilidade e num ambiente cansativo e desgastante? Existe o descanso necessário? Todos sabemos que em determinadas funções, o emocional fica abalado e a repetição, a rotina de determinados acontecimentos mudam a relação com e das pessoas com os valores. Com o passar do tempo, a tendência é enraizar. O Governos deveria investir mais em contratação, qualificação e numa reformulação da estrutura organizacional, geral, desde a seleção até a manutenção desses profissionais. Escalas diferenciadas - se houver mais gente, mais fácil trabalhar com essas escalas mais humanas, afinal, esses profissionais precisam se refazer -; avaliações psicotécnicas mais sérias e sem direito a recorrer na Justiça. Interessante é que, em geral, esses crimes bárbaros - falo em geral, porque não tenho estudos, nem muitos dados sobre isso, - foram identificados como "fora de padrão" para servir à corporação. Aí, me vem a pergunta: se eles foram "barrados", por não terem sido aprovados no psicotécnico, quem os liberou? Existe uma brecha na Lei que permita isso? Então, qual a valia de um psicotécnico? Deveria haver mais relevância com relação a essa ferramenta psicológica. Ela faz com que aquilo que foi identificado como "potencial descontrole" não entre numa função que requer um certo bom senso e capacidade de agir sob pressão. Daí, escutei, há um tempo atrás, o Secretário de Segurança Pública da Bahia, desabafando em uma coletiva de imprensa, após um crime barbaríssimo na capital baiana e afirmou exatamente isso: a importância do psicotécnico. Não me recordo a frase exata, mas foi o que me chamou a atenção, quando ele falou: "esses casos são profissionais que o psicotécnico identificou...". Ou seja, quando eles recorrem na Justiça, mesmo vendo que não se enquadra naquele perfil, mas, quer entrar por outras razões - que não a vocação... é simples identificar e diferenciar um profissional vocacionado e outro "interessado". Gente, bandido não tem RG ou CPF diferenciado... não vem escrito: "sou bandido". E um desses, com distúrbios de personalidade, emocionais... inclusive, de caráter, mesmo... se inscreve no processo seletivo e é capaz de passar, desde que estude. O que vai "evitar" que essas pessoas entrem num ambiente que exige firmeza de caráter? os testes psicológicos. Enfim, eu vejo como "cúmplice" quem libera... Mas, isso é minha opinião e é questionável...

Fui conversar com uma professora de psicologia da corporação, se havia um cuidado humano com os profissionais e ela me respondeu: "tudo defasado...". Ou seja, investir em melhorar a a aparência da corporação não a melhora... 

Uma coisa é investir na aparência para venda de uma imagem positiva no comércio, já que existe a concorrência e etc. Mas, em saúde, educação e segurança além de não melhorar, piora! Imagine o público interno -os profissionais - desses setores, como se sentem? Todo mundo sabe que um profissional motivado rende mais...  O que motiva um profissional, dentro do seu ambiente de trabalho - ainda que seja um vocacionado, que vem com aquela característica em si, como uma parte de si? Um ambiente saudável, com clareza e transparência na condução das metas e das funções e uma boa administração. Agora, imagine incluir nesses setores, estratégias de guerra para venda de aparência. Você já não tem investimento em "cuidados" diversos com a pessoa que existe no profissional; já recebe relativamente pouco, porque você tem que investir... até a farda do policial ele tem que comprar e é cara...; vive num ambiente tenso e uma rotina de pressão. Fora a questão da rigidez e frieza que vem como forma de "preparação de caráter" dentro da corporação. Imagina, pressão nas ruas por conta da profissão e do "público" - não gosto de ficar repetindo: bandidos, marginais... - que lidam, tem a resistência  e cobrança de uma população que, na maioria das vezes, tem razão em exigir, mesmo, mas, o COMO exigir é que faz com que essa exigência seja feita e reconhecida como legal, senão, perde-se a razão. Nossa população tem uma característica peculiar... estou tendo cuidado para escolher as palavras, mas, aqui na Bahia, por mais que me doa reconhecer e admitir, as pessoas não têm acesso a uma boa educação acadêmica - por falta de investimento dos governos -, entretanto, educação acadêmica é apenas uma parte da educação de um povo - com muita importância, eu sei e luto por isso, pois, abre portas para novas descobertas - a educação doméstica é algo mais pessoal e cultural. Assim eu penso. Sendo assim, então, sejamos francos, nosso povo é muito mal educado. E muito, é mmmuuuiiitttoo, mesmo. Basta sair daqui, vai em Sergipe, que é do Nordeste, também, uma região muito pouco reconhecida e com muito pouco investimento financeiro... todo mundo sabe... e a gente vê a diferença. Aqui a gente só fala em "direito" e ninguém lembra-se que tudo é DEVER e DIREITO. Olha para as ruas em Sergipe e olha as da Bahia? Melhor, olha Salvador, que é mais gritante... as cidades do interior são mais limpas. Gente, "cidade limpa não é a que mais varre, é a que menos se suja". Então, voltando, imagina essa população tão "cheia de direito" como contribui para o bom funcionamento das ações dos policiais?

Não estou aqui defendendo a categoria, não. Estou tentando nos fazer ver que tudo faz parte de um contexto maior. Essas barbáries são obras de pessoas doentes. E essas pessoas doentes estão dentro de uma instituição onde essas doenças acabam sendo catalizadas pela pressão diária e o "poder" da farda. Muita gente não dá a devida relevância, mas, o que nos move não é apenas o nosso corpitcho, nossas pernocas... nossa mente, gente, comanda TUDO e muito mais! Isso deve ser levado em conta. Quando um desses seres são detectados num psicotécnico e, assim, impedidos de entrar na corporação, a família sai em defesa... a população compra a causa... depois, a culpa é de quem? Depois, quando acontece um crime hediondo cometido por um "fardado", alguém lembra de investigar se para essa pessoa havia uma advertência do tipo: "não apto para a função"? Para piorar, depois que cumprem a pena - quando cumprem - e são exonerados, quem os coloca de volta? 

Está tudo errado porque a gente está vendo tudo errado e aceitando tudo o que é errado. Na hora que o errado fica pior, nossa! 

As exigências da atualidade permitem que a imprensa acompanhe e divulgue as ações da polícia... O que, para mim, é estranho... Assim, divulgar, acompanhar, passar informações claras é uma coisa. Divulgar o que a polícia pretende fazer num determinado caso, para mim, é dizer: "bandido, é isso que eles estão fazendo. É disso que estão suspeitando...É por aqui o caminho...". Isso é o ônus. Eu penso que o sensacionalismo esteja confundindo o que seja a "liberdade de imprensa" com um excesso de liberdade e pouco cuidado com o trato da informação. Fora quando divulgam um hipótese como algo certo e a população é guiada... depois, muda, a população muda de opinião. E quem fica descredibilizada? A imagem da corporação policial.

As "exigências" da atual atualidade - me permitam a redundância - são efêmeras demais... são rasas demais... Onde estão as raízes?

Para mim os erros estão aí: nas exigências da atualidade. Como exigir algo sem a menor condição intelectual? Fora que bom senso é algo que se desenvolve no dia a dia, diante de uma postura mais aberta e menos expectativa. Nas exigências da atualidade, uma expectativa manifesta vale mais do que um Decreto. Uma expectativa dessa quando se transforma em frustração vira uma catástrofe geral. 

Até reconhecerem que deve-se mexer não só no maior número de contratação de policiais, mas, em capacitação, qualificação e avaliação de perfil, muitos inocentes ainda serão confundidos com os não inocentes - que estão cada vez mais em meio aos inocentes, mais "criativos", mais organizados e mais ousados - fora que muito mais bem preparados... Quer ver uma coisa? Quando você se depara com uma blitz, está dentro do seu carro com filme escuríssimo - para a nossa segurança... - como você age? Em geral, TODO mundo reclama: "Ah, que saco, uma blitz!". A gente vê o trânsito lento e se chateia... Nós não somos educados para entender que têm certos incômodos necessários. Daí, muitos mantêm suas luzes internas apagadas, vidros fechados. É parado e resmunga: "em vez de pararem os bandidos, me param...". Eu aprendi como dica de um policial: coloco o farol de estacionamento, acendo as luzes internas, abaixo os vidros, passo na velocidade mais lenta e sigo tranquilamente. O problema é a pressa. A maior exigência da atualidade é a PRESSA. Temos pressa para tudo. Com a imprensa no pé, criando um clima de que a resposta deve ser mais rápida, faz com que se veja no que não é o que é... Um inocente acaba pagando pela "pressa" em dar respostas a sociedade. Também, tudo errado, em quem vamos confiar? 

É urgente a necessidade de se quebrar com essa bola de neve, gente. Precisamos estar mais preparados como pessoas. Mais abertos. Resgatar valores. Aliás, Valores! Isso que vivemos é loucura e inatingível. O povo só clama: "tem que botar mais policiais nas ruas...". Depois, eles mesmos alegam temerem os policiais... Oh! E aí? Melhor cobrar do governo: como é a qualificação e a capacitação desses profissionais? O que é investido nesse setor? É muito fácil jogar um monte de homem e mulheres nas ruas, fardados e sem preparo... 

A Segurança Pública está pecando... nós, cidadãos, estamos pecando... e como resolver isso? Como eleger um político correto? Difícil saber. E como me disse uma amiga: "não tem como a gente saber eleger um bom representante se ainda mantivermos essas postura de 'valores' corrompíveis..." e é verdade. Quantos se vendem por uma dentadura, sorri durante aquela fase de eleição, consegue votos para aquele político safado e, depois, chora na fila do SUS...? Por falta de segurança...? Gente, o trabalho é árduo... até para exigirmos, devemos saber COMO e o QUÊ exigir! A gente reclama das saidinhas bancárias, espera milagre e não quer colaborar. Quer um exemplo? Quem consegue ficar sem atender o celular dentro do banco? Parece que o bandido terá uma marca em si e que a câmera de segurança vai detectá-lo e ninguém precisa colaborar... Eu penso que, se já se sabe que há uma maneira eficaz de comunicação entre esses marginais, através do celular, não usar já é uma ajuda para dificultar, né não? Uma ajuda para a nossa segurança. Mas, não, o povo não quer ter trabalho... Tenha paciência! Isso não me impede de ficar chocada e revoltada com a onda de crimes hediondos. Mas, me faz entender que não se trata apenas do Governo. Ao Governo cabe fazer o que não faz... recrutrar melhor, qualificar, capacitar e cuidar. Ao povo, colaborar.

Eu quero melhoria na Segurança Pública, sim e já! Mas, não quero só que joguem um monte de gente fardada na rua. Quero que contratem mais profissionais e qualifique, capacite e cuidem desses profissionais, com estudo, com acompanhamentos psicológicos e que sejam tratados com respeito na própria corporação. Chega desse sistema de humilhação como forma de elevação de caráter... 

Pat Lins.

sábado, 21 de julho de 2012

DOENÇAS DO COTIDIANO


Existem doenças do cotidiano que são muuuiiitttoo piores do que uma doença infectocontagiosa...

Temos:

- a doença do DEDO APONTANDO E APONTADO;
- a doença de NÃO ASSUMIR QUE É HUMANO;
- a doença da FOFOCA;
- a doença de ACHAR QUE A GRAMA DO VIZINHO É MAIS VERDE E TER RAIVA DO VIZINHO, em vez de cuidar da própria vida;
- a doença do MEDO DA VERDADE;
- a doença da INFELICIDADE CRÔNICA AGUDA E DESVAIRADA;
- a doença do QUERER SE DAR BEM, A QUALQUER CUSTO, em vez de conquistar seu lugar no espaço;
-  a SÍNDROME DA CEGUEIRA DIURNA E NOTURNA, onde nada se vê, tudo se cobra e nada se enxerga;
- O DISTÚRBIO DA FUGA FREQUENTE;
- o distúrbio gravíssimo da ESPERTEZA AGUDA;
- DESEQUILÍBRIO RELACIONAL CULMINANDO NA TRAIÇÃO - todo tipo de traição... desde que sempre tenha que acreditar que está sacaniando alguém... sem entender que o maior prejudicado, é ele mesmo;
- DISTÚRBIO DO DESRESPEITO ÀS DIFERENÇAS;
- doença do PRECONCEITO ACIRRADO;
- COMPLEXO DE DÉSPOTA;
- DOENÇA GRAVE DA MANIA DE PERSEGUIÇÃO, está todo mundo contra você; conspirando contra, falando mal... isso é cria de outra doença gravíssima:
- EGOCENTRISMO INSTALADO;
- EGOÍSMO AMBULANTE E ATORMENTANTE;
- doença das faltas: FALTA DE AMOR PRÓPRIO; FALTA DE RESPEITO AO OUTRO; FALTA DE PACIÊNCIA; FALTA DE COMPREENSÃO; FALTA DE BONS PENSAMENTOS; FALTA DE BOAS AÇÕES; FALTA DA FELICIDADE...;
- doença DO MEDO DE SER FELIZ;
- doença da SURDEZ CONVENIENTE;
- doença do MENOR ESFORÇO;
- SÍNDROME DO MEDO DA PERDA, que culmina em prender as pessoas via chantagem emocional séria... A origem dessa patologia é a falta de amor próprio e consciência do EU;
- SÍNDROME DO MEDO DA SOLIDÃO E DA CARÊNCIA EXCESSIVA E ABUSIVA
- SÍNDROME DA MENTE VAZIA ...

Enfim, uma série de doenças que não têm CID e não são identificadas em tumografias, ressonâncias... apenas uma boa avaliação pessoal pode ajudar a detectar esses sintomas - em geral, essas doenças já estão generalizadas e entraram em metástase, mas, tem cura; as chances de ressucitar são grandes, se e quando há VONTADE.


A cura para todos esses males é simples, mas, nada fácil... requer que o enfermo, primeiro, reconheça-se como "PESSOA EM ESTADO GRAVE DE DECOMPOSIÇÃO BIOPSICOSSOCIAL". Depois, busque ajuda com pessoas mais esclarecidas, como bons profissionais de psicologia e, em alguns casos, a patologia pode estar avançada e um bom psiquiatra ajuda.

Bom, esse texto não se esgota aqui. Diversas outras doenças não nominadas, não autodescobertas e não aceitada existem por aí. Cada um de nós precisa se ajudar. Só avaliando-se de verdade e em verdade é possível estabalecer um levantamento dos sintomas e, com isso, fica mais fácil identificar cada sintoma e levantar o diagnóstico, a caminho da cura.

Façamos o melhor que há em nós e vejamos se é, ou não, melhor ser alguém melhor? Melhor alimentar o bem e fazê-lo presente em nossos pensamentos e ações, ou, alimentar o mal, bem como a omissão do bem que há em nós? Isso tudo porque sempre há um caminho para a cura, basta assumirmos que estamos doentes e contaminados pelas DOENÇAS DO COTIDIANO.

Alguns pequenos gestos podem ajudar, desde que dosados, com uma dose equilibrada de sinceridade e honestidade, através de expressões de carinho e sorrisos. Entender que não precisa pesar o ambiente, já ajuda. Aliviar e deixar fluir e imperar o bem, o ar puro de boas intenções... isso limpa qualquer ambiente!

Pat Lins.

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