segunda-feira, 2 de abril de 2012
AUTISMO: EXISTE VIDA LÁ FORA!
MÃES NA PRÁTICA: AUTISMO: EXISTE VIDA LÁ FORA!: Dia 2 de abril é o dia Mundial de Conscientização do Autismo e, como todo o ano, o "Mães na Prática" gosta de lembrar dessa data, onde os pa...
quarta-feira, 28 de março de 2012
PENSAR É BOM.
Pensar é bom.
Têm pensamentos que não são bons.
...
Logo, pensar só é bom se for com BONS PENSAMENTOS!
Logo, pensar só é bom se for com BONS PENSAMENTOS!
Pat Lins.
terça-feira, 27 de março de 2012
MINHA VIDA UMA RODA VIVA
A vida de todo mundo tem altos e baixos... a minha, também. O legal é que quando chega nessas baixas, eu sei que preciso me mexer para subir e só depende de mim.
Têm horas que é preciso ver que a Vida quer uma cosia e meus planos, outra. Com minhas últimas experiências, melhor escutar o chamado da Vida e mudar os meus planos. Quando as coisas saem do nosso controle é porque está mais do que na hora d´eu ver que o caminho é outro. Toda vez trava no mesmo lugar. O lugar está errado e eu custo a adimitir e aceitar.
Têm horas que é preciso ver que a Vida quer uma cosia e meus planos, outra. Com minhas últimas experiências, melhor escutar o chamado da Vida e mudar os meus planos. Quando as coisas saem do nosso controle é porque está mais do que na hora d´eu ver que o caminho é outro. Toda vez trava no mesmo lugar. O lugar está errado e eu custo a adimitir e aceitar.
Bom, agora, mais uma vez, preciso me voltar e reunir as forças para a virada, porque, não é fácil virar e mudar o rumo, como, também, não o será a manutenção. Mas, é a Vida mandando e eu, que estou como sua pequena aprendiz, aprendendo a obedecer. Eu chego lá! Com fé em Deus! Afinal, estou viva e eu não vim ao mundo a passeio... muito menos só para constar, como um registro. Eu vim para fazer história: a minha história!
Pat Lins.
Roda Viva
Chico Buarque
Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu...
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino prá lá ...
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...
A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira prá lá...
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...
A roda da saia mulata
Não quer mais rodar não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou...
A gente toma a iniciativa
Viola na rua a cantar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a viola prá lá...
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...
O samba, a viola, a roseira
Que um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou...
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a saudade prá lá ...
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu...
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino prá lá ...
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...
A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira prá lá...
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...
A roda da saia mulata
Não quer mais rodar não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou...
A gente toma a iniciativa
Viola na rua a cantar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a viola prá lá...
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...
O samba, a viola, a roseira
Que um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou...
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a saudade prá lá ...
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...
segunda-feira, 26 de março de 2012
COMEÇAR E TERMINAR - ESCALA DE PRIORIDADES
Aos poucos comecei a entender - após começar a praticar no dia a dia - que fazer tudo aos poucos quer dizer: estabelecer a ordem de prioridade; começar aos poucos e concluir o que começar. Melhor fazer um pouquinho de cada vez e finalizar, do que começar tudo de vez e nunca terminar.
Faz um bem danado a sensação de dever cumprido. Essas pequenas conquistas podem parecer pequenas, mas, de uma em uma vou eliminando pendências de minha vida e abrindo novas frentes - também pequenas. Tudo sobe gradativamente e por merecimento.
Devagar e sempre é muito melhor, menos desgastante e muito mais provável concluir com louvor! Muito melhor um problema resolvido do que muitos em andamento... Eu, hein? Vejo gente - como eu - se afundando e se aprisionando aos problemas e sempre com a mesma resposta: "Está difícil. Para você é mais fácil...". Já falei tanto isso. Já justifiquei meus infortúnios como uma vítima-mor. Já falei tanto que a grama do vizinho era mais verde e eu, pobre coitada, com minha grama queimada... também, não regava. Criar o hábito de fazer coisas melhores - um pouquinho a cada dia - não é papo de auto-ajuda - no sentido pejorativo que damos a esse termo -, muito menos, apenas palavras bonitas... é possível, desde que comecemos a mudar o foco, o ângulo que olhamos e nos mexamos devagar, lenta e continuamente. Pressa desmedida é para quem está disposto a vagar infinitamente pelos vales das pessoas atarefadas e que nunca têm tempo sequer para respirar. Olha, têm horas em que tudo acontece de vez, só que são eventuais momentos e com prazo para terminar... Problema é quando passamos a vida, dia a dia, a nos enchermos de tarefas e continuar com a sensação de que foi um dia nada produtivo. O detalhe é que não me refiro a ter várias ocupações... todo mundo assume vários papéis na vida e isso faz parte. Me refiro a relação com o tempo, ao desespero e à afobação que gera ansiedade, falta de foco e, naturalmente, uma vida estressante. Sabe quem vai se queixar? O corpo, a mente... nossas células, nossos pequenos átomos. Eles bem nos dão a lição: pequenos e capazes de manter todo um corpo em funcionamento fazendo, cada um, sua parte e sem perder a real dimensão do todo. Mas, como cada um tem que fazer sua parte, façamos a nossa de permitir cuidado com nosso corpo, nossa mente, nossos pensamentos, nossas emoções... nossa vida. Isso não nos impedirá de perder o controle de vez em quando, mas, de saber lidar com essa questão e ir se ajustando até, quem sabe um dia, não perder mais o controle porque estará tudo em ordem, em equilíbrio. Eh! Temos que redefinir nossos valores diariamente, como quem renova votos com a Vida.
Hoje, eu compreendo - apesar de ainda não ter assimilado de verdade - que solução é problema resolvido, não acúmulo de problema e repetição: "afff! Tô cheia de problemas para resolver...". Resolve um, depois outro... Têm coisas que não dependem de nós, a essas, entreguemos ao Tempo e vamos resolvendo os menores. Às vezes eu escuto alguém me dizer: "estou com tanto problema que, só assim, vejo que sou forte, viu?" e não resolve nenhum... E haja força, mesmo. Força bruta. Eu quero força vital. E não me sinto mais bonitinha ou merecedora do que ninguém, apenas, estou vendo e me esforçando para que minhas fichas caiam. E cada vez que cai uma, eu vibro com minha vitória! Não acredito nessa de excesso de otimismo, para mim é fuga da realidade e perde-se o foco do mesmo jeito. Eu, Patricia, acredito no esforço com consciência e, sim, com boas doses de pensamentos otimistas. É assim, às vezes, não sabemos o motivo de ter agido de determinada maneira, mas, ter consciência de que agiu daquela maneira. Depois, tentar se ajustar e entender porquê age dessa maneira. E por aí vai. O importante é começar, ainda que resmungando as agruras da vida. De dez reclamações, se a gente identificar UMA, podemos comemorar! É um começo. Só não paremos. E lembremos: ninguém é melhor do que ninguém, cada um tem seus perrengues e sem essa de que é mais fácil para eles do que para nós... Dificuldade é dificuldade. Se o meu problema é financeiro e o seu é de caráter, para quem é mais fácil resolver? Difícil para ambos. Cada um com seu quinhão. Tem gente que tem dificuldade para emagrecer, outros, para engordar... Tem gente que ama se manter estúpido, e acha que é melhor do que todo o mundo - mesmo sabendo, lá no fundo, que se acha o Ó... - enquanto outros se acham abaixo do mundo... Uma dia, todo mundo entende, que problema TODO O MUNDO TEM! Solução é que ninguém se dispõe a encontrar e quer que caia do céu. Quando cai, ainda reclama, porque não era como queria.
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| Eu prefiro: LEMBRAR DE SER FELIZ! |
Aceleração, correria, se encher de coisas em demasia - redundância enfática, para alertar que, muitas vezes, trata-se muito mais de um "capricho" do desejo, do que algo necessário para nossa vontade - para fazer e alegar que nunca tem tempo para nada, para mim - como fazia e ainda faço muito - é desculpa para não começar a fazer o mais importante: o essencial.
Nunca nos privemos de nos dizer o necessário. Economizar em palavras, em ações para poupar tempo é gastar tempo à toa.
Uma ótima semana para todos nós!
Pat Lins.
terça-feira, 20 de março de 2012
AGORA, NÃO DÁ...
Sinceramente, eu não entendo uma coisa - dentre várias... - o porquê das pessoas - principalmente, as mais próximas, até, algumas mais amigas - reagirem tão mal, quando não temos o "tempo" que elas precisam/querem. Compreendo que num momento de dor, a gente quer ser acolhido, ouvido... mas, isso não pode nos tirar o bom senso e a capacidade de compreender que nem todos estão com disponibilidade - seja pela razão que for - e isso não é falta de carinho.
Eu costumo ouvir muito os outros e com certa frequência, meus amigos me procuram, porque sabem que sou sincera até demais... Estou me esforçando para saber lidar mais com isso, afinal, todo excesso é sobra. Têm momentos que a pessoa só precisa desabafar e quer alguém apenas para escutá-la. Outras vezes, pedem "conselho", opinião, etc. Eu parto do princípio que amizade é troca e toda troca requer abertura de ambas as partes. Abertura de coração, com entrega d´alma, com vontade de estar e resolver. Eu tenho muita sorte com os amigos mais próximos, principalmente por pensarmos muito parecidos nesse aspecto e não haver uma cobrança deliberada de "me dê atenção". Nos momentos de carência - coisa muito natural - nos abrimos e procuramos nos acolher. Entretanto, quando algum deles não tem o "tempo" que preciso, não tem estresse. Do mesmo jeito, quando eu não tenho esse tempo, eles compreendem, numa boa. Mas, têm coisas que acontecem e que esse "tempo" muda na escala de prioridade de cada um. Isso varia da abertura dessa relação.
O que eu fico chateada é quando acontece com algumas pessoas, d´eu estar envolta com "como" resolver meus problemas do momento e, de fato, estar desgastada com o processo e não tenho reserva suficiente de forças para dar o apoio que essa pessoa precisa. Me utilizo da clareza e falo, com jeito e carinho, que, naquele momento, infelizmente, não posso dar a atenção necessária e eu não sei apenas fingir estar, eu gosto de estar. Eu penso o seguinte, se fui procurada - como todo amigo procura um amigo que confia - eu gosto de estar, de fazer parte. Se eu fingir, esse círculo de entrega não acontece. Esse laço na amizade fica frouxo. Não haverá o calor humano para acolher esse amigo, muito menos a força que ele precisa. Porque, o que eu entendo é que essa troca é uma troca de forças, de energia, mesmo. Não falo que seja um mais forte do que o outro e sim de que, quando estamos nos sentindo esgotados, um apoio amigo é, além de reconfortante, revigorante. Sim, o que me incomoda quando acontece d´eu não ter esse tempo não é não ter o tempo, é não ser compreendida. Algumas pessoas que conheço são assim: quando estão bem, estão longe, vivendo e seguindo sem dar sinal de vida; quando estão com problema, surgem e querem que você se desdobre, porque ela precisa. Isso, para mim, é egocentrismo. Seja uma pessoa amiga ou, apenas uma pessoa próxima - sem necessariamente estar na categoria AMIGO - sabe que eu me doou com prazer e carinho sinceros. Mesmo assim, alguns, nesses momentos, se doem e jogam suas dores para cima de mim. Não creio que isso seja justo com nenhuma das partes.
Uma amiga sempre me disse que "uma amizade deve suportar as verdades" e eu concordo plenamente. E isso não quer dizer que haja uma "verdade" que sobreponha a outra. Apenas que cada um tem sua concepção e suas próprias "verdades". E não tem como dizer que a há 100% de neutralidade em escutar um amigo, porque, eu duvido muito. Por mais que tentemos, sempre estamos em posição de julgar. O legal é quando detectamos que somos assim, como todo ser humano, e aprendemos a lidar, administrar essa emoção em nós. Mesmo assim, nunca ouvimos sem ter uma opinião formada ou em formação. Não tem jeito, é meio que resultado da interação. Eu penso assim: "se não quiser ouvir, melhor não falar". Ou, deixar claro: "só preciso botar para fora". E ter isso claro em si.
Eu não sou do tipo grude e não gosto de grude comigo. Mas grude é uma coisa, é um sentimento doentio. E as pessoas "grude" são craques em grudar na hora inapropriada e, como é uma característica do "grude", só andar com o "se tocômetro" desligado, nunca vê, ouve, sabe ou tem a menor noção de que invadiu o sinal vermelho. Putz! Eu tenho uma teoria prática que observei em minha vida e exercito a aplicação que é a "teoria da interseção", onde existe um perímetro ao meu redor que é o meu espaço individual; o perímetro do outro que é o espaço individual dele; e um perímetro que se trata do encontro desses, vamos chamar, mundos. Eu chamo de "zona de encontro social", que faz parte da nossa característica de sobrevivência, que são as relações sociais. Somos individuais, convivendo com outros seres individuais. Isso gera a convivência. Se viver é uma arte, conviver, nem se fala. Nesse espaço de interseção, lógico, há uma estremecida, afinal, dois ou mais mundo se encontram. Naquele espaço há troca, mas, há limite. O problema - bem como a solução - da convivência está aí: respeitar os limites. Muitas dores e sofrimentos são desencadeados por essa falta de respeito que, em minhas observações empíricas e muito pessoais, são oriundas da falta de respeito e conhecimento do próprio espaço individual. Ou seja, "como respeitar aquilo que não reconheço em mim?". E, aliado ao melindre da porcaria do orgulho e do egocentrismo "buuuummm" em vez de encontros, as interseções tornam-se colisões graves.
Para mim, a coisa é simples, porém, não é fácil: autoconhecimento; voltar-se a si; conhecer-se; amar-se; respeitar-se; respeitar. Isso diminuiria a zona de ação do gérmen da separatividade que o orgulho, o egocentrismo e os sentimentos da estupidez alimentam. Não cobraríamos mais de ninguém, nem criaríamos expectativas. Enxergaríamos o real e descolaríamos o nariz do umbigo. Viu, simples assim?! Somos capazes dessa proeza?
A arte da convivência requer muita cautela, muito carinho, muito zelo, muito cuidado, não melindre e mentes ignorantes que semeiam a estupidez de não saber compreender. Mais uma vez, eis a COMPREENSÃO. Volto a reafirmar um pensamento meu: compreender não envolve ver apenas o meu lado e alegar "me compreendam". Compreensão requer uma visão holística, requer que se vejam o todo e as partes - concentração e atenção. Isso é exercitado se admitirmos que existem outros EU´s andando por aí, além do nosso EU. Existem vários indivíduos.
Isso tudo só para eu desabafar que, do mesmo jeito que eu entendo sem dor, que meu amigo não teve tempo para mim, porque, naquele momento ele precisa do tempo dele para ele; eu preciso que algumas pessoas entendam que eu, também, tenho essa necessidade do meu tempo para mim. Têm dias que não tenho "tempo mental", mediante esgotamento natural de minhas forças vitais e preciso "recarregar". Isso me impede de agir, inclusive, resolver assuntos sérios. Eu, hoje, acredito que tem hora para tudo. Posso até "perder" ou "deixar passar" uma aparente oportunidade... Melhor do que virar um estorvo em minha vida. Eu? Eu mesma! Estou em busca é de abrir frentes. De me tornar cada dia menos densa. Até conseguir ser leve. E, sinceramente, não sei o porquê de algumas pessoas não entenderem meu lado... Não penso de pensarem como eu penso, mas, respeitarem a MINHA maneira de pensar. Por que eu posso compreender e o ser que exige compreensão, não se esforça para fazer o mesmo?
Olha, isso me faz exercitar a tal da paciência, também. Mas, até ela tem limite. Eu não sou a "dona da razão", mas, se tem uma coisa que voltei a fazer e cada dia com menos culpa é deixar bem claro até onde a pessoa pode chegar. E, minha ficha já caiu para uma coisa certa: se a pessoa se doer, é ela com ela mesma. Pode parecer frieza e indiferença, mas, se gente não entender que não pode mudar o outro, apenas a nós mesmos, sempre seremos vítimas de nós mesmos. E, se a gente não entender que estabelecer nosso espaço é algo saudável e não egoísmo, das duas, uma: ou nos tornaremos egoístas e nos fecharemos em ostras; ou, não teremos nossa individualidade preservada com equilíbrio e serenidade. E, reforço, se o outro não entende isso, ele precisa se encontrar, porque querer invadir o espaço alheio e não querer ser freado pelo limite da zona de encontrp social já é abusar da boa vontade. Como tem gente que é incapaz de entender isso, por diversas razões e todas provenientes do próprio egoísmo - afinal, adoram invadir, mas, detestam a sensação, fruto da própria fantasia doentia, de estarem sendo invadidos... - não nos resta outra alternativa a não ser estabelecer com firmeza e sem culpa o espaço limite.
Gente, têm horas que estamos cansados; repensando; mudando... planejando... vivenciando.. e precisamos de todas as nossas forças nesse processo. Quem não se permite viver a própria vida, se deliciando em conhecer-se, aventurando-se em desbravar-se e entendendo que ainda assim é humano e vai cansar, terá que repor as próprias forças, sentirá raiva, dor, desgaste e afins... essa pessoa nunca compreenderá que há quem se permita e viva assim: conhecendo-se. Fora que essa pessoa não entende que não dá para "comprar" o seu problema, que por mais que um amigo dê ombro, apoio, ouvidos e, até, palavras, só ela mesma pode resolver o próprio problema, tomando uma decisão e seguindo, agindo. Olha, esse é um grande problema para os que não entendem isso. Além de não assumirem a responsabilidade da própria vida e não quererem sair dos ciclos viciosos que se encontram, ainda querem que um amigo o faça. Essa falta de consciência é um entrave enorme em qualquer relação, principalmente, da pessoa com ela mesma. Tem uma dessas pessoas que, quando a pessoa eleita para ajudá-la, por qualquer razão não pode, ela fica enfurecida e brada: "não sei o que é que custa... é tão fácil...". Uma vez, num desses momentos, eu disse diretamente: "se é fácil e o problema é seu, resolva você!". Daí, vi um bicho acoado pela própria estupidez, falta de compromisso e responsabilidade com a própria vida e infantilidade, pular irracionalmente e bradar ainda mais: "Calma! Não tem porque ficar nervosa! Eu só te pedi um favor, não pode, fale...". Nesse dia, "paciência" me fez uma visita e chegou na hora do embate - porque acaba virando um embate do qual você não fazia parte e nem precisava viver... - e me segurou, onde respirei fundo - agradeci mentalmente a "paciência" pela ilustre e necessária presença - e disse: "Bom, não sei o quê sua cabecinha de menina mimada e infantil entendeu, mas, foi isso que disse, desde o início: eu não posso te ajudar...". Retrucou e, como fechei a zona de acesso a acesso da nossa interseção, só lhe restou cair fora. Bradou, falou, resmungou, pintou horrores com meu nome para os outros, mas, não invadiu o espaço, entendeu que ali era o meu espaço. Meu nome, "limpei" com o tempo - não fui tão madura, eu me irritei e muito, mas, deixei passar e me dizia: deixa o tempo resolver - e as pessoas que escutaram a criatura me disseram - algumas dessas pessoas - que não se aproximavam de mim para não ter proximidade com ela... depois que ela falou que eu não a ouvia, "que isso e que aquilo", viram que eu não era como ela... Ou seja, foi até bom para mim. Esse é apenas um exemplo. No caso dessa pessoa, a recorrência dessa maneira de agir é constante, frequente e intermitente... ela pula de pessoa em pessoa, nunca muda e só planta sementes de pessoas que se afastam dela. Mas, essa pessoa é o exemplo perfeito, porque nunca aceita um "agora não dá" de bom grado e sempre quer que resolvam tudo por ela, sem entender que as pessoas têm a própria vida e têm todo o direito de vivê-la como bem quer e fazer o que entende. E se chatear, difamar e pintar o diabo com o nome de alguém que não pôde nos ajudar é algo muito pequeno, é mesquinho demais. Precisamos aprender a respeitar o tempo de cada um e pronto. Tem mistério não.
Graças a Deus, com a maioria dos meus amigos isso não acontece. Quando acontece, me lembro: "é com essa pessoa, não comigo". Às vezes, os outros querem que a gente entre na aceleração mental deles e não querem papo. Nos lembrar que não temos que resolver o problema de todo mundo nos lembra que cada um precisa assumir a responsabilidade por seus atos e suas escolhas e, sendo assim, se "agora não dá para te ajudar" é porque, dentro do que eu escolho, agora, preciso estar inteira e seguir minha escolha. Quando coincide, ótimo, conte comigo. Mas, o povo gosta mesmo de abusar e, a isso, eu deixo um sonoro NÃO. Uma coisa é dar apoio, ajudar, estender a mão, o ombro amigo de maneira verdadeira, outra coisa é ver claramente que estão querendo abusar da boa vontade e explorar. A isso, também digo NÃO. Enquanto a pessoa continuar perdendo seu tempo tentando provar que eu fui "má" porque não pude - ou não quis, conforme meus NÃOs especificados acima - ela estará perdendo a grande oportunidade de SE ajudar.
Têm horas que não dá e isso não é falta de carinho, é vida que segue e cada uma tem a sua. Não é falta de vontade de ajudar, é impossibilidade. E tem tempo para tudo, nessa vida! Nem sempre dá tempo para resolver tudo, muito menos, ao mesmo tempo. Ter discernimento e colocar isso em prática requer uma dose de cuidado, porque não é fácil ser aceito ao agir assim. Talvez, não agrade a quem não sabe escutar um "não, agora não dá".
Para mim, a coisa é simples, porém, não é fácil: autoconhecimento; voltar-se a si; conhecer-se; amar-se; respeitar-se; respeitar. Isso diminuiria a zona de ação do gérmen da separatividade que o orgulho, o egocentrismo e os sentimentos da estupidez alimentam. Não cobraríamos mais de ninguém, nem criaríamos expectativas. Enxergaríamos o real e descolaríamos o nariz do umbigo. Viu, simples assim?! Somos capazes dessa proeza?
A arte da convivência requer muita cautela, muito carinho, muito zelo, muito cuidado, não melindre e mentes ignorantes que semeiam a estupidez de não saber compreender. Mais uma vez, eis a COMPREENSÃO. Volto a reafirmar um pensamento meu: compreender não envolve ver apenas o meu lado e alegar "me compreendam". Compreensão requer uma visão holística, requer que se vejam o todo e as partes - concentração e atenção. Isso é exercitado se admitirmos que existem outros EU´s andando por aí, além do nosso EU. Existem vários indivíduos.
Isso tudo só para eu desabafar que, do mesmo jeito que eu entendo sem dor, que meu amigo não teve tempo para mim, porque, naquele momento ele precisa do tempo dele para ele; eu preciso que algumas pessoas entendam que eu, também, tenho essa necessidade do meu tempo para mim. Têm dias que não tenho "tempo mental", mediante esgotamento natural de minhas forças vitais e preciso "recarregar". Isso me impede de agir, inclusive, resolver assuntos sérios. Eu, hoje, acredito que tem hora para tudo. Posso até "perder" ou "deixar passar" uma aparente oportunidade... Melhor do que virar um estorvo em minha vida. Eu? Eu mesma! Estou em busca é de abrir frentes. De me tornar cada dia menos densa. Até conseguir ser leve. E, sinceramente, não sei o porquê de algumas pessoas não entenderem meu lado... Não penso de pensarem como eu penso, mas, respeitarem a MINHA maneira de pensar. Por que eu posso compreender e o ser que exige compreensão, não se esforça para fazer o mesmo?
Olha, isso me faz exercitar a tal da paciência, também. Mas, até ela tem limite. Eu não sou a "dona da razão", mas, se tem uma coisa que voltei a fazer e cada dia com menos culpa é deixar bem claro até onde a pessoa pode chegar. E, minha ficha já caiu para uma coisa certa: se a pessoa se doer, é ela com ela mesma. Pode parecer frieza e indiferença, mas, se gente não entender que não pode mudar o outro, apenas a nós mesmos, sempre seremos vítimas de nós mesmos. E, se a gente não entender que estabelecer nosso espaço é algo saudável e não egoísmo, das duas, uma: ou nos tornaremos egoístas e nos fecharemos em ostras; ou, não teremos nossa individualidade preservada com equilíbrio e serenidade. E, reforço, se o outro não entende isso, ele precisa se encontrar, porque querer invadir o espaço alheio e não querer ser freado pelo limite da zona de encontrp social já é abusar da boa vontade. Como tem gente que é incapaz de entender isso, por diversas razões e todas provenientes do próprio egoísmo - afinal, adoram invadir, mas, detestam a sensação, fruto da própria fantasia doentia, de estarem sendo invadidos... - não nos resta outra alternativa a não ser estabelecer com firmeza e sem culpa o espaço limite.
Gente, têm horas que estamos cansados; repensando; mudando... planejando... vivenciando.. e precisamos de todas as nossas forças nesse processo. Quem não se permite viver a própria vida, se deliciando em conhecer-se, aventurando-se em desbravar-se e entendendo que ainda assim é humano e vai cansar, terá que repor as próprias forças, sentirá raiva, dor, desgaste e afins... essa pessoa nunca compreenderá que há quem se permita e viva assim: conhecendo-se. Fora que essa pessoa não entende que não dá para "comprar" o seu problema, que por mais que um amigo dê ombro, apoio, ouvidos e, até, palavras, só ela mesma pode resolver o próprio problema, tomando uma decisão e seguindo, agindo. Olha, esse é um grande problema para os que não entendem isso. Além de não assumirem a responsabilidade da própria vida e não quererem sair dos ciclos viciosos que se encontram, ainda querem que um amigo o faça. Essa falta de consciência é um entrave enorme em qualquer relação, principalmente, da pessoa com ela mesma. Tem uma dessas pessoas que, quando a pessoa eleita para ajudá-la, por qualquer razão não pode, ela fica enfurecida e brada: "não sei o que é que custa... é tão fácil...". Uma vez, num desses momentos, eu disse diretamente: "se é fácil e o problema é seu, resolva você!". Daí, vi um bicho acoado pela própria estupidez, falta de compromisso e responsabilidade com a própria vida e infantilidade, pular irracionalmente e bradar ainda mais: "Calma! Não tem porque ficar nervosa! Eu só te pedi um favor, não pode, fale...". Nesse dia, "paciência" me fez uma visita e chegou na hora do embate - porque acaba virando um embate do qual você não fazia parte e nem precisava viver... - e me segurou, onde respirei fundo - agradeci mentalmente a "paciência" pela ilustre e necessária presença - e disse: "Bom, não sei o quê sua cabecinha de menina mimada e infantil entendeu, mas, foi isso que disse, desde o início: eu não posso te ajudar...". Retrucou e, como fechei a zona de acesso a acesso da nossa interseção, só lhe restou cair fora. Bradou, falou, resmungou, pintou horrores com meu nome para os outros, mas, não invadiu o espaço, entendeu que ali era o meu espaço. Meu nome, "limpei" com o tempo - não fui tão madura, eu me irritei e muito, mas, deixei passar e me dizia: deixa o tempo resolver - e as pessoas que escutaram a criatura me disseram - algumas dessas pessoas - que não se aproximavam de mim para não ter proximidade com ela... depois que ela falou que eu não a ouvia, "que isso e que aquilo", viram que eu não era como ela... Ou seja, foi até bom para mim. Esse é apenas um exemplo. No caso dessa pessoa, a recorrência dessa maneira de agir é constante, frequente e intermitente... ela pula de pessoa em pessoa, nunca muda e só planta sementes de pessoas que se afastam dela. Mas, essa pessoa é o exemplo perfeito, porque nunca aceita um "agora não dá" de bom grado e sempre quer que resolvam tudo por ela, sem entender que as pessoas têm a própria vida e têm todo o direito de vivê-la como bem quer e fazer o que entende. E se chatear, difamar e pintar o diabo com o nome de alguém que não pôde nos ajudar é algo muito pequeno, é mesquinho demais. Precisamos aprender a respeitar o tempo de cada um e pronto. Tem mistério não.
Graças a Deus, com a maioria dos meus amigos isso não acontece. Quando acontece, me lembro: "é com essa pessoa, não comigo". Às vezes, os outros querem que a gente entre na aceleração mental deles e não querem papo. Nos lembrar que não temos que resolver o problema de todo mundo nos lembra que cada um precisa assumir a responsabilidade por seus atos e suas escolhas e, sendo assim, se "agora não dá para te ajudar" é porque, dentro do que eu escolho, agora, preciso estar inteira e seguir minha escolha. Quando coincide, ótimo, conte comigo. Mas, o povo gosta mesmo de abusar e, a isso, eu deixo um sonoro NÃO. Uma coisa é dar apoio, ajudar, estender a mão, o ombro amigo de maneira verdadeira, outra coisa é ver claramente que estão querendo abusar da boa vontade e explorar. A isso, também digo NÃO. Enquanto a pessoa continuar perdendo seu tempo tentando provar que eu fui "má" porque não pude - ou não quis, conforme meus NÃOs especificados acima - ela estará perdendo a grande oportunidade de SE ajudar.
Têm horas que não dá e isso não é falta de carinho, é vida que segue e cada uma tem a sua. Não é falta de vontade de ajudar, é impossibilidade. E tem tempo para tudo, nessa vida! Nem sempre dá tempo para resolver tudo, muito menos, ao mesmo tempo. Ter discernimento e colocar isso em prática requer uma dose de cuidado, porque não é fácil ser aceito ao agir assim. Talvez, não agrade a quem não sabe escutar um "não, agora não dá".
Infelizmente - para a pessoa -, "agora não dá"... Porque, felizmente, para mim, tenho que resolver umas coisinhas pessoais e preciso de mim, senão, nem ajudo e ainda me atrapalho. Daí, em alguns casos, nada mais adequado do que minha velha e boa DS - Distância Saudável. Quando dois mundos individuais não conseguem coorbitar na mesma faixa, melhor estabelecer a DS, para que nada seja destruído a ponto de abalar com estruturas frágeis e abaláveis...
Pat Lins.
Pat Lins.
sexta-feira, 16 de março de 2012
COMO ENSINAR A SER FELIZ SEM SABER SER FELIZ?
Não adianta tentarmos fazer os outros felizes... o unico caminho para conseguirmos ajudar alguém a ser feliz é sendo primeiro. Nao dá para ensinar aquilo que não se sabe.
Para um sonho cumprir o seu glorioso papel de se tornar real é preciso vivê-lo.
"Então, minha querida Amélie, você não tem ossos de vidro. Pode suportar os baques da vida. Se deixar passar essa chance, com o tempo seu coração ficará tão seco e quebradiço quanto meu esqueleto. Então, vá em frente, pelo amor de Deus!" (Le fabuleux destin d'Amélie Poulain)
"Pintor: 'Ela prefere imaginar uma relação com alguém ausente do que criar laços com aqueles que estão presentes.' Amelie: 'Hummm, pelo contrário. Talvez faça de tudo para arrumar a vida dos outros.' Pintor: 'E ela? E as suas desordens? Quem vai pôr em ordem?'" (O fabuloso destino de Amelie Poulain)
"Pintor: 'Ela prefere imaginar uma relação com alguém ausente do que criar laços com aqueles que estão presentes.' Amelie: 'Hummm, pelo contrário. Talvez faça de tudo para arrumar a vida dos outros.' Pintor: 'E ela? E as suas desordens? Quem vai pôr em ordem?'" (O fabuloso destino de Amelie Poulain)
Sempre será tempo difícil para um sonhador... em algum momento terá que assumir o risco e sair do mundo dos sonhos e da fantasia e viver a vida real; um sonho realizado! Nesse momento, entenderemos que não somos quem nos fizeram...somos quem somos e um dia isso precisa se aceito. Um dia, precisamos nos (trans)formar em nós mesmos.
Pat Lins.
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