terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

TUDO DEPENDE DE COMO A GENTE SE VÊ

Faz tempo que venho refletindo: compreender pode custar muito caro. Será? Explico: alguém já se deparou com uma situação onde um outro alguém apronta uma e, quando confrontado(a) clama a bendita "compreensão" de sua parte? E essa compreensão que a pessoa requisita quer dizer: "entenda eu sou assim". Minha pergunta vai para o fato de, seu eu recusar entrar no jogo e disser: "eu compreendo, mas, não admito que faça isso comigo" estarei sendo cruel?

Por que todo ser aprontador apela para ser compreendido, quando, ele mesmo, além de não se compreender, é incapaz de compreender o outro? Será que acham que eu sou uma pessoa que está acima disso? Por que essas pessoas sempre entram por esse viés?

O interessante é que quando a gente compreende que a pessoa está fora de si, dá para diluir a raiva. A gente precisa começar a se ajudar e não entrar numa de justiceiro e orgulhoso, entrando no jogo. O fato de compreender não quer dizer acatar, muito menos concordar ou estimular. Compreender faz com que a gente não alimente um veneninho barato e acessível a todos nós, também conhecido por um nome genérico, através do seu princípio ativo que é a "raiva". Pois é! Nós "crescemos" - aliás, os anos passam e nós nele - justificando cada raiva como algo legítimo, afinal, toda raiva nos diz que NÓS ESTAMOS CERTOS E O OUTRO ERRADO: JUSTIÇA, SEJA FEITA. É ou não é? Difícil, quase impossível, se conter diante de uma injustiça, ainda mais se o injustiçado for EU. É difícil conter a cólera quando alguém invade nosso espaço... eu bem sei disso. Agora, agir como se eu fosse perfeita e condenar - como fiz minha vida inteira - o outro me faz ser melhor? Não se trata de deixar que a pessoa invada, detone ou algo parecido, com minha vida, entretanto, o COMO reajo mostra muito de COMO SOU, ou ESTOU... ou ainda QUEM SOU. Existe um QUEM SOU mais evoluído em cada um de nós, ávido por sair e assumir o lugar para que, enfim, sejamos quem somos em essência. 

Numa conversa interessante com uma amiga, mudei todo esse post. Estava condenando e julgando - fazendo "justiça" - uma pessoa que tentou invadir meu espaço com sua loucura. Pois, após conversar com Noemia, numa conversa sobre outro assunto, outra pessoa - inclusive eu nem participei a ela esse episódio intenso que vivi - ela me disse a frase que me fez não só refletir, como permitir-me mudar minha ótica: "eu compreendo e aceito o erro nas pessoas porque eu sei que eu erro, também. Não sei por que as pessoas têm tanto medo em assumir seus erros?". Isso é o que a compreensão quer de nós, que a usemos na prática. Me toquei de que a pessoa não invadiu o espaço, mas, nem havia me tocado. Eu quase permiti que ela entrasse, abrindo eu mesma as portas, quando quase entrei no jogo, exigindo "justiça" e com orgulho ferido diante de tanta calúnia e desequilíbrio. Estava "preocupada" com a imagem e a reputação das pessoas envolvidas - onde me incluía. Estava mais preocupada com o fato da destrambelhada da pessoa sair falando as atrocidades que inventou - só para resumir, a pessoa recebeu uma cobrança que já havia pago. Em vez de ir no órgão resolver e apresentar o comprovante de pagamento, queria que meu marido pagasse, juntamente com ela e outra pessoa. O detalhe: perdeu o comprovante. Se sentiu injustiçada e estava muito agressiva, querendo que alguém pagasse com ela, ao invés de resolver procurando o bendito comprovante... mas, deixa para lá - e eu preocupada com os nomes envolvidos. Em minha cabeça era loucura da parte dela, e ninguém conseguia acessar uma conversa, sequer para tentar orientá-la... Resultado, ia eu permitindo que a cólera começasse a me contaminar com isso. Depois dessa conversa - sobre outro assunto - com No, minha ficha caiu e entrei numa conversa comigo. Me disse: "primeiro, se alguém der credibilidade a ela e acreditar no que ela fala, sem averiguar, trata-se de alguém igual a ela e digno de pena. Um dia, a verdade aparece e tudo vai se resolver.". Segundo, estabeleci um perímetro ainda maior na minha DISTÂNCIA SAUDÁVEL.Terceiro: demorou, mas, entendi que é ela; ela é assim e eu não posso mudá-la! Isso reforçou a distância da distância saudável.

Quando a gente entende que também nós somos imperfeitos e capazes de cometer os nossos erros, podemos nos permitir aceitar - compreender - que os outros também cometem erros. A diferença está em como lidar com esses erros. Eu, antes, me punia, me culpava. Hoje, me empenho em reverter essa ordem estabelecida por mim mesma, em minha vida e entro numa de redimir-me. Assumo que errei e me prontifico a resolver. Vai adiantar eu me consumir em culpa, em neurose? Perder tempo justificando o porquê do erro? Isso não o transforma em acerto. Nem o conserto o faz. Mas, quando resolvemos algo, o ideal é fechar a porta ao passado. Só fica aberta se tiver pendência.

Uma coisa que começo a ver e começa a me fazer sentido internamente - porque na teoria eu já sei... - é que precisamos nos resolver conosco, em primeiro lugar. Tentar compreender o outro requer que entendamos e aceitemos a nós mesmos. Essa de querer consertar o mundo - principalmente, o mundo do outro - é fuga. Fujo muito de mim. Quando vejo, olha lá, eu disparada correndo. Dou-me um grito, agora, e digo a mim mesma: "Vem cá! Oh, mulher! Chega aqui!". Sento comigo. Me vejo. Quero me destruir de raiva, quando me vejo igual a todo mundo. Daí, olho e  me digo: "Tenho que me resolver nisso.". Pronto, dou entrada num processo interno e vou trabalhando. Quando tá pesado demais, relaxo um pouco. O exagero já me provou que a gente cria outra fuga: o faz de conta. Faz de conta que resolvi, sou madura e outra pessoa. E começo a evitar vivenciar algo que me desestabilize. Como sou capaz de usar essa consciência para ficar alerta e viver num clima de tensão e proteção, em vez de usar para elevar a minha condição? Outro papo interno e vou seguindo. A gente vai se ajustando é vivendo, mesmo. Ninguém queira fugir de dor, de erros... Faz parte da nossa humanidade. O que não devemos fazer é alargar, alimentar, arrastar essa dor por uma vida. Melhor resolver logo aqui e agora. Ela não vai passar de cara, nem deve mas, aos poucos, com o DEVIDO cuidado e no tempo certo, cicatriza. 

A gente tem mania de se achar melhor do que o outro. A grama do vizinho é sempre mais verde, né verdade? Só quem tem problema sério somos nós, afinal, todo mundo tem isso ou aquilo que vai ajudar, mas, o nosso problema é problemão. Eu tenho a maior dificuldade de sair do papel de vítima. Fora quando quero sair e alguém quer me colocar. Bom, fazer o quê? Redobrar as forças, tirar de outro lugar que não precisa agora e conseguir sair dessa zona. Muito sério isso. Nós não suportamos ver que alguém está querendo ser melhor. Incomoda tanto, quando pratico, sem falar, apenas em minhas ações - que, confesso, muitas vezes, nem eu acredito que consegui internalizar... só descubro na hora H, porque, uma coisa sou eu bater um papo comigo, outra, na hora de passar por tudo de novo, ver que mudou algo em mim - que percebo no ar uma crítica velada, num olhar, numa esquivada, numa saída de perto de mim, tipo: "lá vem ela com essas loucuras de quere ser 'cabeça'". Precisa ser "cabeça" não. Basta querer sair do buraco. Não é para ser melhor do que ninguém, apenas, o melhor que posso ser. Aí, numa outra situação, eu perco o controle, vem outra cobrança velada: "Não é tão cabeça? Escreve tanta coisa naquele blog, como se fosse alguém evoluída e, aí, agora, fazendo besteira...". Pois é, todo mundo se acha mais normal do que o outro. Ninguém aceita ver erros e, na maioria das vezes, somos incapazes de olharmos que erramos deveras, também. Haja juízes da vida alheia...

Como me disse Morgana Gazel, "eu aceito o erro no outro porque sei que eu também erro!". Pronto, é isso que quero dizer a mim e quem mais estiver no mesmo dilema.

Isso é uma pequena parte do que pode ser a compreensão: aceitar que as pessoas são falhas - inclsuive EU. E nós, o que fazemos com a nossas falhas? Como lidamos com os nossos erros? 

Gente, "o melhor lugar do  mundo é aqui e agora" (Gilberto Gil)

Com um poquinho de compreensão, a gente pode CONSTRUIR E PLANTAR um mundo muito melhor, começando pelo nosso mundo individual. A gente se preocupa demais com o que o outro vai pensar. Paremos um pouco de julgar que nos sentiremos menos julgados. Essa sensação é que nos faz reféns de nós mesmos e das nossas loucuras. Se engane não, todo mundo tem seu lado doidinho e sombrio. Só se for muito eovluído para ser evoluído. Senão, é falho e humano como qualquer outro ser. O que faço com isso é que fará a diferença. Sabe o que me ocorreu agorinha? "TUDO DEPENDE DE COMO A GENTE SE VÊ". - Vou até mudar o título. Era: "compreensão pode custar muito caro... (?)"

Pat Lins.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

AQUI E AGORA - Gilberto Gil

Aqui e Agora

Gilberto Gil

O melhor lugar do mundo é aqui,
E agora
Aqui onde indefinido
Agora que é quase quando
Quando ser leve ou pesado
Deixa de fazer sentido
Aqui de onde o olho mira
Agora que ouvido escuta
O tempo que a voz não fala
Mas que o coração tributa
O melhor lugar do mundo é aqui,
E agora
Aqui onde a cor é clara
Agora que é tudo escuro
Viver em Guadalajara
Dentro de um figo maduro
Aqui longe em nova deli
Agora sete, oito ou nove
Sentir é questão de pele
Amor é tudo que move
O melhor lugar do mundo é aqui,
E agora
Aqui perto passa um rio
Agora eu vi um lagarto
Morrer deve ser tão frio
Quanto na hora do parto
Aqui fora de perigo
Agora dentro de instantes
Depois de tudo que eu digo
Muito embora muito antes
O melhor lugar do mundo é aqui,

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

PARA VIVER O BEM, SÓ VIVENDO O BEM

Se nós bem soubéssemos o  bem que faz o bem, deixaríamos de acreditar unicamente no mal. Este é visto, portanto, crível. É denso, pesado, feio e cansativo. Abate, desencoraja, destrói. Ele seduz nossos sentidos, ilude, engana. Só exige da gente uma vida com "poucas" renúncias: renunciar crescer, renunciar ser melhor, renunciar ver o lado bom e a solução. Não sei se é esse o plano do "mal', mas, é isso que fazemos com ele.

O bem é sutil sábio, sabe aguardar. Só age se assim quisermos, ele nos respeita. Ele fica ali, em nossa frente. Raramente o vemos. Não, ele não é invisível, nós é que não sabemos ver. Só olhamos e vemos o que queremos e como queremos. Só ele é capaz de aplacar o mal, transmutando toda a negatividade.

Para fazer o bem, precisamos encarar o mal que há em nós mesmos. Nossas sombras. Nossas angústias, fundamentadas pela falsa necessidade que carregamos de "ter", como se isso fosse a coisa mais importante.

Recentemente, percebi que a maioria das pessoas ainda enxerga como bem sucedida a pessoa que acumula - e muito - bens materiais. Não sou hipócrita de dizer que não batalho para alcançar conforto, segurança financeira... lógico, vivemos num mundo capitalista e só uma pessoa ou muito iluminada consegue viver sem as exigências que essa vida impõe. Também tenho meus  kuravas gigantescos, meus dilemas. Nunca me coloquei como melhor do que ninguém.

Essa postura que adotamos diante da vida só pode alimentar aquilo que vemos, porque é nisso que nos fincamos. Para ver o bem é preciso ter olhos abertos, simplicidade e vontade. Isso requer muito de nós: nosso bem. Eu acho que vale a pena lembrar que existe muita coisa boa no mundo - sem negar a existência do mal. À medida que nos abrimos para o bem, vemos que o mal é necessário, de alguma maneira. Eu não entendo nem um pouco os desígnios do Pai, mas, quem sou eu, uma poerinha cósmica, a questionar Sua infinita sabedoria, seja Ele como for - tem uma hora que confunde, porque querem nos vender uma imagem de Deus, sendo que ninguém nunca o viu e afirmam tanto ser Ele um senhor grisalho de barba branca e com palavriado humano... muito pouco para mim. Para mim, Deus é mais! Para mim ele é a união de todas as forças. Está acima disso que chamamos BEM ou MAL. Existem coisas na natureza que chamamos de mal, como chuvas e etc. Acreditamos que os alagamentos, as inundações são castigo do céu... na verdade, vejamos onde estamos construindo e como anda nossa convivência com o que é natural, com a Natureza. Queremos pensar Deus nos falando como nosso pai fala. Por maior que seja o amor de um pai pelo filho, ainda assim, é humano e esse pai está na mesma condição do filho: filho do Pai.

Como você viveria se eu dissesse que o "diabo" não existe? - não estou afirmando nada, se ele existe ou não, apenas questionando se isso fosse verdade, em quem jogaríamos a culpa de todas as merdas que fazemos? Você sabe que o mal existe na gente também? Parece que as pessoas insistem em dar mais força ao mal, acreditando apenas nele, do que se permitir abrir para o bem. É preciso abrir espaço. Saber receber. Não adianta, podemos reclamar o que for, só receberemos da vida o justo, o necessário. Acredite eu ou não. Goste eu ou não. Quanto mais nos afastamos do bem, mais distante ele fica. Não porque ele se afasta, apenas porque nós nos afastamos dele. Será que é óbvio isso? Creio que não, se fosse tão óbvio, pararíamos de dar tanto murro em ponta de faca; pararíamos de alimentar tanto as dores, as angústias, os dissabores, o que deu "errado".

Temos uma mania de colocar tudo em dois campos extremos: CERTO ou ERRADO; BEM ou MAL; PRETO ou BRANCO; É ou NÃO É. E existem tantos, inúmeros e incontáveis "certos", "errados", "bons", "maus"... Já ouviu: "de boa intenção o inferno tá cheio?". Pois é, o mal também tem suas "boas" intenções, para com ele mesmo. Precisamos ser justos. Ser justo não é querer estar sempre com a razão, nem achar que sabe tudo. Não sei explicar tão bem o que é ser justo... seria apenas uma definição elaborada pelo meu intelecto na intenção de dar uma definição bonitinha... Na verdade, eu imagino o que seja justo, porque dói sê-lo. Dói ser julgado porque entendeu o lado do outro. Incomoda não reagir. Só se é justo se revidar e fizer "justiça". Para mim isso é orgulho, algo danoso. "Mas, você vai deixar assim? Se fosse comigo..." Não falo fazer papel de trouxa. Todo mundo acha que ser bonzinho é ser babaca, ou apenas uma pessoa que ajuda uma velhinha a atravessa a rua. Nos ensinam muito pouco sobre bondade. Queremos aprender muito pouco sobre bondade.

Ser bom requer algumas características que poucos de nós está disposto a desenvolver. Exige que tenhamos uma coerência entre nossos pensamentos e nossas ações, senão, não há meio. Exige que tenhamos firmeza de caráter, moral, ética... senão, não há espaço. Ser bom é muito mais do que alguns atos de bondade. Ser bom é fazer o bem, sem olhar a quem e a todo instante. Ao menos, é o que eu penso. 

Sejamos cada dia um pouquinho melhor do que ontem. Podemos abrir a porta ao bem aos pouquinhos. A afobação derruba tudo e vem com uma densidade danada, daí, traz a ilusão de que estamos fazendo o que deve ser feito, como deve ser feito. De repente, vem a chuva e derruba nosso castelo de areia e culpamos a vida por termos erguido uma construção sem base firme. Para erguermos uma vida de verdade é preciso trabalho e esforço... requer dedicação, disciplina e ação todos os dias. Não como fardo, com peso, com lamúrias... isso é o que a gente já faz: desconstrói um dia após o outro e carregamos a ilusão de que construimos a torre que nos levará ao céu. Sempre caímos no mesmo lugar. Nós damos nossa cara a tapa para a vida. Ela não quer nos bater, nós é que nos batemos. A Vida ensina, mas, não sabemos escutar. Muitas vezes, nem queremos.

Sei não, mas, eu quero aprender cada dia mais. Eu adimito que não sou boa. Mas, que eu quero ser e me esforço - ainda que minimamente - eu tento... Vou no ritmo que consigo, senão é afobação. Para tudo, nosso tempo. O equilíbrio. O sentir. No momento em que a ficha cai, aí, sim, a gente sente na alma, em nosso âmago: "então é isso!" ou "então, é assim!". Chega-nos uma convicção. Uma convicção diferente, não aquela reação instintiva aos nossos desejos - que chamamos erroneamente de intuição - mas, uma intuição genuína - desculpem-me a redundância... se é intuição, deveria ser genuína... é que usamos tanto e por tanto tempo para diversas definições que a intuição passa a ser um termo coringa: entra naquilo que eu acho que deve ser. O bem deve ser assim, em forma de paz. Afinal, o contrário dele nos causa angústia, dor, sofrimento... Então, se esse é o papel do mal, não seria ele uma faceta do bem? Eu, hein... Tô pirando meu cabeção. É que minha ficha está caindo por aí... em ver que o bem está em todos os lugares, só olhar direito, ou certo. Êpa! Sem alienação. Sem devaneio. Minha ficha me diz que devo manter os pés no chão e não deixar de ver e adimitir a realidade.

Será que tudo faz parte? Tem algum a parte? Será que existe o caminho do meio, mesmo? O equilíbrio? A harmonia? Eu acredito. Acredito que se bem nos fizermos, bem chegaremos lá. Lá onde? Em nós mesmos. É... tô pirando meu cabeção, mesmo...

Pat Lins.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

CHEGOU A HORA DESSA GENTE BRONZEADA MOSTRAR SEU VALOR!


Quem topa parar o carnaval na Bahia 2012? Loucura? Sim, mas, porque não! Hora da população fazer greve, também. Mas, quem gostaria de parar uma festa mundial, mesmo com uma crise instalada? A crise não está só na greve dos PM´s da Bahia, está no fato das verbas públicas terem destino desconhecido.
As exigências dos policiais são justíssimas. Isso, não podemos negar. A falta de controle do comando de greve com alguns policiais é que está comprometendo e muito a população. Gente, policial militar não recebe periculosidade, nem insalubridade... um vereador, recebe! Fora os salários baixos e condições de trabalho precárias. O que tem sido divulgado e vem comprometendo o movimento - e tocando o terror na gente - são os vândalos - sejam da corporação ou não. O movimento é no CAB - Centro Administrativo da Bahia -, mas, alguns estão fugindo do controle e aterrorizando a população. Depois, haja trabalho para mostrar serviço por conta de um bando de policiais que não querem lutar pelos direitos, querem usar e abusar do poder. Isso compromete a imagem de toda uma corporação e ainda piora as negociações. O que está acontecendo é que a PM usa do direito de exigir melhorias para sua categoria - o que é justo, afinal, não pediram nada abusivo - e uma pequena parte dessa categoria queima o filme de todo mundo e se volta contra o povo. Daí, a população que adora um babado, generalisa e os bandidos se aproveitam e continuam a piora do problema. Ou seja, virou uma enorme bola de neve descontrolada e ninguém sabe quem está usufruindo disso. Tem muita gente calada, por aí e muitas matérias tendenciosas... Na época das eleições, nós - o povo - seremos usado para comover a nós mesmos... Brincadeira estúpida, viu?  O comando de greve deveria buscar esses desgarrados e dar uma chamada de atenção. Se é para o bem de todos, que seja para o bem de todos. A população já paga muito caro por tanta coisa. 

A briga é com o Governo, não conosco. Isso eles deveríam ter em foco. Perturbar a população, ofender o exército isso é falta de inteligência e já entra em outro viés, que descaracteriza a greve, passa a ser vandalismo, não movimento grevista organizado. E como ficamos nós? Todos em suas casas, aprisionados pelo efeito desgastante do terror e do medo, reféns de tudo: imprensa - que divulga o que quer, sem critério de verificar a veracidade das informações; fora as tendenciosas contra o movimento, usando a imagem dos que estão aterrorizando em prol governo... -; bandidos e dos policiais que não sabem como chegar ao CAB e ficam pela cidade aprontando e comprometendo a imagem de uma corporação que já está fragilizada. Somos reféns de um governo que não está aí para a gente e quer se mostrar durão na hora errada. Esse pessoal - os policiais que eram para serem os mocinhos e estão sendo transformados em vilões, conforme a maneira como tudo está sendo divulgado... - trabalha em ambientes pesados, são pessoas como qualquer um de nós, recebem pouco, com pouco investimento do governo nas companhias... O erro todo está na falta de vontade do Governo em melhorar. Falta investimento na segurança pública, na saúde e na educação. 

Nós pagamos impostos para tudo. Não chega onde deveria. As estradas intransitáveis. Está na hora da população fazer greve, também! Ninguém sai de casa. Ninguém vota. Ninguém paga imposto. Já pensou, um movimento grevista - garantido por Lei - da população: NÃO PAGO IMPOSTO ATÉ NOS DEVOLVEREM EM FORMA DE APLICAÇÃO REAL NA SAÚDE, NA EDUCAÇÃO, NA SEGURANÇA PÚBLICA, NAS RODOVIAS, NAS RUAS... Aí, imagino eu, nenhuma categoria mais precisaria entrar em greve, porque nós teríamos nossos direitos garantidos. 

Chega de usarem o povo como bucha de canhão: a gente paga, a gente sofre e gente se lenha! E de todos os lados. Atingem a gente para chegar ao governo. Desde quando ele se preocupa com o povo? Isso deve ser revisto! Em vez de ficarmos contra o movimento - não falo dos desgarrados que estão aprontando por aí, esses merecem punição - deveríamos cobrar do Governo: onde está o dinheiro que mandamos para o nosso Estado? Hora de prestação de contas. Onde está a Bahia que cresce? Eu estou me sentindo pequeninha! Mas, as festas ainda ganham destaque internacional. Me desculpem, mas, vá a merda com as festas. É por isso que nada vai a frente, os interesses superficiais sempre acabam se sobrepondo e nada mudo, tudo continua, tudo piora!

O que é um carnaval em vista de uma solução a longo prazo? Essa falta de interesse do povo é chocante! Governo: hora de usar do bom senso, não do orgulho. Os policiais não estão exigindo nada que não seja de direito. Arruma a casa e faz a coisa certa! Foi para isso que votei em você, para ver a Bahia crescer. Onde está a Bahia agora? Na "boca de matilde". Sendo falada por aí, pelo mundo. Se isso te preocupa, veja, é a imagem do meu Estado que está sendo deturpada. E essa de que o povo esquece, eu sei, é verdade, mas, o povinho daqui, o nosso povinho. O povão do mundo, não. Vivemos num mundo de negócios. Business. E você está praticamente abrindo falência para uma terra tão rica e tão merecedora de um Governo firme - não intransigente. Precisamos de sua presença, Governador! Por favor, aja de maneira justa. Punir - como o senhor mesmo falou - os que agiram fora da Lei; mas, garantir os benefícios para uma categoria que precisa de condições melhores de vida e trabalho para garantir a segurança de toda uma população contra o crime, não contra a própria população. O Governo deveria ser o parceiro da justiça! O que está acontecendo? E cuidado, isso tudo deve estar sendo muito bem coletado e será muito bem usado - está na cara - nas próximas eleições. Não pense no hoje como se não houvesse um amanhã. Isso que faz hoje, aqui e agora, vai ser o seu amanhã. Pense nisso! Um hoje mal feito gera um amanhã mal feito. É a lei da vida e da consequência. Se almejou esse cargo, faça valer cada voto. Esqueça os interesses escusos, foque-se na população a quem se dispõs conduzir e dirigir. Um dirigente deve dirigir gente, não nos afundar!

Pat Lins.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

DISTÂNCIA SAUDÁVEL - HÁBITO SALUTAR


Cada dia que passa, mais faço uso da minha DISTÂNCIA SAUDÁVEL.

Não por fuga mas por compreensão. Compreendo que reconheço que não é fácil saber lidar com determinados tipos de pessoas, principalmente aquelas que parecem sugar nossas forças - os vampiros. Mesmo sabendo que é necessário nos empenharmos em compreender e saber lidar com as pessoas, respeitando o jeito de cada um, existem algumas pessoas que além de não respeitarem - ou, sequer conhecerem - a si mesmos, ainda invadem com tudo o espaço alheio. Essas pessoas são perigosas para elas mesmas. 

Não me culpo por ter que manter essa distância. Por mais que compreenda e tente aceitar, é difícil conviver com alguém que é, digamos... problemático ao extremo e vive num mundo próprio e de ilusão. Não apenas por dificuldade de relacionamento, são pessoas energeticamente perigosas, são sugadoras. Essas pessoas esquecem que têm o mesmo direito a felicidade que todos têm e só querem sugar a dos outros, em vez de trilharem seu caminho e conquistarem esse estado de espírito. Nada está bom. Nunca se informam. Vivem egoicamente. Acham que sabem tudo e nunca estão errados - preferindo, se for preciso, denegrir a imagem de outrem apenas para justificar suas ações... Enfim, não raciocinam. São praticamente animais selvagens. Quando se vêem diante de alguém que não lhes dá força, atacam com tudo. Se jogam no desespero de destruir, ainda que tenha que se destruir. 

Pessoas assim são densas. Loucas. Mas, quando precisam de algo que você tem, não hesitam em se aproximar e pedir - na cara dura. E assim fazem, como se nunca tivesse te atacado, machucado, etc. São pessoas que poderiam ser legais, se quisessem. Infelizmente, optam e se satisfazem com a inveja e a mania de desejar a felicidade do outro - nem que seja um palito usado...

Para mim, como essas pessoas são praticamente inatingíveis - do ponto de vista de se manter um diálogo ou conversa razoável ou um lampejo de bom senso - a DISTÂNCIA SAUDÁVEL torna-se um hábito salutar. 

É desgastante a todo instante ter que manter acesa a chama da compreensão. Preciso investir meu tempo e energia em minha mudança, em minha vida, em meus afazeres e não gastar em reserva e/ou defesa aos ataques imprevistos e imprevisíveis dessas pessoas que vivem numa dimensão de ilusão e acreditam que aquilo seja a realidade comum. É perigoso, delicado e desgastante. 

Não adianta querer comprar essa briga, essas pessoas não estão dispostas a querer mudar. Na verdade, não admitem ter ou serem problemas, então, mudar o quê? A única maneira de atingir e forçar que essas pessoas percebam que estão incomodando é falando firme - o que eles chamam de "grosseira", "falta de educação" ou "estupidez"... qualquer negativa a seus ataques são assim denominados - e seguro, negando seus ataques. Normalmente, querem algo da gente e quando escutam um NÃO sentem-se acuados, desmascarados, revelados a si sua loucura. Nesse momento, redobram o ataque e usam argumentos vazios e chantagens emocionais, tudo para intimidar. É preciso estar sempre em alerta e "plantado na base" com pessoas desse tipo. Por isso, me mantenho distante. Isso não impede os ataques, entretanto, diminuem a frequência, eles sabem onde pisar. Se fecho meu perímetro, hesitam em se aproximar. Exceto diante de uma necessidade umbilical, sendo que seus umbigos são o centro do universo. Acabam criando antipatia gratuitamente. Mas, despertam, nos menos avisados, pena o que gera culpa em quem se protege. Não entendem muito as coisas, apenas que querem porque querem aquilo - birra, coisa de criança em idade adulta. São pessoas ignorantes. Não por falta de acesso a instrução, mas, por não terem o menor interesse em entender, mesmo. Para quê? Tudo que entendem é que se quiserem algo, todo mundo tem que dar. É preciso muita firmeza de caráter e postura para negar. E muito mais ego fortalecido para não entrar no jogo - essa eu já percebi, só falto exercitar em mim.

Apesar de compreender e ver que são assim, já tentei aproximação e aconselhamento. Sobrou para mim. Caí fora. Numa dessas vezes, minha ficha caiu: tenho que ter forças para melhorar a mim; não posso ser responsável pela mudança de mais ninguém. Cadê a culpa? Se foi. Fica a pena e a raiva. A raiva, deixo ir. A pena, fica. Só que ela não é capaz de fazer nada, então, faço eu: DISTÂNCIA SAUDÁVEL. Melhor para todos os lados. Um dia, creio e desejo eu, as fichas dessas pessoas devem cair, também. Um dia... 

Não se trata de levantarmos muros, apenas definição de espaço: o meu, o seu, o nosso, o vosso, o deles. Nisso se baseia a DISTÂNCIA SAUDÁVEL, no respeito ao espaço alheio. Ninguém invadir o espaço de ninguém. Num viés extremo, se afastar de seres invasivos. Como os que vivem nesse mundo próprio de ilusão. Como eles não sabem onde fica o espaço de cada um, por não terem a capacidade de respeitarem e cuidarem do próprio, invadem o dos outros, porque o egocentrismo os diz que eles podem tudo, afinal, são o centro do mundo... ou do universo.

Para construirmos e plantarmos nossa felicidade, devemos resolver muita coisa em nós mesmos. E entender que somos humanos e limitados em nossas infinitas fraquezas pode ser um começo. Porém, entender que podemos ser melhor a cada dia e não resolver tudo de vez, mas, uma coisa de cada vez, pode ajudar na hora de refazer a base e liberar a angústia e ansiedade de querer mudar tudo já e imediatamente, adiantando o que ainda não está no tempo. Resolver tudo aqui e agora é resolver o que está no tempo de ser resolvido, sem deixar passar e acumular pendência.

Pat Lins.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

AQUI E AGORA - NOVA FASE DO BLOG

Mais um (re)começo!

Desta vez, estamos mudando de nome. Não por acaso. O “A DOR SÓ DÓI ENQUANTO ESTÁ DOENDO, DEPOIS PASSA”, passa a se chamar “AQUI E AGORA”. Por quê? Porque tudo se resolve AQUI E AGORA. Até para as dores passarem, precisamos entender, respeitar e agir no momento presente, pois, só assim, o futuro pode ser melhor. AQUI E AGORA engloba tudo o que venho aprendendo nestes últimos anos. Deixar para depois é acumular pendência. Para quem quer abrir espaço na vida para as soluções, precisamos resolver nossas pendências AQUI E AGORA.

Os textos antigos continuam. Só mudamos o nome. O conteúdo continua o mesmo: a busca, a construção do caminho para a felicidade.

Aliado ao AQUI E AGORA, começamos um novo movimento – que envolve o: “VAMOS DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO” – chamado de “CONSTRUINDO E PLANTANDO FELICIDADE”!

O “CONSTRUINDO E PLANTANDO FELICIDADE” é um movimento em prol do momento presente. Vamos nos dar, a cada dia, um presente: a felicidade. Vamos plantar coisas boas e, consequentemente, colher coisas boas. Bom, o porquê de não ser “plantando e colhendo” é que pretendo reforçar a nossa responsabilidade de construirmos nosso futuro, no AQUI E AGORA, no hoje.

Não. Não vamos construir muros, nem levantar paredes. Vamos construir juntos, um caminho. Um caminho onde plantaremos e colheremos a cada dia e, assim, construiremos um amanhã melhor.

Para quem pensa que a construção é como a de uma obra imobiliária, melhor desfazer essa idéia. A construção nunca termina. Somos demandas intermináveis em nós mesmos. Fim? Sabe Deus, quando teremos um. O importante é o AQUI E AGORA. Independente de se há – ou não - vida após a morte, vida eterna... tudo depende de como fazemos cada hoje que vivemos. Portanto, hoje é o melhor dia para começarmos a construir e plantar a mudança.

AQUI E AGORA é o momento ideal para darmos início. Assim, dá tempo de nos tornarmos pessoas melhores. Não melhor do que o outro, melhor do que nós mesmos: o melhor que há dentro de cada um de nós.

Para fortalecer nosso movimento, nada melhor do que a ação, a prática. Afinal, se queremos mudar, precisamos AGIR. Como ação de fortalecimento de idéias, me inspirei numa amiga, Angela Márcia, que presenteou pessoas queridas com sementes de girassol, desejando que essas pessoas alcançassem a prosperidade em suas vidas. O girassol é uma flor simbólica que representa dignidade, glória e paixão, sugerindo uma altivez com alegria, respeito e integridade. Seu estilo e cor trazem vida e muita energia aos ambientes. Para alguns, o girassol significa fama, sucesso e felicidade. Daí, as sementes nos levam a necessidade de se entender que nada nasce ao acaso, é preciso plantar. Então, vamos plantar e colher a nossa própria felicidade! Caso encontre um saquinho com sementes de girassol, por aí, em qualquer lugar, receberá meus desejos mais sinceros de que você, também, entre nesse movimento e nos abramos para a felicidade como resultado de nossa colheita. Junto ao saquinho, haverá uma mensagem e o endereço aqui do blog. Em momento algum é feita apologia religiosa, política ou afim. O único objetivo é lembrar que ainda existe muita coisa boa no mundo e se não lembrarmos e fizermos o bem, todo mal triunfará.  A mensagem que segue com os saquinhos de semente de girassol é simples:


Se você encontrar um desses saquinhos - em princípio, apenas em Salvador/Ba/Brasil – peço que coloque seu comentário - em "COMENTÁRIOS", logo ao final deste texto - sobre como se sentiu ao receber esse presente simbólico.

SEMENTES DE GIRASSOL COM NOSSOS DESEJOS DE ALEGRIA E PROSPERIDADE.


Outra inspiração que tive – e que vou explicar na semana que vem – veio do blog WORD ROCKS. Que consiste em desejar coisas boas com belas palavras, em pedras. Aha! Semana que vem, as pedras preciosíssimas, da Carolina Âreas, estarão aqui, fortalecendo o movimento CONSTRUINDO E PLANTANDO. Imagine se um monte de gente decidir fazer uma coisa boa AGORA    ? E aí, podemos ou não fazer algo de bom? O bem não requer nada mirabolante, apenas atitudes simples e sinceras.

Caso não se sinta à vontade para dividir isso publicamente, pode enviar e-mail para linspat@gmail.com e/ou simplesmente, receber e doar coisas boas. É simples, basta ter como princípio que tudo na vida – só olhar a natureza – é BOM, BELO E JUSTO.

AQUI E AGORA estamos começando o AQUI E AGORA.

Pat Lins.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

ESTAMOS PERTO DO RECOMEÇO!


Já, já, estaremos de volta!

De cara nova!

Segunda-feira, dia 06 de fevereiro de 2012, este blog voltará ao ar!

Novo layout. Novidades bem simples. Nada de extravagante, apenas, nova fase.

Até segunda! Dia 06 de fevereiro estamos de volta.

Pat Lins.

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