sexta-feira, 4 de novembro de 2011

AFINANDO A JUSTIÇA SÓ PRATICANDO A JUSTIÇA

 
“(…) os homens tornam-se arquitetos construindo e tocadores de lira tangendo seus instrumentos. Da mesma forma, tornamo-nos justos praticando atos justos"

 Aristóteles

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

ESCOLHA

"A origem da ação é a escolha, e da escolha é o desejo e o raciocínio com um fim em vista. Eis aí por que a escolha não pode existir nem sem razão nem sem intelecto, nem sem uma disposição moral”

Aristóteles

domingo, 30 de outubro de 2011

TODA MÃE TEM QUE ENTEDER... EU TENHO QUE ENTENDER....

Toda mãe, aliás, todo mundo, precisa entender que as pessoas só vão entender que nós não somos iguais e cada um tem seu tempo, sua história, suas características, seus ambientes (micros e macros; internos e externs; sociais, educacionais, econômicos...) e isso leva cada um a agir de determinada maneira, no dia que entender que todos somos diferentes, cada um tem seu tempo, sua história...

Então, diante de uma mãe que conheço que se pune muito, por conta de acreditar que deixou de dar mais aos filhos - não é dar o naterial, isso, graças a Deus, ela pode dar - acaba querendo ser uma mãe exagerada dos netos. Como a filha gosta da "prega", ela meio que assume, sem assumir ou admitir, ela continua fazendo o mesmo que fazia com os filhos: se dividindo. Todos nós precisamos aprender a nos multiplicarmos, sem perdermos nossa essência, sem nos descentralizarmos - como estou aprendendo com grandes mestres: focar no ponto, sem deixar de ver o que estar ao redor. Pois sim, ao não saber se permitir quebrar em si suas próprias amarras - e eu não digo que seja fácil, nem que não doa, mas, trabalhá-las, cuidar dessas feridas da infância, das frustrações... libertar-se pelo amor e pela transformação real, não aquela de palavras e frases prontas que tanto citamos, como se fossem nossos sentimentos - vai perpetuando suas dores em forma de mal estar. Quer fazer demais e acaba sufocando, porque perde a noção de espaço e acaba - por mais que saibamos que tem boa intenção, sempre inisto que "muito ajuda quem não atrapalha" e ajudar é você fazer aquilo que a pessoa precisa, não o que nossas frustrações querem que façamos para nos auto-afirmarmos, não nos afirmando; nos retalhando ainda mais e retalhando as nossas relações com os outros e o que poderia ser um ambiente saudável e aprazível, se torna tenso e cheios de medos de julgamentos, cheios de julgamentos, cheios de "aquiloquenãoéditoporquenemseiqueestousentindo" e fica no ar aquela nuvem pesada transparente e cinzenta do que não se foi cuidado com o devido carinho e que acaba se esbarrando com pessoas que não aceitam essas interferências e fica um clima chato de que quem não faz parte daquilo e não quer deixar que as situações mal resolvidas dos outros interfiram em suas vidas acaba sendo o algoz da situação, já que está com o alerta ligado e a "guarda erguida". Assim, num ambiente onde não exite vítma e algoz - afinal, essa condição está em todos os seres humanos: tanto somos vítmas quanto algozes de nós mesmos - acaba se tornando um ambiente daqueles que a gente não quer voltar e acaba levando a "culpa" pelo estresse... Bom, é uma espécie de cadeia ciclíca de acúmulo de sapos engolidos e que, depois de tanto tempo, querem pular e sair da garganta e a pessoa continua segurando, em vez de soltar e se libertar do que realmente causa o mal estar. Ufa! Se é difícil tentar descrever a situação, imgina quem vive - quem são todos os envolvidos direta e indiretamente, afinal, mesmo que eu não tenha pedido isso, acabei sendo envolvida, também - e não tem a menor consciência de que faz tudo isso - que não se trata de opinião minha, apenas... - afirmando que já se trabalhou e aprendeu isso e aquilo com a vida, quando, em verdade, aprendeu, mas, não apreendeu que precisa se libertar de verdade, não de uma nova prisão que tenta negar a anterior... Uma prisão dentro da outra e se tornam escravos dos próprios escravos.

Pois é, naquele momento, vi que para o outro entender que eu não posso carregar o peso dele(a) porque não me pertence e que, se a própria pessoa não o faz, e eu não tenho como ajudar, para piorar, ainda me atrapalha, lógico, que, se não estou forte - afinal, também tenho minhas complexidades humanas e não sei porquê os outros sempre acham que nós somos mais capazes de suportar as dores de suas aflições mais do que eles próprios... penso que todos nós somos um pouco assim... outros mmuuuiiitttooo asssiimmm - então, o ideal é manter a "distância saudável". Se essa situação já é difícil quando envolve apenas pessoas mal resolvidas sob a crença de que são bem auto-trabalhadas, imagina quando se envolvem filhos, netos e tudo mais que ser mãe nos traz. Muitos mundo se encontrando ao mesmo tempo em desequilíbrio... isso só pode dar colisão. E toda colisão, gera abalos de diversas intensidades.

Ali, minha ficha caiu - grande diferença de quando apenas achamos e quando a informação é processada dentro de nós - e vi que eu é que tenho que entender que ninguém tem que entender o que vejo, mas, cada um tem que entender que é responsável por seus atos e só cada um pode transformar e refazer seus passos e que eu tenho que entender isso também.

A GENTE NÃO PRECISA QUERER QUE OS OUTROS ENTENDAM PORQUE AGIMOS COMO AGIMOS E EDUCAMOS NOSSOS FILHOS COMO CONSEGUIMOS. A GENTE TEM É QUE ENTENDER QUE A GENTE SÓ PODE ENTENDER TODO ESSE PROCESSO NO DIA EM QUE A GENTE ENTENDER QUE A GENTE TEM QUE ENTENDER A GENTE MESMO. SÓ ASSIM, PODEREMOS ENTENDER O OUTRO. ÃO QUE FIQUE MAIS CLARO, MAS, FICA MAIS CLARO QUE O OUTRO TEM LÁ SUAS DIFICULDADES E AQUILO NÃO NOS INCOMODARÁ MAIS, PORQUE ENTENDEMOS QUE NÓS NÃO PRECISAMOS LEVAR AQUILO PARA A GENTE, NEM NOS SENTIRMOS CULPADO PELOS PROBLEMAS MAL RESOLVIDOS DOS OUTROS OU ACEITAR SER ENVOLVIDO PELOS PROBLEMAS MAL RESOLVIDOS QUE SE TORNARAM LOUCURAS E DESEQUILÍBRIOS EDUCADAMENTE NÃO ADMITIDOS DESSES MESMOS OUTROS. MAS, ISSO, EU SÓ VOU ENTENDER, NO DIA QUE ENTENDER A MIM MESMA, PORQUE, NESSE DIA, NÃO É QUE ESTAREMOS FRIOS E DISTANTES, MAS, NA TEMPERATURA CERTA E NA DISTÂNCIA EXATA PARA QUE O OUTRO TENHA A POSSIBILIDADE DE SE VER E NÃO NOS ATINJA E VICE-VERSA.

E ser mãe em meio a essa turbulência quer dizer: como proteger meu filho desses ambiente? Não existe proteção, assim eu penso. Mas, eu opto pela cautela e pela distância saudável. Nesse caso específico, sondo o ambiente e vejo o dia mais adequado para os encontros. Como: primeiro eu preciso saber como eu estou, porque, sim, é possível aumentarmos e carregarmos nas tintas quando não estamos num estado normal... afinal, também somos humanos falho e pequenos; depois, vejo o grau de aceleração da pessoa em questão; por fim, dou uma analisada no geral, tipo, quem mais estará presente, por quanto tempo e etc. faço tudo isso para promover um encontro sem grandes abalos. Assim, evito entrar em assuntos muito profundos, porque esses requerem um pouco mais de tempo e cuidado, não podem ser expressos de qualquer maneira - essa pessoa não entende isso e insiste em aprofundar em temas com frases e citações, em vez de dar atenção ao neto... depois, não curte nem ao neto, nem conclui os "pensamentos" profundos, ficando tudo no ar, pela metade e um clima cansativo. Nesse momento, dou o ponto final e me despeço, para que se termine o encontro de maneira ainda com algo bacana, senão, fica a marca do cansaço e daquilo que não deu tempo de ser dito. Essa pressa e mania de querer fazr tudo em pouco tempo é que acaba.

Como mãe, vejo que lidar com todas essas questões fazem parte de minha vida por conta do meu filho, afinal, não posso impedí-lo de ter vínculo com essas pessoas. Mas, confesso, por mais que tente lidar minizando o que está descarrilhado antes de minha chegada, mesmo assim, não é fácil ter que conviver com pessoas que falam tanto e respeito e nem percebem que nem respeitam o espaço do outro, nem o próprio. Se ser mãe já traz um monte de coisa para administrar, imagina ter que estar o tempo todo com uma balança na mão para não ser injusta e priver meu filho da convivência com essas pessoas da família que, para mim são indiretas, mas, para ele, são diretas? Como protegê-lo, sem afastá-lo? Faço como consigo e, depois de ontem, vi que já não carrego mais culpa. Já entendi como fazer com que eles tenham contato entre si sem que ela precise ver como é e como age de um jeito, fala outro e parece pensar outro e sem atingir meu filho: média de tempo. Estabeleci, após observar nos últimos anos e vi que a média de tempo estável nesses contatos é de mais ou menos 2 horas de contato em ambiente tumultuado e uma média de 3 horas em ambiente mais neutro, como na casa dela, sem a presença dos outros filhos e dos outros netos. Porque, quando se tem mais gente, mais essa pessoa se divide entre os filhos e netos e com essa divisão, ela se pauta na culpa o tempo inteiro e acaba se deixando levar mais para um lado do que para outro e impera a falta de senso do que é esquilíbrio, justo e belo e fica o tormento, a ansiedade, as comparações, a agonia e o peso. O que percebo é que uma mãe que apreende que é necessário se multiplicar sem perder o seu centro - mesmo que não de maneira natural, mas a duros esforços - dá muito menos dor de cabeça para mim. Eu não entendo como é se dividir, do mesmo jeito que ela não deve entender que mesmo que eu me multiplique, tudo tem um limite e eu, respeito muito o meu, por isso, sei o que é respeitar o do outro. Observo que, mesmo sendo e tendo falhas como qualquer um, eu tento ter o máximo de consciência no que faço, mesmo que isso desperte umas doreszinhas em algumas poucas pessoas, porque, na verdade, não sou eu quem causa essas dores, é a pessoa que já está dolorida e quando não encontra espaço para agir, se bate com um muro de proteção. E, digo, tento ser uma mãe justa para meu filho - mesmo cometendo erros, são os erros que ainda não consegui transformar - para que ele possa interagir com todos os lados das famílias e desenvolva laços com todos, sem cair no peso da obrigação penosa, mas, pela satisfação de estar com. Seria muito mais fácil fechar e cortar o vínculo, aí, eu não precisaria me repetir: "não é comigo, é com ela(s)". "Eu não causei esse mal estar, ele já estava lá, eu só não aceitei trazer um peso que não me cabe". Vejo nitidamente como sou tida como "a mãe que não deixa o filho..." quando, nesse caso, sou a mãe que se multiplicou diminuindo as forças e limitando meu campo de ação ao tempo médio que dá para ficar sem perder a razão. Haja cabeça para lidar com tudo isso e com o fato de que, quando Peu chega nesses ambiente, ele fica ainda mais acelerado, como se captasse toda a aceleração desordenada do ambiente e ficasse ainda mais "over" do "over" que ele já é de natureza.

Outra cosia que vi é que essas pessoas da família são as que menos sabem lidar com o agito dele e, sem preceber, não sabem lidar porque suas mentes são tão agitadas quanto os movimentos de Pedrinho. Ou seja, foi dali que ele herdou essas agonia toda de querer tudo para ontem e agir por impulso, só depois pensar no que deu. Uma ansiedade sem tamanho e sem foco na solução; onde confundem instinto com intuição. Foi aí que vi que ser mãe requer de mim liberar minha mente para que a intuição seja mais forte do que os instintos. Daí, vendo e convivendo com pessoas que querem que todos endendam o que nem eles sabem dizer o que quer que entendamos, porque, não se entendem direito consigo, que entendi que eu posso até entender suas limitações, as minhas, as de Peu, as de meu marido e tanta limitação junta acaba gerando um grande circo de limitações com todos os envolvidos estão no picadeiro e na platéia. Aproveito esses momentos, seja em minha família ou nas que entrei por opção, para me ver cada vez mais. Isso não impede de que dores sejam desencadeadas e que eu também erre em algumas frases colocadas para fora, em vez de deixá-las serem diluídas dentro de mim e transformadas em um pensamento nobre, só que, para isso, é necessário um tempo e espaço adeuqados, mas, num momento de pressão, de muita confusão, de muitas mentes confusas, num momento alguns pensamentos escapam e falo aquilo que vai atingir diretamente na ferida da pessoa. Num misto de defesa, para que os ataques sejam aniquilados; de orgulho em alta e dominante - eu me lembro que também sou humana e minhas fraquezas também reagem. Impossível administrar as ações e reações dos outros. Mal consigo dominar as minhas.



E isso é o que eu quero deixar para meu filho: mesmo que tenhamos que lidar com os problemas dos outros, antes, precisamos cuidar dos nossos. Aprendi a libertá-lo de querer viver e ser leal, mesmo sem perceber, ao quê e como eu ajo, dizendo para ele: "filho, sinto muito, mas, essa é maneira como a mamãe consegue fazer, mas, mamãe quer aprender a fazer mais e eu consigo. Você vai ter que fazer seu caminho. Mamãe vai estar ao seu lado, mas, só você poderá saber o que fazer.". Falo porque é o que e como eu me determino a viver em verdade e com esforço diário. Esse é o caminho que me disponho. E isso tenho que entender que eu preciso entender mais e mais a cada dia e viver mais e mais a cada dia, para não cair no lugar comum de toda mãe que acredita estar ido além, quando, na verdade, está muito aquém do que pregamos. Como mãe, antes de tudo, preciso aprender a ser como pessoa alguém mais íntegra e coerente. Essa incoerência acaba se revelando através de ações e atitudes que a pessoa nems e dá conta. Eu, só percebo depois que já fiz ou agi. Há quem diga que já é um caminho. Porque, na hora, somos muito mais impulsivos e instintivos do que conscientes e intuitivos. Só que, eu me determino a isso. E, como mãe, vejo que já alcança Pedrinho. Tudo que eu quero é que ele saiba que sinto muito, mas, não sou perfeita.

Ser mãe é ter que se entender para entender e saber lidar com o filho, entendendo que talvez ele não entenda nada... risos. Ser mãe é entender que nem tudo é entendível, porque nem todas nós estamos dipostas a nos transformarmos a fundo, como pessoa, antes de tudo.

Saudações maternais,

Pat Lins.

domingo, 23 de outubro de 2011

CARREGANDO APENAS O PESO NECESSÁRIO

Recentemente, tive uma ótima oportunidade de ver e ouvir uma frase que me tocou profundamente:

"MINHAS ESCOLHAS SÃO MINHAS, NÃO SUAS OU DE QUEM QUER QUE SEJA. QUANDO EU CARREGO AS CONSEQUÊNCIAS DAS MINHAS ESCOLHAS, ELAS NÃO PESAM PARA MIM MAIS DO QUE O NECESSÁRIO. QUANDO EU CARREGO MEU PESO, ELE NÃO É TÃO PESADO PARA MIM. SE VOCÊ CARREGA MEU PESO, ELE FICA MUITO PESADO PARA VOCÊ."

Existem, coisas em nossas vidas que fazemos sem nem sabermos porquê estamos fazendo ou agindo. Somos seres complexos, não porque somos difíceis, mas, porque dificultamos o que já vem com muita informação e não nos é permitido, desde sempre, saber de tanta coisa... Confuso, né? Imagemos-nos numa barriga. Quem nos carrega é outra pessoa, que, traz a mesma condição humana do ser que gera: imperfeição; carasterísticas únicas e essenciais; características herdadas geneticamente, de antepassados que existem de maneira que nunca saberemos o que virá... de quem vem...; nasce em um ambiente que já existe e perdura, com tradições que nem fazemos conta que existem... enfim, somos uma gama de informação desconectada pela ignorância de nós mesmos. Isso se agarava no processo de educação, porque, como quem nos educa é uma pessoa com seus defeitos, qualidades e com suas questões a serem trabalhadas, nós, também, aprenderemos a repetir o que já vem sendo repetido inconscientemente. Lógico, por ser inconsciente, haja labuta para sabermos o que ele nos quer dizer - sim, ele nos diz algo a todo instante, mas, não temos essa capacidade de compreender, proque ele fala numa linguagem muito profunda e nós, somos muito rasos - complexos e rasos. Não tenho dompinio de psicologia, nem de nenhum dado científico para comprovar o que falo como algo certo, mas, é o que vejo e o que as experiências que me disponho viver, num esforço diário e contínuo - na minha velocidade, no meu tempo e como consigo e/ou suporto fazer, ou seja, como dou conta, dentro das minhas imperfeições e limitações - reafirmam isso em mim e me abrem horizontes antes inatingíveis. 

Aos poucos, vamos nos fortalecendo e nos calando. À medida que nos libertamos de algum mínimo entrave, não podemos falar, causa estranhamento e gera pressão dos que temem buscar a si e não querer ver que é possível crescer e que esforço é algo que incomoda e dói, sim, dói muito, mas, é uma dor de cura, uma dor sem sofrimento, sem angústia, apenas dói porque já estava doendo, justamente, por estar no lugar errado, tratam-se de feridas abertas que mantemos por toda a vida e nos acomodamos tanto a essa dor que não temos força para encarar curá-la, porque sentiremos uma nova dor - como se fosse preciso curar uma fratura... tem que engessar e ficar um tempo sem mexer, porque para se encaixar aquilo que estava fora, o tempo é lembrado como mestre, apesar de ser imposto a essa condição, já que não tem outro jeito... rs Ou espera o tempo certo, ou, o encaixe errado causará outro problema. Assim é nossa vida, muita coisa encaixada de maneira errada e que vai querer um esforço ainda maior, já que não fizemos o que era para ser feito quando era para ter sido feito. Por sorte, algumas cosias ainda têm tempo para mudarmos, mas, o preço justo é cobrado: esforço!.Eu penso assim: ao menos, trata-se da dor de cura, depois, menos uma dor, mais uma cura, mais um ponto de libertação pessoal. Imagine! O esforço continua, sim. Precisamos sustentar o que mudamos, perante nossos outros euzinhos e perante as pessoas de fora - quem não entende, vai querer te cobrar e te derrubar, não de propósito, mas, por não aceitar que o que você fez não é privilégio seu, mas, resultado de seu esforço e que, se essa outra pessoa também quiser, a ela também - assim como a todo mundo - é dado esse direito, sempre com a cobrança de um preço justo: esforço! A gente cresce sem entender que não existe bônus sem ônus. Aquela história: "é preciso quebrar os ovos se quer fazer uma omelete". É fato. Não vai mudar se eu aceito ou não, vai continuar sendo. A gente não entende que a vida tem Leis próprias e que seguí-las é liberdade. 

Bom, vou parar por aqui, porque esse pensmento era só para nos lembrarmos que precisamos ver ao que somos leais. Aprendi um termo muito bacana, chamado de "lealdade invisível", onde somos leais e damos continuidade a coisas que nem sabiamos e que, provavelmente, seja uma característica da família e ninguém sabe onde começou, nem quem deu início, e nem culpar essa tradição, afinal, nossa família também são pessoas com problemas e pesos próprios, que, por não serem assumidos, alguém na família assume e passa de geração em geração, até alguém parar e ver: "esse excesso de peso... isso não me pertence.". Quantas vezes, para fugirmos dos nossos próprios problemas, assumimos uma responsabilidade que não é nossa e ficamos nos sentindo, porque estamos cheios de "abacaxis" para descascar? Pois é, queremos resolver os problemas dos outros em vez dos nossos e, de repente, estamos exaustos, exauridos, sem gás nem para levantar da cama. Com a guarda baixa, o que tende a entrar? Aquilo que é mais denso, que por, justamente ser pesado, cai com toda força em nossas costas, em nossos ombros e cedemos à tristeza, à angústia, a dores que não deveriam existir e, já não bastava tanto para ajustarmos nessa vida, ainda criamos e permitimos mais. Por isso que é tão difícil sabermos amar como o amor é: livre  e libertador. Quanta mãe, em nome do amor, poda o filho e isso não deixa de ser amor, mas, uma deturpação do amor. O sentimento nobre existe, está lá, mas, a consciência do que ele é, de fato, está tão longe, tão longe, tão longe... E acabamos dizendo que "erramos por amor". O ideal é formularmos a frase certa: "erramos por não sabermos que é amor, apesar de sentí-lo, não sabemos vivê-lo!" Erramos por não saber acertar, porque estamos condicionados a viver errando e julgando e condenando e culpando e fazendo tudo que não era para ser feito em vez de fazermos o que deve ser feito. Daí, o que precisa ser feito vai exigir, lógico e justamente, muito mais esforço: um apra desfazer e tirar o que foi feito e colocado erroneamente; outro, para darmos continuidade; outro para o que não vai deixar de aparecer; outro para vivermos...

Bom, resumindo, vamos devolver as pedrinhas - ou pedrões - do passado com amor e carinho para quem cabe, para o passado e segurarmos apenas a nossa, até ela se transformar numa pomba e voar, simbolizando a nossa conquista, a nossa vitória! A nossa liberdade! Em vez de pedras para carregar, uma vida plena para viver! Tudo aos poucos, passo após passo.

Pat Lins.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

O BEM SÓ FAZ BEM


Não adianta nada pregar o bem da boca para fora. Só surte efeito quando entra ouvido a dentro, passa pela mente e se encontra no coração, passando a fazer contato com o externo, através da simples ação.
Pat Lins.

QUE BOM QUE MUITA GENTE QUER SER MELHOR DO QUE É

...a grande questão está no que realmente temos de valor! O grande problema é que a maioria das pessoas cultuam os valores deturpados e cobram, culpam, julgam e tentam destruir o que o outro tanto luta para ser. O pior dos problemas é a crítica, sempre como destrutiva. Engraçado que ainda escuto e falo: "a felicidade de fulano(a) é fazer os outros infelizes". Primeiro, nossa felicidade é nossa, algumas pessoas podem dificultar o processo - e haja gente com essa capacidade infame - então, redobremos a força e vamos em frente; segundo, uma pessoa que quer fazer outra infeliz não é feliz e nem sabe que felicidade é algo para todo mundo, não privilégio de uns poucos. Porém, apenas alguns poucos conseguem realmente ser feliz. 

Que pena! Que pena que nem todo mundo está disposto a ser melhor do que si mesmo. Que pena que nem todo mundo se dá a alegria de entrar no caminho para a felicidade, construindo-a a cada dia. Que pena que quase ninguém tem vontade de ser afortunado como pessoa. Uma pena, mesmo, porque todos nós, independente das circunstâncias, temos isso dentro da gente. Que pena.

Que bom, que muita gente já está atenta a isso e se dá a oportunidade de uma vida de esforço para ser melhor a cada dia, a cada novo instante. Que maravilha que essas pessoas existem! Que ótimo! Porque elas serão exemplo para uma gama de gente que nem faz idéia de que todo mundo é capaz de tomar a mesma decisão de ser feliz! De ser humano! De ser pessoa! 

Pat Lins.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

HORÁRIO DE VERÃO

O horário de verão engana: a gente dorme uma hora mais tarde e o despertador não perdoa, te acorda uma hora mais cedo!!
 Pat Lins.

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