segunda-feira, 18 de julho de 2011

ESTAR BEM, POR "NADA"

Por que a gente sempre condiciona estar "bem quando...":

"Quando pago uma conta. "; "Quando saio do aluguel..."; "Quando perco 10 kg..."; "Quando, quando, quando..." ?

Pois é, hoje, após uma caminhada, vi que a gente pode ficar bem por "nada". Estava indo, caminhando, pegar meu filho na escola, quando estava me sentindo bem, do "nada" e ultimamente tenho andado assim, de repente, me veio o pensamento: "por que estou me sentindo bem?" E comecei e pensar: "Porque Pedro está crescendo e se acalmando mais..."; "Porque tomei vergonha na cara e comecei a andar..."; "Porque..." Aí, parei, olhei para o céu e pensei: "será que é porquê o dia está bonito?". 

Que nada! É por tudo! Sempre falo que a gente não sabe ser feliz e é verdade. Um estado de espírito feliz deve ser algo parecido: estar bem, em paz, por nada. Aliás, por tudo, por todas as boas razões que temos e as que não são motivos para alegrias, merecem cuidado. Geralmente eu me sentia "culpada" por estar feliz, enquanto tanta gente sofre... Tive minhas cotas de sofrimento - e ainda as tenho, afinal, problema todo mundo tem e cada um sabe onde sua dor dói... - e aprendi/aprendo com elas. Foi em meio a dores profundas, como chamo, "dores da alma", que vi e entendi que dor precisa de cuidado para sarar. Não foi fácil, afinal, é  muito fácil ter quem cultive sofrimento e alimente esse sentimento, sem olhar para de onde jorra essa dor e poucos se dedicam a tratar, cuidar e dar o carinho especial que essa dor merece para passar. Eu não batalho e me esforço dia a dia para me libertar de "mentirinha", para ser aceita aos padrões de normose que nos impõem e que nós nos impomos, também. Batalho para que esse embate faça aflorar em mim minhas angústias, meus medos... Toco nas feridas para saber onde dói e sará-las. Nem todas eu consigo... Algumas, quando vejo, doem tanto que evito tocar. Me propus não fugir, mas, não vou enfiar o dedo, para magoar. Cuidar de uma de cada vez. Isso tem a ver com o post do "Sem atraso. Na hora certa!" - aceitar e respeitar o tempo para me premitir crescer como pessoa. Isso não tem a ver com religião. Isso tem a ver com acreditar e cuidar de mente, corpo e espírito - sem precisar frequentar alguma religião. Questiono e muito a maneira como são conduzidas e por quem....

Pois bem, não sei porquê não aceitei estar bem, apenas por estar bem, sem ter que associar a algum acontecimento feliz. Por que não podemos dar valor ao cotidiano? Por que não posso, algumas vezes, me chatear com algumas repetições desse cotidiano e decidir mudá-las? O que está por trás desses pensamentos divididos que me travam? Será que é porque não está na hora certa? Será que é porque é hora de reconstruir e uma pedra de cada vez faz parte do processo para que, na hora certa eu esteja preparada? Mas, se o daqui a pouco começa agora, então, a todo instante precisamos estar começando a dar entrada em nosso processo de mudança pessoal, certo? É, algo em mim está mudando e nem me dei conta, precisei me questionar o porquê de não aceitar apenas que estou bem e que quero viver assim. No dia que vier alguma fase de dor mais forte - claro que gela o coração saber que sempre passamos por elas - espero estar assim, tão cheia de vontade de entender que tudo tem seu tempo, que já não sofra mais. É o que venho aprendendo, alguns pontos apenas questionando e aceitando a idéia..., desde que tive DPP, desde que minha vida precisou virar de cabeça para baixo para que eu visse que ela nunca esteve de cabeça para cima e sim, de lado e caindo... Só depois de tudo isso me comprometi comigo em colocar minha vida de cabeça para cima e seguir em frente. Fui questionada com o tempo que levei para me "curar" e digo a qualquer um: me curo a cada dia. Vi que muita gente acha que está "curado" por não ter que assumir seus problemas diariamentes, quando, sem perceber, estão doentes e necessitando de cura, também. Depois, perdi um filho - abortei; o coração do bebê parou de bater... - e vi que a vida continua. Fiquei muito triste, claro, mas sem sofrimento. Naquele momento eu entendi que a vida tem seu próprio desígnio, ou seja, o que acontece ou não é porque deveria ser assim, sim. Sei, o livre arbítrio. Eu acho que ele existe, sim, mas, dentro do que é permitido ou não... Para mim, é como limite para criança: você dá as opções, nada além. Se pode escolher, mas, um dia, no tempo certo, a necessidade de se fazer o que se veio para fazer irá vigorar. Não é preciso ter uma Depressão para ter que se cuidar. Nem perder um filho, para se ver ainda viva. Não é preciso ter uma doença terminal para querer viver... A cura não é para mostrar "aos outros" que se está bem, é estar bem. Apararência nunca foi essência. Quando me dediquei a me buscar, a me conhecer, a me ajudar a crescer como pessoa, tudo melhorou e piorou... Melhorou porque vi que toda piora também tem seu motivo para existir e passa. Piorou porque não é porque você se abre para a mudança para melhor que tudo vira pudim - macio e gostoso. Enquanto eu não estiver bem "tratada" ou trabalhada, ou melhor, em paz verdadeira comigo mesma, aceitando que existe algo que chama de destino, missão, objetivo de vida, meta da alma... a verdadeira razão pela qual Deus nos deu a vida, ainda viverei esse embate e acharei que alguns acontecimentos são ruins. No dia em que internalizar, assimilar, apreender... que a vida é como é e que tudo tem seu tempo, aí sim, encontrarei o caminho da paz, do amor, da liberdade! Aí, sim, posso entender de verdade! 

Custei a entender o que senti ao terminar de ler o "Paz Guerreira" e foi isso: aceitar seu "destino" e não fugir dele. Temos opções diárias de como e o quê fazer diariamente, se não temermos e não fugirmos, tudo flui, segue a correnteza do tempo certo e sem resistência podemos correr e cair nos braços do mar da vida real, sem ilusões. E preciso sair da condição de vítma que ainda me coloco - como todo ser humano, que acha que merece mais e que não merece viver o que vive... - para assumir o comando da minha vida, sem pena; enfrentando o medo. Bom, me preparo para mudar sem martítio, aceitando a realidade. Mas, isso leva tempo - o tempo necessário - e é um passo por vez. Ou seja, trata-se de uma jornada, de uma vida inteira para aprender o máximo que eu puder. Tudo de vez não recomendável... Cuidado para não ser afoito e acelerar mais do que deve... Daí, terá que parar e esperar o tempo certo. Às vezes a gente acha que foi mais rápido que o tempo, quando, paramos, vemos que ele ainda nem chegou, então como tê-lo utltrapassado? Mania de não respeitar o mestre tempo... (risos).

Pois é, hoje, mais um dia em que estou feliz por "nada", ou, por TUDO! Num dia trivial, sem graça, com os mesmo problemas... 

Saudações aos que se encontram no mesmo empenho de melhorar a si. E saudações aos que ainda estão com os olhos tapados pela correria e pela falta de "tempo" para melhorar a si... Tempo é algo que está aí.

Pat Lins.

domingo, 17 de julho de 2011

SUA ADRENALINA PODE COMPROMETER A VIDA DE OUTRO... PELA PAZ E CONSCIÊNCIA NO TRÂNSITO

Gente, estou chocada! A cada dia mais nos deparamos com inconsequentes no trânsito que destroem a vida de algum inocente. Para o causador, apenas um susto e nada mais. Ah, tem a fiança, que libera um marginal. Sim, para mim uma pessoa imprudente é um bandido, ou louco. Louco da loucura legitimada pela tal da sociedade onde quem está certo, está errado. Dirigir no limite de velocidade é para "babaca", afinal, um bom "piloto" precisa provar que é bom nas pistas urbanas, em meio a qualquer trânsito, porque eles acreditam estar no controle da situação. Controle de quê? 

Bêbados(as), imprudentes... sempre os "pilotos" estão atrás de adrenalina! Uhu! "Emoção"! Quanta emoção! Para quem causa, histórias para rir r contar, afinal, trata-se de uma pessoa "descolada", destemida, corajosa... Para a vítma, quando perde a vida: enterro, dor e tristeza para a família, amigos e afins. Quando fica vivo com algum problema: problema para a vida inteira. Poucos saem ilesos. Porém, normalmente, as vítmas perdem algo, os causadores, pagam fiança! 

Faz pouco tempo, o tio de uma amiga foi "assassinado" por um desses imprudentes, inconsequentes que acham que sinalização na pista é enfeite. Esse infeliz passou em alta velocidade mesmo com carros de um lado e outro da estrada, parados, piscando, para alertar; cones no caminho - há mais ou menos 30 metros de onde o caminhão estava parado; e ele acelera, como se nada estivesse chamando sua atenção, como se aqueles sinais de alertas não lhe dissessem nada. E, bem provável não dissesse mesmo, para entender os sinais você precisa saber que aquilo é um sinal... Muita gente acha, como falou Alexandre Garcia, certa vez, que dirigir é como ter um ventilador: você liga e ele funciona. Pois, sim, esse infeliz avançou e levou o tio de minha amiga pela frente, quando começava a retirar os cones... Dias depois, o assassino estava livre e o tio da minha amiga, enterrado. 

Até quando essa falta de consciência? Não adianta pedir rigor, apenas, nas punições - para mim, acidente de trânsito, se comprovado que foi imprudência do motorista, afinal, existem muitos pedestres imprudentes, também... - é preciso consciência. Fiança é dinheiro; dinheiro, quem não tem, arranja, dá-se um jeito e paga: livre! Só que existem situações irreversíveis. Uma vida não volta após tirada, por exemplo. Será que é preciso esperar por políticas públicas? E a responsabilidade de cada um, fica onde? Falta educação de base. Falta bom caráter nas pessoas. Falta consciência de que cada ato reflete uma consequência. A impunidade não era para ser medo de pagar fiança, deve haver auto-consciência, gente!

Fica aqui meu humilde manifesto! Tomo susto diariamente nas ruas. Por pouco ia sendo atropelada com meu filho, atravessando a rua, porque uma criatura doida entrou em alta, numa rua tranquila e na contramão... ainda me olhou de cara feia, como quem queria ter a pista livre para ele voar, no mínimo. E é assim, eu estava errada por estar certa: olhei um lado e outro da rua - sim, costumo olhar os dois lados, mesmo em pista de sentido único - e não vinha carro, até esse louco surgir. Minha única reação foi puxar meu filho e gritar com o sacana que seguiu em alta e sumiu. Quem nunca passou por isso? E no carro? Quantos sustos? Até quando?

Pela paz no trânsito, antes, paz individual! Se cada um organizar seu tempo, sair com tempo para deslocamento e imprevistos, sem pressa, sem deixar para sair em cima da hora... pode ajudar. 

Bom, essa é a hora de se tentar mudar essa realidade: agora! Uma mudança em atitudes pessoais pode ajudar e muito! Converse com pessoas que agem dessa maneira. Mostrem vídeos de acidentes. Recorrer sempre ao bom senso que existe dentro de todo ser humano. Vamos ver se assim a gente muda alguma coisa!

Pela paz no trânsito! Pela paz em si! Pela PAZ!

Pat Lins.

sábado, 16 de julho de 2011

SE ESCONDENDO DA DOR

De nada adianta nos escondermos da dor... ela não deixa de doer por causa disso.

Melhor encarar as decepções, dores e problemas logo, do que empurrar com a barriga. Mesmo que não tenhamos a coragem, força ou determinação no momento para isso, começar a reunir forças é um bom caminho, só que reunir forças para algo detectado é melhor do que reunir forças ao acaso.

Sempre é hora de encarar a dor e buscar curá-la. Fingir que não dói só aumenta a dor. Toda dor só enquanto está doendo, quando curamos, ela passa! 

Pat Lins.

AINDA É PARA DAQUI A POUCO...

Muita gente não entende que para o depois funcionar e ser real ele precisa começar antes...

Daqui a pouco começa agora! Começar na hora de terminar não pode ser um bom começo.

Pat Lins.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

SEM ATRASO. NA HORA CERTA!


Engraçado que é até fácil compreender - ou começar a - que tudo tem seu tempo. E o mais engraçado é que a gente tem uma imensa dificuldade para aceitar que tudo tem seu tempo...

Ontem, do nada, em meio a uns pensamentos para superar um obstáculo enorme que me coloco - voltar a dirigir - eu pensava: "tanto tempo para voltar, agora, tenho que voltar de qualquer jeito... Antes tarde do que nunca" e me veio a mente: "NÃO HÁ ATRASO. TUDO NO TEMPO CERTO!" Foi quando vi que por mais que eu fale e acredite que tudo tem seu tempo, essa condição ainda não me foi internalizada. Ainda quero segurar o tempo com minhas unhas...

Comecei e me "tocar" de que toda religião ou doutrina religiosa considera certo o fato de que todos temos um propósito, uma missão aqui - na Terra; na vida... cada um coloca o termo mais apropriado - só que, todos nós vivemos na correria. Impressionante: muitas pessoas que conheço e que também falam isso para mim, também têm sua pontinha de desconfiança o que caracteriza um leve deslize na fé. Como me dizer - ou eu me dizer - que "não cai uma folha da árvore se Deus não permitir..." se vivemos arrancando as folhas? E aí, eis que me surge outra dúvida: só devemos esperar a folha cair ou podemor arrancar? Porque, ficar só esperando cai em outra contradição humana: "não devemos ficar parados esperando que caia do céu..." - risos.

O que percebo é que confundimos tudo por medo de seguir em frente. Temos medo de sermos felizes. Esperar o tempo certo, para mim, quer dizer: fazer o que está ao seu alcance, seguindo e fazendo o que ocorrer no dia a dia e ir se trabalhando para "chegar lá" mais bem preparado. Ou melhor, não existe isso de  chegar ao final para "chegar lá", o chegar lá é o caminhar. Quando escutei o comentário de uma pessoa, que início e finalidade estão interligados e são a mesma coisa, estranhei... Fui para minha vida. Está aqui, comigo: se para tudo tem um início e um fim, mas, não existe uma reta unindo os dois pontos, então, não são pontos separados. Ou seja, andamos em círculos. Daí, vim entender, do meu modo grotesco que isso é o que vem a ser ciclo. Quando aceitarmos e assimilarmos que nosso propósito é ser feliz e ter êxito em nossa busca de nós mesmos para encontrarmos, assim, o que está dentro de nós a vida inteira, quebramos esse ciclo e entramos numa linha reta - que vem com um novo ciclo e daí seguimos rodando para a frente.

Sobre ser feliz, assistindo "A Grande Família", ontem, na TV, me emocionei quando Lineu descobriu que o pai havia mentido para ele e que sua relação com a mãe poderia ter sido melhor. O que me emocionou foi ver que a mãe, uma mulher que carregava em si um sonho, uma vontade enorme de viver seu talento, abriu mão de tudo aquilo que nos impõem acreditar ser o ideal de felicidade: casar e ter filhos. Isso é uma vida honrada. Mas, a severidade do pai só denotava sua fraqueza, fragilidade e medo. Como consequência, afastou o filho da mãe para puní-la. Punindo o menino, também. Ele teve medo de ser feliz e se prendeu a felicidade "ideal" que nossa sociedade hipócrita e demagoga impõe. Ela, seguiu seu sonho, mesmo assim, não conseguia ser plenamente feliz. Faltava um pedaço do qual abriu mão, pela felicidade dele... O que senti em minhas entranhas foi o quanto não sabemos ser feliz e como nos foi ensinado e condicionado que uma felicidade pode equivaler a infelicidade de alguém e o caminho para a felicidade passa a ser um caminho errado, com culpa, com arrependimentos e com "se's" sem fim: "se eu tivesse ficado"; "se eu não tivesse seguido...". Quero saber quem foi o primeiro infeliz que plantou e regou essa semente e quem foi que cuidou dessa árvore infeliz da infelicidade imperante e permitiu que desse frutos? Pior, quem distribuiu esses frutos? Bom, deu certo! Se espalhou e hoje vivemos sendo o que não somos, sem saber aonde queremos chegar de fato! 

Como saber o que é SER FELIZ, se a maioria dos seres humanos não sabem o que vem a ser e temem esse estado de espírito? Todos nascemos para sermos felizes? E o aqui e agora de luta diária em querer ser feliz e lutar para alcançar esse estado que todos temos dentro de nós, mas, tantos fatores nos fazem esquecer. O aqui e agora é agora. Se eu sou plenamente feliz? Não. Tenho alegrias e tristezas como qualquer pessoa. Busco a cada dia fazer algo, por menor que seja, para alimentar esse estado de espírito em embate comigo mesma. Eu não alcancei esse estado de paz interior que me permita alcançar o estado de plenitude. Não nos enganemos, para ser feliz, de verdade, o caminho é o amor! E, se não sabemos o que vem a ser amor, imagine suas ramificações? 

É, ainta temos muito para aprender e apreender. Só falta começar a disfazer as máscaras que nos impuseram desde muito tempo. Não é fácil, não. É simples. O que é exigido são atitudes simples. Mas, fácil, né não. E isso lá é motivo para desistir de continuar? Grito, esbravejo, falo mais do que faço... mas, sigo, faz parte da minha falta de paz e conhecimento suficiente... essa ainda é a maneira que guerreio comigo mesma e com o mundo externo. Aos poucos, com o passar do tempo isso vai mudando e vou entrando em sintonia comigo mesmo, com a Patricia que sou, aliás, com o ser que sou. Não quero me dedicar ao tempo cronológico como guia, mas, também, não posso fingir que ele não existe e que tem sua importância. Seguir é isso: ir vendo, enxergando, sentindo, refletindo e se preparando para a ação e transformação. Em "Paz Guerreira" vi isso no personagem principal. A gente sente que ele amadurece sem espalhar aos quatro ventos que amadureceu, que mudou, que cresceu. Ele apenas se torna quem ele é. E, na "A Grande Família" estava a mesma mensagem para superar o medo que Kadriel - personagem principal do livro "Paz Guerreira" - descobre na prática: "não há como perder o medo, senão o enfrentando!". Enfrentemos nossos medos. Fácil? Quem está falando em facilidade, aqui? Eu preciso enxergar as possibilidades e enfrentar o medo é possível, ainda que doloroso e cansativo.

Bom, toda hora é hora de alguma coisa. Feliz aquele que alcança esse estado e serve de exemplo vivo e real para que outro seja motivado. Somos ou não um conjunto? 

Vamos sim, deixar um mundo melhor para os nossos filhos e filhos melhores neste mundo - a começar por nós, filhos do mundo! Sem atraso, na hora certa esse tempo chegará - afinal, já é: cada segundo faz parte desse todo. Cada instante em que fazemos um movimento, entramos no caminho ao tempo certo e, cada esforço, cada vontade de superar os desafios nos mantém nesse caminho e nos leva adiante. Do mesmo jeito que as sementes da infelicidade imperante e operante foram planatadas, germinaram e se espalharam os frutos, as da felicidade real e consciente também são possíveis de germinar. Basta plantarmos, regarmos e cuidarmos que ao seu tempo dá. Só precisamos começar e continuar, um passo de cada vez. Eu só quero é ser feliz e mais nada! Ops! E tudo mais que vem junto e que é juntado no caminho, ou alguém pensa que chegará de mãos vazias no final da jornada? A questão é que carregaremos tanta coisa! Tanta coisa que não pesa, pelo contrário, nos eleva!

Pat Lins.

terça-feira, 12 de julho de 2011

APENAS, ACONTECE. APENAS... É ASSIM.

Por mais que detestemos aceitar, a verdade é uma: o fato é de fato, fato!

Querer mudar uma realidade, ou, a parte que achamos não estar adequada requer esforço e não é tão fácil, apesar de exigir soluções simples.

A vida trata-se de um esforço diário: respirar, nos é necessário, porém, catalisa a nossa morte... Comer, é necessário, mas, o tempo passa e coma "bem" ou "mal", algo fará mal por conta da comida, pois, faltou algo... Andra é importante, mas, aos poucos, os ossos são desgastados e as articulações sofrem... Para tudo na vida tem solução, mas, mesmo essa solução não vem sem o outro lado, sem a compensação.

Precisamos estar preparados para tudo. Mas, como, se  não sabemos de nada? Nos preparar como e para quê? Algumas pessoas que ainda estão tentando se aceitar ou aceitar determinada informação - e que não se admitem assim... se acham experts - normalmente me dizem: "tudo é um questão de cabeça..." ou "é só falar afirmativamente"... Gente, tudo isso faz parte de um processo de mudança. Lógico que pensar positivo e viver positivamente faz mais bem do que mal a nós mesmos. Mas, e o exagero? Sim, enquanto não internalizamos e vivemos naturalmente de maneira mais positiva, passamos a cobrar de todos ao nosso redor que assim o vivam, como se se todo mundo agindo assim, ficasse mais fácil para mim... Não é assim. Ao menos, eu penso que não seja. Eu penso que para compreendermos que existem movimentos inconscientes em cada um de nós, e que eles, na maioria das vezes, são os detonadores dos sinais do que precisamos cuidar, antes, é importante que nos ensinem que não controlamos o inconsciente, tanto que ele é chamado de inconsciente por isso: não temos a capacidade - e isso é para todo mundo, dos mais bem aos mais nunca trabalhados - de saber exatamente o que ele quer nos dizer. Os mais bem preparados, que se exercitam constantemente - e isso é necessário para quem busca o auto-conhecimento e libertar-se das prisões e ilusões que nossa mente nos causa a todo instante - conseguem perceber que há algo pedindo para ser conhecido e, ao identificarem as mensagens que o inconsciente manda, entram em contato com ele... Bom, aí, só através de algumas técnicas que muitos psicólogos podem ensinar. Através da intuição de maneira instintiva - sem conhecimento da intuição, apenas se sente que precisa fazer algo e reage; para mim, há uma diferença entre a intuição verdadeira e o instinto chamado erroneamente de intuição... - também conseguimos sentir que algo está fora do lugar e, alguns, partem para movimentos físicos... Ao meu ver, essa atitude colabora no sentido de fazer a catarse física, sem trabalhar ou cuidar do que causou; a catarse física não envolve a mudança que o inconsciente requer, apenas dá um paleativo para o acúmulo de  agonia que insistimos em colocar dentro de nós, em nosso organismo. O movimento físico talvez impeça que atinja nosso bem estar físico. Para mexer nas emoções, no âmago dos pensamentos, na mente, é preciso um movimento maior e mais intenso, além de mais profundo: busca interna. Para tudo, o equilíbrio: corpo e mente - exercício para o corpo e para a mente, também. 

Bom, é difícil aceitarmos, mas, as coisas acontecem como têm que acontecer, ainda que disparemos inconscientemente. Esse é outro aspecto, quando nos dizem: "você está se sabotando"; "o inconsciente atrai, você atraiu essa situação para sua vida..." Falada assim, como palavras soltas ao vento, é muito cruel. Alimenta uma culpa que não podemos nem precisamos ter. Começamos a acreditar que criamos a situação de maneira conseciente e, dessa maneira, proposital. Não é bem assim! Muitas sensações que temos, muitas dores que sentimos, muita culpa... muitas vezes provém de algo que nem temos consciência. Aí, urge a necessidade de buscarmos ajuda de um profissional competente e qualificado. Assim, teremos auxílio, através de ferramentas e exercícios adequados, para buscarmos as respostas, ou, em muitos casos, as perguntas certas. O auto-conhecimento é esforço individual, claro, mas, não é muito fácil alcançar sozinho, se fosse fácil assim, ninguém teria embates internos... 

Aceitar e encarar que as coisas são como são ou, estão assim por determinada razão, ajuda a entendermos que temos um caminho a trilhar por ali, não fugir, empurrar com a barriga ou fingir que ele não existe através de fechamentos de pensamentos do tipo "ele não vai entender..." ou "se fulano não tem consciência do próprio ato, não serei eu quem direi" - de fato, existem situações onde a omissão consciente, onde você sabe que calar é melhor, é o mais adequado, mas, com paz no coração e na mente. Assim se deu um movimento com sabedoria: calar por uma razão específica, não por fingir ser superior - vai nos ajudar a saber que precisamos caminhar de determinada maneira. Um outro ponto de suma imortância é saber que objetivos e finalidade se encontram no meio e o meio é o caminho e o caminhar. É seguir, para que resolvamos em verdade, não em máscara ou aparência... Desta maneira, o problema não foi resolvido e se instala. Mas, isso se dá de maneira consciente? A gente diz: "eu quero viver nesse entrave"? Se eu não consigo mudar é porque algo nos trava. Destravar é na hora certa, quando houver uma preparação. Tem quem nunca destrave uma travinha, porque não alcança o grau mínimo de adimitr que é como é. Mas, à medida que deixamos de sentir pena de nós mesmos e encaramos que as coisas são como são, já ajuda e assim, vamos querer ir mais e além em nossa busca. Até essa busca precisa ser bem conduzida, porque nós criamos ilusões e desejos e acreditamos ser verdade e vontade. Seguir pelo caminho "errado" denota o quanto nos desconhecemos e o quanto desejamos nos manter na ilusão. Dizem que um dia todos acordarão e serão obrigados - no melhor dos sentidos - a se verem, ou seja, terão que tomar consciência de si. Só assim podemos buscar uma maneira de caminhar no caminho "certo", no caminho que nos conduzirá ao reencontro conosco mesmo - nossa essência, nosso EU verdadeiro. Só assim poderemos entender os sinais dos céus e permitiremos a ação divina em cada um de nós, em cada coração. Não nos iludamos: o pragmatismo e ceticismo exacerbado só nos afastam do caminho e demonstram a falta de sentido na vida de uma pessoa. Um indivíduo que tudo quer comprovar apenas pela ciência, sem ter ciência - no sentido de conhecimento - de que existem coisas que não estamos preparados para entender e, ainda assim seguirmos fazendo nosso melhor, é um indivíduo vazio, oco, desesperado. Cuidado com as máscaras que nos colocamos e com o "tempo cheio" de atividades, como válvula de escape. Nós precisamos saber nos aliar ao tempo, senão, o teremos como "inimigo" ou "senhor escravizante", quando, na verdade, o tempo é mestre e segue, nós precisamos acompanhá-lo corretamente. O auto conhecimento faz parte dessa aliança entre o tempo e EU. Detalhe: temos muitas demandas para mudar, portanto, não nos exijamos nos conhecermos a fundo e 100%, isso é desespero. As coisas acontecem como precisam acontecer, mesmo que mudemos o caminho, um dia, acontecerá de encontrarmos o certo e nele seguiremos, em busca da maneira certa de caminhar.

Na vida, tudo é busca e continuidade. Não se trata de esforço de um dia apenas e pronto. Muitos falam em mágica ou passe de mágica... Bom, algo mágico acontece quando nos encontramos conosco: a mágica da realidade. A verdadeira paz interna, o equilíbrio, a harmonia não exige, não se abala, apenas é naturalmente tranquilo, sereno, compreensivo e repleto de compaixão. Daí, uma série de virtudes vêm juntos: paciência, doação, lealdade, respeito... AMOR. o amor, como falo e repito, é livre e libertador. Essa de que se "mata por amor" ou "o amor é ciumento" ou "amar dói" para mim, não cola. O amor é um sentimento sublime e, nessa condição, ainda não o sabemos. O que chamamos de amor é um pedacinho ínfimo do que vem a ser AMOR. Nem o amor de mãe consegue ser tão imparcial, a gente também precisa do amor do filho, ou seja, exigimos retribuição e retorno. Quantas vezes falamos: "eu te dou tanto amor, e você, o que me dá em troca? Ingratidão! Filho ingrato!". Quem nunca se viu ou ouviu nessas condições - em qualquer um dos lados?

Pois é! Pois é! Pois é! O que é, é e pronto. Na Bíblia Deus diz: "Eu sou o que Sou" ou "Eu sou o Alfa e o Omega. O princípio e o fim"... E esse é o verbo da verdade, da essência: É. Apenas É! O que está, para deixarmos bem claro, não é... está e o que está um dia passa, mas o que É, é eterno! Tanto que nós somos humanos e somos imperfeitos, mas, somos parte da perfeição divina e juntos, um dia. alcançaremos a perfeição: quando cada um for o que É de verdade, em essência. A soma de todo EU que É será igual a perfeição, juntos seremos a verdadeira imagem do Pai.

É assim!

Beijos,

Pat Lins.

domingo, 3 de julho de 2011

"PAZ GUERREIRA" - TRECHOS PARA LEMBRAR E REFLETIR I


Eu amo ler! Leio de tudo, inclusive, bula de remédio. Por isso, amo ler a vida e tirar lições de tudo - mesmo que sabendo o que deveria ter aprendido e não aprendi, ainda... risos.

Atualmente, estou lendo "Paz Guerreira", de Talal Husseini, e por se tratar de um livro riquíssimo em ensinamentos e levantamentos de questões para reflexões, eis que vou colocar alguns trechos para me lembrar:

"A verdadeira guerra se trava no interior. A verdadeira paz é uma Paz Guerreira!"

"(...) E, como todo grande guerreiro, conquistou a paz... (...) Não é o poder que corrompe, o poder liberta, ilumina. Quando o homem se corrompe é porque perde o canal do poder e da sabedoria. Um guerreiro sabe disso e luta todos os dias para sacar o véu da ignorância que corrompe o homem. Portanto, onde homens comuns se corrompem, o guerreiro resiste (...)"

"As pessoas comuns veem tudo de forma comum e não sabem como conquistar algo diferente porque estão sempre com a mente no passado ou no futuro. O guerreiro vê tudo de forma especial porque vive o presente. Para um guerreiro, sentar-se, caminhar, tomar banho, ver o Sol e as estrelas são sempre atos especiais, porque vive cada momento como se fosse o último. A consciência posicionada no momento presente abre as portas da realidade. Só quem conhece essa realidade tem o verdadeiro poder para governar."

"PARA O FALCÃO POUSAR É PRECISO QUE O NINHO ESTEJA PREPARADO."


"(...) Ausência de medo: morte. Excesso de medo: morte. A vida residia no estreito caminho do controle do medo."

"(...) o fogo é perigoso porque queima, que a água é perigosa porque afoga, que os animais são perigosos porque mordem e que tudo deve ser temido porque é perigoso de alguma maneira, ainda que não saibamos de momento qual seja. A educação pautada do medo (...) é a incapacidade humana em se fazer entender de forma construtiva, mesmo pelas crianças. A humanidade havia desaprendido como ter obediência por respeito e admiração. O medo era a ferramenta mais fácil, começava a ser utilizada na infância e continuava até a morte, o maior de todos os medos. As pessoas viviam com medo e morriam com medo, quando não morriam , muitas vezes, do próprio medo. O instrumento natural de proteção e sobrevivência era transformado em aparelho de letargia e inconsciência."

"Certas aves, como os falcões e as águias, têm características muito especiais (...) Ao contrário de outras aves, quando veem uma tormenta, vão diretamente de encontro a ela, não se escondem, nem ficam agitadas, abrem suas asas poderosas e velozes e enfrentam a tormenta, superam as nuvens negras, a tempestade, os choques elétricos provenientes dos raios. Sabe por quê? Porque sabem que acima, para além da tormenta, está o brilho do Sol!"

"(...) - Diz-me aonde devo chegar, e irei.
- Chegar não é tão importante quanto é caminhar. É a trilha que conta, é a jornada que modifica.
- Mas, não se descobre o mistério se chega a ele? Não devemos chegar a algum lugar para para chegar a esse mistério?
- O mistério que se encontra no final é o mesmo mistério que se encontra no início e no meio..."

Logo mais, mais trechos para lembrança e reflexão!
Os techos acima são do livro "Paz Guerreira", de Talal Husseini e vale a pena ser lido e saboreado em cada uma das suas 710 páginas!

Pat Lins.

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