quinta-feira, 13 de maio de 2010

COISAS DO MUNDO MODERNO DE TODOS OS TEMPOS...

Recebi a mensagem a seguir por e-mail, enviada pela minha digníssima mamãezinha. Texto lindo e reflete muito do que penso sobre essa mania de se descobrir uma coisa, que contradiz outra, que "disdiz" aquilo que já foi afirmado... que a ciência tem resposta para tudo... Pena que de maneira isolada... E se a gente for seguir tudo a risca, estaremos em apuros!!! O bom é que descubra-se o que descobrir, fazer o bem, sempre fará bem, mesmo que a ciência não consiga comprovar a verdadira razão... Ao menos ela aceita a possibilidade... risos. Para tudo o bom senso. Daqui a pouco descobrem que comer faz mal e aí, os seguidores da luz como alimento serão mais aceitos... sendo que eles já são reais... Portanto, lá vai!

Veio como se fosse de Luis Fernando Veríssimo e assim coloco aqui:

SIMPLICIDADE - por Luis Fernando Veríssimo

"Cada semana, uma novidade. A última, foi que pizza previne câncer do esôfago.

Acho a maior graça.

Tomate previne isso, cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância, mas, peraí , não exagere…
 
Diante dessa profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos. Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal prá minha saúde.

Prazer faz muito bem.
 
Dormir me deixa 0 km.

Ler um bom livro, faz-me sentir novo em folha.
 
Viajar me deixa tenso antes de embarcar, mas, depois, rejuvenesço uns cinco anos! Viagens aéreas não me incham as pernas; incham-me o cérebro, volto cheio de idéias!
 
Brigar,me provoca arritmia cardíaca.
 
Ver pessoas tendo acessos de estupidez,me embrulha o estômago!

Testemunhar gente jogando lata de cerveja pela janela do carro,me faz perder toda a fé no ser humano…

E telejornais… Os médicos deveriam proibir… como doem !
 
Caminhar faz bem, namorar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo faz muito bem: você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada.
 
Acordar de manhã, arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite,isso sim,é prejudicial à saúde. E passar o resto do dia sem coragem para pedir desculpas,pior ainda.
 
Não pedir perdão pelas nossas mancadas, dá câncer, guardar mágoas, ser pessimista, preconceituoso ou falso moralista, não há tomate ou muzzarela que previna!
 
Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo,não ter ninguém atrapalhando sua visão,nenhum celular tocando e o filme ser espetacular, uau!
 
Cinema é melhor prá saúde do que pipoca.
 
Conversa é melhor do que piada.
 
Exercício é melhor do que cirurgia.
 
Humor é melhor do que rancor.
 
Amigos são melhores do que gente influente.
 
Economia é melhor do que dívida.
 
Pergunta é melhor do que dúvida.
 
Sonhar é o melhor de tudo e muito melhor do que nada!"
 (Luís Fernando Veríssimo


Boa leitura!

Pat Lins.


segunda-feira, 10 de maio de 2010

PRESENTE

De nada adianta construir um FUTURO sem a construção de um PRESENTE!
Pat Lins.




VEJA TAMBÉM:


                                        























 

sexta-feira, 7 de maio de 2010

HOMENAGENS ESPECIAIS PARA MÃES


"MÃES NA PRÁTICA" está fazendo uma série de homenagens para as mães.

Você pode participar lendo nossas mensagens e/ou enviando a sua!

Envie um e-mail para linspat@gmail.com que eu coloco lá! Pode enviar foto da mãe, também.

Domingo todas elas estarão lá!

Pat Lins.

terça-feira, 4 de maio de 2010

"(...) Mas, não é a tristeza que mata." - Fernanda Young


"É preciso ter tristeza. Tristeza não é ruim. Quase todo mundo só quer escutar musiquinhas alegres, ir dançar em lugares barulhentos, ficar falando o tempo inteiro. Porque eles tem medo da tristeza. Mas não é a tristeza que mata."

(Fernanda Young)

Quando se fala em "preciso ter tristeza" as pessoas confundem tristeza - um sentimento real e necessário, que faz parte da gente - com culto à tristeza, à dor e ao sofrimento... isso é que mata... além da miséria entristecedora que pouco conseguimos ou estamos dispostos a desfazer!

Para mim, a falta de alegria ou consciência do que é felicidade é muito pior que tristeza. Tristeza é um sentimento, como todo sentimento, que surge em reação a algum estímulo. Não é para ser temido. É para ser compreendido, acolhido e deixar passar.

Toda tristeza já chega querendo ir embora. É um alerta. Uma reação. Um sentimento. Uma emoção passageira.

Perpetuar a tristeza, ainda que em forma de "pseudo alegria" é que dispara e mantém o sofrimento e des(re)caracteriza tristeza.

Não precisamos temer nossas tristezas. Precisamos temer o que nos faz desejar ocultá-las de nós mesmos, em vez de cuidá-la - ou, cuidar o que ocasionou - para deixá-la partir em paz e nos aproximarmos de nossa verdadeira paz interior.

Vamos conhecer mais nossas emoções e nos temer menos!

Abaixo a "cultura" ou culto a tristeza sem fim! Abaixo o tabu em falar de assuntos que doem, como se doesse mais ao falar. Abaixo a vergonha em sermos que somos.

Que se erga o novo tempo de busca e encontro do real significado de FELICIDADE, onde não se exclui nada e se inclui saber viver e lidar com TUDO.

Ser feliz é saber deixar ficar o que for para ficar e deixar passar o que tiver que ir e, ainda, se encontrar pleno e capaz de superar, em busca da manutenção de uma vida leve, saudável e sem rancores, raivas, dores intermináveis e incalculáveis. Ser feliz é um estado de espírito vivo. Ser feliz é uma questão de buscar e encontrar em toda e qualquer situação - conflituosa ou não.

Para mim, o tédio de não saber quem se é de como posso melhorar é muito mais "triste". O tédio de não acreditar em algo melhor... isso mata... mata qualquer identidade. E o que somos,afinal, além de nossa identidade real? De nossa essência?

"Se é para tentar ser alguém bem melhor, deixa eu tentar ser quem eu sou..." (Banda Hori)

Mas, quem eu sou? A gente sofre demais por não se assumir sendo quem é. A gente sofre demais, porque é mais aceito quem sofre - ainda que taxado por inúmeros adjetivos - do que quem supera. Quem supera - ou deseja superar - é tido como louco e/ou como pessoa fria e sem sentimento. Isso porque o sentimento aceito é a tristeza mascarada de dor necessária, mas, não falada, acomodada, engessada e alegremente sentida. Não se admite a tristeza em sua real profundidade e origem. Se admite a "tristeza por..." e esse por é que legitima ou não - de acordo com os critérios do julgo alheio - se se pode ou não assumir a tristeza ou mascará-la com outra tristeza e, na sequência, fingir alegria, para ninguém continuar a te julgar... Triste! Triste ser como somos e tão pouco fazermos ou nos dispor a fazer. Triste não poder "curtir" sua tristeza, para que ela passe e tenha que se entregar a curas superficiais, parciais e insuficientes, como "encher a cara", "tomar um bom porre" ou "fazer compras" - ai, esta eu adoro... pois é, sou humana, sou real e, quando dá, também afogo as mágoas em compras... risos. Triste! - risos.

Sejamos felizes sendo, a cada dia, cada vez mais, nós mesmos, no melhor significado que venha a ter!

VAMOS DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO!!!

Sem morrer de tristeza, nem matar de falsa-alegria... para fazer parar de sangrar, é preciso limpar e cuidar.

Pat Lins - mais um grito desabafo!


A ÁGUA SAUDÁVEL

A água que desce
escorre
e freia

A água que fica
é fria
inunda

A água que sai
se vai
esvazia

A água
imóvel
asfixia

A água parada
ensopa
resfria

A água salgada
molha a pele
(re)hidrata a alma

A água que escorre
não inunda
esvazia

A água represada
entope
a pia

Pia de dor
como clamor
abafado

A água que escoa
desentope
esfria

A água que cura
salva
alivia

A água que vai
corre solta
evapora

Vira chuva
de trsiteza que foi
de atual alegria

A chuva salgada
rega
a semente

A semente
germina
brota a magia

Toda cura
é processo mágico
inebria

A água
não acaba
escorre a noite

A água
de dia
embaça e alivia

A água salgada
não se bebe
esvaía

A água saudável
lava dor
se vai, um dia

A água
corrente
de cura sadia

Pat Lins

segunda-feira, 3 de maio de 2010

CHEGOU A HORA DESSA GENTE BRONZEADA MOSTRAR SEU VALOR!


O texto "Em torno do espaço público do Brasil", do antropólogo brasileiro, Roberto da Matta, descreve, de maneira brilhante, um pouco do nosso "jeito de ser brasileiro" ao qual nos acomodamos e propagamos com tanto "louvor" e "patriotismo", onde romper com isso soa como impossível, mas, para mim, com boa vontade e bom senso se mudam pequenas coisas e faz grande diferença...

Aquilo que justificamos como "bobagens", já que existem problemas tão maiores para serem resolvidos, sim, é a base desses grandes problemas... A gente esquece que tudo tem um ponto de partida... Está na hora de darmos um ponto de partida para a melhoria, concorda?!

Amei o texto e coloco aqui, para uma leitura agradável, do ponto de vista de estar bem escrito e bem argumentado, entretanto, chocante, por ser uma descrição muito próxima da nossa realidade, ainda...

EM TORNO DO ESPAÇO PÚBLICO NO BRASIL
                                                                   - Roberto da Matta 

"Estou no aeroporto de Salvador, na velha Bahia. São 8h25 de uma ensolarada manhã de sábado e eu aguardo o avião que vai me levar ao Rio de Janeiro e, de lá, para minha casa em Niterói. Viajo relativamente leve: uma pasta com um livro e um computador no qual escrevo estas notas, mais um arquivo com o texto da conferência que proferi para um grupo de empresários americanos que excursionam aprendendo - como eles sempre fazem e nós, na nossa solene arrogância, abominamos - sobre o Brasil. Passei rapidamente pela segurança feita por funcionários locais que riam e trocavam piadas entre si, e logo cheguei a um amplo saguão com aquelas poltronas de metal que acomodam o cidadão transformado em passageiro.

Busco um lugar, porque o relativamente leve começa a pesar nos meus ombros e logo observo algo notável: todos os assentos estão ocupados por pessoas e por suas malas ou pacotes. Eu me explico: o sujeito senta num lugar e usa as outras cadeiras para colocar suas malas, pacotes, sacolas e embrulhos. Assim, cada indivíduo ocupa três cadeiras, em vez de uma, simultaneamente. Eu olho em volta e vejo que não há onde sentar! Meus companheiros de jornada e de saguão simplesmente não me veem e, acomodados como velhos nobres ou bispos baianos da boa era escravocrata, exprimem no rosto uma atitude indiferente bem apropriada com a posse abusiva daquilo que é definido como uma poltrona individual. Não vejo em ninguém o menor mal-estar ou conflito entre estar só, mas ocupar três lugares; ou perceber que o espaço onde estamos, sendo de todos, teria de ser usado com maior consciência em relação aos outros como iguais e não como inferiores que ficam sem onde sentar porque "eu cheguei primeiro e tenho direito a mais cadeiras!".

Trata-se, penso imediatamente, de uma ocupação "pessoal" e hierárquica do espaço; e não um estilo individual e cidadão de usá-lo. De tal sorte que alguns se apropriam do saguão - desenhado para todos - como se fosse a sala de visitas de suas próprias casas, tudo acontecendo sem a menor consciência de que, numa democracia, até o espaço e o tempo devem ser usados democraticamente.

Bem à minha frente, num conjunto de assentos para três pessoas, duas moças dormem serenamente, ocupando o assento central com suas pernas e malas. Ao seu lado, e sem dúvida imitando-as, uma jovem senhora com ares de dona Carlota Joaquina está sentada na cadeira central e ocupa a cadeira do seu lado direito com uma sacola de grife na qual guarda suas compras. Num outro conjunto de assentos mais distantes, nos outros portões de embarque, observo o mesmo padrão. Ninguém se lembra de ocupar apenas um lugar. Todos estão sentados em dois ou três assentos de uma só vez! Pouco se lixam para uma senhora que chega com um bebê no colo, acompanhado de sua velha mãe.

Digo para mim mesmo: eis um fato do cotidiano brasileiro que pipoca de formas diferentes em vários domínios de nossa vida social. Pois não é assim que entramos nos restaurantes quando estamos em grupo e logo passamos a ser "donos" de tudo? E não é do mesmo modo que ocupamos praças, praias e passagens? Não estamos vendo isso na cena federal quando o presidente faz uma campanha aberta para sua candidata, abandonando a impessoalidade como um valor e princípio, e do conflito e interesse que ele deveria ser o primeiro a zelar? Não é assim que agem todos os agentes públicos do chamado "alto escalão" quando se arrogam a propriedade dos recursos que gerenciam? Não é o que acontece nas filas e nos estádios, cinemas e teatros? Isso para não mencionar o trânsito, onde os condutores de automóveis se sentem no direito de atropelar os pedestres.

Temos uma verdadeira alergia à impessoalidade que obriga a enxergar o outro. Pois levar a sério o impessoal significa suspender nossos interesses pessoais, dando atenção aos outros como iguais, como deveria ocorrer neste amplo salão no qual metade dos assentos não estão ocupados por pessoas, mas por pertences de passageiros sentados ao seu lado.

Finalmente observo que quem não tem onde sentar sente-se constrangido em solicitar a vaga ocupada pela mala ou embrulho de quem chegou primeiro. Trata-se de um modo hierarquizado de construir o espaço público e, pelo visto, não vamos nos livrar dele tão cedo. Afinal, os incomodados que se mudem! " (Roberto da Matta)

Isso aqui, dentro de cada um de nós, que bate e pulsa, chamado coração, é um pouquinho muito de Brasil, de Terra, de Ser Humano e ele grita e bate, nos dizendo que urge a necessidade de nos olharmos, nos enxergarmos e nos entregarmos a consciência da transformação em algo melhor. Chega de aceitar e se acomodar à falta de educação como "cultural". Ridiculíssimo! Se podemos "exigir" que a cultura "evolua" para o que nos é conveniente, alegando que o tempo não para, então, hora de enxergarmos conveniência em fazer esse discurso ser real. Evolução Cultural é algo tão grande e significativo que assusta, principalmente, por nem sabermos o que quer dizer e ainda assim, exigir... Chega da "cultura" da ignorância legitimada; da estupidez conscentida; da arrogância assistida - principalmente com a assistência da "cúpula" que lidera e governa nosso Estado maior e se dizem os líderes de opinião... hora de termos a nossa para debater... -; da comodidade desmedida; da aceitação passiva - ops! não estou incitando guerra, nem movimento armado ou intelectual acéfalo aceitado... questiono a nossa aceitação como receptores incapazes de pensar e articular boas, grandes e enriquecedoras idéias. Enfim, chega de ocuparmos o espaço comum como sendo nosso e deixar o nosso como comum ao alheio...

Um saguão de aeroporto é a representação de movimento incessante de pessoas de todo, vários e muitos lugares de qualquer lugar do planeta. Não existe lugar melhor para se observar "como" e "quem" somos... fora que é fácil identificar brasileiro em qualquer lugar do mundo, com a falta de educação e respeito peculiar... eu levanto a bandeira da minha nação, com amor a pátria, mas, envergonho-me, comigo mesma, pelo meu povo... a galhorfada, amenamente apresentada e descrita pelo mundo afora como "alegria de um povo", nada mais é do que falta de limite e de "educação pessoal"!

Detesto quando escuto alguém chamar brasileiro de mal educado, baiano de preguiçoso - e mal educado, também... além de nada higiênico... - e outros tantos... para mim é incitado pelo "preconceito cultural" tão bem tolerado, mantido e perpetuado por muitos de nós, através de ações reais no sentido que conduz a manutenção dessa característica. Porém, não discordo que seja verdade. Pelo menos é assim que "nos" apresentamos a nós mesmos e ao mundo. Quem é que não joga uma garrafa de água na rua e diz: "é para gerar emprego para os garis..."?! Ou, é porque não tem o hábito saudável e higiênico de se deslocar até uma lixeira e/ou, carregar um saquinho consigo para eventuais lixos?! É tão vergonhoso ser diferente, no sentido de ser melhor????? Pois é! Muito mais cômodo alimentar essa cadeia cíclica de mal educado do que sustentar a postura de ser melhor, para não ser "diferente" dos iguais irmãos e irmãs sem "educação pessoal" e doméstica... justificar com "falta de investimento em educação escolar do Governo" não é desculpa... concordo e muito que existe esse desrespeito e falta de comprometimento de TODOS os governantes com as questões de importância primaz, mas, trata-se de educação escolar e acadêmica, eu me refiro a "educação pessoal" como aquela que nós somos responsáveis por nós mesmos em sermos melhores; de educação doméstica como resultado de uma boa "educação pessoal" e propagação desta nos hábitos do dia a dia, em nossa rotina, dentro de casa - leia-se: ambientes sociais, onde dividimos espaços físicos com outros e todos precisam co-existir em harmonia.


"Chegou a hora dessa gente bronzeada mostar seu valor..." porque "isso aqui, oh,oh,é um pouquinho de Brasil, iá,iá. Desse Brasil que canta e é feliz! Feliz, feliz!" para que continuemos a ser "a terra da alegria"!!!Cada um de nós é um pouquinho desse Brasil, será que nos damos conta?!
  
VAMOS DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO!!!

PS - Leia-se "FILHOS MELHORES NESTE MUNDO" como "PESSOAS MELHORES AQUI E EM QUALQUER LUGAR".

Pat Lins - gritando um desabafo!- risos.


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